segunda-feira, dezembro 09, 2024

Decisões de Dino no STF ajudam governo Lula a se livrar de dificuldades

Decisões de Dino no STF ajudam governo Lula a se livrar de dificuldades

Por José Marques | Folhapress

Decisões de Dino no STF ajudam governo Lula a se livrar de dificuldades
Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

O ministro Flávio Dino deu decisões e firmou acordos no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal) que facilitaram a gestão Lula (PT) no governo federal. As determinações de Dino ocorreram em processos herdados na corte da ministra aposentada Rosa Weber e do ministro André Mendonça.
 

Dino, que é ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Lula, tomou posse como integrante do Supremo em fevereiro, após ser indicado pelo petista.
 

Com experiência de gestão no Executivo, ele foi o primeiro ex-governador a ser apontado para uma cadeira no STF desde a promulgação da Constituição de 1988. Dino governou o Maranhão.
 

Desde que chegou ao tribunal, suas atuações mais expressivas foram concentradas nos temas das emendas parlamentares e na emergência climática, sobre os quais deu decisões em consonância com as necessidades do governo.
 

Dino tem dito a interlocutores que esses processos não são relacionados apenas a uma questão de governo, mas de país. Também tem afirmado que os problemas das emendas e do meio ambiente ultrapassaram o âmbito do governo Jair Bolsonaro (PL) e chegaram ao governo Lula.
 

Procurado por meio da assessoria do STF, Dino não respondeu.
 

Os processos que tratavam das emendas foram herdados por Dino após Rosa se aposentar em setembro do ano passado, pouco antes de completar 75 anos.
 

Como presidente do Supremo, Rosa comandou em 2022 a derrubada das chamadas emendas de relator, instrumento usado para barganhas políticas entre o Congresso e o governo Bolsonaro.
 

Quando chegou às mãos de Dino, os processos já questionavam outras modalidades de emendas que também eram usadas sem transparência por parlamentares durante a gestão Lula.
 

A partir de agosto, Dino tomou decisões que suspenderam as transferências. Os bloqueios atingiram R$ 17,5 bilhões em emendas.
 

O ministro exigiu, ainda, maior transparência, o que acabou forçando o Congresso a aceitar um acordo com o Executivo e o Supremo e a definir em uma nova lei regras futuras para esses recursos.
 

Na época, Lula reclamava que o Congresso tinha sequestrado parte do Orçamento. A reunião que selou o acordo foi marcada pelo tom de insatisfação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
 

No fim, o governo Lula viu contempladas algumas das suas demandas na negociação e conseguiu redirecionar parte dos recursos nas mãos dos parlamentares para seus projetos.
 

Dino só liberou o pagamento das verbas em novembro, o que, em tempos de pressão por corte de gastos, resultou em um alívio nas contas. Essa liberação veio acompanhada de exigências de transparência —o que foi interpretado por parlamentares como uma afronta às competências do Legislativo e um descumprimento do acordo feito anteriormente.
 

"Está num momento de muita turbulência interna por causa desses acontecimentos. Você não deve ver nunca um tribunal legislando", reclamou Lira na ocasião.
 

A insatisfação do Congresso com a medida chegou a ameaçar o andamento do pacote de corte de gastos do ministro Fernando Haddad (Fazenda), mas o governo conseguiu desatar o nó. O Executivo indicou aos parlamentares a liberação de R$ 7,8 bilhões em emendas e foi ao STF para pedir reconsideração das exigências de Dino.
 

O clima entre parlamentares ainda é de insatisfação com a decisão de Dino, porém um influente líder do centrão afirmou sob reserva que a movimentação do governo amenizou, em parte, a situação. A Câmara aprovou, na noite de quarta-feira (4), os primeiros requerimentos de urgência para dois dos projetos do pacote de corte de gastos.
 

Desde o início do debate, deputados veem as movimentações de Dino como alinhadas aos interesses do governo.
 

Um aliado de Lula no Congresso avalia que, por mais que as novas exigências sejam uma interferência indevida sobre o Legislativo, em termos de conteúdo elas ajudariam a dar mais transparência para o uso das emendas, o que atende à vontade do Executivo.
 

Já no caso dos desastres climáticos, Dino se tornou o relator após Mendonça preferir abdicar da relatoria ao ser derrotado parcialmente em um julgamento sobre o tema no plenário. O gesto de Mendonça surpreendeu ministros do próprio Supremo.
 

Nas mãos de Dino, essa ação se tornou um guarda-chuva para decisões a respeito de questões ligadas ao clima.
 

O ministro foi presidente do consórcio da Amazônia Legal quando era governador. Ele tem manifestado preocupação com o período de seca, quando os ribeirinhos ficam sem acesso a recursos básicos porque usam os rios como transporte.
 

Nesse tipo de processo, que é chamado de "estrutural", podem ser usadas o que os ministros chamam de "decisões em cascata", que visam concretizar um objetivo final. No caso, mitigar essas urgências.
 

O ministro criou uma mesa de conciliação entre a União, os estados e o Ministério Público para tratar da emergência climática.
 

Em meados de setembro, enquanto a fumaça de incêndios atingia parte do país, o ministro autorizou o governo federal a emitir créditos extraordinários fora da meta fiscal para o combate ao fogo no Pantanal e na Amazônia.
 

Também flexibilizou uma regra para a contratação e manutenção de brigadistas.
 

Em abertura de reunião de conciliação poucos dias depois, Dino justificou a decisão de conceder crédito extraordinário. "Não há dicotomia entre responsabilidade fiscal e responsabilidade ambiental", disse na ocasião. "Só existe responsabilidade fiscal verdadeira com responsabilidade ambiental. O resto é hipocrisia."

ICMBio abre concurso com 350 vagas; salários chegam a quase R$ 9 mil

em 9 dez, 2024 8:38 

ICMBio abre concurso com 350 vagas; salários chegam a quase R$ 9 mil (Foto: Ascom/ICM Bio)

O Instituto Chico Mendes de Conservação à Biodiversidade (ICMBio) publicou nesta segunda-feira, 9, o edital do concurso público com 350 vagas destinadas a candidatos de nível superior.

As oportunidades são para os cargos de Analista Administrativo (120 vagas) e Analista Ambiental (230 vagas). O salário inicial salário chega a R$ 8.817,72.

A organização do certame ficará a cargo do Cebraspe. As inscrições poderão ser realizadas entre os dias 16 de dezembro de 2024 e 3 de janeiro de 2025, por meio do site oficial da banca. A taxa de inscrição é de R$ 93,00 para o cargo de Analista Administrativo e R$ 99,00 para Analista Ambiental.

As provas objetivas estão previstas para o dia 23 de fevereiro de 2025. O conteúdo programático e outros detalhes podem ser consultados no edital do certame.

por João Paulo Schneider 

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Elon Musk quer servidores federais americanos de volta à repartição

Publicado em 8 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Brasil depende mais de Musk do que bilionário de negócios no país, dizem  especialistas

Musk avisa que a Covid acabou e todos precisam trabalhar

Joe Miller
Financial Times/Folha

O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, disse que apoiará os planos de Elon Musk para forçar funcionários federais dos EUA a voltarem ao escritório assim que Donald Trump retornar à Casa Branca.

Falando com repórteres antes de uma reunião com Musk, que vai chefiar o Departamento de Eficiência Governamental, foi encarregado por Trump de erradicar a ineficiência governamental, Johnson citou um relatório que, segundo ele, mostrava que apenas cerca de 1% dos funcionários públicos estavam realmente trabalhando em seus escritórios, sem contar seguranças federais e pessoal de manutenção.

DIZ A SENADORA – O relatório, divulgado quinta-feira (5) pela senadora republicana de Iowa, Joni Ernst, afirma que “burocratas foram encontrados em banheiras de hidromassagem, no campo de golfe, gerindo seus próprios negócios e até mesmo sendo pegos cometendo crimes durante o horário pago pelos contribuintes”.

O relatório de Ernst acrescentou que apenas 6% da força de trabalho federal estava no escritório em tempo integral e que “nenhuma sede de uma grande agência em Washington está sequer metade cheia”, com a ocupação média sendo de apenas 12%.

“Isso é absurdo e não é algo que o povo americano aceitará”, disse Mike Johnson sobre as conclusões do relatório, acrescentando que haverá uma demanda “da nova administração e de todos nós no Congresso para que os servidores federais retornem às suas mesas”.

DEMISSÕES VOLUNTÁRIAS – Musk e Vivek Ramaswamy, que Trump pediu para co-gerir o chamado Departamento de Eficiência Governamental, escreveram em um artigo no Wall Street Journal no mês passado que acreditavam que os funcionários federais deveriam ser forçados a voltar ao escritório cinco dias por semana.

Eles previram que isso “resultaria em uma onda de demissões voluntárias que acolheremos”, acrescentando: “Se os funcionários federais não querem aparecer, os contribuintes americanos não deveriam pagá-los pelo privilégio da era Covid-19 de ficar em casa”.

Musk prometeu encontrar economias de US$ 2 trilhões dentro do governo federal, enquanto Ramaswamy disse que gostaria de demitir 75% da força de trabalho federal. Mas nenhum dos dois apresentou planos detalhados de como esses objetivos serão alcançados.

EMPRESAS, TAMBÉM – Os pedidos para que os funcionários retornem ao escritório em tempo integral têm aumentado nos últimos meses.

Em setembro, a Amazon disse a seus funcionários que não poderiam mais trabalhar de casa a partir do início do próximo ano, enquanto a Dell e a PwC emitiram comunicados semelhantes para alguns funcionários.

A administração Biden também procurou reprimir os funcionários do governo que trabalham de casa, emitindo orientações no ano passado para que as agências “aumentassem substancialmente o trabalho presencial significativo nos escritórios federais, particularmente nas sedes e equivalentes”. Não adiantou nada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – No Brasil a vagabundagem também reina. Poucos são os funcionários nos órgãos públicos dos Três Poderes que realmente trabalham. No Judiciário, há anos nenhum magistrado comparece às sextas-feiras, os tribunais ficam às moscas. Musk está acertando antes de iniciar os trabalhos(C.N.)

 

Releia texto de Helio Fernandes sobre os coronéis da ditadura militar de 64

Publicado em 9 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Morre o jornalista Helio Fernandes, aos 100 anos - Janela Publicitária

Helio Fernandes foi preso várias vezes na ditadura

Carlos Newton

Os brasileiros que insistem em acompanhar a Tribuna da Internet sabem que há alguns anos sofremos um brutal ataque de hackers, que atingiu nossos arquivos, destruindo importantes textos de Helio Fernandes, Carlos Chagas, Sebastião Nery e outros jornalistas que não estão mais entre nós.

Mas sobraram alguns artigos que o comentarista José Guilherme Schossland, ex-vereador catarinense, havia preservado. O texto a seguir é um deles, que vale a pena ler de novo.

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CORONÉIS FORAM APENAS COADJUVANTES
E AGORA SÃO OS “PAPAGAIOS DA TORTURA”.

Helio Fernandes

Falavam muito em “linha dura”, mas isso era forma de simplificar. “Linha dura” era composta por aqueles que logo queriam torturar e matar. Os outros, eram os que acreditavam em diálogo, todos, milhares, iriam sendo “passados para a reserva, como traidores da revolução”. Que iria sendo identificada com sua própria fisionomia de golpe.

Uma cena quando eu estava preso no DOI-Codi. Depois de um tempo de silêncio, o general Fiuza de Castro (o filho, o filho, o pai era ótima figura, a genética não exerceu o seu poder) falou para um coronel: “Onde está o carro que vai levar o jornalista?”. Uma quase revelação, eu iria para algum lugar, poderia ser bom ou ruim. O carro chegou, me levaram até ele, Fiuza disse para o coronel: “Vá com ele, não quero que desapareça pelo caminho e nos acusem e culpem”.

Parecia um destino razoável, mas fiquei ainda sem saber. No carro o coronel (de uma grande família de militares de carreira) me disse: “Vamos para o Hospital Central do Exército”. Mas terminou com uma declaração surpreendente: ”Ao senhor não vai acontecer nada”. Naturalmente com outros acontecia.

Fiquei lá uma semana, a única satisfação era a conversa com o médico. Sobrinho de Manoel Bandeira, contava histórias admiráveis dele. Uma semana depois fui libertado. Na portaria do hospital, em Bonsucesso, me entregaram mala com roupas. Provavelmente minha família sabia, não me falaram nada. Peguei um taxi, logo estava em casa. 

CASO DE HERZOG – Preso na TV-Cultura, não era para ser morto. Mas seus prisioneiros obedeciam ordens do poderoso general Eduardo D’Avila Mello, comandante do II Exército. Já fora advertido pelo general Geisel, “não quero violência contra ninguém”.

Quatro Estrelas, comandante do II Exército (que englobava São Paulo), suas ordens foram as mais específicas e minuciosas possíveis.

Acreditava que nada iria lhe acontecer. Mas aconteceu.

“VOU SOZINHO” -Quando soube da morte (assassinato) do jornalista, Ernesto Geisel mandou preparar o avião, “vou para São Paulo”. Muitos queriam ir com ele, foi duro e definitivo: “Vou sozinho”. Chegou em São Paulo mandou chamar o general Ednárdo, disse imediatamente: “O senhor está demitido, vai chegar do Rio o novo comandante do II Exército”.

O general Ednárdo não acreditou, nunca um general comandante do Exército foi demitido dessa maneira. Ficou parado, perplexo, Geisel fulminou:

“Pode se retirar, o senhor não tem mais nada a fazer aqui”. 

CORDEIRO DE FARIAS – Na minha casa, só o general Cordeiro de Farias e o grande criminalista Oscar Pedroso Horta, ministro da Justiça de Jânio, e talvez a única pessoa a saber da “renúncia”. Cordeiro contou o seguinte. Foi interventor no Rio Grande do Sul, e depois governador de Pernambuco, eleito pelo voto direto. Fez muitos amigos, de vários setores.

Um dia recebeu telefonema do Recife. Um amigo advogado, contava que seu filho de 21 anos estava preso no DOI-Codi do Rio de Janeiro, apavorado que fosse torturado. Cordeiro Ligou logo para o ministro Orlando Geisel, pediu providências.

AFIRMOU O MINISTRO – “Ele me disse, vá lá na Barão de Mesquita, mostre a identidade de general, chame o coronel, (foi dizendo os nomes) diga que fala em meu nome, que em mandei soltar logo o estudante”.

Cordeiro acrescentou: “Fui, não me deixaram nem passar da portaria, telefonei de volta para o ministro Geisel: Você não manda nada, não pude nem entrar, nem procurar o coronel da tua confiança”. O general-Ministro perguntou onde eu estava, mandou esperar. Chegou fardado, foi demitindo todos que apareciam. O coronel encontrou o menino que procurávamos, conseguiu retirá-lo.

E Cordeiro de Farias, ainda emocionado: “Não adiantava mais nada, ele já fora torturado”. O coronel explicou que procuravam informações. E Pedroso Horta, revoltado: “Que informações poderiam obter de um estudante de 21 anos?”. 

PRESOS DO PASQUIM – Quero terminar com este episódio que mostra a diferença do Exército dos generais ambiciosos e torturadores e dos oficiais que repudiavam o golpe, quase todos perseguidos e expulsos.

Os jornalistas do “Pasquim” ficaram num Batalhão de Paraquedistas. 60 dias de prisão. Mas o comandante, duas ou três vezes por semana, “pernoitava” no quartel, jantava com alguns. Que diferença.

Por hoje acho o suficiente. Fui preso outras vezes, cassado, sequestrado, desterrado, proibido de escrever, e mais e mais. Os fatos que estão aqui, tiveram o repórter como personagem, observador e participante. 


Relação de Lula e militares volta à estaca zero, avaliam governistas

Publicado em 9 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Governo Lula 3 navega em águas turbulentas na relação com as | Opinião

O clima entre Lula e militares é de desconfiança mútua

Bela Megale
O Globo

Integrantes do governo avaliam que a relação entre Lula e os militares voltou a retroceder. Alguns ministros chegam a dizer que revivem hoje um ambiente similar ao dos ataques golpistas de 8 de janeiro, quando o clima entre o governo e a caserna azedou fortemente.

Tanto para auxiliares de Lula quanto para membros da cúpula militar, a inclusão das Forças Armadas no pacote de corte de gastos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é o principal foco de tensão.

RETALIAÇÃO – Boa parte dos militares considera que a medida seria uma espécie de retaliação devido às revelações da Polícia Federal sobre o envolvimento de fardados no plano de golpe de Estado, que previa até o assassinato de Lula, Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Essa hipótese é fortemente rechaçada por integrantes da equipe econômica do governo, que apontam que, assim como em outras áreas, a aposentadoria dos militares precisa passar por reajustes.

A medida que afeta as Forças ocorre por meio do estabelecimento de uma idade mínima de 55 anos para que possam ir para a reserva, com um período de transição até 2032.

VÍDEO DA MARINHA – A mudança na previdência gerou reações, como um vídeo feito pela Marinha questionando “privilégios” e com mensagem para Haddad, conforme informou a coluna.

O presidente Lula soube do material e não gostou do que viu.

Mas a fervura na relação também tem outros fatores. Desde que a PF prendeu quatro militares, em 19 de novembro, envolvidos num plano de assassinar o presidente, o caldo, de fato, voltou a entornar.

EXONERAÇÃO – Outro ponto foi o episódio com o coronel da reserva Anderson Freire Barboza, diretor de um curso na Escola Superior de Guerra (ESG).

Ele disse que as eleições de 2022 “foram roubadas sob a liderança de Alexandre de Moraes” e chamou Lula de “ladrão”, num grupo de WhatsApp com cerca de cem pessoas. Pouco depois, foi exonerado pelo Ministério da Defesa.

Por fim, veio o indiciamento feito pela PF de 25 militares, sendo sete generais, colocado Jair Bolsonaro como peça central no plano de ruptura institucional.

Valorização das Artesãs do Povoado Monte Alegre

09/12/2024

Fonte: JV PORTAL / JEREMOABO TV

RP: 9291/BA


O povoado Monte Alegre, em Jeremoabo, é um verdadeiro celeiro de talentos artesanais. As mãos habilidosas das artesãs locais transformam materiais simples em obras de arte que encantam pela criatividade e beleza. Cada peça carrega em si a história, a cultura e a identidade de nossa região, mantendo vivas as tradições passadas de geração em geração.
É inspirador ver o comprometimento dessas mulheres com a arte e a sustentabilidade, utilizando muitas vezes materiais reciclados ou provenientes da natureza de forma consciente. Suas produções variam desde bordados delicados, peças de crochê e tricô até artesanato em palha e madeira, sempre com uma qualidade impecável.
Essas artesãs não apenas contribuem para a economia local, mas também fortalecem o sentimento de pertencimento e valorização da nossa cultura. Reconhecer e apoiar o trabalho delas é fundamental para garantir que o artesanato continue sendo uma fonte de sustento e orgulho para Monte Alegre.
JEREMOABO TV parabeniza todas as artesãs do povoado Monte Alegre pelo talento e dedicação! Que suas criações continuem ganhando espaço e reconhecimento em nossa cidade e além.

JEREMOABO TV - JUNTO A VOCÊ !!!


Nota da redação deste Blog - A Classificação de Jeremoabo: Consciência, Oportunismo e Alienação

Jeremoabo, como muitas cidades, pode ser analisada sob a ótica das atitudes de seus habitantes. De um lado, temos os conscientes, aqueles que entendem os desafios e têm capacidade crítica para propor mudanças. Contudo, muitas vezes, esses se calam, seja por oportunismo, seja para evitar atritos que possam comprometer relações ou posições. Essa postura, embora compreensível, contribui para a estagnação de uma sociedade que carece de vozes corajosas.

Por outro lado, estão os oportunistas, que se aproveitam das fragilidades do sistema e da apatia de alguns para se apoderar do que é público. Eles veem no poder uma oportunidade para benefício próprio, muitas vezes ignorando as necessidades coletivas e desrespeitando os valores éticos.

E há também os alienados, que perambulam pela vida sem perceber que são violentados por essas mesmas estruturas. Sem informação ou acesso à reflexão crítica, aceitam passivamente a realidade, sem questionar ou lutar por mudanças.

Apesar desse cenário desafiador, nem tudo está perdido. A salvação está surgindo do povo simples, porém visionário e corajoso, que está disposto a transformar a realidade.

Um exemplo inspirador dessa força está no povoado de Monte Alegre, em Jeremoabo. Lá, um celeiro de talentos artesanais demonstra como a arte pode ser um agente de mudança. As mãos habilidosas das artesãs locais transformam materiais simples em verdadeiras obras de arte, carregadas de criatividade, beleza e significado.

Cada peça produzida reflete a história, a cultura e a identidade de nossa região, preservando tradições passadas de geração em geração. Além disso, há um compromisso notável com a sustentabilidade, com o uso consciente de materiais reciclados ou naturais.

Os trabalhos dessas mulheres incluem desde bordados delicados, crochê e tricô, até peças elaboradas em palha e madeira, sempre com um acabamento impecável. Essas produções não apenas mantêm vivas as tradições locais, mas também promovem uma economia criativa que valoriza o que é nosso, gerando renda e autoestima para a comunidade.

Esse exemplo de Monte Alegre é uma lição de que a mudança começa pelas bases, com pessoas que enxergam além das dificuldades e têm coragem para agir. É essencial que a sociedade valorize e apoie essas iniciativas, pois são elas que realmente trazem esperança e transformação para Jeremoabo.

Que o exemplo dessas artesãs inspire outras comunidades e que possamos todos trabalhar por um futuro mais consciente, ético e sustentável.

 

Impunidade e Conivência: Um Sistema que Permite os Desmandos do Prefeito Deri do Paloma em Jeremoabo

. Impunidade e Conivência: Um Sistema que Permite os Desmandos do Prefeito Deri do Paloma em Jeremoabo

A gestão de Deri do Paloma em Jeremoabo tem sido marcada por uma série de denúncias de irregularidades, algumas já amplamente discutidas nas redes sociais e plataformas como o YouTube. No entanto, o que mantém essas práticas recorrentes não é apenas a má administração, mas também o ambiente de omissão e prevaricação por parte do Legislativo municipal.

Os vereadores, cuja principal função deveria ser fiscalizar o Executivo, criar leis e atuar em defesa da coletividade, muitas vezes limitam-se a uma postura complacente, seletiva ou até mesmo conivente com os desmandos. Denúncias surgem, mas a fiscalização efetiva e as cobranças judiciais raramente acontecem.

O Caso das Quentinas: Um Escândalo Milionário Ignorado

Um exemplo gritante é o episódio conhecido como "escândalo das quentinas". Durante os festejos juninos, foi denunciado que a prefeitura pagou mais de R$ 1 milhão em quentinhas. Apesar da gravidade e da evidência pública da denúncia, surge a pergunta: os vereadores fiscalizaram e denunciaram o caso ao Ministério Público ou à Justiça?

A resposta, embora desalentadora, parece ser um categórico não. A ausência de qualquer movimentação significativa para investigar ou questionar os gastos aponta para a falha de um sistema que deveria atuar como um contrapeso.

A Impunidade como Combustível para os Desmandos

A omissão dos vereadores permite que o prefeito continue praticando atos que atentam contra o patrimônio público. Esse ambiente de impunidade alimenta a continuidade de práticas como desvios de verbas, superfaturamento e contratos suspeitos.

Curiosamente, os poucos momentos em que Deri do Paloma encontrou barreiras foram quando ele contrariou interesses específicos. Os exemplos mais notáveis incluem a rescisão do contrato dos amarelinhos e da empresa de coleta de lixo, o que gerou atritos com figuras e grupos influentes. Essas decisões abriram brechas para ações judiciais e investigações que o prefeito agora enfrenta.

A Responsabilidade do Legislativo

É evidente que Deri do Paloma não seria capaz de operar com tamanha liberdade sem a omissão do Legislativo. Os vereadores, seja por interesses próprios, seja por falta de compromisso com o mandato que exercem, falham em exercer seu papel constitucional.

A pergunta que fica para a população de Jeremoabo é: até quando o município suportará tamanha negligência? A mudança exige não só uma renovação de atitudes no Executivo, mas também uma reformulação completa no Legislativo, com representantes que entendam que seu papel vai muito além do assistencialismo.

Enquanto isso não acontece, a cidade segue refém de um ciclo de impunidade que só será quebrado com a pressão popular e a ação efetiva de órgãos fiscalizadores independentes. É preciso cobrar transparência, exigir resultados e, principalmente, lembrar que omissão também é corrupção.

Prefeito de Jeremoabo Prioriza Playgrounds Enquanto Agentes de Saúde Ficam Sem Salário

 

                                 Foto Divulgação


Prefeito de Jeremoabo Prioriza Playgrounds Enquanto Agentes de Saúde Ficam Sem Salário

Em Jeremoabo, a gestão municipal segue colecionando polêmicas. Enquanto a população aguarda melhorias concretas nos serviços essenciais, surge a notícia de um gasto significativo com a aquisição imediata de playgrounds e brinquedos educativos. O valor empenhado para esta ação chega a impressionantes R$ 808.790,00 (oitocentos e oito mil, setecentos e noventa reais). A justificativa para a despesa seria atender demandas da Secretaria Municipal de Educação, mas o momento e a prioridade levantam questionamentos.

Por outro lado, um problema crítico vem sendo ignorado: os agentes de saúde do município ainda não receberam o pagamento do mês de novembro, mesmo com o calendário já avançado para o mês de dezembro. O atraso, além de desrespeitar os profissionais que atuam na linha de frente da saúde pública, sugere um cenário ainda mais preocupante: o risco de esses trabalhadores ficarem também sem o salário referente ao mês de dezembro.

Contradições em Prioridades

A decisão de destinar uma quantia tão expressiva para itens como playgrounds contrasta com a situação financeira enfrentada pelos servidores públicos. Profissionais da saúde, como os agentes comunitários, desempenham um papel essencial, sendo responsáveis por acompanhar famílias, realizar orientações básicas e garantir a prevenção de doenças. No entanto, a falta de pagamento compromete a dignidade e a capacidade desses trabalhadores de atender à população.

A destinação de recursos públicos deveria refletir as prioridades reais da sociedade, especialmente em tempos de desafios econômicos e sociais. A escolha de investir em playgrounds, enquanto setores essenciais como a saúde sofrem com atrasos salariais, demonstra um desalinhamento entre a gestão e as demandas mais urgentes da população.

Reflexos na População

A falta de salários para os agentes de saúde não afeta apenas os profissionais, mas também impacta diretamente os serviços prestados à comunidade. Em um município que já enfrenta dificuldades em áreas como infraestrutura, educação e segurança, negligenciar a saúde pública representa um risco significativo para o bem-estar da população, especialmente a mais vulnerável.

Onde Está o Planejamento?

Gastos como esse reforçam a necessidade de maior transparência e planejamento nas ações da gestão municipal. Enquanto o prefeito parece estar mais preocupado em "embelezar" algumas áreas da cidade com brinquedos, o básico, como salários em dia e investimentos nos serviços essenciais, continua sendo ignorado.

Conclusão

A gestão municipal de Jeremoabo precisa urgentemente repensar suas prioridades. Investir em educação e lazer é importante, mas nunca deve se sobrepor ao respeito pelos servidores públicos e ao fortalecimento das áreas essenciais, como a saúde. O atraso nos salários dos agentes de saúde é mais do que uma falha administrativa: é uma demonstração clara de insensibilidade e falta de compromisso com aqueles que mais precisam.

Que a população cobre respostas e que a gestão municipal reveja suas escolhas antes que o caos administrativo se torne irreversível.

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