sexta-feira, julho 09, 2021

Governo Federal apoia a criação de polo da Rota do Mel no interior da Bahi

 Oficinas para a instalação da unidade foram realizadas nesta semana. Unidade deve atender produtores de mel de cerca de 50 municípios nas regiões de Bom Jesus da Lapa e Irecê

Brasília (DF), 9/7/2021 - O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) está apoiando a implementação de um polo da Rota do Mel no estado da Bahia. As oficinas para a fixação da unidade, que vai atender criadores de abelhas de cerca de 50 municípios das regiões de Bom Jesus da Lapa e Irecê, foram realizadas nesta semana com a presença de técnicos do MDR. A ação está sendo desenvolvida por meio de uma parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba (Codevasf).

"Acredito que a implantação da Rota é de fundamental importância. Ela contribuiria, sem dúvida nenhuma, para a geração de emprego e renda e para a diminuição das desigualdades regionais e sociais", destaca o assessor especial do MDR Aldo Dantas. "Para se ter uma ideia, nós esperamos que, das quase 700 toneladas produzidas artesanalmente na região, seja possível duplicá-las para cerca de 1,4 mil toneladas", completa.

Nesta semana, foram sendo realizadas oficinas técnicas para a formatação do polo na região do Médio São Francisco. O MDR e a Codevasf se reuniram com associações e produtores para elaborar uma carteira de projetos e necessidades futuras para a ampliação da produção local.

"Neste primeiro momento, vamos dar apoio técnico para os produtores. Vamos conhecer mais a fundo o que eles fazem e quais suas necessidades para que o polo da Rota do Mel possa alavancar a produção aqui na região. Posteriormente, poderemos ter investimentos diretos para dar mais força à apicultura local", explicou o coordenador nacional da Rota do Mel, Samuel Castro.

O estado da Bahia é um dos maiores produtores de mel do Brasil, sendo a sétima unidade da Federação que mais produziu em 2019, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a gerente de Desenvolvimento Territorial da Codevasf, Kênia Marcelino, a implementação da Rota do Mel vai contribuir para o crescimento econômico da região. "O intuito é o de fomentar essa atividade produtiva, gerar o aumento da renda para esses apicultores e contribuir para o desenvolvimento econômico desta região. A Rota vai apoiar os produtores, conhecendo a produção, identificando quais são as associações e cooperativas que esses apicultores estão vinculados e otimizar cada um desses processos", destacou.

A implementação de políticas públicas de apoio ao desenvolvimento da apicultura na região do Médio São Francisco é um dos fatores que colaborou para a implementação do polo naquela localidade. No fim do ano passado, a Codevasf - instituição vinculada ao MDR - entregou mil kits para a produção de mel para famílias de 19 cidades. Desse total, 150 foram repassados para integrantes da Cooperativa Regional dos Apicultores do Médio São Francisco (Coopamesf), em Ibotirama.

Presidente da Coopamesf, Rafael Sodré acredita que a Rota do Mel vai propiciar maior rentabilidade para os produtores da região. "A cooperativa, desde o início, colocou como sua principal missão evoluir o produtor. Agora, estamos dando mais um passo para a evolução da apicultura em nossa região. A Rota do Mel vai fazer toda a diferença, porque, antes de todas as políticas públicas, o produtor produzia sem saber o que fazer com seu produto. E vamos ter essa orientação para produzir mais e melhor e ter mais rendimentos", afirmou.

Outro ponto de destaque na formatação do polo na Bahia é que serão firmados termos de cooperação com o Instituto Federal da Bahia (IFBA) e o Instituto Federal Baiano (IF Baiano) para a o desenvolvimento de ações de capacitação dos apicultores.

Rota do Mel

Rota do Mel integra as Rotas de Integração Nacional, iniciativa prioritária no âmbito da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) que tem como objetivo estruturar e potencializar uma rede de arranjos produtivos locais (APLs) capazes de acelerar o crescimento econômico e social das diversas regiões do País.

Atualmente, há sete polos da Rota do Mel instalados no Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. O mais recente deles é o do sudeste do Pará, nas cidades de Canaã dos Carajás, Eldorados dos Carajás, Parauapebas e Curionópolis ().

O Brasil ocupa a 11ª posição no ranking mundial da produção de mel. Em 2019, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), foram quase 46 mil toneladas produzidas, grande parte voltada à exportação.

Estima-se que o início da atividade apícola no Brasil foi em 1839. O padre Antônio Carneiro trouxe para o Rio de Janeiro colônias de abelhas da espécie Apis melifera, vindas do Porto, em Portugal. Outras raças da mesma espécie também foram trazidas posteriormente por imigrantes europeus, principalmente para as regiões Sul e Sudeste do País.

Assessoria de Comunicação Social
(61) 2034-5498/ 2034-5399

Denunciar fraude antes das eleições é um modo de manter mobilizada a militância


Urna eleitoral chorando

Charge do Pelicano (Humor Político)

Marcus André Melo
Folha

A contestação dos resultados das eleições adquiriu enorme visibilidade após a invasão do Capitólio na esteira da derrota de Trump, e das denúncias de Bolsonaro. Mas os casos de contestação em democracias já estavam sendo cada vez mais frequentes, como mostra Hernandez-Huerta, em artigo recente no Journal of Politics (2020).

Usando uma base de dados contendo 164 eleições presidenciais entre 1974 e 2012 em 31 países da América Latina, África e Ásia, o autor mostra que as contestações aumentaram, e representam quase 25% dos pleitos da amostra.

NÃO APENAS FRAUDES – Há achados contraintuitivos no estudo: as contestações independem da qualidade das eleições e dos graus de autonomia política dos órgãos eleitorais. Elas não são deflagradas necessariamente por fraudes — este ponto é crucial — mas por incentivos estratégicos. Em geral são perdedores de eleições, minoritários no Congresso, que buscam extrair ganhos e concessões.

A experiência brasileira é parcialmente consistente com estes achados. Lula, às vésperas do pleito de 1994, reagindo às pesquisas que lhes eram desfavoráveis alertou, nesta Folha, que poderia haver fraude: “Desviar dois ou três milhões de votos neste país é mais fácil que tirar pirulito de criança”.

Já o caso de Bolsonaro é pouco intuitivo à luz dos achados. Ele vem contestando as urnas eletrônicas desde o início da campanha eleitoral de 2018, quando nenhum analista antecipava uma vitória, e paradoxalmente continuou com a retórica mesmo quando venceu.

APENAS ESTRATÉGIA – Há aqui, portanto, um novo padrão associado à onda populista pela qual outsiders antissistema brandem essa bandeira porque ela fornece uma narrativa pós-eleitoral para a derrota, mas também serve para manter acesa a militância.

A “campanha permanente” voltada para alimentar a cacofonia do bolsonarismo-raiz que foi perseguida do início do mandato até abril de 2020 é parte da explicação. Mas a influência de Trump está presente, pois há um claro padrão emulativo por parte de Bolsonaro. Mas o formato descentralizado e caótico das eleições nos EUA contrasta com o caso brasileiro, onde fraude eleitoral não é um tema da agenda há muito tempo.

QUESTÕES IMPORTANTES – No entanto, dois eventos alteraram os termos do debate em torno da questão. Em primeiro lugar, a invasão do Capitólio tem um efeito-demonstração estimulando ações similares, mas também gerando reações preventivas que podem anular seus efeitos potenciais.

Em segundo lugar, a erosão da popularidade presidencial e chances reais de derrota para Bolsonaro no pleito de 2022, abrindo-se a possibilidade de uma crise institucional de grande proporções. De estratégia meramente retórica, a contestação se torna uma ameaça.


Câmara quer censurar divulgação de pesquisas eleitorais e exigir taxa de acerto de resultados


Charge: Sinfrônio

Charge do Sinfrônio (Arquivo Google)

Danielle Brant e Ranier Bragon
Folha

A minuta do novo Código Eleitoral discutida pela Câmara dos Deputados estabelece a proibição de divulgação de pesquisas eleitorais no dia e na véspera das disputas, além de criar um suposto “percentual de acerto” dos institutos.

As duas medidas são criticadas por especialistas sob o argumento de que representam censura a informações relevantes para os eleitores, além de desconsiderarem a natureza dos levantamentos, que apontam retratos do momento em que foram feitos, passíveis de mudanças até a hora exata do voto.

PRIORIDADE DE LIRA – O texto, relatado pela deputada Margarete Coelho (PP-PI), é uma das prioridades do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que já sinalizou que pretende votar as mudanças na legislação eleitoral nas próximas semanas.

Para valer para o pleito de 2022, essas mudanças têm que ser aprovadas por Câmara e Senado e sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro, aliado de Lira, até o início de outubro deste ano.

Um dos artigos da proposta do novo Código, que terá uma parte dedicada às pesquisas eleitorais, obriga a publicação, juntamente com as pesquisas, de um “percentual de acerto” calculado com base nas pesquisas realizadas pelo instituto nas últimas cinco eleições.

DIZ O DATAFOLHA –  “É uma discussão superada, antiga, porque não existe percentual de acerto”, afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha. “Os institutos não fazem prognósticos, eles apontam a realidade daquele momento. Então, mesmo que seja uma pesquisa feita na véspera da eleição, entre a divulgação da pesquisa e a chegada do eleitor na urna ocorrem muitas coisas.”

Paulino ressalta que muitos eleitores decidem voto em cima da hora, e alguns ainda aguardam a transmissão de programas de notícias na véspera da eleição. “Esses noticiários divulgam pesquisas. Os próprios resultados das pesquisas são considerados pelos eleitores para praticarem, por exemplo, o voto útil.”

O diretor-geral do Datafolha afirma que a medida é impraticável. “É um atraso, é uma falta de sintonia dos que redigiram esse item com a ciência estatística, com nós que fazemos o trabalho e entendemos do assunto. É uma exigência que não tem como ser cumprida.”

APENAS TENDÊNCIAS – Duilio Novaes, presidente da Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa), reforça a posição, ao afirmar que as pesquisas apontam tendências, mas não cravam o resultado eleitoral.

“Dificilmente a pesquisa diz que vai ser 48,2% e a urna dá 48,2%. Ela vai dar dentro da margem de erro, 49%, 50% ou 46%, 47%. Isso é supernatural”, diz.

“A gente não é bola de cristal. A gente ouve o eleitor naquele momento e retrata a opinião dele. Agora se algo acontece no final do campo, após o término da pesquisa, a gente não consegue medir.”

SEM RECUO – A relatora do texto defende a mudança e afirma que o dado é objetivo e não está sujeito “à definição deste ou daquele órgão”. “O contraste entre as pesquisas realizadas e o resultado final do pleito eleitoral dirá se aquela pesquisa acertou ou errou”, disse.

“Nós sabemos que as pesquisas captam momentos, e que elas muitas vezes não correspondem aos percentuais apurados nas urnas, mas é suficiente saber se as lideranças apontadas nas pesquisas ou tendências de alta ou baixa se confirmaram nas urnas.”

Segundo ela, a Justiça Eleitoral será responsável por analisar a correlação entre os dados informados pelos institutos e o resultado das eleições para medir se “captaram satisfatoriamente as tendências do eleitorado, inclusive os movimentos de alta ou de queda de determinadas candidaturas.”

“Não temos qualquer intenção de proteger ninguém que está à margem da lei”, diz comandante da Aeronáutica

Publicado em 9 de julho de 2021 por Tribuna da Internet

Entrevista é mais um recado a Jair Bolsonaro do que à CPI

Pedro do Coutto

Numa entrevista exclusiva a Tânia Monteiro, O Globo desta sexta-feira, o tenente-brigadeiro Carlos Almeida Baptista Junior, comandante da Aeronáutica, comentou a nota das Forças Armadas publicada na véspera, criticando a acusação genérica aos militares, mas reconhecendo que as suspeitas de corrupção e desvios não são objetos de proteção para ninguém, pois pessoa alguma está à margem da lei e da Constituição do país. Ele ainda acentuou que os militares se mantêm dentro das linhas constitucionais e, portanto, não poderiam embarcar numa aventura golpista.

Analisando atentamente e medindo as afirmações de Carlos Almeida Baptista Junior, identificamos um impulso bastante lógico no sentido de prevenir qualquer sonho golpista, embora a entrevista possa parecer como uma crítica ao senador Omar Aziz, presidente da CPI. Por isso, como digo sempre, é preciso sempre observar não somente o fato, mas também o que está contido no fato. Sobre a nota em que o ministro da Defesa e os comandantes militares afirmaram não aceitar nenhum ataque leviano às Forças Armadas, Batista Junior disse se tratar de um alerta. “Não enviaremos 50 notas para Omar Aziz. É apenas essa”, afirmou.

GARANTIA INSTITUCIONAL – O brigadeiro assinalou ainda que “temos mecanismos dentro da base legal para evitar qualquer ataque às instituições. Receio que o país entenda que apenas as Forças Armadas sejam responsáveis pela garantia institucional. Não, todas as instituições são responsáveis. Estou falando da instituição Parlamento brasileiro, da Presidência, dos tribunais, do STF (Supremo Tribunal Federal), da imprensa.Tem instituições que ainda não entenderam isso. Mas nós temos certeza da nossa responsabilidade “

Na minha opinião, a entrevista é mais um recado ao presidente Bolsonaro do que, concretamente, um ataque à CPI e ao Congresso Nacional. Tanto que, numa das respostas à jornalista Tânia Monteiro, o comandante da Aeronáutica diz que não querer entrar no debate sobre a hipótese de a CPI do Senado estar exorbitando.

“As autoridades precisam entender o que está por trás da autoridade. Nós precisamos entender que o ataque pessoal do senador (Omar Aziz) à instituição militar não é cabível a alguém que deseje ser tratado como Vossa Excelência. Porque nós somos autoridades”, acrescentou Baptista. Ele afirmou ainda que “o comportamento de cada um de nós, das autoridades, exige ponderação e entendimento do todo. E essa disputa política do país é normal, mas sinto ser em tão baixo nível, em nível muito raso”.

RESPONSABILIDADES – O tenente-brigadeiro assinalou referindo-se à CPI: “façam o devido processo legal, apurem as responsabilidades, doa a quem doer. Não temos qualquer intenção de proteger ninguém que esteja à margem da lei. O estado democrático de direito, que é uma unanimidade da sociedade, exige que os princípios legais sejam seguidos. E que ninguém seja julgado prematuramente. Mas, uma vez comprovado que agiu à margem da lei, que cada um pague na forma da lei”.

Relativamente à presença de militares na Administração Civil, o comandante da Aeronáutica disse que é plenamente legal e, frisou, não ver nenhum problema na ocupação de cargos de confiança. “O presidente Bolsonaro trouxe para o governo, em sua maioria militares da reserva, que podem atuar como qualquer cidadão. E uma minoria da ativa, que é autorizada pela legislação vigente a ocupar cargos de natureza civil por até dois anos”, afirmou.

O brigadeiro tocou em um ponto sensível ao sustentar que os presidentes da República, como é o caso de Bolsonaro e o de Fernando Henrique Cardoso e Lula da Silva, têm a tendência natural de formarem as suas equipes baseados em suas esferas de conhecimento e de confiança. Portanto, não é de se estranhar que Bolsonaro tenha levado militares para o governo.

INCLUSÃO DE LULA – “Fernando Henrique trouxe quem ele conhecia, em quem ele confiava. Trouxe acadêmicos, professores, políticos, profissionais do meio dele. O presidente Lula trouxe, da mesma forma, sindicalistas”, destacou. A respeito da inclusão do petista na lista deixa no ar o suave propósito de revelar não existir qualquer preconceito em relação ao ex-presidente, reabilitado pelas decisões do Supremo Tribunal Federal. Baptista conclui que não devem ser feitos julgamentos antes da conclusão dos processos e que as Forças Armadas continuam com seus princípios legalistas.

A entrevista de Carlos Almeida Baptista Junior dá margem a uma visão mais ampla da questão que envolve as investigações da CPI e militares acusados. A matéria altera a apreciação inicial sobre a nota do ministro da Defesa, Braga Netto, e dos comandantes das Forças Armadas. Conduz a uma abertura de raciocínio e de aceitação de uma realidade, sem contudo deixar de criticar as acusações que os quartéis viram como generalizadas do senador Omar Aziz aos segmentos militares. Esse aspecto é muito importante. Quanto ao posicionamento do senador, ele já esclareceu amplamente que não generalizou as suas afirmações contra a seriedade e a importância do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

INTIMIDAÇÃO – No artigo publicado na edição de hoje de O Globo, Bernardo Mello Franco condena a tentativa de intimidação contida na nota publicada pelo ministro da Defesa e dos comandantes das Forças Armadas de que existia uma sombra aos trabalhos da CPI, iniciativa rejeitada pela opinião pública e interpretada como instrumento direto de pressão do presidente Jair Bolsonaro contra o Congresso.

Essa interpretação está correta e se comprova pela expressão com que Bolsonaro se referiu ao ofício dirigido a ele pela Comissão de Inquérito solicitando uma explicação sobre a declaração atribuída ao próprio chefe do Executivo e a participação do deputado Ricardo Barros no processo denunciado pelo também deputado Luiz Miranda e pelo seu irmão quando foram ao Palácio do Planalto revelar a articulação entre Ferreira Dias e Dominguetti.

Bernardo Mello Franco disse que os militares distorceram as palavras do senador Omar Aziz, no que de fato tem razão, e deixou claro que Bolsonaro será capaz de tentar obstruir o trabalho da CPI baseado na insinuação de um golpe militar.

Para prefeita de Banzaê, nova policlínica é investimento na saúde de alta qualidade


por Francis Juliano, de Ribeira do Pombal / Ailma Teixeira

Para prefeita de Banzaê, nova policlínica é investimento na saúde de alta qualidade
Foto: Francis Juliano/ Bahia Notícias

Prefeita de Banzaê por cinco vezes, Jailma Dantas (PT) participa do evento de inauguração da 19ª Policlínica Regional de Saúde do estado, situada em Ribeira do Pombal, nesta sexta-feira (9). A unidade será inaugurada em evento com a presença do governador Rui Costa (PT).

 

Essa policlínica vai atender a população de 16 municípios da região, um deles Banzaê. Na avaliação da prefeita, o modelo de negócio em que o município arca com 60% dos custos e os 40% restantes ficam por conta do estado gera mais do que uma economia aos cofres públicos.

 

"Não é só economia financeira, vamos ter uma qualidade muito maior e uma busca ativa das doenças das pessoas porque muitas passam na Atenção Primária, mas não tinham a condição de fazer os exames de média e alta complexidade. Então eles passam a ter aqui os encaminhamentos pra se fazer a alta complexidade e não ter o agravamento, muitas vezes até a morte. É muito maior que economia, isso aqui é um investimento na saúde de alta qualidade", frisou, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Como presidente do Consórcio Intermunicipal do Semiárido Nordeste II (Cisan), ela também vai receber equipamentos, como um carro-pipa e uma escavadeira hidráulica, para a região. A entrega será feita pelo governador.





Policlínica em Pombal vai economizar recursos de prefeituras, diz prefeito de Cipó

por Francis Juliano, de Ribeira do Pombal / Ailma Teixeira

Policlínica em Pombal vai economizar recursos de prefeituras, diz prefeito de Cipó
Foto: Francis Juliano/ Bahia Notícias

Gestor de Cipó, uma das 16 cidades beneficiadas com a Policlínica de Saúde de Ribeira do Pombal, o prefeito Marquinhos acredita que a unidade vai contribuir para a economia dos recursos da prefeitura. Ela será inaugurada logo mais, na manhã desta sexta-feira (9), em evento com a presença do governador Rui Costa (PT).

 

"Essa obra aqui tem uma importância muito grande para o nosso povo, eu sempre falo que os municípios têm gasto muito dinheiro com transporte para conduzir nosso pessoal para a capital para tratamento com a saúde, e com esse investimento feito aqui em Ribeira do Pombal (...) nos traz uma economia grande", destacou o gestor, ao falar com o Bahia Notícias.

 

Ele ressalta que a distância de Cipó para a capital baiana é de 250 km, enquanto é necessário percorrer apenas 30 km para chegar à cidade-sede da policlínica. Destinada a atender os municípios que integram o Consórcio de Saúde Nordeste II, essa será a 19ª Policlínica Regional de Saúde entregue pelo governo do estado.

 

Além de Cipó, as demais cidades contempladas são Adustina, Antas, Banzaê, Cícero Dantas, Cipó, Coronel João Sá, Fátima, Heliópolis, Nova Soure, Novo Triunfo, Olindina, Paripiranga, Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal, Sítio do Quinto e Tucano.


Nota da redação deste Blog - Só queria entender qual o motivo de alguns vereadores de Jeremoabo  queimarem a Policlínica de Paulo Afonso, já que todas as demais policlínicas são elogiadas.

Prefeito de Antas diz que ele e Marcelo Nilo 'são pessoas que a população acredita'

 Sexta, 09 de Julho de 2021 - 11:15


por Francis Juliano, de Ribeira do Pombal / Gabriel Lopes

Prefeito de Antas diz que ele e Marcelo Nilo 'são pessoas que a população acredita'
Sidonio Nilo | Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias

O prefeito de Antas, Sidonio Nilo (PSB), afirmou que ele e seu irmão, deputado federal Marcelo Nilo (PSB), são pessoas em que a população acredita. A fala foi durante inauguração da 19ª Policlínica de Saúde em Ribeira do Pombal, nesta sexta-feira (9).

 

"Eu ouço ele, ele me ouve e assim trocamos ideias. Ele conhece mais a política nacional que eu, e eu conheço mais a municipal", afirma o prefeito ao comentar que a política vem passando de geração para geração na família.

 

Marcelo Nilo foi presidente da Assembleia Legislativa da Bahia durante uma década.

 

Ele também disse que a policlínica vai melhorar a logística de locomoção da população que precisar de atendimento na região.

 

"A diferença é enorme, foi uma ideia do secretário e do governador da Bahia em que ajuda totalmente os municípios. É uma especialidade e a dificuldade com a distância de locomoção até Salvador, fica melhor. Faz com que a população tenha mais facilidade e economia para o município", disse o gestor da cidade, que é uma das 16 beneficiadas pela unidade do governo do estado.

Bahia Notícias

Denunciar fraude antes das eleições é um modo de manter mobilizada a militância


Urna eleitoral chorando

Charge do Pelicano (Humor Político)

Marcus André Melo
Folha

A contestação dos resultados das eleições adquiriu enorme visibilidade após a invasão do Capitólio na esteira da derrota de Trump, e das denúncias de Bolsonaro. Mas os casos de contestação em democracias já estavam sendo cada vez mais frequentes, como mostra Hernandez-Huerta, em artigo recente no Journal of Politics (2020).

Usando uma base de dados contendo 164 eleições presidenciais entre 1974 e 2012 em 31 países da América Latina, África e Ásia, o autor mostra que as contestações aumentaram, e representam quase 25% dos pleitos da amostra.

NÃO APENAS FRAUDES – Há achados contraintuitivos no estudo: as contestações independem da qualidade das eleições e dos graus de autonomia política dos órgãos eleitorais. Elas não são deflagradas necessariamente por fraudes — este ponto é crucial — mas por incentivos estratégicos. Em geral são perdedores de eleições, minoritários no Congresso, que buscam extrair ganhos e concessões.

A experiência brasileira é parcialmente consistente com estes achados. Lula, às vésperas do pleito de 1994, reagindo às pesquisas que lhes eram desfavoráveis alertou, nesta Folha, que poderia haver fraude: “Desviar dois ou três milhões de votos neste país é mais fácil que tirar pirulito de criança”.

Já o caso de Bolsonaro é pouco intuitivo à luz dos achados. Ele vem contestando as urnas eletrônicas desde o início da campanha eleitoral de 2018, quando nenhum analista antecipava uma vitória, e paradoxalmente continuou com a retórica mesmo quando venceu.

APENAS ESTRATÉGIA – Há aqui, portanto, um novo padrão associado à onda populista pela qual outsiders antissistema brandem essa bandeira porque ela fornece uma narrativa pós-eleitoral para a derrota, mas também serve para manter acesa a militância.

A “campanha permanente” voltada para alimentar a cacofonia do bolsonarismo-raiz que foi perseguida do início do mandato até abril de 2020 é parte da explicação. Mas a influência de Trump está presente, pois há um claro padrão emulativo por parte de Bolsonaro. Mas o formato descentralizado e caótico das eleições nos EUA contrasta com o caso brasileiro, onde fraude eleitoral não é um tema da agenda há muito tempo.

QUESTÕES IMPORTANTES – No entanto, dois eventos alteraram os termos do debate em torno da questão. Em primeiro lugar, a invasão do Capitólio tem um efeito-demonstração estimulando ações similares, mas também gerando reações preventivas que podem anular seus efeitos potenciais.

Em segundo lugar, a erosão da popularidade presidencial e chances reais de derrota para Bolsonaro no pleito de 2022, abrindo-se a possibilidade de uma crise institucional de grande proporções. De estratégia meramente retórica, a contestação se torna uma ameaça.

Operação 404 retira websites, web rádios e aplicativos do ar por veiculação de conteúdo pirateado.


Posted: 08 Jul 2021 03:53 AM PDT

Foto: Divulgação 

A Operação cumpre mandados em Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A Polícia Civil de Pernambuco, em apoio ao Ministério da Justiça, participa, na manhã desta quinta-feira, 8, da 3ª fase da Operação "404", de âmbito nacional, sob a coordenação local do Delegado Eronides Meneses, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos – DPCRICI/DRACCO, unidade integrante da DIRESP. 

A investigação foi iniciada em maio de 2021, com o objetivo de identificar e desativar serviços de internet voltados à prática do crime de Violação de Direito Autoral. No dia de hoje, estão sendo executadas as seguintes medidas judiciais: bloqueio de 207 websites, 74 aplicativos de web rádio, 20 aplicativos de música, além de 25 servidores IPTV (TV Online pirata), tudo autorizado pelo Juízo da 15º Vara Criminal da Comarca de Recife. 

Essa Ação Nacional conta com a colaboração do CIBERLAB, SEOPI – Secretaria de Operações Integradas do MJSP, das Associações de Proteção à Propriedade Intelectual no Brasil, Embaixadas dos Estados Unidos (Homeland Security Investigations (HSI) e Departamento de Justiça) e do Reino Unido no Brasil (IPO – Intellectual Property Office e PIPCU - Police Intellectual Property Crime Unit). 

Blog da Noelia Brito


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