sexta-feira, fevereiro 07, 2025

Prefeito sergipano diz não ser bandido pra ter medo da polícia

em 7 fev, 2025 8:01

Adiberto de Souza

O prefeito de Nossa Senhora de Lourdes, Saulo Galeguinho (PT), gravou um vídeo no qual manda um recado duro para o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD): “Não sou bandido e não aceitarei ser tratado assim. Isso não está certo, governador. É intimidação, é? Será que vocês não aprenderam que eu não tenho medo?”, indagou. A reação indignada do petista ocorreu, ontem, quando policiais do Pelotão da Caatinga, fortemente armados, cercaram a casa dele com o argumento de que estavam fazendo uma “manobra”. A Secretaria da Segurança Pública informou, em nota, que os fardados procuravam assaltantes de casas lotéricas e prometeu processar o prefeito por atrapalhar a operação. Ainda no vídeo, Saulo Galeguinho lembrou que durante a campanha eleitoral também foi abordado por policiais sem maiores explicações, “numa clara intenção de me intimidar”. O gestor disse esperar que o governador Mitidieri explique ao povo de Nossa Senhora de Lourdes por qual motivo o Pelotão da Caatinga resolveu rondar as propriedades dele. Tomara que tudo não tenha passado de um mal entendido, pois Sergipe não pode voltar ao sangrento tempo do coronelismo, quando a Polícia era criminosamente usada contra os opositores do Poder, muitos deles assassinados apenas por não se curvarem ao governante de plantão. Home vôte!

Patinho feio

E quem dará com os costados hoje na Bahia é o presidente Lula da Silva (PT). No município de Paramirim o “Barba” participará da cerimônia Água Para Todos, quando serão feitos anúncios relativos à segurança hídrica daquele estado. Desde que tomou posse, o petista já esteve na Bahia várias vezes. Aliás, Sergipe é o estado nordestino menos visitado pelo presidente. O ilustre deu as caras por aqui apenas em fevereiro de 2023, prometeu mundos e fundos aos sergipanos e até agora neca de pitibiraba. Pelo visto, para Lula Sergipe é o patinho feio do Nordeste. Misericórdia!

Confraternização no interior

Nesta sexta-feira a nata da política sergipana participará da confraternização do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jeferson Andrade (PSD), na fazenda da família dele, em Nossa Senhora de Lourdes. O governador Fábio Mitidieri (PSD), prefeitos, senadores, deputados estaduais e federais estarão entre os convidados junto com parentes e amigos. Jeferson, que foi reeleito deputado estadual e segue como presidente da Assembleia, deve ser o candidato a vice-governador de Fábio Mitidieri, em 2026. Essa informação é da experiente jornalista Rita Oliveira. Ah, bom!

Mesa de enrolação

A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), criou uma mesa de negociação permanente com os servidores municipais. Segundo a distinta, o objetivo é buscar o diálogo com o funcionalismo, “permitindo a discussão de reivindicações com respeito, transparência e responsabilidade com o erário”, frisou. Criada pela primeira vez em Sergipe pelo saudoso ex-governador Marcelo Déda (PT), em 2007, a Mesa de Negociação se desmoralizou ao longo do tempo, pois os acordos salariais fechados entre as partes não eram honrados pelo Executivo. Tomara que essa iniciativa de Emília não termine como a de Déda, rebatizada de Mesa de Enrolação. Arre égua!

Não deu as caras

Mais uma vez, o mandachuva do União Brasil, ex-deputado André Moura, evitou ser fotografado ao lado do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD). O distinto não deu as caras no “Sergipe É Aqui”, um mutirãozinho realizado pelo governo estadual e que, ontem, aconteceu no município de Pirambu, reduto eleitoral do ex-parlamentar. Moura deve ter alegado que estava muito atarefado no Rio de Janeiro, onde é secretário do governador Cláudio Castro (PL). Ora, se realmente quisesse participar do evento ao lado de Mitidieri, André teria pedido para o “Sergipe é Aqui” fosse realizado nesta sexta-feira. Aqui pra nós: onde há fumaça, há fogo. Creindeuspai!

Salário de marajá

O ex-prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Padre Inaldo Silva (PP), lembrou que logo após ter tomado posse reduziu o seu salário em 35,7%, passando de exagerados R$ 39,5 mil para R$ 25,5 mil. A lembrança feita pelo reverendo visa expor o atual gestor socorrense Samuel Carvalho (Cidadania), que tem um contracheque de R$ 44 mil. Questionado se não pretendia reduzir o salário de Marajá, o cidadanista disse que não fará isso em respeito aos vereadores que lhe presentearam com um enorme reajuste. Quem pode, pode, quem não pode se sacode!

Sigilo quebrado

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo do processo que investiga o ex-deputado federal Bosco Costa (PL/SE) e os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA). Os três são acusados por suposto desvio de recursos de emendas parlamentares e de integrar uma organização criminosa voltada à negociação de valores. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o trio está no topo de um esquema que comercializou pelo menos R$ 7 milhões em emendas. A investigação aponta trocas de mensagens pelo WhatsApp, depoimentos de testemunhas e documentos apreendidos em buscas autorizadas pela Justiça. Cruz, credo!

O pibinho de Sergipe

Sergipe (1,4%) está entre os sete estados que se encaminham para ter um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) abaixo da média nacional, que é de 2%. De acordo com a Resenha Econômica Regional do Banco do Brasil, os estados com maior índice de crescimento do PIB em 2025 são Mato Grosso do Sul (4,2%), Rio Grande do Sul (4%) e Mato Grosso (3,7%). O Nordeste, por sua vez, tem na liderança o Piauí, com crescimento esperado de 3,1%. A maior parcela de crescimento deste estado deve ficar na indústria (5,6%), acelerada sobretudo pelas iniciativas do Novo Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal. Aff Maria!

Comida cara

Aracaju teve, em janeiro último, a cesta básica menos cara do país: R$ 571,43. Já São Paulo (R$ 851,82) registrou o maior valor do conjunto de alimentos que compõe o levantamento de preços dos itens de consumo básicos. Responsável pela pesquisa, o Dieese informou que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.156,15. Estudo divulgado, em dezembro passado, pelo Ipea indica que a renda média do trabalhador foi de R$ 3.279,00 em outubro de 2024. Só Jesus na causa!

Cadê o dinheiro?

O Tribunal de Contas de Sergipe quer explicações do governo Mitidieri sobre as inconsistências nos repasses do duodécimo para a Assembleia e o TCE. Pela Constituição, o Executivo deve destinar, no mínimo, 3% da receita estadual ao Legislativo e 2% ao Tribunal de Contas, porém, os valores efetivamente repassados em 2023 foram inferiores. Diante da cobrança de explicações feita pelo conselheiro Flávio Conceição, o Pleno do TCE aprovou uma recomendação para que o governo se justifique dentro de duas semanas. Marminino!

Na terrinha

O ministro Márcio Macêdo (PT) cumpre, hoje, agenda institucional em Aracaju. Pela manhã, o petista participará da entrega de 350 computadores para a formação de trabalhadores. À tarde, Macêdo visita o empreendimento habitacional Getúlio Alves Barbosa, na periferia da capital sergipana. Este projeto ficou paralisado por entraves burocráticos e só voltou a ser executado depois da atuação de Márcio junto ao Ministério das Cidades. À noite, o auxiliar do presidente Lula (PT) realizará o Fórum de Participação Social em Sergipe, quando serão oficializados os integrantes dos fóruns já instalados em Sergipe. Então, tá!

Mangue ameaçado

Uma área de manguezal equivalente a sete campos de futebol será devastada às margens do Rio Poxim, em Aracaju, para a construção da ponte ligando a avenida Tancredo Neves ao bairro Coroa do Meio. Essa grave denúncia é do vereador Camilo Daniel (PT). Segundo o petista, o governo estadual ainda não explicou como será feita a compensação ambiental de todo o desmatamento às margens daquele importante corpo d’água, considerada área de conservação ambiental. Camilo denuncia, ainda, que no Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da ponte estão previstos 31 impactos ambientais na região por conta da obra. Assim também já é demais também!  

INFONET 

quinta-feira, fevereiro 06, 2025

O Governo Tista de Deda e a Valorização dos Profissionais da Educação em Jeremoabo

 


O Governo Tista de Deda e a Valorização dos Profissionais da Educação em Jeremoabo

A educação é a base para o desenvolvimento de qualquer sociedade, e reconhecer o papel fundamental dos professores e demais profissionais da área é essencial para garantir um ensino de qualidade. Em Jeremoabo, a nova gestão do prefeito Tista de Deda traz uma verdadeira inversão de valores em relação ao desrespeito e à degradação vividos na administração anterior. Agora, os educadores voltam a ser prestigiados com respeito, dignidade e reconhecimento pelo seu trabalho.

Resgate da Valorização Profissional

A gestão Tista de Deda assume o compromisso de oferecer melhores condições de trabalho, capacitação contínua e incentivo para os profissionais da educação. Isso representa uma grande mudança em relação à administração anterior, que foi marcada por perseguições, desvalorização e precarização do ensino. Agora, os professores e servidores escolares sentem-se novamente motivados a desempenhar suas funções com excelência.

Iniciativas para a Excelência na Educação

Com o objetivo de estimular a melhoria da educação municipal, a gestão atual implementa um programa inovador que premia escolas, professores, servidores e alunos que se destacam no compromisso com a aprendizagem e a formação cidadã. Essa iniciativa não apenas incentiva o esforço e a dedicação dos profissionais, mas também promove um ambiente escolar mais saudável e produtivo.

Entre as principais ações do governo para valorizar os educadores, destacam-se:

  • Reajuste salarial e garantia de pagamentos em dia;

  • Capacitações e formações continuadas para professores e servidores da educação;

  • Melhoria da infraestrutura escolar, proporcionando um ambiente adequado para o ensino e a aprendizagem;

  • Reconhecimento do mérito profissional, premiando aqueles que contribuem significativamente para a educação pública;

  • Respeito e diálogo constante com os profissionais da educação, ouvindo suas demandas e promovendo soluções eficazes.

Um Novo Tempo para a Educação em Jeremoabo

A revalorização dos profissionais da educação marca o início de um novo ciclo para Jeremoabo. O compromisso do governo municipal em fortalecer o ensino demonstra que investir em educação é investir no futuro da cidade. O prefeito Tista de Deda reafirma seu respeito pelos educadores e reforça a importância de um sistema educacional justo, eficiente e comprometido com o desenvolvimento social.

Dessa forma, Jeremoabo se firma como um município que valoriza seus professores e servidores, promovendo uma educação pública de qualidade e criando oportunidades para um futuro melhor para todos.

Juíza quer ouvir testemunho de Musk no processo contra a empresa OpenAI

Publicado em 6 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Northern California's newest federal judge a Piedmonter – East Bay Times

Juíza Rogers quer saber de Musk está dizendo a verdade

João Pedro Adania
Estadão

Nesta terça-feira, 4, os advogados de Elon Musk foram ao tribunal enfrentar a OpenAI, enquanto uma juíza federal analisava o pedido do bilionário por uma ordem judicial que impediria a dona do ChatGPT de se converter em uma empresa com fins lucrativos. Musk, que faltou a audiência, alega no processo que a OpenAI infringe os princípios estabelecidos em sua fundação. Por outro lado, a OpenAI sustenta que a ordem judicial solicitada por Musk causaria prejuízos às suas operações e beneficiaria tanto ele quanto sua empresa de inteligência artificial (IA).

Fundada em 2015, a OpenAI nasceu como uma organização sem fins lucrativos para desenvolver inteligência artificial (IA) de código aberto. Mas isso não se concretizou: hoje todos os modelos da OpenAI têm código fonte fechado. O plano de reestruturação do negócio começou em setembro de 2024, com a ideia de atrair mais investidores e aumentar sua competitividade no mercado.

A juíza distrital dos EUA que avalia o caso, Yvonne Gonzalez Rogers, disse que era um “exagero” de Musk afirmar que ele será irreparavelmente prejudicado se uma intervenção não acontecer para impedir que a OpenAI conclua a transição de um laboratório de pesquisa sem fins lucrativos para uma corporação com fins lucrativos.

MONOPÓLIO? – A juíza Rogers, porém, alegou preocupação sobre a relação entre a empresa de Sam Altman e a parceira comercial Microsoft. Ela disse que não impediria o processo que analisa se o acordo entre as duas gigantes pode ser considerado monopólio no mercado de IA.

“É plausível que o que Musk está dizendo seja verdade. Descobriremos”, disse a juíza. “Ele se sentara no banco das testemunhas”.

Musk investiu no surgimento da OpenAI e foi membro do conselho, mas processou a empresa em 2024, primeiro em um tribunal estadual da Califórnia e depois em um tribunal federal. O bilionário alega que a companhia traiu seus princípios enquanto laboratório de pesquisa sem fins lucrativos. Musk investiu cerca de US$ 45 milhões na startup até 2018, segundo seu advogado.

ORDEM JUDICIAL – A disputa legal entre Musk e OpenAI se intensificou no final do ano passado, quando as reivindicações do bilionário pediram uma ordem judicial que pararia os planos da OpenAI de se converter um uma entidade com fins lucrativos (ou benefit corporation, em inglês). Musk também colocou como autora do processo sua própria empresa de IA, a xAI.

O que conecta a Microsoft à OpenAI é o executivo Reid Hoffman, que já foi membro do conselho da gigante de IA e agora integra o board da Microsoft. Hoffman deixou o conselho da OpenAI em 2023, para evitar conflitos com sua startup de IA, a Infection.

A juíza do caso é conhecida das big techs. Ela mediou a disputa da Apple com a Epic Games, embora tenha dito na terça-feira que o caso de Musk é “nada parecido” com aquele. A audiência de terça-feira estava marcada para janeiro, mas foi adiada depois que o advogado de Musk, Marc Toberoff, disse que sua casa foi destruída no incêndio florestal de Pacific Palisades.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Briga de cachorro grande na disputa pela Inteligência Artificial, que por enquanto é apenas superficial, conforme iremos demonstrar aqui amanhã. (C.N.) 


Trump tenta cometer crimes contra a humanidade em Gaza e na Ucrânia

Publicado em 6 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

Netanyahu adorou a ideia de expulsar todos os palestinos

Wálter Maierovitch
do UOL

A diferença entre os piratas e os corsários está na “chapa branca”. Os corsários, oficialmente, assaltavam, roubavam e matavam nos mares. Os livros de história revelam que os corsários exibiam uma carta de autorização para espoliar, a chamada “carta de corso”, assinada pela rainha da Inglaterra. O butim era dividido com a rainha, vista como legitimadora das ações bandidas.

O pirata, diferentemente, assaltava e roubava por sua conta própria, sem butim a dividir. Trump, em menos de dez dias, veste-se de corsário. Usa o cargo de presidente dos EUA como sua carta de corso. Aí, sem corar as faces, mostra o seu plano de assaltar a faixa de Gaza e de coagir para tomar as riquezas da Ucrânia.

VANTAGEM ECONÔMICA – No particular, Trump é movido pela ambígua ética da vantagem econômica, em troca de fornecimento de apoio bélico-militar.

À luz do direito internacional, o chamado direito das gentes, a proposta de esvaziar a faixa de Gaza, com remoção forçada de cerca de 2 milhões de palestinos (antes da guerra, eram 2,2 milhões), tipifica o crime de limpeza étnica, que é um crime contra a humanidade.

E tem mais. Trump ignora a divisória Resolução 181-1947 da ONU, que estabeleceu dois territórios para dois povos, na Palestina. Até agora, só temos o Estado de Israel.

ILEGAL E IMORAL – A proposta de Trump não é só ilegal, mas imoral. Antes do encontro do presidente americano com o premiê Netanyahu, seu assessor Steve Witkoff, representante dos EUA para o Oriente Médio, quis dourar a pílula, mas não convenceu.

A justificativa de Witkoff, de que a reconstrução de Gaza é impossível com pessoas na faixa territorial, soou como lorota, diante da assertiva de Trump.

Atenção: a proposta de Trump para Gaza envergonha o povo judeu, que, na sua longa história, viveu expulsões, escravidão e êxodos. A não desaprovação por parte de Netanyahu foi vergonhosa.

ÊXODO PALESTINO – Além do crime contra a humanidade anunciado, a limpeza étnica, Trump quer matar o direito internacional público. Ele ignora a história e prepara-se para repeti-la. O povo palestino, quando da Resolução 181 da ONU, teve de migrar para a instalação do Estado de Israel.

A esse episódio, o êxodo palestino, os historiadores chamam de “Nakba”, que significa “catástrofe”. Para os palestinos, esse êxodo foi um holocausto.

E para não gastar muita tinta, como se dizia antigamente, vamos à proposta de Trump para Zelensky, já em situação de desespero com o corte do apoio econômico e militar por parte dos EUA.

EXIGE GARANTIA – Trump disse, e os jornais europeus destacaram, dado o susto causado no âmbito da União Europeia: “Quero uma garantia. Estou procurando encontrar um termo de acordo com a Ucrânia. Eles (ucranianos) garantirão com terras raras e outras coisas o que estamos dando e daremos”.

Trump, no velho estilo mercantilista, quer uma recompensa em lítio, titânio e urânio. De olho nas baterias para os veículos elétricos, por exemplo, quer explorar as abundantes reservas ucranianas.

Como disse Zelensky a empresários norte-americanos no recente fórum de Davos, a Ucrânia precisa ser reconstruída, e ele, como presidente, está certo do interesse das empresas da construção civil norte-americana. Pelos seus cálculos, a Ucrânia precisará, na reconstrução, de US$ 500 bilhões.

DOIS SIGNIFICADOS – Para a União Europeia, ajudar a Ucrânia significa segurança contra a expansão russa. Já para Trump, tudo não passa de “negócios” e exploração das fraquezas.

Quanto ao premier Netanyahu, mostrou-se um pigmeu aético diante de Trump. Envergonha o povo judeu e faz a alegria dos radicais israelenses.

Trump pensa em migração de palestinos para a Jordânia (que já abriga 3 milhões de palestinos refugiados) e Egito. Uma desumanidade.

 


Netanyahu adorou a ideia de expulsar todos os palestinos

Wálter Maierovitch
do UOL

A diferença entre os piratas e os corsários está na “chapa branca”. Os corsários, oficialmente, assaltavam, roubavam e matavam nos mares. Os livros de história revelam que os corsários exibiam uma carta de autorização para espoliar, a chamada “carta de corso”, assinada pela rainha da Inglaterra. O butim era dividido com a rainha, vista como legitimadora das ações bandidas.

O pirata, diferentemente, assaltava e roubava por sua conta própria, sem butim a dividir. Trump, em menos de dez dias, veste-se de corsário. Usa o cargo de presidente dos EUA como sua carta de corso. Aí, sem corar as faces, mostra o seu plano de assaltar a faixa de Gaza e de coagir para tomar as riquezas da Ucrânia.

VANTAGEM ECONÔMICA – No particular, Trump é movido pela ambígua ética da vantagem econômica, em troca de fornecimento de apoio bélico-militar.

À luz do direito internacional, o chamado direito das gentes, a proposta de esvaziar a faixa de Gaza, com remoção forçada de cerca de 2 milhões de palestinos (antes da guerra, eram 2,2 milhões), tipifica o crime de limpeza étnica, que é um crime contra a humanidade.

E tem mais. Trump ignora a divisória Resolução 181-1947 da ONU, que estabeleceu dois territórios para dois povos, na Palestina. Até agora, só temos o Estado de Israel.

ILEGAL E IMORAL – A proposta de Trump não é só ilegal, mas imoral. Antes do encontro do presidente americano com o premiê Netanyahu, seu assessor Steve Witkoff, representante dos EUA para o Oriente Médio, quis dourar a pílula, mas não convenceu.

A justificativa de Witkoff, de que a reconstrução de Gaza é impossível com pessoas na faixa territorial, soou como lorota, diante da assertiva de Trump.

Atenção: a proposta de Trump para Gaza envergonha o povo judeu, que, na sua longa história, viveu expulsões, escravidão e êxodos. A não desaprovação por parte de Netanyahu foi vergonhosa.

ÊXODO PALESTINO – Além do crime contra a humanidade anunciado, a limpeza étnica, Trump quer matar o direito internacional público. Ele ignora a história e prepara-se para repeti-la. O povo palestino, quando da Resolução 181 da ONU, teve de migrar para a instalação do Estado de Israel.

A esse episódio, o êxodo palestino, os historiadores chamam de “Nakba”, que significa “catástrofe”. Para os palestinos, esse êxodo foi um holocausto.

E para não gastar muita tinta, como se dizia antigamente, vamos à proposta de Trump para Zelensky, já em situação de desespero com o corte do apoio econômico e militar por parte dos EUA.

EXIGE GARANTIA – Trump disse, e os jornais europeus destacaram, dado o susto causado no âmbito da União Europeia: “Quero uma garantia. Estou procurando encontrar um termo de acordo com a Ucrânia. Eles (ucranianos) garantirão com terras raras e outras coisas o que estamos dando e daremos”.

Trump, no velho estilo mercantilista, quer uma recompensa em lítio, titânio e urânio. De olho nas baterias para os veículos elétricos, por exemplo, quer explorar as abundantes reservas ucranianas.

Como disse Zelensky a empresários norte-americanos no recente fórum de Davos, a Ucrânia precisa ser reconstruída, e ele, como presidente, está certo do interesse das empresas da construção civil norte-americana. Pelos seus cálculos, a Ucrânia precisará, na reconstrução, de US$ 500 bilhões.

DOIS SIGNIFICADOS – Para a União Europeia, ajudar a Ucrânia significa segurança contra a expansão russa. Já para Trump, tudo não passa de “negócios” e exploração das fraquezas.

Quanto ao premier Netanyahu, mostrou-se um pigmeu aético diante de Trump. Envergonha o povo judeu e faz a alegria dos radicais israelenses.

Trump pensa em migração de palestinos para a Jordânia (que já abriga 3 milhões de palestinos refugiados) e Egito. Uma desumanidade.

 


Netanyahu adorou a ideia de expulsar todos os palestinos

Wálter Maierovitch
do UOL

A diferença entre os piratas e os corsários está na “chapa branca”. Os corsários, oficialmente, assaltavam, roubavam e matavam nos mares. Os livros de história revelam que os corsários exibiam uma carta de autorização para espoliar, a chamada “carta de corso”, assinada pela rainha da Inglaterra. O butim era dividido com a rainha, vista como legitimadora das ações bandidas.

O pirata, diferentemente, assaltava e roubava por sua conta própria, sem butim a dividir. Trump, em menos de dez dias, veste-se de corsário. Usa o cargo de presidente dos EUA como sua carta de corso. Aí, sem corar as faces, mostra o seu plano de assaltar a faixa de Gaza e de coagir para tomar as riquezas da Ucrânia.

VANTAGEM ECONÔMICA – No particular, Trump é movido pela ambígua ética da vantagem econômica, em troca de fornecimento de apoio bélico-militar.

À luz do direito internacional, o chamado direito das gentes, a proposta de esvaziar a faixa de Gaza, com remoção forçada de cerca de 2 milhões de palestinos (antes da guerra, eram 2,2 milhões), tipifica o crime de limpeza étnica, que é um crime contra a humanidade.

E tem mais. Trump ignora a divisória Resolução 181-1947 da ONU, que estabeleceu dois territórios para dois povos, na Palestina. Até agora, só temos o Estado de Israel.

ILEGAL E IMORAL – A proposta de Trump não é só ilegal, mas imoral. Antes do encontro do presidente americano com o premiê Netanyahu, seu assessor Steve Witkoff, representante dos EUA para o Oriente Médio, quis dourar a pílula, mas não convenceu.

A justificativa de Witkoff, de que a reconstrução de Gaza é impossível com pessoas na faixa territorial, soou como lorota, diante da assertiva de Trump.

Atenção: a proposta de Trump para Gaza envergonha o povo judeu, que, na sua longa história, viveu expulsões, escravidão e êxodos. A não desaprovação por parte de Netanyahu foi vergonhosa.

ÊXODO PALESTINO – Além do crime contra a humanidade anunciado, a limpeza étnica, Trump quer matar o direito internacional público. Ele ignora a história e prepara-se para repeti-la. O povo palestino, quando da Resolução 181 da ONU, teve de migrar para a instalação do Estado de Israel.

A esse episódio, o êxodo palestino, os historiadores chamam de “Nakba”, que significa “catástrofe”. Para os palestinos, esse êxodo foi um holocausto.

E para não gastar muita tinta, como se dizia antigamente, vamos à proposta de Trump para Zelensky, já em situação de desespero com o corte do apoio econômico e militar por parte dos EUA.

EXIGE GARANTIA – Trump disse, e os jornais europeus destacaram, dado o susto causado no âmbito da União Europeia: “Quero uma garantia. Estou procurando encontrar um termo de acordo com a Ucrânia. Eles (ucranianos) garantirão com terras raras e outras coisas o que estamos dando e daremos”.

Trump, no velho estilo mercantilista, quer uma recompensa em lítio, titânio e urânio. De olho nas baterias para os veículos elétricos, por exemplo, quer explorar as abundantes reservas ucranianas.

Como disse Zelensky a empresários norte-americanos no recente fórum de Davos, a Ucrânia precisa ser reconstruída, e ele, como presidente, está certo do interesse das empresas da construção civil norte-americana. Pelos seus cálculos, a Ucrânia precisará, na reconstrução, de US$ 500 bilhões.

DOIS SIGNIFICADOS – Para a União Europeia, ajudar a Ucrânia significa segurança contra a expansão russa. Já para Trump, tudo não passa de “negócios” e exploração das fraquezas.

Quanto ao premier Netanyahu, mostrou-se um pigmeu aético diante de Trump. Envergonha o povo judeu e faz a alegria dos radicais israelenses.

Trump pensa em migração de palestinos para a Jordânia (que já abriga 3 milhões de palestinos refugiados) e Egito. Uma desumanidade.

 


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