quarta-feira, agosto 06, 2025

Tarifaço: chegada de mosca carnívora nos EUA pode mudar destino do Brasil

Norte-americanos vêm pagando caro pela carne bovina,e taxa de 50% sobre as exportações pode virar apenas promessa

Por Carla Melo

01/08/2025 - 16:00 h | Atualizada em 02/08/2025 - 7:23

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Desde 2020, os consumidores americanos vêm pagando mais pela carne - 

Diante de um cenário de incertezas econômicas e geopolíticas entre os Estados Unidos e diversos países do mundo, com a imposição de tarifas de 50% sobre exportações de produtos e commodities ao país, o Brasil pode ter a oportunidade de reverter as perdas financeiras e produtivas que a os EUA pode causar, e conquistar um protagonismo na política comercial norte-americana com a exportação de carne bovina.

Atualmente, os Estados Unidos lida com grandes perdas na pecuária americana. As preocupações vão desde o um aumento do preço do alimento nos mercados domésticos devido ao encarecimento da ração animal e uma redução no quantitativo de rebanho americano, até uma tenebrosa possibilidade de uma crise sanitária causada pela mosca-da-bicheira, praga que já afeta rebanhos no México.

Para o economista Hugo Mezza, professor da Estácio, o cenário atual indica uma forte pressão sobre os preços internos, o que pode levar o governo norte-americano a rever políticas comerciais.

Qualquer diminuição de oferta impacta significativamente os preços. Se somarmos isso ao risco sanitário e ao custo elevado da produção, é possível que os Estados Unidos se vejam obrigados a flexibilizar medidas tarifárias contra países exportadores de carne, como o Brasil
Hugo Mezza - professor da Estácio

Desde 2020, os consumidores americanos vêm pagando mais pela carne, fenômeno intensificado por fatores como a seca no oeste do país, o custo da alimentação animal e as restrições comerciais.

Segundo Mezza, as tarifas impostas durante a gestão Trump, especialmente contra o Brasil, têm agravado a inflação interna e dificultado a política monetária americana. “A taxa de juros nos EUA segue elevada porque os preços continuam subindo. Manter essa guerra tarifária vai na contramão do combate à inflação”, observa.

Na quarta-feira, 30, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês), do Banco Central dos Estados Unidos, decidiu manter a taxa básica de juros dos EUA, os Fed Funds, de 4,25% a 4,50%, conforme indicou Frederico Dias, coordenador e professor de Relações Internacionais da Escola de Negócios do Ibmec Brasília.

Temível crise sanitária nos EUA

Outra coisa que tem tirado o sossego dos norte-americanos é a mosca-da-bicheira, também conhecida como “bicheira-do-Novo Mundo”, uma espécie de mosca que já havia sido erradicada e que voltou a preocupar as regiões da América do Norte e Central,

O inseto carnívoro deposita larvas parasitas em diferentes espécies de animais – e até humanos. A doença acontece quando uma fêmea coloca suas larvas no machucado e ao entrar no tecido vivo do hospedeiro, o devoram internamente de forma agressiva.

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Segundo a Dra Anete Mecenas, nutricionista e professora da Estácio, os seres humanos podem se contaminar através do consumo da carne bovina infestada pelos ovos. A ingestão de carnes com ovos ou larvas, pode ocorrer miíase intestinal, com sintomas como dores abdominais, náuseas, vômitos e, em alguns casos, sangue nas fezes.

"As moscas vão depositando seus ovos em feridas abertas e aí esses insetos entram em contato, por exemplo, com a pele humana e eclodem, e também podem ocasionar infecções secundárias, com destruição de tecidos e formação de fístulas. Por conta disso, é recomendável evitar o consumo de carne bovina quando os órgãos competentes identificarem a proliferação de moscas mortais em determinadas regiões", alerta a especialista.

Redução de consumo e de oferta da carne

Outro ponto destacado pelo professor é o desequilíbrio no ciclo produtivo da carne bovina. Diante da valorização do boi gordo, muitos pecuaristas optaram por abater fêmeas em vez de mantê-las para reprodução. “Isso compromete o rebanho futuro e afeta o ecossistema produtivo como um todo”, explica.

Para Mezza, o Brasil pode se beneficiar indiretamente dessa crise, desde que os EUA revejam suas barreiras comerciais. “O país é um dos maiores produtores de carne do mundo e, mesmo que hoje esteja penalizado pelas tarifas, há espaço para uma abertura futura. Os Estados Unidos podem ser obrigados a importar mais carne para garantir o abastecimento e conter os preços.”

Com o agravamento da situação, a expectativa, explica o economista, é de que os EUA considerem uma reaproximação com fornecedores internacionais para evitar desabastecimento e instabilidade no mercado. Enquanto isso, o Brasil deve observar de perto os desdobramentos — que podem representar uma nova janela de oportunidade para suas exportações.

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‘Sonho’ de Bolsonaro já virara pesadelo, e a prisão dele era questão de tempo

Publicado em 5 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

A charge do Izânio fala | Portal AZ

Charge do Izânio (Portal AZ)

Camila Rocha
Folha

Em abril de 2015, Jair Bolsonaro se desfiliou do Partido Progressista (PP) com o “sonho” de se candidatar à Presidência. Dez anos depois, o movimento político que o levou ao poder vive sua pior crise.

A crise possui três frentes. A primeira é institucional. Além de estar inelegível, Bolsonaro aguarda o resultado do julgamento por tentativa de golpe com uma tornozeleira eletrônica. Sua prisão, portanto, era questão de tempo.

ZAMBELLI JÁ ERA – Carla Zambelli, uma de suas apoiadoras mais fiéis, foi abandonada à própria sorte. Presa pela Justiça italiana, aguarda a decisão sobre sua extradição para o Brasil. Caso regresse, deve enfrentar uma pena de dez anos por crimes relacionados à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça. E faltam outros processos em andamento.

Eduardo Bolsonaro, ao tentar salvar o pai, apenas agravou a situação. Caso retorne ao Brasil, deve ser condenado por crimes como obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, entre outros.

Nikolas Ferreira enfrenta um processo judicial que pode torná-lo inelegível. De acordo com denúncia do Ministério Público, o deputado encabeçou, ao lado de Bruno Engler (PL), uma campanha coordenada de desinformação contra o então prefeito e candidato à reeleição em Belo Horizonte, Fuad Jorge Noman Filho, que faleceu pouco tempo depois das eleições.

MAIS UM – Ricardo Salles, um dos cinco deputados federais mais votados em 2022, ao lado de Nikolas, Zambelli e Eduardo Bolsonaro, abandonou o PL e foi para o Partido Novo. No entanto, o processo por contrabando de madeira, no qual é réu, foi reaberto e agora tramita no STF sob relatoria de Alexandre de Moraes.

As redes sociais, outra frente em que o bolsonarismo parecia imbatível, não estão rendendo como antes. Narrativas como a “anistia” para Bolsonaro perderam poder de mobilização. E agora o acúmulo de derrotas fragilizou o poder midiático do bolsonarismo.

Incapazes de se posicionar a favor de pautas populares como a defesa da escala 6×1 e a taxação dos super-ricos, a última aposta dos bolsonaristas para tentar animar as bases fracassou de modo retumbante. Segundo pesquisa da Quaest, a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes (STF) foi criticada em 60% das menções nas redes e aprovada apenas em 28%.

ATOS EM BAIXA – A crise também ocorre nas ruas. O número de bolsonaristas dispostos a ir às ruas vem oscilando para baixo desde o início do ano.

De acordo com estimativas do Monitor do Debate Político no Meio Digital do Cebrap, no dia 25 de fevereiro de 2024, o ato encabeçado por Jair Bolsonaro na avenida Paulista teve um pico de 185 mil pessoas. No dia 6 de abril, no mesmo local, o evento “Anistia Já” reuniu 44 mil pessoas. Meses depois, no dia 29 de junho, compareceram ao último ato apenas 12 mil pessoas.

Em 10 de julho, lideranças de esquerda conseguiram reunir um número maior na avenida Paulista, 15 mil pessoas. Foi a primeira vez que a direita perdeu da esquerda nas ruas desde 2015.

VIRAR PESADELO – Mas é justamente nas ruas que os bolsonaristas procuram reverter a crise. Neste domingo (dia 3), a estimativa foi de 37,6 mil na Paulista.

Encher novamente praças e avenidas brasileiras pode demonstrar que suas bases estão abatidas, mas não mortas.

Resta saber se será suficiente para impactar as eleições de 2026 e impedir que o “sonho” de Bolsonaro vire um pesadelo para todos aqueles que o apoiam.


Aplicar Lei Magnitsky contra Moraes é “alarmante”, afirma a Transparência

Publicado em 5 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

Ministro Alexandre de Moraes é sancionado com Lei Magnitsky pelos EUA |  Metrópoles

Moraes era o algoz, agora virou novamente a vítima

Fellipe Gualberto
Estadão

A Transparência Internacional – Brasil afirmou ser “alarmante e inaceitável o uso seletivo da Lei Magnitsky para fins políticos e econômicos”, se referindo à sanção aplicada pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 30. “Uma ameaça real à democracia brasileira”, definiu a entidade sobre a medida.

A Transparência disse que a sanção recaiu sobre Moraes porque o ministro é o relator do processo que investiga a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na tentativa de golpe de Estado de 2022. De acordo com a entidade, “tal medida apenas fomentará mais instabilidade política no Brasil”.

CRÍTICAS AO SUPREMO – A Transparência Internacional afirmou que faz críticas ao STF, “tanto pela impunidade generalizada em casos de corrupção quanto por abusos de poder cada vez mais normalizados”.

No entanto, “nada disso justifica a interferência de um governo estrangeiro que desrespeita princípios fundamentais do direito, como a soberania nacional e a separação dos Poderes”.

Esta é a primeira vez que a Lei Magnitsky é aplicada contra uma autoridade de um país democrático. O dispositivo, que era usado para punir ditadores, criminosos que lavam dinheiro e violadores dos direitos humanos, impede que Moraes movimente dinheiro nos EUA, acesse o país e tenha acesso a instituições financeiras e plataformas de tecnologia americanas.

ARBITRARIEDADE – A Transparência Internacional afirmou que há arbitrariedade e motivação política na sanção contra Moraes. Como exemplo, a instituição cita líderes como Nayib Bukele, presidente de El Salvador, que possui “estreita parceria da administração Trump”, apesar de ser “amplamente denunciado por violações sistemáticas de direitos humanos, incluindo encarceramento em massa sem o devido processo legal, tortura e repressão à dissidência”.

O texto também ressaltou a remoção do ministro húngaro Antal Rogán da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. “Rogán, figura de destaque no governo de Viktor Orbán, foi amplamente acusado de orquestrar esquemas de corrupção e de facilitar a captura do Estado na Hungria, beneficiando a si e seu partido”.

“Enquanto Bukele e Orbán são considerados aliados estratégicos a despeito de seus abusos, um magistrado brasileiro – por mais controverso que seja – que enfrenta interesses políticos e econômicos alinhados com Trump e sua rede é sancionado”, disse a entidade.

DUPLO PADRÃO – O grupo ainda afirmou que existe um “duplo padrão” de aplicação da Lei Magnitsky, que revela instrumentalização da norma como “ferramenta de conveniência política, e não de responsabilização baseada em princípios”.

As alegações da entidade são fundamentadas pelas tentativas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de blindar Jair Bolsonaro.

O país já aplicou tarifas contra o Brasil e sanções individuais, como o cancelamento de visto de ministros do STF em busca de impedir o julgamento do ex-presidente. O filho de Bolsonaro, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), foi um dos que articulou as medidas.

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Muita gente que não tolera Bolsonaro também não engole Moraes


Ação de Bolsonaro contra Alexandre de Moraes gera onda de ataques a  ministro nas redes | Sonar - A Escuta das Redes - O Globo

Moraes e Bolsonaro são iguais e têm alma de ditadores

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

A prisão domiciliar de Bolsonaro —não por algum crime que tenha cometido, e sim por ter feito uma mensagem para as redes sociais— ilustra uma dinâmica comum: o Supremo impõe restrições abusivas e a direita desafia o Supremo porque quer derrubá-lo. Estamos vendo o choque entre duas visões inconciliáveis que promete escalar ainda mais.

Para uma, vivemos o ataque constante à democracia pela extrema direita. Contra isso, o Supremo não pode assistir inerte enquanto as instituições do país são nocauteadas. Lugar de golpista é na cadeia e quem se indignar com isso é porque está do lado do golpe.

DITADURA CLARA – Para o outro, vivemos a ditadura do Supremo, em que um ministro pode determinar tudo o que quiser sem limite algum. Determina investigações, censura e prisões contra a direita e quem ousar tecer críticas às urnas eletrônicas. É vítima, investigador e juiz; prende ou solta com base em posts nas redes sociais. Se acostumou a dar ordens ilegais e depois punir duramente quem as descumpre.

E se ambas as visões estiverem erradas? Um resultado surpreendente do Datafolha indica essa possibilidade.

Uma maioria de 55% dos eleitores são contrários à anistia aos presos do 8 de janeiro e uma pluralidade de 47% é favorável à suspensão do visto americano de Moraes (contra 42% contrários). Muita gente que não tolera Bolsonaro e também não engole Moraes.

JULGAMENTO VÁLIDO – Bolsonaro comprovadamente buscou convencer generais a endossar um golpe e fez acusações falsas de fraude nas urnas para tentar invalidar a eleição. Sua PRF (Polícia Rodoviária Federal) tentou bloquear o acesso de eleitores às urnas.

Ao fim da história, seus seguidores mais fanatizados invadiram os Três Poderes na esperança de provocar a sonhada intervenção militar. Não há perseguição nenhuma em levá-lo a julgamento.

Moraes também não fez por menos. Os abusos se somam desde a censura a uma matéria da Crusoé em 2019. Proibição de uso das redes sociais por tempo indeterminado, inquéritos de ofício do Supremo que se estendem até hoje, busca de motivos que justifiquem prisão com base em posts de redes sociais; investigação de empresários por falas banais em grupo de WhatsApp; prisão preventiva indevida de Filipe Martins que se estendeu por meses. Prisões aos invasores do 8 de janeiro mais longas do que as de assassinos. E tudo isso no Supremo, que já é a última instância. É difícil vislumbrar a anulação desses e outros julgamentos quando a maré política mudar?

PODERES ABUSIVOS – Nada disso se deu num vácuo. A escalada do Supremo se deu em meio a uma movimentação real para minar nossa democracia, melar nossas eleições e, após perdê-las, dar um golpe de Estado.

O problema de poderes excepcionais é que, depois de passada a ameaça que justificou seu uso, eles tendem a permanecer. A autocontenção é uma virtude elogiada no discurso e desprezada na prática. Em agosto do ano passado, o ministro Barroso opinou que o fim do inquérito das fake news “não está distante”. Até hoje, nada.

O maior desastre da sanção americana é dificultar a contenção desses poderes abusivos do Supremo. Recentemente, Fux abriu divergência com outros ministros da Primeira Turma. Outros viriam? Dificilmente virão agora, em que divergir de Moraes trará a pecha da traição e da covardia. Dificultou também para o Congresso, de quem se espera movimentos para conter excessos do Supremo. Resta apenas a opinião pública.


Ação de Trump causa curto-circuito no patriotismo de fãs de Bolsonaro

Publicado em 5 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

Cartum: quadrinhos, tirinhas e charges - 19/09/2024 | Folha

Charge do Claudio Oliveira (Folha)

Josias de Souza
do UOL

As manifestações de domingo revelaram que a deficiência do bolsonarismo não está nas ruas. Os atos tiveram boa presença nas capitais e no interior. O principal déficit do movimento está localizado entre as orelhas de Eduardo Bolsonaro. Ao atrair Trump para a arena política do Brasil, Eduardo provocou um curto-circuito no patriotismo dos devotos do seu pai.

Manifestantes enrolaram-se na bandeira dos Estados Unidos. A imagem de Trump foi cultuada em cartazes. Continham mensagens de agradecimento pelas sanções financeiras contra Alexandre de Moraes. Governadores de direita com pretensões presidenciais preferiram não comparecer. Proibido de sair ao meio-fio nos finais de semana, Bolsonaro também não foi ao microfone.

EFEITO EDUARDO – É devastador o resultado da campanha de Eduardo junto a Trump para livrar o pai da cadeia. Aumentou o rol de crimes atribuídos a Bolsonaro. Instalou uma tornozeleira na perna dele. Induziu a Casa Branca a adotar um tarifaço que, na opinião de 89% dos eleitores ouvidos pelo Datafolha, prejudicará empresas e empregos no Brasil. Mandou para as calendas a ideia de anistia, repudiada por 61% dos brasileiros.

Com sua astúcia, Eduardo tirou Bolsonaro do palanque, afugentou governadores e taxou o capital antes de Lula. De quebra, despertou o patriotismo da esquerda. Parte da militância petista vestiu verde, amarelo e azul no encontro nacional do PT, no final de semana. As cores da bandeira como que diluíram o vermelho tradicional.

O PL deveria considerar a hipótese de abrir uma investigação interna. A essa altura, convém não descartar a hipótese de que Eduardo Bolsonaro seja um comunista infiltrado, cuja missão é usar o imperialismo ianque para aniquilar a direita brasileira.

Trump sonha com a “lavagem cerebral” que o faça dominar o Brasil e o mundo


Donald Trump, novo presidente dos Estados Unidos da América - Embaixada e  Consulados dos EUA no Brasil

Trump não vai conseguir dobrar o governo brasileiro

 Vicente Limongi Netto

O jogo continua, bruto e desleal, entre Donald Trump e o Brasil. O Brasil procura jogar limpo, desde o início da partida. Trump parte para cima, bate de bico na virilha do Brasil. A tônica do script é enfadonha e patética. Lavagem cerebral de Trump é insistente. Mas não cola.

O presidente norte-americano, desde o início do arranca-rabo com a ameaça do tarifaço de 50%, mandou às calendas a diplomacia e a economia. O indecoroso jogo é político. Surrada e risível a postura do presidente norte-americano.  De causar rebuliço na alma de eternos humoristas, como Chico Anisio e Jerry Lewis.

O VILÃO É MORAES – As pantomimas de Trump estão levando parte expressiva do Brasil a achar que a família Bolsonaro é composta de santos imaculados e inatacáveis. Merecedores de bustos em praças públicas. O vilão que precisa ser punido e execrado é o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O capeta é a Suprema Corte brasileira.

Trump costuma falar grosso com a Suprema Corte americana. Aqui, é perda de tempo e de saliva. O busilis é mais embaixo. A soberania brasileira exige respeito. Em vão, se jogar pedras no STF. O rosto de Trump vai acabar ficando mais vermelho e suado do que as gravatas vermelhas que usa.

PASSOU DOS LIMITES – É desaforo sem tamanho um chefe da nação meter o bedelho em decisões jurídicas de outros países. Trump não enxerga nem admite que passou dos limites civilizados e diplomáticos.

 O clã Bolsonaro, por sua vez, apoiado pelo Partido Liberal, segue obedecendo cegamente o plano do patrão, Trump. Usam o pai e ex-presidente Bolsonaro para infligir as normas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, apoiadas pela maioria do colegiado. Jogam o entulho do mal feito no ar.

Prontamente Moraes agrava e impõe novas sanções a Bolsonaro. Desta vez, rigorosa prisão domiciliar.

EM CENA ABERTA – Com o show montado, ingressos vendidos, é a vez dos bolsonaristas entrarem em cena. Como atores e atrizes de quinta categoria, é a vez dos boquirrotos e ferozes algozes de Alexandre de Moraes.

Choram pitangas ao mundo. Alegam que a prisão domiciliar é afrontosa e vingativa. Com eleições batendo na porta, os sinistros bolsonaristas sabem que decisões de Moraes ganham boas migalhas do noticiário políticos. Alexandre de Moraes prossegue inabalável a pressões e ameaças. Atuando serenamente, dentro dos autos. O jogo segue pesado. Sem hora para acabar.

As sobras ruins vão para os bolsos dos cidadãos. Alimentos encarecendo mais. Todos eles. Famílias de mendigos, com crianças chorando, com fome, se acumulam nas portas de restaurantes, bares, lanchonetes e hotéis. Eis nosso retrato.


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