quarta-feira, fevereiro 07, 2024

Aedes aegypti: Aracaju tem médio risco para surtos ou epidemia

 em 6 fev, 2024 14:50

Aracaju está em alerta após indicação de Médio Risco para infestação geral do Aedes aegypti (Foto: arquivo/SES)

O primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2024 foi apresentado nesta terça-feira, 06. Além dos dados do estudo, a Prefeitura também anunciou o Plano de Intensificação de Controle do mosquito para nortear as ações de combate.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de janeiro, buscando mapear a infestação do mosquito pela capital sergipana. Segundo a secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza, o LIRAa indicou infestação geral de 1,0, considerado como Médio Risco para surtos ou epidemias, um aumento de 25% em relação ao último LIRAa de 2023, realizado em novembro, que apontou índice de 0,8, o menor dos últimos 20 anos.

Conforme os registros de notificações e confirmações de casos das doenças provenientes do Aedes aegypti, houve uma redução total de 66% dos casos em Aracaju, se comparado ao mesmo período no ano passado.  Entretanto, apesar da redução de casos, o resultado da LIRAa alertou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). “Dos 48 bairros de Aracaju, 25 bairros foram classificados com baixo risco [satisfatório], 23 bairros com médio risco [alerta] e nenhum bairro classificado como alto risco”, destaca Waneska.

Registros

Neste ano, em Aracaju, foram notificados, até o momento, 160 casos de dengue, 25 de chikungunya e 3 de zika; destes, foram confirmados, 7 casos de dengue, 5 de chikungunya e nenhum de zika. Se comparado ao mesmo período de 2023, que corresponde às primeiras cinco semanas do ano, houve uma queda de 50,7% dos casos de dengue, 88,3%, de chikungunya e 25%, de zika. No total, houve uma redução de 66% dos casos de arboviroses em Aracaju.

 O levantamento é classificado em três níveis: baixo (de 0,0% a 0,9%), médio (de 1,0% a 3,9%) e alto (acima de 4,0%), e é realizado a cada dois meses, sendo uma ferramenta de monitoramento da presença da larva do aedes, transmissor das arboviroses dengue, zika, chikungunya.

Principais locais de criadouros

Ainda de acordo com Waneska, os principais criadouros do Aedes aegypti, na capital, são depósitos de armazenamento de água ao nível do solo, como lavanderias e tonéis, que representam 54,4% dos locais com foco.

“Os depósitos domiciliares, vasos e pratos de plantas são o segundo maior problema, com um índice de 39,8%; lixo, entulho e resíduos sólidos em quintais representam 5,8%. Neste LIRAa foi encontrado foco de mosquito Aedes aegypti em um terreno baldio. Entre os meses de novembro de 2023 e janeiro de 2024, nota-se uma redução de 15,4% de foco de Aedes aegypti nos depósitos de armazenamento de água. No mesmo período, no entanto, houve um aumento de 39,6% de foco do mosquito em pequenos depósitos, bem como em lajes e sanitários em desuso”, explica a secretária.

Classificação do plano de intensificação

O plano é classificado por níveis de transmissão e, para cada nível, existem ações definidas. No nível 1, há o aumento de casos por três semanas consecutivas. Nesse nível, serão desenvolvidas visitas domiciliares para educação em saúde, trabalho que é realizado pelos agentes de endemias; eliminação de criadouros do Aedes aegypti; avaliação de notificações por semana epidemiológica; bloqueio de transmissão nos locais com maiores índices de notificações; monitoramento semanal através do painel da sala de situação; atualização das equipes de saúde através do protocolo de diagnóstico e manejo clínico do paciente.

No nível 2, há aumento de casos acima de três semanas consecutivas e surgimento de óbitos. Nesse nível, serão desenvolvidos a intensificação das ações de campo nos bairros; monitoramento semanal através do painel da Sala de Situação; solicitação apoio da SES para a aplicação do carro fumacê; garantia de atendimento na USF; garantia de suporte laboratorial; divulgação informações epidemiológicas semanalmente para a imprensa local.

No nível 3, há manutenção sustentada de casos graves e aumento absoluto de óbitos. Nesse nível, serão desenvolvidos a garantir atendimento exclusivo em oito Unidades de Saúde da Família; garantia de ala exclusiva de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento Dr. Nestor Piva e Desembargador Fernando Franco.

No nível 4, são registrados casos notificados em ascensão, elevado número de casos graves e aglomerados de óbitos. Nesse nível, deverão ser realizadas ampliação do atendimento das USFs nos finais de semana e feriados; e ampliação de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento Dr. Nestor Piva e Desembargador Fernando Franco.

Com informações da Ascom/PMA

INFONET

O pior é que o mal existe e não morre, dizia John Steinbeck sobre as guerras

Publicado em 6 de fevereiro de 2024 por Tribuna da Internet

Brasileiros em Gaza devem deixar escola e ir para novo abrigo neste sábado  | Jornal Hoje | G1

Em Gaza, há crianças tão aturdidas que não dizem o nome

Dorrit Harazim
O Globo

Já se passaram mais de cinco décadas. Ainda assim, até hoje, ninguém sabe ao certo o número de manifestantes que, num célebre 26 de junho de 1968, inundaram o Centro do Rio para protestar contra a ditadura militar. O ato ficou conhecido como a Passeata dos 100 mil e assim permanece — até porque alguns milhares a menos ou a mais não haveriam de alterar seu peso para a História política do país.

Quando se trata de mapear a devastação humana em curso na Faixa de Gaza, cada número unitário conta — é a existência, a mais ou a menos, de uma criança, um avô, talvez um amigo, uma vizinha, uma mãe.

NÚMERO ASSUSTADOR – Na sexta-feira passada, 119º dia da guerra desencadeada por Israel em retaliação ao massacre terrorista sofrido em 7 de outubro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) cravou um número redondo, acachapante: 100 mil pessoas, ou mais, já teriam morrido (27 mil), sido feridas (66,1 mil) ou simplesmente tragadas no sumidouro de destroços da guerra.

Os dados se baseiam na coleta de informações do Ministério da Saúde do Hamas, parte diretamente envolvida no conflito. São, portanto, de difícil comprovação independente. Ainda assim, os órgãos internacionais trabalham com essa difícil aproximação da realidade.

Segundo o correspondente em Genebra do portal UOL, Jamil Chade, também o Unicef divulgou um dado aterrador na semana passada: 17 mil crianças palestinas andam desamparadas pelo enclave, tão atordoadas “que levam dias até conseguir dizer seus próprios nomes”.

DESINFORMAÇÃO – Nas brumas de qualquer guerra, a produção de desinformação por parte dos dois lados é sempre prodigiosa, a começar pelas tentativas de manipulação das mídias. Aproximar-se dos fatos entre suas muitas versões tem sido um baita desafio na região conturbada há tantas gerações.

Dias atrás, o matutino britânico The Guardian divulgou uma “investigação visual” extraordinária sobre a dimensão da destruição física de Gaza por Israel até duas semanas atrás. Com foco em três cidades específicas — Beit Hanoun, Al-Zahra e Khan Younis —, o paciente levantamento recorreu a imagens de satélite de fontes públicas, como o Planet Labs, OpenStreetMap, Copernicus Sentinel, além de um balaio múltiplo de recursos investigativos.

O resultado, disponível gratuitamente no site do jornal, demonstra que os bombardeios destruíram total ou parcialmente entre 142.900 e 176.900 prédios, 17 escolas e universidades, 16 mesquitas, três hospitais, três cemitérios, 150 estufas agrícolas.

DESTRUIR TUDO – Da apuração surgiu até mesmo um termo —“domicídio” — para a destruição deliberada de uma casa a ponto de torná-la inabitável e impedir o retorno dos deslocados. Simultaneamente, destrói-se toda uma comunidade, uma forma de viver, uma cultura.

Foi no primeiro dia do ano de 1941, com a Segunda Guerra Mundial engolindo o que ainda havia de humanidade, que John Steinbeck escreveu ao amigo e padrinho literário Pascal Covici:

— Adentramos este Feliz Ano-Novo sabendo que nossa espécie nada aprendeu, nada sabe aprender — a experiência de 10 mil anos não deixou qualquer marca sobre os instintos do milhão de anos anteriores. Não que eu tenha perdido a esperança… Imensa bondade e heroísmos haverão de surgir novamente e serão esmagados de novo. E ressurgirão. Não digo que o mal vence — jamais vencerá —, digo apenas que ele não morre…

“Financial Times” critica Toffoli por investigar organização anticorrupção


FalsoELeviano - by Diogo Mainardi - Não É Imprensa

Financial Times acusa Toffoli de destruir o legado da Lava Jato

Diógenes Freire Feitosa
Gazeta do Povo

Nesta segunda-feira (5), o jornal inglês, Financial Times repercutiu a notícia de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou uma investigação da ONG Transparência Internacional no âmbito da Operação Lava Jato, sob argumento de que a organização iria gerir recursos provenientes do acordo de leniência firmado pelo grupo J&F.

De acordo com o despacho de Toffoli a que a Gazeta do Povo teve acesso, que corre em sigilo, a ONG iria administrar R$ 2,3 bilhões em recursos voltados a “investimentos sociais […] sem que se submeta aos órgãos de fiscalização e controle do estado”.

LAVA JATO – “A medida é a mais recente do juiz Dias Toffoli, que nos últimos meses tem procurado desfazer o legado da longa investigação da Lava Jato, uma operação de sete anos que expôs uma cultura de suborno no Brasil”, diz um trecho da matéria publicada pelo Financial Times.

O jornal também lembrou que, no mês passado, Toffoli cancelou temporariamente a multa de R$ 10,3 bilhões que foi imposta à J&F dentro do acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal no âmbito da Operação Greenfield.

A liminar foi autorizada pelo magistrado, que não se declarou suspeito, apesar de sua mulher, a advogada Roberta Rangel, estar trabalhando na defesa de outros processos das empresas do grupo.

RANKING DA CORRUPÇÃO – A decisão que mira a Transparência Internacional ocorre dias depois de divulgado um relatório da ONG que mostra uma queda de dez posições do Brasil no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2023.

Segundo o ranking, em 2023, primeiro ano do governo do presidente Lula (PT), a pontuação brasileira diminuiu de 38 para 36 pontos no IPC e colocou o país no mesmo patamar de Argélia, Sérvia e Ucrânia – que está em guerra.

CRÍTICAS DA ONG – Entre os pontos analisados pela Transparência Internacional estão a “degradação das instituições”; a indicação do advogado pessoal de Lula, Cristiano Zanin, para o Supremo Tribunal Federal (STF); a escolha de Paulo Gonet Branco para o cargo de procurador-geral da República (PGR) fora da lista tríplice do Ministério Público Federal; as “emendas de relator” no Congresso; o aumento do fundo eleitoral para R$ 4,9 bilhões neste ano, entre outros.

 A militância petista reagiu ao índice atacando a ONG, apesar de, no passado, ter usado o mesmo índice para criticar governos de opositores.

Procuradoria aponta “Ilações e conjecturas abstratas” na espantosa decisão de Toffoli

Publicado em 6 de fevereiro de 2024 por Tribuna da Internet

Quem é Paulo Gonet, indicado de Lula à PGR | Exame

Gonet saiu da inércia e apresentou um recurso brilhante

Rubens Anater
Estadão

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao recorrer contra a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência da J&F, afirmou que ‘não há provas de que houve coação’ contra os empresários Joesley e Wesley Batista, controladores do grupo. No acordo, os irmãos admitiram práticas de corrupção e se comprometeram a restituir os cofres públicos com cifras bilionárias.

Na decisão monocrática em que suspendeu o pagamento da multa, Toffoli declarou que “há, no mínimo, dúvida razoável sobre o requisito da voluntariedade da requerente (J&F) ao firmar o acordo de leniência”. Segundo o magistrado, isso justificaria, “por ora, a paralisação dos pagamentos, tal como requerido pela autora”.

ME DÊ MOTIVO… – Paulo Gonet, no entanto, afirma que só há “ilações e conjecturas abstratas” a respeito da suposta coação, e que isso não é o suficiente para suspender o acordo. “Não há como, de pronto, deduzir que o acordo entabulado esteja intrinsecamente viciado a partir de ilações e conjecturas abstratas sobre coação e vício da autonomia da vontade negocial”, sustenta o procurador-geral da República.

Paulo Gonet diz ainda, em seu recurso, que Toffoli não deveria ser o responsável por julgar o acordo de leniência do grupo J&F e pede a redistribuição da relatoria do caso.

Toffoli assumiu a relatoria porque considerou que a petição da J&F tinha relação com ações que envolvem a “Vaza Jato” – ou seja, a revelação de mensagens entre o ex-juiz federal e hoje senador Sérgio Moro (União-PR) e procuradores da Lava Jato – que lançou dúvidas sobre a idoneidade da operação que derrubou sólido esquema de corrupção na Petrobrás, entre 2003 e 2014.

JUIZ PREVENTO – Toffoli pretende ser o “juiz prevento” de ações que envolvem o caso, assim, desdobramentos devem ficar sob sua alçada. O recurso da PGR, no entanto, afirma que “o acordo de leniência celebrado pela holding J&F Investimentos S.A. não foi pactuado com agentes públicos responsáveis pela condução da Operação Lava Jato e seus desdobramentos”.

Mas o procurador-geral Gonet destaca que não houve participação da 13ª Vara Federal Criminal de Paraná, que era a vara conduzida por Moro, o ex-juiz citado diretamente na Operação Spoofing, que tratou da Vaza Jato.

O procurador-geral menciona a força-tarefa das operações Greenfield, Sépsis e Cui Bono Operação Carne Fraca, que, segundo ele, “não se confundem com a Operação Lava Jato e não são dela decorrentes”.

OUTRAS OPERAÇÕES – A operação Cui Bono, deflagrada pela Polícia Federal em 2017, é tida como um desdobramento da Operação Catilinárias que, por sua vez, foi aberta a partir de provas obtidas pela Lava Jato.

O nome da Lava Jato, inclusive, aparece no acordo de leniência da J&F, entre parênteses junto ao nome da Cui Bono, quando o texto esclarece as investigações que abastecem o caso.

Outro argumento apontado no recurso da PGR é que a suspensão da multa bilionária da J&F pode causar um “grave risco ao sistema previdenciário complementar brasileiro”. Gonet afirma que os fundos de pensão Funcef, da Caixa Econômica Federal, e Petros, da Petrobras, receberiam, cada um, cerca de R$ 2 bilhões do total de R$ 10,3 bilhões da multa. A paralisação dos pagamentos, então, representa um “vultoso prejuízo”, como definiu o procurador-geral.

MULTA DA ODEBRECHT – Como mostrado pelo Estadão, Toffoli também suspendeu uma multa de R$ 3,8 bilhões da Novonor (antiga Odebrecht), chegando a um total de R$ 14,1 bilhões entre as duas.

O valor ainda pode aumentar por meio de um efeito cascata, já que outras empresas que admitiram as práticas de corrupção e se comprometeram a restituir os cofres públicos, como UTC, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa , OAS, Braskem e Engevix (atual Nova), podem aproveitar a oportunidade para pedirem a revisão dos próprios acordos de leniência.

O recurso foi recebido por Toffoli e, caso ele não acate os argumentos da PGR, deverá ser levado ao plenário do STF. Não há prazo estabelecido para essa decisão do ministro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O recurso está muito bem fundamentado pelo procurador-geral, que faz parecer ridícula a argumentação usada por Toffoli, que inclusive se baseou em informações mentirosas e descabidas do advogado da J&F, Francisco de Assis e Silva. Será que Toffoli terá a humildade de reconhecer o erro, ou vai se arriscar a ver seus argumentos sendo discutidos e desmoralizados no plenário do Supremo? Eis a questão. (C.N.)


Endividadas e pré-falidas, empresas fazem fila para pedir dinheiro a Lula e Haddad


Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encerramento do evento em homenagem ao Dia da Indústria. Lula está à frente do slogan "indústria forte, país forte".

Lula ofereceu dinheiro, mas a demanda é forte demais

Vinicius Torres Freire
Folha

Empresas fazem fila para pedir socorro e dinheiro a Lula e Haddad

Agro, aéreas falidas, setor de eventos e turismo, siderúrgicas etc. pedem ajudas variadas ao governo

O ano da política politiqueira vai começar quente para Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad. Haverá turumbamba logo de cara porque o Congresso reclama cargos atrasados; porque quer reaver emendas que Lula vetou, porque está fulo com medida provisória que derrubou decisões parlamentares reiteradas, porque a bancada religiosa não quer que mexam com suas prebendas etc.

O ano da política empresarial havia começado doce, ao menos para indústrias que esperam receber crédito mais fácil. Mas ficou logo azedo para o governo, esculachado por reeditar a política industrial de Lula 2 e Dilma 1 —não foi bem isso, mas “imagem é tudo”.

FAZENDO FILA – O ano vai ficar mais difícil porque empresas e setores formam fila no Planalto e na Fazenda a fim de pedir socorros variados. Quem pede?

Fazendeiros de grãos, o pessoal do leite. O agro que quer mais subsídio para o seguro rural. “Fazendeiros do ar”, as companhias aéreas, algumas quase falidas, que pedem subsídio grosso na veia das asas.

A lista não acabou. Há o caso das siderúrgicas, que reclamam da avalanche de importações de aço, da China em especial. Há as empresas que perdem benefícios fiscais com a desativação do Perse, daqui a dois anos. Esse “Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos” foi criado em 2021, na epidemia, quanto tais negócios foram arrasados (embora não seja mais assim). Era para durar dois anos. O Congresso prorrogou.

CONTROVÉRSIAS – Pelo menos 35 entidades do setor criticam Haddad e o fim do programa, decidido via medida provisória no final do ano. São agências de viagem, hotéis e resorts, empresas de formaturas, de eventos, feiras e congressos, de turismo, de cenografia e estandes, de festivais, de produções musicais, de cruzeiros, cinemas, parques.

O subsídio custou pouco mais do que R$ 16 bilhões em 2023, diz o governo. O comando da Câmara quer restaurar o programa.

Tem mais. Tem os 17 setores que podem perder o desconto no pagamento de imposto sobre a folha salarial (“desoneração”), derrubado de novo por medida provisória no final do ano passado. Mais na surdina, tem a indústria naval, que pode conseguir um crédito oficial extra.

EVENTOS CLIMÁTICOS – Agricultores reclamam de perdas com “eventos climáticos” (secas, calores e chuvas demasiados), da queda do preço das commodities, de custo alto de produção, de dívidas.

Querem crédito subsidiado para capital de giro, adiamento de débitos com financiamentos da safra 2023/24 etc. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, tem dito que virá ajuda do governo. A Confederação da Agricultura e da Pecuária mandou nesta semana um listão de pedidos para o Planalto.

Desde o ano passado, o agro também pede mais subsídios para o seguro rural. Com acidentes climáticos recorrentes, fica claro que o planejamento de riscos de plantio e de seguros é precário, para dizer o menos. Apenas dar subsídio, se é o caso, não resolve, porém.

MAIS PROBLEMAS – Houve de fato maré de importações de aço da Ásia em 2023. As siderúrgicas dizem que podem parar parte da produção. Desde o ano passado, querem imposto maior sobre aço importado.

O pessoal das indústrias consumidoras de aço retruca que a tarifa extra vai encarecer o produto deles. Que as siderúrgicas reclamam de barriga cheia. O pessoal do leite também se queixa de importações; diz que um benefício fiscal para empresas compradoras de leite nacional, aprovado em 2023, vai chegar tarde.

Alguns desses lobbies têm bancadas no Congresso, como o agro. Outros não tem tanta força, mas podem arregimentar parlamentares bastantes para criar mais problema político para Lula e Haddad. O governo, porém, tem alguma culpa no cartório dos lobbies. Não raro, um ministro ou similar sai por aí a dizer que é preciso socorrer ou apoiar a empresa nacional. Pois então.

Transparência Internacional repete que Toffoli está se baseando em “fake news”


PGR pede que Toffoli esclareça se decisão sobre Odebrecht se mantém após  Justiça encontrar cooperação internacional | Jovem Pan

Parece que o mundo vai cair na cabeça de Dias Toffoli

Guilherme Grandi
Gazeta do Povo

A presidência mundial da organizaçãon Transparência Internacional se pronunciou nesta terça-feira (6) sobre o pedido de investigação feito pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira (dia 5), com base numa informação de que o grupo integrava uma fundação que iria gerir parte dos recursos do acordo de leniência da J&F para ações anticorrupção.

Em um comunicado publicado no site internacional da ong, o presidente da Transparência Internacional, François Valérian, ressalta que o pedido de investigação feito por Toffoli coincide com a publicação do Índice de Percepção de Corrupção na semana passada, “destacando as decisões do judiciário que perpetuaram a impunidade generalizada para esquemas de corrupção em grande escala que afetam vários países”.

PAPEL CRUCIAL – “Estes ataques sublinham o papel crucial do trabalho da Transparência Internacional no Brasil para manter o poder sob controle. Não seremos intimidados e o nosso compromisso de nos manifestarmos contra a corrupção permanece firme”, ressaltou no comunicado.

A Transparência Internacional considerou, ainda, “lamentável testemunhar ações judiciais baseadas em acusações infundadas e informações falsas, reprimindo os esforços da sociedade civil para expor a corrupção e a influência desenfreada dos poderosos”.

A Gazeta do Povo procurou o ministro Dias Toffoli, através do STF, para comentar o comunicado da Transparência Internacional e aguarda retorno.

SEM FUNDAMENTO – A entidade vê a ação de Toffoli e demais críticas recebidas desde a divulgação do relatório de percepção da corrupção no Brasil como “ataques infundados” que seriam “decorrentes de alegações imprecisas e informações falsas”.

A ONG reafirmou o que o presidente da seccional brasileira, Bruno Brandão, disse na segunda-feira (5), garantindo que não recebeu e nem jamais receberia qualquer recurso proveniente dos acordos de leniência firmados pelas empresas brasileiras.

“A Transparência Internacional nunca recebeu nem jamais teria qualquer papel de gestão sobre quaisquer fundos provenientes de tais acordos. Nossa organização, nosso capítulo brasileiro e as autoridades brasileiras refutaram consistentemente essas falsas alegações”, completou no comunicado.

GONET RECORRE – Além do caso da Transparência Internacional, outro problema para Toffoli – o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, não concorda com a suspensão do pagamento da multa de R$ 10,3 bilhões da J&F autorizado por Toffoli como parte dos questionamento sobre as circunstâncias em que o acordo de leniência teria sido firmado com as autoridades brasileiras.

Em um recurso encaminhado ao STF, Gonet afirmou que o caso envolvendo a J&F é diferente daquele que beneficiou a Odebrecht e que não poderia ter sido apontado como mesmo motivo para suspensão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A reportagem enviada por Gilberto Clementino dos Santos mostra que, por suas decisões escalafobéticas, Dias Toffoli acabará se tornando destaque no noticiário mundial. O ministro do Supremo brasileiro está ganhando os 15 minutos de fama que o animador cultural americano Andy Warhol previa, tornando-se tristemente famoso. E merece isso, com toda a certeza(C.N.)


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