segunda-feira, novembro 03, 2025

Desembargadores devem levar em conta passado, presente e propostas em eleição do TJ-BA

 

Desembargadores devem levar em conta passado, presente e propostas em eleição do TJ-BA

Por Política Livre

02/11/2025 às 14:56

Atualizado em 03/11/2025 às 15:18

Foto: Reprodução/Arquivo/TV Bahia

Imagem de Desembargadores devem levar em conta passado, presente e propostas em eleição do TJ-BA

Jatahy Fonseca e José Rotondano

No próximo dia 19 novembro, sessenta e três togas vão se reunir para decidir quem conduz o Tribunal de Justiça da Bahia pelos próximos dois anos. O corredor cochicha dois nomes: Edvaldo Rotondano e Jatahy Júnior, cujos passos percorrem gabinetes com cumprimentos, tentativas de convencimento e projetos de gestão.

São dois modos de vestir a Presidência. Rotondano vem do Ministério Público; Jatahy, da própria magistratura, com quase quatro décadas de casa, experiência acumulada no próprio Tribunal. Em falas recentes sobre a relação com o CNJ, os tons também não se confundem.

Tribunal De Justiça Tj Ba

Tribunal De Justiça Tj Ba



O primeiro prefere dar ênfase à obediência às orientações do Conselho, órgão de controle externo do Judiciário que vem tentando evitar as distorções do corporativismo, enquanto o segundo reforça a defesa pública da altivez institucional e da autonomia republicana do TJ baiano.

O espelho mais nítido para comparar estilos está no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, que ambos presidiram em sequência. Rotondano comandou o biênio 2017–2019, período em que a biometria pressionou prazos e abarrotou postos. 

Telejornais registraram filas que atravessavam a madrugada, com a população dormindo na rua para garantir atendimento e quadro funcional estressado pela pressão dos prazos. Jatahy assumiu em março de 2019 e ampliou o sistema de atendimento com agenda com hora marcada, WhatsApp, 0800 e equipes itinerantes. 

O “Caminhão da Biometria” levou serviço a bairros de Salvador e a cidades do interior; a régua de desempenho veio com números e relatos de normalidade. Em outubro de 2019, o TRE-BA e o TSE registravam encerramento da revisão em 39 municípios com 85,33% de regularizações, “sem ocorrências de filas”. 

Em dezembro, a Bahia superava 90% do eleitorado biometrizado, com 2,8 milhões de recadastramentos naquele ano. No pleito, portanto, não se escolhe apenas um nome: elegem-se prioridades e jeito de comandar.

Cabe aos desembargadores olharem para o passado, o presente e o que pretendem no futuro os candidatos, além do que sugerem agora para conduzir uma Corte que precisa ser, ao mesmo tempo, eficiente com o público, justa com quem a serve e firme com quem a fiscaliza.

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Operação no Rio faz Lula sofrer ataque em redes, Congresso e estados


Lula afirma ser vítima de "pacto quase diabólico" entre mídia, MP, PF e  Moro - Época Negócios | Brasil

Lula se entregou ao dizer que traficante é vítima do usuário

Ranier Bragon e Victoria Azevedo
Folha

A segurança pública, tema em que a esquerda costuma patinar, foi alçada à prioridade das discussões do governo Lula (PT) com a crise decorrente da megaoperação contra a facção Comando Vermelho, recolocando o petista na defensiva.

A ação de terça-feira (28) no Rio de Janeiro se tornou a mais letal da história do país, com 121 mortes, e fez Lula tomar atitudes até então inusitadas no campo da esquerda, em uma movimentação embalada pela apreensão entre aliados com os efeitos sobre a imagem de sua gestão.

UM SUCESSO – Pesquisa Datafolha mostrou que a operação foi vista como um sucesso por 57% dos moradores da capital e da região metropolitana do Rio, contra 39% que pensam o contrário.

A operação patrocinada pelo governo do oposicionista Claudio Castro (PL) deixou em segundo plano, no campo político, assuntos até então na ordem do dia, como as negociações em torno do tarifaço de Donald Trump.

Mais do que isso, reunificou o discurso da direita —até então abalada pelas ações de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos e a condenação de Jair Bolsonaro (PL).

EM CAMPANHA – Além disso, interrompeu um ciclo de boas notícias para o Palácio do Planalto, que esperava pautar a campanha em busca de um quarto mandato de Lula com bandeiras como a defesa da soberania e da justiça tributária.

Destoando da reação histórica da esquerda a esse tipo de ação, Lula não criticou ou questionou publicamente a operação policial e evitou falar diretamente sobre o caso, o que deixou eventuais manifestações alusivas a “chacina” e “massacre” para a esquerda no Congresso, em especial o PSOL.

Havia uma expectativa de que Lula usasse evento de posse de Guilherme Boulos na Secretaria-Geral da Presidência, na quarta (29), para abordar o tema —o que não ocorreu. Na ocasião, houve um minuto de silêncio pelas vítimas da operação, a pedido de Boulos.

SÓ À NOITE – Lula só quebrou o silêncio à noite, numa publicação nas redes sociais, em que falou em “trabalho coordenado” contra o tráfico de drogas que atinja a espinha dorsal do crime “sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco.”

Um aliado de Lula diz que essa estratégia foi pensada justamente para evitar qualquer outro tipo de fala do presidente que pudesse ser usada por opositores para desgastá-lo.

Tão inusual quanto a ausência de questionamentos à ação policial foi o fato de o governo exaltar nas redes sociais para a sanção, por Lula, do projeto que prevê pena de prisão para quem planeja ataque ou ameaça contra autoridades que combatem o crime organizado.

PROJETO DE MORO – Além de a esquerda quase sempre dizer que propostas de endurecimento da legislação penal não resolvem a criminalidade, o projeto em questão é de autoria do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), responsável pelas condenações e prisão de Lula quando era juiz.

“É mais um passo no combate ao crime com inteligência, integração e punição. Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro, contra o crime organizado”, diz a peça, sem citar o ex-juiz.

Lula já havia derrapado no tema da segurança pública ao chamar traficantes de vítimas. Diante da repercussão, ele depois se retratou. A frase o levou a voltar ao foco da direita nas redes, sob o discurso de que ele e a esquerda defendem bandidos. Os ataques se intensificaram após a ação no Rio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Lula da Silva está sabendo muito bem o que faz. Se realmente seu governo fosse contra o crime, o PT não seria o partido preferido dos criminosos. Em 2022, por exemplo, Lula teve impressionante vantagem sobre os outros candidatos e poderia até ter sido eleito em primeiro turno. Se as eleições ocorressem apenas entre os presos provisórios que puderam participar do processo eleitoral, Lula teria obtido 80,59% dos votos válidos nas seções, contra 15,79% de Jair Bolsonaro. (C.N.)

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