quinta-feira, junho 05, 2025

Quaest: Lula empata com Tarcísio, Ratinho Jr., Michelle e Eduardo Leite em 2º turno para 2026

 Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/Arquivo

O presidente Lula05 de junho de 2025 | 06:45

Quaest: Lula empata com Tarcísio, Ratinho Jr., Michelle e Eduardo Leite em 2º turno para 2026

brasil

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (5) mostra o presidente Lula (PT) em dificuldades no cenário eleitoral para o próximo ano.

De acordo com a empresa de pesquisas, o petista perdeu vantagem em simulações de segundo turno da disputa presidencial e agora empata tecnicamente com os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Paraná, Ratinho Junior (PSD), e Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), além da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL).

Em cenário de segundo turno em que o atual presidente concorre com Tarcísio, Lula tem 41% das intenções de voto, ante 40% do adversário. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, a situação é considerada um empate técnico. Votos em branco ou nulo e eleitores que não vão votar somam 14%, e os indecisos, 5%.

Na pesquisa anterior da empresa, em março, Lula ainda tinha vantagem sobre Tarcísio: os índices eram de 43% a 37%. Meses antes, a dianteira era bem mais folgada: 52% a 26%.

A Genial/Quaest fez nesta rodada 2.004 entrevistas em 120 municípios, da quinta-feira passada (29) até o domingo (1º). O nível de confiança é de 95%.

Na simulação de segundo turno entre Lula e Ratinho Junior, o empate também é configurado: o petista teria 40% dos votos, e o rival, 38%. Os indecisos somam 4%, e brancos, nulos e eleitores que não votarão outros 17%. Em março, o placar estava em 42% a 35%.

Quando o adversário apresentado é Michelle Bolsonaro, Lula tem 43% dos votos, ante 39% da adversária. Nesse caso, a diferença está no limite da margem de erro (de dois pontos para mais ou para menos), e a Genial/Quaest considera também um quadro de empate.

A situação também ocorre quando o rival de Lula é Eduardo Leite. O petista obtém 40% dos votos, e o governador gaúcho, 36%.

O levantamento mostra ainda Lula e Jair Bolsonaro (PL) empatados com 41% das intenções de voto em simulação de segundo turno. O ex-presidente, porém, está inelegível até 2030 por causa de condenação na Justiça Eleitoral, embora diga que vá se candidatar.

O atual mandatário manteve a liderança em simulações com outros três nomes cotados para a disputa.

Quando o adversário no segundo turno é o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Lula vence por 44% a 34%.

Em disputa com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista tem 42% das intenções de votos, ante 33% do adversário.

Por fim, em cenário de segundo turno entre Lula e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), o placar fica em 43% a 33%.

A empresa de pesquisa também perguntou se o atual presidente deveria se candidatar à reeleição. Disseram que não 66% dos entrevistados —o índice era de 52% no levantamento feito em dezembro.

Além disso, a pesquisa aponta que 65% entendem que Bolsonaro deveria abrir mão da candidatura agora e apoiar outro candidato. O ex-presidente promete insistir em disputar a Presidência, comportamento que tende a embaralhar a escolha de um outro nome de seu campo político para 2026.

Para 17%, se Bolsonaro não for candidato, o nome da direita na sucessão presidencial deve ser Tarcísio, e 16% responderam Michelle. Outros 11% citaram Ratinho Junior.

A Genial/Quaest também pesquisou a rejeição dos candidatos. Nesse quesito, os dois principais líderes políticos do país estão à frente.

Disseram que conhecem e não votariam em Lula 57%, ante 40% que responderam que conhecem e votariam.

Em relação a Bolsonaro, os números são parecidos: 55% disseram que conhecem e não votariam, ante 39% que responderam na linha oposta.

Outro com rejeição elevada é Eduardo Bolsonaro, com 56% de respostas “conhece e não votaria”.

Na pesquisa espontânea (quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado), Lula tem 11% das intenções de voto, e Bolsonaro marca 9%.

O levantamento da Quaest é financiado pela corretora de investimentos digital Genial Investimentos, controlada pelo banco Genial.

Folhapress

AO NEGAR A DITADURA, ZEMA MOSTRA COMO AMBIÇÃO ELEITORAL APAGAR A HISTÓRIA

 Luis Carlos



O universo onde a verdade e a mentira têm o mesmo valor. Opiniões descabidas viralizam, moldam eleições, destroem reputações e corroem a autoridade do saber. No Brasil, o cenário é ainda mais grave. Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional, mais de 30% da população é incapaz de compreender conceitos e argumentos complexos.

AO NEGAR A DITADURA, ZEMA MOSTRA COMO AMBIÇÃO ELEITORAL APAGAR A HISTÓRIA

É esperado que um punhado de políticos corra para prometer indultos a golpistas nas eleições do ano que vem a fim de atrair os votos do público bolsonarista-raiz. A justificativa do pragmatismo eleitoral não perdoa a bicuda no estômago da democracia representada por uma atitude dessas, mas dá para entender do ponto de vista político.

Seria mais importante prometer formas de garantir que cidades não sejam engolidas por lama de mineradoras, trabalhadores não sejam escravizados e os salários dos gestores públicos não sejam bombados em época de crise fiscal, mas cada um elege suas prioridades e as formas como se conecta ao eleitorado.

O próprio benefício em detrimento de outros ou de qualquer situação. Agindo exclusivamente de acordo com as suas próprias conveniências ou objetivos de forma egoísta, buscando apenas seus interesses. Mas se arvora a ser Deus prometendo tanta coisa, um vestido pra Maria, um roçado pro João.

Presente nos aparelhos de 99% da população, o WhatsApp é oferecido pelas operadoras sem descontar sem consumir o pacote de dados. 

Isso transformou o aplicativo, não apenas num mensageiro, mas, também, numa fonte ilimitada de "informações".

Com êxito, o Brasil foi transformado em um laboratório da extrema direita global. E seu “canhão” de mentiras hipnotiza grande parte da população.

Chama-se esse ecossistema de “midiosfera extremista”. Método com três eixos principais.

 A criação de um “nós contra eles”, fabricando inimigos imaginários nas mais perversas teorias conspiratórias.

A geração de desinformação massiva nas redes sociais (WhatsApp e YouTube principalmente), criando seguidores leais que canalizam seu ódio pra onde eles quiserem.

O estabelecimento de um ecossistema de conteúdo que se retroalimenta e recusa totalmente fontes externas de informação. Todo resto é mídia “comunista” ou “globalista”.

Esse veneno, compartilhado livremente, chega à sua família, ao seu colega de trabalho, ao seu vizinho. A qualquer hora, em qualquer lugar. 

Por isso, não podemos deixar isso dominar corações e mentes novamente em 2026!  Apesar da máxima de que a formação política da população brasileira é um antigo projeto de fracasso total.  

Após as trevas não poderíamos ter voltado ao normal. Porque o normal era exatamente o problema. Precisaríamos ter voltado melhores, menos egoístas, mais solidários, mais humanos. Isso sim é ser Cidadão. Precisamos de um banho de Cidadania. Somente a Cidadania plena conduz à democracia. Não existe outra forma de ser Cidadão que não seja através da educação ideológica e política.

Moraes esnoba os EUA e avisa que o Judiciário brasileiro sabe se defender…


Moraes ironiza saída do TSE: 'Para a tristeza de muitas pessoas'

Moraes foi chamado de “guerreiro” por Cármen Lúica

Ana Pompeu
Folha

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta terça-feira (3) que a Justiça eleitoral tem a defesa da democracia como princípio inflexível. Disse também que o Judiciário brasileiro saberá se defender de agressões de inimigos nacionais e internacionais.

“É um princípio inflexível do Poder Judiciário, é um princípio inflexível da Justiça Eleitoral defender o Estado Democrático de Direito, pouco importa quais são ou quais serão as agressões, pouco importa quais são ou quais serão os inimigos da democracia, os inimigos do Estado e direito, sejam inimigos nacionais, sejam inimigos internacionais”, disse.

RETRATO NA PAREDE – A declaração foi dada em cerimônia no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para o descerramento do retrato do ministro na galeria dos presidentes da corte, em Brasília. “O país soberano como o Brasil sempre saberá defender sua democracia”, afirmou Moraes.

Os ministros do Supremo Gilmar Mendes, André Mendonça, Flávio Dino, Luis Roberto Barroso, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam a solenidade.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, o senador Rodrigo Pacheco, o ex-presidente Michel Temer (MDB), ministros de tribunais superiores, os ministros José Mucio Monteiro (Defesa), Jorge Messias (AGU), o comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Paiva, também estiveram presentes.

“GUERREIRO” – A presidente do TSE, Cármen Lúcia, também discursou, chamou o colega de guerreiro e disse que o Brasil teve sorte de ter Moraes como presidente durante as eleições de 2022, quando foram evitadas as graves ameaças à democracia no país.

“O Brasil teve a sorte de ter um juiz operante, eficiente, trabalhador, ciente da sua responsabilidade e corajoso para enfrentar com todas as suas forças, tudo que fosse necessário para garantir que aquelas eleições acontecessem como aconteceram”, afirmou Cármen Lúcia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Agora, com os Estados Unidos morrendo de medo, só falta Moraes desafiar a China e a Rússia, decidir anexar as Guianas, Uruguai e Argentina, e decretar que  Copa do Mundo é nossa. (C.N.)

Mercado não aceita que Lula continue culpando Haddad por erros do Planalto

Publicado em 4 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Para Haddad, economia é importante, mas não é o único fator que vai definir  eleição

Lula culpa Haddad, que não comsegue culpar ninguém

Neuza Sanchez
Veja

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (3) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, agiu no “afã de dar uma resposta” ao anunciar o decreto que elevou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre operações cambiais, o que gerou uma crise política com o Congresso Nacional.

“O Ministério da Fazenda está tentando fazer um reparo que foi um acontecimento do não cumprimento de uma decisão da Suprema Corte pelos companheiros senadores, que quando aprovaram a desoneração, sabiam que tinha uma decisão da Suprema Corte que era obrigado a ver a compensação e ficarão de apresentar a compensação. O Haddad, no afã de dar uma resposta logo à sociedade, apresentou uma proposta que ele elaborou na Fazenda”, declarou Lula em entrevista no Palácio do Planalto, em Brasília.

CRISE DE CONFIANÇA – O aumento do IOF virou símbolo de nova crise de confiança entre o mercado financeiro e o governo Lula, com banqueiros apontando o presidente como principal e único responsável pelo imbróglio fiscal.

Para eles, o problema não está no ministro Fernando Haddad, mas no perfil expansionista do governo, que se recusa a cortar gastos. “O problema não é o Haddad. Este governo não acredita que o Estado tem de gastar menos do que gasta hoje”, afirma um banqueiro ouvido pela coluna.

“Qualquer um que estiver no lugar do Haddad vai estar com as mãos amarradas”, afirmou outro representante do setor. E um terceiro reforça: “(Haddad é o) Melhor (ministro) que tem nos quadros atuais. Tem de cortar gastos! Mas isso quem decide é o Lula”.

ULTIMATO DE MOTTA – O desgaste aumentou após o presidente da Câmara, Hugo Motta, fazer um ultimato ao governo, cobrando a apresentação de uma alternativa ao tributo em até dez dias. O Congresso ameaça derrubar o decreto presidencial do IOF.

O fato é que, em quase dois anos e meio de governo, nenhuma proposta relevante de redução de despesas foi enviada ao Congresso.

A insatisfação do mercado é reforçada por críticas à seletividade do governo na cobrança de impostos. “Absurdo o que o governo está fazendo. Faço só uma pergunta: por que IOF em operação de crédito à PJ e em operações de câmbio, e não em transferências para bets? Ou para compra de criptomoedas?”, questionou um sócio de uma asset.

DEFESA DE HADDAD – Para o mercado financeiro, a percepção é de que o governo penaliza o setor produtivo e a classe média, enquanto mantém brechas para outros segmentos. Mesmo com o desgaste, grandes bancos defendem a permanência de Haddad na Fazenda, visto como um dos poucos defensores do equilíbrio fiscal dentro do governo com acesso direto a Lula.

“Ele é o melhor nome dentro do PT para o cargo e consegue, a duras penas, tirar o possível dentro do governo para ajustar as contas públicas”, avalia um executivo do mercado financeiro.

O impasse sobre o IOF escancara a dificuldade do governo em dialogar com o Congresso e o mercado, e aprofunda a crise de confiança. O resultado é um ambiente de incerteza para empresas, investidores e para a própria economia, já que o aumento do IOF atinge diretamente o crédito, o consumo e o bolso da classe média. Próximos capítulos desse imbróglio seguirão no decorrer da semana.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– É o PT batendo cabeça, mais uma vez, demonstrando sua inutilidade e sua falta de união. (C.N.)

Na crise do decreto do IOF, Haddad é um saco de pancadas útil para Lula


Clayton Rebouças | Lula e Haddad se reúnem para discutir cortes no  Orçamento… #charge #cartum #cartoon #humor #política #humorpolitico  #desenho #art... | Instagram

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Diogo Schelp
Estadão

Você sabe que a situação está feia para um ministro da Fazenda quando até as peças publicitárias de empresas privadas ajudam a espalhar a notícia de suas políticas impopulares. Os painéis digitais das avenidas de São Paulo e as redes sociais de bancos e fintechs estão cheios de anúncios prometendo soluções para minimizar o impacto do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

“Mudou o IOF?”, ironiza uma das propagandas, que promete manter a taxa antiga, de 1,1%, sobre compras internacionais no cartão de crédito. “O governo brasileiro acabou de fazer uma mudança muito séria que vai impactar no seu bolso”, começa outra, sem rodeios. “Aqui ainda é 21 de maio”, provoca uma terceira, em referência ao dia anterior ao anúncio que acabou com o IOF reduzido para contas em dólar.

TIRANDO DINHEIRO… – Para compensar o aumento do imposto e reter os correntistas, as instituições financeiras estão oferecendo spread zero, cashback e descontos nos custos das transações, entre outras promoções. A mensagem que fica é: o governo está tirando mais dinheiro de você, mas nós vamos salvá-lo.

Em outras circunstâncias, a crise do IOF — com seus recuos parciais, impacto no mercado financeiro, jogo de empurra, justificativas desencontradas e danos à imagem do governo — resultaria facilmente na demissão do ministro que levou a medida para a assinatura do presidente.

Isso não acontece com Fernando Haddad, titular da Fazenda, porque ele é um saco de pancadas útil para o presidente Lula.

NA LATA DE LIXO – Haddad apanha da oposição, apanha até de colegas do próprio governo, mas mantém-se de pé para poupar o chefe dos golpes.

Alterar a cobrança do IOF para arrecadar mais dinheiro para o governo poder distribuir em programas sociais — e não como instrumento de regulação das atividades financeiras, como seria o correto — é o tipo de solução que fica no fundo da lata de lixo das políticas públicas à espera de um problema para ser resolvido. No caso, o problema é o fato de que as contas não fecham e Lula só pensa em gastar mais.

Em estudos sobre liderança ética, um dilema conhecido é o de quem deve ser responsabilizado por “problemas de muitas mãos”, ou seja, políticas públicas fracassadas que resultam de múltiplos fatores e indivíduos atuando simultaneamente.

LULA QUER GASTAR -A situação fiscal do Brasil é um desses problemas. Lula quer gastos elevados para se manter no poder, o Congresso quer mais emendas, ninguém se aventura a fazer uma reforma para diminuir despesas correntes, empresas querem eternizar benefícios fiscais, Haddad só encontra saídas que penalizam a classe média, e assim por diante.

Diante de problemas de muitas mãos, sistemas políticos com normas de prestação de contas frouxas ou informais tendem a produzir culpas individuais, em um processo em que todos os envolvidos competem para evitar responsabilização até se unir contra aquele que tem maior chance de culpabilidade.

Para esse posto, Haddad é o melhor candidato. Ninguém sabe apanhar calado como ele.


“Cabe ao Congresso regular redes sociais, e não ao Supremo”, adverte Mendonça

 

“Cabe ao Congresso regular redes sociais, e não ao Supremo”, adverte Mendonça

Julgamento havia sido suspenso por pedido de vista de André Mendonça.

Mendonça indica o caminho certo aos demais ministros

Rayssa Motta
Estadão

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou nesta quarta-feira, 4, que vai divergir no julgamento sobre a responsabilização civil das plataformas e provedores por conteúdos publicados pelos usuários.

Ao iniciar a leitura de seu voto, que será concluído na quinta, o ministro defendeu a “autocontenção judicial” e afirmou que, em sua avaliação, o STF não deveria interferir na regulamentação das big techs.

CABE AO CONGRESSO – “Dentro da lógica da separação de poderes, o Congresso Nacional é a instituição que detém a maior capacidade para captar, tratar e elaborar um arranjo normativo a fim de externar os anseios da sociedade em relação ao tema”, defendeu.

Mendonça disse ainda que Poder Judiciário contribui para a crise de sua própria legitimidade ao “assumir mais protagonismo em questões que deveriam ser objeto de deliberação por parte do Congresso Nacional”.

“O Poder Judiciário acaba contribuindo, ainda que não intencionalmente, para a agudização da desconfiança hoje verificada em parcela significativa da nossa sociedade”, advertiu o ministro.

DIVERGÊNCIA CLARA –  O tema teve a repercussão geral reconhecida, ou seja, os ministros já definiram que o tema é relevante e que, a partir da análise de um processo, o STF precisa definir uma tese para ser aplicada nacionalmente.

Mendonça diverge e a tendência é de que apresente um voto mais alinhado aos interesses das plataformas. Ao introduzir o tema, o ministro defendeu a liberdade de expressão como um valor coletivo e afirmou que o controle das redes sociais é “a obsessão de nossa época”.

“É preciso ter cuidado para que essas preocupações legítimas não ofusquem os benefícios reais do maior acesso a arenas públicas”, alertou. “A depender do remédio e da dose administrada, a tentativa de combater o sintoma pode agravar ainda mais a doença.”

BARROSO INSISTE– Antes da retomada do julgamento, no início da sessão, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, fez um pronunciamento em que negou que o tribunal esteja invadindo competências do Congresso ao julgar o tema.

Barroso afirmou que o STF tem o dever de definir critérios claros para serem aplicados em casos concretos que chegarem ao Judiciário e que essas balizas “só prevalecerão” até que o Congresso aprove legislação sobre o assunto.

A pauta está travada no Legislativo desde o fracasso do PL das Fake News, após amplo lobby das big techs para enterrar o projeto de lei.

ARTIGO 19 – O julgamento gira em torno do artigo 19 do Marco Civil da Internet, que proíbe a responsabilização das plataformas por conteúdos publicados pelos usuários, exceto se houver descumprimento de decisões judiciais para remover publicações.

O STF vai decidir se se amplia a obrigação das plataformas de fiscalizarem os conteúdos que circulam nas redes – um dos maiores pontos de inquietação das big techs. O STF também precisa definir se as empresas de tecnologia podem ser punidas por publicações mesmo quando não houver ordem judicial para tirá-las do ar, o que implicaria uma moderação de conteúdo mais rigorosa.

Até o momento, votaram os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e o próprio Barroso. Enquanto Toffoli e Fux defendem punições para as empresas de tecnologia que não removerem publicações criminosas imediatamente após a notificação dos usuários.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O assunto é polêmico no mundo inteiro. Nas ditaduras, existe censura; nas democracias, ainda não se conseguiu implantar um controle que seja eficaz sem censurar. Mas o Supremo brasileiro, cujos ministros acham (?) que sabem tudo e pensam (?) que podem tudo, diz que vai resolver sozinho o maior desafio mundial da atualidade. É muita pretensão, minha gente. (C.N.)

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