quinta-feira, novembro 03, 2022

Com a vitória de Lula, a Noruega retomará sua ajuda ao Brasil contra o desmatamento

Publicado em 3 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Espen Barth Eide é ministro norueguês do Meio Ambiente

Espen Eide, ministro do Meio Ambiente, confirma as doações

Da France Presse

A Noruega retomará a ajuda financeira contra o desmatamento da Amazônia no Brasil, congelada durante a presidência de Jair Bolsonaro (PL), anunciou à agência FP o ministro norueguês do Meio Ambiente após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.

“Em relação a Lula, nós observamos que durante a campanha ele enfatizou a preservação da floresta amazônica e a proteção dos povos indígenas da Amazônia”, disse Espen Barth Eide. “Por isso estamos ansiosos para entrar em contato com suas equipes, o mais rápido possível, para preparar a retomada da colaboração historicamente positiva entre Brasil e Noruega.”

MAIOR DOADOR – O país escandinavo, principal fornecedor de recursos para a proteção da floresta amazônica, suspendeu sua ajuda ao Brasil em 2019, ano em que Bolsonaro assumiu a presidência.

Durante o governo , o desmatamento na Amazônia brasileira aumentou 70%, um índice “escandaloso” nas palavras de Barth Eide, que disse que seu país entrou em um “confronto frontal” com Bolsonaro sobre a questão. De acordo com o ministro, R$ 2,5 bilhões (482 milhões de dólares) aguardam para serem utilizados no fundo de preservação da floresta amazônica, que voltará a ser financiado pela Noruega.

Lula, presidente entre 2003 e 2011, afirmou no domingo, após o anúncio de sua vitória no segundo turno da eleição presidencial, que o Brasil está disposto a ter um papel de vanguarda contra a mudança climática e destacou que o planeta precisa de uma “Amazônia viva”.

Ministros do Supremo veem jogo duplo de Bolsonaro na atuação para liberar rodovias


Estamos lidando com um moleque', diz ministro do STF sobre Bolsonaro

Bolsonaro foi ao Supremo, mas não convenceu os ministros

Andréia Sadi
g1 Brasília

Segundo o blog apurou, o ministro da Justiça, Anderson Torres, tem conversado com integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) nos últimos dias sobre a crise dos caminhoneiros e já chegou a alegar, por exemplo, que as polícias federais não teriam efetivo suficiente para superar a crise.

O argumento foi rechaçado por ministros da Corte já que, lembraram eles ao ministro da Justiça, em 2018 a PF, a PRF e a Força Nacional resolveram o desbloqueio das rodovias em paralisação maior de caminhoneiros – além de o efetivo da Polícia Militar já estar nas ruas desde segunda-feira.

TORCIDAS DE FUTEBOL – Em meio a relatos de Torres de que a polícia estaria tendo dificuldade em desobstruir as rodovias, ministros do STF enviaram a ele reportagens com vídeos das torcidas organizadas do Galo e da Fiel que, em deslocamento para acompanhar seus times jogarem, liberaram rodovias em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Diante da insistência de Torres, ministros passaram a receber a fala como um pretexto, uma “jogada” do governo Bolsonaro para tentar colocar militares nas ruas – e confundir a população com a imagem de fardados em meio a manifestações ilegais.

O foco dos ministros do STF é cobrar explicações da direção da Polícia Rodoviária Federal – que está ameaçada, inclusive, de ser afastada e presa.

FAZENDO BLINDAGEM – Na conversa que Jair Bolsonaro (PL) teve com ministros do STF, na terça-feira (1º), Rosa Weber agradeceu ao presidente por fazer um pronunciamento que, em sua visão, desautorizava as manifestações.

Em resposta, Bolsonaro disse aos ministros do STF que a cúpula da Polícia Roooviária Federal  era muito boa e faz o que pode. A fala de Bolsonaro foi vista pelo STF como uma tentativa de blindagem do governo a Silvinei Vasques, diretor-geral da PRF.

Depois de mais de R$ 115.000.000,00 gastos sem prestar informação aos vereadores, o prefeito chantageia para que os edis aprovem suplementação no escuro.


 

Vereadores querem convocar Deri do Paçoma para falar sobre "estouro" nos gastos.

Prefeito é acusado de comprometer  a receita líquida com a folha salarial, isso porque para fazer politicagem nomeou a granel de maneira ilegal desrespeitando a Constituição pelas nomeações de comissionados e contratados sem o concurso publico.
Além disso segundo os vereadores há comissionados inclusive a secretrios recebendo Comissão e horas extras, além das horas imorais e ilegais.
Outra caso de polícia é receber dinheiro para efetuar reparos em várias escolas, o dinheiro desapereceu e as escolas não foram reparadas, pagamentos exorbidantes de ônibus sucateados sem motor, sem pneus, porém a nota com pagamento de reparos aparece com se rodando estivesse, pior ainda são veículos sem motor, sem peças, sem pneus fora de uso, consumundo combustivel, inclusve muitos deles consumindo Diesel e gasolina ao mesmo tempo.
As irregularidades não param, notas exorbitantes com medicamentos, quando nos postos falta até Dipirona.
Pagemento de R$ 20.000.000.00 (vinte milhões)a uma cooperativa quando falta médicos tanto nos postos quanto na URGÊNCIA DO HOSPITAL.
O orçamento é o mais importante instrumento de controle da administração pública. Nenhum dirigente do setor público pode autorizar a realização de uma despesa sem que ela esteja prevista no orçamento, mesmo que haja dinheiro em caixa. O orçamento é uma lei que o poder legislativo vota em um ano para vigorar no outro. Essa lei estima a receita que será arrecadada e fixa a despesa que será efetuada.
Se os vereadores aprovarem essa suplementação no escuro, sem uma justificação plausível. são mais irresponsáveis do que o prefeito.


Prefeitura estoura limite de gastos com folha de pagamento devido contratações ilícitas e agora faz chantagem contra os vereadores para liberar suplementação


 O prefeito Deri do Paloma (PP) chega ao último semestre de 2022   com uma pedra no sapato que o acompanha todo final de ano, o estouro do limite de gastos com folha de pagamento, isso porque após o primeiro trimestre nomeou sem concurso público desrespeitando a Constituição, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado na Promotoria  Pública.

O prefeito desrespeitou também o resultado primário previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) atualizada é o estipulado nas metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). "Demonstrando, portanto, incompatibilidade com a meta estabelecida".

O prefeito faz politicagem com o erário público  e agora faz chantagem contra os vereadores esperando que os memos quebre o seu galho, embarcando na canoa da irresponsabilidade e da ilegalidade.

 Ordenamento irregular de despesas  autorizado durante o exercício financeiro de 2022, poderá acarretar  a pena  de prisão . além disso, terá que pagar prestação pecuniária e ter os direitos políticos cassados por cinco anos. 

Esquece o prefeito que quem quebra galho é macaco, assim mesmo se o galho for fino e o macaco muito pesado.

Para que os leitores entendan estou reproduzindo um caso que por analogia assemelha  ao de Jeremoabo:

Ex-prefeito de MS é condenado e perde direitos políticos por 'estourar' orçamento em R$ 4 milhões:

Conforme sentença relatada pela juíza Tatiana Dias de Oliveira Said, da Vara Criminal de Coxim, as denúncias apontam que o ex-prefeito, com apoio do secretário de finanças e do técnico contábil, ambos também condenados, ordenou e efetuou despesas não autorizadas por lei, realizando-as em desacordo com as normas financeiras pertinentes. O grupo chegou a falsificar informações de documentos públicos para ludibriar as fiscalizações."





Apoiador de Bolsonaro, Nelson Piquet defende Lula 'no cemitério' em meio a discurso golpista

 Quinta, 03 de Novembro de 2022 - 11:30

por Redação

Apoiador de Bolsonaro, Nelson Piquet defende Lula 'no cemitério' em meio a discurso golpista
Foto: Reprodução

O tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, pediu a morte do próximo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Apoiador do atual presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno das eleições, no último domingo (30), o ex-piloto aparece em vídeo dando a declaração durante um ato golpista realizado nesta quarta-feira (2).

 

"Vamos botar esse Lula filho de uma p* para fora", disse o ex-piloto, antes de repetir o lema de Bolsonaro, "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", afirmou. "E o Lula lá no cemitério", completou.

 

Insatisfeitos com o resultado nas urnas, apoiadores de Bolsonaro têm feito manifestações golpistas. Dentre as reivindicações, eles pedem intervenção militar alegando fraude no pleito eleitoral que terminou com a vitória de Lula.

 

Nelson Piquet se aproximou de Bolsonaro nos últimos anos. Inclusive, ele dirigiu o Rolls-Royce presidencial na comemoração do Dia da Independência do ano passado. Neste ano, ele doou R$ 200 mil ao PL para a campanha de reeleição do chefe do executivo.

 

Na F1, Nelson Piquet conquistou os títulos mundiais de 1981, 1983 e 1987.

É melhor para todos que Bolsonaro renuncie e deixe com o vice a transmissão do governo


Charge do Miguel Paiva (brasil247.com)

Pedro do Coutto

Depois do acontecimento subversivo da ocupação de estradas no país por caminhoneiros bolsonaristas, e da demora de o presidente Jair Bolsonaro, contrafeito em reconhecer a vitória do adversário, o quadro político nacional ficou conturbado e deu margem à interpretações de que o presidente da República aguardava um desfecho qualquer da obstrução das rodovias.

Por isso, é melhor, na minha opinião, para o país e para o próprio Bolsonaro que ele renuncie faltando dois meses para o fim do seu mandato e deixe para o vice-presidente, Hamilton Mourão, articular a transição do governo. Com tal atitude, haveria uma descompressão da atmosfera que restou de episódios traumáticos como o que envolveu o ex-deputado Roberto Jefferson e a crise forjada pelos caminhoneiros.

INCENTIVO – Não faltou incentivo para que os bloqueios continuassem por iniciativa da deputada Carla Zambelli nas redes sociais da internet, como revelou a reportagem desta quarta-feira de O Globo, de Jan Niklas, Luisa Marzullo, Marina Muniz, Paula Ferreira e Rafael Moraes Moura. Inaceitável a tentativa de repetir no Brasil o episódio de janeiro de 2021 quando houve uma invasão do Congresso americano por republicanos contra a posse de Joe Biden.

Hamilton Mourão, senador eleito pelo Rio Grande do Sul, tem consigo a serenidade exigida pelo momento pós-eleitoral e ressaltado numa entrevista a Natália Portinari e Gabriel Mascarenhas, O Globo de ontem. Ele afirmou, resumindo o panorama do lado do governo, que “não adianta mais chorar, nós perdemos o jogo”. A aceitação pública da derrota representa uma atitude de fidelidade democrática e de serenidade diante do princípio da alternância de poder.

O vice-presidente da república falou com clareza, ajustou o seu pensamento à realidade, revelada pelas urnas, e desarmou certamente os setores mais radicais do bolsonarismo.  Não foi fácil a desobstrução das rodovias e vias de acesso urbanas por filas de caminhões que estavam praticando uma manifestação fomentada por empresários.

AUSÊNCIAS – No breve discurso no Palácio da Alvorada, depois de reunião com ministros, na qual na reportagem da GloboNews não foi focalizada a presença do ministro Paulo Sérgio Nogueira e dos comandantes do Exército e da Marinha, o presidente Bolsonaro não se referiu nominalmente ao adversário vitorioso, ficando a tarefa para o ministro Ciro Nogueira que citou o nome de Lula ao se referir à transição de governo que começa hoje em Brasília entre ele e o vice eleito, Geraldo Alckmin.

Pouco tempo depois, Bolsonaro esteve no Supremo Tribunal Federal reunido com ministros da Corte, dizendo, na tradução de Edson Fachin, a expressão “acabou”. O pronunciamento aguardado por 40 horas e a tensão que estava no ar foram bem focalizados na reportagem de Daniel Gullino, Alice Cravo, Jussara Soares e Marina Muniz, também no O Globo de ontem. Vale ainda ressaltar a importância do artigo de Bernardo Mello Franco sobre o final do governo e o processo de transição que se inicia nesta quinta-feira.

SEM CONDIÇÕES – No artigo, o jornalista disse que Bolsonaro perdeu as condições para tentar virar a mesa. Os governadores eleitos na corrente bolsonarista não estão interessados em confusão, da mesma forma que os líderes de todos os partidos da Câmara e do Senado aceitam o resultado das urnas.  

O presidente Bolsonaro, centro de todas as observações do país, por seu comportamento revela que não se dispõe a passar a faixa para o ex-presidente Lula que volta ao poder pelo voto. Portanto, é melhor que tal tarefa caiba ao senador Hamilton Mourão, preenchendo o espaço do último ato do mandato que termina e primeiro capítulo da administração que se inicia.

Canais de Lula com os militares estão meio obstruídos e serão um desafio para Alckmin

 


Qual pode ser o impacto do apoio do Centrão a Geraldo Alckmin? - BBC News  Brasil

Alckmin precisará quebrar o gelo com as cúpulas militares

Denise Rothenburg
Correio Braziliense

A indicação do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, para o papel de coordenador da transição vem sob encomenda para facilitar as pontes com os segmentos militares. A avaliação de quem tem trânsito nessa seara é a de que os canais de Lula com os militares estão meio obstruídos.

Embora eles não apoiem qualquer golpe contra o presidente eleito, a maioria não está feliz em bater continência para Lula.

NA CONSTITUIÇÃO – Os militares não jogaram suas fichas majoritariamente em Lula, mas estão resignados. A palavra que eles usam é “estamos sentados na Constituição”. Ao longo da campanha, Lula tentou, mas não conseguiu muita conversa com os generais.

Essa turma é disciplinada e, nos bastidores, houve uma orientação do Ministério da Defesa para que qualquer contato mais próximo ficasse para depois da eleição.

Até aqui o presidente Lula tem apoio de no máximo 30% dos militares. Agora, dizem aqueles que tentam fazer algumas pontes na caserna, é aproveitar os dois próximos meses e o início do governo para deixar muito claro que ninguém quer fazer maluquices.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Bem-informada, a colunista Denise Rothenburg tem bom acesso aos militares e sabe que eles não ficaram nada satisfeitos com vitória de Lula da Silva. Conforme o vice Hamilton Mourão afirmou em importante entrevista a O Globo, Lula nem deveria ter sido candidato, mas o Supremo permitiu e na época nem ocorreram protestos dos bolsonaritas, o que transformou em “novo normal” a candidatura de um ex-presidiário à Presidência da República. Agora, como diz o general Mourão, não adianta chorar e todos precisam se adaptar a essa nova situação. (C.N.)


Bolsonaro grava e posta vídeo apoiando atos golpistas inflamados por fake news


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Bolsonaro deu incentivo às manifestações “espontâneas”

Deu na Folha

Atos golpistas foram realizados nesta quarta-feira (2) por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) em ao menos 18 estados do país e no Distrito Federal, principalmente na frente de quartéis ou repartições militares, para questionar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial do último domingo (30) e defender intervenção das Forças Armadas.

Com faixas, cartazes, gritos de guerra e interdições do trânsito, os defensores de um golpe de Estado saíram às ruas no feriado de Finados nas principais capitais, incluindo São Paulo, Brasília e Rio, inflamados por uma série de fake news e estimulados por Bolsonaro.

VIDEO DE BOLSONARO – O presidente publicou um vídeo no final da tarde pedindo para seus apoiadores liberarem rodovias que estão obstruídas, mas afirmou que os outros atos eram “do jogo democrático” —apesar das reivindicações golpistas.

“Os protestos, as manifestações, são muito bem-vindas, fazem parte do jogo democrático. […] Agora, tem algo que não é legal. O fechamento de rodovias pelo Brasil prejudica o direito de ir e vir das pessoas”, disse. “Outras manifestações que vocês estão fazendo pelo Brasil todo, em praças, fazem parte do jogo democrático. Fiquem à vontade. E deixo claro: vocês estão se manifestando espontaneamente.”

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), filho do presidente, chegou a divulgar vídeo da manifestação golpista do Rio, reproduzindo uma fala do pai em discurso no dia anterior: “os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral”.

MOURÃO PEDE ALTIVEZ – Já o vice-presidente, general Hamilton Mourão (Republicanos), senador eleito pelo Rio Grande do Sul, alertou para as consequências das reivindicações golpistas, cobrou “altivez” na derrota para retornar “muito mais fortes em 2026”.

“Agora querem que as Forças Armadas deem um golpe e coloquem o país numa situação difícil perante a comunidade internacional”, escreveu em rede social, afirmando que as “manifestações ordeiras” são “bem vindas”, mas que o “sentimento de frustração” surgiu “quando aceitamos passivamente a escandalosa manobra jurídica” que anulou os processos de Lula em 2021, permitindo sua candidatura.

Além de espalharem imagens falsas ou antigas sobre a presença de veículos do Exército atuando nas cidades e afirmações inverídicas de que a fraude nas urnas foi comprovada, manifestantes chegaram a comemorar nos atos uma fake news da “prisão” do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, tido como algoz por bolsonaristas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Com esperteza e tirando o corpo fora, ao dizer “deixo claro: vocês estão se manifestando espontaneamente”, Bolsonaro está prestando um desserviço à nação, ao incentivar esses atos antidemocráticos. Ainda bem que os militares não pretendem apoiá-lo nessa reação infantil contra a vontade das urnas.

É hora de os generais frotistas vestirem o pijama para brincar com os netos, enquanto o Brasil se vê obrigado a aturar mais quatro anos de governo de Lula, o ex-presidiário que lidera o PSTF – Partido do Supremo Tribunal Federal, que jamais deveria se meter em política, mas agora é tarde para reclamar, como diz o vice Mourão. E quem se interessa? (C.N.)  

Cientista político analisa cenário atual pós-eleições presidenciais




Cientista político Adriano Gianturco analisa cenário político atual

Obstrução de rodovias, intervenção militar, transição de governo e impeachment são temas abordados pelo professor Adriano Gianturco no Café com Política desta quarta (2)

Por Ana Karenina Berutti 

Em entrevista ao Café com Política, do Super N 1ª edição, da Rádio Super 91,7 FM, nesta quarta-feira (2), o cientista político Adriano Gianturco, analisou os recentes acontecimentos após a eleição presidencial de domingo. Segundo Gianturco, que também é coordenador do curso de Relações Internacionais do IBMEC, as obstruções nas rodovias contra o resultado das urnas não têm amparo legal, ponto que foi, inclusive, destacado no curto pronunciamento do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) ao dizer que as manifestações impedem o direito das pessoas de ir e vir.

Gianturco considera a intervenção militar pedida pelos manifestantes "improvável" de acontecer pelo fato de as próprias Forças Armadas já terem se manifestado dizendo que a intenção não é essa.

Por outro lado, segundo o especialista, há cenários mais moderados possíveis. "O resultado eleitoral ser de fato aceito, mesmo que Bolsonaro não parabenize o adversário, e a transição de governo se iniciar com a definição do ministro para coordenar esse processo. Dessa forma, o bolsonarismo pode mirar mais em 2026, com uma possível volta do atual presidente para a política", explica Gianturco.

Outro cenário apontado pelo professor é o de impeachment do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), "caso ele queira romper com a responsabilidade fiscal em prol da responsabilidade social, ainda mais que ele vai enfrentar um Congresso de maioria de direita contrário ao seu governo", considerou Gianturco.

O Tempo

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