terça-feira, março 09, 2021

Decisão de Fachin sobre Lula inaugura nova disputa no STF. Entenda os próximos passos.


Gilmar Mendes suspende decisão do Congresso que ampliou BPC - 03/04/2020 - UOL Economia

A grande dúvida: Mendes vai acatar a decisão de Fachin?

Carolina Brígido
O Globo

O ministro Gilmar Mendes afirmou a interlocutores a intenção de passar por cima da decisão de Edson Fachin e levar para julgamento na Segunda Turma, ainda nesta terça-feira, a ação que questiona a imparcialidade do ex-juiz Sergio Moro na condução de processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O movimento explicitaria uma disputa interna que há na Corte sobre a Operação Lava-Jato.

Mendes foi surpreendido ontem pela posição de Fachin — assim como os demais integrantes da Corte. A decisão não apenas anulou condenações de Lula, mas determinou que a ação sobre a suposta parcialidade de Moro não seria mais julgada. O ministro e seus aliados no Supremo consideram que o relator da Lava-Jato passou por cima da Segunda Turma ao tomar sozinho uma decisão que esbarrou na que seria tomada em colegiado — a análise do recurso já começou, e Mendes está com o processo por ter pedido vistas.

SALVAR A LAVA JATO? – Se Mendes levar o plano adiante, primeiro a Segunda Turma vai decidir se continuará o julgamento sobre a suspeição de Moro, ou se a decisão de Fachin impediria que o caso fosse levado adiante.

A colegas, Fachin revelou que a decisão que anula processos de Lula foi uma tentativa de salvar a Lava-Jato. Isso porque, em sua decisão, o ministro declarou apenas que a 13ª Vara Federal de Curitiba, então comandada por Moro, não tinha atribuição de julgar os processos contra Lula.

O julgamento do recurso que questiona a parcialidade de Moro teria um alcance muito maior. Se o ex-juiz fosse considerado parcial para conduzir os processos — o que provavelmente aconteceria na Segunda Turma —, todos os atos processuais contra Lula e contra outros investigados poderiam ser anulados. Seria como jogar pelo ralo todo o trabalho da Lava-Jato de Curitiba.

EM TIMES OPOSTOS – Na turma, Fachin já tinha votado a favor de Moro. Gilmar Mendes tinha dado a entender que votaria contra Moro. Ou seja: os ministros estavam em times opostos. Enquanto o primeiro tentava salvar a Lava-Jato; o segundo tinha a intenção de dar um basta à “República de Curitiba”, como costuma se referir aos investigadores da capital paranaense.

Enquanto isso, há a expectativa de que a decisão de Fachin que salvou Lula — e, por tabela, Moro — seja levada a plenário. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já anunciou que recorrerá da decisão. O relator da Lava-Jato já tinha decidido que esse caso é de atribuição do plenário, formado por onze ministros, e não da Segunda Turma, com cinco ministros.

Se Mendes levar o caso Moro antes para a turma, ficará clara a disputa interna na Corte antes mesmo de o plenário examinar o caso Lula. Será também uma forma de se medir a temperatura do tribunal em torno da polêmica.

NA SEGUNDA TURMA – A discussão na Segunda Turma sobre a validade ou não da decisão de Fachin de cancelar o julgamento sobre a suspeição de Moro dará o tom do que pode acontecer em plenário.

Na Segunda Turma, Carmen Lúcia concordou com Fachin e votou pela imparcialidade de Moro. Lewandowski concordou com Gilmar Mendes nas discussões e deu a entender que votaria também pela anulação dos processos que estavam nas mãos de Moro. A expectativa era de que Kassio Nunes Marques se somasse aos dois últimos, cravando a derrota de Moro.

Na discussão em plenário, haveria outros seis ministros — portanto, a votação seria mais diluída do que na Segunda Turma. Fachin considera mais fácil manter sua decisão em plenário do que na Segunda Turma.

OUTROS MINISTROS – Existem, porém, votos de ministros a serem dados que nunca se manifestaram sobre o assunto, porque são da Primeira Turma. Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Marco Aurélio Mello, por exemplo. Marco Aurélio afirmou ontem que não se pode “execrar” Moro.

Luís Roberto Barroso, que também integra a Primeira Turma, costuma defender a Lava-Jato. Já Dias Toffoli, que hoje é da Primeira Turma, costumava votar com Mendes quando era da Segunda.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A desculpa de que Fachin agiu assim para “salvar” a Lava Jato é Piada do Ano. Muitos outros processos baseados em delações premiadas nada têm a ver com a Petrobrás, diretamente. Fachin criou uma confusão absurda, alegando uma competência errada, mas sem indicar qual seria a certa. E como Gilmar Mendes vai reagir? Vamos voltar ao assunto, daqui a pouco, com uma versão dos fatos que vai surpreender o respeitável público. (C.N.)

Anulação dos processos de Lula vai depender de uma decisão de presidente Jair Bolsonaro


Bolsonaro reage a críticas e diz que Kassio Nunes está '100% alinhado' | VEJA

Jair Bolsonaro vai direcionar os votos de Nunes Marques?

Carlos Newton

A conjuntura do Supremo Tribunal Federal indica empate técnico no que toca à extinção da Lava Jato, que agora envolve a anulação dos processos e condenações de Lula da Silva, além da declaração da “parcialidade” do então juiz Sérgio Moro. De repente, as situações de misturaram. E o fato de Edson Fachin ter tentado melar o jogo é nuvem passageira, porque se trata de decisão monocrática, que faz muita fumaça, mas pode se apagar rapidamente.

Segundo a excelente repórter Carolina Brígido, de O Globo, o ministro Gilmar Mendes teria afirmado a interlocutores a intenção de passar por cima da decisão de Edson Fachin e levar para julgamento na Segunda Turma, ainda nesta terça-feira, a ação que questiona a imparcialidade do ex-juiz Sergio Moro na condução de processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

VOTO DECISIVO – No final das contas, as duas decisões – na Segunda Turma (parcialidade de Moro) e no Plenário (competência da Vara) – podem depender de apenas um voto, do neoministro Nunes Marques, porque o ministro Marco Aurélio Mello é bipolar e pode pender para um lado ou para o outro.

A decisão, portanto, será dada nas duas hipóteses pelo presidente Jair Bolsonaro, a quem Nunes Marques obedece caninamente. Mas acontece que o próprio Bolsonaro está em dúvida. Uma coisa foi enfrentar Fernando Haddad, em outras circunstâncias, com o desgaste do PT e a facada de Adélio Bispo. Outra coisa, muito diferente, será disputar voto com um Lula “inocentado” pelas trapaças da sorte.

Nesta segunda-feira, Bolsonaro mostrou-se absolutamente contrário à decisão de Fachin. Isso pode significar que mandará Nunes Marques votar contra Lula nas duas situações – na Segunda Turma e no Plenário . Mas acontece que Bolsonaro também é inimigo de Moro e da luta contra a corrupção, e isso pode mudar tudo, vejam só que confusão.

###
P.S. –
 O fato concreto é que não há nada no mundo semelhante à política brasileira, cujo desenrolar leva à loucura os roteiristas de Hollywood, que não conseguem fazer ficção que se compare à realidade brasileira. (C.N.)

Hoje está sendo pra mim o dia de esperança e libertação desse maldito vírus COVID-19!!!




.Deus vida e ciência acima de tudo, vacina para toda população.


v


Resultado de imagem para tv globo charges

Charge do Nico (arquivo Google)

Carlos Newton

Vez por outra, surgem evidências de que ainda há juízes independentes e destemidos no Brasil e que cumprem o princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei. No site da Justiça Federal de São Paulo está registrado que a juíza da 9ª Vara, Cristiane Farias Rodrigues dos Santos, acolheu ação popular proposta pelo advogado Luiz Nogueira, em nome do ex-deputado, jornalista e também advogado Afanasio Jazadji, contra a Globopar – Globo Comunicação e Participações S/A, a União Federal e o Ministério das Comunicações.

Na ação, o autor pede a cassação das outorgas de concessões da titularidade dos acionistas Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho, abrangendo os canais da TV Globo de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e Brasília, por infrações à Lei 4.117/62, Decreto federal no. 52.795/63 e preceitos constitucionais que versam sobre a exploração de radiodifusão sonora e de sons e imagens.

 

À MARGEM DAS LEIS – Em síntese, os controladores de um dos mais poderosos grupos de comunicação do mundo, a Organização Globo, ao longo de diversos anos, sem a prévia aprovação presidencial, promoveram alterações estatutárias e contratuais das suas empresas concessionárias, em desacordo com a legislação reguladora do setor de radiodifusão.

 

E o que é pior, às escondidas, serviram-se de empresas de fachada, sem capital algum, transformando-as em controladoras da Globopar, sem que tais atos fossem comunicados às autoridades competentes, por configurarem atos ilícitos Inadmissíveis e de elevada gravidade.

A União Federal e o Ministério das Comunicações também foram considerados réus por terem se omitido na fiscalização das emissoras globais.

EMPRESAS DE FACHADA – Os fatos concretos apresentados à Justiça pelo advogado Luiz Nogueira são indesmentíveis e incontestáveis, porque os proprietários da Rede Globo, em repetidos atos simuladores de transferência de ações, fizeram uso de empresas de fachada, sem atividade específica e que, num piscar de olhos, com o ridículo capital de apenas R$ 1.000,00 (mil reais) cada uma, passaram, de pronto, como três holdings pessoais, a ostentar capital de R$ 5,34 bilhões, vejam até onde vai a desfaçatez dessa gente. 

A “Tribuna da Internet” foi o único órgão de comunicação que pesquisou por vários anos o caminho da evolução patrimonial dessas sociedades de prateleira, que, após despatrimonialização da Globopar, ganharam os simbólicos nomes de RIM 1947 Participações S/A, de Roberto Irineu Marinho, com capital de R$ 1,78 bilhão; JRM 1953 Participações S/A, de João Roberto Marinho, com capital de R$ 1,78 bilhão, e ZRM 1955 Participações S/A, de José Roberto Marinho, também com capital de R$ 1,78 bilhão. Total: R$ 5,34 bilhão.

DOCUMENTOS OFICIAIS – A ação somente foi proposta depois que documentos oficiais da responsabilidade dos três acionistas majoritários afirmaram que suas três novas holdings particulares, denominadas “investidoras”, na verdade “são sociedades de participações, sem quaisquer atividades operacionais, e que as investidoras controlam, sim, a sociedade globo comunicação e participações”.

Na petição inicial, ficou demonstrado que a Globopar, empresa holding, concessionária dos serviços de radiodifusão de sons e imagens, em diversos estados da federação, além de usufruir do direito de exploração de serviço público específico, promoveu e participou de negócios fora da radiodifusão, a ponto de gerar confusão e dúvida sobre o real e intransferível detentor do direito de exploração desse relevante serviço público, em decorrência de sua ilegal  e estranha conexão com outras pessoas jurídicas e físicas não autorizadas a atuar nessa atividade, de competência da União e muito bem definida pela Constituição Federal e pelas limitações e condicionamentos das autorizações e permissões concedidas.

SÉRIAS REPERCUSSÕES – Não há dúvidas de que a abertura desse processo, a um ano do vencimento das outorgas para exploração dos canais da Globo no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Brasília e Belo Horizonte, terá sérias repercussões quando do exame do requerimento de renovação dessas concessões, embora o autor da ação popular não tenha pedido liminar para suspensão do serviço prestado.

Sempre com absoluta exclusividade, a “Tribuna da Internet”, com suas matérias sérias e bem fundamentadas sobre essas intoleráveis simulações de transferência de controle societário de emissoras de televisão, tem cumprido a sua parte e homenageia o Poder Judiciário, que não deve nunca se vergar face ao desmesurado poder de alguns empresários que atuam nesse setor, como se fossem donos da verdade e que podem diariamente destruir biografias e reputações que nunca mais serão reparadas.

###
P.S. – 
Essa oportuna e necessária ação oxigena nosso país. E que a liberdade de imprensa prevaleça, como repetidamente vem decidindo a Suprema Corte(C.N.)

Na pandemia, falta solidariedade de governantes e entre as pessoas, afirma Carmen Lúcia

Publicado em 9 de março de 2021 por Tribuna da Internet

Ministra considera “impressionante” ver “tantas formas de desigualdade”

Beatriz Borges
G1

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia falou sobre a pandemia da Covid-19 nesta segunda-feira, dia 8, e disse que mortes poderiam ter sido evitadas se houvesse mais “solidariedade das pessoas entre si e dos governantes”.

O Brasil vive o pior momento da pandemia. Nas últimas 24 horas foram registradas 1.054 mortes pela Covid-19 e o total chegou a 265.500 óbitos. No Dia Internacional da Mulher, Cármem Lúcia participou do evento “Por mais igualdade”, promovido pela Academia Brasileira de Direito Constitucional. Para a ministra, o país está de luto.

SOLIDARIEDADE – “Estamos todos de luto em uma sociedade em que a morte, em grande parte, poderia ter sido evitada, os cuidados deveriam ter sido muito maiores, exatamente por falta de solidariedade das pessoas entre si, dos governantes, daqueles que negaram o ser humano na sua dimensão maior que é o de responder pelo outro, ser responsável pelo outro, ser responsável por si mesmo e querer o bem do outro verdadeiramente com ações”, disse Cármen Lúcia.

A ministra também comentou como as desigualdades criam diferentes realidades dentro da pandemia e disse que “estamos na mesma tempestade, no mesmo barco não”.

“Esse período de pandemia, mostrou bem, ou mostrou mal que nós estamos em uma sociedade em que a desigualdade acomete as pessoas de maneira extremamente perversa. Eu escutei com muita frequência que estamos no mesmo barco desta vez e eu sempre corrigia quem me dizia, ‘não, estamos na mesma tempestade, no mesmo barco não’, disse.

DESIGUALDADE  – Carmém Lúcia relatou que considera “impressionante” o Brasil ainda ter “tantas formas de desigualdade” mesmo após mais de 30 anos de vigência da Constituição Federal.

“É impressionante que mais de 32 anos depois do início de vigência dessa constituição a gente continue a ter tantas formas de desigualdade, por exemplo, contra a mulher e não é só contra mulher, é contra o negro, é contra o mais pobre, é contra aquele que não recebeu educação em condições de aprimoramento suficiente, é contra os gays, enfim, contra deficientes, a formulação, portanto de preconceito na sociedade brasileira e a prática discriminatória e ilegítima ainda é muito grande”, afirmou.

INTOLERÂNCIA – A ministra disse ainda que “vivemos tempos de virulência e de muita intolerância” e que é necessário que se crie “um espaço de paz social”.

“Vivemos tempos de muita virulência, de muita intolerância. Eu sempre digo que o outro não é o céu nem o inferno. Céu e inferno a gente acha dentro de cada um de nós, mas é preciso que a gente construa um espaço de paz social e de garantia de respeito aos direitos de todos de forma igual para todos”, disse a ministra.

Polícia Federal critica apatia da Procuradoria ao investigar Planalto sobre os atos antidemocráticos


JOSÉ PEDRIALI: 04/21/20

Charge do João Bosco (O Liberal)

Camila Mattoso
Folha

O inquérito dos atos antidemocráticos virou palco de atrito entre a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. O último desentendimento, exposto nos papéis, girou em torno do pedido, revelado pelo Painel, da autoridade policial de busca e apreensão na casa de Fabio Wajngarten, ainda secretário do governo Bolsonaro, e na Secretaria de Comunicação.

A PGR se manifestou contra a medida, e a PF sugeriu falta de coerência do órgão e ausência no ímpeto demonstrado no início da apuração.

AÇÃO SELETIVA – O argumento da PF se refere ao fato de a PGR ter solicitado dias antes buscas contra deputados, ativistas, jornalistas e apoiadores do presidente, mas ter sido contra as ações na Secom e em cima de Wajngarten.

A leitura na polícia é a de que a procuradoria diminuiu o ritmo pela proximidade dos alvos com o Palácio do Planalto.

Agora, a disputa nos bastidores é sobre o relatório entregue pela PF em dezembro com o resumo das diligências. A PGR entende que a delegada não encontrou provas dos crimes investigados. A polícia entende que não avançou sobre uma parte, até por falta de apoio da procuradoria, e que há outros elementos que necessitam de investigação.

DELEGADA QUIS ENCERRAR – Como mostrou a Folha, a procuradoria busca saídas para a investigação dos atos antidemocráticos. O primeiro atrito no inquérito aconteceu em junho do ano passado, logo após ser aberto. Na ocasião, a PF foi contra pedidos de busca solicitados pela PGR contra bolsonaristas.

À época, a delegada do caso alegou “risco desnecessário” à estabilidade das instituições ao pedir ao Supremo a postergação ou até o cancelamento da ação.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Uma matéria meio esquisita. Mostra que a Polícia Federal e a Procuradoria ficam brigando para ver quem atrasa mais as investigações dos atos antidemocráticos, que envolvem o próprio Planalto. Tudo muito estranho. (C.N.)

No país de piada pronta, de repente Lula virou mocinho e Moro pode virar bandido…


TRIBUNA DA INTERNET | Juiz veta o “pedido inusitado” de Lula para filmar a  audiência com equipe própria

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vicente Limongi Netto

Lula de volta ao jogo democrático. Recebeu atestado de honestidade da Suprema Corte. Decisão judicial é para ser cumprida. Com serenidade, sem paixões. Setores políticos atônitos com o voto monocrático do ministro do STF, Edson Fachini. Bolsonaro e alquimistas palacianos seguramente estão em polvorosa. O presidente não vai mais ter pesadelos com João Dória. Passará a tê-los com Lula.

Tolice negar que Lula é forte nas urnas. O PT lava a alma e faz planos que mudarão completamente os rumos das eleições de 2022. Bolsonaro, que gosta de cantar de galo e declarar-se imbatível, terá que reaver seus planos políticos.

PRESIDENCIÁVEIS – Pesquisas revelam que hoje, apenas Lula tem condições de superar Bolsonaro no segundo turno. Com pré-candidatos e autocandidatos aos montes, desunidos, olhando para o sucesso do próprio umbigo, as coisas ficam ainda mais fáceis para Lula. 

Açodados e eternos negacionistas – não só de vacinas, mas também de votos – seguramente alimentam planos nada republicanos. A ordem é manter afastado Lula longe do poder. Bolsonaro precisará convencer o eleitor que Lula e o PT são nocivos ao Brasil.

Pelo tumulto nacional diante da decisão do ministro Fachin, não será tarefa fácil. #golpe não.

A colunista Denise Rothenburg, no Correio Braziliense deste domingo, revela que procuradores da República analisam enquadrar Bolsonaro como omisso, diante das recentes declarações dúbias do presidente, relacionadas ao combate ao coronavírus.

Nessa linha, recordo e saliento o final de meu texto publicado no Correio Braziliense de 28 de fevereiro, sob o título “Tragédia”, no qual dizia: “Pelo andar da carruagem, Bolsonaro será lembrado como omisso e irresponsável”.

Agora, o gentil Bolsonaro vai estrelar uma campanha do Ministério da Saúde estimulando a aquisição de vacinas, com o slogan: “Manda tua mãe comprar”.

COISA FEIA – Brincadeira e montagens de imagens com ranços de patrulhamento, inveja, ressentimento e recalque. Foi neste domingo, no programa “Esporte Espetacular”, da TV Globo.

Tentando ser engraçado, o repórter Luiz Gutierrez recuperou trechos de uma entrevista do então jogador Renato Gaúcho à repórter Glória Maria, que pedia pedindo ao agora vitorioso e sessentão técnico do Grêmio que indicasse um homem bonito. “Fernando Collor de Mello”, respondeu Renato.

Em seguida, Gutierrez entra em cena, como se a pergunta fosse dele e atual, debochando e rasgando o script: “Ah, tá de brincadeira”.

Os antigos ensinam que inveja e ciúme de homem são coisas perigosas, que podem até matar.

Em destaque

UPB defende São João com responsabilidade fiscal e combate à cartelização de cachês

  UPB defende São João com responsabilidade fiscal e combate à cartelização de cachês Por  Redação 31/01/2026 às 09:51 Foto: Divulgação O pr...

Mais visitadas