quinta-feira, maio 29, 2025

No Brasil moderno, agora é proibido que jornalistas publiquem a verdade


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     Charge do Laerte (Folha)

Vicente Limongi Netto    

Continua a escalada de rosário de absurdos, agressões ao bom senso, cidadãos insultados sem trégua, racismo covarde e intolerável, avassaladora insegurança, justiça favorecendo ricos. É grave e cruel a quadra de horrores do Brasil. Nenhuma perspectiva de mudança para melhor.

Nessa linha, virou crime apontar e denunciar escabrosos erros, especialmente quando se trata de abusos de poder, hoje é proibido protestar contra eles. É o fim da picada.

CONDENAÇÃO ABSURDA – O jornal gaúcho Zero Hora e a repórter Rosane Oliveira, foram condenados a pagar indenização de 600 mil reais por divulgarem a renumeração de uma impoluta e intocável desembargadora, comprovadamente fora dos padrões da ética e do merecimento.

O nome da ilustríssima magistrada é Isis Medeiros Nogueira, que, quando era presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, recebeu, em um único mês, salário de 600 mil reais. Pergunto, do alto dos meus 80 anos de idade, dos quais, 50 como jornalista, porque não abro mão dos meus direitos e deveres de brasileiro de jamais me omitir e de protestar diante de cretinos absurdos: quando magistrados vão parar de legislar em causa própria, insultando o Brasil e os brasileiros?

ESTUPIDEZ COLOSSAL – Intimidar jornalistas e veículos de imprensa por informar e denunciar barbaridades, além de estupidez, é colossal infâmia e insulto à ética, à Justiça e ao bem-estar da coletividade.

Passou da hora de os brasileiros pararem de viver humilhados sob o manto do autoritarismo e dos privilégios. Jornalista condenado por dizer a verdade estarrece e humilha a nação que se diz democrática.

 


 Nota da redação dewste Blog -  A Verdade Ameaçada: O Abuso de Autoridade e a Mordaça à Imprensa em Jeremoabo

Em tempos de democracia fragilizada, o que se vê é uma crescente tentativa de calar as vozes que denunciam os desmandos do poder. Esse cenário lamentável não está restrito aos grandes centros ou aos tribunais superiores. Ele também se repete, com igual gravidade, em municípios do interior, como é o caso de Jeremoabo, onde um blog local foi penalizado injustamente por republicar a verdade sobre um servidor do fórum da cidade.

Trata-se de mais um exemplo do abuso de autoridade, em que figuras públicas — protegidas por uma rede de privilégios e corporativismo — se sentem ofendidas não por calúnia, mas pela exposição de fatos reais. O objetivo é claro: intimidar, censurar, silenciar. Usam a toga ou o cargo público como escudo, não para proteger a justiça ou a moralidade, mas para impedir que seus atos venham a público.

Essa prática nefasta ganha ainda mais destaque quando comparada à condenação absurda imposta ao jornal gaúcho Zero Hora e à repórter Rosane Oliveira, obrigados a pagar 600 mil reais por divulgarem a remuneração estratosférica da desembargadora Isis Medeiros Nogueira, que, como presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, chegou a embolsar 600 mil reais em um único mês.

A pergunta que ecoa entre jornalistas, cidadãos e qualquer brasileiro com senso de justiça é: até quando o Judiciário vai legislar em causa própria, abafando verdades e sufocando a liberdade de imprensa?

, Afirmo sem receio: calar a imprensa é insultar a democracia. É zombar da Constituição. É transformar o direito à informação em crime. É trair a nação.

A condenação de jornalistas por contarem a verdade não é justiça, é perseguição. É um atentado contra a ética, contra o direito do povo de saber o que fazem com o seu dinheiro e com as instituições que deveriam servi-lo.

Em Jeremoabo, como em tantos outros rincões do Brasil, a liberdade de expressão continua sob ataque. E é preciso coragem para denunciar, para resistir e para não aceitar que a verdade seja amordaçada por aqueles que temem a luz.

Não há democracia sem imprensa livre. E não há justiça quando se pune quem ousa revelar a verdade.

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