sábado, maio 03, 2025

Os sinais de ruptura global estão à nossa frente, e cada vez mais intensos


Trump e Zelensky batem boca em encontro tenso na Casa Branca sobre a guerra  na Ucrânia | Jovem Pan

Com Trump faz a política global ficar menos diplomática

 

Allan dos Santos
Timeline   

Desde a eleição de Donald Trump, o cenário geopolítico mundial entrou em uma nova fase — mais explícita, menos diplomática e muito mais tensa. Ao contrário do que muitos esperavam, a elite política da União Europeia não trabalhou pela paz na guerra entre Rússia e Ucrânia, mas contribuiu decisivamente para o prolongamento do conflito.

O apoio financeiro e militar maciço a Kiev não foi acompanhado de esforços sérios de mediação. O resultado é um impasse armado que já custou milhares de vidas e ameaça arrastar o continente para uma nova era de instabilidade.

AVANÇOS DIPLOMÁTICOS – Trump, por sua vez, adotou uma abordagem diferente. Em termos concretos, nenhum outro presidente americano nos últimos 15 anos conseguiu tantos avanços diplomáticos: os Acordos de Abraão no Oriente Médio, a aproximação com a Coreia do Norte, a retirada parcial de tropas do Afeganistão e a redução da presença militar americana em conflitos externos.

Isso não nasce de pacifismo, mas de uma leitura estratégica: os Estados Unidos não estão preparados, no momento, para enfrentar simultaneamente duas potências nucleares e econômicas como Rússia e China — e uma guerra desse porte não interessa nem à economia global, nem à estabilidade interna americana.

É justamente neste ponto que entra a guerra comercial com a China. Ao pressionar Pequim economicamente, Trump tenta impedir que o regime chinês siga financiando — direta ou indiretamente — a máquina de guerra russa. Mas os custos disso são altos: os Estados Unidos, há anos, se tornaram estruturalmente dependentes da produção chinesa.

TARIFAÇO INEFICAZ – As tarifas e restrições de importação adotadas já têm efeitos visíveis: aumento de preços, desabastecimento pontual e impactos sobre a cadeia de suprimentos de setores inteiros. A guerra, hoje, ainda é comercial — mas seus efeitos já são sociais e industriais.

 Diante desse quadro, é legítimo especular que, até janeiro de 2026, possa haver algum tipo de escalada mais grave: um conflito localizado, uma operação militar maior, ou até mesmo um embate indireto que ultrapasse o campo econômico. Trata-se de uma previsão, não de uma certeza, mas os sinais se acumulam.

 O recente apagão que atingiu parte da Europa levanta sérias dúvidas. Há duas hipóteses principais: ou foi uma provocação interna para aumentar a pressão sobre a opinião pública, ou foi um ataque cibernético vindo da Rússia, no contexto da guerra híbrida em curso. Nenhuma das duas possibilidades é reconfortante. Ambas indicam que há pelo menos um lado disposto a radicalizar o conflito, e nenhuma delas favorece a paz.

DISSE TRUMP – Em um de seus discursos, Trump afirmou que “apenas China e Estados Unidos possuem armas que ele não gostaria de usar”. A natureza dessa arma permanece incerta — pode ser tecnológica, cibernética, biológica ou nuclear. Mas a mensagem implícita é clara: os riscos de uma confrontação direta entre superpotências estão sobre a mesa. E uma escalada errada pode levar a consequências irreversíveis.

Paralelamente a isso, há um aspecto econômico ainda mais grave, embora pouco discutido: o colapso iminente do sistema financeiro global. Isso não é teoria conspiratória, é aritmética pura. Se todos os governos, empresas e cidadãos decidissem pagar suas dívidas simultaneamente, não haveria dinheiro suficiente no planeta para saldar os valores.

APENAS CONFIANÇA – O sistema é mantido por confiança, não por lastro. A bolha é estrutural — e inevitável.  É nesse ponto que entra o chamado Great Reset. Contrariando versões simplistas, essa iniciativa não foi criada em resposta à pandemia. O conceito de “resetar” o sistema já circulava entre elites financeiras e tecnocratas do Fórum Econômico Mundial desde a crise de 2008, com propostas públicas já em 2014. A pandemia apenas acelerou o discurso e deu uma justificativa prática para sua implementação.

A elite financeira global — enraizada majoritariamente nos Estados Unidos e na Europa Ocidental — sabe que o sistema atual não se sustenta.

Para alguns de seus representantes, uma grande guerra ou uma ruptura sistêmica seriam meios eficazes para reorganizar os mercados, apagar dívidas impagáveis e estabelecer novas regras monetárias e políticas.

NUMA ENCRUZILHADA – Essa visão não está em documentos oficiais, mas transparece nos discursos, nas alianças e nas decisões de longo prazo que vêm sendo tomadas.

 O mundo está à beira de uma encruzilhada histórica. A tensão entre EUA, China e Rússia é real. A guerra entre Ucrânia e Rússia tornou-se apenas o sintoma visível de um rearranjo muito maior — que envolve poder, finanças, tecnologia e civilização.

O que hoje ainda se apresenta como conflito comercial, guerra informacional ou tensão diplomática, pode, sim, se transformar em algo mais grave. Não se trata de pânico, mas de vigilância. Não é teoria, é leitura estratégica.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Muito interessante a análise de Allan dos Santos, o blogueiro bolsonarista que está exilado nos Estados. Nunca tinha lido nada dele, jamais poderia esperar que Allan dos Santos tivesse capacidade de redigir artigos como este, enviado por Mário Assis Causanilhas. Agora entendo por que os Estados Unidos se recusaram a extraditá-lo, por considerá-lo perseguido político, numa avaliação que leva o ministro Moraes à loucura. (C.N.)


“Piada do Ano!” Lupi se demite e diz esperar que o escândalo seja apurado

Publicado em 2 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Lupi repete roteiro e acumula pedidos de demissão em governos do PT | CNN  Brasil

A política precisa se livrar de Lupi, o mais rápido possível

Leonardo Ribbeiro
da CNN

Não é a primeira vez que Carlos Lupi decide deixar o primeiro escalão de governos petistas. Em meio a denúncias de fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ele pediu demissão do cargo de ministro da Previdência nesta sexta-feira (2).

Em 2011, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), Lupi também pediu para deixar a função de ministro do Trabalho, após acusações de que assessores dele cobravam propina para resolver pendências de Organizações Não-Governamentais (ONGs).

JATINHO ALUGADO – O pedetista foi denunciado ainda por ter viajado, em 2009, em um jatinho alugado por uma organização que obteve, posteriormente, contratos de projetos ligados ao ministério.

Além disso, a revelação de que Lupi era assessor-fantasma do PDT na Câmara dos Deputados também colaborou para seu afastamento. Ele teria somado, ilegalmente, cargos em Brasília e no Rio de Janeiro.

Quando as suspeitas foram tornadas públicas, Lupi chegou a dizer que duvidava que seria demitido. “Duvido que a Dilma me tire. Para me tirar só abatido à bala”, afirmou à época.

“EU TE AMO” – Dois dias depois, em comissão no Congresso, pediu desculpas à presidente e emendou um “eu te amo”, a que Dilma respondeu ironicamente: “Não sou propriamente romântica”. Na ocasião, o então ministro negou todas as acusações.

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República chegou a recomendar à então presidente Dilma que exonerasse o ministro, com base nas denúncias. O grupo ainda advertiu Lupi por descumprir regras previstas no Código de Conduta da Alta Administração Federal.

Depois de resistir por 28 dias, com a imagem desgastada também por suas próprias declarações, o pedetista pediu demissão, antecipando-se, assim, a uma decisão de Dilma, que anunciaria sua exoneração no dia seguinte, seguindo a recomendação da Comissão de Ética.

AGUENTOU 9 DIAS – Agora, no governo de Lula da Silva, o pedido de demissão ocorre nove dias após o escândalo envolvendo fraudes em benefícios do INSS. Nas redes sociais, Lupi agradeceu o presidente da República pela “confiança” e “oportunidade”.

“Tomo esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso, que apuram possíveis irregularidades no INSS. Faço questão de destacar que todas as apurações foram apoiadas, desde o início, por todas as áreas da Previdência, por mim e pelos órgãos de controle do governo Lula”, escreveu.

Após Lupi comunicar o presidente Lula, o Palácio do Planalto divulgou uma nota, na qual afirma que recebeu o convite do agora ex-ministro da Previdência. O comunicado ainda confirmou o convite do presidente para que o ex-deputado federal Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da Previdência, ocupe o cargo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se dizia antigamente, já vai tarde. Deveria abandonar o partido de Brizola, que tem cada vez menos importância na política. (C.N.)

“Tribuna” passará a encaminhar suas denúncias diretamente às autoridades

 

“Tribuna” passará a encaminhar suas denúncias diretamente às autoridades

Laerte: Crise política é culpa da imprensa - O CafezinhoCarlos Newton Charge do Laerte (Folha)

Perto dos 81 anos, tornei-me um jornalista descrente. Constatei que aqui no Brasil a imprensa pode denunciar o maior escândalo e isso não significa nada, ninguém é punido. Chega a ser frustrante. Vou dar um exemplo. Recentemente, noticiamos, com absoluta exclusividade, que a ONG espanhola OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos) não poderia estar funcionando aqui, porque nenhum presidente brasileiro assinou tratado nesse sentido.

O único tratado assinado com a OEI, na década de 50, foi firmado por Maurício Montojos, um mero funcionário do Ministério da Educação, e não tem o valor de uma nota de três dólares, porque o presidente da República não pode delegar poderes a ninguém para assinar tratado internacional, nem mesmo à dona Janja, que em 2023 aceitou ser “coordenadora” da OEI, que subitamente  passou a faturar cerca de R$ 1 bilhão em contratos com governos federal, estaduais e municipais, sempre sem licitações.

ÚNICA SAÍDA – Outros escândalos explodem diariamente na imprensa, porém não têm seguimento, as autoridades fingem que não leram, como as denúncias de Consuelo Dieguez esta semana na revista “piauí” sobre o Banco Master. Nenhuma autoridade se interessa a fundo, nenhum político verdadeiramente corre atrás. É raro fazer acontecer, como ocorreu na Lava Jato.

No caso da OEI, houve as primeira denúncias na CNN, depois aqui na Tribuna da Internet, na Folha de S. Paulo e em outros jornais, mas os espanhóis continuam aplicando impunemente golpes sobre golpes no Brasil. Compreendi, então, que o único caminho é alertar pessoalmente às autoridades, para ver se elas acordam, até porque o almirante Barroso esperava que cada brasileiro cumprisse seu dever.

Resolvi que a partir de agora, vou fazer o seguinte: além de publicar a matéria, comunicarei o assunto diretamente às próprias autoridades. Como primeira experiência, escolhi o caso do Banco Master, porque disponho de informações complementares que não saíram nas matérias da grande imprensa.

ESCLARECIMENTOS – Assim, estou encaminhando representações e pedidos de esclarecimentos a três autoridades – João Pedro Barroso do Nascimento, presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Cristiano Cozer, procurador-geral do Banco Central; e Lucas Furtado, subprocurador-geral do TCU – sobre irregularidades na operação de compra de 58% do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

A aquisição, aprovada pelo Conselho do BRB em 28 de março, envolveu a ilusória fatia majoritária do capital do Master (100% das ações preferenciais, mas apenas 49% das ações ordinárias com direito a voto), mantendo assim o controle com o irresponsável empresário Daniel Vorcaro, que gastou R$ 15 milhões na festa da filha e se orgulha de investir pesado na sociedade financeira do Atlético Mineiro…

É óbvio que se trata de uma falsa sociedade anônima, pois Vorcaro vai vender 100% das ações preferenciais, que existem para serem oferecidas ao mercado, Avaliada em R$ 2 bilhões, a operação de salvamento do banco ainda aguarda aval dos reguladores e levantou preocupação no mercado e entre órgãos de controle, devido ao risco que representa ao Sistema Financeiro Nacional.

IRREGULARIDADES – Segundo apurou a Tribuna da Internet, a negociação violou diversas normas de governança e transparência.

Por exemplo, investigações preliminares já indicam que a decisão do BRB de comprar o Banco Master não passou por assembleia de acionistas nem obteve autorização prévia da Câmara Legislativa do Distrito Federal, apesar de envolver uma instituição financeira pública.

O Ministério Público Federal, inclusive, instaurou no início de abril uma apuração de irregularidades na venda do Master, em função da seriedade das suspeitas levantadas.

SEM BALANÇO AUDITADO – Nos ofícios enviados às autoridades, apresentamos fundamentação jurídica robusta para embasar as denúncias. Um dos pontos centrais é a ausência de demonstrações financeiras auditadas quando houve a aprovação da compra pelo conselho do BRB. Na prática, isso significa que o negócio de R$ 2 bilhões foi chancelado sem que estivessem disponíveis balanços auditados recentes do Master, documentos indispensáveis para avaliar com precisão a saúde financeira e o valor real da instituição adquirida.

Vale lembrar que o preço acertado corresponde a 75% do patrimônio líquido consolidado do Banco Master, cálculo que deveria ser feito com base em números auditados – o que levanta a questão se tal avaliação foi feita de forma adequada antes da aprovação.

Aprovar a operação sem esses dados configura falha de procedimento que fere princípios de diligência e prudência na gestão pública financeira.

SEM AUTORIZAÇÃO – Outra irregularidade é a infração à Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016). Por se tratar de uma sociedade de economia mista (BRB) que adquire participação em uma instituição privada, é necessário haver autorização específica – seja dos acionistas, seja do poder público controlador – antes de concluir o negócio.

E a nebulosa transação também não foi submetida a prévia autorização legislativa, condição que especialistas consideram obrigatória nesse caso, conforme a Constituição Federal e a própria Lei das Estatais.

Um parecer técnico da Câmara Legislativa do DF já havia concluído recentemente que a compra do Banco Master deveria ter passado pelo crivo dos deputados distritais, pois a exceção prevista na Lei das Estatais permite certas aquisições alinhadas ao plano de negócios e aprovadas apenas pelo Conselho, mas não abarca uma operação desse vulto e impacto estratégico.

FORA DA LEI – Além disso, promotores do Distrito Federal alertaram que até o momento não existe lei autorizando o BRB a adquirir parte de uma empresa privada, conforme exigem a Constituição e a Lei Orgânica do DF.

Esses pontos jurídicos reforçam a tese de falhas de governança e violação de normas legais na condução do negócio, que somente poderá ser fechado se não houver tantas falhas e favorecimentos.

Assim, estou encaminhando o material nesta segunda-feira, dia 5, às três autoridades mencionadas, para mostrar que a mídia pode ter uma atitude proativa, sublinhando não somente sua função de observar e fiscalizar, mas também como agente ativo na proteção da moralidade administrativa e do interesse público.

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P.S.
 – Ando meio ocupado, mas estou pensando em apresentar também ações populares à Justiça sobre graves irregularidades administrativas que passam em branco. Se algum escritório de advocacia estiver interessado, por favor entre em contato conosco. (C.N.)

Nota da redação deste Blog -  A Mídia Como Guardiã da Moralidade Pública: Uma Nova Atitude da “Tribuna”

Concordo plenamente com o companheiro jornalista Carlos Newton quando afirma que a “Tribuna” passará a encaminhar suas denúncias diretamente às autoridades competentes. Essa é uma decisão corajosa, madura e necessária. O jornalismo sério e responsável não pode se limitar apenas à observação e à denúncia pública – ele também deve atuar como agente ativo na proteção da moralidade administrativa e dos interesses coletivos.

"Nesta segunda-feira, dia 5, estaremos enviando o material com denúncias documentadas a três autoridades distintas. O objetivo é claro: mostrar que a imprensa não está de braços cruzados diante do descaso, da corrupção e da impunidade que ainda assolam diversos setores do poder público. Não basta informar, é preciso agir.

Ando bastante ocupado, confesso, mas estou considerando seriamente apresentar ações populares à Justiça sobre algumas das graves irregularidades administrativas que vêm sendo ignoradas, como se fossem meras “coincidências” do sistema. É estarrecedor perceber que muitas dessas práticas criminosas continuam impunes simplesmente porque não despertam interesse político ou midiático, ou porque os envolvidos são “protegidos” por forças ocultas e coniventes.

Fica aqui o apelo: se algum escritório de advocacia ou advogado comprometido com a ética e a justiça tiver interesse em colaborar com essa causa, entre em contato conosco. Precisamos transformar a indignação em ação concreta.(C.N)

O que mais revolta é que, mesmo diante de fatos escancarados, com provas robustas, as autoridades se comportam como se fossem cegas, surdas e mudas. Quando, finalmente, a mídia rompe o silêncio e expõe algum protegido do sistema, a resposta é sempre a mesma: processos judiciais contra quem denuncia, numa tentativa clara de intimidação.

Mas não nos calarão.

O Brasil precisa urgentemente de uma imprensa que vá além da manchete. Precisamos de veículos e jornalistas que compreendam seu papel como instrumentos de mudança, e não apenas como cronistas da tragédia diária. A “Tribuna” está dando o primeiro passo. Que outros sigam esse exemplo.


Candidatos denunciam irregularidades no TAF do concurso da PM/SE

 em 2 maio, 2025 10:51

A assessoria da PM informou que a aplicação do TAF foi marcada pela organização e pelo uso de tecnologia para garantir transparência e equidade (Foto: SSP)

Candidatos do concurso da Polícia Militar de Sergipe (PMSE) estão denunciando supostas irregularidades na aplicação do Teste de Aptidão Física (TAF), cuja realização teve início no domingo, 27 de abril, e seguiu até esta quarta-feira, 30 de abril.

De acordo com relatos recebidos pelo Portal Infonet e manifestações em redes sociais, os candidatos afirmam que estão sendo cobrados por critérios não previstos no edital e enfrentando inconsistências na avaliação dos testes.

Uma das candidatas, que pediu anonimato, relatou ao Portal que avaliadores têm dado o resultado “apto” aos participantes, mas um coordenador estaria desconsiderando a aprovação e exigindo repetições além do número previsto no edital. “Então a pessoa não consegue fazer e reprova”, afirmou. Segundo o edital, por exemplo, o exercício de barra fixa exige cinco repetições para os homens, mas há registros de candidatos realizando oito e, ainda assim, sendo reprovados.

Outro ponto criticado é a discrepância na contagem de exercícios. De acordo com a denúncia, há casos de candidatos realizando mais de 30 flexões e tendo apenas 20 consideradas válidas, sem justificativa objetiva. “Os avaliadores estão usando critérios que não estão discriminados no edital. Não há padrão. Um diz uma coisa, outro diz outra, e quem paga é o candidato”, acrescentou a denunciante.

Além disso, os candidatos apontam o descumprimento da Lei Ordinária nº 9.537, de 9 de setembro de 2024, que proíbe a realização de TAF entre as 10h e 16h em Sergipe. No entanto, há relatos de testes iniciando às 09h56, com a etapa de corrida — que dura 12 minutos — seguida por exercícios de flexão e abdominal, o que, na prática, estende o processo para além do horário permitido, na avaliação da denunciante.

Nas redes sociais oficiais da PM/SE, comentários de candidatos reforçam as críticas. “Um absurdo o que esse coordenador fez com os candidatos! Ele não seguiu as normas do edital. Como é que um fiscal que deve prestar atenção em como o candidato está se saindo fica em posição lateral ao invés de frontal?!”, questiona uma candidata. “Providências devem ser tomadas, e os reprovados injustamente têm o direito de refazer o teste, e dessa vez de forma justa”, completa.

Outro relato destaca problemas com os equipamentos utilizados no exercício de barra fixa: “Usaram dois tipos de fitas, em duas barras a 3M, nas outras duas, fita isolante comum. As candidatas não conseguiam segurar nem a metade do tempo exigido por causa da barra escorregadia. Foram ignoradas ao questionar a lisura da aplicação”.

Por fim, a denunciante afirma que a condução da etapa física tem gerado instabilidade jurídica entre os candidatos, diante de avaliações contraditórias por parte da equipe responsável. Ela também aponta a ausência de um padrão claro e objetivo na avaliação dos movimentos, o que comprometeria a lisura do processo seletivo.

“A aplicação dos testes tem sido marcada por uma rigidez excessiva. Na dúvida, a opção tem sido pela reprovação, o que fere princípios administrativos como a razoabilidade e a proporcionalidade — que exigem decisões compatíveis com cada situação — além do princípio da segurança jurídica, já que as normas devem ser claras e estáveis para garantir a confiança dos cidadãos”, destacou.

O que diz a PM/SE

A assessoria da PM informou que a aplicação do TAF foi marcada pela organização e pelo uso de tecnologia para garantir transparência e equidade. “O evento contou com uma estrutura bem planejada, envolvendo 37 pessoas de apoio, 16 examinadores, 6 coordenadores administrativos e 4 coordenadores técnicos. Todo o processo foi registrado em vídeo e contou até mesmo com o uso de drones, reforçando a segurança e a confiabilidade dos resultados”, destacou.

Ainda segundo a PM, o resultado preliminar do TAF será divulgado no dia 5 de maio e os candidatos que desejarem interpor recursos poderão fazê-lo entre os dias 5 e 6 de maio.

por João Paulo Schneider 

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Av. Beira-Mar terá novas alterações a partir deste sábado, 3

 

(Foto: SMTT)

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) de Aracaju divulgou que a partir deste sábado, 3 de maio, a avenida Governador Paulo Barreto de Menezes (avenida Beira-Mar) será totalmente interditada no sentido Praia-Centro, no trecho compreendido entre o retorno em frente ao Parque dos Cajueiros e o condomínio Mansão Ville de Paris.

Segundo a SMTT, a medida ocorre devido ao avanço das obras do Complexo Viário Maria do Carmo Alves, executadas pelo Governo do Estado de Sergipe, e tem como objetivo garantir a segurança viária e o bom andamento dos trabalhos na região.

Com a interdição, os condutores que trafegam no sentido Praia-Centro deverão fazer um desvio à esquerda no retorno em frente ao Parque dos Cajueiros, acessando o lado oposto da avenida, que passará a funcionar em sistema binário (mão dupla) durante o período da obra. A previsão é que essa configuração seja mantida por, pelo menos, um ano.

Segundo o coordenador de trânsito da SMTT, Walter Faro, os condutores que precisarem seguir em direção ao Centro da cidade deverão desviar à direita no retorno existente em frente ao condomínio Mansão Ville de Paris, retornando à via de origem. “Já para os que precisarem se dirigir para a avenida Tancredo Neves, a SMTT abrirá um novo acesso à direita, próximo à baia que permitirá o deslocamento direto para a Tancredo”, explicou Walter Faro.

A SMTT orienta os condutores a redobrar a atenção à nova sinalização e a planejarem seus deslocamentos com antecedência, a fim de evitar transtornos durante o período das intervenções.

Com informações da SMTT

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A Omissão Criminosa: Vereadores de Jeremoabo Supostamente Coniventes com o Desaparecimento do Patrimônio Público

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Uma publicação compartilhada por Valdomiro (Junior de Santinha ) (@jrnoticias.com.br)

A Omissão Criminosa: Vereadores de Jeremoabo Supostamente Coniventes com o Desaparecimento do Patrimônio Público

Prezado radialista Junior de Santrinah, mais uma vez me vejo compelido a comentar seu ponto de vista, dada a gravidade da situação que assola nosso município. É preciso cobrar a inércia dos vereadores diante do escandaloso sumiço dos ripões e mourões do Parque de Exposição – um atentado ao patrimônio do povo de Jeremoabo.

Seu elogio à postura respeitosa e à capacidade de articulação do prefeito Tista de Deda é pertinente. Contudo, como critico contra os desmandos publicos esqueceu de cobrar  a flagrante omissão dos membros da Câmara Municipal . É hora de direcionar o foco da crítica para aqueles que, investidos do poder de fiscalizar e defender os interesses da população, preferem o silêncio cúmplice à ação enérgica.

Os opositores podem até lançar suas críticas injustas contra a administração atual, mas a verdadeira chaga reside na inércia dos vereadores – tanto os reeleitos, carrascos da moralidade pública nos últimos anos, quanto os recém-empossados, que parecem ter herdado a mesma letargia. É repugnante que utilizem a tribuna, incessantemente, para denunciar o desaparecimento de bens adquiridos com o suor do trabalhador, apenas para inflamar a plateia em período eleitoral.

Ora, se o desaparecimento dos ripões e mourões configura, como reiteradamente denunciam em seus discursos, um caso de peculato – um suposto roubo do erário público – por que razão não formalizaram um Boletim de Ocorrência? Por que não ingressaram com uma competente Ação na Justiça para apurar esse crime lesa-pátria? A inação desses representantes do povo clama aos céus e, no mínimo, sugere um abjeto acobertamento de quem se apropriou indevidamente do que pertence à coletividade.

É inadmissível que a Casa Legislativa de Jeremoabo se torne palco de denúncias vazias, de bravatas eleitoreiras que se dissipam como fumaça após a contagem dos votos. A omissão diante de um crime de tamanha magnitude não é apenas negligência; configura prevaricação, um atentado à lei e à confiança depositada por cada cidadão que os elegeu.

Caro Junior de Santrinah, não se trata de criticar o "político errado". Trata-se de exigir responsabilidade daqueles que juraram defender os interesses do povo e que, diante de um flagrante desvio de recursos públicos, preferem o silêncio obsequioso à indignação e à busca por justiça.

Aguardamos, com crescente impaciência, que os vereadores de Jeremoabo, tanto os veteranos quanto os novatos, despertem de sua letargia e cumpram o dever para o qual foram eleitos. Que apresentem à população as medidas concretas que tomaram para apurar esse escandaloso desaparecimento. Que cessem as denúncias vazias e iniciem as ações efetivas na busca pela verdade e pela punição dos culpados.

O silêncio e a inação, neste caso, não são apenas sinais de omissão, mas fortes indícios de uma conivência que macula a imagem de toda a representação política de Jeremoabo. A hora de agir é agora, antes que a desconfiança e a indignação da população se transformem em um tsunami de repúdio contra aqueles que juraram defendê-la e que, vergonhosamente, preferem o conforto do silêncio à coragem da justiça.

120 Dias de Ação e Verdade: Prefeito Tista de Deda expõe o abandono e inicia a reconstrução de Jeremoabo

Em uma entrevista sincera e corajosa, o prefeito Tista de Deda fez um balanço dos primeiros 120 dias de sua gestão à frente da Prefeitura de Jeremoabo. Longe da maquiagem política e da propaganda enganosa que marcou gestões anteriores, Tista abriu o jogo com a população, revelando em detalhes a situação crítica em que encontrou o município e os primeiros passos dados para reverter o cenário de abandono generalizado.

Segundo o prefeito, o estado do Hospital Municipal era tão degradante que mais parecia uma casa mal-assombrada. Se houvesse uma vigilância sanitária atuante, o local teria sido interditado imediatamente. "Para funcionar com segurança e oferecer dignidade no atendimento, será preciso uma reformulação completa", afirmou. E a situação não se restringia à sede: os postos de saúde da zona rural também estavam em ruínas, abandonados e sem condições de prestar o mínimo atendimento à população.

Na área da educação, o retrato era igualmente estarrecedor. Ônibus escolares sucateados, colocando em risco a vida de crianças e adolescentes. Salas de aula inseguras, com instalações elétricas comprometidas, e estruturas físicas deterioradas. A Escola Reunidas Coronel João, uma das mais tradicionais do município, estava literalmente caindo aos pedaços, um símbolo do descaso com a história e o futuro da educação local.

As estradas? Intransitáveis. A infraestrutura urbana era praticamente inexistente. Obras só existiam nos papéis e nas contas — muitas delas sem sequer saírem do plano das promessas. "Obras eram uma piada de mau gosto", disse o prefeito, com indignação. Para piorar, o município estava inadimplente, o que dificultava a captação de recursos junto ao Estado e à União.

Mas, apesar do caos herdado, Tista de Deda demonstrou otimismo e fé no futuro. Com coragem, determinação e confiança em Deus, ele garantiu que Jeremoabo será soerguida. Pediu paciência à população, pois os frutos do trabalho começarão a aparecer, agora com seriedade e compromisso. "Antes existiam duas Jeremoabos: a da propaganda enganosa, e a real, abandonada, um verdadeiro circo sem pão", desabafou.

O prefeito também não poupou críticas à gestão anterior, até a imprensa ironizou o comportamento de  antecessor: “Jeremoabo não tinha um gestor, mas um prefeito com psicose de dançador”. Entre os absurdos, aproveito como imprensa para registrar  o desaparecimento de ripões e mourões do Parque de Exposições, um patrimônio público sumido sem qualquer explicação. “E o pior: até hoje os vereadores que estavam com o antigo prefeito não prestaram uma satisfação sequer à população contribuinte de Jeremoabo”, completou.

Com essa entrevista, Tista de Deda dá o tom de sua administração: transparência, trabalho e respeito ao povo. O desafio é enorme, mas, como o próprio prefeito diz, “com fé em Deus e união, Jeremoabo vai renascer das cinzas”. 

sexta-feira, maio 02, 2025

Bolsonaro diz que pode ir à manifestação pró-anistia em Brasília no dia 7

 Foto: Reprodução/X

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após retirada de sonda nasogástrica02 de maio de 2025 | 17:00

Bolsonaro diz que pode ir à manifestação pró-anistia em Brasília no dia 7

brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que pode ir à manifestação pró-anistia dos condenados pelo 8 de Janeiro marcada para o dia 7 de maio em Brasília. O ex-chefe do Executivo conversou com apoiadores por chamada de vídeo nesta quinta-feira, 1.º. O vídeo da conversa foi publicado pelo portal Metrópoles.

Bolsonaro recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na quarta-feira, 30, mas segue internado no Hospital DF Star, na capital federal. Ele está na unidade desde o dia 13 do mês passado, quando foi submetido a uma cirurgia que durou 12 horas para retirar aderências no intestino e reconstruir a parede abdominal.

O ex-presidente não tem previsão de alta hospitalar, segundo informações do último boletim médico, mas disse na conversa esperar que a partir de sábado ou no máximo domingo “eu largue tudo que é equipamento e comece a viver se alimentando normalmente”.

“Mais uma semana em casa e eu volto à normalidade. Acredito que pelo menos lá na torre (de televisão em Brasília, local da manifestação) eu me faço presente, se estiver bem”, disse Bolsonaro.

Ele recomendou aos apoiadores que a manifestação seja pacífica e que o objetivo é fazer um ato “sem pegar pesado em cima de ninguém”. Será a primeira manifestação bolsonarista na capital federal desde dia 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes golpistas invadiram o Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso e o Palácio do Planalto em uma tentativa de reverter o resultado da eleição de 2022.

“Não vou falar que vai ter muita gente porque é uma caminhada até a região da Esplanada (dos Ministérios), não é uma concentração. Vão ter lá umas 2 mil pessoas, é mais do que suficiente”, disse o ex-presidente.

O objetivo do ato é pressionar a Câmara dos Deputados a votar o projeto de lei que concede anistia total aos envolvidos no 8 de Janeiro. Uma outra saída, porém, ganhou força nos últimos dias.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), prepara um projeto para reduzir as penas aplicadas no caso. O texto está sendo negociado com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Uma das versões em negociação prevê aumento da punição para os acusados de organizar tentativas de golpe de Estado. O novo projeto busca um meio termo para aliviar as penas impostas pelo STF, que chegam a 17 anos de prisão, mas assegurar que eventuais acusados de orquestrar o rompimento da ordem democrática tenham punições mais severas.

O presidente da Câmara procurou o presidente Lula e ministros do Supremo com o objetivo de construir um acordo para revisão das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, com o intuito de pacificar o País.

Pedro Augusto Figueiredo/Estadão

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