O governador Jaques Wagner (PT) decidiu, finalmente, contemplar o senador eleito João Durval Carneiro (PDT) com um cargo na gestão petista. Luiz Alberto Barradas Carneiro, que foi derrotado na disputa por uma cadeira na Assembléia Legislativa nas eleições de outubro último, foi nomeado para o cargo de diretor geral da Superintendência de Construções Administrativas da Bahia (Sucab), conforme publicado no Diário Oficial do último final de semana.
O nomeado é filho de João Durval e irmão do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PDT), outro aliado de Wagner. O mesmo cargo já havia sido oferecido – e rejeitado – ao PCdoB, e ao próprio PDT. O deputado estadual Roberto Carlos, liderado de João Henrique, também não aceitou a oferta.
Ele chegou a visitar as instalações da Sucab e verificou, segundo fontes da autarquia, que não se tratava de um órgão que poderia ser explorado politicamente, a exemplo da Superintendência de Manutenção e Conservação da Cidade (Sumac), onde emplacou o nome de Wellington Pereira. A Sumac foi acusada, nas eleições passadas, de atuar para beneficiar eleitoreiramente candidatos do PDT, entre eles o próprio Roberto Carlos e familiares do prefeito. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público.
Apesar de ser um órgão sem expressividade política, descartado por aliados de Wagner, a Sucab pertencente à estrutura da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e é responsável pela execução de obras públicas, com a incorporação de projetos de pastas e órgãos do estado. Segundo informações oficiais da superintendência, estão sendo executados 37 projetos vinculados à máquina estadual.
Mesmo com as últimas nomeações, Jaques Wagner ainda atravessa dificuldades para preencher cargos do segundo e terceiro escalões do governo. Ou os primeiros 30 dias da gestão petista não foram suficientes para concluir o processo de escolha, ou faltou habilidade para o secretário de Relações Institucionais, Rui Costa (PT). São cerca de 55 cargos importantes, distribuídos entre superintendências, autarquias e empresas estatais. Até o momento, nesses cargos, permanece a frente os antigos gestores.
Procurado pela reportagem do Correio da Bahia, o secretário Rui Costa não atendeu as ligações. Na última semana, ele havia justificado a demora pela necessidade de avaliar criteriosamente os futuros integrantes da equipe, prometendo que até o final do mês, ou seja, amanhã, todos os cargos estariam preenchidos.
Fonte: Correio da Bahia
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