terça-feira, setembro 09, 2025

CPMI aprova novas intimações e quer ouvir ‘careca do INSS’ nesta semana

Publicado em 8 de setembro de 2025 por Tribuna da Internet

Tarcísio rompe com o STF e aposta no tudo ou nada para herdar espaço de Bolsonaro


Governador acusou de Moraes de ‘tirania’ e pressionou por anistia

Bela Megale
O Globo

Os ataques de Tarcísio de Freitas ao ministro Alexandre de Moraes foram considerados um “divisor de águas” na relação que o governador de São Paulo mantinha com a corte. Na avaliação de ao menos três ministros, Tarcísio “ultrapassou limites institucionais” ao chamar Moraes de “ditador” e “tirano” em seu discurso na Avenida Paulista, no 7 de Setembro.

“Ele foi para o tudo ou nada. Um ataque tão virulento dirigido ao ministro Alexandre de Moraes atinge todo o tribunal. Tarcísio passou dos limites institucionais, e isso tem consequências. Certamente, o diálogo dele fica prejudicado com uma boa parcela dos ministros”, disse um magistrado à coluna.

APROVAÇÃO – A leitura de parte dos integrantes do STF é que Tarcísio radicalizou sua fala para fazer gestos a Jair Bolsonaro e sua base, na tentativa de se consolidar como o candidato à Presidência no lugar do capitão reformado em 2026.

“Obviamente, o discurso do Tarcísio não é um sinal de quem queira construir diálogo com o Judiciário. O que eu vejo é ele radicalizando em busca da bênção do Bolsonaro para concorrer à Presidência”, avaliou outro ministro.

Após os ataques de Tarcísio ao ministro Moraes, o decano do STF, Gilmar Mendes, foi às redes sociais rebater o governador: “Não há no Brasil “ditadura da toga”, tampouco ministros agindo como tiranos. O STF tem cumprido seu papel de guardião da Constituição e do Estado de Direito, impedindo retrocessos e preservando as garantias fundamentais”.

RISCOS – O ministro ainda reforçou que os riscos à democracia não vieram do Judiciário, mas de ações como a negligência durante a pandemia, os acampamentos em frente a quartéis e a tentativa de golpe de 8 de janeiro.

“Se quisermos falar sobre os perigos do autoritarismo, basta recordar o passado recente de nosso país: milhares de mortos em uma pandemia, vacinas deliberadamente negligenciadas por autoridades, ameaças ao sistema eleitoral e à separação de Poderes, acampamentos diante de quartéis pedindo intervenção militar, tentativa de golpe de Estado com violência e destruição do patrimônio público, além de planos de assassinato contra autoridades da República”, disse.


Eduardo Bolsonaro desmonta discurso de Tarcísio e expõe racha no bolsonarismo rumo a 2026


Publicado em  5 Comentários | 

Planalto joga tudo para impedir anistia e medir forças com Centrão

Publicado em 8 de setembro de 2025 por Tribuna da Internet

Leminski: “A gente gostaria de ver nossos problemas resolvidos por decreto”


Você está tão longe que às vezes... Paulo Leminski - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O crítico literário, tradutor, professor, escritor e poeta paranaense Paulo Leminski Filho (1944-1989) expressa, no poema “Bem no Fundo”, uma vontade que as pessoas gostariam de sentir acontecer, ou seja, a resolução de todos os seus problemas, mesmo que fosse por decreto, tornando a “mágoa” nula sob “silêncio perpétuo”, extinguindo o “remorso” por força de lei.

Mas problemas não se resolvem através de remédios legais, pois problemas têm família grande, que gera probleminhas no cotidiano das pessoas.

BEM NO FUNDO
Paulo Leminski

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

Direita perde narrativa no 7 de Setembro ao trocar a bandeira do Brasil pela dos EUA


Bandeira errada, dia errado: oposição erra feio em manifestação

Por Valdo Cruz
G1

Os eventos do Sete de Setembro deste domingo (7) mostraram uma direita com maior capacidade de mobilização, reunindo mais de 80 mil apoiadores no Rio e em São Paulo, enquanto a esquerda só reuniu 8,8 mil pessoas na Praça da República na capital paulista.  Mas o que poderia ser uma grande vitória da direita sobre a esquerda na queda de braço de mobilização, acabou perdendo força quando os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desfilaram na avenida Paulista com uma bandeira gigantesca dos Estados Unidos.

Nem bem a manifestação da direita em São Paulo havia acabado, o governo Lula e petistas já estavam usando a munição dada de bandeja pelos apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais. Viralizou na internet posts de petistas, como a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), colocando lado a lado as imagens da bandeira americana no protesto dos apoiadores do ex-presidente e a brasileira no desfile de Sete de Setembro em Brasília.

REVERÊNCIA – “Os apoiadores de Bolsonaro reverenciam a bandeira dos Estados Unidos em plena data da independência do Brasil. Isso mostra que estão do lado de quem aplica um tarifaço sobre o Brasil, enquanto o presidente Lula defende a soberania brasileira”, acrescentando com uma pergunta: “Quem está ao lado do povo brasileiro, os bolsonaristas ou o presidente Lula?”, questionou Lindbergh.

O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, fez questão de evitar imagens em seus posts da bandeira dos Estados Unidos estendida na avenida Paulista, ciente de que os apoiadores de Bolsonaro acabaram dando munição aos petistas.

Em Recife, capital de Pernambuco, os apoiadores de Bolsonaro seguiram a tradição do Carnaval e desfilaram com um boneco gigantesco de Donald Trump. A imagem foi usada pelo grupo do prefeito da cidade, João Campos, e do líder do PSB na Câmara, Pedro Campos, para também atacar os bolsonaristas por estarem apoiando o presidente dos Estados Unidos, que ameaça aplicar novas sanções contra o Brasil depois da conclusão do julgamento da ação penal do golpe.

ANISTIA – Por sinal, nas manifestações deste domingo, os apoiadores de Bolsonaro, desta vez, deixaram muito explícito que a meta é aprovar uma anistia principalmente para o ex-presidente da República Jair Bolsonaro. Até então, nas manifestações anteriores, o líder Sóstenes Cavalcante fazia questão de afirmar que o objetivo era anistiar as velhinhas que foram presas no 8 de janeiro e que o caso de Bolsonaro seria tratado depois. Agora, a estratégia mudou completamente.

Isso vai aumentar a pressão dos líderes bolsonaristas sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, mas ele já indicou que não vai pautar o projeto da anistia antes do julgamento da ação penal do golpe. Hugo Motta esteve presente no Sete de Setembro ao lado de Lula. Seu colega do Senado, o presidente Davi Alcolumbre, não compareceu. Seus interlocutores dizem que ele quer se resguardar para votar um projeto que reduza as penas dos atos golpistas, mas não uma anistia.

Em destaque

Tarcísio se curva a Bolsonaro e afirma: “Meu interesse é ficar em São Paulo”

Publicado em 29 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Tarcísio atende a Jair Bolsonaro e vai disputar s...

Mais visitadas