sábado, maio 31, 2025

Processo entra na fase de buscar provas para prender o ex-presidente Bolsonaro

Publicado em 31 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Primeira Turma do STF analisará suspensão do X (antigo Twitter) | Síntese Criminal

Primeira Turma vai nos convencer que 8 de Janeiro foi golpe

Francisco Leali
Estadão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal encerra, na próxima segunda-feira, 2, a primeira fase da ação judicial aberta contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros acusados de tentativa de golpe. Nessa etapa, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa. O resumo dos interrogatórios, até aqui, mantém de pé o enredo traçado pelo Ministério Público Federal que tem planos para colocar o ex-presidente na prisão.

É o dia final de depoimentos: nesta segunda-feira, dia 2, na última leva de depoentes, a defesa do ex-presidente leva ao STF a cúpula do bolsonarismo para defender o chefe.

TARCÍSIO NEGOU TUDO – Na escala hierárquica de relevância política, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na sexta-feira, foi o expoente das testemunhas. Candidato a ocupar a vaga aberta por Bolsonaro inelegível, o governador e outros ministros do governo passado foram ao Supremo tentar mostrar que nada sabiam de plano golpista atribuído ao ex-presidente.

Mas depoimentos de gente que não sabe de detalhes sobre minuta do golpe ou planos para assassinar o opositor e magistrados pouco contribuem para melhorar a situação de Bolsonaro.

Agora, começa a fase 2 do processo penal. Acusação pode produzir provas, pedir perícias. A defesa pode fazer o mesmo para negar o que o acusador sustenta.

HÁ CONTROVÉRSIAS – Na montanha de bits em memórias de celulares e outros arquivos digitais recolhidos na fase policial pode haver um ou outro dado para incriminar os réus. Mas também pode haver frases em conversas que a Polícia Federal e o Ministério Público preferiram não usar e podem dar um novo contexto às ditas trocas de mensagens sobre o plano de golpe.

Serão suficientes para desconstituir o fato de que Bolsonaro projetou puxar o tapete do presidente eleito e até mesmo manter-se no poder com um ato de força? Difícil de acreditar.

Formalmente, o Ministério Público teria que procurar as provas para encarcerar o ex-presidente. O conjunto da obra revelada no processo até o momento, no entanto, já pode ser suficiente para isso.

PROVAS MATERIAIS – Mesmo que tudo aponte para uma condenação de Bolsonaro, há a possibilidade real de que o banco dos réus, que começou com 34 nomes, fique menor quando a Primeira Turma proferir seu julgamento final. Dois dos acusados já se livraram do processo: um general e um tenente-coronel contra quem o relator Alexandre de Moraes não viu provas suficientes de envolvimento no plano golpista.

Durante as sessões de análise do processo, ministros demarcaram que é preciso mais do que meros indícios para transformar a suspeita de crime em convicção para condenação.

Assim, não seria de todo improvável que um ou outro também se livrem dos crimes denunciados se não integral pelo menos parcialmente. Essa hipótese parece se aplicar aos coadjuvantes da trama. Já o protagonista Bolsonaro, esse já sabe o que lhe espera.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
  – A análise do jornalista não inclui o ponto central da questão – se houve tentativa de golpe. É público e notório que houve um planejamento de golpe, não existe como negar esse fato. Mas a legislação brasileira e de outros países não considera crime o planejamento, é preciso que tenha havido comprovadamente a tentativa. Para condenar Bolsonaro, o Supremo considera que o 8 de Janeiro foi uma “tentativa de golpe armado”. Mas a que armas se refere a denúncia? E ainda há quem chame isso de Justiça. Minha ironia não chega a tanto. (C.N.)

Ao que parece, o Brasil está sendo governado por um político aposentado

Publicado em 31 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Lula veta o fim do fator previdenciário e sanciona os 7,72% aos aposentados

Charge do Son Salvador (Estado de Minas)

Rodrigo Zeidan
Folha

Países melhoram quando governos usam as curtas janelas de oportunidade para implementar políticas certas, mas impopulares. Podemos resumir opções políticas em uma matriz que combina a popularidade de uma medida e sua eficácia para resolver algum problema social. Normalmente, já exaurimos políticas boas e populares há décadas.

Ninguém discute que o governo deve prover saúde, educação e segurança social em alguma medida. O problema é quando o presidente vende medida popular, mas ruim. É nesse rio que os populistas nadam de braçada.

CICLO POLÍTICO – Difícil mesmo é implementar reformas impopulares, especialmente de longo prazo. Os incentivos do ciclo político premiam políticas de curto prazo. Além disso, é custoso, politicamente, confrontar o legislativo e o resto da sociedade para passar medida impopular.

Os primeiros governos FHC e Lula foram excelentes exatamente porque eles exauriram seu capital político em reformas profundas, vencendo oposições ferrenhas e colocando em risco suas reputações.

Como exemplo, as privatizações de FHC e o Bolsa Família foram excelentes políticas que até hoje têm seus detratores. O PT foi contra muitas das reformas para sedimentar o Plano Real, enquanto vários partidos de direita tachavam de “assistencialismo barato” a maior política social da história brasileira, o Bolsa Família.

EXEMPLO FRANCÊS – Isso também vale para o mundo. A reforma da previdência francesa, que elevou a idade mínima de aposentadoria de 62 para 64 anos, é um consenso entre economistas.

 Mas Macron só conseguiu fazê-la por estar de saída e, mesmo assim, precisou de medidas extremas e controversas, ignorando os protestos que chegaram a parar o país.

Obviamente, não é preciso ser mágico para entender que um país vai para trás quando o presidente faz medidas ruins, sejam elas populares ou não. Os subsídios tresloucados dos governos Dilma e todo o conjunto da obra bolsonarista estão aí para mostrar isso;

BOLSONARO PIOR – Para não ser acusado de falsa equivalência, o governo anterior foi mil vezes pior; afinal, Dilma não tinha a pior equipe econômica da história nem vendia negacionismo científico em cadeia nacional de TV, gerando morte e caos.

Populismo é a guerra comercial de Trump que vai jogar o mundo em uma recessão sem trazer nenhum benefício aos EUA, mas é fácil de ser difundida com o argumento de que vai trazer empregos para o país (não vai).

O mesmo acontece com a deportação de imigrantes ilegais. É erro gigantesco de longo prazo, moral e economicamente, mas é fácil de ser vendida para o público.

GOVERNO INERTE – Lula 3 não se encaixa em nenhum desses modelos. Não está fazendo nada de ruim. Ou de bom. É um governo no qual o presidente escolhe não gastar qualquer capital político, governando em velocidade de cruzeiro. Parece que estamos sendo governados por um político aposentado, deitado em berço esplêndido.

Mas Lula já enfrentou crises dentro do partido, oposição ferrenha e mídia crítica para melhorar o país. Ele sabe fazer e também sabe o que acontece quando cai no populismo. Fazer o certo dá trabalho.

É claro que é mais fácil flanar pelo mundo aparecendo em fotos que trabalhar duro em medidas importantes, porém impopulares. Mas precisamos disso. De um presidente presente. Corajoso. E disposto a fazer mais.


Caos Urbano em Jeremoabo: O Lucro Acima da Vida e o Desafio da Fiscalização

 



Caos Urbano em Jeremoabo: O Lucro Acima da Vida e o Desafio da Fiscalização

Há seis meses, a prefeitura de Jeremoabo, através de seus assessores, tem tentado conscientizar proprietários de bares e lanchonetes sobre a importância de cumprir a lei. No entanto, a realidade em Jeremoabo é que o respeito e a conscientização parecem ser exceções. O lucro, para muitos comerciantes, vale mais do que a segurança e o bem-estar da população. A prática de invadir calçadas, prejudicando o direito de ir e vir dos cidadãos e até mesmo impactando o trânsito, tornou-se um problema crônico na cidade.

A indignação da população é palpável. Um morador de Jeremoabo, em um desabafo enviado à nossa redação, questionou: "Como fica a segurança do povo com essas mesas onde estão? Isso é na esquina do antigo bar de João na Brasília. Próximo ao hotel da finada Detinha. Um acidente aí quem será o responsável solidário?". A pergunta ecoa a preocupação legítima de quem se vê diariamente em meio ao caos urbano, onde a desordem prevalece sobre a organização.

O mais preocupante é a previsibilidade das reações quando a fiscalização finalmente age. "O pior é que quando o gestor começa a cancelar alvarás ou aplicar multas irão logo alegar perseguição política, quando esquecem que eles, os proprietários, são os próprios culpados que não respeitam as leis", pontua o morador. Essa é uma dinâmica perversa que trava o avanço da ordem e da segurança pública. A irresponsabilidade individual é rapidamente transmutada em uma narrativa de vitimização, dificultando a aplicação da lei.

A questão que se impõe é: onde estão as demais autoridades de Jeremoabo? "Será que as demais autoridades de Jeremoabo não estão vendo esse desrespeito às leis? Será que Tista de Deda [provavelmente o prefeito] tem que exercer a função de Juiz, prefeito, Promotor e polícia?", questiona o cidadão.

A inércia ou a falta de coordenação entre os órgãos responsáveis pela fiscalização e aplicação das leis contribuem diretamente para o cenário de desrespeito. A lei existe para todos, e sua aplicação não pode ser uma responsabilidade exclusiva do chefe do executivo. É fundamental que o Ministério Público, a polícia e demais órgãos de fiscalização atuem em conjunto para garantir que o espaço público seja respeitado e que a segurança da população não seja sacrificada em nome do lucro irrestrito.

Jeremoabo precisa de uma postura firme e coordenada para reverter esse quadro. A conscientização é importante, mas a aplicação da lei é inegociável. A vida e a segurança dos cidadãos devem estar acima de qualquer interesse comercial. É tempo de as autoridades de Jeremoabo demonstrarem que a ordem e o respeito à lei são valores inegociáveis para o desenvolvimento da cidade.

Jeremoabo: A Amarga Realidade da Cobrança Unilateral e da Cidadania Seletiva

 


Jeremoabo: A Amarga Realidade da Cobrança Unilateral e da Cidadania Seletiva

A experiência de quem já trilhou os caminhos da gestão e da representação popular em Jeremoabo – seja como secretário em duas ocasiões, vereador por seis anos ou na trincheira da oposição por décadas – oferece uma perspectiva crua e desiludida sobre os desafios de governar o município. A constatação, por mais dolorosa que seja, é de que a figura do gestor, para ter sucesso nesta terra, necessita de uma polivalência quase sobrenatural, de uma capacidade de operar milagres diante de uma população que, frequentemente, demonstra uma notável unilateralidade em suas demandas e obrigações cívicas.

O clamor popular por melhorias é constante, a lista de pedidos extensa. No entanto, a contrapartida essencial para o bom funcionamento da sociedade e para o sucesso de qualquer administração – o cumprimento do papel de cidadão – parece, em muitos casos, ser exercida de forma seletiva ou, pior, ignorada por completo.

O flagrante e recorrente problema do lixo nas ruas de Jeremoabo é um retrato visceral dessa desconcertante realidade. O serviço de coleta, segundo relatos, opera regularmente, mas a cena de resíduos espalhados pelas vias públicas persiste, teimosamente. A quem debitar essa mazela? A uma gestão omissa? Aos olhos de quem já esteve do outro lado da trincheira, a resposta é clara e incômoda: a culpa reside, em grande parte, na falta de cooperação da própria população. Jogar lixo na rua, desrespeitando horários de coleta e a  normas de higiene e civilidade, para depois vociferar contra o prefeito, é um exercício de hipocrisia e de conveniente terceirização da responsabilidade.

O imbróglio do transporte na Rua Duque de Caxias é outro exemplo gritante dessa disfuncionalidade cívica. Comerciantes que não cumprem sua parte em organizar o espaço público, em garantir a fluidez do trânsito e a segurança dos pedestres, são os mesmos que, posteriormente, engrossam o coro das críticas contra o chefe do executivo. A cobrança recai sobre o gestor, como se ele fosse o único ator responsável pela ordenação da cidade, enquanto a parcela de responsabilidade individual é convenientemente esquecida.

Infelizmente, em Jeremoabo, parece que o exercício pleno da cidadania e da civilidade só se manifesta sob o peso da pressão, quando a iminência de uma penalização se apresenta. A colaboração espontânea, o respeito às leis e a compreensão das dificuldades da gestão parecem ser virtudes escassas, acionadas apenas pelo temor da sanção.

É neste cenário complexo e, por vezes, frustrante que os secretários municipais precisam atuar com rigor e dentro da estrita legalidade, evitando qualquer tipo de arbitrariedade. A lei deve ser o norte da ação administrativa, mas a sua efetividade esbarra, invariavelmente, na falta de engajamento e na postura omissa de uma parcela da população.

Portanto, a mensagem é clara e direta: enquanto o povo de Jeremoabo não internalizar seu papel fundamental na construção de uma cidade melhor, enquanto a cobrança ao poder público não vier acompanhada do cumprimento das próprias obrigações cívicas, as críticas infundadas nas redes sociais e nos microfones das rádios soarão vazias e hipócritas. Direito tem quem direito anda. E em Jeremoabo, o caminho para uma gestão eficaz passa, inegavelmente, pela conscientização e pela corresponsabilidade de cada cidadão.

Prefeito ou Fiscal de Trânsito? A Inversão de Papéis que Prejudica Jeremoabo

 



A Lamentável Rotina do Prefeito: Entre a Gestão e a Fiscalização de Bairros e Ruas.

É realmente lamentável e preocupante quando um prefeito, eleito para planejar e executar políticas públicas estratégicas, precisa desviar sua atenção de assuntos cruciais e vitais para o município, apenas para assumir funções que deveriam ser responsabilidade direta de secretarias municipais e da Guarda Civil Municipal. O recente episódio em que o prefeito Tista de Deda teve que ir pessoalmente à Rua Duque de Caxias fiscalizar o desrespeito às rampas de acesso para cadeirantes é um retrato claro de uma engrenagem administrativa que está fora de sintonia.

Não é aceitável que o chefe do Executivo tenha que abandonar compromissos prioritários – como saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico – para resolver problemas que deveriam ser prontamente solucionados por servidores e secretários responsáveis. A atuação ineficaz de certos setores da administração pública empurra para o prefeito a responsabilidade de apagar incêndios, enquanto as estruturas que deveriam agir permanecem inertes.

A população, frustrada com a omissão de quem deveria agir, termina por culpar quem está mais visível: o prefeito. Mas é preciso fazer uma análise mais justa. A responsabilidade de colocar Jeremoabo no caminho certo não pode – e não deve – recair apenas sobre os ombros do gestor municipal. Ela deve ser compartilhada com todos aqueles que compõem a administração e com a própria sociedade civil.

Vivemos um momento em que muitos preferem os holofotes das redes sociais à verdadeira labuta diária que é administrar uma cidade. Tem gente que se dedica mais a fazer vídeos, se autopromover, aparecer com frases de efeito e críticas vazias, do que a colaborar, com lealdade e competência, para o bom funcionamento da máquina pública. Essa politicagem feita à sombra do prefeito não constrói, apenas atrasa e desmotiva.

É fácil apontar erros. Difícil é agir com responsabilidade, comprometimento e ética. O que Jeremoabo precisa não é de bajuladores nem de influenciadores de ocasião, mas de colaboradores dedicados e técnicos comprometidos com os resultados. O povo merece uma cidade organizada, acessível, inclusiva – e isso só será possível se cada um fizer sua parte.

A Guarda Municipal precisa ser ativa e presente. As secretarias devem fiscalizar, cobrar e garantir o cumprimento das leis. O prefeito deve estar livre para liderar e executar o planejamento de médio e longo prazo. E a sociedade precisa amadurecer sua forma de cobrar, contribuindo mais e criticando com fundamento, sempre que necessário, mas com responsabilidade.

A construção de uma Jeremoabo melhor é um dever coletivo. Não se trata de vaidade ou disputa de ego. Trata-se de respeito, de serviço público, e de compromisso com o povo.

sexta-feira, maio 30, 2025

Tribunal dos EUA indica: problema de Trump é a tirania, não a tarifação

Publicado em 30 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Gilmar Fraga | Charge publicada em GZH e Zero Hora. #charge  #desenhodeimprensa #fragadesenhos #humor #tarifas #taxas #tax  #açoealumínio... | Instagram

Charge do Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Josias de Souza
do UOL

Ao travar a política tarifária da Casa Branca, um tribunal federal de comércio dos Estados Unidos levantou um debate de importância histórica. A decisão mostrou que está em jogo não o desejo de Trump de impor tarifas ao mundo, mas a sobrevivência de um sistema que impõe limites ao exercício arbitrário do poder.

Sediado em Manhattan, o Tribunal de Comércio Internacional julgou ações movidas por 13 estados americanos e cinco pequenas empresas – de importadora de bebidas a fabricante de instrumentos musicais.

VIOLOU A LEI – A Corte concluiu que Trump violou a lei ao taxar as importações sem autorização do Congresso. Trump já recorreu. Na década de 70, o Congresso americano concedeu ao presidente o poder de tarifar produtos estrangeiros a seu bel-prazer apenas em situações de “emergência”.

Trump aproveitou a imprudência legislativa para criar uma emergência imaginária. Utiliza como pretexto a “libertação” dos Estados Unidos de um déficit comercial com o qual o país convive há décadas.

Na prática, Trump substituiu o Estado de Direito, no qual seu governo precisaria coexistir com o Legislativo e os tribunais, pela tirania. Os americanos assistem a um ataque do seu presidente contra a própria República. O custo do despotismo tarifário não se compara ao prejuízo decorrente da demolição da democracia americana. O tribunal de Manhattan ergueu uma barricada. É preciso que se transforme numa muralha.

TCU abre inscrições para concurso de nível médio

 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

Seleção oferece 40 vagas com remuneração de R$ 15,1 mil30 de maio de 2025 | 16:13

TCU abre inscrições para concurso de nível médio

brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu inscrições para concurso público de nível médio nesta sexta-feira (30) para o preenchimento de 40 vagas e a formação de cadastro de reserva para o cargo de Técnico Federal de Controle Externo (TEFC).

Os interessados em participar da seleção poderão se inscrever até as 18h do dia 17 de junho pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), a banca examinadora do certame.

O valor da taxa é de R$ 70 e o pagamento poderá ser efetuado até 20 de junho.

Os aprovados terão remuneração de R$ 15.128,26, com jornada de trabalho de 40 horas semanais.

O edital do processo seletivo do TCU detalha que, para concorrer ao cargo, é necessário ter certificado de conclusão de curso de ensino médio, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Provas

As provas objetivas e discursiva serão aplicadas no dia 3 de agosto e terão a duração de 3 horas e 30 minutos. O julgamento de cada questão da prova objetiva será “certo” ou “errado”.

Além das provas de caráter eliminatório e classificatório, a seleção dos aprovados terá a etapa do programa de formação.

Todas as fases do concurso de técnico do TCU serão realizadas em Brasília, incluindo o procedimento de heteroidentificação para os candidatos autodeclarados negros (pardos e pretos) e a avaliação biopsicossocial dos candidatos que solicitarem concorrer às vagas reservadas às pessoas com deficiência.

Informações
Mais informações podem ser obtidas no site do Cebraspe ou na Central de Atendimento ao Candidato do Centro, pelo telefone (61) 3448-0100 ou 0800 722 1125.

Agência Brasil

Deputado Leandro de Jesus apresenta moção de repúdio contra projeto que cria “Dia da Prostituta” em Salvador

 Foto: Divulgação

Deputado estadual Leandro de Jesus (PL)30 de maio de 2025 | 16:22

Deputado Leandro de Jesus apresenta moção de repúdio contra projeto que cria “Dia da Prostituta” em Salvador

bahia

Uma proposta apresentada na Câmara Municipal de Salvador tem gerado polêmica e reações intensas no cenário político baiano. Trata-se do Projeto de Lei nº 243/2022, de autoria da vereadora Marta Rodrigues (PT), que propõe a criação do “Dia Municipal da Visibilidade das Profissionais do Sexo” na capital baiana. A iniciativa, que visa reconhecer e dar visibilidade às trabalhadoras do sexo, recebeu resposta do deputado estadual Leandro de Jesus (PL), que apresentou uma moção de repúdio na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

Na moção, o parlamentar critica veementemente a proposta, classificando-a como uma “romantização de realidades marcadas por exploração, vulnerabilidade social e violação de direitos”. Leandro de Jesus afirma que a criação de uma data oficial voltada à prostituição não contribui para a melhoria da qualidade de vida da população e que “representa uma inversão de prioridades frente aos problemas estruturais enfrentados pela cidade”.

“É inadmissível que, em meio a uma profunda crise social, com carência de serviços essenciais, insegurança nas ruas, escolas deterioradas e longas filas nos postos de saúde, a prioridade de determinados representantes seja a criação de datas comemorativas que em nada contribuem para o bem-estar da população”, pontua o deputado na moção.

O documento ainda destaca que a prostituição está majoritariamente associada à pobreza extrema, exploração, tráfico de pessoas e ausência de alternativas dignas. Para Leandro de Jesus, a proposta da vereadora Marta Rodrigues, que é irmã do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), “legitima um modelo de exploração em que o corpo feminino é transformado em mercadoria”.

“Esta moção não tem o propósito de ofender qualquer pessoa, mas sim de repudiar uma iniciativa legislativa desconectada das urgências reais da população, desrespeitosa com os valores da maioria da sociedade e que contribui para a banalização da função do Parlamento Municipal”, enfatiza o texto.

A moção foi encaminhada oficialmente à Câmara Municipal de Salvador e diretamente à autora da proposição.

PoliticaLivre

Enquanto o Prefeito Resgata a História, Vereadores Tentam Apagá-la: O Caso da Escola Reunidas Cel. João Sá e a Tentativa de Mudar a Emancipação Política de Jeremoabo


Em Jeremoabo, vivemos hoje um contraste marcante entre duas posturas diante da nossa rica história e cultura. De um lado, temos o prefeito Tista de Deda, que tem se mostrado um verdadeiro guardião da memória jeremoabense, promovendo eventos, apoiando ações culturais e reconhecendo a importância dos grandes nomes que marcaram o desenvolvimento do município. Do outro lado, lamentavelmente, parte da Câmara Municipal parece caminhar na contramão da própria história, tentando, através de atos administrativos e decisões unilaterais, apagar símbolos e datas que são patrimônio imaterial do nosso povo.

Recentemente, o prefeito Tista participou com entusiasmo da palestra sobre o Cangaço, realizada no Colégio Tecnológico do Estado da Bahia (CTP), em Jeremoabo. Em suas palavras, destacou a importância de iniciativas como essa:

"Participei com grande alegria da palestra sobre o Cangaço, realizada no CTP, aqui em Jeremoabo. Um momento grandioso de resgate da nossa cultura, memória e das figuras que marcaram a história do nosso sertão e da Bahia. O Cangaço é parte da nossa identidade, e eventos como esse fortalecem o orgulho de ser jeremoabense. Nossa cidade tem história, tem legado e tem gente que fez e faz parte da construção de tudo isso! Vamos continuar valorizando nossa história, porque quem conhece suas raízes constrói um futuro mais forte!"

Esse tipo de iniciativa reflete o compromisso do gestor municipal em resgatar e valorizar a identidade do povo jeremoabense. No entanto, o que deveria ser um esforço coletivo pela preservação do nosso patrimônio cultural, infelizmente, é contrariado por atitudes insensíveis de parte do legislativo municipal.

Um exemplo gritante é a mudança arbitrária do nome da Escola Reunidas Coronel João Sá — um verdadeiro ícone da educação em Jeremoabo. A instituição, assim como a rua que leva o mesmo nome, carrega uma memória afetiva e histórica para diversas gerações. O Cel. João Sá foi uma das maiores lideranças não apenas de Jeremoabo, mas de toda a região. Seu nome representa uma era, um legado, uma contribuição que não pode ser apagada com uma simples canetada.

Mais grave ainda é que essa alteração foi feita sem o devido debate com a população, sem ouvir professores, ex-alunos, historiadores ou a comunidade. A mudança fere um sentimento coletivo e atinge diretamente o orgulho e a identidade do povo jeremoabense. É como se tentassem reescrever a história sem considerar os protagonistas que a viveram.

E não para por aí. Há ainda uma tentativa em curso de alterar a data da emancipação política de Jeremoabo — um movimento que levanta sérias dúvidas sobre sua motivação e que parece desconsiderar todo o contexto histórico que envolve a fundação do município.

Diante de tais afrontas à nossa memória, a pergunta que ecoa pelas ruas e pelos corações dos jeremoabenses é: Será que precisamos mudar todo o contexto da nossa história?

A resposta, sem dúvida, é não.

É urgente e necessário que a atual gestão municipal tome uma atitude firme e propositiva. Que envie à Câmara um Projeto de Lei que revogue a mudança imposta ao nome da Escola Reunidas Cel. João Sá, restaurando à instituição o nome que lhe pertence por direito e por origem. Que o poder executivo também se posicione contra qualquer tentativa de alterar datas históricas que compõem o alicerce da nossa identidade municipal.

Preservar a memória é um ato de respeito, de reconhecimento e de amor à terra. Que Jeremoabo continue a olhar para o futuro sem esquecer de onde veio. Afinal, quem apaga a própria história, apaga também o caminho para o futuro.


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