sábado, fevereiro 08, 2025

overnistas atacam Hugo Motta, por não achar que chegou a haver golpe

Publicado em 8 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

8 de Janeiro: Um ano depois, o que pensam os brasileiros sobre o ataque e o  papel de Bolsonaro – Política – CartaCapital

Os manifestantes realmente queriam intervenção federal

Leonardo Ribbeiro
da CNN

O novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em entrevista a uma rádio da Paraíba, disse que “um golpe tem que ter um líder, tem que ter uma pessoa estimulando”, assinalando que não houve isso. Por isso, acredita que não foi uma tentativa de golpe o que ocorreu no Brasil no início de 2023.

Reclamou também do rigor das penas aplicadas a pessoas que estavam na Praça dos Três Poderes, sem evidências de que tenham tomado atitudes agressivas.

SENADORA REAGE – A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) usou as redes sociais para rebater a afirmação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que não houve tentativa de golpe.

“Como relatora da CPMI posso atestar categoricamente: após 5 meses de investigação, de receber centenas de documentos e de ouvir dezenas de testemunhas, houve tentativa de golpe e o responsável por liderar esses ataques tem nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro”, escreveu.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), fez coro ao que disse a senadora: “O 8 de janeiro foi a última tentativa deles. Os comandantes do Exército e da Aeronáutica não aceitaram entrar naquela trama. O que eles queriam no dia 8 de janeiro? Aquilo foi organizado e planejado, porque eles queriam que o Lula decretasse uma GLO”, afirmou.

NEGACIONISMO – O deputado Rogério Correia (PT-MG) também reagiu aos comentários de Hugo. “Dizer que o bolsonarismo não tentou um golpe contra a democracia é de um negacionismo inaceitável”, afirmou o petista.

“Para ganhar uma eleição pode-se fazer promessas, mas nunca atos que coloquem em risco a democracia. Só podemos discuti-la hoje porque o golpe de Jair Messias Bolsonaro fracassou perante ao poder das nossas Instituições. Esse discurso não combina com lideranças que emergiram na democracia e que só exercem seu poder graças ao povo. Ainda estamos aqui, vigilantes”, escreveu no X.

Hugo Motta, porém, disse que no 8 de Janeiro o que havia eram “vândalos e baderneiros que, com inconformidade com o resultado das eleições, queriam demonstrar a sua revolta achando que aquilo ali poderia resolver”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Fica claro de que lado está o novo presidente da Câmara. As condenações foram excessivas e muitas delas até não tiveram base legal, mas é óbvio que os manifestantes tentaram provocar o golpe. Moraes exagerou na dose, foi um erro, porque juiz não pode ser revanchista. Sob esse ponto de vista, Hugo Motta está correto. O assunto é importantíssimo e vamos voltar a ele. (C.N.)

Bolsonaro defende revogar Lei da Ficha Limpa para disputar eleições de 2026

 

Bolsonaro defende revogar Lei da Ficha Limpa para disputar eleições de 2026

Por Marianna Holanda e Victoria Azevedo | Folhapress

Bolsonaro defende revogar Lei da Ficha Limpa para disputar eleições de 2026
Foto: Alan Santos / PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu nesta sexta-feira (7) a revogação da Lei da Ficha Limpa, o que beneficiaria ele próprio.
 

Há hoje uma proposta apresentada pelo deputado Bibo Nunes (PL-RS) na Câmara alterando a Lei da Ficha Limpa para diminuir a pena de inelegibilidade de oito para dois anos. O novo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta sexta que o prazo hoje da lei é "extenso", mas disse não ter compromisso em mudar a legislação.
 

"A Lei da Ficha Limpa serve apenas para isso, perseguir direita. Ponto final. Sou radical, ideal seria revogar essa lei que assim não vai perseguir mais ninguém. E quem decide se vai eleger candidato ou não é você, não uma pessoa aqui em Brasília. Você sabe de quem estou falando", disse Bolsonaro em vídeo nas redes sociais.
 

"Estamos trabalhando para esse limite de oito para dois anos de inelegibilidade. Aí sim eu poderia disputar as eleições em 2026 e você vai decidir se pode votar em mim ou não", completou.
 

Condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em duas ações, uma sobre reunião com embaixadores e outra sobre os atos do 7 de Setembro de 2022, Bolsonaro está inelegível até outubro de 2030. Apesar disso, ele segue se colocando como possível candidato da direita para o pleito de 2026.
 

Além disso, caso seja processado e condenado pelos crimes ligados à trama golpista, Bolsonaro poderá pegar uma pena de até 28 anos de prisão e ficar inelegível por mais de 30 anos.
 

No vídeo desta sexta-feira, Bolsonaro disse que ele próprio votou favorável à proposta, mas que hoje ela persegue a direita. Ele citou como exemplos os casos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e do presidente Lula (PT) como supostos maus exemplos de aplicação da medida.
 

Mas nenhum dos dois teve inelegibilidade revertida com a Lei da Ficha Limpa. Lula pôde concorrer porque todos os seus processos foram anulados por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Já Dilma foi alvo de impeachment, mas manteve direitos políticos, em decisão no plenário do Senado Federal.
 

A proposta de rever a lei foi apresentada pelo deputado bolsonarista no ano passado. Em entrevista feita a uma rádio paraibana, Hugo Motta disse que o tema voltou ao debate porque tem como pano de fundo a eleição presidencial de 2026 e que não tem compromisso em pautar essa proposta.
 

"Não tenho um compromisso de pautar para mudar a Lei da Ficha Limpa. Se esse assunto for levado à Câmara, por exemplo, pelo PL, nós vamos tratar como todo e qualquer projeto que chega à Casa. Vamos discutir com responsabilidade, dividir decisões com o colégio de líderes para ver se esse assunto deve ser priorizado ou não", disse.
 

Ele afirmou que, pessoalmente, avalia que o prazo de oito anos de inelegibilidade é um "tempo extenso". "Num sistema democrático que tem eleição de dois em dois anos, você não achar oito anos um tempo extenso de penalidade é não reconhecer o sistema democrático."
 

Motta disse, no entanto, que essa iniciativa não partirá dele.
 

"O presidente da Câmara é um árbitro, nem votar vota. As pessoas que vão defender essa mudança é que têm que levar os argumentos para o colégio de líderes, para a Casa. Vou esperar ser provocado e trataremos igual vamos tratar todas as outras matérias que vão chegar. Com muita responsabilidade e cautela."
 

Na hipótese de o Congresso Nacional de fato aprovar uma regra alterando a Lei da Ficha Limpa, um precedente do STF indica que a corte teria que ir contra seu entendimento anterior para vetar que o ex-presidente Bolsonaro se beneficiasse da mudança.
 

Isso porque, caso o projeto seja de fato aprovado, ele deve gerar uma discussão quanto a se a regra pode ou não ser aplicada de modo retroativo para processos julgados ainda sob uma regra anterior.
 

A hipótese em que o Supremo não teria que se debruçar sobre esse aspecto seria se, antes, a corte julgasse ação sobre a eventual nova lei, declarando-a inconstitucional.

PEC do semipresidencialismo é protocolada na Câmara após aceno de Motta

 

PEC do semipresidencialismo é protocolada na Câmara após aceno de Motta

Por Victoria Azevedo | Folhapress

PEC do semipresidencialismo é protocolada na Câmara após aceno de Motta
Foto: Antonio Cruz / EBC

A PEC (proposta de emenda à Constituição) que prevê a adoção do semipresidencialismo no Brasil foi protocolada na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (6).
 

O debate acerca desse tema ocorre num momento em que o novo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), mostrou-se favorável à discussão, apesar de indicar não ter urgência para iniciar a tramitação da proposta.
 

De autoria dos deputados Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) e Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), a proposta conseguiu assinaturas de 179 parlamentares —são necessários 171 para que uma PEC seja protocolada.
 

Essa não é a primeira iniciativa legislativa que discute mudança de regime. Um referendo em 1963 e um plebiscito em 1993 rejeitaram a mudança desse regime.
 

Em entrevistas recentes, o novo presidente da Câmara indicou ser favorável à discussão desses temas.
 

Na terça (4), ao ser questionado sobre propostas que tratam de mudanças de sistema de governo do país, Motta disse que não teria "dificuldade nenhuma" nesse sentido, mas afirmou que isso deve ocorrer no longo prazo, "com muita responsabilidade".
 

"Penso que a discussão do parlamentarismo deve existir, mas não que isso seja aplicado para 2026, 2030. Discutir reforma eleitoral para a eleição seguinte é muito difícil de aprovar", afirmou.
 

Nesta sexta (7), em agenda na Paraíba, o parlamentar disse que a Casa deve discutir o tema do semipresidencialismo porque há "um interesse da Casa e dos partidos".
 

"Nós vamos discutir essa matéria. Há um interesse na Casa, dos partidos de poder se debater. Também não temos compromisso em pautar isso de forma urgente, correndo. Pelo contrário. Discutir o sistema político do Brasil é sempre bom para buscar mais eficiência, mais participação popular e buscar governos sempre de mais resultados para uma população que precisa", afirmou.
 

Além disso, o novo presidente da Câmara tem tratado a defesa das prerrogativas parlamentares e a independência do Legislativo numa série de discursos desde que tomou posse e em recados ao Executivo e ao Supremo.
 

Em entrevista nesta sexta, disse que seu papel à frente da Casa é "trabalhar pelo país", que tem compromisso público e está pronto para um "diálogo contínuo com o presidente da República e seus ministros". Apesar disso, defendeu que é parte de seu papel também se posicionar acerca de temas que não concorda com o governo.
 

"Essa é a independência entre os Poderes. O perfil é colaborativo, mas uma equidistância e uma independência, porque representamos um Poder. E esse Poder não está obrigado a assinar embaixo de tudo que o governo mandar. Nossa postura é colaborativa, não é postura de subserviência. É de ser leal, de quem teve o apoio do presidente e do partido do presidente e nós queremos montar essa agenda que seja boa para o país", afirmou.
 

Em outro momento na entrevista, disse que aposta do diálogo entre Câmara, Senado, Executivo e Judiciário para buscar, ainda em fevereiro, uma solução para o imbróglio da suspensão do pagamento das emendas parlamentares.
 

"Quem sabe de uma vez por todas resolver, entender o modelo que o Supremo espera, sem abrir mão das nossa prerrogativas. Porque o Legislativo não abre mão de participar da indicação ao Orçamento. Confio que o diálogo entre os Poderes irá resolver esse problema."
 

Como a Folha mostrou, a Câmara deverá criar ainda neste ano uma comissão especial para discutir uma nova reforma eleitoral, tema frequente de discussões de deputados e senadores. A ideia surgiu a partir de um projeto de lei que altera o sistema eleitoral para o modelo distrital misto.
 

Ainda não há clareza sobre quais temas poderão ser incluídos no bojo das discussões e, até então, aliados de Motta descartavam discussões sobre mudanças de regime de governo nesse colegiado.
 

A PEC protocolada nesta quinta prevê a adoção do semipresidencialismo no Brasil.
 

Ela diz que a figura de presidente da República continua existindo, mas com poderes limitados. Pelo texto, o presidente continuará sendo o chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas, mas passará a existir um primeiro-ministro —responsável pela administração do governo.
 

Caberá ao presidente da República nomear o primeiro-ministro, após consulta aos partidos políticos que compõem a maioria da Câmara dos Deputados, assim como os demais integrantes do Conselho de Ministros. O presidente também seria responsável por enviar projetos de lei ao Congresso e manter relações com Estados estrangeiros, entre outras coisas.
 

A figura responsável pela administração do governo será o primeiro-ministro, que será sempre um parlamentar escolhido pelo Congresso. Caberá a ele elaborar o programa de governo, editar decretos e nomear cargos da administração federal.
 

A PEC também prevê a implementação do voto distrital misto para eleição de deputados federais. A proposta diz que a emenda entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2026, no começo do último ano do mandato do atual presidente, Lula (PT).
 

Ainda há um longo caminho para que a PEC chegue ao plenário da Câmara. Primeiro, o presidente da Câmara precisa despachar a proposta para análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa.
 

Depois, caso aprovada na CCJ, caberá também ao presidente da Casa designar uma comissão especial para tratar do mérito da proposta —há um prazo de 40 sessões para votar o texto, sendo que o período para emendas se esgota nas 10 primeiras.
 

Após passar pela comissão especial, a PEC precisa ser analisada no plenário da Câmara, e são necessários 308 votos (de 513) para a sua aprovação, em dois turnos de votação.
 

A PEC também prevê a implementação do voto distrital misto para eleição de deputados federais. A proposta diz que a emenda entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2026, no começo do último ano do mandato do atual presidente, Lula (PT).
 

Ainda há um longo caminho para que a PEC chegue ao plenário da Câmara. Primeiro, o presidente da Câmara precisa despachar a proposta para análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa.
 

Depois, caso aprovada na CCJ, caberá também ao presidente da Casa designar uma comissão especial para tratar do mérito da proposta —há um prazo de 40 sessões para votar o texto, sendo que o período para emendas se esgota nas 10 primeiras.
 

Após passar pela comissão especial, a PEC precisa ser analisada no plenário da Câmara, e são necessários 308 votos (de 513) para a sua aprovação, em dois turnos de votação.

Lei permite que Trump invada Holanda se Tribunal Internacional agir contra os EUA

sábado, 08/02/2025 - 07h40

Por Victor Lacombe | Folhapress

Lei permite que Trump invada Holanda se Tribunal Internacional agir contra os EUA
Foto: Shealah Craighead / Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs na quinta-feira (6) sanções contra membros do TPI (Tribunal Penal Internacional) em razão das ações da corte de Haia contra Israel -incluindo emitir um mandado de prisão contra o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.
 

A medida foi condenada por um grupo de quase 80 países, incluindo o Brasil, que publicaram carta aberta nesta sexta-feira (7) expressando "apoio inabalável" ao tribunal, estabelecido por um tratado internacional -do qual os EUA não são signatários- e responsável por julgar indivíduos acusados de crimes de guerra.
 

Entretanto, impor sanções está longe de ser a medida mais grave que Trump pode tomar contra o TPI. Graças a uma lei de 2002, aprovada no governo George W. Bush, o presidente americano tem autorização para invadir a Holanda, onde está localizado o tribunal, e utilizar a força para libertar americanos ou cidadãos de países aliados, como Israel.
 

A legislação tem o nome oficial de "lei de proteção dos militares americanos", mas é popularmente conhecido como "lei para invadir Haia". Ela foi aprovada com apoio de republicanos e democratas no contexto da guerra ao terror conduzida pelos EUA no Oriente Médio no início dos anos 2000. Seu objetivo era blindar militares americanos ou de países que colaborassem com os EUA de possível responsabilização internacional por crimes cometidos em países como o Iraque e o Afeganistão.
 

O cenário de uma invasão em larga escala dos EUA à Holanda é considerado extremamente improvável por analistas militares, uma vez que, teoricamente, exigiria que todos os outros 30 países da Otan declarassem guerra contra Washington em defesa de Amsterdã -incluindo potências nucleares como a França e o Reino Unido.
 

Ainda assim, uma vez que o texto autoriza o presidente dos EUA a utilizar "todos os meios necessários" para libertar militares ou autoridades "presos ou detidos pelo ou em nome do Tribunal Penal Internacional", a lei abre espaço para uma operação especial até mesmo em solo de países terceiros para impedir que a corte de Haia possa julgar cidadãos americanos ou aliados por crimes de guerra.
 

Uma ação desse tipo acarretaria um custo diplomático muito alto, possivelmente isolando os EUA da comunidade internacional. Por essa razão, a lei é considerada uma tática de intimidação contra a corte -que nunca denunciou nem pediu a prisão de nenhum cidadão americano desde sua criação.
 

Em 2017, o TPI chegou a iniciar uma investigação sobre possíveis crimes de guerra cometidos por membros das Forças Armadas dos EUA no Afeganistão, incluindo possíveis casos de tortura contra combatentes inimigos supostamente cometida pela CIA. O inquérito foi suspenso em 2019, mas autorizado a prosseguir em 2020. A procuradoria do TPI ainda não concluiu a investigação.
 

Ironicamente, a "lei para invadir Haia" já foi criticada por membros do alto escalão das Forças Armadas americanas pelo trecho que proíbe cooperação militar dos EUA com qualquer país signatário do estatuto de Roma, que criou e regula o TPI.
 

A legislação prevê exceções importantes para essa regra: ela não vale para qualquer país da Otan e nem para aliados próximos como Austrália, Egito, Japão e Coreia do Sul. Ainda assim, segundo alguns militares americanos, o trecho impede ligações mais profundas com países da América Latina e, dessa forma, abre espaço para influência da China na região.


UFS abre vagas para atendimento psicológico gratuito

  em 8 fev, 2025 6:50

(Foto: Adilson Andrade/UFS)

O Serviço de Psicologia Aplicada da Universidade Federal de Sergipe (SPA/UFS) disponibilizará 30 vagas para atendimento psicológico destinado a adultos da comunidade acadêmica e externa. Os interessados formarão um cadastro reserva e serão chamados conforme a disponibilidade de vagas.

As inscrições serão realizadas nesta terça-feira, 11, a partir das 8h, no Serviço de Psicologia Aplicada (SPA), localizado na Sala de Supervisão do campus de São Cristóvão. O processo será encerrado assim que o limite de vagas for atingido.

Para efetuar a inscrição, é necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência e, no caso de estudantes da UFS, a carteirinha da instituição. Não haverá inscrições além das previstas.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (79) 3194-7261 e 3194-7276.

Com informações da UFS

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Surpresa! Moraes libera redes sociais bloqueadas do influenciador Monark

Publicado em 7 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

O podcaster Monark conduz entrevista

Monark, blogueiro bolsonarista, passou 2 anos bloqueado

Sarah Teófilo
O Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta sexta-feira o desbloqueio dos perfis de redes sociais do influenciador Monark.

O magistrado pontuou que no atual momento da investigação, “não há necessidade da manutenção dos bloqueios determinados nas redes sociais”, e que basta a exclusão das “postagens ilícitas” que fomentaram a decisão judicial.

AMEAÇA DE MULTA – Com isso, Monark retomou 20 contas, incluindo do Telegram e X. O ministro ressaltou que caso haja novas publicações que atentem contra as instituições democráticas, haverá multa diária de R$ 20 mil.

As contas do influenciador começaram a ser bloqueadas em 2023. Em agosto, por exemplo, Moraes bloqueou perfis em cinco redes – Instagram, no Telegram, no Twitter, no Discord e no Rumble.

“Torna necessária, adequada e urgente a interrupção de eventual propagação dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática, mediante bloqueio de contas em redes sociais”, afirmou o ministro em sua decisão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O que teria acontecido? Parafraseando o “Soneto de Natal”, de Machado de Assis: “Mudaria o Natal, mudei eu ou foi o ministro Moraes que mudou?” (C.N.)


Velocidade na desaceleração da economia brasileira intriga os analistas

Publicado em 7 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

OTC: o que é, como funciona e qual o nível de segurança desse mercado?

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Ana Paula Vescovi
Folha

O contágio da economia real pela piora das condições financeiras tem sido tema central nas preocupações de diversos agentes. Os dados recentes mais fracos na indústria, no varejo, nos serviços e na confiança e no mercado de trabalho formal acenderam um alerta. As condições financeiras piores expressam a alta dos juros reais e do dólar e a queda das ações e das commodities e exercem pressão contracionista sobre a atividade econômica.

No Brasil, essas condições estão apertadas desde meados de 2022 e voltaram a piorar no último trimestre do ano passado, alcançando nível ainda mais deteriorado do que o observado na crise de 2014-2016.

HÁ ATENUANTES – Apesar disso, alguns fatores devem atuar como atenuantes. A desaceleração ao longo de 2025 tende a ser gradual, com impactos mais proeminentes sobre 2026.

Um crescimento entre 1,5% e 2% em 2025, com surpresas baixistas nas projeções do mercado, é o mais provável, o que representa desaceleração importante em relação ao período pós-pandemia, cuja expansão média esteve acima de 3% ao ano.

O primeiro elemento de sustentação para esse resultado é a produção agrícola, que deve ser beneficiada por mais um ano de volume recorde na safra de grãos e alta de 10% ou mais na produção agro. O setor, mais uma vez, tende a gerar não apenas o impacto direto no PIB mas também efeitos secundários via agroindústria e serviços (transportes, armazenagem) relacionados.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS – Outros componentes —embora com desaceleração contratada à frente— tendem a se beneficiar de condições cíclicas favoráveis no início do ano.

O mercado de trabalho segue com a taxa de desemprego próxima às mínimas históricas, com a continuidade da tendência recente de ganhos salariais reais (4% no ano) e a resiliência da taxa de desligamentos voluntários nas máximas históricas.

Ambos são sinais de aquecimento do mercado de trabalho. Esse comportamento tende a ser fator de sustentação da demanda a curto prazo, por meio do consumo das famílias, um dos destaques no crescimento dos últimos anos.

VISÃO DE RESILIÊNCIA – Usualmente, o mercado de trabalho é uma das últimas variáveis a responder a reversões de ciclo, o que reforça essa visão de resiliência a curto prazo.

Um fator de sustentação é o calendário de transferências governamentais no primeiro semestre, com concentração do pagamento de precatórios, antecipação do 13º de aposentados e pensionistas do INSS.

Do lado da oferta, a falta de capacidade ociosa poderá conter a expansão de algumas atividades, e os investimentos cíclicos sempre são os mais sensíveis aos juros altos.

EM OUTRAS ÁREAS – Contudo, setores exportadores (beneficiados pelo aumento da produção e câmbio depreciado), com compromissos regulatórios ou com ciclo mais longo de investimentos, ainda tendem a apresentar fôlego ao longo dos próximos meses.

Os exemplos são construção civil, óleo e gás (com forte atuação governamental) e setores regulados da infraestrutura, ainda que o impacto negativo dos juros altos venha a ser mais relevante a partir dos próximos anos.

No crédito, é razoável esperar desaceleração de concessões em razão do aumento do custo de captação (juros) e do maior risco de inadimplência, o qual tende a ser menos impactante devido a um sistema bancário mais provisionado. Dúvidas remanescem sobre os impactos no mercado de capitais em 2025.

OUTRAS CONDIÇÕES – Ainda assim, a diferença entre as novas concessões e os pagamentos (impulso para atividade) deve ser neutra ou próxima ao crescimento do PIB. Lembrando que, no ano passado, ainda que sob condições financeiras restritivas, o impulso de crédito foi de 5% do PIB!

Subsídios e fundos garantidores no crédito para micro e pequenas empresas, além dos ganhos de eficiência na indústria financeira, são exemplos de mitigadores da transmissão da política monetária para o crédito.

Os riscos passam a se acumular a partir do segundo semestre e, sobretudo, para 2026. A essa altura, os efeitos positivos do setor agrícola terão se dissipado, uma vez que a expansão tende a ser concentrada nas safras de verão do início do ano. O mercado de trabalho deve acentuar a desaceleração, com efeitos negativos sobre a demanda, ao mesmo tempo que os estímulos fiscais sazonais se reduzem.

MEADOS DO ANO – Assim, os efeitos mais intensos do aperto monetário e, sobretudo, do choque de juros iniciado em dezembro tendem a ser sentidos plenamente pela atividade econômica em meados do ano. Se, por um lado, o início de 2025 ainda conta com elementos de sustentação do crescimento, por outro os riscos de desaceleração mais acentuada ficariam em 2026.

Entretanto, vale lembrar, o próximo ano contará com os usuais gastos eleitorais, na União e nos estados. Nesse quesito, os impulsos de natureza fiscal poderão ser acompanhados do aumento da aversão a risco no financiamento da dívida pública, que crescerá dois dígitos acima do PIB no final do período 2023 a 2026.

Em contexto de economia ainda sobreaquecida e expectativas desancoradas, vemos um longo caminho até que essa desaceleração cause impacto suficiente para que a inflação volte à meta, o que reforça a necessidade de manutenção de políticas contracionistas por mais tempo. O custo social do controle da inflação já está sendo mais alto.


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