sexta-feira, abril 11, 2025

Hugo Motta negocia acordo sobre anistia com STF e governo para frear pressão bolsonarista

 

Presidente da Câmara conversa com Lula e ministros do tribunal em busca de alternativa11 de abril de 2025 | 13:31

Hugo Motta negocia acordo sobre anistia com STF e governo para frear pressão bolsonarista

brasil

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negocia com o presidente Lula (PT), lideranças políticas e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) um acordo para encontrar uma alternativa ao projeto de lei que dá anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

Motta tenta construir um consenso entre os Três Poderes para reduzir a pressão pela aprovação da proposta, que é defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas vista como uma afronta ao Supremo e possível gatilho de uma crise institucional.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido já conseguiu as 257 assinaturas necessárias na Câmara para pedir que o projeto vá direto para plenário, mas cabe a Motta a decisão.

O formato de um acordo ainda não foi definido, e o presidente da Câmara tem encontrado resistência em diversas frentes a opções como a redução de penas dos condenados. Lideranças políticas buscam, principalmente, caminhos dentro do Legislativo para dar um desfecho ao tema.

Uma das alternativas estudadas é fazer ajustes no projeto de lei da anistia para prever a redução de penas em alguns casos. Outra é alterar a legislação sobre crimes contra o Estado democrático de Direito, para reduzir as penas mínimas e abrir caminho para uma revisão das punições aplicadas pelo Supremo.

Avalia-se, entre deputados, até um indulto presidencial para resolver o imbróglio. Essa hipótese não tem boa acolhida por enquanto no Palácio do Planalto.

Hugo Motta conversou sobre o assunto com o presidente Lula durante viagem ao Japão há duas semanas, segundo um interlocutor do deputado. O tema também tem sido tratado com a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), enquanto Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) aborda a questão com o Supremo.

Nesta quinta (10), ao falar de anistia ou redução de pena “em relação a algumas pessoas do 8 de janeiro”, Gleisi disse ser “plenamente defensável do ponto de vista de muitos parlamentares que estão ali, talvez a gente até tenha que fazer essa discussão mesmo no Congresso”. Nesta sexta (11), porém, disse que eventuais revisões de pena “cabem única e exclusivamente” ao STF.

Integrantes do Palácio do Planalto consideram que as discussões estão em estágio inicial e ainda avaliam qual deve ser sua posição. O governo alertou Motta de que qualquer solução precisa ser acertada com o Supremo.

A proposta de acordo também foi apresentada por Motta a Bolsonaro na quarta-feira (9). Réu pela trama golpista, o ex-presidente disse ser contrário à redução de penas e defendeu a anistia irrestrita aos acusados pelos ataques.

Ministros do Supremo também foram procurados por Motta para discutir uma solução para as pressões que a oposição tem feito pela votação do PL da Anistia. Segundo dois integrantes do tribunal ouvidos pela Folha, as conversas se intensificaram às vésperas do julgamento de Bolsonaro na Primeira Turma.

Alexandre de Moraes e ministros aliados resistem à revisão do modelo das condenações. Eles acreditam que a progressão de pena de muitos acusados e condenados e até a soltura de presos provisórios são suficientes para, aos poucos, esvaziar a pauta da anistia no Congresso.

Presos pelo 8 de janeiro podem progredir de regime em breve porque a legislação prevê a concessão do benefício após o cumprimento de um sexto do tempo de reclusão. No caso de condenados a 14 anos de prisão, o direito é adquirido a partir de maio.

A resistência de ministros considerados mais articulados politicamente, como Moraes e Gilmar Mendes, não é unânime no tribunal. O plenário está dividido sobre a dosimetria das penas, e a posição de Moraes tem maioria simples: 6 dos 11 votos.

A indicação do ministro Luiz Fux de que deve mudar sua posição sobre as condenações nos casos mais graves pode embaralhar ainda mais o cenário no tribunal. Na Primeira Turma do Supremo, colegiado responsável por julgar parte dos casos do 8 de janeiro, o cenário é mais favorável a Moraes.

O presidente da Câmara tem conversado com ao menos seis ministros do Supremo. Os diálogos são mais frequentes com Moraes e Gilmar, segundo relatos feitos à Folha.

Motta chegou a jantar com os dois ministros uma semana antes do julgamento de Bolsonaro no Supremo, a convite de Moraes. Em uma conversa mais recente, o presidente da Câmara avisou à dupla que levaria a decisão de pautar o projeto da anistia ao colégio de líderes caso o PL confirmasse as 257 assinaturas para o requerimento de urgência.

Com o cenário desfavorável, ministros do Supremo tentam convencer que a breve espera pela progressão das penas é o melhor caminho. Em um aceno a Motta, Moraes teria decidido mudar a condução de alguns processos.

Desde o início do ano, o ministro tinha determinado a soltura de apenas um acusado pelos ataques. Depois de 28 de março, ele soltou outras 15 pessoas.

O movimento de Moraes fez baixar para 131 o número de presos pelos ataques de 8 de janeiro —sendo 42 provisórios, 84 em prisão definitiva e 5 em prisão domiciliar.

Dados mostram que 8% dos denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) estão na prisão.

São, ao todo, 1.586 pessoas acusadas pelos crimes contra o Estado. A maior parte (1.099), composta por presos em frente ao quartel-general do Exército, foi denunciada por crimes simples. As condenações deste grupo costumam ser de um ano de reclusão, com pena substituída por prestação de serviço comunitário e obrigação de fazer um curso sobre democracia.

A outra parte (487) é de pessoas flagradas na manifestação que cometeram crimes mais graves, como golpe de Estado e deterioração do patrimônio tombado. As penas para esse grupo variam de 11 anos e 6 meses a 17 anos e 6 meses, a depender da gravidade de cada caso.

Nessa estratégia do Supremo, a soltura de presos e a progressão de penas devem ser analisadas caso a caso, de uma forma que seria vista como benevolente por parte de Moraes, segundo um interlocutor do ministro.

Gilmar Mendes disse na terça-feira (8) que os presidentes da Câmara e do Senado estão cientes de que não há ambiente para discutir anistia e afirmou defender a apreciação de situações caso a caso, não uma revisão geral de penas.

As discussões sobre as penas do 8 de janeiro devem ser retomadas em dois momentos no Supremo. Em um dos casos, Fux liberou a retomada do caso de Débora Rodrigues dos Santos, a mulher que escreveu “perdeu, mané” na estátua em frente ao Supremo. O julgamento será reiniciado em 25 de abril.

Em outra frente, o ministro André Mendonça pediu que sejam levados ao plenário quatro julgamentos de réus envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. A retomada desses casos não está na pauta de abril, e cabe ao presidente do STF, Luís Roberto Barroso, decidir a data do julgamento.

Cézar Feitoza e Catia Seabra, Folhapress

Cassar Glauber Braga, ao invés de advertir, é mais um exagero na política


Conselho de Ética analisa parecer que pede cassação de Glauber Braga - Notícias - Portal da Câmara dos Deputados

Glauber perdeu a linha com manifestante que o provocou

Lucas Schroeder e Manoela Carlucci
da CNN

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, por 13 votos a 5, o pedido de cassação de Glauber Braga (PSOL-RJ), na quarta-feira (9). Agora, cabe ao plenário da Casa decidir pela perda ou não do mandato do parlamentar. Ainda não há data para a análise da matéria.

O deputado é acusado de empurrar e expulsar um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) do Congresso Nacional em abril de 2024. Na ocasião, Glauber e o influenciador identificado como Gabriel Costenaro discutiram dentro da Câmara. O deputado expulsou Costenaro do prédio com empurrões e chutes, com a confusão se arrastando até a rua.

AMEAÇOU AGREDIR – Uma representação contra o parlamentar foi apresentada ainda em abril passado pelo partido Novo. A legenda argumentou à época que Glauber ameaçou agredir o integrante do MBL caso ele tentasse entrar novamente no anexo.

Na semana passada, o relator da ação no Conselho de Ética da Câmara, Paulo Magalhães (PSD-BA), deu seu parecer favorável à cassação do mandato do colega de Casa.

O relator alegou que os empurrões e chutes do deputado do PSOL foram comprovados por vídeos e que Costenaro não reagiu, além de ter sido agredido fora das dependências da Câmara.

SEM DECORO – “A instrução probatória nesses autos revelou prática por parte do representado de procedimento incompatível com o decoro parlamentar. Exige-se do congressista a adoção de conduta irretocável, uma vez que o interesse público não aceita deslizes na sua atuação”, declarou o relator.

“Diante das provas produzidas nos autos, verifica-se que o representado [Glauber Braga] extrapolou os direitos inerentes ao mandato, abusando, assim, das prerrogativas que possui. (…) É uma quebra nítida de decoro parlamentar. (…) Diante o exposto, voto pela procedência da representação número 5 de 2024 com a consequente aplicação ao deputado Glauber Braga da sanção de perda de mandato”, concluiu.

GLAUBER RESPONDE – O parlamentar do PSOL afirma que o ativista do MBL tinha um histórico de provocações contra ele que culminaram em ofensas à sua mãe.

Ele não poupou críticas ao relator do caso e acusou o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) de ser o real autor do parecer exposto por Paulo Magalhães.

“O relator, no seu desespero em poder agradar quem de fato escreveu o relatório, nem disfarçou. O que eu disse naquele dia, deputado, e o que eu repito aqui no dia de hoje, é que quem escreveu o seu relatório foi o senhor Arthur Lira.”

A CNN entrou em contato com o deputado Arthur Lira e aguarda retorno.

GREVE DE FOME – A sessão que analisou o pedido de cassação do mandato de Glauber foi marcada por confusões e a promessa de uma greve de fome pelo próprio deputado. De acordo com o parlamentar do PSOL, a ação não foi motivada pelo desentendimento, mas por declarações suas a respeito do orçamento secreto.

“A partir do dia de hoje, vou permanecer neste Plenário. Quem quiser chamar de greve pode chamar. Vou dar início a uma ação de não rendição ao orçamento secreto”, disse Glauber.

Durante a sessão de ontem, parlamentares do PSOL criticaram o presidente do conselho, Leur Lomanto Júnior (União-BA), por pautar um requerimento para encerrar a discussão do parecer e iniciar a votação antes que a lista de oradores fosse esgotada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como apurou a CNN, o PSOL prepara um recurso ao Conselho e outro ao Supremo Tribunal Federal. Cassar um político como Glauber Braga é um bocado de exagero. O Congresso está cheio de corruptos e criminosos notórios. Glauber é um homem de bem que perdeu a cabeça diante de um provocador, apenas isso. Merece punição? Sim. Mas cassá-lo seria uma boçalidade coletiva(C.N.)

PF faz operação contra atos preparatórios de terrorismo e incitação ao ódio na Paraíba

 Foto: Marcos Oliveira/Arquivo/Agência Senado

Sede da PF em Brasília11 de abril de 2025 | 09:49

PF faz operação contra atos preparatórios de terrorismo e incitação ao ódio na Paraíba

brasil

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (11), uma operação com o objetivo de reprimir atos preparatórios de terrorismo e incitação ao ódio praticados no ambiente digital.

Durante a ação, chamada de Operação Leviatã, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na cidade de Pocinhos, na Paraíba.

O objetivo, segundo o órgão, foi obter provas para aprofundar a investigação e identificar possíveis coautores.

Ainda de acordo com a PF, as apurações tiveram início a partir de relatório encaminhado pelo FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.

O documento indicou a existência de comunicações contendo discursos de ódio e adesão a ideologias extremistas, com motivações raciais e étnicas.

“O conteúdo analisado revela a predisposição do investigado para a prática de atos violentos e reforça seu alinhamento com ideologias de intolerância”, disse a PF.

Foram apreendidos celulares, mídias e dispositivos de armazenamento de dados, fundamentais para o avanço da investigação, que tem como foco o combate ao extremismo violento e à propagação de ameaças contra a segurança nacional.

Folhapress

Justiça ordena nova eleição para presidência da Câmara de Rafael Jambeiro

 

Vereadores de Rafael Jambeiro
Foto: Reprodução / Montagem Bahia Notícias

Uma decisão obriga a convocação de novas eleições para a mesa-diretora da Câmara de Vereadores de Rafael Jambeiro, no Piemonte do Paraguaçu.

 

Na sentença, deferida nesta quinta-feira (10), o juiz Leonardo Brito Pirajá de Oliveira determinou que Fernando Coni (Republicanos) convoque o pleito em um prazo de 48 horas a partir da sessão que informará os vereadores sobre o pleito que definirá o mandato do novo presidente para o biênio 2025/2026.

 

Em caso de desobediência à medida, Fernando Coni terá de arcar com multa diária de R$ 50 mil. A ordem judicial visa resolver o impasse que se arrasta há mais de três meses e tem prejudicado o funcionamento da Casa Legislativa e o pagamento de servidores.

 

A decisão atendeu parcialmente ao pedido de tutela de urgência apresentado por seis vereadores, incluindo a vereadora Magna Lúcia Gomes de Araújo (União) que também tinha se autodeclarado presidente da Casa. Os autores alegaram irregularidades no processo de escolha da mesa diretora ocorrido em 1º de janeiro de 2025, quando duas sessões paralelas foram realizadas, cada uma com a pretensão de eleger sua própria chapa.

 

De um lado, a vereadora Isabelle Carvalho Carmo conduziu uma sessão alegando ter recebido procuração do vereador mais idoso para presidir os trabalhos. Do outro, o vereador João Barbosa de Santana, o segundo mais velho, assumiu a condução da sessão após a renúncia do colega, elegendo a chapa de Magna Lúcia com seis votos favoráveis.

 

Segundo a decisão judicial, a sessão conduzida por Isabelle foi considerada inválida por violar a Lei Orgânica do Município, que estabelece que a posse e a eleição da mesa diretora devem ser presididas pelo vereador mais idoso presente, sendo essa uma prerrogativa personalíssima, sem possibilidade de delegação por procuração.

 

A Justiça também reconheceu que o impasse causou bloqueio das verbas do duodécimo e a paralisação das atividades legislativas, configurando risco iminente ao interesse público.

Bolsonaro passa mal e é levado com urgência a hospital no Rio Grande do Norte

 

Bolsonaro passa mal e é levado com urgência a hospital no Rio Grande do Norte
Foto: Marcelo Camargo / EBC

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal durante cumprimento de uma agenda no Rio Grande do Norte. Bolsonaro deu entrada em um hospital na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte, após sentir fortes dores abdominais, nesta sexta-feira (11). As informações são da colunista Bela Megale, do jornal O Globo.

 

Bolsonaro sentiu fortes dores em decorrência do atentado a facada que sofreu em 2018 e procurou atendimento médico no Hospital Municipal Aluízio Bezerra. O ex-presidente vai ser transferido de helicóptero para Natal. De acordo com pessoas próximas ao ex-líder, há alguns dias ele vinha sofrendo de obstrução intestinal.

 

Bolsonaro está em viagem pelo Nordeste para reforçar a presença do PL na região. O projeto, intitulado Rota 22, é composto por uma série de visitas, oficinas e seminários ao longo do país, começando pelo Rio Grande do Norte.

VÍDEO: Deputada federal indígena passa mal após inalar gás de pimenta em manifestação

 

VÍDEO: Deputada federal indígena passa mal após inalar gás de pimenta em manifestação
Foto: Reprodução

A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL) passou mal após ser atingida por um gás de pimenta durante uma confusão envolvendo indígenas e policiais do Congresso Nacional.

 

 

No início da noite, indígenas que estão em Brasília no Acampamento Terra Livre (ATL) participavam de uma manifestação, próximo ao Ministério da Saúde. Parte deles, contudo, avançaram em direção ao Congresso Nacional, e foram contidos por policiais legislativos com bombas de gás.

 

Em nota, a Câmara dos Deputados acusou os manifestantes de romperem a “linha de defesa da Polícia Militar do Distrito Federal”, além de derrubarem “os gradis e invadirem o gramado do Congresso Nacional”.

 

“O Congresso, além de aprovar leis inconstitucionais, ataca os povos indígenas e seus próprios deputados. A deputada indígena Célia Xakriabá (PSol) e várias pessoas ficaram feridas ao serem recebidas com bombas de gás de pimenta e efeito moral, no local que deveria ser a casa da democracia. Lamentamos o uso desnecessário de substâncias químicas contra os manifestantes, mulheres, idosos, crianças e lideranças tradicionais”, escreveu a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) em nota.

Canta Bahia abre temporada 2025 com shows gratuitos em Juazeiro


Festival acontece nos dias 18 e 19 de abril, na Nova Orla, com apresentações de Aline Barros, Sandro Nazireu, Theo Rubia, Juliany Souza, Samuel Eleotério e outros nomes do gospel nacional

A cidade de Juazeiro, no norte da Bahia, será palco da primeira edição de 2025 do festival Canta Bahia, que vem se consolidando como o maior evento de música gospel do país. O encontro está marcado para os dias 18 e 19 de abril, na Nova Orla, a partir das 17h, com entrada gratuita. Entre as atrações confirmadas estão Aline Barros, Sandro Nazireu, Theo Rubia, Juliany Souza, Samuel Eleotério, Gabriel Brito e artistas locais.

Realizado pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), em parceria com a Prefeitura Municipal de Juazeiro e com o apoio das Igrejas Evangélicas da Bahia, o festival tem o objetivo de fortalecer a cultura gospel no estado e promover momentos de celebração, fé e união.

Com passagens por Salvador, Camaçari, Feira de Santana, Barreiras e Vitória da Conquista nos últimos anos, o Canta Bahia conquistou o público baiano com sua proposta inclusiva e estrutura profissional. Em cada edição, o evento atrai milhares de pessoas e se firma como um marco no calendário cultural e religioso da Bahia.

Além da música, o festival também abraça uma causa social importante: a solidariedade. O público é convidado a levar 1kg de alimento não perecível, que será destinado ao programa Bahia Sem Fome, reforçando o compromisso do evento com a transformação social.

Estimativa de público: 30 mil pessoas.

Puata enviada por Fábio Almeida






A Maldição dos Capuchinhos: Câmara de Jeremoabo Retrocede à Idade da Pedra e Apaga Reserva Ecológica da Pedra Furada


A Maldição dos Capuchinhos: Câmara de Jeremoabo Retrocede à Idade da Pedra e Apaga Reserva Ecológica da Pedra Furada

Jeremoabo vive, mais uma vez, o que muitos chamam de "a maldição dos capuchinhos", uma força simbólica que parece castigar a cidade sempre que decisões absurdas e retrógradas tomam conta do poder público. Dessa vez, o alvo foi a Câmara de Vereadores, que com uma canetada ignorou a história, o meio ambiente e o bom senso, fazendo retroceder conquistas ambientais importantes para o município.

Segundo levantamento técnico do engenheiro José Mário, a Lei Orgânica de Jeremoabo, promulgada em 1990, já reconhecia, em seu art. 191, a Pedra Furada e seu entorno como Reserva Ecológica Municipal. Uma revisão posterior da legislação, em 2005, reforçou esse entendimento no art. 192, inciso XXVI, mantendo a proteção da área como prioridade ambiental.

No entanto, em 2024, uma nova revisão da Lei Orgânica, ao que tudo indica, apagou silenciosamente esse reconhecimento. Conforme análise dos artigos 210 a 218, a Reserva Ecológica da Pedra Furada simplesmente desapareceu do texto legal. O problema se agrava porque a suposta revogação é genérica e omissa, sem especificar diretamente quais dispositivos foram anulados. Essa ausência de clareza não é apenas um erro técnico — é uma afronta à transparência e à responsabilidade com o patrimônio natural de Jeremoabo.

A situação piora ainda mais com a atuação da Embasa, que contribuiu para o assoreamento da área, soterrando parte de uma cachoeira com cerca de 2,5 metros de altura. Mesmo diante desse impacto, o INEMA (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia) concedeu licença ambiental para a construção de uma parede de concreto ciclópico que represou as águas do Rio Vermelho. Um ato que precisa ser urgentemente revisado, já que fere princípios básicos de preservação ambiental.

Enquanto o mundo inteiro caminha na direção da sustentabilidade e da valorização de suas riquezas naturais, Jeremoabo regride, liderada por decisões políticas que mais parecem cenas de um teatro trágico. Alterar a Lei Orgânica para desproteger uma área ambientalmente relevante é um dos maiores absurdos que a Câmara poderia ter cometido.

Mas será mesmo surpresa? A mesma Câmara que retirou o nome do Coronel João Sá da principal escola do município, desrespeitando a história e os fundadores da cidade, mostra agora que está disposta a apagar também as marcas naturais que fazem parte da identidade jeremoabense.

Estamos vivendo uma verdadeira anomalia institucional, um "salve-se quem puder" onde reina o despreparo, a ignorância ou, pior ainda, a má fé. A destruição do que é coletivo para atender interesses obscuros precisa ser enfrentada com mobilização da sociedade, com ações do Ministério Público e com o despertar de uma nova consciência política.

Se a Pedra Furada já foi símbolo de resistência e beleza natural, hoje ela grita por socorro. E quem ama Jeremoabo não pode se calar

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