terça-feira, julho 08, 2025

Edital do concurso da Sefaz é publicado; salários vão até R$ 22,5 mil

Edital do concurso da Sefaz é publicado; salários vão até R$ 22,5 mil (Foto: Sefaz)

Foi publicado nesta segunda-feira, 7, no Diário Oficial do Estado, o edital do novo concurso público da Secretaria da Fazenda de Sergipe (Sefaz/SE). Estão sendo ofertadas 50 oportunidades para o cargo de Auditor Fiscal Tributário, sendo 10 vagas imediatas e 40 para formação de cadastro reserva.

Com remuneração inicial que pode ultrapassar R$ 22,5 mil, o cargo exige nível superior completo em qualquer área de formação, com diploma emitido por instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). O salário é composto pelo vencimento básico de R$ 16.016,47, acrescido de um bônus de eficiência variável que pode chegar a R$ 6.525,00.

As inscrições estarão abertas de 31 de julho a 20 de agosto, exclusivamente pela internet, com taxa de R$ 200. Candidatos que desejarem solicitar isenção da taxa devem fazer o pedido entre os dias 8 e 15 de julho. O prazo para pagamento do boleto vai até 22 de agosto. 

A aplicação das provas objetiva e discursiva está marcada para o dia 28 de setembro, em Aracaju. A banca responsável pela organização do certame é o Cebraspe. Mais informações podem ser acessadas no site oficial do Cebraspe.

Vagas por especialidade 

– Auditor Fiscal Tributário – Geral: 6 vagas + 24 CR

– Auditor Fiscal Tributário – Tecnologia da Informação: 3 vagas + 12 CR

– Auditor Fiscal Tributário – Tributação: 1 vaga + 4 CR

Etapas de avaliação 

O concurso será composto por três fases: provas objetivas, provas discursivas e avaliação de títulos.

A prova objetiva será dividida em três blocos:

– Conhecimentos Gerais (P1): questões valendo 1 ponto cada.

– Conhecimentos Específicos I (P2): questões valendo 2 pontos cada.

– Conhecimentos Específicos II (P3): questões valendo 3 pontos cada.

Será eliminado o candidato que obtiver pontuação inferior a:

 5 pontos em Conhecimentos Gerais (P1);

– 80 pontos em Conhecimentos Específicos I (P2);

– 45 pontos em Conhecimentos Específicos II (P3); ou

 130 pontos no total das provas objetivas.

A prova discursiva valerá 80 pontos e será composta por duas questões, com até 20 linhas cada, abordando temas específicos de acordo com a especialidade escolhida pelo candidato.

por João Paulo Schneider 

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segunda-feira, julho 07, 2025

Congresso da Mamata' e o silêncio do STF diante da delação de que Hugo Motta recebeu 10% de propina

 

Por POLÍTICA JB
redacao@jb.com.br

Publicado em 07/07/2025 às 10:45

Alterado em 07/07/2025 às 10:45

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POR JOAQUIM CARVALHO

Em depoimento prestado em 2017, o empresário José Aloysio Machado da Costa Neto confessou que adquiriu contratos por meio da emenda do deputado Hugo Motta e que houve cobrança de uma propina de 10%, ou cerca de R$ 78 mil, sobre um contrato de aproximadamente R$ 780 mil para recapeamento de ruas no município de Malta (PB).

O material da colaboração premiada foi anexado à sentença da Justiça Federal da Paraíba em 27 de fevereiro de 2025, mas só foi encaminhado ao STF posteriormente — sem homologação até o momento e sem que haja inquérito aberto formalmente contra o parlamentar, mesmo com o caso tramitando no Supremo.

Apesar da seriedade da acusação, o caso permanece parado no STF. Não houve designação de relator, não foi homologada a colaboração e tampouco houve abertura de inquérito contra Hugo Motta. Assim, nenhuma etapa processual efetiva foi iniciada no Supremo.

Isso sustenta a percepção de impunidade associada ao foro privilegiado e à morosidade judicial. O caso permanece adormecido, sem qualquer avanço oficial.

A delação voltou à tona em momento em que explodiu na rede social a hashtag “Congresso da Mamata” — movimento que viralizou após a derrubada de nova alíquota do IOF para movimentações específicas em 25 de junho pelo Parlamento.

Aliado à extrema direita, o chamado Centrão, grupo parlamentar do qual Motta faz parte, quer forçar o governo a cortar gastos, mas sem reduzir o valor das emendas, o que, consequentemente, resultaria em menos verbas para programas sociais.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, passou a ser símbolo desse movimento da redes: aparece como “Hugo traidor” ou “Hugo nem-se-importa”, personificando as críticas de que o Legislativo estaria agindo em favor dos interesses privados e contra o povo.

A campanha “Congresso da Mamata” — que somou mais de 824 mil menções no X e outras redes entre 23 de junho e 4 de julho — reforça a insatisfação popular com o formato de atuação parlamentar.

Esse caso evidencia a distorção do modelo de gestão pública que admite as emendas impositivas. Para juristas como Walfrido Warde, são inconstitucionais por invadirem competência exclusiva do Executivo.

E servem como meio de pressão política — e de corrupção. Ao torná-las obrigatórias, o Legislativo passa a comandar o orçamento, ignorando critérios técnicos e abrindo espaço para práticas como a denunciada “comissão” de 10%.

Assim, reforça-se a necessidade de rediscutir e limitar as emendas impositivas, reavendo o equilíbrio institucional e evitando o desvirtuamento do orçamento público em favor de interesses políticos particulares.

A delação de 2017, a remessa dos autos em 2025 e a explosão da campanha “Congresso da Mamata” nas redes reiteram que é chegada a hora de confrontar práticas nocivas e restabelecer a integridade democrática na gestão do dinheiro público.

O STF não pode permanecer em silêncio.

 

Joaquim Carvalho é editor do site Brasil 247, onde este artigo foi originalmente publicado.

Nas redes sociais, Trump: 'Deixem Bolsonaro em paz'; Lula, com energia: 'Não aceitamos interferência'

 .

Por JB INTERNACIONAL
redacao@jb.com.br

Publicado em 07/07/2025 às 15:57

Alterado em 07/07/2025 às 16:03


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira em publicação em uma rede social, na qual afirma que Bolsonaro é vítima de uma "caça às bruxas", termo que ele usou para se referir ao tratamento que ele mesmo recebeu de oponentes políticos.

Bolsonaro, que foi amigável com Trump no período em que ambos estiveram na Presidência de seus países, é réu em um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) acusado de tramar um golpe de Estado após perder a eleição presidencial para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O único julgamento que deve acontecer é o julgamento pelos eleitores no Brasil -- chama-se eleição. DEIXE BOLSONARO EM PAZ!", escreveu Trump.

Bolsonaro está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). (com Reuters)

Lula reage com energia: 'Somos soberanos'

Por Henrique Rodrigues - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu com extrema energia à intromissão de Donald Trump, seu homólogo norte-americano, no caso judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que deve ser condenado nos próximos meses a uma pesada pena de prisão por ter empreendido uma tentativa frustrada de golpe de Estado após ser derrotado nas urnas em 2022.

“A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o estado de direito”, escreveu o estadista brasileiro em sua conta oficial na rede X (antigo Twitter).

Após fazer ameaças aos países que se alinharem às "políticas antiamericanas dos Bric" em meio à reunião de cúpula do bloco sob a presidência de Lula, Trump saiu em defesa de Bolsonaro em publicação nesta segunda-feira (7) na Truth Social.

“Estou assistindo à caça às bruxas de Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores, muito de perto. O único julgamento que deveria estar acontecendo é um julgamento pelos eleitores do Brasil, isso se chama eleição. Deixe Bolsonaro em paz”, postou o líder da casa branca em seu perfil na rede Truth Social, que é de sua propriedade.

Antes disso, o presidente dos EUA ainda fez outras considerações sobre o extremista brasileiro que é réu no Supremo Trubunal Federal pela fracassada sublevação que conduzir após perder no voto para Lula. Usando o vocabulário enjoativo e habitual de sempre, ele rasgou elogios ao antigo ocupante do Palácio do Planalto.

“Eu conheci Jair Bolsonaro, e ele foi um líder forte, que realmente amava seu país, também um negociador muito duro em comércio... O Brasil está fazendo uma coisa terrível em seu tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro" e que "ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo”, acrescentou o estadunidense.

“Sua eleição foi muito apertada e agora, ele está liderando nas pesquisas. Isso não é nada mais, nada menos, do que um ataque a um oponente político, algo que eu sei muito sobre! Aconteceu comigo, vezes 10, e agora nosso país é o 'mais quente' do mundo”, falou ainda Trump ao usar um termo que, em termos de sentido, equivale a “ser atraente” no sentido de relações pessoais.

Ministra Gleisi também reagiu

A ministra Gleisi Hoffmann, de Relações Institucionais, foi às redes nesta segunda-feira (7) rebater as declarações de Donald Trump minutos após o presidente dos EUA sair em defesa de Jair Bolsonaro (PL) na rede Truth Social, que pertence ao Media Trump.

"Donald Trump está muito equivocado se pensa que pode interferir no processo judicial brasileiro. O tempo em que o Brasil foi subserviente aos EUA foi o tempo de Bolsonaro, que batia continência para sua bandeira e não defendia os interesses nacionais. Hoje ele responde pelos crimes que cometeu contra a democracia e o processo eleitoral no Brasil", afirmou a ministra.

Gleisi ainda reagiu à declaração de Trump fazendo coro com os apoiadores e o próprio ex-presidente brasileiro que se diz vítima de perseguição. (com Revista Fórum)


O fantasma de Trump continuará pairando sobre os países do Brics

Publicado em 7 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

A imagem mostra um grupo de líderes de diferentes países em frente a grandes letras brancas formando a palavra 'BRICS', com a inscrição 'Brasil 2025' na parte inferior. Os líderes estão de mãos dadas, sorrindo, e ao fundo é possível ver um cenário com montanhas e barcos em um corpo d'água. O ambiente é ensolarado e parece ser um evento oficial.

Tarifas de Trump são criticadas e Lula articula Sul Global

Eliane Cantanhêde
Estadão

Segundo o presidente Lula, ao lado do trumpista Javier Milei, na Cúpula do Mercosul, “a Ásia (não os EUA…) é o centro dinâmico da economia mundial”. Foi uma senha para o que está em jogo numa cúpula muito mais poderosa, a dos Brics, que começa neste domingo no Rio de Janeiro e reúne oito países asiáticos, a começar da China e da Rússia e, para piorar, o Irã, o que empurra o foco da reunião para o “outro lado”, Estados Unidos e Israel. Com o presidente de Cuba, Miguel Diaz Canel, presente…

As questões temáticas são razoavelmente consensuais: valor monetário dos dados da IA, “saúde dos pobres” (problema comum a todos) e responsabilidade dos países ricos sobre a sustentabilidade ambiental dos não tanto.

SEMPRE TRUMP – Até nelas, porém, o alvo continua sendo Donald Trump que, por exemplo, suspendeu recursos para a saúde dos próprios americanos, asfixiou a USAID, braço dos EUA para ajuda humanitária, e rompeu com o Acordo de Paris. De quebra, reativou todas as sanções contra Cuba.

A ausência de Xi Jinping e Vladimir Putin (que entrou por vídeo) tem dois lados. Se esvazia o peso da Cúpula – e da foto -, alivia a tensão no grupo e a pressão sobre Brasil e Lula.

O Brics criticou a invasão de Israel e dos EUA no Irã, que agora quer mais: uma condenação contundente, com citação explícita aos dois países, o que não convém nem aos interesses do bloco, nem aos de cada país. Um documento final assim teria consequências graves e duradouras

MALA ANTISSEMITA – O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, chegou ao Rio trazendo na mala a velha negação do Estado de Israel, renovada com os ataques de Netanyahu e depois de Trump a suas usinas de enriquecimento de urânio.

Mas, do outro lado, Índia, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita não querem confusão com os EUA. O Brasil está no grupo que atua para equilibrar – e amenizar – uma posição final.

Lula também receberá em Brasília, em visitas separadas, Narendra Modi, da Índia, e Prabowo Subianto, da Indonésia.

PAÍSES IMPORTANTES – A Índia passou a China como maior população mundial, quase 2,5 bilhões de habitantes, e a Indonésia tem 280 milhões.

A Índia é top em tecnologia, na área farmacêutica e em medicamentos genéricos e a Indonésia, com poderosas florestas tropicais e o foco nas energias renováveis, deve ter destaque na COP 30.

Além de driblar as pressões do Irã e calibrar o tom contra EUA e Israel, o desafio foi Lula deixar de lado os improvisos e ler os textos dos profissionais. Quem banca a política externa é o presidente, mas quem entende do recado é a diplomacia. Ainda mais num momento delicado – e explosivo – dentro e fora do Brasil.


Um comovente texto de Sarney lembra a presença eterna de d. Kiola


O nascer da memória – A Página do Sarney

Dona Kiola ia ao palácio abençoar seu filho

Vicente Limongi Netto

Belo e carinhoso artigo do ex-presidente e acadêmico José Sarney, homenageando a mãe dele, dona Kiola, que dia 4 de julho completaria 114 anos de idade. O texto saiu no Correio Brasiliense. Sarney recorda os traços marcantes da mãe. Para ele, “santa de altar”, que representava “devoção e segurança”.

Mãe é a semente divina germinando vidas. Minha mãe, Alcy, estaria completando 109 anos. Como dona Kiola, a professora Alcy, nascida em Coari, interior do Amazonas, tinha o dom de cativar todos em sua volta. Kiola e Alcy alimentavam esperanças e otimismo. Eram mulheres simples, lúcidas, respeitadas, dignas, amadas e fortes.

Sarney conclui o fervoroso artigo, emocionado, enfatizando sua devoção eterna a dona Kiola: “Esta é a história de amor de um menino de 95 anos que não tem mais seu tesouro, e uma saudade que não passa permanece em seu coração, em sua alma, em sua vida”.

Quando ninguém esperava mais, Trump sai em defesa de Bolsonaro, e Lula reage

Publicado em 7 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Vaquinha para pagar passeio de submarino para Bolsonaro supera arrecadação da vaquinha oficial

Bolsonaro vibra com o apoio e a disposição de Trump

Carlos Newton

Nas redes sociais, o presidente americano Donald Trump afirmou nesta segunda-feira estar acompanhando o que classificou como uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro no Brasil e defendeu que “o julgamento dele deve ser nas urnas”.

Trump referia-se ao fato de o ex-presidente brasileiro já ter sido declarado inelegível em duas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e atualmente responder a processos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.

GRANDE SURPRESA – Ninguém acreditava mais que Eduardo Bolsonaro conseguisse uma declaração de Trump sobre a política brasileira. Assim, a iniciativa de Trump foi uma grande surpresa na rede Truth Social.

Para Trump, o Brasil está fazendo uma “coisa terrível” no tratamento dado a Bolsonaro e afirmou que ele, “assim como o mundo”, está acompanhando “como eles (o STF) não fizeram nada além de ir atrás dele (Bolsonaro), dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano!”.

Em resposta, o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que recebeu “com muita alegria” a manifestação de apoio do político americano, que disse estar acompanhando a “caça às bruxas” contra Bolsonaro e declarou que o julgamento do ex-presidente brasileiro “deve ser nas urnas”.

COMPARAÇÃO – Exultante, Bolsonaro comparou sua situação jurídica à enfrentada por Trump nas eleições americanas de 2020, quando o republicano perdeu para Joe Biden e, posteriormente, alegou fraude na votação — exatamente igual a Bolsonaro, que contestou o resultado das eleições presidenciais de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva.

Agora, o ex-presidente chega a chamar o processo sobre a tentativa de golpe, no qual é réu no STF, de “aberração jurídica”.

“Este processo ao qual respondo é uma aberração jurídica (lawfare), clara perseguição política, já percebida por todos de bom senso”, disse Bolsonaro. “Agradeço ao ilustre presidente e amigo. Vossa excelência passou por algo semelhante. Foi implacavelmente perseguido, mas venceu, para o bem dos Estados Unidos e de dezenas de outros países verdadeiramente democráticos”, destacou.

LULA PROTESTA – Conforme divulgado pelo Correio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu à manifestação de Trump.

Por meio de nota oficial, distribuída à imprensa, o o presidente afirmou que “a defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros”.

“Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo os que atentam contra a liberdade e o Estado de Direito”, completou.

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P.S. – Agora ficou mais provável que o governo e o Congresso dos Estados Unidos determinem sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e outros membros do Supremo. Vamos aguardar. (C.N.)

Lula rebate presidente americano e afirma não aceitar interferência de quem quer que seja

 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

O presidente Lula (PT)07 de julho de 2025 | 14:45

Lula rebate presidente americano e afirma não aceitar interferência de quem quer que seja

brasil

O presidente Lula (PT) afirmou, nesta segunda-feira (7), que a defesa do Brasil compete aos brasileiros e que o país não aceita interferência de quem quer que seja. A declaração foi uma resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que fez uma publicação em apoio a Jair Bolsonaro (PL).

“A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o estado de direito”, afirmou Lula em nota.

Pouco depois, durante uma coletiva de imprensa após a cúpula do Brics, Lula foi perguntado sobre a publicação de Trump, mas disse que tinha “coisa mais importante para comentar”.

“Eu não vou comentar essa coisa do Trump e do Bolsonaro. Eu tenho coisa mais importante para comentar do que isso. Este [Brasil] país tem lei, tem regra. Este país tem um dono, chamado povo brasileiro. Portanto, [Trump]: ‘dê palpite na sua vida e não na nossa'”.

Em publicação nas redes, Trump afirmou que o Brasil está perseguindo o ex-presidente, e criticou o tratamento dado ao brasileiro que é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento envolvendo uma trama golpista após as eleições de 2022.

Bolsonaro, por sua vez, afirmou ter recebido com “muita alegria” a nota de Trump. O ex-presidente citou a convivência com o republicano nos anos em que esteve no poder e disse sofrer uma perseguição que classificou como uma “aberração jurídica”.

“Agradeço ao ilustre presidente e amigo. [Vossa Excelência] passou por algo semelhante. Foi implacavelmente perseguido, mas venceu para o bem dos Estados Unidos e dezenas de outros países verdadeiramente democráticos”, escreveu Bolsonaro. “Obrigado por existir e nos dar exemplo de fé e resiliência”, concluiu.

Bolsonaro, por sua vez, afirmou ter recebido com “muita alegria” a nota de Trump. O ex-presidente citou a convivência com o republicano nos anos em que esteve no poder e disse sofrer uma perseguição que classificou como uma “aberração jurídica”.

“Agradeço ao ilustre presidente e amigo. [Vossa Excelência] passou por algo semelhante. Foi implacavelmente perseguido, mas venceu para o bem dos Estados Unidos e dezenas de outros países verdadeiramente democráticos”, escreveu Bolsonaro. “Obrigado por existir e nos dar exemplo de fé e resiliência”, concluiu.

Na sequência, o advogado-geral da União, Jorge Messias, escreveu em sua conta que a soberania não se negocia e que o governo brasileiro não aceita tutela ou pressões externas.

“Qualquer tentativa de interferência em nossos assuntos internos —venha de onde vier— será firmemente rechaçada. Essa diretriz é ainda mais relevante quando se trata de preservar a independência do Poder Judiciário contra qualquer forma de pressão externa voltada a interferir em suas decisões”, disse.

Na publicação feita na rede social Truth Social, Trump também se comparou a Bolsonaro e apontou perseguição pelo fato do brasileiro ser um oponente político do governo brasileiro.

“Eu tenho assistido, assim como o mundo, enquanto eles não fazem nada além de persegui-lo, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano. Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo”, afirmou Trump.

Ainda na publicação, o americano afirmara que pôde conhecer Bolsonaro e o classificou como um líder forte que “realmente amava seu país”.

A mensagem de Trump ocorre em meio à pressão e expectativa de bolsonaristas para que os Estados Unidos apliquem uma sanção ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Leia mais:

‘Não será a única vez esta semana’: Como família Bolsonaro reagiu à defesa de Trump

Trump afirma que Brasil persegue Jair Bolsonaro e chama julgamento no STF de uma ‘caça às bruxas’

Mariana Brasil/Folhapress

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