terça-feira, junho 10, 2025

Receita extra de R$ 170 bilhões é alívio fiscal ou solução temporária?

Publicado em 10 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Montante supera o gasto anual do Bolsa Família

Pedro do Coutto

Nos últimos dois anos, o governo federal arrecadou R$ 170 bilhões extras, segundo reportagem de Thaís Barcellos, O Globo, com dados da consultoria Tendências e do economista João Leme. Esse volume impressiona à primeira vista e foi suficiente para cobrir compromissos relevantes, como dívidas e até o equivalente ao custo do Bolsa Família.

No entanto, ao olhar com atenção, vemos que esse montante representa apenas 3,4% do orçamento total de 2025. Isso revela um paradoxo: ao mesmo tempo que ajuda a aliviar o caixa no curto prazo, não altera de forma substancial a trajetória fiscal brasileira.

FONTES – Grande parte dessa arrecadação adicional veio de fontes extraordinárias, como reoneração de combustíveis, aumento do IOF, tributação de fundos exclusivos, taxação de apostas, dividendos de estatais e mudanças em concessões públicas. São receitas pontuais, muitas vezes dependentes de fatores conjunturais ou de decisões políticas frágeis. Isso significa que, embora funcionem como um alívio temporário, essas fontes não representam uma solução de longo prazo para os desafios fiscais do país.

O caso do IOF é emblemático. A elevação da alíquota pode gerar R$ 19,1 bilhões neste ano e mais de R$ 38 bilhões em 2026. Ainda assim, a medida enfrenta forte resistência no Congresso e pode ser revertida, o que fragiliza sua contribuição futura. Além disso, o impacto de um imposto como o IOF recai diretamente sobre o crédito e o consumo, podendo ter efeitos colaterais sobre a atividade econômica.

Outro fator que impulsionou a arrecadação foi a reversão de políticas de desoneração. A retomada da cobrança de impostos sobre combustíveis, o fim da chamada “taxa das blusinhas” e ajustes no ICMS ajudaram a engordar os cofres públicos. No entanto, isso também implica redução de estímulos a setores produtivos e ao consumo, o que pode frear a economia no médio prazo.

SALDO POSITIVO – Também contribuíram para esse saldo positivo os dividendos pagos por estatais, especialmente Petrobras e bancos públicos, além de receitas de concessões renegociadas, como no setor ferroviário. Essas entradas, embora volumosas, dependem de circunstâncias específicas e não se repetem com previsibilidade. São, portanto, mais uma variável de risco do que uma âncora de estabilidade.

É curioso observar que a arrecadação extra superou o orçamento do Bolsa Família, estimado em R$ 159,5 bilhões. Isso serve para dimensionar a escala do esforço fiscal, mas não significa que haja mais espaço para investimentos sociais. Na prática, o dinheiro novo tem servido para cobrir buracos e manter a máquina pública funcionando dentro do novo arcabouço fiscal, sem necessariamente abrir novas frentes de ação social ou infraestrutura.

João Leme, da Tendências, aponta que o governo chegou até a exceder os limites de bom senso em alguns casos, como no próprio IOF. A crítica, aqui, é que o ajuste se deu basicamente pelo lado da receita, sem cortes significativos de despesa ou reformas estruturais. É um modelo que pode funcionar num ciclo político de dois anos, mas que se mostra frágil diante das exigências de uma trajetória fiscal de médio e longo prazo.

DEPENDÊNCIA – A dependência do Congresso é outro ponto fraco. Muitas das medidas precisam ser aprovadas ou renovadas pelo Legislativo, que nem sempre atua em sintonia com o Executivo. A resistência crescente a novas taxações e a tendência de adiar reformas estruturantes tornam esse tipo de ajuste ainda mais vulnerável, especialmente em períodos pré-eleitorais.

A carga tributária brasileira vem caindo ao longo dos anos — de 20,2% do PIB em 2010 para 18,4% em 2022, com previsão de 18,2% para 2025. Isso indica uma erosão da base de arrecadação que não será revertida com ações pontuais. A receita extra recente, portanto, não altera essa tendência. Pelo contrário, pode mascarar a urgência de uma discussão mais profunda sobre a sustentabilidade fiscal do país.

Por fim, enquanto o governo se esforça para arrecadar mais, as despesas continuam crescendo. Com uma média de aumento real entre 0,6% e 2,5% ao ano, manter o equilíbrio só com receitas adicionais torna-se cada vez mais improvável. O desafio, agora, é ir além da arrecadação pontual e construir uma base fiscal sólida, combinando controle de gastos, reformas estruturais e um modelo tributário mais eficiente e progressivo. Sem isso, o alívio de hoje pode se tornar o problema de amanhã.

Duas cartas na manga dos golpistas para dificultar prisão de Bolsonaro

Publicado em 10 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

E por falar em anistia... - Fred Ozanan

Charge do Fred Ozanan (Arquivo Google)

Rafael Moraes Moura
O Globo

Enquanto insistem na aprovação de uma anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro, aliados de Jair Bolsonaro já discutem reservadamente uma nova estratégia para tentar tirar o caso da trama golpista das mãos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com interlocutores do ex-presidente ouvidos pelo blog, se nada mais der certo, eles acreditam que ainda poderiam tentar aprovar uma PEC para reduzir o alcance do foro privilegiado.

IDAS E VINDAS – O próprio Supremo já teve uma série de idas e vindas sobre o entendimento da prerrogativa – e decidiu, em março deste ano, que o foro permanece para os casos de crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo, mesmo após a autoridade deixar o posto.

Agora, uma das ideias em discussão seria tirar o foro nos casos de quem já saiu do cargo, como Bolsonaro – o que, acreditam os aliados do ex-presidente, levaria a trama golpista para a primeira instância.

Assim o processo teria de esgotar todos os recursos em todas as instâncias inferiores até retornar ao Supremo, adiando por anos o provável desfecho do caso – a condenação definitiva do ex-presidente da República por tramar um golpe de Estado.

PRIMEIRO, A ANISTIA – “Primeiro vamos virar a anistia. Depois vamos fazer a mudança de foro”, disse uma liderança do PL ouvida reservadamente pela equipe da coluna. “Estamos discutindo o melhor texto.”

É a melhor alternativa, porque poderia interessar a outros grupos de parlamentares com outras questões na Justiça. Mas isso dependeria de um esforço concentrado para viabilizar a sua aprovação antes da condenação de Bolsonaro. A tramitação de um projeto exige aprovação em maioria simples, com quórum de metade mais um para fazer a votação na Câmara e no Senado, separadamente.

Assim, o projeto da anistia será facilmente aprovado. “Mas precisa de um trabalho para costurar um acordo político e convencer os parlamentares”, afirma um estrategista do PL. “No fundo, a anistia é conversa para boi dormir, porque, mesmo que passe no Congresso, o Supremo derruba.”

FORO PRIVILEGIADO – Há uma série de propostas envolvendo o alcance do foro privilegiado tramitam no Congresso. Uma das mais radicais é uma PEC de autoria do ex-senador Álvaro Dias (Podemos-PR) que acaba com o foro e mantém a prerrogativa apenas para os presidentes da Câmara, do Senado, do STF, além do presidente e do vice-presidente da República, apenas nos casos de crimes relacionados ao mandato. Aprovada em 2017 pelo Senado, ela segue parada na Câmara.

À época, a iniciativa sofreu muita pressão contrária de integrantes do STF, já que apenas o presidente da Corte seria “poupado”.

Mas no próprio Parlamento não há consenso sobre esse ponto, já que a ameaça de tirar o foro dos ministros do Supremo também poderia servir como instrumento de pressão do Congresso sobre a Corte.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 O informante do excelente repórter Rafael Moraes Moura passou uma notícia errada, e tivemos de corrigir. Ele disse que a anistia virá por emenda constitucional, de quórum especial, mas na verdade está sendo apresentada como projeto de lei, que é aprovado por maioria simples em quórum de somente 257 deputados presentes para abrir a votação. Ou seja, apenas 129 votos podem aprovar a anistia. (C.N.).  

Tribunal de Justiça condena empresas por cancelamento de show internacional

 


Tribunal de Justiça condena empresas por cancelamento de show internacional

Apresentação da cantora Taylor Swift foi cancelada devido a condições climáticas

 
 

Apresentação da cantora Taylor Swift foi cancelada devido a condições climáticas (Crédito: Imagem Ilustrativa)

 


A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou as produtoras de eventos T4F Entretenimento S/A e Metropolitan Empreeendimentos S.A a indenizarem três consumidores, da cidade de Muriaé, pelo cancelamento de show internacional, devido a condições climáticas. O show seria da cantora Taylor Swift – "The Eras Tour", que ocorreria no dia 18 de novembro de 2023, no Rio de Janeiro.


 

De acordo com o processo, os consumidores tinham adquirido ingressos para o show, no Rio de Janeiro, com antecedência. Eles alegaram que, se havia previsão de fortes chuvas, raios e calor intenso no dia, o evento deveria ter sido cancelado com antecedência. Mas o comunicado do cancelamento só foi feito quando os fãs já estavam dentro do estádio.


 

No recurso, as duas produtoras de eventos argumentaram que o cancelamento do show foi motivado por força maior, o que caracteriza fortuito externo, capaz de afastar a responsabilidade civil. Elas alegaram ainda que não poderiam ser obrigadas a arcar com despesas que não fizeram parte da relação contratual e que a situação não ultrapassaria o mero aborrecimento, o que afastaria a necessidade de indenização por danos morais.


 

A relatora, desembargadora Maria Lúcia Cabral Caruso, disse que “o cancelamento abrupto do evento, quando já existentes elementos fortes a indicar a impossibilidade de sua realização, caracteriza fortuito interno e configura falha na prestação do serviço, impondo-se ao fornecedor o dever de precaução e planejamento, a ensejar a responsabilização da apelante pelos danos suportados pelas apeladas”.


 

Dessa forma, ela condenou as empresas a pagarem a quantia de R$ 2.025,60, a título de danos materiais, e a quantia de R$ 4 mil para cada um, a título de indenização por danos morais. As desembargadoras Maria Lúcia Cabral Caruso e Régia Ferreira de Lima votaram de acordo com a relatora.


 

Acesse aqui o acórdão.
 

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Artigo - Proibido, mas ainda presente: o desafio do uso do celular na escola e em casa

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Artigo - Proibido, mas ainda presente: o desafio do uso
do celular na escola e em casa


Por Ana Claudia Favano, especialista em Psicologia Positiva e gestora da Escola Internacional de Alphaville


Em vigor desde 31 de janeiro deste ano, a Lei nº 15.100/2025, que restringiu o uso de celulares nas escolas brasileiras, não têm sido cumprida por 63% dos estudantes do Ensino Médio, que afirmam ainda levar o aparelho celular para a escola todos os dias - conforme apontou pesquisa, divulgada recentemente, da iniciativa Equidade.info em parceria com a Frente Parlamentar da Educação.
 

Clique aqui para baixar a imagem.

É um número alarmante que escancara a dependência digital que nossa sociedade vive desde a popularização dos smartphones na década de 2010. Educadores veem diariamente no dia a dia escolar como o acesso constante à tecnologia não só reduziu a autonomia individual de crianças e adolescentes, mas também substituiu interações presenciais, afetando a qualidade das relações familiares.
 

O não cumprimento da lei – criada para proteger justamente aqueles que a descumprem - leva a uma reflexão que especialistas da área já se fazem há bastante tempo sobre o tema. Muito além de proibir ou permitir, a questão mais importante e desafiadora é como integrar os dispositivos ao ambiente escolar sem comprometer os pilares da formação pedagógica, sócio emocional e ética das crianças e adolescentes.
 

A autonomia humana é construída por meio de experiências reais, discussões críticas e vivências que exigem o uso da razão e a tomada de decisões responsáveis. A dependência digital tem contribuído para a não formação dessa autonomia, resultando em uma geração que está desaprendendo a pensar criticamente, que não consegue tomar decisões justas e assertivas, e que aceita passivamente ideias impostas, demonstrando desatenção e desinteresse nas relações interpessoais.
 

Infelizmente, o Brasil se destaca entre os países com o maior tempo de conexão digital, e os efeitos dessa realidade são cada vez mais visíveis: crescimento de crimes virtuais sexuais e de cyberbullying; aumento nos casos de depressão; isolamento social e agressividade e dificuldades na regulação emocional, tanto em crianças quanto em jovens e adultos.
 

A saúde mental e emocional no ambiente escolar tem sido negligenciada por décadas, com investimentos ineficazes que não resultam em transformações significativas. O crescimento alarmante de problemas emocionais entre crianças e jovens reflete essa falta de atenção ao desenvolvimento socioemocional. O desempenho acadêmico tem sido priorizado em detrimento da saúde mental na maioria das escolas, o que agrava os sintomas que afetam a aprendizagem.
 

No contexto escolar, portanto, torna-se imperativo que os profissionais da educação estejam preparados para compreender a dependência digital e agir de forma eficaz, debatendo e implementando medidas concretas. As escolas têm a responsabilidade de promover programas de convivência e desenvolvimento da formação ética, moral e socioemocional; possibilitando que a restrição do uso do celular seja efetivada e compreendida pelos próprios alunos como fundamentais para o seu desenvolvimento saudável no contexto curricular. Tais iniciativas devem ainda apresentar a importância da educação midiática aos jovens de maneira fundamentada.
 

Porém, se a família não fizer o seu papel de regulação, todo o esforço da escola será em vão. Os alunos chegam em casa e podem acabar descontando o tempo que ficaram longe dos dispositivos e agravar ainda mais a sua dependência; pois ficarão ainda mais tempo usando o aparelho celular, tomando espaço onde deveriam conviver com suas famílias, estudar, ler e dormir.
 

Jonathan Haidt, renomado psicólogo social e especialista em psicologia da moralidade - autor do livro “A Geração Ansiosa” e um dos maiores pensadores sobre o impacto das telas para o desenvolvimento humano - sustenta que nenhuma criança ou adolescente deveria ter celular antes dos 14 anos nem acesso à internet antes dos 16.
 

A escola pode atuar pela proibição do uso do celular no ambiente da sala de aula, mas o jovem continua tendo acesso em casa a um mundo online vasto desconhecido, pela palma da mão. Por isso, o movimento de conscientização deve se estender às famílias. É fundamental que os pais, responsáveis e cuidadores compreendam a necessidade de participar e fomentar ações ativamente também no ambiente familiar, promovendo um retorno à convivência de qualidade e ao bem-estar coletivo.
 

É urgente resgatar a comunicação face a face, implementar estratégias planejadas que incentivem as interações sociais presenciais saudáveis e orientar o uso consciente da tecnologia, promovendo o retorno e desenvolvimento de habilidades de relacionamento e comunicação que foram comprometidas pelo uso excessivo de dispositivos digitais.
 

A autora: Ana Claudia Favano é gestora da Escola Internacional de Alphaville. É psicóloga; pedagoga; educadora parental pela Positive Discipline Association/PDA, dos Estados Unidos; e certificada em Strength Coach pela Gallup. Especialista em Psicologia da Moralidade, Psicologia Positiva, Ciência do Bem-Estar e Autorrealização, Educação Emocional Positiva e Convivência Ética. Dedicada à leitura e interessada por questões morais, éticas, políticas, e mobiliza grande parte de sua energia para contribuir com a formação de gerações comprometidas e responsáveis.
 



Contatos para a imprensa - FSB Comunicação
 

Daniela Nogueira
(11) 96606.4960
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Vagner Lima
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vagner.lima@fsb.com.br 

Sua Voz Importa! Participe das Sessões da Câmara de Vereadores de Jeremoabo

                         Foto Divulgação

Sua Voz Importa! Participe das Sessões da Câmara de Vereadores de Jeremoabo

A democracia se fortalece com a participação popular, e em Jeremoabo não é diferente. É fundamental que os cidadãos acompanhem de perto o trabalho dos seus representantes na Câmara de Vereadores. Afinal, é ali que as decisões que impactam diretamente o dia a dia da nossa cidade são tomadas.

Por Que Comparecer ou Acompanhar?

Ir às sessões da Câmara ou acompanhá-las pelas redes sociais não é apenas um direito, mas um dever cívico. É a sua oportunidade de:

  • Entender a Atuação dos Vereadores: Compreender quais projetos estão sendo discutidos, quais emendas são apresentadas e como cada vereador se posiciona diante das demandas da comunidade.
  • Identificar Quem Merece Respeito e Aplausos: Ao observar a atuação dos vereadores, você poderá discernir quem realmente trabalha em benefício do povo e para o engrandecimento do município. Aqueles que demonstram compromisso, ética e dedicação merecem o reconhecimento da população.
  • Ter Base para Críticas e Julgamentos: Quem não acompanha o que acontece na Câmara não tem subsídio para criticar ou julgar os vereadores. O conhecimento aprofundado do trabalho legislativo é essencial para uma avaliação justa e informada. Vereadores que não cumprem com seus deveres devem ser identificados e, nas próximas eleições, a população terá a base para tomar decisões conscientes.

O Caso da Emancipação Política: Um Alerta e um Chamado à Ação

Um exemplo recente da importância da participação popular foi o debate sobre a mudança da data de emancipação política de Jeremoabo. A presença e a mobilização de alguns cidadãos foram cruciais para evitar que essa alteração ocorresse. Se não fosse a vigilância da comunidade, a mudança poderia ter sido aprovada sem o devido debate e, como diz o ditado, "depois não adiantaria chorar pelo leite derramado".

Esse episódio serviu como um alerta e uma convocação clara: o povo precisa fiscalizar seus representantes. As sessões da Câmara são o palco onde esses debates acontecem e onde a sua voz pode fazer a diferença.


"Tudo na vida tem uma razão de ser"

Essa máxima, tão presente em diversas filosofias e crenças, nos lembra que cada acontecimento, cada escolha e cada experiência, por mais desafiadora que possa parecer, carrega um propósito. Acompanhar a política local, mesmo que pareça complexo, é parte de um processo maior de construção de uma sociedade mais justa e transparente.

A sua participação nas sessões da Câmara de Vereadores de Jeremoabo, seja presencialmente ou pelas redes sociais, é um elo fundamental nessa corrente de progresso. Venha fazer parte desse movimento!


Chamada à Ação:

Compareça às sessões da Câmara de Vereadores de Jeremoabo! Se não puder ir, assista pelas redes sociais. Acompanhe, fiscalize e faça a sua parte para construir um futuro melhor para nossa cidade. A Câmara é a casa do povo, e sua presença fortalece a democracia!

Jeremoabo: debate sobre mudança na data de emancipação gera reação popular e adia votação na Câmara

 

Jeremoabo: debate sobre mudança na data de emancipação gera reação popular e adia votação na Câmara

Blog Dedé Montalvão
Jeremoabo: debate sobre mudança na data de emancipação gera reação popular e adia votação na CâmaraFoto: Divulgação

A Câmara Municipal de Jeremoabo leu recentemente os pareceres das comissões favoráveis à proposta de alteração da data oficial da emancipação política do município, atualmente comemorada em 6 de julho. A expectativa era de que a proposta fosse aprovada em seguida, mas a forte reação da população, de setores acadêmicos e de manifestações nas redes sociais levou os vereadores a recuarem. Uma nova sessão será marcada para ouvir o contraditório antes de qualquer decisão.


A mobilização popular, impulsionada também por publicações no blog do historiador José Montalvão, evidenciou a insatisfação com a condução do processo e cobrou maior transparência e rigor técnico. Diante da crescente resistência, o prefeito Tista de Dedé reuniu-se com os vereadores e, em comum acordo, foi formada uma comitiva que seguirá até a Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, com o objetivo de obter dados oficiais que possam esclarecer a real data da emancipação política do município.

José Montalvão, que mantém um blog dedicado à defesa da história e cultura locais, tem se posicionado com firmeza contra a mudança. Em suas publicações, ele critica a condução do processo, que inicialmente avançava sem debate público ou fundamentação técnica clara. Para ele, a tentativa de alteração representa uma “afronta à moralidade administrativa” e ignora os marcos jurídicos que legitimam a data tradicional.

Em artigo intitulado A Novela da Emancipação..., Montalvão relata seu entendimento sobre o processo e apresenta documentos que, segundo ele, comprovam a legalidade da data atual. Em outro texto, A Ilegalidade e a Imoralidade na Mudança da Data..., o historiador reforça a ausência de critérios técnicos no debate até aqui e cobra responsabilidade institucional.

Já em Moção de Congratulação..., ele publica manifestações de apoio à manutenção do 6 de julho como marco oficial da emancipação, defendendo que a história do município não pode ser tratada com descuido ou interesses pontuais.

Embora alguns vereadores argumentem que novos documentos indicariam outra data como sendo o verdadeiro marco da emancipação, ainda não houve ampla divulgação dessas evidências nem formação de comissão técnica para avaliá-las.

Especialistas locais ressaltam que a discussão envolve não apenas o simbolismo da data, mas também questões jurídicas, culturais e identitárias. A expectativa agora é que o tema seja tratado com mais profundidade e responsabilidade, garantindo a participação da sociedade e o respeito à memória de Jeremoabo.

O debate continua aberto, evidenciando a importância de decisões fundamentadas, transparentes e participativas quando se trata da história de um povo.

https://www.tribunadopovo.net/noticia/7219/paulo-afonso/politica/jeremoabo-debate-sobre-mudanca-na-data-de-emancipacao-gera-reacao-popular-e-adia-votacao-na-camara.html

Nota da Redação Deste Blog: Jeremoabo: A Voz da Imprensa Independente Garante a Verdade Histórica
A pequena cidade de Jeremoabo, no interior da Bahia, tem vivenciado uma transformação notável graças ao papel vital da imprensa independente. Antigamente, informações e acontecimentos ficavam confinados, mas hoje, a agilidade com que os fatos chegam ao conhecimento público é impressionante. Essa mudança foi crucial em um episódio recente que mobilizou a opinião pública e garantiu a preservação da história local: a tentativa de alterar a data oficial da emancipação política do município.

A proposta de mudança gerou uma repercussão imediata e massiva. Em questão de horas, a notícia se espalhou por diversos sites e grupos de WhatsApp, ultrapassando as fronteiras de Jeremoabo. Um exemplo claro disso foi a publicação em um importante site da vizinha cidade de Paulo Afonso, assinada por Ivandro, figura proeminente na política, no rádio e na formação de opinião. Essa rápida difusão de informações amplificou o debate e trouxe o tema para o centro das atenções.(https://www.tribunadopovo.net/noticia/7219/paulo-afonso/politica/jeremoabo-debate-sobre-mudanca-na-data-de-emancipacao-gera-reacao-popular-e-adia-votacao-na-camara.html)

O impacto negativo dessa tentativa de alteração só não foi maior porque Jeremoabo vive um novo momento. A cidade hoje conta com um prefeito, Tista de Deda, que, em vez de agir por impulso, pauta suas decisões pela razão e pela escuta ativa da voz do povo. Essa postura de cautela e responsabilidade é fundamental para que as soluções para os problemas do município sejam justas e corretas.

Afinal, ditadura e mordaça não combinam com democracia. A liberdade de expressão e a imprensa independente são pilares de uma sociedade que valoriza a verdade e a participação popular. A decisão de Tista de Deda, em conjunto com os vereadores, em reverter a tentativa de alteração da data, foi um triunfo para a população, para a verdade histórica e para a própria democracia.

É um passo crucial para recuperar a história e a cultura de Jeremoabo com responsabilidade, baseando-se unicamente na verdade dos fatos e não em "histórias de quadrinhos" ou versões distorcidas. A atuação da imprensa independente se mostra, assim, como um guardião essencial da memória e da identidade de uma comunidade.

Mauro Cid confirma as acusações de sua delação contra Bolsonaro

 

Crédito: Ton Molina/STF

Mauro Cid confirma as acusações de sua delação contra Bolsonaro

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O general Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice na chapa de Bolsonaro, fazia parte de um grupo que tentava agir contra o resultado das eleições e financiava as ações golpistas

Quem esperava um ambiente tenso e cheia de surpresas na primeira sessão de tomada depoimentos dos acusados de tentativa de golpe de Estado, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ficou decepcionado. O que houve nesta segunda-feira (9) foi uma oitiva em que o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, durante os interrogatórios, deixou muito à vontade o tenente-coronel Mauro Cid, delator do caso, e os advogados de defesa dos réus que também os inquiriram.

O clima era de muita cordialidade, a ponto de o ex-presidente Jair Bolsonaro, o principal acusado, apertar a mão de seu ex-ajudante de ordens e principal acusador, Mauro Cid, que também bateu continência para os generais Paulo Sérgio, ex-ministro da Defesa, e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, seus superiores hierárquicos. Entretanto, Cid confirmou que Bolsonaro recebeu, leu e sugeriu alterações na chamada minuta do golpe, que previa medidas autoritárias para reverter o resultado das eleições de 2022.

Segundo ele, Bolsonaro solicitou, entre outros pontos, a retirada do trecho que previa a prisão de outras autoridades, mas não a de Moraes, que presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na época da eleição. “Em termos de data, não me lembro bem. Foram duas, no máximo três reuniões em que esse documento foi apresentado ao presidente”, afirmou Cid.

“A primeira parte eram os ‘considerandos’, cerca de 10 páginas, muito robustas. Essa parte listava possíveis interferências do STF e do TSE no governo Bolsonaro e no processo eleitoral”, explicou. A segunda parte trazia uma fundamentação jurídica com propostas como estado de defesa, estado de sítio, prisão de autoridades e a criação de um conselho eleitoral para refazer as eleições. A minuta foi encontrada pela Polícia Federal na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, durante operação autorizada pelo próprio Moraes.

“Só o senhor continuaria preso”, disse Cid ao ser inquerido por Moraes. “O documento mencionava vários ministros do STF, o presidente do Senado, o presidente da Câmara… eram várias autoridades, tanto do Judiciário quanto do Legislativo”, relatou. “O presidente recebeu e leu. Ele, de certa forma, enxugou o documento, basicamente retirando as autoridades das prisões. Somente o senhor (Moraes) ficaria como preso. O resto, não”, completou Cid.

Moraes questionou o militar sobre informações de que teria sido alvo de monitoramento ilegal. O tenente-coronel confirmou que havia verificações de movimentação de autoridades a pedido de Bolsonaro, feitas por meio informal, com consultas à Força Aérea ou a ministros. Ele relatou que, em dezembro de 2021, houve um monitoramento solicitado pelo major Rafael de Oliveira e, posteriormente, outro pedido feito por Marcelo Câmara, ex-assessor especial de Bolsonaro e militar do Exército.

Braga Netto

Cid foi sereno durante o depoimento, porém respondeu perguntas com ambiguidade em alguns casos, com propósito de relativizar a participação dos generais Paulo Sérgio e Augusto Heleno. Mas não sofreu pressões de Moraes por causa disso. Não negou informações que já constavam de sua delação. Cid afirmou que o ex-presidente pressionou o então ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira para que o relatório das Forças Armadas sobre o sistema eleitoral fosse “duro” contra as urnas eletrônicas.

Segundo o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, após as eleições, o ministro chegou a marcar uma reunião com o TSE para entregar o documento, mas desmarcou o compromisso por pressão de Bolsonaro. O relatório final das Forças Armadas, entregue dias depois, não apontou fraudes, mas também não descartou completamente falhas, o que, segundo a PGR, serviu como parte de uma estratégia para desacreditar o processo eleitoral.

Cid declarou que Bolsonaro foi pressionado para decretar estado de sítio: “Tinha-se uma pressão grande se os generais que estavam, se o general Freire Gomes não fosse fazer nada, uma das alternativas seria trocar os comandantes para que o próximo comandante do Exército assinasse ou tomasse uma medida mais dura e radical. Isso estava dentro daquele contexto de pressionar o presidente a assinar um decreto”, disse.

O general Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice na chapa de Bolsonaro, fazia parte de um grupo que tentava pressionar Bolsonaro a agir contra o resultado das eleições e atuava como elo entre o ex-presidente e os acampamentos em frente a quartéis-generais pelo país. Segundo Cid, o general também lhe entregou uma caixa de vinho com dinheiro, que ele repassou ao major Rafael de Oliveira, um dos militares investigados por integrar um grupo radical conhecido como “kids pretos”.

Disse não saber o valor dentro da embalagem, mas confirmou que o repasse foi feito no Palácio da Alvorada. O major Rafael é apontado como um dos participantes do suposto plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e Moraes, caso o golpe de Estado fosse consumado. Cid, porém, disse que só tomou conhecimento do plano pela imprensa, após a prisão dos envolvidos.

https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/mauro-cid-confirma-as-acusacoes-de-sua-delacao-contra-bolsonaro/


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