sexta-feira, fevereiro 07, 2025

Justiça condena ex-prefeito de cidade baiana a dez anos de prisão por fraude em licitações

 

Justiça condena ex-prefeito de cidade baiana a dez anos de prisão por fraude em licitações

Por Redação

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Ex-prefeito de Cansanção Ranulfo Gomes
Foto: Reprodução / Prefeitura de Cansanção

O ex-prefeito de Cansanção, na região sisaleira, Ranulfo Gomes, foi condenado a dez anos de prisão pela Justiça Federal. Gomes é acusado de atuar em um "esquema sofisticado de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos", que causaram um prejuízo de R$ 26,5 milhões entre 2011 e 2015, período em que governou o município.

 

A sentença, proferida pelo juiz federal Fábio Moreira Ramiro, também condenou o ex-pregoeiro da prefeitura José Marcos Santana de Souza e a ex-secretária municipal de Educação, Valdirene Rosa de Oliveira. Conforme o G1, a fraude foi descoberta após investigações da Controladoria-Geral da União (CGU) que identificarem irregularidades na publicação dos editais de licitação, que restringiam a participação de outras empresas.

A apuração indicou que Ranulfo Gomes era o principal beneficiário dos recursos desviados, tendo recebido R$ 444 mil em 56 transferências diferentes da empresa. A operação "Making Of", deflagrada em 2015, mostrou que os réus fraudaram quatro pregões presenciais entre 2013 e 2015 para beneficiar a empresa Taveira Comercial de Combustíveis.

Kassab agora diz que Lula é forte e pode reverter cenário para 2026

 Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Arquivo

O presidente do PSD, Gilberto Kassab06 de fevereiro de 2025 | 22:00

Kassab agora diz que Lula é forte e pode reverter cenário para 2026

brasil

O secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, recuou sobre a declaração que deu na semana passada de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se reelegeria se a eleição de 2026 fosse hoje. “Ainda é muito cedo para afirmar qualquer coisa sobre a eleição. Ele ainda pode reverter o cenário. Ele é forte”, disse em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo nesta quinta-feira, 6, durante a Premiação Outliers Infomoney.

A fala do presidente do PSD causou muita repercussão porque seu partido possui três ministérios no governo federal – Minas e Energia, Agricultura e Pesca. O próprio presidente respondeu à declaração, afirmando que “começou a rir quando olhou para o calendário e viu que a eleição não é hoje”.

Lula teria se irritado com a fala do secretário e cobrado o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, filiado à legenda, para procurá-lo e evitar que falas como essa se repetissem.

Kassab também disse na ocasião que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é “fraco” e que isso seria um “péssimo indicativo” para um governo durante o evento em questão. “O que eu disse deu muita repercussão, não era para tanto. Era apenas algo relacionado à postura dele no governo”, afirmou.

Ainda sobre as eleições de 2026, o secretário garantiu que não quer ser candidato a vice-governador na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Para ele, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, André do Prado (PL), é um “excelente nome” para o cargo hoje ocupado por Felicio Ramuth do PSD.

Presidente do PSD diz que reforma ministerial não faz diferença para o partido

Geovani Bucci/Estadão

STF teria que ir contra precedente para mudança na Ficha Limpa não beneficiar Bolsonaro

 Foto: Rosinei Coutinho/Arquivo/SCO/STF

Plenário do STF07 de fevereiro de 2025 | 06:58

STF teria que ir contra precedente para mudança na Ficha Limpa não beneficiar Bolsonaro

brasil

Na hipótese de o Congresso Nacional de fato aprovar uma regra alterando a Lei da Ficha Limpa para diminuir a pena de inelegibilidade de oito para dois anos, um precedente do STF (Supremo Tribunal Federal) indica que a corte teria que ir contra seu entendimento anterior para vetar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se beneficiasse da mudança.

Isso porque, caso o projeto seja de fato aprovado, ele deve gerar uma discussão quanto a se a regra pode ou não ser aplicada de modo retroativo para processos julgados ainda sob uma regra anterior.

A hipótese em que o Supremo não teria que se debruçar sobre esse aspecto seria se, antes, a corte julgasse ação sobre a eventual nova lei, declarando-a inconstitucional.

Em 2017, em uma das ações envolvendo a Ficha Limpa, a corte decidiu pela constitucionalidade da aplicação retroativa da lei. Inclusive para casos em que a condenação ocorreu antes da entrada em vigor da nova lei. Naquela ocasião o placar foi apertado: 6 votos a 5.

Com a nova lei, a punição para políticos condenados por abuso de poder na esfera eleitoral passou de três para oito anos de inelegibilidade –a contar da data da eleição em que ocorreu a conduta irregular.

Condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em duas ações, uma sobre reunião com embaixadores e outra sobre os atos do 7 de Setembro de 2022, Bolsonaro está inelegível até outubro de 2030. Apesar disso, ele segue se colocando como possível candidato da direita para o pleito de 2026.

Além da frente que tenta emplacar um projeto de anistia que abarque Bolsonaro, outro caminho adotado por seus aliados para buscar reverter sua inelegibilidade está na proposta apresentada em 2023 pelo deputado federal Bibo Nunes (PL-RS), tentando diminuir o prazo da punição para dois anos.

Em dezembro passado, o deputado Filipe Barros (PL-PR) foi designado relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

O projeto tornaria a punição por abuso ainda mais branda que a regra anterior à Ficha Limpa. E, a depender das datas da eleição em cada ano, o candidato poderia acabar não sendo impedido de concorrer nem sequer um pleito.

O recém-empossado presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu declarações em entrevistas ao longo da semana em que se referiu ao atual prazo de oitos anos como “extenso” e “muito longo”. Disse também que, sendo interesse dos parlamentares ou de algum partido, o Congresso iria discutir a temática.

Nesta quinta-feira (6), Bibo Nunes postou foto de encontro com Bolsonaro fazendo referência ao projeto e dizendo que “oito anos é tempo que permite muita injustiça”.

Caso levada a cabo a alteração desejada pelos bolsonaristas, mesmo que a decisão declarando Bolsonaro inelegível venha a transitar em julgado –o que ainda não ocorreu, pois há recurso pendente– seguindo a lógica de entendimento adotado pelo Supremo no passado, ele ainda poderia ser beneficiado pela nova regra.

Anna Paula Oliveira Mendes, coordenadora acadêmica da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político), afirma que, por não ser uma ação penal, mas cível eleitoral, o entendimento sobre se a lei poderia ou não retroagir dependeria da interpretação do Supremo.

“A doutrina prega que a inelegibilidade é uma pena, é uma sanção. Então, você não poderia aplicar uma lei nova mais gravosa. Só que o STF entendeu que não, que era um efeito secundário de uma condenação”, diz.

Ela destaca, por outro lado, que a composição da corte atualmente é outra e também o contexto.

Luiz Gustavo de Andrade, secretário-geral da Abradep e advogado, afirma que, apesar de considerar o projeto em discussão um retrocesso e de discordar do entendimento adotado pelo STF no passado, ele entende que, se aprovada, a proposta se aplicaria a Bolsonaro.

Para ele, ainda que a composição do Supremo agora já seja outra, por coerência jurídica, caberia aplicar o mesmo entendimento

“Se naquela época o Supremo disse que se aplicava retroativamente para prejudicar, me parece que com muito mais razão se aplica retroativamente para beneficiar”, diz.

Carla Nicolini, advogada especialista em direito eleitoral, frisa que, ao passo que decisão anterior do Supremo tinha um teor em parte moralista, de melhorar a qualidade de quem poderia concorrer a cargos públicos e atender ao clamor popular que também pautou a Ficha Limpa, agora há uma questão reversa. “Por isso que eu acho que pode mudar a própria jurisprudência”, diz.

Ela defende a posição de que, caso aprovada, a lei seria inconstitucional, sob o entendimento de que iria contra a moralidade pública, com uma pena que na prática não tem função nenhuma.

Caso uma lei diminuindo o prazo de inelegibilidade seja aprovada, o Supremo poderia vir a ter que se pronunciar sobre o caso específico de Bolsonaro em diferentes situações.

Uma delas é se ele apresentar um registro de candidatura ao TSE para o pleito de 2026. Assim, a depender da análise da corte eleitoral, um recurso poderia chegar ao STF.

Outra hipótese é, caso sua condenação por inelegibilidade ainda não tenha transitado em julgado, sua defesa peticionar no Supremo afirmando que há uma nova lei e que Bolsonaro já teria cumprido o prazo.

O STF só não teria que avaliar a retroatividade se a eventual nova lei for questionada e vier a ser declarada inconstitucional antes.

Renata Galf/Folhapress

Elmar aluga imóvel de empresário acusado de corrupção e reage quando questionado por jornalista: “Vai tomar no c*, pô”

 Foto: Marina Ramos/Arquivo/Agência Câmara

O deputado Elmar Nascimento07 de fevereiro de 2025 | 09:15

Elmar aluga imóvel de empresário acusado de corrupção e reage quando questionado por jornalista: “Vai tomar no c*, pô”

bahia

O deputado federal Elmar Nascimento (União-BA), atualmente sob investigação da Polícia Federal por uma compra de imóvel em Salvador, aluga uma casa de luxo em Trancoso, Porto Seguro (BA), de um empresário denunciado por corrupção. Questionados sobre o valor do aluguel, tanto o parlamentar quanto o empresário recusaram-se a informar. A reportagem é do UOL.

Elmar reagiu de ao ser questionado pela reportagem do UOL: “Você olhou no meu Imposto de Renda que eu tenho uma empresa, que eu tenho duas empresas? Você sabe quanto é que a minha empresa me dá? Vá procurar o que fazer, minha filha. Tá apaixonada por mim, é? Vai tomar no c*, pô”, declarou o deputado.

O imóvel alugado por Elmar está localizado em um terreno de 3.900 m², com 318,5 m² de área construída. Foi adquirido em leilão judicial em outubro de 2023 pelo empresário Gervásio Meneses de Oliveira por R$ 4,1 milhões, com entrada de R$ 1 milhão e 30 parcelas de R$ 103 mil.

O condomínio onde a casa está localizada é reservado, com vista para o mar, deque com piscina e a cerca de dez minutos da praia. Após a compra, o imóvel passou por uma reforma realizada por um escritório de arquitetura de luxo.

Segundo o UOL, aluguéis na região podem chegar a R$ 100 mil por mês. Ainda segundo o UOL, questionado sobre o valor pago pelo aluguel, Elmar evitou responder e ameaçou processar a reportagem caso a matéria fosse publicada. Em 2022, ele declarou um patrimônio de R$ 2,3 milhões à Justiça Eleitoral, incluindo uma casa em Salvador e participações em uma distribuidora de bebidas e em uma empresa agropecuária.

Terceiro Turno: Adolfo Menezes é reeleito na presidência da AL-BA, mas até quando?

Terceiro Turno: Adolfo Menezes é reeleito na presidência da AL-BA, mas até quando?
Foto: Sandra Travassos – Vaner Casaes / ALBA

A presidência da Assembleia Legislativa da Bahia teve a confirmação, nesta segunda-feira, da recondução do atual presidente, deputado Adolfo Menezes, para mais um mandato à frente da Casa Legislativa. Com amplo apoio dos deputados, partidos e bancadas, Adolfo conseguiu 61 dos 62 votos possíveis na disputa, mostrando ser um presidente bem quisto e que quando falamos de costuras por apoios políticos, sabe realizar os pactos como ninguém. Apesar disso, uma pergunta fica no ar: até quando?

 

Por quanto tempo será presidente é um questionamento baseado em definições de Cortes superiores. Com o Supremo Tribunal Federal (STF) admitindo apenas uma reeleição para o mesmo cargo em todas as Casas Parlamentares do país, o caso de Adolfo pode ser enquadrado na questão. Com isso, o único adversário de Adolfo na disputa, o deputado estadual Hilton Coelho, do PSOL, pediu à Justiça baiana a anulação da candidatura, além da promessa de uma ação direta de inconstitucionalidade que pode pôr fim ao mandato de Adolfo. Com isso, novas eleições podem ser convocadas.

 

Mas, como esse impedimento pode mover peças no tabuleiro político da Assembleia? O PSD perde espaço na chapa majoritária do governo em 2026? A AL-BA fez parte de um acordo maior entre o governo e o PSD?

 

Confira tudo isso no terceiro turno desta semana. Com edição de Igor Barreto, o podcast está disponível no nosso site todas as sextas-feiras, sempre às 8h10, e nas principais plataformas de streaming: SpotifyDeezerApple PodcastsGoogle PodcastsCastbox e TuneIn.

 

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