quarta-feira, setembro 09, 2026

Alexandre de Moraes manda Polícia Federal investigar Leandro de Jesus

Alexandre de Moraes manda Polícia Federal investigar Leandro de Jesus

Por Política Livre

09/09/2026 às 14:25

Foto: Agência Alba/Arquivo

Imagem de Alexandre de Moraes manda Polícia Federal investigar Leandro de Jesus

O deputado estadual baiano Leandro de Jesus (PL)

Uma notícia-crime apresentada pelo deputado estadual baiano Leandro de Jesus (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) acabou se voltando contra o próprio parlamentar. O ministro Alexandre de Moraes determinou o arquivamento da representação feita pelo deputado contra o ministro Flávio Dino e o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Gonçalves Dias e ordenou que a Polícia Federal apure a conduta do parlamentar por possível comunicação falsa de crime.

A decisão foi proferida em 21 de agosto e consta da Petição 11.228, que tramita no Supremo. Moraes determinou que os autos sejam encaminhados à PF para que Leandro de Jesus seja ouvido no prazo de 15 dias. Depois disso, o processo deverá ser remetido à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Leandro havia acionado o STF acusando Flávio Dino, que na época dos atos de 8 de janeiro de 2023 era ministro da Justiça, e Gonçalves Dias, então chefe do GSI, de suposta omissão diante das invasões e depredações das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Na representação, o deputado sustentou que Dino teria tido conhecimento prévio dos riscos das manifestações e, por ocupar o Ministério da Justiça, deveria ter tomado medidas para impedir os ataques. Em relação a Gonçalves Dias, Leandro mencionou imagens divulgadas à época mostrando o então ministro dentro do Palácio do Planalto durante a invasão.

O parlamentar pediu que a notícia-crime fosse recebida pelo Supremo e anexada ao inquérito relacionado aos atos de 8 de janeiro, para que os dois fossem investigados por supostos crimes que incluíam dano, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atos terroristas.

Moraes, entretanto, concluiu que a representação não apresentou elementos mínimos que justificassem a abertura de uma investigação contra os dois. Na decisão, o ministro afirmou ser “patente a ausência de justa causa” e acrescentou que não havia nos autos “nenhum indício mínimo da ocorrência de ilícito criminal”. Para o relator, a notícia-crime também não apresentou elementos concretos capazes de indicar a prática de fato criminoso pelos denunciados.

Com esse entendimento, Moraes determinou o arquivamento imediato da representação. Mas foi além. Ao analisar a iniciativa do deputado baiano, o ministro entendeu que a própria conduta de Leandro deve ser examinada pela Polícia Federal.

“Entretanto, a conduta de Leandro de Jesus, deputado estadual da Bahia, em tese, corresponde ao tipo penal previsto no artigo 340 do Código Penal (comunicação falsa de crime ou de contravenção), devendo os autos serem enviados à Polícia Federal para ouvi-lo, no prazo de 15 (quinze) dias”, determinou Moraes.

Politica Livre 

Lula assume operação para estancar crise no STF e atua para tentar isolar Mendonça

 

Lula assume operação para estancar crise no STF e atua para tentar isolar Mendonça

Por Catia Seabra, Folhapress

09/09/2026 às 16:25

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

Imagem de Lula assume operação para estancar crise no STF e atua para tentar isolar Mendonça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou em campo, na noite de terça-feira (8), para tentar debelar a crise sem precedentes que se instalou na cúpula do Judiciário, após a avaliação de assessores de que uma disputa sem fim no STF (Supremo Tribunal Federal) prejudica seriamente sua campanha pela reeleição.

De acordo com auxiliares, Lula avaliou que é urgente recompor uma maioria no Supremo capaz de isolar o ministro André Mendonça —relator dos inquéritos do Master e do INSS— na corte.

Sob a orientação de Lula, ministros do governo, magistrados da ala próxima ao Planalto no STF e parlamentares se articularam nas últimas horas para debater uma reação à decisão de Mendonça que, na terça, afastou do cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Na manhã desta quarta (9), o ministro Flávio Dino, do STF, determinou a reincorporação de Andrei ao comando da PF e fez diversas críticas a Mendonça. De acordo com interlocutores, muitos dos argumentos expressos por Dino na decisão são partilhados por Lula.

Segundo pessoas a par das tratativas, partiu da articulação de Lula com aliados a decisão de que Andrei protocolaria um pedido de reabilitação em uma investigação sob a relatoria de Dino. Trata-se de uma ação sobre as suspeitas de irregularidades em emendas relacionadas à produção do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro (PL).

Um dos diagnósticos durante as conversas das últimas horas foi o de que as tentativas de diálogo com Mendonça em busca de neutralidade do STF na campanha eleitoral fracassaram —o ministro Jorge Messias, da AGU (Advocacia-Geral da União), vinha atuando para estabelecer uma ponte com o magistrado.

Antes aconselhado a insistir nesses canais com Mendonça, Lula foi convencido por aliados de que o ex-ministro de Bolsonaro atua para prejudicar sua candidatura à reeleição e para blindar seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Nesse sentido, Lula deu aval para uma ofensiva contra Mendonça. O próprio presidente criticou, no X, o que chamou de "vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral" e defendeu o fim de sigilos do caso Master.

A campanha oficial do petista, por sua vez, publicou vídeo em que diz haver tentativa de interferência nas eleições. "O ministro que toca as investigações do Banco Master parece querer proteger Flávio Bolsonaro e não abre o sigilo do seu processo", diz um texto da página.

Outra avaliação que surgiu na conversa entre Lula e aliados, vinda principalmente de uma ala do STF crítica a Mendonça, é a de que o presidente do Supremo, Edson Fachin, perdeu o senso de urgência da crise e tem sido omisso. Nesse sentido, dizem, a decisão de Dino desta quarta teve como objetivo estancar uma sangria que ameaçava se estender pelos próximos dias.

Apesar dessa avaliação, Lula entende que Fachin terá papel importante no esforço de pacificação do Supremo. Por não integrar os grupos rivais do tribunal, seja o pró-Mendonça ou o pró-Alexandre de Mores, sua participação imprime respeitabilidade a um eventual rearranjo interno, com a redistribuição de inquéritos dentro da corte.

Lula se encontrou na terça com Messias e com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. Na ocasião, ele avisou que não aceitaria o afastamento de Andrei.

Existe a preocupação no entorno de Lula sobre como explicar para o eleitor a decisão do governo de se envolver diretamente na crise —revertendo a estratégia que o petista vinha tentando implementar, de argumentar que o tema estava restrito ao Judiciário.

Uma das ideias é argumentar que Mendonça, um ministro indicado por Bolsonaro, agiu para afastar o diretor-geral da PF em cuja gestão o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi preso.

Interlocutores admitem que existe a preocupação de que a defesa de Andrei possa ser interpretada como um apoio ao ministro Alexandre Moraes, hoje o principal antagonista de Mendonça no tribunal e odiado por bolsonaristas. A ideia é que o presidente repise o discurso de que todos devem ser investigados.

`Politica Livre

Celso de Mello alerta que a suspeita está corroendo a autoridade do Supremo

Publicado em 9 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet


Supremo se desmoraliza por ter duas bancadas: a do Lula e a do Bolsonaro


O Supremo Poder de Errar por Último - Espaço Vital

Charge do Cazo (Blog do AFTM)

Vicente Limongi Netto

Mais fermento no bolo da pantomima dos togados. Poderosos do Brasil surrealista trocam insultos e agressões em liminares. Os ministros André Mendonça e Flávio Dino acabaram com as poucas dúvidas que ainda existiam na cabeça dos cidadãos. Transformaram a Suprema Corte em destrambelhados puxadinhos do PL e do PT.

André Mendonça, indicado para o STF por Jair Bolsonaro, é defensor de Flávio, o filho Zero Um. Flávio Dino, por sua vez, indicado para a corte suprema por Lula, é defensor acalorado do atual presidente da República. O Supremo Tribunal Federal não deveria ter lado. Mas tem dois. Lula e Flávio Bolsonaro.  

GÊNIO DA BOLA – Mais uma vez o cerebral Paulo Henrique Ganso cala a boca dos venais e medíocres críticos, com impecável atuação, terça-feira, pela Libertadores. Tranquilo, simples, objetivo e decisivo, o craque tricolor merece aplausos de pé.

E a bola, rainha do espetáculo, agradece o constante carinho e amor do meia do Fluminense. 

Publicado em | 1 Comentário | 

Leia a decisão de Flávio Dino que revoga as medidas de André Mendonça contra a cúpula da Polícia Federal

Documento destaca que interrupção das investigações prejudica o interesse público e fere o processo legal em meio ao período eleitoral

09/09/26 • 11:57 • Atualizada agora


Foto: Divulgação/STF                                                                                                                                                       

Foto: Divulgação/STF

O Jornal GGN divulga, abaixo, a íntegra da decisão liminar tomada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, na manhã desta quarta-feira (9), derrubando o despacho de André Mendonça contra a cúpula da Polícia Federal. A decisão de Dino determina o retorno imediato de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada ao comando da Diretoria de Inteligência Polícia.

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A medida assinada por Dino suspende os efeitos da decisão anterior de Mendonça, que chegou a ser confirmada por maioria na 2ª Turma do STF. Além de afastar a cúpula da PF, Mendonça mandou paralisar as atividades de inteligência relacionadas ao trabalho funcional de ministro, advogados públicos e policiais, além de determinar uma investigação interna na PF sobre a produção de relatórios de inteligência que abasteceram inquéritos sob a batuta do ministro Alexandre de Morais.

Dino fundamenta sua decisão na ilegitimidade do Partido Novo para solicitar medidas criminais e na incompetência de decisões monocráticas para sobrepor ritos do Plenário. O documento de 18 páginas destaca ainda que a interrupção das investigações prejudica o interesse público e fere o devido processo legal em meio ao período eleitoral. Por fim, Dino reforça a necessidade de preservar a autonomia institucional da Polícia Federal contra interferências externas indevidas e defende que o caso seja levado ao plenário do STF.

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Leia, abaixo, a íntegra da decisão do ministro Flávio Dino que regova as medidas do ministro André Mendonça contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada:

 

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