quinta-feira, março 07, 2024

PF quer saber se Freire Gomes chegou a apoiar o golpe, mas depois desisitiu

Publicado em 7 de março de 2024 por Tribuna da Internet

General Freire Gomes e o valor no processo criminal do seu testemunho

Posição de Freire Gomes precisa ser melhor explicada

Sarah Teófilo
O Globo

Comandante do Exército no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o general Marco Antônio Freire Gomes é hoje considerado uma figura central na investigação que busca desvendar a atuação de um grupo criminoso que teria tentado dar um golpe de Estado no país para manter Bolsonaro na presidência mesmo depois da derrota nas urnas. Na semana passada, ele foi ouvido pela Polícia Federal (PF) e, segundo a colunista Bela Megale, implicou o ex-presidente na suspeita de atuação na trama.

A investigação da PF aponta que Freire Gomes não quis embarcar em uma aventura golpista, mas não deixa claro, ainda, como ele atuou após ter conhecimento das intenções golpistas de integrantes da antiga gestão. Em depoimento à PF, o militar disse que se opôs aos planos, conforme mostrou a colunista Malu Gaspar.

DISSE MAURO CID – O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, disse em sua delação premiada que Freire Gomes e os então comandantes da Aeronáutica, Baptista Júnior, e da Marinha, almirante Almir Garnier, participaram de uma reunião em dezembro de 2022, no Palácio da Alvorada, e que na ocasião Bolsonaro apresentou a minuta golpista ao grupo. O documento em questão propunha a instauração de um estado de sítio no país e a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Ao contar o caso a PF, Cid afirmou que “o ex-presidente queria pressionar as Forças Armadas para saber o que estavam achando da conjuntura”, e que ele saiu da sala quando o grupo iniciou a discussão. Foi Freire Gomes que posteriormente lhe contou o que foi conversado.

Registros de entrada no Alvorada mostram que o general entrou no mesmo horário que o ex-assessor internacional da presidência Filipe Martins, apontado como a figura que explicou as minúcias do decreto aos comandantes das Forças, e Garnier. Procurada, a defesa de Freire Gomes não retornou.

INFORMANDO CID… – A PF também identificou uma série de áudios que acredita terem sido enviados por Cid a Freire Gomes, nos quais o tenente-coronel relata o estado de espírito de Bolsonaro e também fala de forma clara sobre a minuta golpista e outras questões discutidas pelo grupo investigado.

No dia 12 de dezembro, por exemplo, cinco dias depois da reunião em que Bolsonaro apresentou a minuta aos comandantes das Forças, Cid enviou um áudio atualizando o general sobre o presidente, dizendo que ele havia sofrido muita pressão para tomar uma medida mais drástica “utilizando as Forças”.

Na ocasião, Cid afirmou que o então presidente havia “enxugado o decreto”, referindo-se ao texto golpista, e que o documento agora estava mais resumido.

MENSAGEM DE CORONEL – Na investigação, a PF cita, ainda, um áudio enviado a Cid por um coronel, no qual ele diz:

– O Freire não vai… Você não vai esperar dele que ele tome a frente nesse assunto. Mas ele não pode impedir de receber a ordem. (…) Ele tá com medo das consequências, pô. Medo das consequências é o quê? Ele ter insuflado? (…) Ele tá indo pra pior hipótese – afirma.

Para a PF, este áudio mostra que Freire Gomes não queria tomar a frente do assunto por medo das consequências, temendo ser responsabilizado. Ainda assim, os investigadores apontaram para a necessidade de se apurar melhor a conduta do general para observar se houve omissão, diante do fato de ele ter tomado ciência dos atos e mesmo assim ter ficado “inerte”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Não há novidades na matéria, mas estamos publicando porque resume bem a questão. Bolsonaro nomeou Freire Gomes para o comando do Exército em 31 de março de 2022, por se tratar de opositor de Lula. Mas há uma distância enorme entre se posicionar contra Lula e apoiar um golpe de estado. (C.N.)


Ex-relator da ONU reafirma apoio à campanha da ABI

 


Por Geraldo Cantarino, da Comissão de Meio Ambiente da ABI 


O engenheiro e professor Léo Heller reafirmou seu apoio e autorizou o uso de sua imagem no material da Campanha pela Aprovação da Proposta de Emenda à Constituição da Água Potável (PEC 6/2021), lançada pela Associação Brasileira de Imprensa em 1º de fevereiro deste ano. Heller também foi designado pela Comissão de Meio Ambiente da ABI, responsável pela iniciativa, como o Embaixador Científico da campanha, atuando tanto junto à comunidade científica quanto na explicação da importância da emenda parlamentar ao público em geral.

 Pesquisador do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), Heller é considerado um dos maiores especialistas em água do país. Doutor em Epidemiologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), realizou pós-doutorado na Universidade de Oxford, na Inglaterra. É autor do livro Os Direitos Humanos à Água e ao Saneamento, lançado em português pela Editora Fiocruz, e coordenador de Cooperação Internacional do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS). De 2014 a 2020, Heller foi Relator Especial dos Direitos Humanos à Água e ao Esgotamento Sanitário da Organização das Nações Unidas (ONU), recebendo reconhecimento internacional.

 Em 2010, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que reconheceu formalmente, pela primeira vez, “o direito à água potável limpa e segura, bem como ao saneamento, como um direito humano essencial para o pleno desfrute da vida e de todos os direitos humanos” Considerada um marco importante, a resolução consagrou o acesso à água e ao saneamento como parte integrante dos direitos humanos.

 “O processo em geral é este: há uma resolução internacional, que é então traduzida na legislação dos países, e a partir daí isso influencia as políticas públicas. Então, as políticas públicas do setor passam a se orientar por esse marco dos direitos humanos”, afirmou Heller em uma recente entrevista. Para o pesquisador, a expectativa é que, ao modificar a legislação brasileira, tenhamos políticas públicas mais alinhadas aos direitos humanos. Ele lembra que muitos países, inclusive da América Latina, como Uruguai, Equador, Bolívia, Costa Rica, Cuba 2 e México, já incorporaram o direito humano à água em suas legislações nacionais. O Brasil está com um atraso de 14 anos.

 A PEC 6/2021 propõe alterar o artigo 5º da Constituição Federal para incluir o acesso à água potável entre os direitos e garantias fundamentais. A Carta Magna passaria a vigorar com o seguinte inciso: “é garantido a todos o acesso à água potável em quantidade adequada para possibilitar meios de vida, bem-estar e desenvolvimento socioeconômico”. 

Inicialmente apresentada por senadores em 2018, a PEC recebeu aprovação unânime do Plenário do Senado em 2021 e agora está em tramitação na Câmara dos Deputados. O objetivo da campanha é mobilizar a sociedade civil para pressionar deputados e deputadas federais a aprovarem a PEC da Água Potável ainda este ano.

 Segundo Heller, a alteração constitucional inverteria a lógica do abastecimento de água potável no país. “A lógica atual tem sido muito de fornecer serviços para os que podem pagar por eles, e, ao transformar a água em direito humano, isso colocaria em primeiro lugar aquelas populações que estão em situação de maior vulnerabilidade”. Entre essas populações estão aquelas que vivem em zonas rurais, periferias de grandes cidades e em situação de rua. De acordo com dados do Censo 2022, cerca de 35 milhões de brasileiros não têm acesso à rede geral de distribuição de água, elemento vital. É por isso que a Campanha da ABI tem enfatizado que defender o direito humano à água é defender a vida. 

Contato da Campanha pela Aprovação da PEC da Água Potável:

 Região Sudeste: 

Zilda Cosme Ferreira, coordenadora da Comissão de Meio Ambiente da ABI: zildaf87@gmail.com 

Brasília e Região Centro-Oeste:

 Armando Rollemberg: asrollemberg@gmail.com

 Região Nordeste: Fabio Costa Pinto: fabiocostapinto.abi@gmail.com

 Região Norte: Kátia Brasil: katia@amazoniareal.com.br 

Região Sul: Lara Sfair: lara@vivavox.ppg.br

Os vereadores de Jeremoabo devem seguir o exemplo da deputada e denunciar o caso ao Ministério Público Federal.

 

                                            Foto Divulgação


Deputada denuncia Governo ao MPSC por “atrasos” nos pagamentos da Lei Paulo Gustavo e editais...


A denúncia da deputada Luciane Carminatti ao MPSC por atrasos nos pagamentos da Lei Paulo Gustavo e editais é um passo importante para garantir os direitos dos trabalhadores da cultura em Santa Catarina.

Em Jeremoabo, a situação é semelhante:

  • Ainda não há pagamentos: Os projetos contemplados pela Lei Paulo Gustavo no município ainda não receberam os recursos, e não há previsão de quando isso acontecerá.
  • Inércia da Câmara Municipal: Diante da falta de resposta do governo municipal e da Secretaria de Educação, os vereadores de Jeremoabo devem seguir o exemplo da deputada e denunciar o caso ao Ministério Público Federal.

A omissão dos vereadores é inaceitável:

  • Dever de defender o povo: Os vereadores foram eleitos para representar os interesses da população, e isso inclui defender os direitos dos trabalhadores da cultura.
  • Ação conjunta: É fundamental que os vereadores se unam e tomem medidas concretas para pressionar o governo municipal a realizar os pagamentos.

Mobilização da comunidade:

  • Cobrança aos vereadores: A comunidade de Jeremoabo deve cobrar dos vereadores que assumam seu papel e denunciem o atraso dos pagamentos da Lei Paulo Gustavo.
  • Participação em protestos: É importante que a comunidade se mobilize e participe de protestos pacíficos para pressionar o governo municipal.

Atraso é um crime:

  • Prejuízo aos trabalhadores: O atraso nos pagamentos prejudica diretamente os trabalhadores da cultura, que estão em situação de vulnerabilidade.
  • Recursos públicos: É importante lembrar que os recursos da Lei Paulo Gustavo são públicos e devem ser utilizados para o fim a que se destinam.

Ação conjunta é fundamental para garantir o pagamento dos recursos da Lei Paulo Gustavo em Jeremoabo.

Juntos, podemos fazer a diferença!

#Jeremoabo #LeiPauloGustavo #Cultura #MPF #Vereadores #Mobilização

Prefeitura de Glória paga aos fazedores de cultura habilitados na Lei Paulo Gustavo

 

Paulo Afonso - Bahia 06/03/2024

Prefeitura de Glória paga aos fazedores de cultura habilitados na Lei Paulo Gustavo

ASCOM-PMG
Divulgação

A Prefeitura de Glória, na Bahia, através da Secretaria de Governo, Coordenação de Cultura, realizou nesta quarta-feira (06), o pagamento aos fazedores de cultura do município que inscreveram projetos e foram habilitados a receber o recurso da Lei Paulo Gustavo.

A Lei Paulo Gustavo, foi criada para incentivar e reaquecer o setor cultural, gravemente afetado pela pandemia de COVID-19. O objetivo foi garantir que artistas, produtores e organizadores culturais pudessem retomar a produção cultural.

O prefeito do município, Davi Cavalcanti, informou que 100% dos projetos que foram aprovados pela Lei, estão sendo pagos. Ele ainda destacou a importância dos projetos aprovados pela comissão de avaliação: “Teremos um ano de muita mobilização cultural em nossa cidade, que possamos aproveitar cada apresentação, cada ação dos artistas e produtores locais”, disse ele.

São projetos aprovados nas áreas de audiovisual e demais áreas da cultura como: o sarau literário, história da banda de pífano da cidade, os Caretas que registrarão a tradição de grupos de Carnaval e outro que contará a história do futebol amador da cidade. Ainda terão livros a serem publicados e clipes de artistas locais que lançaram suas músicas na rede mundial de internet.

Ao todo, foram aprovados: 

03 para a produção de Streaming; 03 para edição de livros; 02 para produção de eventos festivais, espetáculos, feira ou exposição; 02 para cursos e capacitações; palestras, workshops e oficinas; 04 para a realização de curtas metragens, 04 para produção de videoclipes e 05 para produção de documentários.


https://www.bobcharles.com.br/internas/read/?id=23776


Nota da redação deste Blog -  A notícia de que a Prefeitura de Glória já pagou os fazedores de cultura habilitados na Lei Paulo Gustavo é ótima! Essa iniciativa demonstra compromisso com a classe artística e contribui para a recuperação do setor cultural, duramente impactado pela pandemia.

Em Jeremoabo, a expectativa é que o pagamento também seja realizado em breve, possivelmente antes das eleições. É importante lembrar que, independentemente do momento do pagamento, o importante é que os recursos cheguem aos artistas e produtores culturais para que possam desenvolver seus projetos e fomentar a cultura local.

No entanto, há informação de que o prefeito estaria pagando os valores ainda antes das eleições para beneficiar seu sobrinho candidato a prefeito levanta algumas preocupações. É fundamental que a gestão municipal realize o pagamento de forma transparente e justa, sem utilizar os recursos públicos para fins eleitorais.

Pontos a serem considerados:

  • Transparência: A Prefeitura de Jeremoabo deve divulgar os critérios utilizados para a seleção dos projetos e a forma como os valores serão pagos.
  • Equidade: É importante que todos os projetos aprovados sejam contemplados, sem favorecimento de grupos ou pessoas específicas.
  • Fiscalização: Os órgãos de controle devem acompanhar a execução dos projetos para garantir que os recursos sejam utilizados de forma correta.

A cultura é um direito fundamental e um importante instrumento de desenvolvimento social. O investimento na área é essencial para a promoção da cidadania, da diversidade e da criatividade.

Acompanhe o caso:

  • Fique atento às notícias sobre o pagamento dos recursos da Lei Paulo Gustavo em Jeremoabo.
  • Cobrança de transparência e equidade na seleção dos projetos e no pagamento dos valores.
  • Acompanhe a execução dos projetos para garantir o uso correto dos recursos.

Participe da discussão:

  • Compartilhe sua opinião sobre o assunto nas redes sociais.
  • Envie sugestões e críticas para a Prefeitura de Jeremoabo.
  • Participe de audiências públicas e debates sobre o tema.

Juntos, podemos construir uma sociedade mais justa e democrática, onde a cultura seja valorizada e acessível a todos.

Menção a Moraes e Gilmar no caso da ‘Abin paralela’ se resume a dois parágrafos

 

Foto: Carlos Moura/SCO/STF/Arquivo
Menção a Moraes e Gilmar no caso da 'Abin paralela' se resume a dois parágrafos07 de março de 2024 | 06:33

Menção a Moraes e Gilmar no caso da ‘Abin paralela’ se resume a dois parágrafos

BRASIL

A afirmação da Polícia Federal de que o suposto esquema de arapongagem ilegal do governo Jair Bolsonaro (PL) tentou vincular os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes à facção criminosa PCC está amparada na interpretação de dois parágrafos especulativos de um documento que teria sido produzido no gabinete de um deputado federal.

A Folha teve acesso à íntegra do documento, datado de outubro de 2019 e que foi apreendido pela PF na sede da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) em outubro do ano passado, na primeira operação relacionada ao caso.

O arquivo, que integraria uma investigação da Abin iniciada em agosto de 2019 com o intuito de apurar suposto uso de uma entidade pelo PCC e pelo Comando Vermelho, reúne uma série de apontamentos familiares, profissionais e políticos sobre a advogada Nicole Giamberardino Fabre e o Instituto Anjos da Liberdade.

De acordo com a premissa da agência à época, criminosos estariam utilizando a ONG e a advogada para influenciar políticos e magistrados a derrubar, no STF, a medida do Ministério da Justiça que estipulou restrições às visitas nos presídios federais, a portaria 157.

Em determinado ponto do texto que teria sido produzido em computador vinculado ao deputado federal Gilberto Nascimento (PSD-SP), é citada a nomeação de André Ribeiro Giamberardino —primo de Nicole— para a chefia de gabinete do então Ministério da Segurança Pública.

“Precisa verificar se a nomeação do sr. André Ribeiro Giamberardino foi no período do ministro Alexandre de Moraes, que teve muita vinculação com lideranças do PCC.”

Além da falta de base da afirmação de vinculação de Moraes com lideranças do PCC, uma simples consulta pública ao Diário Oficial da União mostra que André foi nomeado em 2 de julho de 2018 e exonerado em 19 de dezembro daquele ano.

Moraes havia deixado o Ministério da Justiça (à qual a área de segurança pública estava subordinada) mais de um ano antes. Ele assumiu a cadeira no STF em março de 2017.

A citação a Gilmar Mendes, feita parágrafos depois, é para afirmar que Nicole tem outro primo ligado a uma advogada cujo escritório estaria “umbilicalmente ligado a Gilmar”. “Prestar atenção a esta conexão”, limita-se a dizer o texto.

A Abin está no foco de investigação da PF desde março do ano passado, quando veio à tona a informação de que a gestão Bolsonaro usou o software FirstMile para investigar ilegalmente adversários políticos.

O inquérito já resultou em duas operações com prisões e buscas e apreensões, uma em outubro e a mais recente em janeiro.

Nesta última, Moraes, que relata o caso no STF, tornou pública a sua decisão, que reproduziu trechos genéricos do relatório policial, com a interpretação dada pela PF ao documento relacionado à advogada Nicole.

A PF afirma que os arquivos apreendidos na sede da Abin mostram uma “gravidade ímpar” e especula que “o desvirtuamento da diligência no sentido de tentar vincular a imagem do excelentíssimo ministro-relator [Moraes] e demais deputados pode ter sido reação em razão das ações realizadas no cumprimento de seu mister constitucional”.

Moraes, Gilmar e a PF foram procurados, via assessoria, mas não quiseram se manifestar.

Na decisão em que autorizou a operação mais recente, o ministro afirmou que as provas colhidas pela PF no caso da advogada Nicole mostravam evidências de “instrumentalização da Abin” e classificou o documento que teria sido produzido no gabinete do deputado Gilberto Nascimento como um “gravíssimo fato”.

“A atuação do núcleo-evento Portaria 157 caracteriza outra evidência de instrumentalização da Abin, pois identificou anotações cujo conteúdo remete à tentativa de associação de deputados federais, bem como ministros do Supremo Tribunal Federal, à organização criminosa conhecida como PCC (Primeiro Comando da Capital), conforme se verifica nas provas produzidas”, escreveu Moraes em sua decisão.

Nicole Fabre disse à Folha que exerceu estritamente a sua atividade de advogada, sem qualquer ação fora dessa atribuição, e que não tem ideia de por qual razão virou alvo de espionagem da Abin em 2019.

Além dos relatórios produzidos em relação a ela, a advogada teve atividades no Congresso monitoradas, o que incluiu encontros com parlamentares de esquerda, assim como a sua localização geográfica pesquisada algumas vezes por meio do FirstMile.

De acordo com os arquivos apreendidos pela PF na sede da Abin, o documento intitulado “Prévia Nini.docx” aponta na pesquisa de seus metadados ter sido feito em computador vinculado a “dep. Gilberto Nascimento”, de propriedade da Câmara dos Deputados.

Documento similar, cuja última alteração ocorreu na mesma data, tem como autoria registrada o nome de Ricardo Minussi, que a PF afirma ser o assessor parlamentar Ricardo Wrigth Minussi Macedo.

Não é explicado no relatório policial por que tal documento de uma apuração da Abin teria sido produzido externamente, por pessoa não relacionada à agência.

Em nota, Gilberto Nascimento disse que não é alvo de investigação no caso mencionado e que “não tem controle ou conhecimento das atividades realizadas pelo prestador de serviços Ricardo Luiz Wright Minussi Macedo além do âmbito da consultoria legislativa prestada à época”. Integrante da bancada evangélica, ele trabalhou para que seu partido em 2022, o PSC, apoiasse a reeleição de Bolsonaro.

A Folha não conseguiu falar com Minussi.

A PF lista no relatório que Gilberto Nascimento fez pagamentos a Minussi a título de consultoria na época. Mas destaca que a investigação não permite especular que o deputado tenha participação da produção do documento, afirmando, entre outros pontos, que ele não tem perfil “compatível com o teor do documento”.

Os arquivos vinculados a Minussi também fazem menção a vínculo da advogada com partidos de esquerda como o PT, registrando que a ONG para a qual ela trabalhava na época entrou no Supremo em parceria com o partido para tentar derrubar a portaria.

Os relatórios da própria Abin também apreendidos pela PF não apontam nenhuma ação direta e concreta de entendimentos da advogada com criminosos, apenas fazem menção à defesa dela e da ONG em prol de direitos da população carcerária.

ENTENDA A MENÇÃO A MORAES E GILMAR NO CASO DA ‘ABIN PARALELA’
Em agosto de 2019, durante a gestão Jair Bolsonaro, a Abin abre uma apuração relacionada à suposta cooptação de uma ONG e de uma advogada pelas facções criminosas PCC e Comando Vermelho
O objetivo, segundo a agência de inteligência, era derrubar portaria do Ministério da Justiça 157, que endureceu as regras de visitas em presídios federais
A advogada Nicole Fabre tem sua geolocalização monitorada algumas vezes por meio do software FirstMile
Um documento produzido na Câmara dos Deputados e que passou a integrar essa investigação fazia menções especulativas a Moraes e Gilmar
Sobre o primeiro, afirmava ser necessário checar se um primo da advogada havia sido nomeado (o que não ocorreu) na época em que Moraes era ministro da Justiça
Sobre o segundo, dizia que outro primo de Nicole tinha ligação com advogado de escritório ligado a Gilmar
A PF investiga a existência de uma “Abin paralela” durante a gestão Bolsonaro

Ranier Bragon/Folhapress

Mesa Diretora da AL-BA é notificada pelo Ministério Público para manifestação sobre "Caso Binho Galinha"

Quinta-Feira, 07/03/2024 - 00h00

Por Redação

Mesa Diretora da AL-BA é notificada pelo Ministério Público para manifestação sobre "Caso Binho Galinha"
Foto: Max Haack / Bahia Notícias

De volta ao plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após ausência na Casa, o deputado estadual Binho Galinha (PRD) deve ver o avanço na apuração de seu caso na AL-BA. Ao Bahia Notícias, o deputado estadual Samuel Jr. (Republicanos) confirmou que a Mesa Diretora já recebeu a notificação para manifestação sobre o caso. 

 

"Existe uma notificação do Ministério Público. Fomos citados", disse. Primeiro o órgão deu ciência à Casa sobre o processo e, alguns dias depois, encaminhou um pedido de posicionamento sobre a situação. 

 

Binho Galinha é considerado o principal alvo da Operação El Patron, deflagrada, em Feira de Santana. A ação cumpriu 10 mandados de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão, bloqueio de bloqueio de R$ 200 milhões das contas bancárias dos investigados e o sequestro de 40 propriedades urbanas e rurais, além da suspensão de atividades econômicas de seis empresas. 

 

A mensagem do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), setor do Ministério Público, que atua no caso, deve acelerar então a instalação da Comissão de Ética da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Informações obtidas pelo Bahia Notícias nos bastidores da Assembleia dão conta que Marcinho Oliveira irá deixar a liderança do União Brasil, deixando à cargo do deputado Sandro Régis (União), assumindo a missão de conduzir o colegiado. O próprio líder da oposição, deputado estadual Alan Sanches (União) acredita que se faz necessária a reinstalação do Conselho de Ética na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para apurar esse tipo de caso.

 

O presidente da Casa, Adolfo Menezes (PSD), durante o pequeno expediente da sessão da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), da última terça-feira (27), alertou os líderes para indicarem os integrantes para a Comissão de Ética da Casa, cabendo cinco para a Maioria, dois para Minoria e um para o Bloco Independente. A comissão deve ser instalada na próxima semana, segundo informações obtidas pelo BN. 

 

Com os oito membros definidos e o indicativo de Marcinho em ocupar a presidência, deverá caber a um deputado do bloco independente ou do governo realizar a relatoria do caso, confeccionando um parecer referente aos documentos apresentados pelo Ministério Público. 

 

Sem um nome na presidência desde a saída do deputado estadual Marquinho Viana (PV), em meados de 2021, que saiu do cargo para ocupar outro posto na AL-BA, a comissão que trata de possíveis infrações dos mandatos dos estaduais foi desmontada e não passou por uma nova instalação na atual legislatura. 

 

QUEM É BINHO GALINHA?

Eleito pela primeira vez na vida pública em 2022, Kleber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha (PRD), recebeu 49,8 mil votos e se sagrou deputado estadual da Bahia naquela eleição. Dos cinco deputados estaduais eleitos com base em Feira de Santana, Binho Galinha foi o segundo mais votado. Teve 39,2 mil dos 49,8 mil obtidos na cidade, ficando atrás apenas de Pablo Roberto (PSDB), com 42,6 mil dos 55,5 mil totais no município.

 

Binho é alvo da operação, onde o Ministério Público do Estado (MP-BA) cobrou um valor total de R$ 700 milhões, acrescentando soma correspondente a danos morais cometidos pela organização criminosa. Três policiais militares também estão entre os alvos. A função dos agentes seria fazer cobranças, mediante violência e grave ameaça, de valores oriundos de jogos ilícitos [jogo do bicho] e empréstimos a juros excessivos [agiotagem]. A operação ainda cumpre o bloqueio de mais de R$ 700 milhões das contas bancárias dos investigados e o sequestro de 26 propriedades urbanas e rurais, além da suspensão de atividades econômicas de seis empresas.

Jerônimo Rodrigues nomeia Paulo Rangel como novo conselheiro do TCM

Por Gabriel Lopes

Jerônimo Rodrigues nomeia Paulo Rangel como novo conselheiro do TCM
Foto: Carine Andrade / Bahia Notícias

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) nomeou, nesta quinta-feira (7), o deputado estadual Paulo Rangel (PT) como novo conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

 

Paulo Fernando Rangel de Lima foi eleito na tarde da última terça-feira (5), durante votação na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O petista foi eleito pela maioria dos deputados, atingindo 36 votos, contra 22 do seu opositor, o ex-deputado estadual Marcelo Nilo (Republicanos).

 

Natural de Paulo Afonso, Paulo Rangel já foi funcionário da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Cursou Engenharia Mecânica na Universidade Federal da Paraíba, curso que não concluiu, e atuou também no movimento sindical como presidente do Sindicato dos Eletricitários da Bahia (Sinergia). Foi ainda vice-presidente do departamento Nacional dos Urbanitários da CUT e secretário-geral da CUT.


 

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