sexta-feira, fevereiro 04, 2022

Quem protege Jair Bolsonaro?




As conclusões dos últimos inquéritos da Polícia Federal sobre os atos de Jair Bolsonaro deixaram a impressão de que ele conta com salvo-conduto para cometer a barbaridade que quiser sem ser incomodado.

Por Malu Gaspar (foto)

A primeira investigação buscava saber se o presidente da República prevaricou — ou seja, deixou de cumprir seu dever como servidor público — ao não tomar providência sobre as denúncias dos irmãos Miranda, que o procuraram para relatar irregularidades na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde.

A segunda apuração investigou Bolsonaro por usar sua live para vazar um inquérito sigiloso da própria PF sobre uma invasão de hackers ao sistema do TSE, em 2018. Além de violar o sigilo do inquérito e divulgar a íntegra em suas redes sociais, o presidente ainda sugeriu que o papelório comprovava fraudes nas urnas eletrônicas, o que nunca aconteceu.

Nos dois casos, os delegados concluíram que Bolsonaro fez mesmo tudo aquilo de que era acusado. Mas não propuseram nenhum tipo de punição.

William Tito, que passou seis meses apurando a denúncia de prevaricação, construiu uma argumentação tortuosa. Segundo ele, Bolsonaro não está sujeito ao artigo do Código Penal que define a prevaricação.

Isso porque, embora o texto diga que é dever de todo servidor público comunicar um malfeito sempre que tiver notícia dele, esse dever especificamente não está escrito no capítulo da Constituição sobre as obrigações do presidente da República.

Por essa lógica, Bolsonaro poderia testemunhar impassível uma série de crimes, uma vez que eles não estão listados nesse capítulo específico da Constituição. O que o presidente fez, segundo o delegado, “se aproximaria mais de uma ausência do cumprimento de um dever cívico, mas não de um desvio de um dever funcional”.

Denisse Ribeiro, que cuidou da apuração sobre a live, fez diferente: afirmou que houve crime, mas disse que não pedia o indiciamento do presidente porque uma parte do Supremo Tribunal Federal entende que a PF não pode indiciar por conta própria autoridades com foro privilegiado.

É verdade, mas também há outra parte que entende que pode. No último episódio do gênero, em 2018, a PF pediu o indiciamento de Michel Temer por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, no inquérito que apurava favorecimento a empresas do setor portuário. E o ministro Luís Roberto Barroso autorizou, dizendo que, por lei, qualquer pessoa pode ser indiciada — e ninguém, nem mesmo o presidente da República, deve ter privilégios.

Hoje no comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o mesmo Barroso atribuiu a Bolsonaro “a atitude deliberada de facilitar a exposição do processo eleitoral brasileiro a ataques de criminosos”. O indiciamento, porém, não veio — e talvez não venha nunca.

As duas investigações vão passar pelo crivo do protetor… ops, procurador-geral da República, Augusto Aras — ou seja, serão enterradas. Se o STF não se mexer, dificilmente haverá consequências.

Pode-se dizer que Jair Bolsonaro é um fenômeno. Tem um dos menores índices de popularidade da história da República, vive em conflito com o STF e pratica delitos em áudio e vídeo sem esconder nada de ninguém. Ainda assim, continua ileso, avançando firme em sua missão de avacalhar as instituições.

E não dá para atribuir a responsabilidade só à Polícia Federal, hoje uma sombra do que já foi, na apuração dos crimes cometidos por autoridades com foro privilegiado. Assim como não é possível culpar só Augusto Aras, apesar de sua participação decisiva na blindagem de Bolsonaro.

Com a CPI da Covid no retrovisor, ninguém parece mais muito empenhado em tirar o presidente de sua zona de conforto. Como ilustrou outro dia um ex-chefe da Polícia Federal: “se fosse na minha gestão, já haveria uma pilha de convocações para eu ir ao Congresso dar satisfação sobre esses inquéritos”.

Hoje, com exceção do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que pediu a convocação do ministro da Justiça e do diretor-geral da PF, a oposição anda calada, como se fosse conveniente manter Bolsonaro onde está: mal nas pesquisas, pagando por apoio com o orçamento secreto e o fundo eleitoral, até que a eleição o coloque automaticamente no passado.

A questão é que faltam oito meses para o pleito, e o roteirista do Brasil é caprichoso. Se a classe política não se ligar, periga Bolsonaro continuar onde está simplesmente porque esqueceram de fazer o básico: impor a ele os limites da lei. Talvez seja demais esperar que isso aconteça. Vai ver quem está certo é o delegado, e o dever cívico não vale mesmo muita coisa.

O Globo

França quer ser mediadora do conflito entre Rússia e Ucrânia




País, que ocupa presidência rotativa do Conselho Europeu, ficou irritado com negociações diretas entre EUA e Moscou. Paris combinou cooperação estreita com Washington para negociar solução de tensões russo-ucranianas.

Para tentar resolver a crise entre Rússia e Ucrânia, o presidente francês, Emmanuel Macron, e seu homólogo americano, Joe Biden, concordaram, num telefonema nesta quarta-feira (02/02), que querem uma estreita coordenação e contato permanente a fim de "negociar uma abordagem ampla para superar os problemas na região".

A "coordenação permanente" entre os dois países deverá incluir tanto negociações diplomáticas quanto "preparativos para impor sanções econômicas severas à Rússia, se o país invadir a Ucrânia". Os dois presidentes reforçaram seu "apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia".

Nos últimos dias, Macron também falou duas vezes por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin. Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Eliseu, em Paris, o diálogo de 45 minutos entre Macron e Biden também serviu para preparar conversas do mandatário francês com Putin e com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, previstos para esta quinta-feira.

Por que países ocidentais estão preocupados?

A Rússia estacionou mais de 130 mil soldados na fronteira com a Ucrânia, além de equipamentos pesados e suprimentos, o que suscitou receios de uma invasão iminente.

A Rússia nega qualquer intenção de invadir a Ucrânia, mas emitiu várias exigências contra o que considera ameaças da aliança militar atlântica Otan, integrada por 30 países, incluindo França, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Turquia.

Na quarta-feira, Biden determinou o envio de mais militares americanos para países do Leste Europeu.. De acordo com o plano, serão mobilizados cerca de mais 2 mil soldados para Polônia e Alemanha, enquanto mil soldados hoje baseados na Alemanha serão deslocados para a Romênia.

Quais são os esforços diplomáticos em andamento?

Num primeiro momento, a França ficou irritada pelo fato de Putin ter privilegiado negociações diretas com o governo americano no âmbito do conflito entre Rússia e Ucrânia, sem incluir a União Europeia (UE). Nesta quinta-feira, Macron pretende ações com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michels.

"Acho que é o papel da França, especialmente devido ao fato de ocupar a presidência do Conselho Europeu, trabalhar numa solução conjunta", destacou Macro. A França preside o órgão nos seis primeiros meses de 2022.

Além dos telefonemas programados com os mandatários russo e ucraniano, Macron planeja viajar à Rússia em breve – assim como o chanceler federal alemão, Olaf Scholz.

Segundo o Eliseu, Paris ambiciona em breve realizar um encontro do assim chamado "Triângulo de Weimar", com Scholz e o chefe de Estado polonês, Andrzej Duda. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, viajou a Kiev nesta quinta-feira para conversar com Zelensky sobre a crise.

No início da próxima semana, a ministra alemã do Exterior, Annalena Baerbock, e seu homólogo francês, Jean-Yves Le Drian, também deverão viajar à Ucrânia. Alemanha e França querem retomar o chamado "formato Normandia" – uma mediação de França e Alemanha para diminuir as tensões entre Rússia e Ucrânia. O próximo encontro no formato Normandia deverá acontecer em Berlim.

Viagem de Bolsonaro a Moscou

Segundo veículos da imprensa brasileira divulgou esta semana, os Estados Unidos tem intercedido junto ao brasileiro para que seja cancelada a viagem do presidente Jair Bolsonaro a Moscou programada para meados de fevereiro.

O jornal O Globo noticiou que representantes da Casa Branca argumentaram que o momento não é adequado para o encontro entre Bolsonaro e o presidente russo, Vladimir Putin, pois poderia ser interpretado como partidarismo na crise Rússia-Ucrânia pelo Brasil.

Uma fonte anônima do governo brasileiro assegurou ao jornal que essa não será a mensagem da visita: "Desejamos o entendimento diplomático entre Rússia e Ucrânia, dois países com os quais temos ótimas relações."

Deutsche Welle

Se você pensa que a política brasileira é insana, dê uma olhada na política dos EUA...




Por Paul Krugman (foto)

Em fevereiro de 2021, um congelamento profundo causou amplas quedas de energia no Texas, deixando cerca de 10 milhões de moradores sem eletricidade, em muitos casos durante dias. Centenas de pessoas morreram. A principal causa imediata da crise foi a interrupção da produção de gás natural, a principal fonte de energia do estado.

Depois de uma temporada de frio congelante em 2011, os órgãos reguladores federais tinham pedido que o Texas exigisse a adaptação das instalações de gás e eletricidade para esse clima. Mas ele não o fez. E de modo geral ainda não o fez.

MAIS BITCOINS – Até agora, nenhuma exigência de adaptação ao inverno foi imposta ao politicamente poderoso setor de gás. Em vez disso, o governador Greg Abbott espera garantir a rede elétrica incentivando a… operação de bitcoins, as criptomoedas. Isso supostamente reduziria o risco de apagões porque o enorme consumo de eletricidade pela bitcoin acabaria expandindo a capacidade de geração do estado.

Sim, é tão maluco quanto parece. Mas se encaixa num padrão. Quando confrontado com problemas que poderiam ser facilmente atenuados por ações cooperativas, os radicais de direita que dominaram o Partido Republicano costumam recorrer a não-soluções bizarras que agradam à sua ideologia antissocial. Vou explicar por que uso essa palavra em um minuto.

Primeiro, vamos falar sobre o mais óbvio exemplo atual: a política da Covid. Na Flórida, o governador Ron DeSantis tentou bloquear praticamente todas as medidas destinadas a limitar a disseminação do coronavírus; ele e seus assessores quase chegaram a ser explicitamente contra as vacinas, mas eles agradaram à turma “antivax”, com DeSantis até se recusando a dizer se recebeu a dose de reforço.

TRATAMENTOS MAIS CAROS – No entanto, todos eles aprovaram tratamentos com anticorpos que são muito mais caros que as vacinas, e DeSantis pediu que a Agência de Alimentos e Drogas permitisse o uso de anticorpos que, como o órgão descobriu, não funcionam contra a ômicron.

Por que eles apoiam tratamentos caros e ineficazes enquanto se opõem a medidas que ajudariam a evitar a doença severa, para começar? Bem, considere um paralelo que talvez não seja imediatamente óbvio, mas na verdade está bastante próximo: os tiroteios nas escolas.

Entre os maiores países avançados, esses tiroteios são um fenômeno quase exclusivamente americano. E embora possa haver diversas razões para que os Estados Unidos liderem o mundo em massacres escolares, certamente poderíamos mitigar o horror com medidas de bom senso como restrições à venda de armas, verificação de ficha policial e proibição de armas de assalto para pessoas físicas. Mas não. Os republicanos querem expandir o acesso às armas e, em muitos estados, proteger os estudantes armando os professores.

A CONFUSÃO É GERAL – O que esses exemplos têm em comum? Como poderia ter dito Thomas Hobbes, os seres humanos só podem florescer, só podem evitar um estado da natureza em que as vidas são “desagradáveis, brutais e curtas”, se eles participarem de uma “comunidade” — uma sociedade em que o governo assume grande parte da responsabilidade por tornar a vida segura. Portanto, temos a polícia exatamente para que os indivíduos não precisem andar por aí armados para se protegerem da violência de outras pessoas.

A política de saúde pública, se você pensar, reflete o mesmo princípio. Os indivíduos podem e devem assumir a responsabilidade por sua própria saúde, quando puderem; mas a natureza da doença infecciosa faz que a ação coletiva tenha um papel essencial, seja em investimento público em suprimentos de água limpa ou, sim, exigências de máscaras e vacinas durante uma pandemia.

E você não precisa ser socialista para reconhecer a necessidade de regulamentação para manter a confiabilidade de aspectos essenciais da economia, como o abastecimento de eletricidade e o sistema monetário. E é por isso que estou chamando a direita americana moderna de antissocial —porque seus membros recusam qualquer política que dependa da cooperação social, e em vez disso querem que voltemos ao estado de natureza distópico de Hobbes.

SOLUÇÕES INSANAS – Nós não vamos tentar manter as armas longe de potenciais assassinos em massa; em vez disso, vamos contar com professores-vigilantes para atirar neles depois que o tiroteio tiver começado. Não vamos tentar limitar a disseminação das doenças infecciosas; vamos dizer às pessoas para tomarem drogas que são caras, ineficazes ou ambas, depois que elas já estiverem doentes.

E a bitcoin? Não acho que valha a pena tentar entender a lógica tortuosa de Abbott —por que ele imagina que promover uma atividade que devora energia, ambientalmente destrutiva, de alguma forma tornará mais confiável o suprimento de eletricidade em seu estado?

Uma rede energética sobrecarregada por operações de bitcoins, chamada de “criptomineração”, ajudou a provocar uma crise recente no Cazaquistão.

INDIVIDUALISMO TOTAL – Uma pergunta melhor é por que os republicanos se tornaram fanáticos pela criptomoeda, a ponto de um candidato ao Senado definir sua posição como sendo “pró-Deus, pró-família, pró-bitcoin”?

A resposta, eu diria, é que a bitcoin joga com uma fantasia de individualismo autossuficiente, de proteger sua família com seu AR-15 pessoal, tratar sua Covid com um vermífugo ou urina e administrar seus negócios financeiros com moeda criada em nível privado, imune a instituições como governos ou bancos.

Afinal, nada disso vai funcionar. O governo existe por um motivo. Mas os constantes ataques da direita às funções essenciais do governo cobrarão um preço, tornando nossas vidas mais desagradáveis, mais brutais e mais curtas.

Nota do blog Tribuna da Internet – Paul Krugman é vencedor do Prêmio Nobel de Economia e escreve no jornal The New York Times.  Seu artigo é importantíssimo, ao demonstrar que não existe insanidade política apenas no Brasil, que é filial, pois a matriz EUA está ainda mais enlouquecida. Que tempos são esses? Parece que estamos entrando em outra Era das Trevas…  (C.N.)

Folha de São Paulo / Tribuna da Internet

Alemanha sob fogo por hesitação na crise Rússia-Ucrânia




Em meio a temores de uma invasão da Ucrânia pela Rússia, governo alemão enfrenta críticas por falta de postura clara frente a Putin e tem sua imagem de aliado confiável do Ocidente arranhada.

Por Matthias von Hein

Enquanto estimados mais de 100 mil soldados russos estacionados na fronteira da Ucrânia geram temores de uma invasão, para muitos observadores nos Estados Unidos e em alguns países do Leste Europeu já são visíveis algumas rachaduras na imagem da Alemanha como um aliado confiável.

Uma onda de críticas recaiu sobre Berlim – às vezes acompanhadas de uma zombaria amarga –, especialmente após a Alemanha responder a um pedido do governo ucraniano por armamentos com uma promessa de enviar 5 mil capacetes.

Pouco depois, foram publicados mapas das rotas dos aviões britânicos que transportam armas para o território ucraniano, que mostram claramente que tiveram de desviar do espaço aéreo alemão.

Ao lidar com sua primeira grande crise na política externa, a nova coalizão de governo alemã se vê, portanto, também diante de uma crise da própria imagem. 

Piotr Buras, diretor do think tank Conselho Europeu de Relações Exteriores, em Varsóvia, se diz perplexo com a comunicação caótica em Berlim. "O governo alemão não fala com uma só voz. Já ouvimos muitas opiniões, mas nenhuma estratégia clara", afirmou ao jornal alemão Taz.

Jornais internacionais, do The New York Times ao Deccan Herald, de Bangalore, na Índia, publicaram manchetes indagando de que lado a Alemanha está no conflito envolvendo a Ucrânia.

Talvez isso fique mais claro nos próximos dias. O chanceler federal alemão, Olaf Scholz, afirmou nesta quarta-feira (02/02) que viajará a Moscou em breve para conversar com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a crise russo-ucraniana.

Não às armas para a Ucrânia, sim ao gás russo?

A Espanha destacou uma fragata para o Mar Negro; a Dinamarca enviou caças à Lituânia e uma fragata para o leste do Mar Báltico, enquanto os Estados Unidos colocaram tropas de prontidão e anunciaram o envio de mais soldados à Europa – tudo isso demonstra um forte contraste com a recusa alemã de enviar armamentos a Kiev.

A Alemanha, até agora, vem se recusando a permitir que a Estônia envie nove canhões de artilharia da Alemanha para a Ucrânia. A justificativa de Berlim é a sua política de restrição de exportação de armas para regiões em crise.

Alexander Graf Lambsdorff, vice-presidente da bancada do Partido Liberal Democrático (FDP) no Bundestag (Parlamento alemão), acredita que essas exportações não fariam muita diferença. "Temos uma situação em que as Forças Armadas ucranianas são militarmente inferiores às forças russas em uma proporção que jamais poderia ser compensada pela entrega de armamentos", afirmou o parlamentar.

Críticos apontam para os interesses econômicos da Alemanha e para a dependência do país do abastecimento de energia da Rússia. Moscou é responsável por mais de 40% das importações alemãs de petróleo bruto e por 56% do gás natural.

Esse percentual pode ainda aumentar quando o gasoduto Nord Stream 2, cuja construção foi concluída há poucos meses, entrar em operação. Scholz sinalizou somente recentemente que, no caso de uma invasão militar russa à Ucrânia, o gasoduto poderia não ser ativado.

'Alemanha respondeu a um pedido do governo ucraniano por armamentos com uma promessa de enviar 5 mil capacetes'

Dificuldade em encontrar posição comum

O Partido Social-Democrata (SPD), de Scholz, que lidera a coalizão de governo, tende a reforçar a necessidade de negociar e reduzir as tensões no relacionamento com a Rússia. Seus parceiros de coalizão, o Partido Verde e o FDP, defendem uma postura mais rígida.

Mas, mesmo entre os social-democratas, foi possível ouvir uma verdadeira cacofonia nos últimos dias. Na segunda-feira, dirigentes do partido, parlamentares e membros do governo conseguiram finalmente chegar a uma posição conjunta: no caso de uma invasão, todas as opções para a imposição de sanções mais rígidas estarão sobre a mesa, incluindo reconsiderar a entrada em funcionamento do Nord Stream 2.

Ao mesmo tempo, todos os canais diplomáticos deveriam ser explorados, especialmente as conversações no formato Normandia, mediadas pela Alemanha juntamente com a França. Entretanto, a proibição das exportações de armas para a Ucrânia continuaria em vigor.

Nesse último ponto, os social-democratas estão alinhados com a maioria da população. Segundo uma pesquisa do instituto YouGov, 59% dos alemães apoiam a decisão de não enviar armas à Ucrânia. Somente 20% são a favor. Afinal, a Alemanha já é o principal doador da Ucrânia em ternos econômicos e humanitários.

Lacuna deixada por Merkel

Observadores internacionais ressaltam que a saída da ex-chanceler federal Angela Merkel da arena política enfraqueceu substancialmente a política europeia referente à Rússia, além de deixar uma lacuna que Scholz, aparentemente, ainda não foi capaz de preencher.

A revista britânica The Economist, por exemplo, destacou que o canal de comunicação entre Berlim e Moscou secou desde a mudança de governo, no início de dezembro.

"A vantagem da chanceler Merkel era poder ligar para Putin a qualquer hora e ter uma conversa", observou à DW o ex-assessor de segurança do governo alemão Horst Teltschik.

Até agora, Scholz teria entrado em contato com o Kremlin apenas uma vez, no final de dezembro.

Deutsche Welle

EUA dizem que Rússia tem plano para forjar ataque da Ucrânia




Pentágono afirma ter provas de trama russa para criar pretexto para invadir Ucrânia, que envolveria filmar ataque falso com atores e cadáveres. Mais cedo, Otan diz que presença russa em Belarus chega a 30 mil soldados.

Os Estados Unidos possuem relatórios de inteligência mostrando que a Rússia tem um plano para fabricar um pretexto para invadir a Ucrânia, disse o Pentágono nesta quinta-feira (03/02).

A Rússia reuniu dezenas de milhares de soldados na fronteira com a Ucrânia, mas nega que esteja planejando invadir o país. Em vez disso, Moscou acusou os Estados Unidos de elevar as tensões ao enviar mais soldados à região para reforçar o flanco leste da Otan.

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse a jornalistas que havia provas de que o Kremlin havia desenvolvido uma trama para filmar um ataque falso de militares da Ucrânia "contra o território soberano russo, ou contra pessoas que falam o idioma russo".

"Como parte deste ataque falso, acreditamos que a Rússia produziria um vídeo de propaganda com imagens fortes, incluindo cadáveres e atores que representariam pessoas em luto e imagens de locais destruídos", para justificar uma invasão, disse Kirby.  

A suposta operação foi revelada em relatórios de inteligência não confidenciais compartilhados com funcionários ucranianos e aliados europeus.

"Já vimos esse tipo de ação dos russos no passado, e acreditamos ser importante que, quando vemos isso dessa forma, e podemos ver, a denunciemos", disse Kirby. 

"Nossa experiência é de que muito pouco disso não é aprovado pelos níveis mais altos do governo russo", acrescentou. 

"Uma opção" sobre a mesa de Moscou

O conselheiro adjunto de segurança nacional dos EUA Jonathan Finer disse não haver certeza de que "este é o caminho que eles vão tomar, mas sabemos que esta é uma opção em consideração, que envolveria atores encenando luto por pessoas mortas em um evento que eles próprios teriam criado".

"Isso envolveria o envio de cadáveres para representar corpos supostamente mortos, de pessoas supostamente mortas em um incidente como este", disse Finer à emissora MSNBC.

Otan: 30 mil soldados russos em Belarus

Mais cedo, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, advertiu que a presença militar da Rússia nas fronteiras da Ucrânia segue crescendo. Ele disse que o número de militares russos em Belarus, um aliado de Moscou, provavelmente chegaria a 30 mil, mais do que em qualquer outro momento nos últimos 30 anos. 

"Nos últimos dias, vimos um movimento significativo de forças militares russas para Belarus. Este é o maior deslocamento russo para lá desde a Guerra Fria", disse Stoltenberg aos jornalistas.

Ele disse que o deslocamento militar para Belarus conta com forças especiais, caças de combate, mísseis balísticos de curto alcance Iskander e sistemas de defesa contra mísseis terra-ar S-400.

Stoltenberg também renovou seu apelo para que a Rússia "desescalasse", e reiterou que "qualquer nova agressão russa teria conseqüências graves e um alto preço".

A Otan começou a reforçar as defesas de seus membros no Leste Europeu, mas diz não ter intenção de destacar tropas para a Ucrânia, que não é membro da aliança militar, no caso de uma invasão russa. 

Deutsche Welle

Moro provoca reações raivosas em seus adversários.




Por Merval Pereira (foto)

O ex-juiz Sergio Moro não consegue chegar a dois dígitos nas pesquisas eleitorais para presidente da República, mas provoca reações raivosas em seus adversários. É “canalha”, segundo Lula; “ladrão e desonesto”, para Ciro Gomes, e “traidor”, para Bolsonaro. Mobiliza altas rodas do Judiciário, e centenas de advogados criminalistas reunidos na guilda autointitulada “Prerrogativas”, que querem vê-lo destruído moralmente e, se possível, atrás das mesmas grades em que colocou o ex-presidente Lula.

Tentaram de tudo. A ponto de um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, ter pedido uma investigação sobre os ganhos auferidos por Moro no ano em que trabalhou na consultoria internacional Alvarez & Marsal. Um processo totalmente irregular, que teve um procurador do Ministério Público escolhido a dedo, com objeto alheio à competência do TCU, pois tratava-se de uma relação privada entre o ex-juiz e a consultoria, sem envolver dinheiro público.

O caso terminou melancolicamente para Dantas, surpreendido pelo pedido, do próprio procurador que escolhera, para arquivar o processo, por falta de objeto. Dantas é muito ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e ao senador Renan Calheiros, dois dos mais ferrenhos adversários de Moro.

Mais ridículo ainda, também uma CPI foi arquitetada pelo PT para investigar a mesma coisa, uma suposta mirabolante conexão entre as empreiteiras que foram atingidas pela Operação Lava-Jato e os contratos fechados por elas com a Alvarez & Marsal na recuperação judicial. Moro, ao “quebrar” as empreiteiras brasileiras, teria aumentado os lucros da consultoria internacional, e estaria sendo recompensado agora com um contrato fajuto, que seria apenas “propina” pelos favores do ex-juiz. A coisa era tão rocambolesca, e tão claramente vingativa, que não foi adiante. Ninguém quer lembrar que as empreiteiras quebraram porque envolveram-se em esquemas de licitações fraudulentos, confessados amplamente.

Fazem com Moro o que o acusam de ter feito contra Lula. Manipulam informações, usam de manobras jurídicas antiéticas, quando não ilegais, procuram desmoralizar Moro e os que o defendem. O advogado de Lula, Cristiano Zanin, quer fazer crer que ele foi, sim, inocentado pela Justiça, com uma interpretação jurídica distorcida: “A Constituição considera todos inocentes, a menos que haja condenação transitada em julgado”. Como se os processos não tivessem existido, e nem as confirmações das condenações pelo TRF-4 e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Só é considerado inocente pela Justiça o réu absolvido por falta de provas, ou porque ficou provado que o crime não aconteceu, ou que ele não foi o autor do crime. No caso de Lula, seus processos foram transferidos de jurisdição porque o Supremo considerou que a Vara de Curitiba não era competente, e um deles foi anulado por Moro ter sido considerado um juiz parcial.

Em decorrência, vários deles estão sendo arquivados, por prescrição, o que significa que não há mais tempo hábil para o Estado processar o réu. Por que um sujeito que é “insignificante e não tem futuro na política”, como disse recentemente Lula, torna-se o centro da campanha presidencial, foco dos ataques dos candidatos mais bem colocados?

Talvez por verem nele um potencial de votos que ainda não se revelou nas pesquisas de opinião. E talvez nem se revele, diante de uma possibilidade concreta de os eleitores terem que votar contra alguém, para impedir o outro de ganhar. Provavelmente, durante a campanha, quando começarem os programas eleitorais no rádio e televisão, e os debates entre os candidatos, os temas mais prejudiciais a Lula, como os casos de corrupção acontecidos em seu governo, e a assombração da esquerda manipulada eleitoralmente, possam estancar sua arrancada rumo à Presidência. Moro terá também que enfrentar a acusação de que perseguiu Lula com intenções políticas.

Lula já ensaia não comparecer aos debates, criticando o formato em que são feitos. Bolsonaro também não é muito chegado a um debate, prefere falar sozinho. Moro, por sua vez, tem dificuldades para fechar acordos políticos, muito por suas qualidades, mas também por inexperiência no jogo eleitoral. Até abril, prazo fatal para definições partidárias sobre as candidaturas, o quadro ficará mais claro.

O Globo

Onde fica a China no conflito Rússia-Ucrânia?




Vladimir Putin e Xi Jinping têm encontro agendado durante a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno. A deterioração das relações com o Ocidente oferece uma chance para os dois líderes consolidarem interesses comuns.

Por William Yang

O presidente da China, Xi Jinping, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin, devem se encontrar pessoalmente nesta sexta-feira (04/02), durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim.

Este seria o primeiro encontro pessoal de Putin com o presidente chinês em dois anos – justamente num momento em que as relações chinesas e russas com a Europa e os Estados Unidos seguem num processo de deterioração.

O governo russo mantém cerca de 100 mil soldados ao longo de sua fronteira com a Ucrânia, os EUA e a Otan afirmam que há uma ameaça real de que a Rússia possa invadir o território ucraniano. E os holofotes mundiais alinhados à China devido aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 estão ofuscados por boicotes diplomáticos de vários países ocidentais, por violações de direitos humanos de Pequim e tensões geopolíticas com o Taiwan e no Mar da China Meridional.

"A visita de Putin à China, durante os Jogos Olímpicos, não só tem um forte significado simbólico de enviar uma mensagem de unidade e laços firmes entre os dois chefes de Estado, mas também serve para aumentar o peso diplomático global e melhorar a imagem internacional da China diante do crescente boicote por países ocidentais", disse Velina Tcharakova, chefe do Instituto Austríaco de Política Europeia e de Segurança (Aies), em entrevista à DW.

Nesta quinta-feira, a agência estatal chinesa de notícias Xinhua publicou uma carta assinada por Putin elogiando as "tradições centenárias de amizade e confiança" sino-russas.

O mandatário russo escreveu que a "parceria estratégica de coordenação" binacional entrou numa "nova era", atingindo um "nível sem precedentes" e se tornando um "modelo de eficiência, responsabilidade e aspiração para o futuro".

No decorrer do documento, o presidente lista diversos grandes planos para o futuro dos laços sino-russos, incluindo o desenvolvimento de parcerias econômicas e energéticas.

Posição de Pequim quanto a tensões na Ucrânia

A carta de Putin não mencionou especificamente questões estratégicas, e a China tradicionalmente mantém uma posição de neutralidade ao comentar sobre tensões fora de sua esfera de influência.

No entanto, num telefonema recente com o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, o ministro do Exterior da China, Wang Yi, expôs a posição de Pequim sobre a ameaça contínua de conflito na Ucrânia.

Wang pediu que todas as partes "mantenham a calma" e se abstenham de fazer qualquer coisa que possa "agitar as tensões e elevar a crise". Wang  frisou que as preocupações da Rússia "deveriam ser levadas a sério".

"Parece que, num confronto tão tenso, a China escolheu o lado russo e o fez abertamente, o que difere de sua abordagem tradicionalmente mais neutra em questões sensíveis", disse Danil Bochkov, membro do Conselho Russo de Assuntos Internacionais, em Moscou, em entrevista à DW. "Pode ser um sinal de uma relação mais confiável de ambos os Estados, semelhante a uma estrutura quase aliada."

'Um conflito na Ucrânia não é do interesse da China, que busca aumentar sua influência com a Nova Rota da Seda'

Alguns dos sinais que indicam uma aliança de fato entre China e Rússia são as discussões binacionais sobre maneiras de desenvolver conjuntamente sistemas de pagamento internacional alternativos – uma plausível necessidade diante de possíveis sanções ocidentais. 

Mesmo que a tarefa de evitar transações dominadas pelo dólar americano seja mais fácil na teoria do que na prática, Moscou e Pequim querem mostrar ao mundo que estão dispostos a trabalhar juntos. "Estamos expandindo consistentemente os acordos em moedas nacionais e criando mecanismos para compensar o impacto negativo das sanções unilaterais", escreveu Putin na carta.

"China e Rússia sinalizam que estão descontentes com a atual ordem internacional e que trabalharão juntas para reformulá-la", disse Theresa Fallon, diretora do Centro de Estudos para Rússia Europa Ásia (Creas), um think tank sediado em Bruxelas.

"A Rússia precisa de um aliado poderoso, devido a seu isolamento em relação ao Ocidente, enquanto a China precisa de um parceiro internacional confiável, com projeção de poder regional, para reforçar sua influência e seu peso geopolítico global", disse Tchakarova, do Aies.

Em sua carta prévia ao encontro, Putin afirma que os dois países "desempenham um importante papel estabilizador no desafiador ambiente internacional de hoje". Ele acrescentou que, embora estejam sob pressão internacional por desrespeitarem normas democráticas, ambos "promovem uma maior democracia no sistema de relações internacionais para torna-lo mais igualitário e inclusivo".

Estabilidade na Europa Oriental interessa à China

Apesar das observações do ministro do Exterior chinês Wang, indicando um apoio tácito da China aos interesses de segurança da Rússia, Pequim provavelmente preferiria a estabilidade na Europa Oriental. A nação asiática tem muitos vínculos comerciais com a Ucrânia, por meio da Iniciativa do Cinturão e Rota (Nova Roda da Seda), além de investimentos na Europa Oriental, que podem ser prejudicados por conflitos evidentes.

"Não acho que a China ignore o fato de que, se houver uma crise na Ucrânia, ela sofrerá consequências maiores, e não é necessariamente do interesse de Pequim que isso aconteça", disse Zsuzsa Anna Ferenczy, pesquisadora e ex-conselheira política do Parlamento Europeu.

Shi Yinhong, professor de relações internacionais da Universidade Renmin, na China, comentou à DW não haver indicação de que os chineses violariam sua doutrina de neutralidade para apoiar abertamente uma invasão russa na Ucrânia.

"A China não vai, de forma alguma, se opor publicamente à provável invasão russa na Ucrânia, mas tampouco a apoiará", disse o especialista. "Embora se oponha a quaisquer sanções ocidentais contra a Rússia, ela não fará nada diretamente pela Rússia, para contra-atacar as sanções."

Ruptura olímpica?

Em relação a uma suposta invasão russa na Ucrânia durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, especialistas afirmaram que uma das coisas mais importantes para Xi durante o diálogo com Putin será garantir que os Jogos não sejam ofuscados por um conflito armado na Europa.

"Ele quer ter certeza de que a crise na Ucrânia não se tornará um obstáculo para os Jogos Olímpicos de Inverno", assegurou Ferenczy.

De fato, Putin mencionou em sua carta que os boicotes diplomáticos aos Jogos Olímpicos de Inverno eram uma "tentativa de vários países de politizar o esporte para seus interesses egoístas".

O especialista chinês Shi também considera improvável o Kremlin iniciar uma invasão militar num período em que os Jogos estão prestes a começar na China: "Não acho que Putin lançaria uma invasão na Ucrânia durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, pois isso poderia envergonhar muito a China."

Deutsche Welle

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Higienização do pênis é principal método para evitar amputação

por Erem Carla

Higienização do pênis é principal método para evitar amputação
Foto: We-Vibe Toys / Unsplash

Só no ano de 2021, o Nordeste registrou mais de 1.700 casos de câncer de pênis - desses, 139 foram na Bahia. O Brasil apresenta prevalência considerável da doença, em especial nas regiões Norte e Nordeste. 

 

Em 14 anos, houve um aumento de 1.604% de amputações do órgão, com mais de 7 mil procedimentos. Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Augusto Modesto, ressalta a importância da higienização do pênis para prevenção do câncer.

 

“Para os pacientes que têm fimose, ou excesso de prepúcio, o órgão genital precisa ser higienizado pelo menos duas vezes por dia com água e sabão. Para os que têm fimose fechada e que não conseguem ir ao médico urologista, a melhor opção é realizar a cirurgia da fimose que é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pênis”, explica o urologista. 

 

O médico também ressalta a importância de usar preservativo durante as relações sexuais para evitar qualquer tipo de Infecção Sexualmente Transmissível (IST).

 

“Nós sabemos que existe o HPV, que é um fator associado ao câncer de pênis. Então o uso do preservativo ajuda a prevenir essas infecções”, indica.

 

O urologista alerta a necessidade de ir ao especialista para ter um diagnóstico em caso do aparecimento de lesões ou ferimentos na região genital. “Toda ferida, toda úlcera com mais de 30 dias deve ser submetida a biópsia. Só a biópsia é que vai dar o diagnóstico definitivo do câncer de pênis”, explica.

 

O diagnóstico precoce do câncer de pênis ajuda a curar em quase 100% dos casos, porque identifica o câncer em sua fase inicial e pode evitar a mutilação do órgão. “Muitas vezes apenas com a cirurgia da fimose ou até mesmo com exérese do pequeno nódulo ou da pequena ferida que apareceu.”

 

Aos pacientes que tiveram que passar pelo processo de mutilação, o especialista conta que a depender do nível de amputação, o paciente pode ter vida sexual com penetração. Em amputações parciais, também é possível manter a fertilidade. 

 

Segundo dados obtidos pela SBU no Sistema de Informações Hospitalares (SIH/Datasus) do Ministério da Saúde, houve uma queda no número de registros dos casos entre 2020, quando foram registrados 2.095 casos e 2021 com 1.791 casos registrados. Estima-se que essa diminuição se deve à pandemia, que impactou a procura por tratamento médico. 

 

A região com maior número de casos nos últimos quatro anos foi o Sudeste (3.162 casos), seguido por Nordeste (2.574), Sul (1.186), Centro-Oeste (658) e Norte (645). 

 

Nesse mesmo período, a prevalência, número de casos por cada 100 mil habitantes, foi a seguinte: Nordeste (9,93); Centro-Oeste (9,42); Sul (8,82); Sudeste (8,09); Norte (8,05). 

 

Os estados com maior registro de tumor de pênis são: São Paulo (1.484), Minas Gerais (1.059), Bahia (609) e Paraná (565). 

Bahia Notícias

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