domingo, fevereiro 09, 2025

Bahia reverte curva ascendente e reduz letalidade policial após câmeras corporais

 Foto: PMBA/DivulgaçãoArquivo

Com 1.300 câmeras, uso de tecnologia ainda é restrito; para MP-BA, não é possível estabelecer um vínculo direto entre seu uso e a redução das mortes09 de fevereiro de 2025 | 09:43

Bahia reverte curva ascendente e reduz letalidade policial após câmeras corporais

brasil

No ano em que iniciou a implantação de câmeras corporais em suas tropas, a Bahia reverteu curva ascendente de mortes por intervenção policial, registrando uma queda de 8,5% em comparação com 2023.

Dados coletados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que o estado registrou 1.557 mortes em ações policiais no ano passado, contra 1.702 em 2023. O número de mortes vinha em rota ascendente desde 2015.

Apesar de reverter a curva, a Bahia permanece como o estado com maior número absoluto de mortes em ações policiais. São Paulo vem na sequência com 749 mortes, seguindo do Rio de Janeiro e do Pará.

A Bahia enfrenta um de seus momentos mais graves na segurança pública, em uma encruzilhada que inclui o acirramento da disputa entre facções criminosas, o crescimento da atuação de milícias e a explosão da letalidade policial.

As câmeras corporais foram adotadas a partir de maio de 2024 após um processo de licitação conturbado. A aquisição dos equipamentos foi iniciada na gestão do então governador e hoje ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e concluída pelo atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT).

O governo baiano comprou 1.100 câmeras e recebeu outras 200 do governo federal, que passaram a ser usadas por dez unidades operacionais da Polícia Militar da Grande Salvador. Em fase de testes, os equipamentos alcançam apenas uma pequena parcela da tropa, composta por 33 mil policiais.

Ainda assim, houve redução na letalidade em cinco das dez unidades operacionais em que as câmeras foram adotadas.

Dados obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação apontam que nas áreas onde os policiais usam câmeras corporais, as mortes por intervenção policias caíram 47%. Os dados comparam o segundo semestre de 2024, quando as câmeras já haviam sido adotadas, com o mesmo período do ano anterior.

Os equipamentos —cerca de 100 em cada unidade operacional— foram adotados no batalhão do Centro Histórico e nas companhias dos bairros de Pirajá, Tancredo Neves, Liberdade, Pernambués, Boca do Rio, São Cristóvão e Itapuã, em Salvador, e nas cidades de Candeias e Lauro de Freitas.

O bairro da Liberdade teve a queda mais expressiva no número de mortes por intervenção policial, saindo de 20 no segundo semestre de 2023 para 3 no mesmo período do ano passado. Por outro lado, a letalidade cresceu no Centro Histórico, Pernambués, Itapuã e São Cristóvão mesmo com as câmeras.

No geral, foram 27 mortes em ações policiais nas dez unidades operacionais com câmeras corporais no segundo semestre de 2024 – no mesmo período do ano anterior, foram 51.

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, diz que a redução da letalidade passa por investimentos em tecnologia, capacitação das tropas e ações integradas com polícias de outros estados e forças federais.

“Cada vez mais, nós direcionamos o nosso policiamento pela inteligência, para alcançar lideranças [de facções], para prevenir ações criminosas e reduzir os índices criminais e diminuir a possibilidade de confronto”, afirma o secretário.

Ele ainda destaca as câmeras de reconhecimento facial, que resultaram em mais de 1.100 prisões no passo passado e 185 pessoas penas em janeiro deste ano.

Em nota, o Ministério Público da Bahia disse que a redução das mortes decorrentes de intervenção policial em 2024 representa um primeiro passo, mas ainda há desafios a serem enfrentados para a consolidação de resultados mais expressivos nos próximos anos.

Também afirmou que as câmeras corporais são uma iniciativa relevante para fortalecer a transparência e o controle das ações policiais. Mas destacou que, considerando que a adoção da tecnologia ocorreu de forma inicial e restrita, ainda não é possível estabelecer um vínculo direto entre seu uso e a redução das mortes decorrentes de intervenções policiais.

Além da redução das mortes por intervenção policial, a Bahia também teve uma queda de 8,5% no total mortes violentas, que incluem homicídio, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Foram 5.944 em 2024 contra 6.500 no ano anterior, segundo dados do Ministério da Justiça.

Os indicadores mantêm a Bahia com a maior quantidade absoluta de mortes violentas do país dentre os estados brasileiros, seguido do Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Minas Gerais.

João Pedro Pitombo, FolhapressPoliticaLivre

Os homens mais ricos abandonam as crianças mais pobres do mundo

Publicado em 9 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Americanos protestam contra desmantelamento da agência de desenvolvimento internacional

É inconcebível que Trump e Musk desconheçam a USAID

Nicholas Kristof
The New York Times

O homem mais rico do mundo está se gabando de destruir a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), que salva a vida das crianças mais pobres do mundo, dizendo que a jogou “no triturador de madeira”.

Pelos meus cálculos, Elon Musk provavelmente tem um patrimônio líquido maior do que o dos bilhões de pessoas mais pobres da Terra. Desde a eleição de Donald Trump, a fortuna pessoal de Musk cresceu muito mais do que todo o orçamento anual da USAID – que, de qualquer forma, representa menos de 1% do orçamento federal.

ATITUDE MÍOPE – É insensível que bilionários como Musk e o presidente Trump cortem o acesso de crianças a medicamentos; mas, como destacou o presidente John F. Kennedy ao propor a criação da agência em 1961, essa também é uma atitude míope.

Cortar a ajuda, observou Kennedy, “seria desastroso e, a longo prazo, mais caro”. Ele acrescentou: “Nossa própria segurança estaria em perigo e nossa prosperidade ameaçada”.

Talvez seja por isso que a Rússia elogiou a decisão de Trump.Ao contrário de Kennedy, o governo Trump combina crueldade, ignorância e visão de curto prazo, e essa mistura parece particularmente evidente em seu ataque à assistência humanitária americana.

SURTO DE EBOLA – Uma pessoa já morreu de gripe aviária nos Estados Unidos, e cresce a preocupação com uma pandemia – no entanto, a suspensão da ajuda externa por Trump interrompeu a vigilância da gripe aviária em 49 países, de acordo com o Global Health Council, uma organização sem fins lucrativos dos EUA.

Lembra do pânico americano com o surto de Ebola na África Ocidental em 2014? (Trump foi particularmente histérico na época.) No fim, uma pandemia de Ebola foi evitada – em parte graças ao trabalho da USAID na Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Acontece que outro surto de Ebola foi relatado recentemente em Uganda, com 234 casos identificados até agora. Normalmente, a USAID ajudaria a conter a doença – mas agora Trump e Musk desativaram a agência.

VÍRUS MARBURG – Outra febre hemorrágica, chamada vírus Marburg, surgiu na Tanzânia no mês passado. Trabalhadores humanitários estão correndo para conter o vírus; mas Trump fez com que os Estados Unidos se ausentassem, tornando o mundo um pouco mais vulnerável.

Uma informação: em 2012, a USAID criou alguns jogos educativos para a Índia e a África com base em um livro que minha esposa e eu escrevemos, “Half the Sky”. A USAID não nos pagou nada por isso, e os jogos fizeram um bom trabalho ao promover a desparasitação, a educação de meninas e a gravidez segura.

Já vi a USAID operar em todo o mundo, e há um quadro misto. É justo criticar a agência por ser excessivamente burocrática e pelo fato de que grande parte da ajuda vai para empresas americanas contratadas, em vez de diretamente para os necessitados no exterior.

PURA INVENÇÃO! – No entanto, não há base para o mito da Casa Branca de que a USAID é um reduto de desperdício “woke”, refletido na alegação de Trump de que a agência gastou cerca de “US$ 100 milhões em preservativos para o Hamas” (ele dobrou sua alegação anterior de US$ 50 milhões).

Cada preservativo masculino custa ao governo dos EUA US$ 0,33, o que daria três bilhões de preservativos. Pelos meus cálculos, para o Hamas usar tantos preservativos em um ano, cada combatente teria de fazer sexo 325 vezes por dia, todos os dias.

Isso talvez eliminasse o Hamas como força de combate de forma mais eficaz do que os bombardeios israelenses. De qualquer forma, o valor real da assistência dos EUA gasta em preservativos para Gaza nos últimos anos parece ter sido não US$ 100 milhões, mas zero.

IMPRUDÊNCIA TOTAL – As políticas de Trump são tão imprudentes quanto sua retórica. Eu apoiaria uma reestruturação da USAID, mas isso não é uma reestruturação, e sim uma demolição – um golpe contra nossos valores e interesses.

Musk atacou a USAID, chamando-a de “uma organização criminosa”. Na realidade, muitos de seus funcionários arriscaram suas vidas na melhor tradição do serviço público. O Memorial Wall da USAID homenageia 99 pessoas mortas enquanto trabalhavam para a agência em locais como Sudão, Haiti, Afeganistão e Etiópia.

Ao longo dos anos, vi melhorias genuínas na USAID. Sua parceria público-privada para combater o envenenamento por chumbo, anunciada no ano passado, foi um exemplo de liderança americana. E, a partir das minhas viagens, isso é o que a USAID passou a significar para mim:

VI MUITA COISA – Vi mulheres e meninas com fístula obstétrica, uma lesão horrível causada pelo parto, receberem uma cirurgia de US$ 600 que lhes devolve a vida — algo que a USAID apoia.

Vi homens humilhados pela elefantíase, com escrotos grotescamente aumentados, às vezes precisando de um carrinho de mão para sustentar seus órgãos enquanto andam. E a USAID combateu essa doença e a tornou menos comum.

Vi crianças morrendo de malária (e eu mesmo tive malária), e também vi a USAID ajudar a alcançar grandes avanços contra a doença nas últimas duas décadas.

E VI TAMBÉM… – Vi o sul da África devastado pela AIDS. E então, o programa histórico do presidente George W. Bush contra a AIDS, chamado PEPFAR e implementado em parte por meio da USAID, transformou a realidade.

Vi fabricantes de caixões no Lesoto e no Malaui reclamarem que seus negócios estavam em declínio porque muito menos pessoas estavam morrendo. O PEPFAR já salvou 26 milhões de vidas até agora.

Vi o sofrimento de comunidades onde pessoas de meia-idade frequentemente ficam cegas devido ao tracoma, à cegueira dos rios ou às cataratas — e a transformação quando a USAID ajuda a prevenir essa cegueira.

ZOMBAR DA USAID – Trump zombou da USAID, dizendo que ela era “administrada por lunáticos radicais”. É loucura radical tentar salvar a vida de crianças? Promover a alfabetização de meninas? Combater a cegueira?

Se isso é ser “woke”, e quanto aos cristãos evangélicos da International Justice Mission, que, com o apoio da USAID, fizeram um trabalho excepcional no combate ao tráfico sexual de crianças no Camboja e nas Filipinas?

Trump acredita que resgatar crianças do estupro é uma causa de lunáticos radicais?

ILEGALIDADE – As medidas de Trump têm legalidade incerta, principalmente porque a USAID foi criada pelo Congresso, mas seus impactos são indiscutíveis. Para bilionários na Casa Branca, isso pode parecer um jogo. Mas, para qualquer pessoa com um coração, trata-se da vida de crianças e da nossa própria segurança — e o que está acontecendo é revoltante.

Em todo o mundo, crianças já estão ficando sem assistência médica e alimentos por causa do ataque à agência que Kennedy fundou para defender nossos valores e proteger nossos interesses.

Em breve, tentarei calcular quantas vidas serão perdidas devido aos cortes impostos por Trump.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O pior são as pessoas que desconhecem os trabalhos da USAID, acreditam que se trata de uma rede de espionagem do capitalismo e aplaudem a diabólica perversidade de figuras nefastas como Musk e Trump, que nasceram um para o outro. (C.N.)


Hugo Motta acena com discurso de bolsonarista, enquanto a anistia avança

Publicado em 9 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Motta anuncia que a Câmara pode analisar anistia

Pedro do Coutto

Não podiam ser mais absurdas as declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, negando a balbúrdia e o atentado contra a democracia no dia 8 de janeiro de 2023 , afirmando que os atos de vandalismo contra as sedes dos Três Poderes não configuraram uma tentativa de golpe de Estado.

Em entrevista à rádio Arapuan, de João Pessoa, ele reconheceu a gravidade da depredação, mas disse que os atos foram “uma agressão às instituições” promovida por “vândalos e baderneiros”, sem coordenação política suficiente para caracterizar um golpe.

AGRESSÃO – “O que aconteceu não pode ser admitido novamente, foi uma agressão às instituições. Agora, querer dizer que foi um golpe… Golpe tem que ter um líder, uma pessoa estimulando, tem que ter apoio de outras instituições interessadas, e não teve isso”, declarou.

A declaração ocorre em meio à pressão de parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro para que a Câmara avance na proposta de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A medida perdoaria todos os envolvidos em “manifestações” de caráter político e eleitoral entre 8 de janeiro de 2023 e a entrada em vigor da eventual lei, restringindo punições apenas a crimes de depredação de patrimônio público.

Motta não assumiu compromisso em pautar o projeto de anistia e disse que a decisão será tomada em conjunto com os líderes partidários da Casa. “Não posso chegar aqui e dizer que vou pautar a anistia semana que vem, ou não vamos pautar. Será um tema que vamos analisar, digerir”, afirmou. A anistia aos condenados do 8 de janeiro foi uma das principais pautas debatidas nos bastidores da eleição de Motta para a Presidência da Câmara. O tema foi discutido tanto com bancadas governistas quanto com a oposição.

DISPARATE – As afirmações de Hugo Mota configuram-se como um verdadeiro disparate, uma vez que o que se desenrola em Brasília é o julgamento dos acusados por subversão. Os réus tiveram chance de defesa e as investigações comprovam a culpabilidade dos mesmos que montaram verdadeiras residências nas calçadas em frente aos quartéis pedindo a intervenção militar. Está evidente a tentativa de golpe de Estado,somada às depredações e aos distúrbios em Brasília. Tudo gravado, constando como a maior da prova da participação dos réus.

As ações tentaram subverter a ordem e só não tiveram êxito pela não participação de grande parte da cúpula do Comando das Forças Armadas. Os golpistas deixaram o seu rastro sinistro, destruindo o patrimônio público e provocando a desordem. Milhares de pessoas foram à Brasilia para promover atentados contra a democracia em um ato brutal. As prisões em massa conseguiram conter os atos que tinham um objetivo claro.

O atentado foi frustrado, mas a intenção ficou e por isso dezenas de pessoas foram julgadas. Ao negar a gravidade da questão, Hugo Motta mostra, desde já, a sua intenção em resgatar a possibilidade de Jair Bolsonaro se candidatar no próximo ano, demonstrando que no cenário político, tudo é possível.


Motta anuncia que a Câmara pode analisar anistia

Pedro do Coutto

Não podiam ser mais absurdas as declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, negando a balbúrdia e o atentado contra a democracia no dia 8 de janeiro de 2023 , afirmando que os atos de vandalismo contra as sedes dos Três Poderes não configuraram uma tentativa de golpe de Estado.

Em entrevista à rádio Arapuan, de João Pessoa, ele reconheceu a gravidade da depredação, mas disse que os atos foram “uma agressão às instituições” promovida por “vândalos e baderneiros”, sem coordenação política suficiente para caracterizar um golpe.

AGRESSÃO – “O que aconteceu não pode ser admitido novamente, foi uma agressão às instituições. Agora, querer dizer que foi um golpe… Golpe tem que ter um líder, uma pessoa estimulando, tem que ter apoio de outras instituições interessadas, e não teve isso”, declarou.

A declaração ocorre em meio à pressão de parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro para que a Câmara avance na proposta de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A medida perdoaria todos os envolvidos em “manifestações” de caráter político e eleitoral entre 8 de janeiro de 2023 e a entrada em vigor da eventual lei, restringindo punições apenas a crimes de depredação de patrimônio público.

Motta não assumiu compromisso em pautar o projeto de anistia e disse que a decisão será tomada em conjunto com os líderes partidários da Casa. “Não posso chegar aqui e dizer que vou pautar a anistia semana que vem, ou não vamos pautar. Será um tema que vamos analisar, digerir”, afirmou. A anistia aos condenados do 8 de janeiro foi uma das principais pautas debatidas nos bastidores da eleição de Motta para a Presidência da Câmara. O tema foi discutido tanto com bancadas governistas quanto com a oposição.

DISPARATE – As afirmações de Hugo Mota configuram-se como um verdadeiro disparate, uma vez que o que se desenrola em Brasília é o julgamento dos acusados por subversão. Os réus tiveram chance de defesa e as investigações comprovam a culpabilidade dos mesmos que montaram verdadeiras residências nas calçadas em frente aos quartéis pedindo a intervenção militar. Está evidente a tentativa de golpe de Estado,somada às depredações e aos distúrbios em Brasília. Tudo gravado, constando como a maior da prova da participação dos réus.

As ações tentaram subverter a ordem e só não tiveram êxito pela não participação de grande parte da cúpula do Comando das Forças Armadas. Os golpistas deixaram o seu rastro sinistro, destruindo o patrimônio público e provocando a desordem. Milhares de pessoas foram à Brasilia para promover atentados contra a democracia em um ato brutal. As prisões em massa conseguiram conter os atos que tinham um objetivo claro.

O atentado foi frustrado, mas a intenção ficou e por isso dezenas de pessoas foram julgadas. Ao negar a gravidade da questão, Hugo Motta mostra, desde já, a sua intenção em resgatar a possibilidade de Jair Bolsonaro se candidatar no próximo ano, demonstrando que no cenário político, tudo é possível.


Não adianta mentir. Cedo ou tarde, a verdade vai aparecer. E, contra a verdade, não há argumentos.



Na trajetória política, alianças podem ser determinantes para o sucesso ou fracasso de um projeto. Há aqueles que constroem e fortalecem um governo com competência e lealdade, e há também os que, ao invés de contribuírem, se tornam pesos mortos, espalhando discórdia e trazendo prejuízos.

Um exemplo claro disso pôde ser visto em Jeremoabo, onde um certo cidadão, que se diz ex-padre e advogado, foi um dos elementos mais prejudiciais na gestão do hoje prefeito Tista de Deda. Durante o período em que esteve ao lado da administração municipal, usufruindo de vantagens e acumulando de forma ilícita benefícios, seu único legado foi sobrecarregar o gestor com processos e desgastes políticos.

No entanto, a justiça divina e a força da verdade agem a seu tempo. Ao decidir mudar de lado e unir-se ao ex-prefeito Deri do Paloma, disseminando desinformação e fake news contra a atual gestão, tudo desmoronou para ele e para aqueles que tentaram usá-lo como ferramenta de ataque. A derrota nas urnas foi a prova de que o povo não se deixa enganar por figuras oportunistas e sem credibilidade.

Agora, expulso do cenário político que tanto explorou, esse personagem recorre à internet para atacar quem antes o alimentava. Um comportamento típico daqueles que cospem no prato em que comeram. Felizmente, ainda que tardiamente, a administração municipal livrou-se desse fardo, podendo seguir seu caminho sem a sombra de um elemento que apenas sugava os recursos públicos sem nada contribuir.

Que essa história sirva de alerta para futuras gestões: alianças devem ser feitas com base em competência, compromisso e honestidade. Os que se movem apenas por interesses próprios, cedo ou tarde, serão afastados pelo peso de suas próprias ações. Como diz o velho ditado, "os ruins se destroem e destroem os outros". Mas, no fim, a verdade sempre prevalece.

Nota da redação deste Blog - “Na verdade, é a vida que doa à vida”

Em “O Profeta” quando questionado por um homem rico sobre o “Doar” Khalil Gilbran respondeu:

….

Há aqueles que dão pouco do muito que possuem – e eles doam em busca de reconhecimento e é o seu desejo secreto que torna suas dádivas corruptas.

E há aqueles que têm pouco e doam tudo. Estes são os que acreditam na vida e na generosidade da vida,  e seus cofres nunca estão vazios.

Há aqueles  que doam com alegria, e esta alegra é a sua recompensa.

E há aqueles que doam com dor, e esta dor é o seu batismo.

E há aqueles que doam e não sentem dor ao dar, nem busca alegria, nem dão pensando em virtude;

….

É através dessas mãos que Deus fala, e é por detrás de seus olhos que Deus sorri sobre a terra.

….

Observai primeiro se vós mesmos  merecei ser um doador,  e um instrumento de doar. Pois, na verdade, é a vida que doa à vida – enquanto que vós,  que vos considerais doadores, sois apenas testemunhas.


MPU: Inscrições estão abertas até 27 de fevereiro; saiba mais

MPU: Inscrições estão abertas até 27 de fevereiro; saiba mais
Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasil

As inscrições para o concurso público do Ministério Público da União (MPU) estão abertas até as 16h de 27 de fevereiro, no horário de Brasília. Ao todo, são 172 vagas para os cargos de técnico e analista, observado o prazo de validade de 2 anos do certame.

 

A remuneração inicial para o cargo de técnico é R$ 8.529,65 e a de analista, R$ 13.994,78. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais para ambos os cargos.

 

Do total de vagas, 10% serão reservadas para candidatos indígenas, quilombolas, ciganos e de povos/comunidades tradicionais. E para os candidatos autodeclarados negros (pretos e pardos) serão reservadas 20% das vagas do processo seletivo.

 

A Fundação Getulio Vargas (FGV) será a banca organizadora do certame.

 

INSCRIÇÕES

Para fazer a inscrição, o interessado deverá acessar o site da FGV. A taxa de inscrição para o cargo de analista é de R$ 120 e de técnico é de R$ 95.

 

Os interessados devem preencher o requerimento de inscrição com o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF), em seguida selecionar a unidade da federação onde deseja concorrer à vaga e onde, necessariamente, também será aplicada a prova na capital ou no Distrito Federal.

 

A Guia de Recolhimento da União (GRU) relativa à taxa de inscrição será gerada automaticamente após o envio do requerimento de inscrição. E deverá ser paga em qualquer banco ou por meio eletrônico até 28 de fevereiro.

 

PROVAS

As provas objetiva e discursiva para todos os cargos de analista e técnico serão realizadas em 4 de maio. Os candidatos às vagas de analista farão as provas de 8h às 12h30, de acordo com o horário oficial de Brasília. Para os cargos/especialidades de técnico, os candidatos farão as provas de 15h às 19h30.

 

Os procedimentos de identificação da etnia/raça de candidato que disputa uma vaga das cotas raciais, realizado pelas bancas de heteroidentificação, e as perícias médicas para comprovar a condição de candidatos com deficiência, serão feitas na mesma cidade de aplicação das provas objetiva e discursiva.

 

Os locais das provas objetiva e discursiva serão divulgados no site da FGV.

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