Caos Urbano em Jeremoabo: O Lucro Acima da Vida e o Desafio da Fiscalização
Há seis meses, a prefeitura de Jeremoabo, através de seus assessores, tem tentado conscientizar proprietários de bares e lanchonetes sobre a importância de cumprir a lei. No entanto, a realidade em Jeremoabo é que o respeito e a conscientização parecem ser exceções. O lucro, para muitos comerciantes, vale mais do que a segurança e o bem-estar da população. A prática de invadir calçadas, prejudicando o direito de ir e vir dos cidadãos e até mesmo impactando o trânsito, tornou-se um problema crônico na cidade.
A indignação da população é palpável. Um morador de Jeremoabo, em um desabafo enviado à nossa redação, questionou: "Como fica a segurança do povo com essas mesas onde estão? Isso é na esquina do antigo bar de João na Brasília. Próximo ao hotel da finada Detinha. Um acidente aí quem será o responsável solidário?". A pergunta ecoa a preocupação legítima de quem se vê diariamente em meio ao caos urbano, onde a desordem prevalece sobre a organização.
O mais preocupante é a previsibilidade das reações quando a fiscalização finalmente age. "O pior é que quando o gestor começa a cancelar alvarás ou aplicar multas irão logo alegar perseguição política, quando esquecem que eles, os proprietários, são os próprios culpados que não respeitam as leis", pontua o morador. Essa é uma dinâmica perversa que trava o avanço da ordem e da segurança pública. A irresponsabilidade individual é rapidamente transmutada em uma narrativa de vitimização, dificultando a aplicação da lei.
A questão que se impõe é: onde estão as demais autoridades de Jeremoabo? "Será que as demais autoridades de Jeremoabo não estão vendo esse desrespeito às leis? Será que Tista de Deda [provavelmente o prefeito] tem que exercer a função de Juiz, prefeito, Promotor e polícia?", questiona o cidadão.
A inércia ou a falta de coordenação entre os órgãos responsáveis pela fiscalização e aplicação das leis contribuem diretamente para o cenário de desrespeito. A lei existe para todos, e sua aplicação não pode ser uma responsabilidade exclusiva do chefe do executivo. É fundamental que o Ministério Público, a polícia e demais órgãos de fiscalização atuem em conjunto para garantir que o espaço público seja respeitado e que a segurança da população não seja sacrificada em nome do lucro irrestrito.
Jeremoabo precisa de uma postura firme e coordenada para reverter esse quadro. A conscientização é importante, mas a aplicação da lei é inegociável. A vida e a segurança dos cidadãos devem estar acima de qualquer interesse comercial. É tempo de as autoridades de Jeremoabo demonstrarem que a ordem e o respeito à lei são valores inegociáveis para o desenvolvimento da cidade.

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