segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Chávez poderá se reeleger quantas vezes quiser

CARACAS - Os eleitores venezuelanos aprovaram em referendo, ontem, a emenda constitucional que permite ao presidente Hugo Chávez disputar um número ilimitado de reeleições seguidas.
Segundo os números oficiais divulgados pela Justiça Eleitoral, mais de seis milhões de venezuelanos (54,36%) votaram pelo "sim". O "não" obteve 45,63%, pouco mais de cinco milhões devotos. Foram considerados nulos 199.041 votos, ou cerca de 2%. Compareceram às urnas 67% dos eleitores venezuelanos.
Depois de anunciado o resultado, uma multidão se concentrou diante do palácio do governo, aos gritos de "Uh! Ah! Chávez não se vá!". Chávez apareceu e saudou os eleitores.
Mais cedo, em entrevista, dissera que seu futuro político estava em jogo, e que respeitaria o resultado do plebiscito, fosse o qual fosse. A proposta prevê a reeleição ilimitada para todos os cargos públicos do país, inclusive a presidência. Medida similar foi rejeitada em um referendo de dezembro de 2007.
No poder há uma década, Chávez afirmou que a Venezuela "está na vanguarda de uma nova doutrina constitucional". Segundo ele, mais de 50% dos quase 17 milhões de eleitores venezuelanos haviam comparecido às urnas. No país o voto não é obrigatório.
Chávez se autointitulou um "construtor de pontes", referindo-se à possibilidade de diálogo com a oposição. Mas também acusou os oposicionistas de "destruírem" as possibilidades de aproximação. Além disso, o presidente disse que "a Venezuela está pronta para a normalização das relações" com os Estados Unidos, mas apenas tendo o respeito como base.
Normalidade
O diretor do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela Germán Yépez declarou que a votação transcorreu normalmente. Para garantir a segurança nos centros eleitorais, 140 mil soldados do Exército foram às ruas.
O som gravado de cornetas acordou os venezuelanos antes do amanhecer e as filas começaram a se formar com a abertura das urnas, às 6h (horário local). O país tem 16,5 milhões de eleitores registrados, em uma população de 26,4 milhões, e foram instalados 34,6 mil locais de votação.
O ministro da Defesa, general Gustavo Rangel Briceño, considerou "excelente" o andar da votação. Sandra Oblitas, outra diretora do CNE, disse à imprensa que depois das 9h (horário local), todas as mesas de votação do país já haviam sido instaladas. Ela disse que havia uma "grande afluência" de eleitores para votar, mas ressaltou que não foram vistas longas filas nas sessões eleitorais.
Fonte: Tribuna da Imprensa

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