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Publicado em 5 de fevereiro de 2024 por Tribuna da Internet
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Lula nem repara que começa a cometer os mesmos erros
Carlos Pereira
Estadão
Uma série de erros decorrentes da estratégia adversarial e de confrontos abertos com as instituições políticas culminaram com a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Esse revés eleitoral, primeiro caso de fracasso de um presidente que concorreu à reeleição, junto com o desastre político dos ataques golpistas de 8 janeiro de 2023, fez com que a oposição ao governo Lula ficasse completamente perdida… sem rumo… sem agenda.
Bolsonaro também foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder, sendo banido do jogo eleitoral pelos próximos oito anos. Para dificultar ainda mais as coisas para a oposição, a Polícia Federal está investigando o envolvimento da família Bolsonaro na existência de uma espécie de Abin paralela que supostamente monitorava ilegalmente adversários políticos e outras autoridades.
MAIS CONDENAÇÕES – Não será surpresa, portanto, se o ex-presidente também vier a sofrer revezes judiciais no futuro próximo como consequência dos vários inquéritos em que está sendo investigado.
Nesse contexto de tibieza da oposição, a força gravitacional do governismo tem sido tamanha que parte considerável dos partidos e lideranças do Centrão, que até bem pouco tempo atrás era fiel escudeira do ex-presidente, migrou rapidamente para a supercoalizão governista do presidente Lula, se transformando no seu principal ator coadjuvante da coalizão governista.
Essa decisão não apenas reduziu o tamanho da oposição no Legislativo, como também a restringiu a um papel meramente reativo à dominância política do atual presidente. O presidente só é derrotado no Congresso quando ignora a preferência agregada do Legislativo.
JOGO POLÍTICO – O presidencialismo multipartidário voltou ao seu normal. Governo, quando mira a preferência mediana do legislativo, domina o jogo político por meio da atração que seus poderes e recursos discricionários exercem nos outros partidos.
A oposição minoritária, por outro lado, atua de forma reativa à dominação do presidente, nutrindo esperanças de que o governo cometa erros que venham a recolocá-la de forma competitiva no jogo do próximo ciclo eleitoral.
O governo Lula está se sentindo tão confortável diante de uma oposição enfraquecida e sem rumo que tem se permitido a reeditar políticas notoriamente fracassadas de seus governos anteriores (como por exemplo, ressuscitar uma indústria naval com recursos do BNDES, retomar a reconstrução da refinaria de Abreu e Lima que se transformou no ícone da corrupção etc.) que não faziam parte da agenda que o fez ser vitorioso por pequena margem nas eleições de 2022.
LULA ENEBRIADO – Esse conforto político tem enebriado tanto Lula a ponto de fazê-lo esquecer que parcela significativa de eleitores só votou nele no segundo turno para evitar a reeleição de Bolsonaro com sua política iliberal de confronto institucional. E não para ver seu governo implementar políticas de perfil mais ideológico e, portanto, distantes da preferência mediana da sociedade, tais como desenvolvimento econômico a partir de investimento público ou interferência de forma imprudente em empresas privadas de capital aberto.
Repetir erros grosseiros do passado com a ilusão de que “agora vai ser diferente” é autoengano. Se o governo insistir nesse caminho provavelmente cometerá deslizes que potencialmente trarão a oposição de volta ao jogo político de forma competitiva, pois vai oferecer para ela uma agenda… uma narrativa política que hoje ela não possui.
Resta saber se a oposição, livre de Bolsonaro, vai conseguir aproveitar essa oportunidade, ou se vai repetir os erros do PT que, quando teve a oportunidade de se livrar de Lula, não conseguiu.
Publicado em 5 de fevereiro de 2024 por Tribuna da Internet

Charge do Kácio (Metrópoles)
Mônica Bergamo
Folha
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli determinou que a ONG Transparência Internacional seja investigada por supostamente se apropriar indevidamente de recursos públicos na época da Operação Lava Jato. A decisão se deu no âmbito de uma notícia-crime apresentada pelo deputado federal Rui Falcão (PT-SP) e assinada pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Fernando Hideo Lacerda, que questionam a cooperação firmada entre o Ministério Público Federal (MPF) e a organização nos anos da força-tarefa.
A Transparência Internacional, segundo a decisão de Toffoli, teria participado da elaboração de um plano sobre a gestão de uma multa de R$ 2,3 bilhões imposta à J&F, sendo designada como responsável pela administração da aplicação dos recursos, segundo a decisão.
ONG ALIENÍGENA – Ao questionar a atuação conjunta, Toffoli diz se tratar de uma instituição privada, “alienígena” e “com sede em Berlim” que teria recebido valores que, na verdade, deveriam ter sido destinados ao Tesouro Nacional, como previsto pelas normas legais do país.
“Tal providência faz-se necessária especialmente para investigar eventual apropriação indevida de recursos públicos por parte da Transparência Internacional e seus respectivos responsáveis, sejam pessoas públicas ou privadas”, afirma o ministro do STF.
O magistrado determinou que sejam oficiadas a PGR (Procuradoria-Geral da República), o TCU (Tribunal de Contas da União) e a CGU (Controladoria-Geral da União), ordenando ainda que a decisão chegue à ciência do Ministério da Justiça e do Congresso Nacional. Procuradores envolvidos nas tratativas também devem ser alvos dos procedimentos.
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TRANSPARÊNCIA DIZ QUE É TUDO FAKE NEWS
Em nota pública, a Transparência Internacional classificou como falsas as informações de que os valores foram recebidos ou gerenciados pela organização. Afirmou, ainda, que o memorando que estabeleceu a cooperação expirou em 2019, encerrando qualquer participação sua.
“A Transparência Internacional jamais recebeu ou receberia, direta ou indiretamente, qualquer recurso do acordo de leniência do grupo J&F ou de qualquer acordo de leniência no Brasil. A organização tampouco teria —e jamais pleiteou— qualquer papel de gestão de tais recursos”, disse.
“Tais alegações já foram desmentidas diversas vezes pela própria Transparência Internacional e por autoridades brasileiras, inclusive pelo Ministério Público Federal. Apesar disso, estas fake news vêm sendo utilizadas há quase cinco anos em graves e crescentes campanhas de difamação e assédio à organização”, acrescentou.
“Reações hostis ao trabalho anticorrupção da Transparência Internacional são cada vez mais graves e comuns, em diversas partes do mundo. Ataques às vozes críticas na sociedade, que denunciam a corrupção e a impunidade de poderosos, não podem ser naturalizados”, afirmou ainda.
REFERÊNCIA MUNDIAL – Tida como referência internacional para o tema, a organização é responsável pela elaboração do ranking de percepção de corrupção que, neste ano, apontou que o Brasil teria caído dez posições em seu desempenho.
A pontuação brasileira passou de 38 para 36 pontos no primeiro ano do terceiro mandato de Lula (PT), a pior queda do país desde 2017. O índice foi questionado por integrantes do governo, que apontaram que grande parte dos indicadores se referiam a episódios relacionados ao governo de Jair Bolsonaro (PL).
Nos últimos anos, a Transparência Internacional condenou uma série de decisões contrárias à Lava Jato e a seus protagonistas. A organização afirmou no ano passado, por exemplo, que a cassação do mandato do ex-deputado federal e ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos) fragilizava a representação democrática no país, enfraquecia a Lei da Ficha Limpa e intimidava agentes públicos que atuam “contra interesses poderosos”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Quando a gente diz, aqui na Tribuna da Internet, que certas autoridades brasileiras não têm medo do ridículo, estamos baseados no dia-a-dia da política nacional. Num dia, Lula diz que uma jovem negra que foi destaque funcional numa fábrica da Volkswagen “gosta de batuque”, e no outro dia Toffoli, com base em fake news, manda abrir uma investigação oficial contra uma das mais famosas instituições independentes do mundo. Realmente, essas autoridades vivem em tempo de stand up comedy, querendo imitar Seinfeld e fazer sucesso a qualquer preço. E quando você lê que eu escrevi “qualquer preço”, pode botar preço nisso… (C.N.)

Elon Musk anunciou seu primeiro implante de chip
Daniel Lopez
Gazeta do Povo
Elon Musk disse nesta semana que um primeiro paciente humano recebeu o implante cerebral 10 da Neuralink. Pouco se fala, entretanto, sobre os muitos macacos que perderam a vida durante as pesquisas. Porém, o que menos se fala são os perigos envolvidos nesse tipo de tecnologia. No caso individual, poderia ser a destruição da personalidade. No âmbito coletivo, poderia ser catastrófico.
O fato é que uma série de pessoas que receberam BCIs (Brain Computer Interface, ou seja, Interface cérebro-computador) relataram problemas cognitivos. Por exemplo, o professor da Universidade da Tasmânia, Frederic Gilbert, especializado na área de neuroética aplicada, realizou uma série de entrevistas com pessoas que receberam implantes cerebrais.
TRANSMUTAÇÃO – As conclusões foram bem estranhas. O pesquisador afirmou que ficou claro que os BCIs promoveram alterações na personalidade, em alguns casos, com pacientes dizendo que “não se reconheciam mais”.
Em outras ocasiões, houve o que eles chamaram de “estranhamento deteriorativo”, em que foram registradas até mesmo tentativas de suicídio. Há, ainda, outro problema muito pouco comentado. Poderíamos chamá-lo de “Brain hacking”. Porém, este termo é pouco utilizado no universo dos estudos sobre implantes cerebrais uma vez que a expressão se popularizou como uma série de metodologias que ajudam na aprendizagem, por meio de estratégias destinadas a controlar o pensamento e reajustar as prioridades individuais.
Por isso, em vez de utilizar a expressão “Brain hacking” , geralmente é usado o termo “Brainjacking” , derivado da palavra “highjack” em inglês, que significa “sequestro”. Ou seja, seria o caso em que um hacker “sequestra” o cérebro de um indivíduo.
PROBLEMAS DE SEGURANÇA – O termo foi criado em 2016, num artigo acadêmico escrito por Laurie Pycroft, junto com outros coautores, chamado “Brainjacking: Problemas de Segurança do Implante na Neuromodulação Invasiva”.
A maior preocupação, expressada no estudo, se concentra em como os médicos teriam acesso aos dados do implante e impedir que os cibercriminosos façam o mesmo.
Para você ter uma noção do problema, já em 2016 a Johnson & Johnson fez um alerta aos seus pacientes sobre a descoberta de uma brecha de segurança em suas bombas de insulina que poderia permitir que hackers modificassem a dosagem da substância. Imagine o tamanho dos riscos para a saúde dos usuários.
EXIGIR RESGATE – Até aqui, analisamos ações contra implantes individuais. Porém, há também o perigo de ofensivas em massa, por meio de um malware (software que pode roubar informações ou danificar um dispositivo), viabilizando ataques no estilo ransomware (quando o criminoso exige o pagamento de um “resgate” para liberar de volta o acesso a arquivos ou a dispositivos).
Isso poderia ser feito através de um e-mail falso, distribuído em massa, comunicando sobre uma atualização do sistema. Se o arquivo for baixado pelo usuário, poderia dar aos hackers acesso a milhões de implantes simultaneamente. Pense no tamanho do caos que isso poderia gerar.
Agora imagine esse tipo de tecnologia caindo nas mãos de um cientista maluco ou de um regime tirânico? Seria o controle total sobre a humanidade. Parece filme, mas está se tornando mais real do que nunca E você? Aceitaria colocar um implante no cérebro para poder entrar na internet com sua mente?
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Inquietante artigo, enviado por Mário Assis Causanilhas. A Neuralink, empresa de Musk, realizou o primeiro implante cerebral no domingo passado, dia 28. O chip implantado é para controle de movimentos. Segundo Elon Musk, “o paciente está se recuperando bem, e os exames iniciais mostram uma detecção de picos de neurônios promissora, o que indica que o aparelho consegue captar a atividade cerebral”. (C.N.)
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