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em 6 set, 2021 4:06
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.
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Peido de velha: espécie de pequeno artefato (bombinha) de São João, de formato triangular, bastante popular no Nordeste (a definição está no Dicionário do Nordeste 12 mil palavras e locuções – Edição Kindle/Amazon, 2021), do Jornalista, dicionarista e professor, Fred Navarro, e serve muito bem para resumir o devaneio do pseudo golpista Bolsonaro para este 07 de Setembro.
O barulho que Bolsonaro fez com suas declarações foi muito, mas na hora “h” será apenas um pipoquinho de um peido de velha.
Desesperado, Bolsonaro conclamou os arruaceiros, a boiada anestesiada para tentar um golpe anunciado que não tem apoio de grande parte da população, das forças armadas e do último reduto que caiu dele: as elites dirigentes da economia que não aguentam mais os índices e a inflação que começa a ficar descontrolada aliada às ações nefastas do homem que deveria ser o presidente da República.
Bolsonaro, que nunca leu um livro, não tem noção do que é o valor da democracia e muito menos de respeito à Constituição.
O 07 de Setembro não será uma batalha sangrenta como deseja o sanguinário Bolsonaro. A maioria dos Brasileiros é contra, como bem escreveu Eliane Cantanhêde, ontem, 05, no Estadão:
“…O mais triste é como um presidente que não governa, não tem programa, erra tudo na pandemia, não dá a mínima para a crise hídrica e só destrói, sem construir, consegue surrupiar a bandeira nacional, o verde e amarelo e a racionalidade de tantos inocentes úteis para atacar o Supremo, pilar da democracia, e endeusar a ele próprio, líder da desordem, do caos, da violência, da enganação. Bolsonaro quer o 7/09 para dizer que o ‘povo’ está com ele, mas 2/3 são contra…”
O 07 de Setembro de 2021 passará para a história, não como o dia do golpe como Bolsonaro e seus seguidores desejam, mas como o dia que o presidente envergonhou o Brasil e iniciou-se o impeachment para tirar de uma vez do cargo um maníaco oportunista que só sabe dialogar ameaçando a democracia com armas.
Presidente do TJSE defende a necessidade de definição dos marcos territoriais, e não temporais. Para ele decidir hoje, o marco temporal para garantir o direito à terra, se os povos indígenas estivessem sobre sua posse até o dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição é um desencontro com a história O Desembargador Edson Ulisses de Melo, Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, destacou que os povos Indígenas obtiveram, na Constituição de 1988, grande avanço em relação aos seus direitos. No capítulo VIII, específico da CF, a partir do artigo 231 consagrou-se o respeito à sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
Marcos territoriais Segundo ele, sendo bens da união, inalienáveis, os índios têm direito ao uso da terra e dos bens existentes e nela produzidos. Por outro lado, nos últimos anos, o direito à demarcação das terras indígenas estagnou o que tem provocado verdadeira inquietação dos povos indígenas. “É urgente a necessidade de se definir os marcos territoriais, e não temporais, pois, quando outros povos aqui chegaram, a exemplo dos europeus, os indígenas brasileiros já ocupavam e exploravam suas terras em todo Brasil”, concluiu.
Desencontro com a história Para Edson Ulisses de Melo, definir, hoje, o marco temporal para garantir o direito à terra, se os povos indígenas estivessem sobre sua posse até o dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, é um desencontro com a história, pois, ao longo dos séculos muitas tribos indígenas foram dizimadas ou simplesmente expulsas de suas terras por inescrupulosos. Algumas retornaram após muitas lutas que custaram a própria vida desses povos.
Língua indígena como a segunda língua no país Convém destacar, ainda, não admitir a língua indígena como uma segunda língua no país é mais um ato de segregação da raça indígena e um modo de atentar contra a sua continuidade, da mesma forma quanto a suas artes e cultura. O desembargador Edson Ulisses é descendente do povo indígena Xocós.

Umbaúba: nas redes sociais moradores criticam prefeito que à frente da Prefeitura há seis anos não concluiu uma creche, mas vai para inauguração em município vizinho para tentar eleger o irmão deputado O prefeito de Umbaúba, conhecido por Humberto Maravilha, nos últimos dias recebeu várias criticas nas redes sociais. Ele tem seis anos à frente da Prefeitura e não conseguiu acabar uma creche que recebeu com 85% das obras executadas. Porém, só vive agora nos outros municípios da região, a exemplo de Itabaianinha, participando de inaugurações e levando a tiracolo o irmão, Pato Maravilha, que tenta emplacar como candidato a deputado estadual. De “maravilha” o gesto não tem nada, se depender dos moradores nas redes sociais está mais para um desprezível gestor…
Lagarto: MP recebe denúncia com lista enorme de servidores com contratos temporários na Prefeitura E nos grupos de WhatsApp da Região Centro Sul de Sergipe foi divulgada uma enorme lista de servidores com contratos temporários na Prefeitura de Lagarto mais precisamente na Secretária de Educação. Segundo as informações, a lista faz parte de uma denúncia enviada ao Ministério Público para investigação já que a quantidade de servidores não cabe nas escolas municipais. O blog foi informado que uma ação popular foi impetrada para proibir contratações sem concurso público. A lista divulgada nos grupos:Servidores temporários. Educação. Julho de 2021
Capela completa cinco meses sem um homicídio na cidade E pelo twitter oficial, a Secretaria da Segurança Pública de Sergipe – SSP/SE comemorou que no município de Capela, no último sábado, 04, está há cinco meses sem qualquer registro de homicídios na cidade. “A parceria com a população e o empenho dos nossos servidores são estratégicos.” Parabéns a todos que fazem o trabalho da SSP na cidade na pessoa do delegado Wanderson Bastos, um grande cidadão.


O tiroteio que ocorreu no final da tarde deste domingo (5) no Porto da Barra, em Salvador, (ver aqui)deixou um homem morto. Segundo a Polícia Civil, trata-se de Rodrigo Cerqueira de Jesus, conhecido como Tosca, suspeito de atuar no tráfico de drogas. Também foram baleados a mãe da vítima e mais outro homem.
Os três foram levados para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas Rodrigo Tosca não resistiu aos ferimentos e chegou já sem sinais vitais à unidade de saúde. O estado dos outros dois não foi informado. Ainda segundo a Polícia, a suspeita é que o crime tenha como motivação a disputa pelo tráfico de drogas da localidade.
De acordo com os primeiros levantamentos, Tosca seria integrante de um grupo criminoso com atuação no bairro de Cosme de Farias já investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No ataque deste domingo, ele seria o alvo dos atiradores.
A autoria e a motivação seguem em apuração.“Estamos focando neste caso com o nosso Núcleo de Inteligência, a 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico). A ideia é chegar à autoria, o quanto antes. Vamos localizar testemunhas, ouvir vítimas sobreviventes, buscar imagens do momento dos tiros e o veículo utilizado pelos autores”, disse a diretora do DHPP, delegada Andréa Ribeiro.
Bahia Notícias

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade de uma lei de 1985 que permitia o pagamento de pensão às viúvas de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores mortos no exercício de suas funções no município de Campos Sales, no Ceará. O relator foi o ministro Gilmar Mendes.
Segundo o ministro, os cargos do Legislativo e Executivo são temporários e provisórios, o que não justifica a concessão de qualquer benefício a “ex-ocupante do cargo de forma permanente, sob pena de afronta aos princípios da igualdade, da impessoalidade, da moralidade pública e da responsabilidade com gastos públicos".
A ação foi proposta em 2015 pela Procuradoria-Geral da República, por entender que o texto é incompatível com a Constituição Federal. "A manutenção dos benefícios aos parlamentares de Campos Sales ofende persistentemente a noção de republicanismo e isonomia que a sociedade deve nutrir, com o que degrada o ambiente institucional e a credibilidade do sistema representativo. A lesão ao erário municipal é tanto mais grave em se tratando de município com 61,37% de incidência de pobreza na população", diz a PGR, com base em dados de 2014 do IBGE.
Em seu voto, Gilmar Mendes afirmou que "as beneficiárias laureadas pela lei impugnada, viúvas de ex-prefeitos, não percebem a vantagem pecuniária em comento por ocuparem função pública atual nem como contraprestação a trabalho desempenhado. Tampouco a recebem por terem os prefeitos, já falecidos, recolhido contribuição previdenciária aos cofres públicos quando em vida, de modo que, a despeito do nomen juris pensão, de pensão previdenciária não se trata, visto que essa exige, para se configurar como tal, o caráter contributivo do benefício". O ministro afirma que é "forçoso concluir que a concessão da benesse a quem jamais exerceu mandato eletivo viola, de forma ainda mais patente, a Constituição Federal".
Bahia Notícias

Melina Esteves, patroa flagrada em agressões contra a babá das filhas, estaria em transtorno psicológico. Quem declarou isso foi o novo advogado da idosa. De acordo com Marcelo Cunha, que assumiu a defesa da mulher há quatro dias, a cliente dele tem diagnóstico de transtorno bordeline – caracterizado por mudanças rápidas de humor – e quando cometeu as agressões, a mulher não tomava as medicações previstas. Cunha declarou também que Esteves tem pavio "curtíssimo", e reage de forma muito intensa, como se fosse "o fim do mundo".
À TV Bahia, o defensor disse que a violência praticada teria sido fruto da "proteção materna", uma vez que, segundo ele, a babá teria agredido uma das trigêmeas, filhas da acusada. Marcelo Cunha declarou ainda que Melina Esteves já teve episódios anteriores como outras babás que também teriam agredido as crianças.
Em relação aos vídeos que mostram a agressão cometida pela mulher, o delegado considerou que os casos são de lesão corporal e não de espancamento. Melina Esteves foi apontada como autora de espancamentos de uma babá, Raiana Ribeiro.
A funcionária para se proteger da mulher chegou a pular do terceiro andar do prédio no bairro do Imbuí (ver aqui). Melina Esteves é investigada por violência doméstica contra outras 11 ex-funcionárias.
Bahia Notícias
por Fernanda Brigatti | Folhapress

Morreu neste domingo (5), aos 75 anos, o economista e professor João Sayad, em decorrência de complicações onco-hematológicas.
Ele estava internado desde o dia 30 de agosto no Sírio Libanês para tratamento hematológico e oncológico, informou o hospital. Segundo pessoas próximas, um câncer que o acometeu há pouco mais de dez anos debilitou o economista, que estava vivendo no interior de Sâo Paulo, mas ainda próximo da capital paulista.
Sayad faria 76 anos no dia 10 de outubro. Nascido em São Paulo, formou-se em economia pela FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo) em 1967 e começou a dar aulas na instituição já no ano seguinte. Concluiu o mestrado em 1970 e desde 1978 era livre-docente.
Além de uma vasta vida acadêmica, Sayad ocupou diversos cargos públicos e em instituições ligadas à educação e à economia desde o fim dos anos 1970.
Na gestão de José Serra (PSDB), em 2007, foi secretário de Estado da Cultura do governo paulista e presidiu a Fundação Padre Anchieta, responsável pela gestão da TV Cultura.
?Durante a administração de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo, quando essa ainda estava no PT, de 2001 a 2003, foi secretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico.
Na década de 1990, Sayad assinou a coluna Opinião Econômica na Folha. Também publicou outros artigos e análises no jornal, nos quais tratava principalmente de educação e temas econômicos.
Em 2009, publicou "Que país é este?" (ed. Revan), uma reunião de seus artigos acadêmicos e de opinião. Pelo selo Portfolio Penguin, da Companhia das Letras, publicou em 2015 o livro "Dinheiro, dinheiro: Inflação, desemprego, crises financeiras e bancos".
No Twitter, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) disse que Sayad foi uma das pessoas mais admiráveis que já conheceu. “Inteligente, bem-humorado, generoso… não cabe num tuíte nem numa biblioteca o tamanho desse ser humano.”
O colunista da Folha Alexandre Schneider, ex-secretário municipal de educação de São Paulo, afirmou, na mesma rede social, que Sayad foi um “gigante da economia, um brasileiro especial.”
Laura Carvalho, economista e professora da USP, disse que "nas poucas trocas" com João Sayad, ele impressionava pela generosidade e gentileza.
O economista Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado, classificou Sayad como alguém de “espírito público genuíno.”
Também via Twitter, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que João Sayad “ajudou muito o Brasil como ministro e a cidade de São Paulo, como secretário de finanças.”
"Extremamente triste com a perda de um grande amigo. João Sayad era uma figura ímpar, um economista diferenciado, de espírito iluminado e inquieto, e amplos horizontes intelectuais. Ao longo de quase 3 décadas conversamos por horas sempre que era possível. Mais uma triste perda", escreveu a economista Leda Paulani.
"O conheço desde a década de 1970. Trabalhamos juntos, fomos sócios. Foi uma grande pessoa, um grande economista", disse à Folha o economista Franscisco Luna.
Amir Labaki, fundador do festival É Tudo Verdade, afirmou que João Sayad era dos "raros intelectuais que arregaçava as mangas e agigantava todos os cargos que assumia."
A Associação Brasileira de Bancos divulgou nota de pesar, na qual diz que Sayad deu grande contrubuição às pesquisas acadêmicas em economia.
Segundo registro do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea da FGV (Fundação Getulio Vargas), Sayad ocupou seu primeiro cargo na gestão pública em 1983, quando foi secretário de Fazenda do estado de São Paulo na gestão Franco Montoro (1983-1987), atuação que abriu caminho à nomeação para um ministério no governo Tancredo Neves.
Em 1985, sucedeu Antônio Delfim Neto no Ministério do Planejamento do primeiro governo democrático após o fim da ditadura militar.
Ele integrava, na época, o grupo de novos economistas paulistas, do qual também faziam parte José Serra, Luciano Coutinho e André Franco Montoro Filho. Sayad era contra a política econômica de juros altos e corte nos gastos públicos, o que o colocou em conflito com Francisco Dornelles, então ministro da Fazenda.
Sayad estava na equipe que criou o Plano Cruzado, em 1986, em substituição ao cruzeiro. Em 1987, deixou o governo Sarney e voltou a dar aulas na FEA-USP.
No últimos 50 anos, também foi consultor sobre crédito rural para o Banco Mundial, editor da revista Estudos Econômicos, do IPE (Instituto de Pesquisas Econômicas), vice-presidente de Finanças e Administração do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e fundou o Banco SRL, depois rebatizado para Banco Interamerican Express, após venda para a American Express.
O velório do João Sayad será nesta segunda (06), entre 10h e 16h, na Funeral Home, r. São Carlos do Pinhal, 376, no Bela Vista, na capital. A família pede que, seguindo os protocolos exigidos pela pandemia, aqueles que desejarem se despedir usem máscaras adequadas.
Em 2006, na revista piauí, Sayad se descreveu como um "brasileiro e católico, neto de quatro avós libaneses", que perdeu a fé durante 30 anos, mas que um dia a reencontrou.
Contou que um certo domingo, em Campos do Jordão (SP), onde passava os fins de semana, decidiu ir à missa –"missa das seis da tarde, na Igreja de São Benedito."
"Na fila da comunhão, cada uma daquelas cabeças, que me impediam de ver o altar, estava cheia de ansiedades, problemas e dúvidas iguais ou mais terríveis do que as minhas. Desconhecidos que eram cúmplices, parceiros, irmãos de um destino comum. Senti aconchego e conforto. 'Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles', Mateus 18:20", contou o economista.
"Desde então, vou à missa todos os domingos."
João Sayad deixa a companheira, Tati, e as filhas Beatriz e Cecília.
Bahia Notícias
Tista de Deda participa de debate na UPB sobre altos cachês do São João e alerta para impacto nas finanças municipais O prefeito de Jeremo...