Acusado de formação de quadrilha, Jefferson Carús Guedes alega que é inocente
BRASÍLIA - Sem apoio político para se manter no cargo, o procurador-geral da União, Jefferson Carús Guedes, pediu ontem exoneração alegando que a providência tinha o objetivo de poupar a Advocacia Geral da União (AGU). A Advocacia divulgou uma nota em sua página de notícias na internet informando que Guedes pediu a exoneração para "evitar que se cause qualquer desgaste à Advocacia Geral da União".
A providência foi tomada horas depois da veiculação de reportagem na TRIBUNA DA IMPRENSA e no "O Estado de S.Paulo" informando que Guedes é suspeito de formação de quadrilha num processo que tramitava na Justiça Federal.
No pedido de exoneração, cuja íntegra foi divulgada pela AGU, Guedes afirma que é inocente e esclarece que pediu a exoneração porque não existe a hipótese de licenciamento do cargo. Ele ressalta que a tramitação da ação que existia contra ele foi suspensa por uma liminar do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região.
"Estou convicto da ausência de elementos para a ação penal, como evidenciado na liminar em habeas corpus, que trancou referida ação", afirmou. "Além disso, não foi dada oportunidade de defesa preliminar ao recebimento da denúncia pelo juiz, que permitiria a demonstração imediata da minha inocência e a rejeição liminar do pedido", completou.
De acordo com as informações, o processo contra Guedes é resultado de desdobramentos da Operação Perseu, realizada pela Polícia Federal em 2004 na qual foram presos 12 auditores fiscais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e empresários de 8 estados. Conforme as investigações, há suspeitas de fraudes na Previdência de cerca de R$ 100 milhões. Guedes era na época procurador-geral do INSS.
A acusação contra Guedes foi feita pela Procuradoria da República com base em um inquérito da Polícia Federal no qual foram realizadas uma série de investigações, inclusive escutas telefônicas.
Guedes criou há duas semanas uma força-tarefa para propor ações civis públicas com o objetivo de combater a corrução e a improbidade administrativa. A AGU anunciou ontem que Guedes será substituído interinamente pelo advogado-geral da União adjunto, Fernando Luiz Albuquerque Faria. A nota divulgada pela AGU na internet informa que o advogado-geral, José Antonio Dias Toffoli, reafirmou sua confiança em Guedes, agradeceu os serviços prestados por ele e "destacou a grandeza de abrir mão do cargo para proteger a instituição".
Fonte: Tribuna da Imprensa
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