quinta-feira, fevereiro 03, 2022

PF conclui a investigação, mesmo sem depoimento, e reafirma que Bolsonaro cometeu crime

Publicado em 2 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Ministros do Centrão dizem que Bolsonaro aprendeu limite com STF

Bolsonaro está nas mãos de Moraes e ainda não se deu conta

Luana Patriolino
Correio Braziliense

A Polícia Federal concluiu que o presidente Jair Bolsonaro (PL) teve conduta criminosa ao vazar, durante live, um inquérito sigiloso que apurava um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O relatório final da investigação foi enviado na noite de terça-feira (1º/2) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A delegada federal Denisse Ribeiro está à frente do inquérito. Ela pediu a Moraes compartilhamento do caso com a investigação das milícias digitais. Ribeiro reiterou convicção, mesmo sem o depoimento do chefe do Executivo, que faltou à oitiva na última sexta-feira (28/1). Para a PF, as provas juntadas durante a investigação são suficientes para a conclusão.

HOUVE CRIME – A delegada manteve a conclusão de que Bolsonaro e o deputado Filipe Barros tiveram “atuação direta, voluntária e consciente” na prática do crime de vazamento de dados sigilosos, pois, segundo ela, “na condição de funcionários públicos, revelaram conteúdo de inquérito policial que deveria permanecer em segredo até o fim das diligências (Súmula nº 14 do STF).

Moraes poderá passar o caso adiante, com o encaminhamento do relatório para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) — que deve decidir se apoia a apresentação de denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Mesmo que o procurador-geral Augusto Aras se manifeste contrário às conclusões da delegada Denisse Ribeiro, ainda assim o ministro Alexandre de Moraes pode determinar a abertura do inquérito, se não concordar com os argumentos do Ministério Público, que não é juiz da questão. Em tradução simultânea, Bolsonaro está nas mão de Alexandre de Moraes e nem sabe. Se a denúncia for aceita, a Câmara é que vai decidir se haverá processo ou não. Se aceitar o processo, Bolsonaro é afastado por 180 dias para se defender. (C.N.)

Generais do Planalto disputam a vaga de vice e pressionam Bolsonaro para decidir logo


No Palácio do Planalto, Braga Netto, Augusto Heleno e Ramos depõem no  inquérito Moro contra Bolsonaro

Eduardo Ramos apoia Braga Netto contra Augusto Heleno

Vicente Nunes
Correio Braziliense

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de deixar para os 48 minutos do segundo tempo o anúncio do nome do vice de sua chapa à reeleição abriu uma guerra entre os generais que ocupam cargos no governo.

De um lado está o general Heleno, responsável pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), apontado, entre os militares, como o melhor nome para concorrer ao lado de Bolsonaro a mais quatro anos de poder. De outro, os generais Braga Netto, ministro da Defesa, e Luiz Eduardo Ramos, secretário-geral da Presidência.

SUFOCANDO… – Aqueles que acompanham a disputa de perto dizem que Braga Netto e Ramos “estão sufocando” Bolsonaro para que ele anuncie logo o ministro da Defesa como vice. Isso, segundo essas mesmas fontes, ficou evidente na motociata que o presidente fez por Brasília no fim de semana. Os dois generais não largaram um minuto do chefe.

A aliança de Ramos com Braga Netto tem um objetivo: o hoje secretário da Presidência quer porque quer se tornar ministro da Defesa. Por uma razão simples: se Braga Netto for o escolhido para compor a chapa com Bolsonaro, o caminho para Ramos estará livre.

Além de convencer Bolsonaro a escolher Braga Netto como vice, o general-marqueteiro Ramos terá outra missão pesada: convencer o alto comando das Forças Armadas a lhe dar apoio. É evidente que Ramos não é bem-visto entre os comandantes das três Armas. Ninguém o respeita.

SEM LIDERANÇA – Braga Netto também não é o ministro dos sonhos do alto Comando das Forças Armadas. Não é carismático nem tem liderança, apesar de ser considerado uma boa pessoa. E o pouco prestígio que tinha ficou ainda menor depois que vestiu de vez o uniforme da política.

Heleno, por sua vez, é apontando como uma liderança nata entre os militares. E aqueles que o defendem como vice de Bolsonaro garantem que ele agrega votos, palavra mágica neste momento em que o presidente está com elevadíssimo grau de rejeição e muito distante do ex-presidente Lula em todas as pesquisas de intenções de votos.


A pedido do Planalto,Temer age novamente como apaziguador entre Bolsonaro e Moraes

Publicado em 2 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

O ex-presidente da Reública, Michel Temer Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo (20/05/2021)

“Desta vez, Bolsonaro não telefonou”, revela Michel Temer

Jussara Soares e Gustavo Schmitt
O Globo

Após atuar para apaziguar um conflito entre o presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF) no último 7 de Setembro, o ex-presidente Michel Temer foi chamado mais uma vez para intermediar um impasse entre o mandatário e o ministro Alexandre de Moraes. Dessa vez, no entanto, o ex-presidente diz que não conversou com Bolsonaro.

Temer foi procurado semana passada por ministros do governo que demonstraram preocupação com os desdobramentos de uma possível crise institucional após Bolsonaro não comparecer, na sexta-feira, ao depoimento marcado por Moraes no inquérito que investiga vazamento de dados sigilosos.

MENSAGEIRO – Ao Globo, Temer afirmou que se limitou a transmitir a Moraes que o Palácio do Planalto não queria atritos. “Alguns do governo me ligaram pautados por aquele episódio anterior (7 de Setembro), dizendo: ‘O senhor precisa entrar nisso pra amenizar essa situação toda aí’. Eu disse: ‘Não sei o que fazer. De toda maneira, se eu puder colaborar, eu colaborarei como sempre fiz porque acho muito desagradável esse conflito de poderes’. Foi só isso” — disse.

O ex-presidente afirmou que não foi procurado para dar “conselhos” aos ministros e que teve apenas uma conversa “genérica” e “ligeira”.

“O presidente não falou comigo. Não fiz mais que isso: eu transmiti apenas uma mensagem ao ministro Alexandre que havia um pleito de uma certa harmonia e ficou nisso” — disse Temer.

ATRÁS DA SAÍDA – De acordo com pessoas próximas, o ex-presidente tratou com o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Bruno Bianco, para encontrar uma saída para o incidente. A AGU recorreu ao plenário do Supremo argumentando que, por ser investigado no inquérito, Bolsonaro não era obrigado a comparecer ao depoimento de sexta-feira.

Questionado se atuou como um gerenciador de crise, Temer respondeu que a “ideia era essa”: — Não virou uma crise. Está mais ou menos sob controle.

Como mostrou o Globo, auxiliares de Bolsonaro o aconselharam a evitar novos atritos com o STF e com Moraes. A avaliação de ministros é de que não haveria unanimidade entre os demais integrantes da Corte sobre a decisão a respeito da obrigatoriedade de depoimento do presidente. Se o presidente resolvesse acirrar os ânimos, porém, o STF poderia defender Moraes.

ATÉ AGORA, TUDO BEM – A percepção no Planalto é que a estratégia deu certo, por ora. Integrantes do governo dizem que não há intenção de nenhum lado de escalar a crise agora.

Auxiliares da Presidência defendem a tese de que o presidente não é obrigado a comparecer ao depoimento. Além disso, a percepção é que Moraes já estaria convencido de que o presidente cometeu um crime, independente da ida dele ou não. Relatório da PF apontou a responsabilidade direta do presidente no vazamento de um inquérito sigiloso. 

Em visita a São João da Barrra, no Norte Fluminense, Bolsonaro sugeriu que a tentativa do STF de intimá-lo a prestar depoimento indica que a Justiça “começa a agir como partido político”. O presidente, contudo, não fez ataques diretos. Alexandre de Moraes, relator do caso, tampouco comentou sobre os motivos que o levaram a faltar ao depoimento.


Se Pacheco recuar, Kassab (do PSD) fala até em Eduardo Leite como nome da terceira via

Publicado em 2 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

TRIBUNA DA INTERNET | Acusado de improbidade, na planilha da Odebrecht  Kassab é 'Kibe' e 'Café Turco'

Charge do Pelicano (Arquivo Google)

Andréia Sadi
GloboNews

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse, em entrevista ao programa “Em Foco”, na GloboNews, acreditar que Rodrigo Pacheco será candidato à Presidência da República mas cita o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), como alternativa na terceira via – caso Pacheco recue.

“Nós vamos perseguir, teriam outros bons quadros não fosse a candidatura do Pacheco que poderíamos apoiar, são sempre lembrados dentro do partido, tem o Eduardo Leite, que não deixa de ser um grande quadro, o nome do Paulo Hartung… estou dizendo de candidaturas que poderiam ser convidadas para ser candidatos, convidados. O Eduardo Leite tem muitos admiradores do partido que eu entendo que tem vontade de convida-lo, caso o Pacheco não queira ser, o Paulo Hartung, e outros quadros da política brasileira. Mas, sinceramente, eu vou falar aqui com a responsabilidade: eu acredito que nosso candidato será o Rodrigo Pacheco”.

APOIO A LULA? – Na entrevista, Kassab também descartou apoiar Lula no 1º turno, mas disse acreditar que a maioria do PSD, no segundo turno, apoiará o petista.

“Não tenho dúvida que a expressiva maioria do partido, se o Pacheco não for para o 2º turno, acredito que ele irá, a expressiva maioria vai apoiar o Lula se for para o segundo turno”.

Apesar da aposta na terceira via, Kassab admite que ainda não aconteceu o fortalecimento da terceira via. “Ainda não aconteceu aquela expectativa que todos tinham que o Bolsonaro caísse dando chance para a terceira via, ainda não surgiu a terceira via passando o Bolsonaro. Eu estou entre aqueles que acreditam que isso possa acontecer”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Kassab é um dos maiores embromadores da política nacional. Sua habilidade é impressionante e consegue trafegar em todas as áreas. No momento, negocia com vários partidos ao mesmo tempo, nas eleições estaduais. Na eleição presidencial, abre conversações até com o PDT de Ciro, como se fosse apoiá-lo. Tudo conversa fiada. Kassab apoia Lula desde sempre, tenta boicotar Alckmin, ele próprio quer ser o vice na chapa do PT. Sabe que Lula não é nenhum atleta, já teve câncer maligno, continua bebendo em doses industriais e, aos 76 anos, está na estatística do grupo de risco. Acontece que Lula conhece Kassab e não entrará no jogo dele. Vai continuar aguardando Alckmin. E assim caminha a humanidade, diria James Dean, antes de sentar ao volante do Porsche prateado.(C.N.)

Ambiente do Judiciário está ruim para Bolsonaro e vai continuar assim na campanha eleitoral

 

Bolsonaro vazou a estrutura interna da TI do TSE, diz Barroso

Barroso já mostrou que está decepcionado com Bolsonaro

Merval Pereira
O Globo

É de se ressaltar a indignação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luis Roberto Barroso, que não escolheu palavras para mostrar sua revolta com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, na divulgação de informações sigilosas nas redes sociais.

Um dos grandes problemas que temos no Brasil e no mundo é o uso das redes sociais no vazamento de documentos para criar tumultos e ambientes favoráveis a crimes.

MUITO GRAVE – O ministro Barroso responsabilizou Bolsonaro por esses atos, o que tem uma gravidade muito grande. E a posição firme do TSE vai continuar como essa, pois o presidente do Tribunal na eleição vai ser o ministro que está em conflito direto com o presidente, Alexandre de Moraes. Assim, o ambiente no Judiciário brasileiro hoje não está bom para Bolsonaro e não estará na campanha eleitoral.

Outro conflito criado pelos bolsonaristas com o ministro Barroso foi atribuir a ele uma torcida pelos socialistas, como se ele fosse de esquerda, só porque elogiou as eleições portuguesas.

É uma bobagem, porque o ministro elogiou a organização da eleição e não a vitória do partido socialista. Além do mais, classificar os socialistas portugueses como radicais de esquerda é de uma ignorância total. É um partido que não tem nada a ver com extremismos, joga a regra do jogo e faz acordos para governar.


quarta-feira, fevereiro 02, 2022

PF finaliza inquérito contra Bolsonaro | Prisão de acusados do assassinato de Moïse

 

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