quarta-feira, novembro 08, 2023

Guerra Israel-Hamas atrai nova geração de combatentes na Cisjordânia




Milicianos palestinos no funeral de três homens mortos em operação israelense no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada

A área próxima à emblemática mesquita do campo de refugiados palestinos de Jenin, na Cisjordânia ocupada, é cenário de aumento da violência desde o início da guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas em Gaza.

As forças israelenses intensificam as operações e os militantes palestinos combatem nas ruas, entre cartazes com imagens dos "mártires" colados nos muros, em uma recordação das décadas de conflito entre israelenses e palestinos.

"Quando há funerais na mesquita, geralmente são apresentamos sermões que falam sobre amor, compaixão e paz entre as pessoas", disse o imã Ismail Jaradat, 53 anos.

"Às vezes também falamos sobre a morte e a importância de aprender lições com ela", acrescentou o líder religioso dentro mesquita, onde aconteceu uma cerimônia fúnebre de três membros do grupo islamista Jihad Islâmica na sexta-feira.

Desde 7 de outubro, data do ataque do movimento palestino islamista Hamas que matou 1.400 pessoas em território israelense, as forças de segurança de Israel intensificaram as operações na Cisjordânia.

Na Faixa de Gaza, os bombardeios israelenses mataram mais de 10.000 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do governo do Hamas.

Na Cisjordânia ocupada, os militares e os colonos israelenses mataram mais de 150 pessoas, de acordo com a Autoridade Palestina.

O campo de Jenin, com 23.000 moradores segundo a ONU, é considerado há muitos anos o berço da resistência de grupos armados palestinos à ocupação.

Israel classifica o local como um "centro terrorista". Em maio, o exército do país efetuou sua maior operação no campo em vários anos, que terminou com vários palestinos mortos e feridos, incluindo milicianos e menores de idade.

Um soldado israelense também morreu, atingido por engano por um tiro de seus colegas de tropa durante a operação.

- Lutar pela causa -

Em um terreno diante da mesquita, um jovem de 18 anos tem uma postura desafiadora, com um colete à prova de balas, perto do local onde, segundo os moradores, um combatente morreu durante uma operação israelense esta semana.

"Nossa moral aumentou com os ataques de 7 de outubro", afirma, com um dedo no gatilho do fuzil em que está pendurado um pingente em homenagem a outro combatente morto.

"O ritmo da resistência na Cisjordânia aumentou", acrescenta.

O Exército israelense anunciou que lutou contra "criminosos armados" esta semana em Jenin e que matou "vários".

Um avião atacou uma "célula armada que lançava artefatos explosivos", um tiroteio foi registrado e bombas "prontas para serem usadas" foram encontradas ao longo da estrada, afirmou um comunicado militar.

O campo de Jenin, criado em 1953, registra uma da maiores taxas de pobreza e desemprego dos 19 campos de refugiados na Cisjordânia, segundo a ONU.

As estradas estavam repletas de armadilhas para tanques e com marcas provocadas, segundo os moradores, por escavadeiras israelenses.

Durante a noite, os ataques iluminam o céu. Durante o dia é possível observar os buracos provocados pelos tiros nos cartazes de vários jovens milicianos mortos nos dias, meses e anos anteriores.

Jovens armados deixam a mesquita e olham, com nervosismo, um drone israelense que sobrevoa a área.

"Acredito na justiça da nossa causa e luto por ela. E o meu destino é ir para o paraíso se eles me matarem", declarou um dos jovens.

"Se eu tiver filhos no futuro, acredito que eles seguirão o meu caminho", acrescentou.

- "Coração de pedra" -

Ao lado da mesquita fica uma estação ferroviária abandonada que abrigou refugiados durante o que os palestinos chamam de "Nakba", a "Catástrofe", referência à fuga em massa de palestinos em 1948.

A criação do Estado de Israel em 1948 provocou o êxodo de quase 760.000 palestinos, segundo a ONU.

A estação está decorada com bandeiras da Jihad Islâmica.

Assim como o Hamas, este grupo islamista apoiado pelo Irã também atua em Gaza e é considerado uma organização terrorista por União Europeia e Estados Unidos.

Há 10 dias, Ibrahim al Damj, 43 anos, levou os filhos, incluindo um adolescente, para fora do campo, longe da violência e da crescente atração provocada pelos grupos armados desde o início da guerra em Gaza.

"Qualquer coisa é possível", disse. "Quando veem o Exército israelense prendendo e matando membros de sua família, isto pode empurrá-los, no futuro, a considerar unir-se à resistência", argumenta.

Mohammad Obeid, 33 anos, aponta uma mancha de poeira escurecida por vísceras e uma mancha de sangue em uma parede com marcas de estilhaços.

"Agora os nossos filhos, a partir dos três ou quatro anos, já têm o coração de pedra por tudo o que viram", afirma.

AFP / SWI

“O que Hitler fez foi brincadeira”: a heroína cultivada por palestinos.




Ahed Tamimi ilustra uma das muitas camadas de problemas que Israel tem com populações árabes sob seu controle – sem falar em Gaza. 

Por Vilma Gryzinski

A jovem Ahed Tamimi é uma mistura de princesa Mérida e Greta Thunberg, linda com sua cacheada cabeleira ruiva e criada pelos pais para defender uma causa com os maiores extremismos. Ganhou fama aos 16 anos por esbofetear um soldado israelense quase tão jovem quanto ela e muito controlado – não reagiu à agressão.

Foi detida e condenada. Saiu da experiência como heroína para os “árabes de 67”, designação para a população palestina que vive em variados graus de controle de Israel desde que suas terras foram tomadas na reação israelense à guerra desfechada por países vizinhos.

Muitos meios noticiaram que, agora, ela foi detida de novo por “incitação ao terrorismo” – assim, entre aspas, para indicar alguma coisa entre uma falsa acusação e perseguição política.

Vejamos o que disse Ahed: “Nossa mensagem aos colonos é que estamos esperando por vocês em todas as cidades da Cisjordânia. De Hebron a Jenin, vamos exterminá-los e vocês dirão que o que Hitler fez com vocês foi brincadeira. Vamos beber seu sangue e devorar seus crânios”.

Não é exatamente uma linguagem aceitável no discurso político civilizado. Com o lugar especial que a beleza e o extremismo criaram para ela, Ahed Tamimi ilustra uma das várias camadas de problemas internos que Israel administra. São três milhões de pessoas que, na maioria esmagadora, odeiam Israel com a mesma intensidade da jovem ruiva. Explosões de protestos e atentados terroristas aumentam quando a impossível convivência entra em surto, como acontece atualmente.

Fora essa população palestina da Cisjordânia, existem ainda os “árabes de 48”, cerca de dois milhões de pessoas que descendem da população palestina que ficou em território israelense propriamente dito depois da guerra da independência e da fuga em massa dos que esperavam recuperar o país todo em questão de semanas. Todos são cidadãos israelenses, com plenos direitos – e uma convivência que pode ir do muito bom, como no caso dos drusos integrados às forças de segurança, ao bastante ruim.

Uma reportagem do Wall Street Journal divulga uma pesquisa da Universidade Hebraica mostrando que 77% da população árabe-israelense condena as atrocidades praticadas pelo Hamas na invasão de 7 de outubro a comunidades fronteiriças a Gaza e somente 5% apoiam os ataques.

Ao mesmo tempo, no clima extremamente emocional que o massacre desencadeou em Israel há um mês, muitos desses cidadãos árabes se sentem discriminados ou até perseguidos, com casos de demissão ou suspensão de escolas. O jornal esquerdista Haaaretz fala em “caça às bruxas sistemática”. É um exagero, mas a tensão é evidente.

Uma deputada pelo partido islamista Raam, Iman Khatib-Yasin – sim, existe isso no parlamento israelense – chegou a ser ameaçada de expulsão do partido por dizer que os horripilantes vídeos compilados pelos militares para expor as atrocidades cometidas em 7 de outubro não mostram algumas das barbáries mais nauseantes.

“Eles não mataram bebês e não estupraram mulheres, pelo menos não no vídeo. Se isso aconteceu, é vergonhoso”, disse a deputada. Depois, ela se desculpou e disse que cometeu um erro. “Não tinha intenção de minimizar ou negar o horrível massacre de 7 de outubro ou os terríveis atos contra mulheres, bebês e idosos.”

O vídeo foi o mesmo mostrado primeiro a correspondentes estrangeiros em Israel, depois a jornalistas em Nova York e São Paulo. Ele também foi exibido aos deputados israelenses, judeus e árabes. O líder do partido islamista, Mansour Abbas, chorou ao ver as cenas de matança mais horríveis do que qualquer filme de terror.

Tradicionalmente, os deputados árabes israelenses eram de esquerda, muitos ligados ao Partido Comunista. A tendência islamista é relativamente recente – e surpreendente também. Mansour Abbas (nada a ver com o presidente da Autoridade Palestina) foi ministro e integrou o governo chefiado por Naftali Bennett, num daqueles prodígios de equilibrismo ideológico que o sistema parlamentarista propicia.

Este governo durou pouco e foi substituído pela atual coalizão comandada por Benjamin Netanyahu, com partidos extremistas como o do ministro do Patrimônio, Amichai Eliyahu, que durante uma entrevista concordou que “era um caminho” jogar uma bomba nuclear em Gaza.

É exatamente o tipo de loucura que Netanyahu, fortemente pressionado pelos Estados Unidos a uma “pausa humanitária”, enquanto no campo de batalha as forças israelenses avançam para o importante objetivo de fechar o cerco sobre a Cidade de Gaza, não precisa no momento.

Eliyahu foi suspenso das reuniões do ministério – que, de qualquer maneira, não estão acontecendo, com todos os esforços concentrados no gabinete de emergência que toca a guerra e a diplomacia, duas frentes igualmente importantes.

O avanço em Gaza, que ainda tem uma enorme quantidade de etapas pela frente, antecipa outro problema de arrepiar: o que fazer com a população do território depois que, segundo a missão declarada de Israel, o Hamas for eliminado como força militar e administrativa.

Netanyahu disse ontem que Israel vai assumir “a responsabilidade geral pela segurança de Gaza por um período indefinido”. Ou seja, dois milhões de habitantes para controlar. Ao todo, Israel teria sob seu comando, somando-se todas as diferentes categorias, quase sete milhões de árabes palestinos, a mesma quantidade de habitantes judeus.

São camadas muito diferentes, mas certamente em todas elas existem os que cultuam extremistas como Ahid Tamimi.

Revista Veja

Guerra na Faixa de Gaza pode transformar o mundo




Apoio dos EUA a Israel pode prejudicar o apoio dos eleitores progressitas ao presidente Joe Biden em 2024, favorecendo Trump e Putin

Por Gideon Rachman (foto)

“Things can only get better” (as coisas só podem melhorar) parecia o hino dos anos 1990. Lançada em 1993, quatro anos depois da queda do muro de Berlim, a música era a trilha sonora perfeita para uma década em que o apartheid terminou, a democracia chegou à Europa do Leste, a paz chegou à Irlanda do Norte e os acordos de Oslo prometiam um fim para o conflito entre Israel e a Palestina.

Nos anos 1990, o clima da época favorecia os defensores da paz, os democratas e os internacionalistas. Hoje são os nacionalistas, os promotores da guerra e os que vivem de teorias da conspiração que têm o vento a seu favor.

É cada vez maior o risco de que a Rússia consiga uma posição vantajosa em sua guerra com a Ucrânia ao longo de 2024. No Oriente Médio, o otimismo incipiente alimentado pelos Acordos de Paz de Abraão entre Israel e vários países árabes foi estilhaçado pelos ataques do Hamas e pela invasão israelense de Gaza. Hoje a expansão de uma guerra pelo Oriente Médio parece mais plausível do que um processo de paz revigorado.

Nos Estados Unidos, o governo do presidente Joe Biden enfrenta problemas graves. O ex-presidente Donald Trump tornou-se o favorito nos mercados de apostas para ganhar as eleições à Presidência em 2024. Pesquisas recentes dão-lhe uma liderança confortável na maioria dos Estados indecisos - em que ainda não existe uma tendência dominante a favor dos democratas ou dos republicanos -, que acabarão por determinar as eleições.

Todos estes acontecimentos nefastos contribuem para turvar o clima político mundial. Eles também se alimentam uns dos outros diretamente.

A guerra em Gaza obrigou os EUA a desviarem tempo e recursos da Ucrânia. Em alguns casos, há uma competição direta por munições. A Ucrânia passa por uma situação de falta de projéteis desesperadora e hoje disputa com Israel por suprimentos escassos. E tanto a Ucrânia como Israel precisam de sistemas de defesa aérea.

A capacidade do Ocidente de mobilizar apoio mundial para a Ucrânia, que já é fraca, fica ainda mais prejudicada pela indignação no “Sul Global” com o apoio dos EUA a Israel. As iniciativas que insistem no argumento de que a Rússia comete crimes de guerra na Ucrânia passarão a enfrentar acusações renovadas de duplicidade de critérios.

Esses desdobramentos acontecem em um momento em que o esforço de guerra da Ucrânia já cambaleava. A contraofensiva do governo ucraniano neste ano fracassou em grande medida.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem rejeitado furiosamente a ideia de que a guerra esteja perto de um impasse. Mas na verdade as previsões de um impasse podem mostrar-se otimistas demais. A Rússia se transformou em uma economia de guerra e é provável que tenha uma vantagem cada vez maior em termos de armamentos e número de soldados no ano que vem. As forças russas devem atacar mais uma vez as cidades e a infraestrutura ucranianas nos próximos meses.

Uma Ucrânia devastada continua a depender fortemente do Ocidente em termos de armamentos e ajuda financeira. Mas os ocidentais que apoiam Kiev não conseguiram ampliar sua produção de armas para chegar ao nível do poder bélico russo. Enquanto isso, a continuidade do envio de recursos para a Ucrânia está travada no Congresso dos EUA, pois os republicanos que apoiam Trump se colocam contra a guerra.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem mais motivos ainda para manter a intensidade dos combates ao longo do ano que vem, dada a perspectiva cada vez mais forte de que Donald Trump volte à Casa Branca e abandone a Ucrânia à própria sorte.

Uma vitória de Trump tornou-se mais provável por causa do conflito na Faixa de Gaza. Biden precisa que os eleitores jovens, progressistas e de origem árabe compareçam às urnas e votem nele. Mas muitos estão furiosos com o apoio a Israel. Se os progressistas se abstiverem de votar ou se votarem em candidatos alternativos com pouco ou nenhum peso, a eleição pode virar a favor de Trump.

Claro que seria absurdo se o sentimento pró-palestino levasse indiretamente Trump de volta à Casa Branca. O ex-presidente mais uma vez tem ameaçado proibir a entrada de muçulmanos nos EUA. Mas a história está repleta de coisas absurdas.

O foco intenso da atenção mundial sobre Israel e a Faixa de Gaza também pode ajudar a encobrir a ocorrência de outros abusos dos direitos humanos. Nas últimas semanas, deportações em massa e transferências forçadas de pessoas aconteceram ou foram anunciadas no Paquistão, no Sudão e em Nagorno-Karabakh.

Além disso, outros problemas urgentes correm o risco de serem deixados de lado enquanto se agravam. As mudanças climáticas parecem cada vez mais perigosas. Mas a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28) terá início no fim deste mês em Dubai com a atenção dos líderes de todo o mundo desviada para a Faixa de Gaza.

Com os EUA sobrecarregados no exterior e instáveis internamente, a China pode detectar uma oportunidade. Neste momento há alguns sinais incipientes de reaproximação entre Pequim e Washington. Mas o quadro geral continua a ser o de que a China está determinada a substituir os EUA como potência dominante no Pacífico, e talvez no mundo.

O principal foco das ambições do presidente chinês, Xi Jinping, é Taiwan. Analistas em Washington acreditam que ele disse aos militares chineses que estejam prontos para invadir a ilha até 2027. Em um esforço para desencorajar a China, Biden já prometeu repetidas vezes que defenderá Taiwan. Mas com os EUA distraídos e divididos, Xi pode enxergar uma oportunidade para aumentar a pressão sobre a ilha em 2024. Isso acrescentaria uma crise de segurança no Leste da Ásia às que envolvem a Europa e o Oriente Médio.

A posteriori, parece apropriado que “Things can only get better” tenha sido produzida por uma banda chamada D:Ream. Trinta anos depois do lançamento da música, o sonho definitivamente acabou.

É fatalista demais dizer que estamos em uma época em que as coisas só podem piorar. Mas é simples realismo compreender que as tendências mais fortes nos assuntos mundiais são malignas e têm ganhado impulso.

Financial Times / Valor Econômico

Pesquisa CNN: Trump tem 49% de intenções de voto contra 45% de Biden




No potencial confronto entre Biden e Trump, nenhum dos candidatos tem muito espaço para crescimento

Resultados da amostra completa têm margem de erro amostral de mais ou menos 3,1 pontos percentuais

Por Jennifer Agiesta

A um ano da eleição de 2024, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump lidera as intenções de voto com 49%, frente 45% do presidente Joe Biden entre os eleitores registados, numa nova disputa segundo a última pesquisa da CNN conduzida pelo SSRS.

As hipóteses de reeleição de Biden estão sendo prejudicadas por índices de aprovação profundamente negativos, uma sensação estagnada de que as coisas vão mal nos Estados Unidos, um apoio reduzido entre os principais blocos eleitorais e uma sensação generalizada de que ele não está preparado para o cargo.

No potencial confronto entre Biden e Trump, nenhum dos candidatos tem muito espaço para crescimento.

No total, 51% dos eleitores em todo o país dizem que não há qualquer hipótese de votarem em Biden, e apenas 4% não o apoiam atualmente, mas dizem que há uma hipótese de voto.

Quase metade, 48%, afirma que não há hipótese de votar em Trump, e apenas 2% que não o apoiam atualmente, mas que considerariam votar nele.

O apoio de Biden nas sondagens é significativamente mais fraco agora entre vários grupos que ele foi vencedor anteriormente por uma larga margem e que foram fundamentais para a sua eleição em 2020.

Entre os eleitores com menos de 35 anos, 48% apoiam Trump e 47% Biden. Os independentes politicamente se dividem entre 45% de Trump e 41% de Biden.

Os eleitores negros favorecem Biden, com 73%. O apoio no grupo é de 23% para Trump, enquanto os eleitores latinos se dividiram em 50% de Biden e 46% de Trump.

E entre os grupos raciais, em geral, as mulheres se dividem em 63% para Biden e 31% de Trump. Entre os homens, são 49% para Trump e 46% de Biden.

Todas essas margens refletem quedas significativas no apoio a Biden em comparação com as sondagens de boca de urna de 2020.

Embora aqueles que realmente comparecem para votar não sejam os mesmos que os eleitores registados, e faltando um ano para a eleição, há tempo para que as opiniões dos eleitores mudem, com o atual momento e o próximo ano sendo diferentes.

Biden conquistou os eleitores com menos de 35 anos por 21 pontos ao nível nacional, os independentes por 13 pontos, os eleitores negros por 75 pontos e os eleitores latinos por 33 pontos.

Entre os eleitores negros, ele venceu mulheres e homens por ampla margem: mulheres por 53 pontos, homens por 34.

Apenas um quarto dos americanos (25%) afirma que Biden tem resistência e perspicácia para servir eficazmente como presidente, enquanto 53% acham que Trump atende aos requisitos.

Cerca de metade dos democratas (51%) dizem que Biden tem perspicácia e resistência para o cargo, em comparação com 90% dos republicanos que afirmam que Trump possui as qualidades.

O índice de aprovação de Biden – 39% aprovam, 61% desaprovam – é pior do que o dos presidentes anteriores nesta altura das suas candidaturas à reeleição.

A sua aprovação está quase no mesmo nível da de Trump no final de outubro de 2019, quando ele tinha 41% de aprovação.

Jimmy Carter foi o único presidente com um índice de aprovação significativamente inferior ao de Biden neste momento.

A um ano do dia das eleições de 1980, apenas 32% aprovaram o trabalho de Carter como presidente – ele acabou não sendo reeleito.

O desempenho profissional de Biden atrai atualmente uma oposição muito mais intensa do que um apoio fanático: 42% dos americanos desaprovam veementemente o seu desempenho, com apenas 14% aprovando-o veementemente.

A vice-presidente Kamala Harris detém o mesmo índice de aprovação de Biden, 39% aprovam e 61% desaprovam.

Situação do país

A nova sondagem revela que 72% de todos os americanos dizem que as coisas no país hoje vão mal. Uma ampla maioria sentiu-se assim durante todo o mandato de Biden. Na melhor das hipóteses, 60% disseram que as coisas iam mal em março de 2021.

Entre os eleitores que desaprovam o desempenho de Biden e aqueles que dizem que as coisas estão indo mal no país, 79% apoiam Trump contra 12% de Biden.

São 65% de Trump contra 27% de Biden entre aqueles que dizem que as coisas estão indo mal.

Aqueles que desaprovam apenas um pouco o desempenho de Biden ajudaram a impulsionar os democratas a um desempenho surpreendentemente forte nas eleições parlamentares do ano passado (as sondagens revelaram que eles se inclinaram em 49% para os candidatos democratas nos seus distritos da Câmara dos EUA e 45% para os republicanos, apesar das suas dúvidas sobre Biden).

Biden se sai melhor entre os menos desaprovam do que os que mais, mas ainda está atrás de Trump no cenário (46% de Trump contra 40% de Biden).

Outros candidatos

Biden está atrás da ex-governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, em um confronto hipotético entre os dois – 49% dos eleitores registrados apoiam Haley, 43% Biden.

O presidente também está atrás em um confronto com Trump como candidato do Partido Republicano, onde dois candidatos declarados independentes estão incluídos: 41% Trump, 35% Biden, 16% Robert F. Kennedy, Jr. e 4% Cornel West, embora esse nível de apoio a candidatos fora dos dois principais partidos raramente tenha se materializado quando os votos reais são expressos.

Um confronto hipotético entre Biden e o governador da Flórida, Ron DeSantis, na disputa do próximo ano, está muito mais próximo, sem um líder claro, 48% DeSantis contra 46% Biden.

Os confrontos primários entre ambos os partidos sugerem que uma eleição entre Biden e Trump é o cenário mais provável no momento.

Trump detém 61% contra 17% de DeSantis e 10% de Haley no lado republicano, sem nenhum outro candidato com dois dígitos entre os eleitores alinhados aos republicanos.

Biden está 60 pontos à frente de seu mais novo desafiante, com 71% de apoio entre os eleitores alinhados aos democratas, contra 11% do deputado Dean Phillips de Minnesota e 8% da autora Marianne Williamson.

Opiniões negativas

A pequena vantagem de Trump sobre Biden ocorre mesmo quando as percepções públicas do ex-presidente permanecem profundamente negativas.

Mas a pesquisa sugere que a imagem de Biden é ainda pior, e aqueles que têm opiniões negativas sobre ambos os candidatos ficam a favor de Trump.

Quando questionados se cada um deles é mais parte do problema ou mais parte da solução ao lidar com as questões da nação, 61% dos norte-americanos dizem que Biden é mais parte do problema, e 57% citam Trump.

Os independentes são um pouco mais propensos a ver Biden do que Trump como parte do problema, 67% contra 63%.

Tanto Biden como Trump têm classificações favoráveis menores do que desfavoráveis: 36% favoráveis ​​contra 59% desfavoráveis ​​para Biden e 38% favoráveis ​​contra 56% desfavoráveis ​​para Trump.

Entre os 19% dos eleitores registados que veem Biden e Trump como parte do problema, 46% dizem que votariam em Trump, 34% em Biden e 17% em outra pessoa.

Da mesma forma, os 18% dos eleitores registados com opiniões desfavoráveis ​​sobre Biden e Trump se dividem em: 44% de Trump, 35% de Biden e 17% de outra pessoa.

Fraquezas

Avaliando os atributos de cada candidato, o levantamento conclui que aqueles que o público vê como as maiores fraquezas de Biden são também percebidos como os maiores pontos fortes de Trump (ter a resistência e a perspicácia para servir, 25% Biden contra 53% Trump, além de ser um líder mundial eficaz, 36 % Biden contra 48% Trump).

E, da mesma forma, os pontos fracos de Trump parecem estar entre os pontos fortes de Biden (51% dizem que Biden respeita o Estado de Direito, em comparação com apenas 35% que dizem que Trump o faz, e 42% dizem que Biden é honesto e confiável, enquanto apenas 33% sentem o mesmo em relação a Trump).

Ambos os candidatos, porém, estão muito aquém de ser alguém que os norte-americanos teriam orgulho de ter como presidente: apenas 33% dizem que se sentem assim em relação a Biden e 38% em relação a Trump.

A partir de agora, os eleitores alinhados aos Republicanos parecem estar mais motivados a votar do que os eleitores alinhados aos Democratas e a expressar sentimentos significativamente mais intensos sobre Biden.

Ao todo, 71% dos eleitores republicanos e com tendência republicana dizem estar extremamente motivados para votar nas eleições presidenciais do próximo ano, contra 61% dos democratas e eleitores com tendência democrata.

Os republicanos têm cerca de 50 pontos a mais de probabilidade de desaprovar fortemente o desempenho de Biden no governo (82%) do que os democratas de aprovarem fortemente (30%).

Satisfação e insatisfação

Os eleitores estão divididos igualmente sobre se estão satisfeitos ou insatisfeitos com os candidatos que terão de escolher no próximo ano, 50% ficam em cada lado.

Os republicanos estão muito mais satisfeitos do que os democratas (67% satisfeitos contra 44% entre os democratas), com os independentes bastante insatisfeitos (apenas 33% estão satisfeitos com as suas escolhas).

Entre os eleitores alinhados aos Democratas, os mais jovens estão menos satisfeitos do que os mais velhos (34% satisfeitos entre aqueles com menos de 45 anos contra 46% entre aqueles com 45 anos ou mais), mas não há diferença de idade equivalente entre os eleitores alinhados com os Republicanos (65% mais jovens). Maiores de 45 anos estão satisfeitos, assim como 64% das pessoas com 45 anos ou mais.

No meio de todos estes sinais de entusiasmo reduzido, a campanha de Biden argumentou que tem um ano para divulgar as realizações do presidente e reunir a sua base, mas a pesquisa sugere que começam em desvantagem significativa.

Questões importantes para o voto

A economia parece ser uma questão proeminente antes das eleições do próximo ano. São 66% dos eleitores registados dizendo que a questão será extremamente importante para o seu voto.

Metade ou mais dizem que a integridade eleitoral e os direitos de voto (57%), a política de armas (52%), o crime (52%) e a imigração (50%) são tão importantes. Menos citam política externa (43%), aborto (42%), mudanças climáticas (31%) ou políticas voltadas para pessoas trans (17%).

Tal como nos últimos ciclos eleitorais, existem grandes diferenças entre as questões que os eleitores democratas consideram importantes e aquelas que são centrais para os eleitores republicanos.

Para os republicanos, a economia (81% extremamente importante entre os eleitores alinhados aos republicanos contra 50% extremamente importante entre os eleitores alinhados aos democratas); imigração (73% vs. 30%); crime (66% vs. 39%); e política externa (55% contra 33%) são considerados significativamente mais importantes do que para os democratas.

Enquanto aqueles do lado democrata são significativamente mais propensos do que aqueles alinhados com o Partido Republicano a chamarem o aborto (51% a 33%), as alterações climáticas (51% a 11%) e a política de armas (59% a 47%) de principais preocupações.

Apesar da sua proeminência na retórica em torno das primárias do Partido Republicano até agora, poucos consideram as políticas dirigidas às pessoas transexuais profundamente importantes para o seu voto, e mais eleitores alinhados com os Democratas dizem que é tão importante quanto os republicanos (24% a 9%).

A única questão testada na sondagem em que ambos os lados concordam sobre a sua importância é o direito de voto e a integridade eleitoral (60% dos republicanos e dos eleitores com tendência republicana consideram extremamente importante e 58% dos democratas e dos eleitores com tendência democrata dizem o mesmo).

A maioria dos americanos, 54%, afirma que a democracia americana está sob ataque. E, tal como em levantamentos anteriores da CNN, essa opinião é mais difundida entre os republicanos (64% pensam assim) do que entre os democratas (50%).

Diferença entre os partidos

Em termos mais gerais, 72% dos americanos dizem que existem diferenças importantes entre os partidos, enquanto 28% dizem que são praticamente iguais.

Os independentes são menos propensos a ver diferenças críticas (54% dizem isso, enquanto 45% dizem que os partidos são praticamente os mesmos), e os republicanos são um pouco mais propensos do que os democratas a dizer que existem diferenças importantes (84% vs. 79%) .

Os eleitores que veem “diferenças importantes” se dividem quase igualmente entre Biden e Trump nas preferências eleitorais gerais (49% Trump contra 47% Biden), enquanto o grupo “praticamente o mesmo” se divide para Trump (50% de Trump contra 39% de Biden e 8% para outro).

O resultado da sondagem numa votação genérica no Congresso está próximo, mesmo sem um líder claro: 48% dizem que votariam no republicano no seu distrito, contra 47% no democrata. Notavelmente, os eleitores com menos de 35 anos apoiam amplamente os Democratas nesta questão, com 56% e 37% aos Republicanos.
Congresso

Mais americanos veem os líderes republicanos no Congresso como parte do problema ao lidar com as principais questões do país do que dizem o mesmo dos líderes democratas no Congresso (63% vêem os líderes republicanos como parte do problema contra 58% para os líderes democratas).

O novo presidente da Câmara, o deputado Mike Johnson, começa o seu mandato em grande parte desconhecido (52% nunca ouviram falar dele ou não têm opinião), e com uma classificação de favorabilidade equilibrada entre aqueles que têm uma opinião (20% favorável e 27% desfavorável).

Metodologia

A pesquisa da CNN foi conduzida pelo SSRS de 27 de outubro a 2 de novembro em uma amostra nacional aleatória de 1.514 adultos selecionados de um painel baseado em probabilidade.

As pesquisas foram realizadas on-line ou por telefone com um entrevistador ao vivo. Os resultados da amostra completa têm margem de erro amostral de mais ou menos 3,1 pontos percentuais.

Para resultados entre os 1.271 eleitores cadastrados pesquisados, a margem de erro é de mais ou menos 3,3 pontos.

CNN

BC consulta bancos e empresas sobre universo financeiro, mas não ouve assalariados

Publicado em 8 de novembro de 2023 por Tribuna da Internet

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