quinta-feira, maio 29, 2025

Jeremoabo: terra onde a história se apaga com uma canetada

 

Rumores sobre a Mudança da Data de Emancipação de Jeremoabo: O Que Sabemos Até Agora


Prezados leitores de Jeremoabo,

Se a Câmara de Vereadores teve a audácia de ignorar a vontade popular e apagar o nome das tradicionais Escolas Reunidas Coronel João Sá — símbolo histórico e afetivo de gerações de jeremoabenses —, o que a impediria de, com mais uma simples canetada, mudar também a data de emancipação do nosso município?

Afinal, por que respeitar a memória coletiva se meia dúzia de políticos se sentem no direito de reescrever a história conforme seus interesses? Quem se importa com o passado quando o presente é conduzido por mãos tão insensíveis quanto canetinhas marcadoras de autoridade?

Recentemente, circulou entre os cidadãos o rumor de que a data da emancipação política de Jeremoabo poderia ser alterada. Embora não haja, até agora, qualquer trâmite oficial, a preocupação não é infundada. Quando a população viu, atônita, a substituição de um nome que representa a fundação da educação na cidade por outro qualquer — sem consulta pública, sem respeito aos familiares do Coronel João Sá, sem sequer uma justificativa plausível —, acendeu-se o alerta geral: se fizeram isso com a escola, farão o que quiserem com o resto.

A banalização dos símbolos e da história

Os vereadores que votaram pela mudança do nome da escola não se atentaram a algo essencial: a história não é propriedade de mandatos, partidos ou interesses pessoais. Ela pertence ao povo. Ela é construída com suor, luta, memória e pertencimento.

Ao apagar o nome de um dos fundadores da cidade, ignorou-se o legado de quem plantou as primeiras sementes de desenvolvimento em Jeremoabo. Não foi apenas uma escola que teve o nome alterado. Foi um pedaço da identidade jeremoabense que foi arrancado do nosso presente.

E agora, com esse precedente lamentável, o povo teme — com razão — que a Câmara queira brincar de Deus e redesenhar até o nosso marco histórico mais sagrado: o nascimento da cidade.

Mudar a data de emancipação? Ora, por que não?

Pelo que parece, tudo pode ser alterado com o simples gesto de levantar a mão numa sessão relâmpago, sem debate, sem escutar o povo, sem consultar historiadores ou órgãos competentes. Se a escola foi "renomeada" como quem muda de roupa, por que não mudar também a data de emancipação?

Quem sabe alguns desejem reescrever a história começando do zero — uma Jeremoabo que só existe a partir deles. Uma nova era marcada não por conquistas, mas por arrogância legislativa e desprezo pela memória coletiva.

A história resiste

Felizmente, nem todas as canetadas do mundo são capazes de apagar o que vive no coração do povo. O nome do Coronel João Sá continuará sendo lembrado por aqueles que aprenderam a ler e a sonhar sob o teto da escola que levava seu nome. E a verdadeira data da emancipação de Jeremoabo continuará viva em nossos calendários pessoais, em nossas celebrações de raiz, e em cada canto onde a memória ainda é respeitada.

Jeremoabo não é propriedade de nenhum gabinete. Sua história não pode ser alterada conforme o humor da base aliada.

É hora de dizer: basta de desmandos! Basta de vilipendiar nossa história! Basta de agir como se os símbolos da cidade fossem descartáveis!

Que cada cidadão reflita sobre quem verdadeiramente representa os interesses da cidade, e quem apenas os interesses próprios. E que a próxima vez que se tentar apagar nossa história, a resposta do povo venha mais forte do que qualquer caneta.


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