Charge do Genildo (Arquivo Google)
Carlos Newton
O advogado Luiz Nogueira, que representa em juízo o ex-deputado Afanasio Jazadji, enviou ao presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministro Edson Fachin, um pedido de preferência para julgamento da ação apresentada para suspender o funcionamento das empresas Bets de apostas, porque o processo judicial está paralisado nem qualquer justificativa.
“Há 70 dias tramita na 18ª Vara Federal Cível do Distrito Federal ação popular, objetivando a imediata suspensão da jogatina denominada Bets, que está aniquilando a poupança popular, provocando endividamento incontrolável, desagregação familiar, agravamento de doenças mentais e psiquiátricas, com crescente prejuízo ao erário público em decorrência da maior demanda por socorro médico em hospitais públicos, afora a interminável propaganda pelos meios de comunicação incentivando crianças e jovens ao vício do jogo, que é ilegal e imoral, muito embora a Portaria SPA 1231/2024, do Ministério da Fazenda, tenha transformado o governo federal em sócio dessa anomalia”, diz o Dr. Luiz Nogueira.
DADOS OFICIAIS – Segundo o advogado paulista, dados oficiais apontam que essa modalidade de jogo, em sua maioria bancada por sites de apostas ligados a cassinos internacionais, está retirando do País cerca de R$ 20 bilhões mensais.
Projeções indicam que a jogatina desenfreada durante os jogos da Copa do Mundo de Futebol captará, excepcionalmente, só no Brasil, cerca de US$ 3,5 bilhões, e no mundo, mais de US$ 35 bilhões.
A petição assinala que somente a justiça cautelar de urgência poderá pôr um fim a essa incomensurável usurpação de recursos familiares, mas até agora não houve uma resposta do Judiciário. E cita a opinião do Papa Leão XIV, que criticou o crescimento dos jogos de azar e das apostas online, chamando-os de um “flagelo” que está arruinando muitas famílias.
DISSE O PAPA – Segundo Luiz Nogueira, o Papa destacou o problema como uma crise social e de saúde mental e não apenas um prejuízo financeiro.
“Para o Sumo Pontífice, a dependência em jogos de azar destrói laços familiares e enfraquece a confiança nas relações sociais. Ele classificou o vício como um grave problema educativo, de saúde mental e de confiança social, citando dados sobre a expansão das apostas. Reforçou a necessidade de atenção aos danos causados pelo jogo compulsivo”.
O advogado do ex-deputado Afanasio Javadji, enviou cópia da petição à presidência do TRF1, ao corregedor e ao juiz da 18ª Vara Cível Federal do Distrito Federal, Arthur Pinheiro Chaves, na qual tramita a ação, pedindo providências contra as BETs.