sábado, novembro 05, 2022

Nova direita reduzirá Jair Bolsonaro a seu verdadeiro tamanho – muito pequeno

Publicado em 4 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Após derrota, Bolsonaro chega ao Palácio do Planalto em silêncio - Politica - Estado de Minas

Bolsonaro vai liderar a extrema-direita, que é inexpressiva

Merval Pereira
O Globo

A votação espetacular de Bolsonaro se deve mais ao antipetismo do que ao bolsonarismo; esse é representado pelo pessoal que tentou obstruir as vias com objetivos políticos, até de anular a eleição e ter uma intervenção militar. Esse é o grupo Bolsonaro raiz, que vai continuar a ser comandado por ele.

Um resquício de extrema direita, como existe em vários países, mas não chegam ao poder com essa postura. A direita terá um novo caminho e surgirão novos líderes que não precisam se comprometer com o extremismo e o jeito rude de fazer política de Bolsonaro.

CARAS NOVAS – Romeu Zema, Eduardo Leite e Tarcísio de Freitas são pessoas que podem participar da política de maneira mais inteligente e benéfica para o país. Bolsonaro terá um cargo no PL, mas não creio que dure muito.

É o partido do Valdemar Costa Neto, cheio de líderes políticos que sabem negociar com o poder.

Bolsonaro vai perder rapidamente o poder aparente e ficará nas redes sociais agitando o seu grupo mais radical. Esses políticos de direita reduzirão Bolsonaro ao seu tamanho verdadeiro, que para mim é muito pequeno.

O CASO DO PT –  A mesma situação acontece com o PT. É mais forte que o bolsonarismo, mas sempre teve, historicamente, 30 por cento e agora agrega eleitores que são antibolsonaro.

Mas precisa agrupar novos nichos eleitorais e entender os anseios desse grupo que vota no Bolsonaro, sem ser bolsonarista.

É um grupo que anseia por liberdade, combate à corrupção, por um estado que não seja de esquerda, Tudo isso, o governo Lula vai ter que levar em conta, para pegar essa faixa de eleitorado que só foi para o Bolsonaro porque não tinha outra opção contra o PT.

Após vitória de Lula, Alemanha se diz pronta a retomar doações ao Fundo da Amazônia

Publicado em 4 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Deu na France Presse

O governo da Alemanha, segunda maior financiadora do Fundo Amazônia, declarou nesta quarta-feira que está pronta para retomar sua ajuda financeira para proteger a floresta do desmatamento, seguindo o anúncio no mesmo sentido feito pelo governo da Noruega na segunda-feira, um dia após a vitória eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva.

“Em princípio, estamos prontos para liberar os fundos congelados para o fundo de preservação da floresta amazônica” – disse um porta-voz do Ministério do Desenvolvimento e Cooperação alemão em uma entrevista coletiva. “Vamos agora discutir detalhes com a equipe de transição. No governo alemão, há uma grande vontade de estender a mão rapidamente”.

GRANDES DOADORES – A Noruega era a maior doadora do Fundo Amazônia, responsável por 93,8% do total das verbas — entre 2008 e 2018, repassou US$ 1,2 bilhão para a iniciativa, que paga para o Brasil prevenir, monitorar e combater o desmatamento. A Alemanha, o segundo maior doador, contribuía com 5,7% do total, e também suspendeu os repasses. O terceiro contribuinte, com 0,5%, era a Petrobras.

O fundo tem atualmente R$ 2,5 bilhões em recursos, ou US$ 482 milhões, congelados desde 2019, quando o então ministro do Meio Ambiente do governo de Jair Bolsonaro, Ricardo Salles, extinguiu seus comitês gestores sem consultar os países financiadores. Na semana passada, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formaram uma maioria para que o governo reative em até 60 dias o fundo de preservação e desenvolvimento sustentável.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Notem como Bolsonaro foi inábil na questão da Amazônia. Lula mal foi eleito e o Fundo da Amazônia anuncia que lhe entregará R$ 2,5 bilhões que foram negados ao atual governo. Se souber passar o pires junto aos países desenvolvidos, Lula rapidamente pode multiplicar esse financiamento, que ten custo zero. (C.N.)

Bolsonaro acabará saindo vitorioso, se permanecer impune e politicamente atuante

Publicado em 5 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

A derrota foi eleitoral, mas falta uma derrota moral e social

Conrado Hübner Mendes
Folha

Bolsonaro sofreu derrota eleitoral acachapante. Não pela pequena margem de votos favoráveis a Lula, mas pelo quase milagre da vitória diante do arsenal de práticas ilegais da campanha do presidente. Foi uma eleição corrupta e desequilibrada, em favor de Bolsonaro. Nem assim conseguiu a reeleição. Uma façanha mítica na história do presidencialismo.

Abuso de poder político, econômico e religioso; orçamento secreto, auxílios eleitoreiros não revogados por apatia do STF; coação pública (por lideranças locais, como no escândalo de Coronel Sapucaia, revelado por Caco Barcellos) e assédio privado (de empresários sobre empregados, por exemplo), que atualizaram o voto do cabresto; a insurreição da Polícia Rodoviária Federal para atrapalhar votos do nordeste.

DITADURA JUDICIAL – Bolsonaristas atribuem derrota à “ditadura judicial”, como chamam qualquer decisão que lhes desagrade. Bolsonaro reclama da parcialidade do TSE, que exigiu, por exemplo, transporte público gratuito nas capitais do país para facilitar o voto de pessoas pobres.

Num fim patético e melancólico, Bolsonaro ficou 45 horas em silêncio enquanto suas redes incitavam arruaça de caminhoneiros pelas estradas do país. E, ao se pronunciar por 3 minutos, sem assumir responsabilidade por qualquer coisa, fez jus à biografia do covarde.

A humilhante derrota eleitoral de Bolsonaro é passo modesto diante do desafio que colocou à democracia. O líder do maior programa de delinquência política da história brasileira ganhará se sair juridicamente impune (e elegível) e politicamente vivo. E se o bolsonarismo, fenômeno que transcende Bolsonaro, tornar-se socialmente normalizado e aceitável. São múltiplas as frentes de defesa da democracia que a figura derrotada ajuda a iluminar.

RISCO À DEMOCRACIA – Bolsonaro também pode ganhar enquanto o risco que traz à democracia continuar mal compreendido. A ciência política não autoriza nem recomenda, mas o analista Carlos Pereira, por exemplo, participa desse debate por meio do abuso retórico (“democracia risco-zero”), da ironia e da caricatura.

“Ih… a democracia brasileira não ruiu”, em janeiro de 2020, foi sua forma de decretar vitória contra quem supostamente previa golpe com tanques na rua. Uma aposta que ninguém fez. “Ufa… A democracia foi salva!”, em novembro de 2022, serviu de chiste para explicar que “foram sofisticadas instituições” que nos salvaram.

Se Bolsonaro jamais vê instituições, mas somente pessoas (vassalos ou inimigos), esse clube da análise política parece jamais ver pessoas reais, mas somente instituições (funcionando). Assim menospreza a fragilidade dessas instituições e o papel de quem as pilota.

NEGACIONISMO POLÍTICO = Que autoridades possam ser corajosas e prudentes, com maior ou menor capital político, ou corruptas e adeptas do vandalismo, não entra na análise. Pereira profetizou que Bolsonaro derrotado iria “cooperar pacificamente na transição”. Pois é. Isso se chama negacionismo político. Com uma pitada de “chuteful thinking” (primo do “wishful thinking”).

Diante da urgência da responsabilização jurídica de Bolsonaro e seus agentes, já se começam a ouvir ecos da perversa tradição brasileira da “pacificação”, que de paz nunca trouxe muito. Produziu, sim, pactos de amnésia, anistias assimétricas, acordos de cúpula empurrados a fórceps às maiores vítimas da violência.

 

A anistia a agentes do Estado é uma espécie de cheque pré-datado para nova conflagração. O apelo à pacificação, quando o conflito se dá entre autor e vítima de crime, disfarça irresponsabilidade e premia o criminoso. O conflito suprimido permanece latente e à espera da ocasião para nova insurgência. A impunidade de Bolsonaro não só permitirá que ele se reeleja mais adiante, como fará brotar clones tão ou mais perigosos.

LENIÊNCIA INSTITUCIONAL – Para desbolsonarizar o futuro é indispensável reparar o passado e não subestimar a ameaça do presente. Bolsonaro foi possível, entre outras coisas, pela extraordinária leniência institucional à sua conduta ao longo de 30 anos. Nunca o levaram a sério.

Nem mesmo Alexandre de Moraes, veja só, que em 2018 votou por sua absolvição porque viu na frase “quilombola não serve nem para procriar” só grosseria. A história poderia ter sido diferente.

Hoje o país tem nova oportunidade. As leis, os crimes e as provas estão aí. Falta a disposição de autoridades mais vertebradas que Augusto Aras. Não haverá outra chance.


sexta-feira, novembro 04, 2022

Eleitores de cidade na BA vão participar de nova eleição para prefeito e vice após gestores terem mandatos cassados

Novo pleito acontecerá no dia 27 de novembro, em Maiquinique. Cassação aconteceu por causa de abuso de poder econômico e captação ilícita de votos nas eleições de 2020.


Por g1 BA

 


Prefeito e vice de cidade no sudoeste da BA tiveram mandatos cassados por abuso de poder econômico e captação ilícita de votos — Foto: Reprodução/TV Sudoeste
 

Os eleitores da cidade de Maiquinique, no sudoeste da Bahia, participarão de uma nova votação , no dia 27 de novembro, para escolher o prefeito e o vice-prefeito da cidade. A eleição para os cargos será realizada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar os mandatos dos chefes do executivo.

O prefeito Jesulino de Souza Porto e a

 vice prefeita Marizene Santos Gusmão

 foram eleitos em 2020.


 Em novembro de 2021, a Justiça eleitoral 

determinou a cassação dos

 mandatos dos dois políticos por abus

o de poder econômico e captação

 ilícita de votos nas eleições.

Na decisão, divulgada em novembro de 

2021, constava que Jesulino de Souza e

 Marizene Santos distribuíram

 combustível durante o período eleitoral para

 obtenção de voto

. Os políticos teriam feiro uma carreata na

 cidade e cerca de 320 veículos,

 entre motos e carros, foram abastecidos 

com valores entreR$ 15 e R$ 30.

O combustível gratuito foi oferecido

 nos dois postos do município, 

independentemente dos motoristas 

serem simpatizantes ou não do candidato

. Jesulino de Souza seria,

 inclusive, dono de um desses estabelecimentos.

Ainda em 2021, o prefeito e a vice 

recorreram da decisão, mas em julho deste ano,

 o TSE confirmou a cassação

 dos dois mandatos. Com isso, os votos atribuídos

 à chapa foram 

anulados e foi determinada a organização de nova eleição.


Nota da redação deste Blog - A cada dia 

que passa fico mais convencido de que

 Jeremoabo é o  C...do

 mundo, tudo só chega  atrasado, 

o povo só tem língua grande para

 falar o que não deve



 

PL pode “chutar” Bolsonaro para se aliar ao PT

 sex., 4 de novembro de 2022 12:29 PM

Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, partido de Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, partido de Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, estaria em tratativas avançadas para integrar a base aliada do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O PL é o partido ao qual está filiado o presidente Jair Bolsonaro, derrotado no pleito do último domingo. A informação foi revelada pelo portal O Antagonista.

Tanto PL e quanto PT apoiariam a reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à presidência do Senado, enquanto Valdemar indicaria o líder do governo na casa. Em dois anos, o PL indicaria o sucessor de Pacheco.

Segundo O Antagonista, Lula e Valdemar da Costa Neto devem se reunir em Brasília ao longo da próxima semana. Caso o acordo seja selado, pode ser forçada uma saída de Jair Bolsonaro do partido. O PL elegeu a maior bancada de deputados para a próxima legislatura, com 99 parlamentares. No Senado, são 14 eleitos no total.

A ideia da aproximação do PT com o PL seria enfraquecer Arthur Lira (PP-AL), atual presidente da Câmara.

União Brasil cogita integrar base de Lula

presidente do União Brasil, Luciano Bivar, está disposto a conversar com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para integrar a base aliada do petista no Congresso. A bancada do partido de Bivar tem 59 deputados.

A legenda nasceu da união do DEM com o PSL – partido que elegeu Jair Bolsonaro (PL) em 2018. Agora, a projeção de Bivar é que, sim, ele pode estar ao lado de Lula.

Ao jornal O Globo, o presidente do União Brasil se definiu como um “radical do Estado de Direito”. Ele, que se elegeu deputado federal, ainda revelou que quer ser candidato à presidência da casa para substituir Arthur Lira (PP-AL).

“Nós não seremos oposição ao governo. Mas somos independentes. Podemos integrar a base, sim. Estamos sempre dispostos. Se tivermos uma representação significativa como a que temos na Câmara dos Deputados, queremos conversar com o governo diariamente. É o maior partido independente do Brasil. Fizemos 60 federais sem caneta do governador nem do presidente”, afirmou, em entrevista ao jornal.

YAHOO

Lula diz que Bolsonaro 'quebrou o Brasil'

 


Lula em São Paulo (Foto: REUTERS/Mariana Greif)
Lula em São Paulo (Foto: REUTERS/Mariana Greif)

sex., 4 de novembro de 2022 4:26 PM

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República eleito no último domingo (30), afirmou nas redes sociais que o presidente Jair Bolsonaro (PL) "quebrou o Brasil".

Em publicação nas redes sociais, o petista afirma que a proposta de orçamento do atual governo não prevê recursos para diversos programas, como a Farmácia Popular, merenda escolar e o Auxílio Brasil de R$ 600.

“Para manter o maior escândalo de corrupção da história funcionando, o orçamento secreto, Bolsonaro tirou dinheiro do povo”, diz o texto, publicado no site oficial de Lula.

Segundo as informações da publicação, Bolsonaro teria tirado recursos de setores essenciais para manter o orçamento secreto, que consiste na distribuição de emendas parlamentares para garantir apoio ao governo no Congresso.

“Não tem orçamento para medicamentos, para a merenda das crianças, muito menos para o auxílio que ele tão desesperadamente anunciou em sua propaganda eleitoral”, diz a análise.

Segundo o texto, “ainda não se sabe o quanto está por trás do que possivelmente é o maior escândalo de corrupção da história brasileira”.

Nesta quinta-feira (3), a equipe de transição de governo, coordenada pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), se reuniu com o relator-geral do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB). O grupo discute a inclusão de propostas da nova gestão no proposta orçamentária de 2023.

Após o encontro, o congressista e Alckmin anunciaram que vão propor aos presidentes da Câmara e do Senado a aprovação de um projeto que retire go teto de gastos as despesas relativas a ações consideradas essenciais, e que não têm recursos disponíveis no orçamento previsto.

Segundo Castro, "não tem recurso para o Bolsa Família [Auxílio Brasil], para Farmácia Popular, para saúde indígena, para merenda escolar. São muitas as deficiências do Orçamento".

“Decidimos levar aos líderes, ao presidente da Câmara e do Senado, a ideia de aprovar uma PEC de transição, excepcionalizando do teto de gastos algumas despesas que são inadiáveis, como, por exemplo, o Bolsa Família no valor de R$ 600, que é um compromisso público assumido pelo presidente Lula. E seria inconcebível que as pessoas, 21,6 milhões de famílias, a partir de janeiro recebessem apenas R$ 400", completou o relator.

Yahoo 

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