quarta-feira, março 12, 2025

Filipe Martins pede que Moraes seja ouvido como “vítima” da trama golpista


Charge do Caio Gomez (A Tarde)

Caio Junqueira
CNN

O ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro na Presidência, Filipe Martins, pediu em sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro e relator do caso, Alexandre de Moraes, seja ouvido como vítima da trama golpista. Se isso não for possível, a defesa de Martins pede que Moraes seja uma de suas testemunhas.

A tese é que Moraes é vítima da trama, pois as apurações apontaram que ele seria destituído se a tentativa de golpe tivesse dado certo. Por tanto, ele precisa ser afastado do julgamento, por estar envolvido nele.

MORAES É VÍTIMA – “Ora, se o principal fato delituoso de que o defendente está sendo acusado é apresentar uma “minuta” [fantasma] que supostamente previa a prisão do relator, obviamente ele se percebe muito mais do que “agredido e provocado”: ele seria vítima direta desta suposta conjura”, afirma sua defesa.

Depois, faz o pedido: “Postula-se a oitiva do ministro Alexandre de Moraes na condição de vítima, respeitando sua prerrogativa funcional de dia e hora para inquirição, sem que isso implique na violação da ordem legal prevista no art. 400 do Código de Processo Penal. No entanto, caso seja considerada a suspeição ou a incompatibilidade, postula-se a oitiva do Ministro Alexandre de Moraes na condição de testemunha”. Afirma ainda que “é claro que nenhum julgamento será conduzido com isenção de ânimo quando o magistrado também se diz a própria vítima”.

CONCLUSÃO – “A grande verdade – que ficará na história do Supremo Tribunal Federal e em todas as biografias – é que, caso o Relator prossiga prestando jurisdição, será a primeira vez na história que um Ministro do Supremo Tribunal Federal, investigou, acusou e julgou; e o fez na condição de vítima, conforme afirmou o Ministério Público na denúncia”, complementa.

Além de Moraes, Martins também arrolou como testemunha assessores próximos ao ministro, como o perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor Chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Fernanda Januzzi, ex-Chefe do cerimonial do Ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); e Fabio Shor, delegado da Polícia Federal, responsável pela investigação e próximo a Moraes.

A defesa pede ainda o afastamento do caso dos ministros Cristino Zanin e Flávio Dino do caso, além do procurador-geral da República e autor da acusação, Paulo Gonet.

TIPO LAVA JATO – Além das oitivas e afastamentos, uma das linhas adotadas pela defesa foi comparar o que considera equívocos da investigação com os abusos da Lava Jato. Inclusive com a tese de lawfare utilizada pela defesa de Lula para conseguir zerar os processos contra ele.

Em linhas gerais, a tese significa apontar uma manipulação do sistema judicial para atingir um adversário político.

“É um dos maiores escândalos judiciários de lawfare já cometidos contra um cidadão brasileiro, tanto maior porque cometido por um Ministro da Suprema Corte, pelo próprio chefe do Ministério Público, o Procurador-Geral da República, e por um Delegado de Polícia Federal e o seu grupo de guardas pretorianos – pessoas que, em posição tão alta, deveriam ter a responsabilidade de agir com justiça, equidade e moralidade, ao invés de utilizar o peso dos seus cargos como arma, de forma arbitrária, abusiva e ostensiva, para destruir uma pessoa, ‘deslegitimar, prejudicar ou aniquilar um inimigo’, como diz um, hoje, outro Ministro desta Suprema Corte”, diz a defesa de Martins.

PRISÃO ILEGAL – Filipe Martins também trata de sua prisão por seis meses ao apontar que ela aconteceu por uma viagem que não ocorreu.

Isso porque ela teve por base a suposição de que ele embarcou com Bolsonaro para os Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022 quando, na verdade, ele estava no Paraná e não saiu do país.

“Filipe amargou 6 meses na prisão por uma viagem inexistente, porém, tanto a Polícia Federal, quanto a PGR, quanto o Ministro Alexandre de Moraes, já tinham afastado o sigilo de seus dados de geolocalização em outubro de 2023, antes da prisão. Os dados de Filipe foram os únicos que não foram utilizados na representação da PET 12.100, enquanto foram usados os dos outros investigados – porque era necessário justificar a prisão por “evasão” e “risco de fuga”, mesmo já existindo prova de sua permanência no país”, escrevem seus advogados.

FORÇAR DELAÇÃO – Em outro trecho, a defesa sugere que sua prisão preventiva estendida por seis meses tinha por objetivo extrair dele uma colaboração premiada.

“Às fls. 150 a 162, o Min. Gilmar Mendes traça severas críticas à decisão do ex-juiz Sérgio Moro que determinou a condução coercitiva do então-ex-presidente Lula. Isto por duas razões principais: i) a exploração midiática desproporcional feita contra o réu, dada sua situação de pessoa politicamente exposta, e ii) a violação ao direito de não autoincriminação, nos termos da ADPF 444. O grau de exposição política a que está sujeito o Defendente é certamente bem menor que o do atual presidente, mas a conduta de usar meios coercitivos para obter informações do investigado não é menos reprovável simplesmente por estar sendo usada contra ele”, afirma.

Procurados, o STF e a PGR não se manifestaram.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A prisão de Filipe Martins é um claríssimo erro judiciário, demonstrando que Moraes não tem vocação para juiz, não consegue ser imparcial nem se declara suspeito ou impedido. Portanto, deve ser afastado do julgamento, se é que existe Justiça no Supremo(C.N.)

A Herança Maldita da Ineficiência Hospital em Jeremoabo


So me resta lamentar a morte de Kleber e desejar que Deus conforte e dê forças aos seus familiares. Entretanto, este triste episódio escancara uma realidade que há muito tempo venho denunciando neste blog: o sucateamento e a ineficiência do Hospital Geral de Jeremoabo. Esse problema é resultado da inoperância da administração anterior e continua afetando todos os moradores de Jeremoabo nos momentos em que mais precisam de atendimento médico.

A precariedade do transporte em Jeremoabo, especialmente no que se refere às ambulâncias e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), é outra herança negativa deixada pela gestão passada. Essa situação compromete diretamente a saúde da população, tornando ainda mais difícil o acesso a um atendimento adequado e eficiente.

Por outro lado, as medidas adotadas pela atual gestão demonstram um esforço real para corrigir essas falhas históricas. O blog reconhece que o prefeito Tista de Deda está tentando acertar, enfrentando um cenário de descaso e abandono herdado de administrações anteriores. O transporte escolar, a saúde e a educação foram setores negligenciados por anos, mas agora começam a receber a devida atenção.

Com coragem, competência e determinação, a administração de Tista de Deda tem condições de oferecer uma saúde digna ao povo de Jeremoabo. O desafio é grande, mas a vontade de mudar e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos é evidente. Cabe à população acompanhar, cobrar e apoiar as ações que visam construir um futuro melhor para o município.

Reforma do Código Civil não deixa viúva desamparada, diz jurista

 Foto: Leonardo Sá/Arquivo/Agência Senado

Congresso Nacional12 de março de 2025 | 07:37

Reforma do Código Civil não deixa viúva desamparada, diz jurista

brasil

A proposta de atualização do Código Civil que tramita no Congresso Nacional aumenta a lista de bens que farão parte do patrimônio comum dos casais, nas uniões no regime de comunhão parcial, e que, portanto, serão divididas com o cônjuge em caso de divórcio ou ficarão como parte da herança na morte do companheiro.

Essa relação passaria a incluir salários, pensões, dividendos, FGTS, investimentos em previdência privada e quotas ou ações de empresas adquiridas durante o casamento ou união estável.

Em relação à participação de empresa adquirida antes do relacionamento, o cônjuge terá direito à valorização ocorrida durante o período de convivência, incluindo lucros reinvestidos.

Para quem está no regime de separação total de bens, a proposta inova ao prever que o trabalho na residência da família e os cuidados com os filhos darão direito a uma compensação a ser fixada pelo juiz em caso de divórcio ou morte.

O projeto também institui a divisão, respeitada a proporcionalidade do gasto, do que foi comprado com o dinheiro dos dois, mas registrado apenas no nome de uma das pessoas do casal. Com isso, evita-se que a pessoa contribua para a compra de um imóvel, mas fique sem nada na partilha por causa do regime de separação.

O advogado Flávio Tartuce, relator da proposta de revisão do código entregue ao Parlamento por uma comissão de juristas no ano passado, afirma que essas mudanças ajudam a compensar a retirada dos cônjuges da lista daqueles que terão direito aos bens adquiridos pelo falecido antes do casamento —no caso da comunhão parcial.

Os recursos anteriores à união, agora, serão divididos exclusivamente entre os descendentes —ou ascendentes, na ausência de filhos. Nesse caso, será retomada a regra vigente até 2002, data da última atualização do código.

O fim da concorrência na herança também afeta quem está no regime de separação total de bens. Nesse caso, o viúvo ou viúva concorre atualmente com os descendentes em relação a todo o patrimônio, situação que contribuiu para aumentar a judicialização das sucessões familiares, segundo Tartuce.

“Por isso, a comissão entendeu que seria melhor substituir a concorrência [na sucessão] pela atribuição dos bens em vida ao cônjuge”, afirma o advogado.

A proposta também prevê que o Judiciário pode determinar usufruto sobre determinados bens da herança para garantir a subsistência do cônjuge ou convivente que comprovar insuficiência de recursos ou patrimônio —até ele ter recursos para se manter ou formar nova família. Por exemplo, determinar que fique com rendas de aluguéis ou de cotas societárias, mesmo que a propriedade desses ativos seja transferida para os filhos na sucessão.

Além disso, o projeto mantém o “direito real de habitação”, ou seja, prevê que o cônjuge ou convivente que residia com o autor da herança poderá ficar no imóvel de moradia da família, qualquer que seja o regime do relacionamento.

A proposta acrescenta que é garantido ao ex-cônjuge, no caso de divórcio, permanecer na residência se com ele residirem filhos menores ou incapazes —ou se a pessoa se dedicou aos cuidados da família e não desempenha atividade remunerada.

“Não é verdade que as viúvas vão ficar desamparadas. Elas ao menos terão o direito real de habitação sobre o imóvel do casal e o usufruto sobre bens do falecido, se precisarem. Nunca haverá desamparo, mesmo se houver exclusão [da herança] por testamento”, afirma o jurista.

Tartuce diz que as mudanças também evitam manobras que permitem reduzir os bens que podem ficar com o cônjuge em caso de divórcio ou herança. Por exemplo, colocar esses ativos em nome de uma empresa. Pode haver ainda dificuldade em acessar recursos de pessoas que trabalham como pessoa jurídica, o que acontece também no caso de motoristas e aplicativos e microempreendedores.

Ele diz que a comissão de juristas, composta também por mulheres, teve preocupação com a questão de gênero ao elaborar a proposta.

“Hoje, todo mundo coloca tudo em nome da empresa, e a mulher fica sem nada. Então aumentamos a meação na comunhão parcial, algo sem precedentes. A proposta tira essa concorrência na sucessão, mas aumenta os direitos do cônjuge em vida por meio da meação. Aí não tem disputa sucessória, já é meio a meio”, afirma o jurista.

As sugestões de alteração no Código Civil foram apresentadas formalmente como um projeto de lei (PL nº 4/2025) pelo ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) em janeiro deste ano.

Eduardo Cucolo/Folhapress

Por 4 a 3, TSE decide pela regularidade da candidatura de Jânio Natal em Porto Seguro

 Foto: Divulgação/Arquivo

O prefeito reeleito de Porto Seguro, Jânio Natal (PL)11 de março de 2025 | 21:17

Por 4 a 3, TSE decide pela regularidade da candidatura de Jânio Natal em Porto Seguro

exclusivas

Em decisão tomada nesta terça-feira (11), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, durante sessão que julgou o recurso da deputada estadual Claudia Oliveira (PSD), pela regularidade da candidatura do prefeito reeleito de Porto Seguro, Jânio Natal (PL). O placar do julgamento foi de 4 a 3 pelo deferimento da candidatura.

A parlamentar também foi candidata no pleito que elegeu Jânio. De acordo com Cláudia Oliveira, o atual gestor se candidatou em busca de um terceiro mandato consecutivo, isso porque Jânio se elegeu prefeito de Belmonte em 2016, renunciando ao cargo para que o seu vice, Janival Borges, assumisse o mandato. Janival é também o seu irmão. Em 2020, o prefeito se elegeu em Porto Seguro.

Votaram a favor de Jânio: Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira (Relator) e Maria Isabel Gallotti. Contra o deferimento foram: Carmen Lúcia, Floriano Marques Neto e Ramos Tavares

Política Livre

TSE mantém deferimento da candidatura de Sheila Lemos em Vitória da Conquista

 Foto: Divulgação

A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil)11 de março de 2025 | 21:36

TSE mantém deferimento da candidatura de Sheila Lemos em Vitória da Conquista

exclusivas

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, na noite desta terça-feira (11), pela manutenção do registro da candidatura da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União). Eleita vice-prefeita na chapa com Herzem Gusmão (MDB) em 2020, ela assumiu a Prefeitura após a morte do emedebista, em 2021.

A sua mãe, Irmã Lemos (União), também foi eleita vice-prefeita em 2016, também com Herzem, e assumiu o posto de prefeita por duas oportunidades interinas, o que, para o TRE-BA, caracterizaria um terceiro mandato. Na oportunidade, o Tribunal Regional decidiu pela inelegibilidade de Sheila, que recorreu ao TSE.

Política Livre

EUA confirmam tarifa de 25% sobre aço e alumínio do Brasil e de outros países a partir de amanhã

 Foto: Reprodução/Instagram

O presidente dos EUA, Donald Trump11 de março de 2025 | 18:45

EUA confirmam tarifa de 25% sobre aço e alumínio do Brasil e de outros países a partir de amanhã

economia

A Casa Branca confirmou, nesta terça-feira (11), que irá prosseguir com as tarifas de 25% sobre aço e alumínio de “todos os parceiros comerciais, sem exceções ou isenções”. A medida, que havia sido anunciada em fevereiro, entrará em vigor à meia-noite desta quarta-feira (12).

Produtos semiacabados de aço estão entre os principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA, ao lado de petróleo bruto, produtos semiacabados de ferro e aeronaves.

Segundo dados do governo dos Estados Unidos, no ano passado o Canadá foi o maior fornecedor de aço, em volume, para os americanos, com 20,9% do total, seguido pelo Brasil (16%, com 3,88 milhões de toneladas, e o país com maior crescimento em relação às exportações de 2023) e o México (11,1%).

O Brasil ficou atrás do México em valores: recebeu US$ 2,66 bilhões, contra US$ 2,79 bilhões dos mexicanos e US$ 5,89 bilhões dos canadenses. Em janeiro, o Brasil foi o maior exportador do mês em volume (499 mil toneladas), ultrapassando o Canadá (495 mil toneladas).

Além disso, cerca de metade das exportações de aço do Brasil vão para os EUA, o que coloca em risco importante fatia da produção siderúrgica brasileira. Na ordem executiva de fevereiro, em que Trump anunciou as tarifas, ele mencionou o aumento expressivo de compra de aço da China pelo Brasil entre as justificativas para elevar as tarifas e cancelar cotas para grandes fornecedores.

“As importações brasileiras de países com níveis significativos de sobrecapacidade, especificamente a China, cresceram tremendamente nos últimos anos, mais do que triplicando desde a instituição deste acordo de cotas”, dizia um dos trechos da ordem executiva.

Na época, o Instituto Aço Brasil, que representa as siderúrgicas brasileiras, disse receber com surpresa o anúncio de Trump e rebateu o argumento. Em nota, a instituição negou que o Brasil estaria importando grandes quantidades de aço chinês para enviar a produção nacional para os EUA.

“Cabe ressaltar que o mercado brasileiro também vem sendo assolado pelo aumento expressivo de importações de países que praticam concorrência predatória, especialmente a China, razão pela qual o Instituto Aço Brasil solicitou ao governo brasileiro a implementação de medida de defesa comercial”, disse o Instituto no documento.

“Assim, ao contrário do alegado na proclamação do governo americano de 10 de fevereiro, inexiste qualquer possibilidade de ocorrer, no Brasil, circunvenção para os EUA de produtos de aço oriundos de terceiros países”, acrescentou.

Em 2018, o governo Trump também aplicou uma tarifa de 25% sobre o aço importado pelos EUA, mas dois anos depois, reduziu a cota de importação de aço semiacabado do Brasil. Em 2022, sob Joe Biden, os americanos revogaram as medidas restritivas.

Antes da confirmação da imposição das tarifas pela Casa Branca, diplomatas brasileiros estavam pessimistas em relação à possibilidade de recuo na taxa ao aço e ao alumínio e já falavam na necessidade de tentar reverter o estrago uma vez fosse feito.

Um integrante do governo brasileiro avalia, sob reserva, que o país precisará lançar mão de tarifas retaliatórias se quiser brecar a investida de Trump.

A leitura é que a decisão sobre a tarifa é exclusivamente do presidente americano e passa por fatores que vão além da mera negociação comercial.

Integrantes do governo brasileiro avaliam não estar claro o ganho específico que Trump terá com a imposição das tarifas aos produtos do Brasil, mas creem que se trata de uma estratégia para manter a promessa de campanha de reindustrializar o país.

Nas últimas semanas, além das conversas entre ministros brasileiros e autoridades americanas, a embaixada brasileira nos Estados Unidos também procurou interlocutores no Congresso em busca de respaldo na negociação.

Em caráter reservado, auxiliares de parlamentares relataram incômodo com a forma como Trump tem lidado com as tarifas e uma forte pressão por parte de empresas para tentar brecar as negociações.

Os republicanos, porém, que são maioria no Senado e na Câmara, evitam se posicionar contra o presidente publicamente.

As medidas que entram em vigor nesta quarta devem afetar grande parte das vendas das siderúrgicas brasileiras. De acordo com analistas ouvidos pela Folha, as empresas mais afetadas devem ser Ternium, ArcelorMittal e Usiminas, que exportam importante fatia de suas produções para os EUA. A primeira é a controladora da terceira, mas também tem uma fábrica própria de placas de aço no Brasil, onde tem capacidade de produzir até 5 milhões de toneladas anualmente, no Rio de Janeiro.

Marco Antônio Castello Branco, ex-presidente da Usiminas e ex-diretor da Vallourec, disse ao jornal Folha de S.Paulo em fevereiro que a ArcelorMittal, assim como a Ternium, alimenta suas unidades nos EUA com aços semi-elaborados do Brasil e, por isso, as taxas devem afetar suas operações internas. Ele estima que as siderúrgicas no Brasil podem perder até US$ 5 bilhões (R$ 29 bi) devido às medidas de Trump.

A Gerdau, por outro lado, deve ser uma das poucas siderúrgicas brasileiras que não serão tão afetadas pela medida. Historicamente, menos de 10% das exportações da produção da empresa no Brasil vão para a América do Norte –a siderúrgica prioriza os mercados da América do Sul, América Central e, recentemente, tem ganhado espaço no mercado europeu.

Helena Schuster/Julia Chaib/Folhapress

Governo apresenta estudo de viabilidade da nova ponte Aracaju-Barra

 em 11 mar, 2025 21:56

(Foto: Marcos Rodrigues)

O Governo de Sergipe apresentou, nesta terça-feira, 11, o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para a construção da segunda ponte sobre o Rio Sergipe. A estrutura interligará os municípios de Aracaju e Barra dos Coqueiros, visando melhorar a mobilidade urbana e impulsionar o desenvolvimento econômico da região. O evento foi realizado no auditório da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) e contou com a presença de autoridades e membros da sociedade civil.

O estudo foi elaborado pelo consórcio formado pelas empresas MPB Saneamento Ltda, Única Consultores de Engenharia Ltda e Beck de Souza Engenharia Ltda. O documento apresenta análises detalhadas sobre os impactos e benefícios da obra, que se destaca como uma solução estratégica para o crescimento urbano e a integração entre as duas cidades. A nova ponte será construída na zona costeira entre Aracaju e Barra dos Coqueiros, em uma área de grande importância ambiental e urbanística. De um lado, a ponte partirá da região do bairro Coroa do Meio, em Aracaju, próximo ao Shopping Riomar. Do outro, a conexão ocorrerá na Atalaia Nova, no município da Barra dos Coqueiros, ao norte da atual mancha urbana do bairro.

De acordo com o Governo do Estado, a escolha da localização leva em conta a necessidade de desafogar o trânsito na atual Ponte Construtor João Alves, que já opera no limite de sua capacidade, além de facilitar o acesso ao litoral norte sergipano. A nova estrutura também permitirá maior fluidez ao tráfego, com a inclusão de viadutos na avenida Delmiro Gouveia, em Aracaju, e uma interseção planejada na Barra dos Coqueiros. O EVTEA aponta que a obra trará benefícios diretos à mobilidade urbana, promovendo um deslocamento mais ágil entre as cidades e fortalecendo setores como o comércio, o turismo e a logística. O fluxo de veículos pesados também será melhor distribuído, contribuindo para a redução de congestionamentos e aumentando a eficiência no transporte de mercadorias e serviços.

O secretário do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura, Luiz Roberto Dantas, reforçou a importância do estudo para um planejamento urbano sustentável e ressaltou que os benefícios estimados superam os custos previstos para a execução da obra, consolidando a viabilidade do projeto. “Este é um passo fundamental para garantir que a ponte seja construída com o máximo de eficiência, respeitando os aspectos ambientais e trazendo benefícios para toda a população. O Governo de Sergipe está trabalhando para oferecer uma solução moderna e segura para a mobilidade urbana da nossa capital e região metropolitana”, disse.

O engenheiro civil da empresa Única e coordenador adjunto do EVTEA, Manolo Caramez, destacou a responsabilidade técnica do consórcio na elaboração do estudo. “Nossa equipe se dedicou a apresentar uma análise criteriosa, considerando todas as variáveis ambientais, sociais e econômicas. Com relação ao cronograma, o consórcio está conseguindo atender o cronograma inicial para o desenvolvimento dos estudos e projetos. Nós temos a previsão de conclusão dentro do caso contratual, sem a necessidade de prorrogações”, explicou.

Com a conclusão do EVTEA, os próximos passos incluem a continuidade da elaboração do anteprojeto de engenharia, bem como os avanços das demandas relacionadas ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima), que culminará na realização de audiência pública, etapa fundamental no processo de licenciamento para implantação da segunda ponte interligando os municípios de Aracaju e Barra dos Coqueiros.

Com informações da ASN

 

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Concurso da SES com 878 vagas está com inscrições abertas


(Foto: Iran Souza/Sead)

em 11 mar, 2025 14:55

Estão abertas as inscrições para o Concurso da Saúde do Estado, que oferece 878 vagas distribuídas em 15 cargos para quem deseja ingressar na carreira pública. As inscrições podem ser realizadas no site da banca organizadora, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), entre os dias 11 de março e 9 de abril de 2025, e as provas estão previstas para o dia 1º de junho.

O certame é promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Administração (Sead). No total, o concurso oferece 878 vagas distribuídas em 15 cargos para a Secretaria de Estado da Saúde (SES). De acordo com a legislação vigente, 10% das vagas serão reservadas para afrodescendentes, conforme a Lei Estadual nº 8.331/2017, e 20% das vagas serão destinadas a pessoas com deficiência (PcD), conforme a Lei Estadual nº 3.549/1994 e suas alterações.

O processo seletivo será dividido em duas fases. A primeira consistirá em provas objetivas, enquanto a segunda será composta pela análise de títulos para os cargos de nível superior. As vagas disponíveis são para os seguintes cargos: assistente social: 20 vagas; biólogo (5); cirurgião dentista (25); enfermeiro (80); farmacêutico (2); farmacêutico bioquímico (3); fisioterapeuta (9); fonoaudiólogo (3); médico (627); nutricionista (3); psicólogo (12); sanitarista (1); terapeuta ocupacional (3); técnico de enfermagem (72) e técnico em radiologia (13).

O concurso contará com provas objetivas para todos os cargos, com caráter eliminatório e classificatório, além de provas de títulos para os cargos de nível superior, com caráter classificatório.

A convocação para a prova objetiva será realizada no dia 23 de maio de 2025, e a divulgação dos locais de prova acontecerá no site do IBFC em 26 de maio de 2025. Os candidatos devem realizar a inscrição e gerar o Documento de Arrecadação Estadual (DAE) para pagamento exclusivamente pelo site do IBFC, sendo que o descumprimento desta instrução impossibilitará a participação no concurso.

As taxas de inscrição variam de acordo com o nível do cargo pretendido: R$ 80,00 para nível médio, R$ 110,00 para nível superior e R$ 150,00 para médicos.

Com informações da ASN

 

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