terça-feira, fevereiro 17, 2009

Corregedoria mantém tudo como Dantes no quartel de Abrantes

Da Redação
A história recente do país mostra que, ao longo dos anos, a Corregedoria da Câmara serviu muito mais para abrigar parlamentares sob investigação do que para o cumprimento do seu papel institucional - o de zelar pela moral da Casa.
Ontem, O TEMPO trouxe um balanço a respeito da atuação dos ocupantes do cargo nos últimos anos. Não há sequer um caso de efetiva punição a um parlamentar por iniciativa da Corregedoria. Como se não bastasse a inoperância desse colegiado, foram muitos os casos em que os responsáveis pelo cargo se viram às voltas com a Justiça.
Os ex-corregedores Fernando Lyra (PDT-PE), Beto Mansur (PPB-SP), Severino Cavalcante (do antigo PPB, e que anos depois chegou a presidir a Casa), Luiz Piauhylino (PSDB-PE), Ciro Nogueira (PP-PI) e Inocêncio de Oliveira (PR-PE) precisaram se explicar sobre suspeitas ou denúncias de irregularidades.
Exatamente aqueles que assumiram o posto de "guardião da ética" na Câmara dos Deputados, e que receberam a missão de apurar a conduta dos demais parlamentares, se envolveram em algum tipo de falcatrua durante o exercício do cargo.
Do corregedor não se poderia esperar menos do que isenção, idoneidade e imparcialidade.
O caso mais recente teve como protagonista um mineiro. Aliás, primeiro mineiro a ocupar o cargo desde o fim do regime militar. Edmar Moreira, banido do DEM, precisará explicar-se sobre seu castelo.
Moreira foi o reflexo do descaso para com o cargo. Logo que assumiu, defendeu a tese de que deveria caber à Justiça comum analisar irregularidades cometidas por deputados. Disse que na Câmara existe o "vício da amizade". Ou seja, propôs manter tudo como Dantes no quartel de Abrantes.
Fonte: O Tempo (MG)

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