BRASÍLIA - O presidente do Senado e candidato à reeleição, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu ontem a declaração pública de apoio do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e a garantia do voto fechado dos três senadores da bancada fluminense. Mas, nem assim, vai se livrar da disputa em plenário. Renan quer se encontrar hoje com seu adversário do PFL, senador José Agripino (RN), para fazer o último apelo em favor de uma candidatura de consenso.
“O Senado não quer disputa. Esta não é a tradição da Casa”, argumentou Renan, que aguarda apenas a escolha formal de seu nome pela bancada peemedebista, que se reunirá amanhã, para procurar o líder do PFL. Agripino, no entanto, deixou claro desde já que a conversa será inútil e que o enfrentamento será na urna, pelo voto secreto.
O candidato pefelista pretendia tornar pública, ontem, a carta que entregará pessoalmente a cada um dos 80 eleitores, apresentando seu nome. No documento, ele se coloca não como uma proposta de oposição ao governo, e sim uma alternativa “acima da questão ideológica, que garanta a independência da instituição”. Ele havia programado o lançamento de um manifesto, assinado conjuntamente pelo PFL e PSDB, mas ele e o líder tucano Arthur Virgílio Neto (AM), que participou da redação do texto, avaliaram que a carta era o melhor caminho para falar aos eleitores e à opinião pública.
Para ganhar o apoio de senadores da base governista interessados em “valorizar” seus votos perante o Palácio do Planalto, com uma presidência independente, Agripino mandou um recado claro: “Com responsabilidade e espírito de cooperação, não serei obstáculo à governabilidade. Apenas exigirei que o governo respeite um Poder autônomo e a soberania popular”.
A última esperança do PMDB de evitar a disputa foi sepultada no final da semana passada, depois do encontro da cúpula tucana com o candidato pefelista. Em vez de o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), convencer o líder do PFL de que o melhor era desistir da disputa por conta da vitória iminente de Renan, foi o pefelista quem o convenceu de que era um candidato competitivo, exibindo uma lista de apoios que surpreendeu o tucanato.
Na reta final da campanha, Agripino vem trabalhado sua candidatura com obstinação, em uma jornada de campanha de cerca de 18 horas por dia. Ele afirma contar, de saída, com 29 dos 30 votos das bancadas do PFL e PSDB, em que há apenas uma dissidência pública: a do senador João Tenório (PSDB-AL), suplente do governador de Alagoas, Teotônio Vilela.“Os 12 votos restantes (para garantir a vitória) eu sei onde estão”, resumiu. Favorito na disputa, Renan afirmou, no entanto, que está confiante na vitória e trabalha para ampliar a vantagem contra o adversário, atingindo pelo menos 50 votos.
Fonte: Correio da Bahia
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