quinta-feira, novembro 04, 2021

CIRO SUSPENDE PRÉ-CANDIDATURA E PRESSIONA PDT PRA DERRUBAR PEC DOS PRECATÓRIOS...

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Confira como votaram os deputados federais baianos

Abílio Santana - AUSENTE
Adolfo Viana - AUSENTE
Afonso Florence - NÃO
Alex Santana - SIM
Alice Portugal - NÃO
Antonio Brito - NÃO
Arthur Oliveira Maia - AUSENTE
Bacelar - NÃO
Cacá Leão - SIM
Charles Fernandes -AUSENTE
Claudio Cajado - SIM
Daniel Almeida - NÃO
Elmar Nascimento - AUSENTE
Félix Mendonça Júnior - NÃO
Igor Kannário - SIM
João Carlos Bacelar - NÃO
Jorge Solla - NÃO
José Nunes - AUSENTE
José Rocha - NÃO
Joseildo Ramos - NÃO
Leur Lomanto Júnior - SIM
Lídice da Mata - NÃO
Marcelo Nilo - NÃO
Márcio Marinho - SIM
Mário Negromonte Jr. - NÃO
Otto Alencar Filho - NÃO
Pastor Sargento Isidório - AUSENTE
Paulo Azi - AUSENTE
Paulo Magalhães - NÃO
Professora Dayane Pimentel - NÃO
Raimundo Costa - NÃO
Ronaldo Carletto - AUSENTE
Sérgio Brito - NÃO
Tia Eron - SIM
Tito - SIM
Uldurico Junior - SIM
Valmir Assunção - NÃO
Waldenor Pereira - NÃO
Zé Neto - NÃO


 

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Precatórios: Governo consegue comprar deputados, mas esquece o Senado de Pacheco

Charge do Tacho (Jornal Novo Hamburgo)

Pedro do Coutto

O governo iniciou ontem, quarta-feira, uma ofensiva na Câmara, comprando os votos de deputados que faltavam para aprovar em primeira discussão a emenda constitucional que adia o pagamento de precatórios e, com isso, obter os recursos necessários para pagar o Auxilio Brasil a partir deste mês, substituindo o Bolsa Família e ampliando, não se sabe como, o alcance do projeto.

Na Folha de S. Paulo, edição de ontem, Tiago Resende e Danielle Brant publicaram reportagem detalhada sobre a deplorável investida do Executivo na base da corrupção apoiada na ameaça de não liberar as verbas dos deputados incluídas no Orçamento e destinadas às obras em seus redutos eleitorais.

Apesar disso, existia resistência, especialmente da oposição liderada pelo deputado Alessandro Molon. A aprovação do projeto de emenda constitucional necessita alcançar 308 votos em duas sessões, mas o governo esquece, caso consiga aprovar na Câmara, a posição do Senado Federal presidida por Rodrigo Pacheco, candidato do PSD à Presidência da República em outubro de 2022.

PROCRASTINAÇÃO – Não há dúvida de que se o Auxílio Brasil é capaz de proporcionar votos a Jair Bolsonaro no ano que vem, vale também considerar que a transferência do pagamento dos precatórios traz como consequência uma reação  de todos aqueles que se encontram há 30 anos na fila de espera e que se encontram ameaçados pela nova procrastinação, desta vez ao infinito, não fosse Paulo Guedes o ministro da Economia. Um homem que tem verdadeira ojeriza a créditos originários do trabalho humano e só pauta as suas atitudes com base na remuneração do capital, pois ao seu ver é a mão de tigre do mercado  que desenvolve a economia do país.

Mas seja como for, vai encontrar resistências ainda maiores do que as encontradas na Câmara por parte do Senado Federal. E não é só pelo fato de Rodrigo Pacheco disputar as eleições para fortalecer a legenda do PSD, é também porque existe de qualquer forma uma consciência humana inspirada no direito das pessoas e no cumprimento das obrigações legais por parte dos governos.

RESISTÊNCIA – Há deputados e senadores que não negociam as suas consciências e com isso rejeitam aprovar um absurdo como a PEC dos Precatórios. O governo está tentando transferir créditos legítimos acumulados há décadas para pagar auxílio de emergência às pessoas que vivem em estado de miserabilidade. Ela existe, sem dúvida, mas para combatê-la não tem cabimento transferir-se um pagamento legítimo para um auxílio que no fundo da questão se evapora tão logo a ajuda chegue às mãos e aos bolsos dos assistidos.

A solução pode ser boa para os supermercados, por exemplo, mas a alimentação é uma necessidade diária que não pode ser coberta por uma ajuda mensal de menos de R$ 400. Assim, verifica-se uma outra contradição, os que através de trinta anos tiveram finalmente reconhecido o seu direito,  caso a emenda seja aprovada, vão ser compelidos a ver os seus recursos destinados ao combate à fome, um combate que é uma obrigação de qualquer governo.

COMPROMISSO GLOBAL – O Brasil assinou nesta terça-feira, durante a COP26, o Compromisso Global sobre Metano, junto a 96 países. O objetivo do acordo é reduzir 30% das emissões globais de metano até 2030, em comparação com as emissões de 2020. Ana Carolina Amaral, Folha de S. Paulo, relata a engrenagem que levou à aprovação em Glasgow da resolução. O gás metano abrange 70% das emissões poluidoras no Brasil. Os dados são do sistema de emissões e remoções de gases do efeito estufa.

O Brasil é o maior exportador de carne do mundo. O representante americano  Jonathan Pershing  revelou os detalhes do processo de convencimento, inclusive a distribuição de recursos financeiros pelos países mais desenvolvidos para aqueles que conseguirem combater a emissão de gases e o desmatamento.

EMISSÕES DE GÁS – No mundo, segundo a  WRI (World Resources Institute), 46% das emissões de gás são provenientes do metano e das fontes de energia fósseis, como carvão e o petróleo. Reino Unido, Noruega, Coreia do Sul, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Japão, França, Estados Unidos e Alemanha pretendem repassar UR$ 12 bilhões de fundos públicos para o combate à poluição e empresas localizadas nesses países vão destinar US$ 7,2 bilhões. O Brasil terminou se alinhando aos 96 países que se manifestaram em favor do clima no universo.

Andrea Vialli, Folha de S. Paulo, informa que a neutralização do carbono está se tornando uma tendência entre as empresas industriais.  Suzana Petropouleas , também na Folha de S. Paulo, destaca e relaciona as novas metas dos países para a emissão do gás metano e a sua influência na agroindústria.

COMPRA DE VOTOS – Em artigo na Folha de S. Paulo de ontem, o ex-ministro Delfim Netto condenou a política colocada em prática pelo governo Bolsonaro de partir para a compra de votos e pressões contra deputados para tentar aprovar a PEC dos Precatórios. O governo, entre outras atitudes, está ameaçando cortar as verbas orçamentárias colocadas pelos deputados para obras em suas bases eleitorais

O ex-ministro da Fazenda sustenta que não tem cabimento o toma lá, dá cá, e que as emendas parlamentares são instrumentos comuns legais e legítimos nas democracias de representação proporcional, como é o caso brasileiro.

VASSOURAS DE JÂNIO – Em artigo no O Globo de ontem, Bernardo Mello Franco sustenta que a candidatura do ex-juiz Sergio Moro à Presidência da República não tem a menor base de sustentação e que ele tenta usar a vassoura, símbolo empunhado em 1960 por Jânio Quadros, para varrer a corrupção do país. Bernardo Mello Franco lembra que Jânio Quadros foi lançado pelo PTN, antigo partido de aluguel extinto na ditadura militar.

De fato, Jânio Quadros usou o símbolo da vassoura quando derrotou Adhemar de Barros para o governo de São Paulo. Sua meta era o combate à roubalheira. Lembro que ele foi lançado também candidato à Presidência pela UDN, numa campanha liderada pelo então deputado Carlos Lacerda. Na convenção da UDN, derrotou Juraci Magalhães por 70% a 30% dos votos. Quanto à vassoura, na minha opinião, separou-se dela logo que tomou posse, em 31 de janeiro de 1961.

Seu primeiro ato na economia, através da antiga Sumoc, Superintendência da Moeda e do Crédito, transformada em 1964 pelo ministro Roberto Campo no Banco Central, foi elevar a taxa do dólar O mercado de câmbio era estatal e no governo JK seu valor fora fixado em CR$ 100, moeda da época. A Sumoc aprovou a Instrução 204 num espaço de 24 horas, reajustando o valor do dólar de CR$ 100 para CR$ 200. Quem comprou dólar e os exportadores obtiveram lucros espantosos. Os importadores perderam quantias enormes. A economia brasileira pagou a diferença.

MESMA BANDEIRA – Bernardo Mello Franco lembra que Fernando Collor, da mesma forma que Bolsonaro, foi eleito com a bandeira da anticorrupção. Lembro que Carlos Lacerda, no mesmo estilo de Jânio Quadros, combatia incessantemente os corruptos e os especuladores. Em 1960 elegeu-se governador da Guanabara.

Havia uma demanda no Supremo Tribunal Federal entre o governo estadual, então ocupado provisoriamente pelo embaixador Sette Câmara, e os exportadores de café. O imposto era o ICM que antecedeu o ICMS no tempo. Era de 4% sobre as exportações. Os exportadores queriam pagar 1%. Estavam com dívidas acumuladas na Fazenda estadual que vieram do tempo do Distrito Federal.

O governo Lacerda enviou uma mensagem à Alerj reduzindo o ICM de 4% para 1%, aceitando uma emenda do deputado Amaral Neto perdoando as dívidas dos exportadores. As vassouras foram também esquecidas na Guanabara.


Jornalista trans no interior da Bahia sofre perseguição de funcionário da prefeitura

 

Jornalista trans no interior da Bahia sofre perseguição de funcionário da prefeitura
  • 04.11
  • 2021
  • 11:20
  • Heloisa Fortes

liberdade de expressão

Jornalista trans no interior da Bahia sofre perseguição de funcionário da prefeitura

Foto: Reprodução/Facebook


Foto: Reprodução/Instagram

Alana Rocha, apresentadora do programa Hora da Verdade do Jornal da Gazeta FM, de Riachão do Jacuípe, a cerca de 200 km de Salvador, denunciou ter sofrido ofensas e perseguição de um funcionário da prefeitura de sua cidade, no dia 1.nov.2021. Com seu celular, ela gravou o episódio e postou o vídeo em suas redes sociais. As imagens mostram um homem de capacete, camisa, bermuda e chinelos conduzindo uma motocicleta que passa ao lado do carro em que se encontrava a jornalista. Segundo ela, o homem teria feito xingamentos transfóbicos, além de ter criticado o modo como ela realiza seu trabalho. 

A jornalista afirmou à Abraji que o fato de ser uma mulher trans desperta o preconceito de algumas pessoas, que “tentam atingir minha imagem de mulher e desconstruir a minha identidade de gênero". Ela disse ainda que muitos não aceitam uma pessoa trans em uma posição de destaque. 

Alana Rocha trabalhou em Salvador na TV Aratu até out.2018. A partir daí passou a trabalhar em sua cidade natal, que tem cerca de 30 mil habitantes. Em seu programa e blog Hora da Verdade, a jornalista faz críticas à administração pública local. “O programa já tem o histórico de dar voz à população, seja na esfera criminal, seja referente a problemas de segurança ou mesmo de gestão. E isso incomoda as autoridades”, afirmou.

A apresentadora responde a cinco processos judiciais. Quatro envolvem supostos crimes de calúnia, injúria e difamação, sendo que dois partiram de secretários municipais. Ela disse que todos os processos foram movidos por apoiadores do grupo político do prefeito Carlinhos Matos (Democratas).

Em seu Instagram, Alana Rocha postou um vídeo em que recrimina o ocorrido. Ela relaciona os xingamentos com o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, comemorado no dia 2.nov.2021, data da publicação. 

Foto: Reprodução/Instagram

Ameaças

Em entrevista à Abraji, a jornalista contou ter recebido mensagens por meio de terceiros, que circularam em grupos de Whatsapp e que falavam dela. “Disseram que eu falo demais, que não apuro as coisas. Tentam me desqualificar para me calar ou fazer com que eu desista”, comentou.

Entre as mensagens que recebeu e a que a Abraji teve acesso, uma delas defendia o prefeito Carlinhos Matos e a primeira-dama, Alessandra, enquanto ofendia Alana Rocha, chamando-a de “vagabunda” e “viada”. O áudio ainda afirma: “Ela [Alana] esculhamba todo mundo. Vai ter uma hora que tem que calar a boca dela”. Alana registrou boletim de ocorrência na delegacia. 

Mesmo tendo divulgado o episódio dos xingamentos em suas redes, as agressões continuaram. No dia 02.nov.2021, a irmã do funcionário da prefeitura que a ameaçou publicou em seu perfil no Facebook três postagens com frases provocativas: “Ele não pode fazer nada com vc, mas venhe [sic] até a mim [sic] de mulher pra mulher já é que vc diz [sic]”.

Foto: Reprodução/Instagram

https://www.abraji.org.br/


Sergipe del Rey:propriedade de poucos.Precisa tocar fogo no parquinho

 .em 4 nov, 2021 4:05


       Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
                        “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Enquanto o titular deste espaço estiver na ativa não se curvará à mesmice que se chama Sergipe del Rey, ou melhor, a chamada República dos Privilegiados, onde poucos têm tudo e conseguem seus benefícios imorais e muitos não vivem com seus minguados salários, principalmente no tocante aos servidores públicos.

Sergipe del Rey é de propriedade de poucos. Eles dividem as benesses para eles, só olham os próprios umbigos.

E não pense que a solução passa por mudança no voto “democrático. Não, não adianta! Estas castas vêm de longo, longo tempo mesmo.

E boa parte não sabe e nem tem coragem de trabalhar. São verdadeiros sanguessugas, cujas veias correm o sangue asqueroso desde do “descobrimento” do Brasil.

Quem conhece um pouco da história, principalmente do Nordeste do Brasil, e já teve a oportunidade de ler Gaspar Barléu, assessor de Maurício de Nassau, cujo livro contou a história vista por ele do período de dominação holandesa em quase todo o Nordeste, tem uma pérola sobre Sergipe que mostra que, desde o início, os “donos” deste Estado achavam-se acima de todos os outros:

“Tu, Sergipe, pões em face de tuas moradas as flamas de Febo, e sozinho queres ser chamado de el Rei.”

Já naquele tempo os “donos” de Sergipe como hoje se sentiam privilegiados.

Então para essa gente “Cara de Pau”, que qualquer constrangimento é besteira, o blog continuará com tempo e paciência para continuar tocando “fogo no parquinho” chamado Sergipe del Rey…


Julgamento da chapa Belivaldo/Eliane X mui aliados E depois que foi marcado para o próximo dia 09, o julgamento dos recursos da chapa do governador Belivaldo Chagas (PSD) e da vice-governadora Eliane Aquino (PT) no TSE alguns mui aliados estão preocupados. É que o governador já sabe que tem até mui aliados nomeando novos secretários em caso de saída dele, mas se não ocorrer? Se ganhar ou tiver uma nova suspensão do julgamento? Os mui aliados que traíram nos bastidores estão preocupadíssimos…


Belivaldo, anos-luz à frente. Artigo jornalista Pedro Valadares no site Liberdades“Se o processo sucessório estadual de Sergipe fosse uma viagem pelo tempo-espaço e cada líder político utilizasse suas naves super velozes para alcançarem objetivos eleitorais lá nas estrelas, o piloto da Space SE-2022, Comandante Belivaldo Chagas, já estaria há alguns anos-luz à frente dos seus lentos ou retardados adversários. Já repararam como ele – um velho e competente professor de política, eletrônica, radiodifusão e astrofísica – denomina cientificamente as suas mais expressivas e magnéticas “ondas políticas” dessa nova competição?” Todo artigo aqui.

Denúncia risco de queda da calçada da Avenida Ivo do Prado Circularam nas redes sociais vídeos mostrando que alguns pilares da calçada da Avenida Ivo do Prado (rua da frente) estão deteriorados com o risco de queda. O blog foi informado que o MPE, através da 10ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Urbanismo e Relevância Pública abriu procedimento para apurar a denúncia.


Após intervenção de secretário, G1 de Alagoas corrige informação sobre a Grota do Angico  E ontem, 03, o blog publicou um print de uma notícia que saiu no portal G1 de Alagoas informando que a Grota do Angico ficava em Alagoas. Ao ser informado, o secretário de Turismo de Sergipe, Sales Neto, entrou em contato com o portal pedindo a devida correção, o que foi feita de imediato.



 

 

Uma grande notícia para a população socorrense!  Com grande alegria, a Prefeitura de Socorro informa que o Assaí Atacadista abriu, nesta quarta-feira, 3, inscrição para as pessoas interessadas em participar do processo seletivo da unidade que será inaugurada no município de Socorro. A inscrição pode ser feita até o dia 30 deste mês de novembro, por meio do endereço eletrônico  https://expansaoassainossasrdosocorro.gupy.io/.

 Diversas funções A rede oferece vagas para diversas funções, como empacotador, atendimento ao cliente, fiscal de caixa, auxiliar de depósito, cartazista, cozinheiro, auxiliar de RH, atendente de vendas de cartão, nutricionista, operador de empilhadeira, açougueiro, entre outras; além de disponibilizar vagas para Pessoas com Deficiência. O processo seletivo, assim como a instalação da rede em Socorro, conta com o apoio das Secretarias de Indústria e Comércio e de Trabalho.

A diplomacia miliciana de Bolsonaro

 




Ele foi a Roma para brigar na rua

Por Elio Gaspari (foto)

As cenas da passagem da comitiva de Bolsonaro por Roma foram um aperitivo do que pode acontecer durante a campanha eleitoral do ano que vem. Ganha uma viagem a um garimpo ilegal da Amazônia quem souber de uma ideia apresentada pelo capitão durante sua passagem pela cidade e pela reunião do G20.

Pisou no pé da chanceler alemã Angela Merkel, teve uma conversa desconexa com o presidente turco, conversou com garçons e, por não usar máscara nem tomar vacina, ficou sem o aperto de mão do primeiro-ministro Mario Draghi.

Bolsonaro aproveitou a viagem para seguir um roteiro sentimental e, na segunda-feira, foi a Pádua. Lá aconteceu um choque de manifestantes com a polícia, que bloqueou uma marcha. Quem viu as cenas testemunhou um encontro de militantes organizados, mesmo agressivos, com forças da ordem civilizadas. A polícia usou canhão de água e cassetetes para conter a passeata. Uma só manifestante foi detida. Usou-se a força sem violência indiscriminada. Isso em Pádua.

Em Roma, na véspera, milicianos agrediram jornalistas com socos na barriga, empurrões intimidadores e a clássica apropriação indébita de um aparelho celular. Como bem disse um jornalista agredido: “Tá maluco?”.

Bolsonaro foi à Itália com cinco ministros e preferiu bispar a reunião da COP26 de Glasgow. Se tivesse recorrido a um aluno do primeiro ano do curso de formação de diplomatas, teria conseguido uma agenda mais robusta, ainda que vaga. Para isso, existem os diplomatas. Em 1971, o presidente Emílio Médici foi a Washington com uma agenda declaradamente vazia, porém cerimonialmente dignificante.

É verdade que 15 chefes de Estado foram à Fontana di Trevi para uma cena ridícula, durante a qual jogaram no laguinho suas moedas da sorte. Logo naquele delírio barroco celebrizado na cena noturna de Marcello Mastroianni com Anita Ekberg no filme “La dolce vita”.

A agenda romana do capitão poderia ter dispensado seu momento miliciano. As manifestações contra Bolsonaro são organizadas, as dos seus apoiadores, com balões verdes e amarelos, também. É o jogo jogado, mas uma senhora bolsonarista foi jogada no chão pela milícia.

A ação de milicianos em manifestações públicas tem tudo para vir a ser um ingrediente tóxico na campanha eleitoral do ano que vem. A existência dos celulares será um inibidor dessas práticas, desde que as autoridades policiais estejam dispostas a reprimir violências. É sempre bom lembrar que, ao terrorismo de esquerda, disparado no Recife em 1966, juntou-se, em 1968, o terrorismo de direita contra teatros, tripulado por agentes do Estado.

Assim como o ministro Alexandre de Moraes tornou-se o xerife da legislação eleitoral no controle das milícias eletrônicas, a imprensa e o Judiciário poderiam buscar uma fórmula para conter as milícias urbanas. Em junho do ano passado, quando o inesquecível general Eduardo Pazuello resolveu mexer nas estatísticas da pandemia, a pronta e inédita formação de um consórcio de veículos passou a computar diariamente os números que o negacionismo queria manipular. Deu certo, e ninguém pergunta quais são os dados do pelotão sanitário de Brasília, atualmente comandado pelo “coronel” Marcelo Queiroga, aquele que pretende passear em Haia para debochar da CPI.

O Globo

Covid: quais países já vacinam crianças com menos de 12 anos contra o coronavírus?




Por ora, a única vacina autorizada no Brasil para jovens de 12 a 17 anos é a Comirnaty, desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech

Os EUA se tornaram o mais recente país a autorizar o uso de vacinas contra covid-19 em crianças (menos de 12 anos), mais especificamente a aplicação da Pfizer/BioNTech para jovens de 5 a 11 anos. Autorização semelhante deve começar a ser discutida oficialmente no Brasil em novembro, quando a farmacêutica entrar com o pedido de uso do imunizante.

Diversos países do mundo já autorizaram o uso de vacinas para adolescentes com mais de 12 anos, como o Brasil. Mas até agora apenas 9 países já imunizam jovens mais novos que isso, segundo levantamento da agência de notícias Reuters: Bahrein, Chile, China, Cuba, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, EUA, Equador e Indonésia. Esses locais usam diversas vacinas diferentes: Sinopharm, Sinovac (Coronavac), Soberana 02 e Pfizer/BioNTech.

Parte dos médicos e pesquisadores tem afirmado que, dada a persistência da variante Delta e a volta do ensino presencial, a vacinação de crianças é o próximo passo crucial no combate à pandemia.

"Os pais precisam entender a urgência da vacinação porque a pandemia ainda não acabou", disse à BBC James Versalovic, patologista-chefe do Hospital da Criança do Texas (EUA).

O aval das autoridades americanas foi dado após um grupo de especialistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e da agência local de controle e regulamentação de alimentos e remédios (FDA) avaliar riscos e benefícios da vacinação de crianças contra a covid-19.

Dados oficiais dos EUA apontam quase 1,8 milhão de casos de covid em criança de 5 a 11 anos no país. Menos de 200 morreram, e a maioria delas já tinha problemas de saúde crônicos.

Segundo análises de pesquisadores da FDA, a vacina da Pfizer/BioNTech tem eficácia de quase 91% na prevenção de covid em crianças pequenas, uma resposta imunológica comparável à observada em pessoas de 16 a 25 anos. Nenhum efeito colateral sério foi identificado pelos pesquisadores.

A vacina para a faixa etária de 5 a 11 anos tem uma dosagem diferente (um terço da aplicada em adultos) e demanda agulhas menores. Estima-se que a segunda dose seja concedida três semanas depois. Em razão dessas mudanças, os países precisam fazer novas encomendas com a Pfizer/BioNTech, em vez de fracionar as doses já adquiridas.

Vacinação contra covid-19 para menores de 12 anos no mundo. . .

O primeiro país a aplicar vacinas em crianças pequenas foi a China, em junho, quando autoridades aprovaram o uso emergencial da vacina da fabricante Sinovac (parceira do Instituto Butantan no Brasil na produção da Coronavac) para jovens de 3 a 17 anos.

O país estabeleceu uma meta aproximada de vacinar 80% de sua população de 1,4 bilhão até o final do ano, um número impossível de atingir sem contemplar também um grande número de menores de 18 anos.

Em teoria, a vacina contra a covid-19 é voluntária na China, embora alguns governos locais tenham dito que os alunos não terão permissão para voltar à escola neste semestre a menos que sua família inteira tenha sido vacinada com duas doses.

Essa mesma vacina Coronavac foi aprovada para uso emergencial em crianças acima de 6 anos em outros países, como Chile (setembro), Equador (outubro) e Indonésia (novembro).

Cuba, por sua vez, começou no início do mês a vacinação em crianças de dois a 18 anos com as vacinas produzidas no país, tornando-se o primeiro país do mundo a imunizar crianças tão pequenas. A campanha será feita em etapas para viabilizar a volta às aulas.

Em novembro, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein também autorizaram o uso emergencial da vacina Pfizer/BioNTech para crianças de 5 a 11 anos. Ambos os países já haviam aprovado o uso de outro imunizante, Sinopharm, semanas antes para jovens de 3 a 17 anos e de 3 a 11 anos, respectivamente.

Vacinação de menores de idade no Brasil

Por ora, a única vacina autorizada no Brasil para jovens de 12 a 17 anos é a Comirnaty, desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech, que devem pedir ainda em novembro autorização à Anvisa para uma vacina voltada a jovens de 5 a 11 anos.

O Instituto Butantan já fez um pedido para uso da Coronavac em menores de idade, mas a Anvisa solicitou mais dados dos estudos que fundamentam esse tipo de solicitação de uso.

A aprovação para jovens de 12 a 17 anos da Pfizer/BioNTech, por exemplo, teve como base um estudo que reuniu 1.972 adolescentes, em que foi detectada uma taxa de eficácia de 100%.

O principal efeito colateral da vacina da Pfizer nos mais jovens tem sido a miocardite, um tipo de inflamação no músculo cardíaco. Mas os casos são considerados raríssimos e leves.

Segundo os cálculos (os mesmos usados pelo Ministério da Saúde), foram 16 indivíduos acometidos a cada 1 milhão de vacinados, e a maioria das inflamações cardíacas foi leve. Os acometidos se recuperaram após um tempo curto de tratamento e repouso. Também não foi observado nenhum infarto decorrente dessa complicação.

As autoridades ainda estão estudando se esse problema cardíaco é realmente causado pelos imunizantes ou se não há nenhuma relação, diz a médica Denise Garrett, vice-presidente do Instituto Sabin de Vacinas, organização que trabalha com políticas públicas de imunização em vários países do mundo.

De acordo com o site do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, os sintomas mais comuns que aparecem nos adolescentes após a vacina são dor e vermelhidão no braço, cansaço, dor de cabeça, calafrios, febre e náuseas. Nem todas as pessoas sentem os incômodos — e, mesmo naquelas que apresentam esses efeitos colaterais, o quadro costuma ser leve e dura poucos dias, de acordo com a entidade americana.

E embora os adolescentes não estejam entre os mais afetados pela infecção com o coronavírus, especialistas ouvidos pela BBC News Brasil entendem que levar essa proteção a eles é um passo natural, ainda que seja mais urgente e prioritário garantir a segunda dose aos adultos e dar uma terceira nos grupos vulneráveis.

BBC Brasil

 




Allan dos Santos está foragido nos Estados Unidos

Defesa do blogueiro bolsonarista argumenta que a prisão é um ataque à liberdade de imprensa, já que Allan 'é jornalista e dono do canal de notícias Terça Livre'

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos apresentou, nesta quarta-feira (3/11), pedido de habeas corpus ao Supremo Tribunal (STF). Ele está foragido nos Estados Unidos.

No documento, a defesa do blogueiro pede o decreto de prisão seja suspenso. Allan teve sua extradição e prisão determinadas pelo ministro Alexandre de Morais, em 5 de outubro, a pedido da Polícia Federal. 

Com isso, o nome do blogueiro foi encaminhado para a Interpol. De acordo com documentos do governo americano, Allan dos Santos entrou no país com visto de turista que teria expirado em fevereiro.

A defesa argumenta que a prisão é um ataque à liberdade de imprensa, já que o blogueiro é formado em jornalismo e é dono de um canal de notícias, o Terça Livre.

Santos é investigado no inquérito das fake news, relatado por Alexandre de Morais. Aberto em março de 2019, por decisão do então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, o inquérito investiga notícias fraudulentas, ofensas e ameaças a ministros do Supremo.

Allan postou o documento em seu Telegram, onde habitualmente posta provocações contra o Supremo e seus ministros. 

Estadão / Estado de Minas

Pauta liberal busca protagonismo em cenário de 'populismo fiscal'

 



O atual quadro de expansão do time de pré-candidatos oficiais à Presidência em 2022 coincide com uma investida do governo federal que pode agravar a crise fiscal e produzir mais inflação. Neste contexto, nomes que se colocam no centro político têm defendido a inclusão da agenda liberal no debate que envolve a disputa pelo Palácio do Planalto.

Para tentar se manter competitivo em seu projeto de reeleição, o presidente Jair Bolsonaro determinou manobras para o estouro do teto de gastos com o objetivo de ampliar o auxílio emergencial, agora batizado de Auxílio Brasil. Pré-candidatos, apoiadores e analistas políticos avaliam que é um momento propício para dar protagonismo à discussão sobre responsabilidade fiscal, privatizações e reformas estruturantes.

"Todos vamos trabalhar para ter um candidato só na terceira via, mas agora é hora de discutir proposta. Nenhum país fica rico com o varguismo na economia", afirmou o cientista político Luiz Felipe d’Avila, que será lançado hoje pré-candidato do Novo à Presidência. "O governo Bolsonaro traiu a pauta liberal.

Nada do que ele disse que ia fazer foi feito, como privatização, abertura econômica e inserção do Brasil na economia global. A pauta liberal na economia não aconteceu, e ela é a única forma de assegurar o crescimento econômico sustentável. A pauta liberal foi abraçada inclusive por países antiliberais como a China."

MORO

A mobilização contra o "populismo fiscal" do governo tem sido encampada por outras forças políticas que planejam entrar na corrida de 2022. Prestes a se filiar ao Podemos, no dia 10, o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro começa a se alinhar à retomada da agenda liberal.

Em artigo há duas semanas na revista Crusoé , Moro fez menção à prioridade que deve ser dada no combate à inflação. Foi um dos primeiros comentários públicos feitos por ele sobre economia. "Controlar a inflação, como se fez com o Plano Real, assim como prevenir e combater a corrupção, como se fez durante a Lava Jato, são conquistas civilizatórias", disse. A expectativa é de que, após se filiar, o ex-juiz torne explícito o que pensa a respeito do papel do Estado, das reformas tributária e administrativa, teto de gastos, privatizações, preço de combustíveis, entre outros pontos.

"Moro nos informou que está conversando com economistas e empresários", disse o senador Álvaro Dias (PR), que se tornou um dos principais interlocutores do ex-ministro no Podemos. "Desde que assumiu a condição de candidato, (Moro) passou a trabalhar uma agenda liberal. Sem dúvida a mais dramática herança dos últimos governos foi o desequilíbrio fiscal."

D’Avila será lançado com um claro recado contra o "populismo fiscal". Em vídeo aos seguidores do Novo ele mostrou insatisfação com o custo de medidas que extrapolam o teto de gastos para a retomada do crescimento econômico.

Para o cientista político Rafael Cortez, sócio da Tendência Consultoria, "as teses liberais serão em 2022 um contraponto importante ao governo Bolsonaro, que não praticou o liberalismo". "Mas não me parece que esse seja o caminho para a vitória eleitoral. O sucesso da terceira via não passa pela compreensão de quem é mais liberal." 

Estadão / Estado de Minas

Parlamentarismo numa horas dessas?




Bolívar Lamounier aposta todas as fichas numa reforma política que inclua a mudança do sistema de governo, com voto distrital misto

Por Maria Celina D’Araujo* (foto)

Este artigo é sobre um importante livro de Bolívar Lamounier e toma como título uma ideia de Luis Fernando Veríssimo. Quando Veríssimo acha que tudo está de pernas para o ar, acrescenta uns versinhos em sua coluna com o título Poesia numa horas dessas?

Lamounier é um cientista político, de recorte parlamentarista, com grande e longa contribuição ao debate sobre ideias e formas na política brasileira. Desde os anos 1970, sua obsessão benigna tem sido o aprimoramento do sistema político, do ponto de vista institucional – eleições e governo. Coerentemente, em sua trajetória, tem insistido na importância de construir instituições, numa perspectiva que remete a Stuart Mill: boas instituições fazem a boa democracia. Seu livro Da independência a Lula e Bolsonaro, dois séculos de política brasileira (Editora FGV), que abordo aqui, é prova cabal disso. Trata-se de reedição de versão anterior (2005), que acompanhava a trajetória política do Brasil até o governo Lula da Silva. Desta feita, há um acréscimo analítico sobre o governo Bolsonaro apontando para o descalabro a que o País chegou: presidente autoritário, inescrupuloso e beócio, sistema partidário pífio, fisiológico e volátil, sistema eleitoral negligente, ausência de projeto de desenvolvimento político e econômico, País à deriva, população empobrecida descrente das capacidades do governo e ricos cada vez mais ricos. País que se acomodou na tese da renda média – na verdade, a melhor armadilha para o retrocesso.

Debater reformas e instituições remete, no Brasil, a envolver-se com projetos ideológicos e preferências político-eleitorais distintas. Parlamentarismo foi, durante a Constituinte de 1987/1988, identificado como tema tucano contra a preferência presidencialista disseminada em várias correntes, especialmente no PT, e que já havia predominado no plebiscito de 1963. Mesmo derrotado no plebiscito de 1993, este é, para Lamounier, tema inegociável. Nosso presidencialismo é, para ele, tiro no pé, modelo político marcado pela irresponsabilidade da maioria parlamentar de plantão, que faz do Brasil terreno de ineficiência e mediocridade.

O conceito “presidencialismo de coalizão” foi um tábua de salvação, teórica e intelectualmente bem construída pelo cientista político Sérgio Abranches, durante os debates da Constituinte, que tornou palatável um arranjo de governo que a princípio tinha tudo para dar errado. Isso porque o Brasil seria um país presidencialista com um presidente minoritário no Congresso, em decorrência do nosso sistema eleitoral, mas que conseguiria governar-se com base em coalizões partidárias parlamentares, tal como havia ocorrido com a República de 1946.

Com o decorrer dos anos, as coalizões foram crescendo em razão da maior fragmentação partidária e se tornaram fator de chantagem mútua entre Legislativo e Executivo. A coalizão sem escrúpulos tornou-se rotina. O presidente mantém a iniciativa parlamentar e a coalizão fisiológica faz o preço da barganha para aprovar a pauta do presidente quando lhe interessa. Para Lamounier, um modelo presidencialista que tinha tudo para dar errado confirmou a profecia.

A par disso, a polarização política na sociedade, nomeadamente a partir dos governos do PT, fortaleceu o ímpeto personalista da política brasileira a que Lamounier chama de plebiscitarismo: a crença em grandes líderes, modelo instituído por Vargas, que hoje delimita o horizonte em torno de dois possíveis candidatos salvadores da Pátria, numa disputa de mútua demolição. E, para Bolívar, aceitar a terceira via seria coonestar com o status quo institucional.

Temos atualmente, segundo o autor, acordos políticos baseados em conveniências não republicanas, radicalização política e ideológica e, nos extremos, monumentos à mediocridade. Este descalabro não é superado por ordem espontânea, mas sim por uma determinação firme de reordenamento institucional.

Vários cientistas políticos, analistas, empresários, intelectuais e representantes sindicais estão cada dia mais preocupados com como sair deste impasse. Nesse sentido, a palavra reformas vem sempre à tona, e tanto aparece que acaba desmoralizada. Mas, para Lamounier, é disso que se trata. O autor tem lado e coerência nesta discussão, e seu livro mostra bem isso. Aposta todas as fichas na necessidade de uma reforma política ampla, que inclua, entre outras coisas, a mudança do sistema de governo, de presidencialismo para parlamentarismo, com voto distrital misto. Uma proposta pautada pelos tucanos na Constituinte e que, segundo ele, deve ser reeditada sob o risco de o País não conseguir sair de uma modelagem institucional que o condena a uma mediocridade econômica exemplar. O salto para a frente dependeria de obras de engenharia política que alterassem as atuais estruturas anacrônicas que têm o atraso como projeto.

Deixo claro que este é um livro de combate, cada capítulo pode ser lido como uma unidade, sempre com ênfase nos sistemas de representação política em suas conexões com cada período histórico do País, seu sucesso e recorrentes retrocessos. •

*Professora da PUC-Rio

O Estado de São Paulo

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