quarta-feira, agosto 13, 2025

TRUMP HUMILHADO - O IMPÉRIO INVISÍVEL - Israel já matou 238 jornalistas e muito mais....

 

O ataque a Moraes não é sobre liberdade, é sobre o Brasil que disse não ao império

11/08/2025 Por 

Denúncia internacional contra o STF é peça da guerra híbrida que tenta sabotar Lula, deslegitimar as instituições e frear o protagonismo geopolítico do Brasil. A operação foi deflagrada com precisão milimétrica. A poucos dias da entrada em vigor do tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump contra produtos estratégicos do Brasil, surge uma nova denúncia, … Ler mais

O IMPÉRIO INVISÍVEL: BlackRock, o dólar e a escravidão financeira

11/08/2025 Por 

Você já parou para pensar quem realmente controla a economia global? Neste vídeo exclusivo, o renomado economista Ladislau Dowbor desvenda o poder obscuro da BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo, e como sua influência molda governos, mercados e até a vida das pessoas. ASSISTA AO VIDEO AQUI:

Trump é humilhado por Putin enquanto Ucrânia desmorona e China dá xeque-mate em Taiwan

11/08/2025 Por 

As conversas entre Trump e Putin são apenas uma cortina de fumaça para uma realidade mais ampla: Rússia, China e BRICS agora são imparáveis. Danny Haiphong participou do programa Effect de Rich Sanchez para analisar a humilhação de Trump pela Rússia, a estratégia de guerra inovadora da China para Taiwan e as ações dos BRICS … Ler mais

Motta critica Eduardo Bolsonaro por atuar nos EUA contra o Brasil: “ninguém pode concordar”

11/08/2025 Por 

Presidente da Câmara diz que Eduardo Bolsonaro pode defender suas ideias, mas não deve agir contra o interesse nacional: “isso não pode ser admitido”. 247 – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou duramente o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está licenciado e nos Estados Unidos. Segundo Motta, as tratativas do parlamentar com … Ler mais

Ataques israelenses em Gaza já mataram 238 jornalistas

11/08/2025 Por 

Segundo o Sindicato dos Jornalistas Palestinos, mais de 500 jornalistas ficaram feridos desde o início da escalada do conflito, em 2023. 247 – O Sindicato dos Jornalistas Palestinos denunciou, nesta segunda-feira (11), que o número de jornalistas mortos na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva israelense, em outubro de 2023, chegou a 238, segundo … Ler mais

Depois do tarifaço, PT quer déficit e não superávit fiscal para enfrentar eleição

11/08/2025 Por 

Rever metas inflacionárias, câmbio flutuante e superávit primário vira o objetivo político principal do PT para conseguir vitória eleitoral em 2026. O tarifaço trumpista cria novas circunstâncias políticas que estão levando os petistas a defenderem maior mobilização do PT para reagir contra a ameaça Trump, aumentando a força eleitoral para a sucessão 2026. Cresce dentro … Ler mais

A sensação de que o mundo “perdeu o centro de gravidade” não é apenas metáfora

11/08/2025 Por 

Uma ordem mundial fragmentada emerge diante de nós; compreender seus nove vetores de destruição é passo decisivo para resistir e reconstruir caminhos. Dando aulas por anos na disciplina de Sociologia da Comunicação e escrevendo livros sobre direitos humanos, globalização, reflexões sobre a paz mundial e economia, percebi que compreender o nosso tempo exige mais do … Ler mais

Ministros do STF chamam de ‘aberração’ proposta que amplia blindagem a parlamentares

11/08/2025 Por 

Projeto apelidado de “pacote da impunidade” condiciona abertura de inquéritos contra deputados e senadores ao aval da Câmara e do Senado. 247 – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) classificaram como uma “aberração” a proposta em discussão na Câmara dos Deputados que amplia a proteção a parlamentares e restringe investigações. A medida, apelidada de “pacote da … Ler mais

Saiba quem foi Anas al-Sharif, mártir da liberdade de expressão, assassinado por Israel

11/08/2025 Por 

Regime sionista assassinou jornalistas que denunciam o genocídio na Palestina. 247 – O jornalista palestino Anas al-Sharif, de 28 anos, correspondente da emissora Al Jazeera na Faixa de Gaza, foi morto no domingo (10) em um ataque aéreo israelense direcionado contra a tenda onde trabalhava, em Gaza. A informação foi divulgada pela própria emissora, sediada no Catar. Segundo a Al … Ler mais

Israel assassina mais jornalistas para esconder seus crimes de guerra planejados

11/08/2025 Por 

Antes de um ataque israelense planejado à Cidade de Gaza, que autoridades da ONU alertam que agravará ainda mais a morte e o sofrimento do povo palestino, Israel optou por assassinar cinco jornalistas da Al Jazeera que estavam alocados lá. Entre os mortos estava Anas al-Sharif, um dos repórteres sobreviventes mais famosos em Gaza. As … Ler mais

O Voto Indireto e a Falácia da Ausência de Votos nos Ministros do STF

 

O Voto Indireto e a Falácia da Ausência de Votos nos Ministros do STF

É compreensível a indignação diante da retórica de políticos de direita que tentam manipular o entendimento da população menos esclarecida. Para desviar o foco de questões e projetos importantes, eles insistem na falácia de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não têm votos e, portanto, não teriam legitimidade para atuar em questões de constitucionalidade de leis ou em anistias que contrariam a própria Carta Magna.

A realidade, no entanto, é bem diferente e baseada na nossa democracia representativa. Os ministros do STF são, sim, indicados pelo Presidente da República, mas essa indicação precisa ser aprovada pelo Senado Federal. E quem vota nos senadores? O povo, por meio de eleições diretas.

É como se cada eleitor passasse uma procuração em branco para os senadores. Eles são os representantes eleitos pelo povo para tomar decisões em nome da população, incluindo a aprovação dos ministros do STF.

Portanto, a ideia de que os ministros não têm votos é uma falácia que não passa de "ouro de tolo". A sua legitimidade é garantida pelo voto popular, de forma indireta, através dos senadores. Usar esse argumento para deslegitimar a atuação do STF é uma manobra política que desrespeita a inteligência do cidadão e tenta minar a democracia.



terça-feira, agosto 12, 2025

Nova frente ampla de Lula contra tarifas pode falhar, dizem analistas


Tarifaço de Trump vai mexer com o bolso do brasileiro? Entenda | Metrópoles

Enfrentar Trump é uma das bandeiras de luta do PT

Gustavo Zeitel
Folha

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil cria um ambiente político favorável ao presidente Lula (PT), mas é pouco provável que a retórica da soberania se converta numa frente ampla aos moldes de 2022. Os partidos de centro, avaliam cientistas políticos, buscam uma candidatura própria, e o atual momento político apresenta diferenças importantes em relação às eleições passadas, como a mudança do governo americano e a própria ausência de Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Do mesmo modo, o terceiro mandato de Lula tem sido marcado por sua dificuldade de negociação e de tomada de decisão. Nesse sentido, o Planalto teria de mostrar habilidade de liderança para capitalizar os efeitos do tarifaço, que só serão sentidos a longo prazo.

DIREITA FORTALECIDA – Para Paulo Henrique Cassimiro, professor de ciência política da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), a tendência é de fortalecimento da direita, inclusive depois das eleições.

“Penso ser temerária a previsão de que a interferência americana no Brasil possa gerar uma coalizão a favor de Lula. O centrão não deixou de negociar com Bolsonaro por um nome seu”, diz ele.

“Ao mesmo tempo, é a chance que Lula tem de salvar o mandato e ser reeleito. Só que critico muito a incapacidade de seu governo de decidir e realizar aquilo que pretende.”

BRASIL SOBERANO – Com o anúncio do tarifaço, o Planalto lançou uma nova campanha publicitária sob o lema “Brasil Soberano”, com vídeo veiculado na TV e nas redes sociais.

A peça esmerou-se no uso das cores bandeira brasileiras, antes um distintivo bolsonarista, e buscou provocar o sentimento patriota no espectador, mostrando imagens de florestas, plantações e pessoas de diferentes estratos e origens sociais. “É ‘my friend’ [meu amigo], aqui quem manda é a gente. O Brasil é soberano, o Brasil é dos brasileiros”, afirma o narrador, a certa altura do vídeo.

“Soberania é um conceito de difícil apreensão para a população em geral. O material do governo poderia explicá-lo melhor”, avalia Cassimiro.

SOCIEDADE CIVIL – Em paralelo, a defesa da soberania ensejou algumas mobilizações de setores da sociedade civil. Nove ex-ministros, de diversos governos, publicaram uma carta manifestando repúdio às decisões do presidente americano Donald Trump contra o Brasil, incluindo a proibição a ministros do STF de entrar nos EUA.

Na lista de signatários, figuram Miguel Reale e José Carlos Dias (Fernando Henrique Cardoso), Tarso Genro (Lula), José Eduardo Cardozo e Eugênio Aragão (Dilma Rousseff) e Raul Jungmann (Michel Temer).

Dias antes do tarifaço entrar em vigor, a faculdade de Direito da USP realizou em sua sede, no Largo de São Francisco, o Ato pela Soberania, que reuniu entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e a UNE (União Nacional dos Estudantes).

IGUAL A BOLSONARO – Na ocasião, foi lida uma outra carta, que destacava ser inegociável a soberania do país. O ato fora inspirado num protesto similar, ocorrido em 2022, no mesmo Largo de São Francisco, com o objetivo de resguardar a democracia. À época, Bolsonaro estava no poder, prestes a tentar a reeleição.

Naquela altura, 3.000 pessoas, entre banqueiros, empresários, atores e juristas, deram apoio à frente ampla que viria a se formar, com Geraldo Alckmin, nome até então ligado à centro-direita, como vice na chapa de Lula.

Professor de ciência política da FGV, Marco Antonio Carvalho Teixeira afirma que o tarifaço criou uma desconfiança sobre a capacidade da oposição em proteger os interesses nacionais. Ele vê, no entanto, muitas diferenças entre o contexto de 2022 e o atual, a começar pela ausência de Bolsonaro na Presidência.

BIDEN REJEITOU – “O risco de golpe era interno e, em boa medida, não tivemos uma ruptura democrática porque Joe Biden não bancou”, diz Teixeira, acrescentando que é improvável a reedição de uma frente ampla.

Ele pensa que o governo teria de agir para manter o momento político favorável até a eleição e que, se de fato o tarifaço tiver efeitos devastadores para a economia, a tendência é o fortalecimento de um nome de direita. Por isso, essa é a aposta do bolsonarismo.

A medida de Trump impõe agora sobretaxas de 50% aos produtos brasileiros, com potencial para diminuir exportações. O mercado americano é o segundo principal destino das vendas das empresas do Brasil, só perdendo para a China. Entre os produtos que serão mais atingidos, estão o café e a carne.

HÁ DIFERENÇAS – Professor de ciência política da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Leonardo Avritzer não pensa ser tão improvável assim uma aliança por Lula em 2026, mas também vê diferenças importantes entre aquele momento político e o atual.

Ele lembra que, à época, Bolsonaro injetava recursos no Auxílio Brasil, de modo a angariar popularidade, um desafio para o seu concorrente nas eleições presidenciais.

“Lula tem atualmente desafios bem mais amplos do que vencer Bolsonaro”, afirma Avritzer. “Se os setores do agronegócio, hoje à direita, forem muito prejudicados com o tarifaço, talvez haja uma mobilização por Lula.”

Avritzer também afirma que o conceito de soberania não é tão subjetivo e que, em geral, a população é sensibilizada por peças publicitárias sobre o tema. O especialista lembra que as justificativas de Trump para o tarifaço —uma suposta perseguição a Bolsonaro, agora réu pela trama golpista—, são frágeis. “Se um país interfere nas instituições dos outros, acho que esse é um recado claro para a população de que isso não pode ocorrer”, afirma Avritzer.


Cassação do registro do PL é requerida ao TSE

 Para advogados, o PL não está cumprindo nem o que diz seu estatuto, muito menos a Lei Eleitoral e a Constituição

 12/08/2025 | 07h33

Por Tales Faria – Vero Notícias

Artigo 28 da Lei dos Partidos Políticos:
“O Tribunal Superior Eleitoral, após trânsito em julgado de decisão, determina o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique provado:
(…)
– estar subordinado a entidade ou governo estrangeiros”

E o artigo 1º da Constituição diz o seguinte:

“A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I – a soberania (…).”

Da combinação desses dois preceitos jurídicos nasceu a denúncia, contra o Partido Liberal (PL), protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos advogados André Luiz Moreira e Wands Salvador Pessin. O texto pede simplesmente a cassação do registro do partido presidido por Valdemar Costa Neto.

O portal Vero Notícias teve acesso às 15 páginas da bem fundamentada petição dos dois advogados que coloca em risco a própria existência do partido ao qual estão filiados o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), entre outros integrantes do clã.

O texto lembra ainda que “consta escrito do primeiro dispositivo estatutário do partido que o ‘PL exerce sua ação em âmbito nacional, de acordo com (…) normas constitucionais, partidárias e eleitorais vigentes, tendo como finalidade, (…) resguardada a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana’.”

Os advogados argumentam, no entanto, que o PL não está cumprindo nem o que diz seu estatuto, muito menos a Lei Eleitoral e a Constituição do país:

“Nas últimas semanas, assistiu-se a uma sequência de eventos gravíssimos que configuram tentativa concreta de interferência internacional na ordem interna brasileira. Parlamentares norte-americanos vinculados ao presidente dos EUA Donald Trump e integrantes da sua base política anunciaram e celebraram, nos Estados Unidos, a imposição de sanções unilaterais contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o Procurador-Geral da República [Paulo Gonet], sob o argumento de que tais autoridades teriam violado princípios democráticos ao punirem os responsáveis pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.”

Eles elencam alguns eventos:

“Abaixo estão reunidos links de vídeos, reportagens e postagens em redes sociais, todas públicas, extraídos nesta data, contendo as manifestações de parlamentares e dirigentes do Partido Liberal (PL) em apoio ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, conforme anunciado em julho de 2025, como forma de assédio político e tentativa de intervenção no Poder Público brasileiro, através de ataques ao Judiciário Nacional:

CNN Brasil – Líder do PL culpa governo por tarifas: ‘Anda de mãos dadas com ditaduras’

YouTube – Sóstenes Cavalcante comenta tarifas americanas

CNN Brasil – Eduardo Bolsonaro agradece Trump por tarifas

Instagram – Reel de Sóstenes Cavalcante com crítica ao governo brasileiro

Instagram – Eduardo Bolsonaro defende tarifas e Lei Magnitsky

Jornal da Cidade PP – Taxação dos EUA divide opiniões na Câmara

YouTube – Arena CNN debate tarifa e propostas de anistia (Sóstenes)

G1 – PL expulsa deputado que elogiou Moraes e mandou recado a Trump

A ação foi anterior à postagem no Twitter com ameaças explícitas a Moraes, em que a Embaixada dos EUA afirma estar “monitorando de perto” a situação no Brasil

A petição lembra que, após o anúncio público das sanções unilaterais impostas por representantes do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, parlamentares do PL passaram a celebrar e apoiar tais medidas. E aponta um fato objetivo, gravíssimo, registrado em vídeo e fotos pela mídia:
“No dia 22 de julho de 2025, representantes do PL organizaram uma sessão informal nas dependências da Câmara dos Deputados intitulada ‘O STF não está acima do povo’, na qual foram exibidos cartazes com inscrições em inglês, faixas com bandeiras norte-americanas e panfletos com os dizeres ‘Sanctioned for a reason’. Vídeos e fotos do evento foram amplamente divulgados nas redes sociais dos parlamentares da legenda, especialmente com a hashtag #MoraesSanctioned. Esse episódio demonstra que não se trata de ações isoladas ou meras opiniões pessoais de parlamentares, mas de uma orientação partidária consolidada, que estimula o endosso a atos de ingerência estrangeira e pune qualquer manifestação de lealdade institucional à soberania nacional e ao regime democrático interno.”

Eis uma foto do evento copiada na petição:


Como diz a sabedoria popular, uma imagem, muitas vezes, vale mais do que mil palavras.

https://iclnoticias.com.br/cassacao-do-registro-do-pl-e-requerida-ao-tse/

Conselheiro de Trump não vai parar até que Bolsonaro “esteja livre”

 

Conselheiro de Trump não vai parar até que Bolsonaro “esteja livre”

Conselheiro de Trump defende Bolsonaro após operação: 'não descansaremos  até que a perseguição acabe' | Mundo | cbn

Jason Miller aconselha Trump desde a primeira eleição

Hugo Henud
Estadão

O empresário Jason Miller, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste domingo, dia 10, uma mensagem nas redes sociais em que afirma que “não vai parar” até que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “esteja livre”. Miller vem fazendo publicações com críticas à condução do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na ação penal em que Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado.

“Para deixar claro: não vou parar, não vou desistir, não vou ceder, até que o presidente Jair Bolsonaro esteja livre”, escreveu em seu perfil no X, após compartilhar uma publicação que dizia: “É mais importante o impeachment de Moraes do que libertar Bolsonaro”.

CONSELHEIRO – Miller atuou como conselheiro sênior nas campanhas de Trump e mantém relação próxima com a família Bolsonaro, especialmente com Eduardo, que está nos Estados Unidos desde o fim de fevereiro. De lá, o deputado articula com congressistas americanos a adoção de sanções contra Moraes e outros ministros do STF. No fim de julho, Moraes foi incluído na lista de alvos da Lei Magnitsky pelo governo Trump.

A publicação se soma a outras em que Miller critica o Supremo, Moraes e autoridades brasileiras, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em julho, ele provocou o ministro ao afirmar que Moraes busca protagonismo nas decisões da Justiça contra Bolsonaro.

Antes disso, logo após o ministro autorizar mandados da Polícia Federal contra o ex-presidente, Miller o acusou de adotar “táticas ditatoriais” e pediu para que Bolsonaro “permanecesse forte”.

SEM CARGO – Embora não ocupe cargo no governo americano, Miller é considerado um dos principais conselheiros de Trump e integrou as três campanhas presidenciais do republicano desde 2016, além das equipes de transição em 2016 e 2024.

Ele atua como consultor de Trump em assuntos políticos e estratégias de comunicação. Também fundou a rede social Gettr, que passou a acolher extremistas após bloqueios e suspensões de contas em plataformas como Facebook e Twitter.

Em setembro de 2021, Miller foi recebido pela família Bolsonaro no Palácio da Alvorada. Ao deixar o País, foi abordado pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília e prestou depoimento no inquérito do STF que investiga a atuação das chamadas “milícias digitais”, sob relatoria de Moraes.

Nota da redação deste Blog -  O Apelo de Jason Miller por Bolsonaro: Uma Promessa de Luta e a Realidade da Justiça

O conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o empresário Jason Miller, publicou neste domingo, dia 10, uma mensagem enfática nas redes sociais. Em seu perfil no X, Miller afirmou que “não vai parar” até que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “esteja livre”. A declaração surge em meio a uma série de publicações nas quais Miller critica a condução do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na ação penal em que Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado.

“Para deixar claro: não vou parar, não vou desistir, não vou ceder, até que o presidente Jair Bolsonaro esteja livre”, escreveu Miller. A mensagem foi compartilhada após uma publicação que dizia: “É mais importante o impeachment de Moraes do que libertar Bolsonaro”.

A promessa de Miller, no entanto, pode se chocar com a realidade do sistema judicial brasileiro. O processo contra Bolsonaro segue seu curso, e a decisão final está nas mãos do STF. Para muitos, a luta de Miller é um exercício de esperança, mas para outros, é apenas uma ilusão. A frase popular "de ilusão também se vive" resume bem a situação, pois as promessas de Miller podem até soar fortes, mas não alteram o andamento da justiça.

Parlamentares, futebol e a política das emendas: o “gol” além do gramado

Publicado em 12 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do Baggi (instagram.com/falabobaggi)

Pedro do Coutto

 
A reportagem publicada ontem no O Globo expôs com nitidez um problema que há muito se insinua nos bastidores da política brasileira: a não aplicação correta e lógica dos recursos oriundos das emendas parlamentares. Criadas para atender demandas legítimas da população, essas verbas acabam, em muitos casos, direcionadas para finalidades de interesse pessoal ou político, em vez de se revestirem de interesses coletivos.
 
O resultado é que se perde a força e o propósito original de um instrumento que, bem utilizado, poderia transformar realidades locais. As emendas parlamentares são instrumentos legítimos previstos na Constituição Federal, com regras claras: um teto de 2% da Receita Corrente Líquida (RCL), sendo metade obrigatoriamente destinada à saúde.
 
DESPESAS INUSITADAS – No entanto, quando essas verbas são canalizadas de maneira desproporcional para clubes de futebol ou para despesas inusitadas — como a compra de traves, pagamento de técnicos ou patrocínio de campeonatos —, abre-se um debate inevitável: até que ponto isso é gestão responsável e até que ponto é uso político?

O caso de São Paulo em 2024 é ilustrativo: R$ 81 milhões foram destinados a eventos esportivos, quatro vezes mais do que à Saúde e muito acima do que se investiu em Educação. O futebol, com seu apelo emocional e sua capacidade de reunir multidões, se torna um palanque natural para parlamentares em ano eleitoral. A presença em eventos, a entrega de uniformes e até o simples ato de “aparecer” ao lado da comunidade esportiva geram dividendos eleitorais difíceis de mensurar, mas politicamente valiosos.

Por outro lado, há iniciativas positivas, como em Aracaju, onde mais de R$ 4,6 milhões foram destinados a escolinhas de futebol na periferia, com foco em inclusão social e cidadania. Nesses casos, o esporte serve como ponte para oportunidades, disciplina e engajamento comunitário. O problema é que, ao lado dessas boas práticas, proliferam casos em que a justificativa social é apenas retórica.

DILEMA – Essa tensão revela um dilema estrutural: o mesmo instrumento que pode ser motor de transformação pode também se tornar ferramenta de marketing político. Quando o interesse eleitoral se sobrepõe ao coletivo, o potencial de impacto real se perde. A consequência é um ciclo vicioso onde a população deixa de confiar na destinação dessas verbas e o mecanismo se enfraquece.

O desafio não é apenas fiscalizar, mas estabelecer critérios e métricas que garantam que cada real destinado cumpra uma função social concreta e mensurável. O esporte, especialmente o futebol, não pode ser apenas uma vitrine eleitoral; precisa ser um caminho consistente para inclusão e desenvolvimento. Caso contrário, as emendas parlamentares continuarão marcando gols, mas apenas no placar político de quem as destina.


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O OUTRO LADO DA MOEDA R$ 1.007.574.000.000,00 em juros da dívida

O Outro Lado da Moeda Por Gilberto Menezes Côrtes gilberto.cortes@jb.com.br   Publicado em 30/01/2026 às 16:26 Alterado em 30/01/2026 às 17:...

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