sexta-feira, maio 02, 2025

Liberdade de Imprensa em Queda Global: Brasil Sobe no Ranking, Mas Jeremoabo Segue na Contramão

 Foto: Antonio Augusto/Arquivo/Ascom/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro02 de maio de 2025 | 08:38

Liberdade de imprensa cai a pior nível no mundo, e Brasil ganha posição pós-Bolsonaro, diz relatório

brasil

O indicador do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), manteve em 2025 a queda registrada nos últimos anos e chegou ao pior nível da história.

O Brasil, por sua vez, foi um dos poucos países no mundo a melhorar no ranking, em razão do fim do governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). As informações constam no relatório de análise global divulgada nesta sexta-feira, 2.

Pela primeira vez, a pontuação média de todos os países avaliados pela RSF caiu abaixo de 55 pontos, o limite que qualifica a situação da liberdade de imprensa como “difícil”. Mais de seis em cada dez países tiveram piora no ranking.

A ONG aponta que o ambiente econômico deteriorado, que dificulta a viabilidade financeira de veículos jornalísticos, é peça-chave para entender a queda no índice. “Embora as agressões físicas contra jornalistas sejam o aspecto mais visível dos ataques à liberdade de imprensa, pressões econômicas mais insidiosas também representam um obstáculo significativo”, diz o documento

Concentração da propriedade dos meios de comunicação, pressão de anunciantes ou financiadores, ausência, restrição ou atribuição opaca de auxílios públicos, dizem os pesquisadores, vem ajudando a enfraquecer o jornalismo exercido no mundo. Sem dinheiro, muitos veículos precisam decidir entre a garantia de sua independência editorial e a sobrevivência de seus negócios.

O indicador relativo às restrições econômicas à mídia e às condições financeiras do jornalismo é, entre os cinco indicadores que compõem o Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa (segurança, social, legislativo, político e econômico), o principal fator que arrasta para baixo a pontuação geral dos países em 2025. O único critério que registra uma melhora contínua é o da segurança.

“Quando um meio de comunicação está economicamente enfraquecido, ele é arrastado pela corrida por audiência, em detrimento da qualidade, e pode se tornar presa fácil de oligarcas ou de tomadores de decisão pública que o exploram. Quando os jornalistas estão empobrecidos, eles deixam de ter meios para resistir aos adversários da imprensa, que são, muitas vezes, promotores de desinformação e de propaganda”, diz Anne Bocandé, diretora editorial do RSF.

O documento menciona diversos países que tiveram quedas, algumas delas expressivas, no ranking, em meio ao recrudescimento de censura em regimes autoritários. Já o Brasil é mencionado como um dos poucos casos positivos no mundo.

O relatório descreve que o País está na 63º colocação e “continua sua ascensão após a era Bolsonaro, com um salto de 47 posições desde 2022. Essa evolução reflete a percepção de um clima menos hostil ao jornalismo e o País se destaca como um dos poucos a melhorar seu indicador econômico”.

Artur Romeu, diretor do escritório da RSF para a América Latina, diz que o Brasil é um dos destaques positivos do levantamento global ao subir 19 posições – 47 desde 2022. O País vem de três anos de progressão.

“Um dos fatores (que explicam a melhora) é uma mudança de paradigma na relação entre governo e imprensa que se deu com a alternância de poder”, diz Romeu, em referência ao clima hostil oferecido pelo governo Bolsonaro aos profissionais de comunicação. “(Além do mais), o governo atual tem colocado no centro da sua agenda o debate sobre integridade da informação e a preocupação com o caos desinformacional”.

O diretor da RSF afirma, no entanto, que o Brasil se encontra entre os países onde a liberdade de imprensa é considerada problemática. A segurança para a produção de reportagens sensíveis envolvendo autoridades e a ameaça à integridade física dos jornalistas são dois dos indicadores que “seguram” o contexto brasileiro em níveis insatisfatórios.

Em 42 países, representando mais da metade da população mundial (56,7%), a situação é considerada “muito grave” pela RSF. A Nicarágua (172º) é mencionada como o país que se tornou aquele com a pior pontuação da América Latina, atrás até mesmo de Cuba (165º). El Salvador (135º), do autoritário Nayib Bukele, mantém sua trajetória de queda: 61 posições perdidas desde 2020.

A Argentina (87º) de Javier Milei, por sua vez, caiu 47 posições no ranking nos últimos dois anos. No Haiti (111º), “o colapso do Estado e a violência de gangues transformaram o jornalismo em uma profissão de alto risco. O país caiu 22 posições no Ranking”

Bia Barbosa, coordenadora de Incidência do escritório do RSF para a América Latina e participante do painel sobre imprensa livre, do “Fórum Liberdade de Expressão – 150 anos em defesa da liberdade e da democracia”, promovido pelo Estadão nesta terça-feira, 29, destacou no evento que o Brasil faz parte de um contexto sul-americano mais amplo: a região é campeão no assassinato de comunicadores no mundo, segundo ela. Ela afirmou que fora dos grandes centros urbanos existe maior vulnerabilidade às autoridades locais, o que pode colocar o jornalismo entre a independência e a sobrevivência econômica.

Além disso, a maior ameaça à liberdade de imprensa no Brasil e no mundo detectada pela Repórteres Sem Fronteiras, disse ela, é a ascensão da extrema direita. “Principalmente porque essa distorção e apropriação do conceito de liberdade de expressão, que é feita pela extrema direita, tem bloqueado iniciativas importantes para garantir a liberdade de imprensa”, declarou ela.

Guilherme Caetano/Estadão ConteúdoPoliticalivre
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        Foto Divulgação

Nota da redação deste Blog -- Liberdade de Imprensa em Queda Global: Brasil Sobe no Ranking, Mas Jeremoabo Segue na Contramão

Nesta sexta-feira, 2 de maio, um relatório internacional alarmante revelou que a liberdade de imprensa no mundo atingiu seu pior nível em décadas. Enquanto a maioria dos países viu retrocessos, o Brasil foi um dos poucos a melhorar no ranking global. A principal razão apontada pelo estudo foi o fim do governo de Jair Bolsonaro (2019–2022), período marcado por constantes ataques à imprensa, tentativas de deslegitimar jornalistas e fomentar desinformação.

Contudo, mesmo com o avanço do Brasil no cenário internacional, a realidade em muitos municípios brasileiros continua preocupante — e Jeremoabo é um exemplo gritante dessa contradição.

Na cidade, a mordaça continua apertada. Quem ousa romper o silêncio, denunciando ilegalidades, corrupção, injustiças ou abusos de poder, corre o risco de ser penalizado — e não apenas nas redes sociais ou no campo moral. O mínimo que se pode esperar é um processo judicial, com condenações a indenizações injustas, movidas por aqueles que se incomodam com a luz da verdade.

Trata-se de uma estratégia conhecida: sufocar financeiramente os comunicadores, criminalizar o direito à crítica e espalhar o medo entre os que ainda têm coragem de falar. Assim, busca-se calar não apenas a imprensa, mas toda a sociedade civil, que depende de uma mídia livre e independente para fiscalizar o poder e garantir a democracia.

Em Jeremoabo, a liberdade de imprensa resiste, mas sob constante ameaça. Há jornalistas, blogueiros e comunicadores populares que continuam firmes, mesmo diante da intimidação. São eles os verdadeiros defensores da democracia local. Mas até quando resistirão sem o apoio institucional e jurídico que os proteja?

Se o Brasil quer, de fato, consolidar o avanço no cenário global, é preciso garantir que a liberdade de expressão e de imprensa seja respeitada não apenas em Brasília ou nas grandes capitais, mas também nos rincões esquecidos — onde o coronelismo ainda dá as cartas e onde a denúncia pode custar caro.

Liberdade de imprensa não é um luxo. É um direito. E como tal, deve ser assegurado de Norte a Sul, de grandes centros urbanos às pequenas cidades como Jeremoabo.

PP e União divergem sobre apoio aos governos locais em sete estados

 Foto: Divulgação/Arquivo

ACM Neto02 de maio de 2025 | 09:08

PP e União divergem sobre apoio aos governos locais em sete estados

exclusivas

Oficialmente federados desde terça-feira, PP e União Brasil demonstram falta de alinhamento em pelo menos sete estados. Em Acre, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Roraima e Amapá, enquanto um dos partidos apoia o governo estadual, o outro atua na oposição. A reportagem é do jornal “O Globo”.

Na maior parte desses casos — seis dos sete estados —, o PP tem se aliado aos Executivos locais, fortalecendo vínculos políticos e ocupando espaços nas administrações estaduais. A Bahia é o exemplo mais expressivo dessa divergência: o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, uma das principais lideranças do União Brasil, é o principal opositor do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e já se movimenta como pré-candidato ao governo em 2026.

Em contrapartida, o PP baiano vem estreitando laços com a gestão petista, atuando na Assembleia Legislativa como parte da base governista. O cenário evidencia os desafios de harmonizar estratégias regionais dentro da nova federação. O próprio governador, no entanto, tem minimizado o impacto político dessa desarticulação.

PoliticaLivre

Radicalização: saiba porque ideia de um presidente petista do MST preocupa governador da Bahia

 Foto: Divulgação/Arquivo

Tassio Brito, do MST, candidato de Jaques Wagner a presidente do PT baiano02 de maio de 2025 | 09:09

Radicalização: saiba porque ideia de um presidente petista do MST preocupa governador da Bahia

exclusivas

O envolvimento direto do senador Jaques Wagner na sucessão interna do PT levou preocupação para o governador Jerônimo Rodrigues, que aposta numa solução consensual que evite fraturas no partido para não atrapalhar as articulações pela sua reeleição.

A tensão teria sido admitida por Jerônimo a vários interlocutores esta semana, depois que Wagner decidiu apresentar como candidato a presidente do PT na Bahia o nome do militante do MST Tássio Brito, da corrente EPS, a mesma do deputado federal Valmir Assunção.

Wagner tomou a iniciativa depois de constatar que o atual presidente, Éden Valadares, ligado a ele, estava tendo grandes dificuldades para apresentar um nome à sucessão que agregasse pelo menos os setores mais ligados ao governo no partido.

Muito desgastado por uma gestão no comando da legenda que já dura seis anos – todos os atuais presidentes tiveram seus mandatos prorrogados por causa da pandemia – e devido a um estilo pessoal pouco agregador, Éden abriu mão de disputar a reeleição.

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A medida, tomada de sopetão, acabou abrindo uma crise entre o grupo do senador e as outras correntes petistas, que viram na situação uma oportunidade para tirá-la do jugo de Wagner e assumir de volta o controle da legenda.

O maior temor de Jerônimo é que, caso a candidatura de Tássio vá à frente, o PT eleja um quadro do MST à sua presidência. O governador avalia que, dada a ideia de radicalização do movimento, isso possa prejudicar sua própria imagem e acabar trazendo dificuldades para que lidere os aliados.

“O senador Jaques Wagner é um gênio, mas pensou muito pra dentro quando lançou o nome de um representante do MST para presidente do PT na Bahia. Isso amplia a imagem de radicalização do partido num momento em que o governador vai ter que costurar sua reeleição”, disse um petista.

Ele conversou esta semana pelo menos duas vezes com o governador, em quem percebeu claramente a mesma preocupação quanto à ideia de radicalização promovida por um quadro do Movimento Sem Terra no comando do PT baiano num cenário em que Jerônimo precisa sedimentar a atual coalizão para a reeleição.

Política Livre

Para ficar na Previdência, só falta Lupi falar “Lula, eu te amo”

 

Para ficar na Previdência, só falta Lupi falar “Lula, eu te amo”

Publicado em BrasíliaEleiçõesÉticaGovernoJustiçaMemóriaPartidosPolíticaPolíticaSindicatosTecnologia

Lupi virou um zumbi na Esplanada, porém, assombra o governo e põe em risco a reeleição de Lula. Aposentados e pensionistas do INSS são a base eleitoral mais resiliente do petista

Não é a primeira vez que o ministro da Previdência, Carlos Lupi, protagoniza um impasse político em decorrência de escândalo de corrupção em pasta sob seu comando. Quando era ministro do Trabalho no governo Dilma Rousseff, também resistiu muito a deixar o cargo, chegando a afirmar que só sairia do ministério “abatido à bala”. Convocado a prestar esclarecimentos na Câmara, em novembro de 2011, na tentativa de permanecer no ministério, Lupi pediu desculpas: “Eu gosto de fazer o debate, às vezes exagero. Peço desculpas públicas. Presidente Dilma, me desculpe, eu te amo”, disse.

Àquela ocasião, durante audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), Lupi negou que seu chefe de gabinete, Marcelo Panella, estivesse envolvido em irregularidades na pasta. Disse que não existe “título mais importante que a lealdade” e saiu em defesa do seu braço direito, que coincidentemente é o seu atual chefe de gabinete no Ministério da Previdência.: “Não tem possibilidade de o Marcelo estar envolvido em irregularidades”, afirmou.

Reportagem da revista Veja revelou que o ministério contratava entidades para dar cursos de capacitação profissional e, depois, assessores exigiam propina de 5% a 15% para resolver ‘pendências’ que eles mesmos criaram. Marcelo Panella era o tesoureiro do PDT, mas hoje está licenciado da Executiva da legenda.

Lupi não está entre os investigados do esquema ilegal no INSS, mas o escândalo ameaça levar o governo Lula à lona. Sindicatos e associações credenciadas pelo Ministério da Previdência descontavam ilegalmente valores das contas de aposentados e pensionistas, sem consentimento, numa escala sem precedentes. A Polícia Federal estima que, entre 2019 e 2025, a fraude movimentou R$ 6,3 bilhões.

O ministro é criticado pela demora ao agir contra o esquema, que já era conhecido pelo ministro desde junho de 2023. Ele levou ao menos dez meses, segundo documentos do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), para adotar medidas contra as fraudes. Entretanto, o governo está dividido quanto à saída de Lupi.

Leia também: Lupi vai ficando no Ministério da Previdência, mas esvaziado

Nas comemorações do 1º de Maio, o ministro do Trabalho, Luís Marinho, saiu em defesa do seu colega de Esplanada: “O ministro Lupi tem as ferramentas agora, com a nova gestão do INSS, para poder tomar as decisões, fazer as correções de rota e dar a garantia para a sociedade de que o INSS é uma instituição séria”, disse.

Marinho acredita que não há indícios de participação de Lupi até o momento, mas disse que outros fatores são levados em conta para mantê-lo ou não no cargo. “A continuidade de um ministro, muitas vezes, passa por uma avaliação política, não simplesmente se o ministro tem ou não culpa”, completou. É o caso, o maior problema do presidente Lula é a bandeira da ética nas mãos da oposição, sem a qual fica difícil exercer a liderança moral da sociedade.

Homem-bomba

O ministro da Previdência já teve seus poderes esvaziados com a nomeação do novo presidente do INSS, o procurador federal Gilberto Waller Júnior, diretamente pelo presidente Lula. Lupi virou um zumbi na Esplanada, porém, assombra o governo e põe em risco a reeleição de Lula. Aposentados e pensionistas do INSS são a base eleitoral mais resiliente do petista.

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Marcello Panela, que está novamente no olho do furacão, pode virar um homem-bomba, porque teria indicado alguns consultores contratados por entidades sindicais envolvidos no escândalo. Para quem conhece minimamente os meandros da burocracia federal, é impossível que o esquema de descontos não autorizados de aposentadorias desse tamanho surgisse por combustão espontânea.

O esquema somente teve viabilidade porque foi operado de dentro para fora da máquina do INSS. Como explicar que uma das 29 associações envolvidas no esquema de fraude chegou afiliar até 1.569 aposentados e pensionistas por hora, considerando 20 dias por mês e oito horas de trabalho diário, segundo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre o caso? O menor fluxo de inclusões no mesmo período foi de 778 filiações/hora.

Embora o esquema tenha surgido ainda durante o governo Temer e mantido durante a gestão de Bolsonaro, a escala das fraudes aumentou exponencialmente durante a gestão de Lupi: dos R$ 6, 3 bilhões recebidos por 11 entidades citadas pela PF até agora, R$ 1,64 bilhão foram descontados em 2023; R$ 3,39 bilhões, em 2024 (alta de 106,1%); e R$ 906,19 milhões, apenas no primeiro trimestre deste ano. Se Lula mantiver Lupi no cargo, seu desgaste será irreversível.

Para formalizar os Acordos de Cooperação Técnica (ACT) com o INSS e realizar os descontos mensais na folha de pagamento de aposentados e pensionistas, as associações necessitavam de autorização expressa dos beneficiários, mas isso não ocorreu. Mesmo assim, os descontos foram feitos. Cerca de 70% das 29 entidades analisadas não tinham entregado ao INSS a documentação completa para fazer os descontos nos benefícios. Tanto o INSS como a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), durante a auditoria da CGU, em junho de 2024, admitiram que não têm condições técnicas de fiscalizar os descontos. O esquema foi montado e operado com tecnologia digital, por dentro do cadastro de segurados.

Nas entrelinhas: todas as colunas no Blog do Azedo

https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/para-ficar-na-previdencia-so-falta-lupi-falar-lula-eu-te-amo/

Collor se dá bem no mesmo golpe de Maluf e já conseguiu a prisão domiciliar


Moraes prorroga inquérito das milícias digitais por mais 90 dias | Jovem Pan

Moraes não pediu exames e foi logo liberando Collor

Deu no UOL

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acolheu a recomendação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e concedeu a prisão domiciliar ao ex-presidente Fernando Collor, detido desde 25 de abril.

Collor passará a cumprir prisão em casa. A decisão de Moraes acolhe o pedido da defesa do ex-presidente e o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet. As manifestações consideram que Collor tem idade avançada, é bipolar e sofre de Parkinson e apneia do sono.

ENDEREÇO RESIDENCIAL – Concedo a prisão domiciliar humanitária a Fernando Collor de Mello (…), a ser cumprida, integralmente, em seu endereço residencial a ser indicado no momento de sua efetivação.

Ex-presidente será liberado com o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão de Moraes determina que o equipamento seja instalado como condição para a saída de Collor do complexo prisional. A Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas deve fornecer dados da central de monitoramento.

Decisão também suspende o passaporte e limita visitas a Collor. Ficam liberados para se encontrar com o ex-presidente apenas advogados, equipe médica e familiares, além outras pessoas previamente autorizadas pelo STF.

SITUAÇÃO DE SAÚDE – Defesa alega que Collor faz uso de oito medicamentos. Diante da situação, Gonet avaliou que os laudos médicos apresentados pelos advogados apontam que a situação de saúde do ex-presidente é frágil. Segundo o procurador, a condição pode ser agravada na prisão.

“A manutenção do custodiado em prisão domiciliar é medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde, cuja gravidade foi devidamente comprovada”, escreveu Paulo Gonet, procurador-geral da República

Presídio em que Collor estava dizia ter condições de tratar saúde de Collor. A decisão favorável à prisão domiciliar foi dada mesmo após a alegação encaminhada pela direção do presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió (AL). No complexo, o ex-presidente vinha ocupando uma cela individual.

HAVIA CONDIÇÕES – Defesa de Collor diz receber a decisão com “serenidade e alívio”. Em nota, os advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury afirmam que Moraes tomou a decisão correta.

“Conforme comprovado e reconhecido, a idade avançada e o estado de saúde do ex-presidente, em tratamento de comorbidades graves, justificam a medida corretamente adotada”, diz o texto.

Ex-presidente deve permanecer em casa e só sair com liberação judicial. “O condenado deverá requerer previamente autorização para deslocamentos por questões de saúde, com exceção de situações de urgência e emergência, as quais deverão ser justificadas, no prazo de 48 horas, após o respectivo ato médico”, diz documento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Collor está tão doente que conseguiu se aprontar todo e chegar ao Aeroporto de Maceió às 4 da madrugada, totalmente sozinho, sem a mulher, filhos ou algum empregado. Estava tão doente que não levava nenhum medicamento para viajar a Brasília e se entregar, conforme declarou. Fez igual a Maluf, que se declarou canceroso e ficou em domiciliar, apesar de fazer 17 anos que havia operado a próstata e tinha superado o câncer. O rigorosíssimo Moraes não pediu nenhum exame, foi logo declarando inviável a prisão de Collor, enquanto Roberto Jefferson, cheio de comorbidades, continua preso no hospital, sem conseguir domiciliarE ainda há quem chame isso de Justiça(C.N.)

Cristovam pode desistir da Academia, que virou feudo da Organização Globo

Publicado em 1 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Cristovam Buarque chega a Curitiba para lançar novo livro | UNINTER NOTÍCIAS

Cristovam teve 14 votos e perdeu para Miriam Leitão

Vicente Limongi Netto

Sugiro ao ex-ministro, ex-governador, ex-senador e escritor com grande número de livros, Cristovam Buarque, que na próxima vez que decidir disputar vaga na Academia Brasileira de Letras (ABL), decline da disputa se o concorrente for ligado ou, pior, pertencer ao grupo Globo.

A Casa fundada por Machado de Assis virou feudo da Vênus Platinada. Irretocável constatação. O presidente atual, Merval Pereira, é colunista do Globo e analista da GloboNews. O próprio Roberto Marinho foi empossado na ABL em 1993.

Depois de Miriam Leitão, o fardão poderá ficar elegante e vistoso, por exemplo, em outros globais, como Pedro Bial, Fernando Gabeira, ou, ainda, em Ancelmo Goes.

SORRISO AMARELO – Imortais da ABL como Rui Barbosa, Olavo Bilac, Marcos Vilaça, Eduardo Portela, Josué Montelo, Dias Gomes e Barbosa Lima Sobrinho sorriem amarelo, na confraria do céu. Acadêmicos da ABL não ganham salários, mas jetons pelo comparecimento nas reuniões. Têm plano de saúde e vaga no mausoléu da Casa. 

Buarque, teve 14 votos contra 20 obtidos por Miriam. Números que asseguram a ele a possibilidade de nova chance de vir a sentar, breve, ao lado de José Sarney, Ruy Castro e Ignácio Loyola Brandão. Vaga no mausoléu dos acadêmicos, com sábios como Machado de Assis e Rui Barbosa, também cativa o coração e a vaidade de Cristovam Buarque. Glória suprema.

MÃES MERECEM– Projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que vendas do Dia das Mães devem aumentar para 14,37 bilhões de reais este ano.

O crescimento deve ser apenas de 1,9% em relação às vendas do ano passado. Ou seja, os números avançam, mas seguem tímidos, para a segunda data comemorativa mais importante do varejo. A entidade explica que a razão é o encarecimento do crédito.


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