quarta-feira, abril 07, 2021
Se Deus é onipresente, as pessoas podem fazer as orações em suas próprias casas
Publicado em 7 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

O momento é de manter odistanciamento e evitar aglomerações
Pedro do Coutto
Em um excelente artigo na Folha de São Paulo desta segunda-feira, o professor Hélio Schwartsman sustentou a tese de que se Deus é onipresente, todas as pessoas podem fazer orações de suas casas. Por isso, considera um equívoco a decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, em determinar o funcionamento normal das igrejas e templos religiosos.
Para Schwartsman, um homem altamente culto, Nunes Marques não entendeu bem o que está acontecendo no país. O momento é de manter o distanciamento e evitar aglomerações, pois estas facilitam a circulação da Covid-19 que está contaminando no país uma média diária de 80 mil pessoas.
EM CASA – Não se trata de limitar temporariamente os direitos dos cidadãos para conter a epidemia. Rezar é de todas as atividades a que mais facilmente se pode adaptar ao home office. Acrescenta o articulista, se Deus é onipresente, não há problema em que cada pessoa faça as suas orações em suas próprias casas.
Deus é absoluto, na visão de Einstein, e tudo mais torna-se relativo. Daí o cientista partiu para modificar a cultura científica. Entretanto, na minha opinião, essa concepção de Schwartsman pode tornar a ideia de Deus também relativa, uma vez que sem ela não haveria a relatividade descoberta pelo homem que mudou a ciência superando a Lei de Newton.
Se perguntarem a mim se Deus existe, de fato, eu digo que sim. Parto do princípio que uma ideia que tem mais de 5 mil anos, a partir da versão judaica, e dois mil anos a partir da corrente cristã, não pode haver dúvida quanto a mistérios e enigmas. Uma farsa não pode atravessar todo esse tempo em vão. Isso de um lado.
ACEITAÇÃO – De outro, pelo menos 90% da população no mundo acredita em Deus, tanto os israelitas, quanto os católicos, os evangélicos e os muçulmanos. Portanto, a atmosfera conduz a verificarmos que Deus está presente em decorrência da aceitação de número tão grande de seres humanos. O cálculo atual sobre o número de habitantes da Terra é de 7,7 bilhões de pessoas. Há aqueles que declaram serem ateus “graças a Deus”.
Ironia à parte, deve-se assinalar que em todos os dias, em todas as horas, bilhões de pessoas fazem apelos ao Divino. Numa canção de Caymmi, o personagem sai do Pará em vem para o Rio de Janeiro. Diz ele: “Mamãe me deu conselhos / Na hora de eu embarcar /Meu filho ande direito /Que é pra Deus lhe ajudar”. Dorival Caymmi colocou um aspecto muito importante, qual seja dizer que para Deus ajudar é preciso que o ser humano ande direito.
PINTURA DE MICHELANGELO – Na Capela Sistina, em Roma, Michelangelo pintou uma imagem com Deus esticando o braço para tocar a mão de Adão. E Adão esticando o braço para tocar a mão de Deus. No entanto, ficou um espaço entre as duas mãos com os braços estendidos fortemente. Michelangelo, acrescento, tinha certeza de sua imortalidade e projetou uma tentativa irrealizável. Se ele acreditasse que era possível, teria pintado as duas mãos se encontrando. É preciso não só ver o fato, mas ver no fato, como é aliás uma das qualidades de Schwartsman.
Fui amigo de Antonio Houaiss, tradutor de “Ulysses”. Em um almoço, sugeri um projeto que fosse capaz de abordar os textos contidos na Bíblia judaica e no Novo Testamento cristão porque se os redatores foram pessoas comuns, como explicar a sofisticação dos textos e o ritmo das frases e dos destaques?
No caso do Novo Testamento, como é o caso de Mateus, Lucas, Marcos e João. Há também textos deixados por São Pedro, que era um pescador. Mas Houaiss, com quem trabalhei na Enciclopédia Delta Larousse, nos deixou e viajou para o sempre. Poucas pessoas no Brasil seriam capazes de coordenar um projeto desta ordem. Ele achou a ideia boa. Deixo-a como sugestão.
FOME – A fome atingiu 19 milhões de brasileiros na pandemia em 2020. Eles estão entre as 116,8 milhões de pessoas que conviveram com algum grau de insegurança alimentar no Brasil nos últimos meses do ano, o que corresponde a 55,2% dos domicílios.
Reportagem de Victória Damasceno, manchete principal da Folha de São Paulo de ontem, destaca o gravíssimo problema que inclusive ameaça os grupos sociais de menor renda. A pesquisa foi realizada pela Rede Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional).
Não é para menos a existência da fome. No governo Jair Bolsonaro os salários estão congelados enquanto os preços sobem à vontade. É a teoria de Paulo Guedes que fracassou em todos os projetos que fez. Não há como resolver os desafios sociais com a redução salarial. Os salários estão perdendo para a inflação. Até para a inflação do IBGE, que a meu ver encontra-se subestimada.
SALÁRIO MÍNIMO – A mesma pesquisa que Victória Damasceno aborda, acentua que uma parcela muito grande dos brasileiros tem dificuldade em adquirir alimentos. É claro: há o desemprego e vivemos em um país em que 30% da mão-de-obra ativa ganham apenas o salário mínimo.
Cinquenta por cento recebe de um a dois e meio salários mínimos. Acho que o IBGE está encontrando sérias dificuldades para divulgar a situação inflacionária existente.
“EVANGÉLICA” – O tema relativo à decisão do ministro Gilmar Mendes foi também abordado por Merval Pereira em sua coluna de ontem, no O Globo. Mas há um aspecto que desejo frisar, há igrejas evangélicas que elegem parlamentares evangélicos, como eles se apresentam. Entretanto, eu estranho a denominação “evangélicas” como somente protestantes.
Evangélicos são todos os cristãos que acreditam na herança milenar legada a partir da crucificação. Jesus Cristo, para mim, é a maior figura da história humana. Tanto assim que dividiu o templo entre antes e depois dele. Mas essa é outra questão. Os evangélicos, todos os cristãos, seguem o Novo Testamento, caso de Mateus, Marcos, Lucas e João. Portanto, evangélicos são também os católicos.
Os protestantes são aqueles que seguem a revolução provocada por Martinho Lutero no século XVI. Aliás, Lutero deve merecer um lugar de mais destaque na história universal. Mas essa é outra questão.
PREÇO DO GÁS – Reportagem de Nicola Pamplona, Folha de São Paulo de terça-feira, destaca que a Petrobras, na fase final do mandato de Castello Branco, vai reajustar, a partir d 1º de maio, o preço do gás canalizado e mais uma parcela que completa 39% só em três meses deste ano.
Antes foi reajustado no final de 2020 em 32%. Segundo a Petrobras, o reajuste decorre devido à elevação do dólar, dos preços do mercado internacional e do custo de transportes. A meu ver o aumento é absurdo, pois os consumidores, todos nós, nada temos a ver com a consequência da taxa de câmbio.
Aquela taxa que alguns meses atrás, o mesmo ministro Paulo Guedes disse que o câmbio era flutuante, um dia vale R$ 4, no outro vale R$ 5. No caso brasileiro, a flutuação verdadeira é aquela que passa de R$ 5 em uma escala que se aproxima de R$ 6. O câmbio flutuante é uma balela do ministro da Economia. Paulo Guedes transfere para IBGE a responsabilidade da tarefa de conter o índice inflacionário.
BANCO DO BRASIL – Geraldo Doca, O Globo, assinala que o novo presidente do Banco do Brasil, Paulo Ribeiro, dirigiu uma carta aos funcionários dizendo que sua administração seguirá o alinhamento traçado pelo presidente Bolsonaro. Portanto, os servidores podem respirar aliviados, pois não haverá fechamento de agências e nem demissões incentivadas ou não. Aliás, pretendo escrever nos próximos dias um artigo sobre tais demissões e o custo verdadeiro das terceirizações.
As terceirizações custam muito mais caro às estatais do que se elas tivessem feito contratos provisórios, com definição de prazos. Se um dia revelarem o custo, verificarão um dos motivos para a manutenção de tal sistema.
RICARDO SALLES – Daniel Carvalho, Folha de São Paulo de ontem, publicou importante matéria focalizando o elogio feito pelo vice-presidente Hamilton Mourão ao delegado da Policia Federal na Amazônia, Alexandre Saraiva. Saraiva atacou fortemente o atual ministro do meio ambiente, acusando-o de apoiar devastadores da região que chegaram a estocar 200 mil metros cúbicos de árvores derrubadas.
Hamilton Mourão dirige um grupo especial que supervisiona os desmatamentos e queimadas na Amazônia, crime que tanto influi para o aquecimento global quanto para desgastar a imagem do Brasil no exterior.
TUCANOS – O repórter João Pedro Pitombo, em matéria de grande destaque na Folha de São Paulo, revela que com o apoio do governador João Doria, o PSDB iniciou um processo visando afastar bolsonaristas do partido e ao mesmo tempo entregar comandos regionais capazes de tentar uma aproximação com as esquerdas. Para mim, uma consequência do lançamento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva.
João Doria com a sua iniciativa está sinalizando que será candidato à reeleição em São Paulo, afastando-se da ideia de concorrer à Presidência da República em 2022. Ele estava disposto a enfrentar Bolsonaro nas urnas. Mas em relação a Lula não é esse o seu objetivo. Ao contrário, admite até um acordo com o ex-presidente da República.
Nas atitudes de Bolsonaro, psicanalistas veem cálculo político com gestão do ódio e do afeto
Publicado em 7 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Ilustração de Débora Gonzales (UOL)
Felipe Bächtold
Folha
Manipulação de afetos, política do negativo e estratégia da cisão são algumas das expressões que psicanalistas ouvidos pela Folha usam para se referir à estratégia do presidente Jair Bolsonaro de manter seu governo e seus apoiadores em confronto permanente.
Mesmo com o país imerso em uma crise sanitária que já deixou mais de 320 mil mortos, o presidente e seu entorno persistem em um embate político contínuo com alvos que vão de governadores a cientistas, além de Judiciário e Congresso.
UNIR A BASE – A tática contribui para manter mobilizada sua base eleitoral em um momento em que o governo sofre críticas sucessivas pela gestão da pandemia do coronavírus e enfrenta a perspectiva de uma deterioração na economia.
A reportagem procurou um grupo de psicanalistas de diferentes abordagens e trajetórias profissionais para questioná-los sobre o comportamento do presidente à frente do cargo.
Há um ano, no início da crise sanitária, a Folha já tinha ouvido esses profissionais em reportagem sobre a postura dele à época e sua recusa em admitir a gravidade da crise. Na ocasião, alguns dos traços do comportamento mencionados eram indícios de lógica paranoica e estilo onipotente.
MANEIRA DESRESPEITOSA – Desde então, uma das atitudes mais simbólicas do presidente foi a maneira desrespeitosa com a qual se referiu aos mortos pela Covid-19. Bolsonaro já disse, sobre os óbitos: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?”, “Não sou coveiro” e “Vão ficar chorando até quando?”.
Parte do grupo de especialistas vê nessa insistência um interesse em gerar inquietação na sociedade. “Se o sujeito quer instaurar o caos, ele não pode demonstrar qualquer traço de empatia. Porque a empatia do líder faria com que houvesse empatia em alguma medida no tecido social. Eu apostaria também que isso seria um cálculo”, afirma Marcelo Galletti Ferretti, professor da Escola de Administração da FGV (Fundação Getulio Vargas).
O professor diz que não se pode jamais olhar para os movimentos do presidente “como pura espontaneidade” e que também essas atitudes são uma forma de mobilizar e indignar “aqueles que o desdenham”.
IMENSO DESPREPARO – Para a professora Tânia Coelho dos Santos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Bolsonaro mostra “um imenso despreparo para governar” e uma incapacidade de representar sua condição de chefe de Estado.
“Como todo líder populista, ele não sabe desempenhar o seu papel de representante eleito pelo voto. Sente-se cobrado pessoalmente pelos efeitos do que considera uma tragédia alheia à sua vontade e por isso reage com irritação como se estivesse sendo injustiçado.”
Segundo a professora, o presidente “parece gostar de bancar o homem corajoso, que despreza os riscos da ‘gripezinha'”.
TEM CACIFE – Mesmo sob intensas críticas no meio político e sem conseguir montar uma base consistente no Congresso, Bolsonaro tem sido bem-sucedido até agora em manter um patamar considerável de apoio nas pesquisas de popularidade, que o cacifa para a eleição do próximo ano.
Segundo o Datafolha, o percentual da população que considera seu governo ótimo ou bom nunca esteve abaixo de 29%. Na pesquisa mais recente, nos dias 15 e 16 de março, o índice foi de 30%.
O professor Tales Ab’Saber, da Universidade Federal de São Paulo, diz que Bolsonaro busca um afastamento radical de uma parte da sociedade em relação ao restante e mantém suas ações políticas “permanentemente no dissenso”, a ponto de encarar uma crise de saúde pública como uma guerra.
MANTER APOIADORES – O especialista chama esse estilo de “política da impertinência” e diz ver um desrespeito a mínimos contratos sociais. “A lógica de comunicação dele é para manter esse 30% [de apoiadores] e ele tem mantido. A política inteira dele é para isso. Não tem outra.”
A professora Miriam Debieux Rosa, da USP e da Rede Interamericana de Pesquisa em Psicanálise e Política, lembra que existe um grupo dentro do Palácio do Planalto batizado de “gabinete do ódio”, composto por assessores, tido como responsável por impulsionar material pró-governo e ataques.
Ela vê isso como uma face de uma “política dos afetos”, em que a animosidade é incitada e todo o entrave ao país passa a ser os opositores.
NÃO É ESTRATÉGIA – O escritor e psicanalista Mário Corso discorda quanto a haver uma grande tática política nas atitudes errantes da Presidência e diz que, nessas práticas, não há como “imaginar que está por trás um Maquiavel” —pensador morto em 1527 e fundador da ciência política moderna.
O presidente mantém sua popularidade em patamares razoáveis, diz o psicanalista, por apostar em uma política de viés negativo, que promete uma volta ao passado, “em que o politicamente correto não existia”.
“É algo que não precisa criar. É só usar do ressentimento e da impotência, do preconceito. É muito fácil fazer uma política do preconceito. É difícil fazer uma política que inove, não a que puxa para trás.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O comportamento de Bolsonaro é tão psicótico que até mesmo os psicanalistas ficam em dúvida sobre suas verdadeiras intenções. O presidente é uma esfinge que permanece enigmática e indecifrável. (C.N.)
Nesse (des)governo Jeremoabo está progredindo, antes só perguntavam pelo dinheiro do COVID-19, agora e´cadê o dinheiro da merenda, cadê a água e cadê os remédios?
Foto Divulgação = Grupos do facebook
Esse mundo é repleto de ciclos, até pouco tempo Jeremoabo era conhecida como a terra do " já tinha, já teve", agora para variar acrescentou outras anomalias ou aberrações.
A realidade é que a nossa "Jurema em Flor" nessa atual administração perdeu as flores.
Até antes da secretária de educação comparecer a Câmara de Vereadores para prestar esclarecimentos aquela casa legislativa, em todas as reuniões os vereadores da oposição perguntavam por onde andará o dinheiro do COVID-19; ou melhor, mais de R$ 11 milhões que chegou para Jeremoabo.
Seguindo a maldição dos capuchinhos, Jeremoabo conquistou mais outros pontos negativos, já que atualmente as perguntas são: CADÊ O DINHEIRO DO COVID-19, CADÊ A MERENDA ESCOLAR DOS ALUNOS QUE DURANTE ESSE ANO AINAD NÃO ENTREGARAM, CADÊ O PEIXE E CADE OS MEDICAMENTOS?
“É lamentável ver estados e municípios indo contra a prioridade absoluta que crianças e adolescentes têm garantida em lei”, afirma o subdefensor, que acompanhou uma ação civil pública para o fornecimento da alimentação escolar pelo estado da Bahia.... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/educacao/na-pandemia-direito-a-alimentacao-escolar-vira-caso-de-justica. O conteúdo de Carta Capital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de Carta Capital vivo e acessível a todos. ( https://www.cartacapital.com.br/).
"Alimentação escolar não é uma política especial, é um direito previsto em lei, diz defensora Ana Carolina Schwan... "
Na pandemia, direito à alimentação escolar vira caso de Justiça
Especialistas denunciam infrações à ONU e falam em cenário de 'gravíssimas violações e falta de vontade política'...
Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/educacao/na-pandemia-direito-a-alimentacao-escolar-vira-caso-de-justica.
Faroeste: STF mantém prisão de desembargadora Maria do Socorro Santiago

O Supremo Tribunal Federal (STF), na sua Segunda Turma, negou o pedido de habeas corpus da desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Maria do Socorro Barreto Santiago, nesta terça-feira (6).
Por 3 a 2, os ministros mantiveram a prisão preventiva de Socorro. Votaram a favor da manutenção da medida os ministros Edson Fachin, Cármen Lucia e Kássio Nunes Marques. Já pela soltura Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
Maria do Socorro Barreto Santiago está presa desde novembro de 2019.
Bahia Notícias
TCM: Prefeito de Seabra deve ser investigado por improbidade administrativa

Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios julgaram procedente uma denúncia contra o prefeito de Seabra, Fábio Miranda de Oliveira (PP), em razão de irregularidades na contratação e licitação de uma empresa prestadora de serviços no valor de R$113.760,00. De acordo com o TCM, será apurada a prática de improbidade administrativa contra o gestor.
De acordo com o órgão, a denúncia foi feita por um morador da cidade que apontou supostas irregularidades em duas inexigibilidades de licitação (nº 0005I e nº 0008I) realizadas no exercício de 2019. Para o denunciante, as inexigibilidades não respeitaram os requisitos do artigo 25, II, da Lei nº 8.666/93, vez que não foram demonstradas a singularidade do objeto e a notória especialização da empresa.
O conselheiro Paolo Marconi, em seu voto, destacou que este não é o primeiro caso trazido a julgamento do plenário do TCM envolvendo irregularidades nas contratações realizadas pelo prefeito Fábio Miranda de Oliveira com a empresa “Pedro de Araújo Teles Júnior – ME”, que vem prestando serviços à prefeitura desde 2017, o que demonstra uma conduta reiterada do prefeito em não realizar licitação. Além disso, afirmou que o gestor não comprovou, em cada processo administrativo, a singularidade do objeto contratado e a notória especialização da empresa, comprometendo a legalidade dos procedimentos.
O Ministério Público de Contas, através da procuradora Camila Vasquez, também se manifestou pela procedência da denúncia, com imputação de multa e recomendação para que o prefeito se abstenha de contratar por inexigibilidade sem o preenchimento dos requisitos legais. A procuradora sugeriu, ainda, a representação ao Ministério Público Estadual contra o gestor, em razão da burla ao dever de licitar. Cabe recurso da decisão.
Bahia Notícias
Após irregularidades, prefeitura faz intervenção em serviço de gestora do Hospital Santa Clara
por Mauricio Leiro / Matheus Caldas

O Hospital Santa Clara, no Itaigara, terá uma nova Organização Social (OS). Os motivos da troca são "possíveis irregularidades na execução do contrato" do Instituto Albatroz, empresa responsável pela gestão do equipamento. A prefeitura de Salvador, através da Secretaria de Saúde do município, já divulgou na última quarta-feira (31) um aviso de convocação emergencial para a contratação de uma OS.
De acordo com apuração do Bahia Notícias, entre as irregularidades estariam atrasos no pagamento de funcionários, falta de materiais e insumos e até mesmo ausência de equipamentos essenciais para o suporte de pacientes em unidade de terapia intensiva. Ao todo, desde o início da execução dos serviços, a organização social já recebeu R$ 1.635.677,85, de acordo com o sistema de transparência de Salvador.
"Destaca-se que a atual prestadora de serviços foi contratada mediante creenciamento de leitos, face a um Chamamento que encontra-se ativo na Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, considerando as ocorrências havidas nos últimos dias, e visando a melhor prestação de serviços ao cidadão, a prefeitura não viu outra saída senão a substituição da mesma", pontuou a SMS.
A pasta, para reestabelecer "o ordeiro e exemplar serviço de saúde pública, prestado pela Prefeitura do Salvador", publicou a convocação emergencial para contratação de uma nova Organização Social (OS) que faça a gestão do equipamento em substituição imediata à atual prestadora.
O contrato de gestão da unidade, localizada no bairro do Itaigara, terá prazo de até 90 (noventa) dias, prorrogável por igual período, ou enquanto durar a pandemia do novo coronavírus, a contar da data de publicação do nome da vencedora da seleção emergencial no diário.
A secretaria revelou que está realizando "busca ativa junto aos Conselhos de Classe", assim como realiza tratativas com a Procuradoria Geral do Município, "sem prejuízo de também oficiar ao Ministério Público do Trabalho, sobre os profissionais que eventualmente tenham deixado de receber salários e outras verbas, com o fito de não permitir que o particular desrespeite-lhes em seus direitos trabalhistas".
PREFEITURA E O HOSPITAL SANTA CLARA
Anteriormente, sob responsabilidade do governo da Bahia, o hospital Santa Clara foi reaberto pela prefeitura de Salvador ainda na gestão do ex-prefeito ACM Neto (DEM) (relembre aqui). Ao todo eram 50 de enfermaria e 10 de terapia intensiva.
Com o crescimento de casos, mortes e internações pela Covid-19 em Salvador, a rede municipal de saúde abriu novos 10 leitos de UTI exclusivos para Covid no Hospital Santa Clara (veja aqui).
“Bolsonaro é uma ameaça para Brasil e mundo”, diz o jornal The Guardian em editorial

Ilustração reproduzida do site 247
Ana Raquel Lelles
Estado de Minas
As ações do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estão repercutindo fora do Brasil. O jornal britânico The Guardian publicou, nesta segunda-feira (5/4), um editorial analisando o presidente. Com o título “A visão do The Guardian sobre Jair Bolsonaro: um perigo para o Brasil e para o mundo”, o artigo pontua ações do governo brasileiro durante a pandemia da COVID-19, o desmatamento da Floresta Amazônica e as eleições de 2022.
O jornal abre o editorial afirmando que as perspectivas da vitória de Bolsonaro nas eleição presidenciais de 2018 eram assustadoras, em razão do histórico machista, de destratar gays e minorias, e por elogiar o autoritarismo e a tortura.
GRAVES ERROS – “O pesadelo se revelou ainda pior na realidade”, escreve o The Guardian. “Ele não só usou uma lei de segurança nacional da época da ditadura para perseguir os críticos e supervisionou o aumento do desmatamento na Amazônia em 12 anos, mas também permitiu que o coronavírus se alastrasse sem controle, atacando as restrições de distanciamento, máscaras e vacinas”, pontua.
Conforme pesquisa do DataFolha, divulgada na última quarta-feira (31/3), 59% dos eleitores brasileiros rejeitam o Bolsonaro. O artigo analisa que o atual presidente está se preparando para resultados desfavoráveis nas eleições do ano que vem.
“Na semana passada, ele demitiu o ministro da Defesa, um general reformado e amigo de longa data que, no entanto, parece ter criticado as tentativas de Bolsonaro de usar as forças armadas como ferramenta política pessoal. Os comandantes do Exército, da Marinha e da Força Aérea também foram demitidos – supostamente quando estavam prestes a renunciar”, afirma o editorial.
VOLTA DE LULA – O jornal completa que o estopim para as demissões foi o retorno do ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à cena política.
Após a anulação das condenações criminais, Lula poderá concorrer novamente à presidência no ano que vem.
“Os ataques injuriosos de Lula ao presidente são amplamente vistos como o prenúncio de uma nova candidatura ao poder de um político carismático que continua muito popular em alguns setores”, escreve o The Guardian.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Não se trata de uma opinião isolada. Esta é a imagem do Brasil no âmbito mundial, algo jamais visto antes de Bolsonaro. (C.N.)
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