segunda-feira, março 08, 2021

‘Bolsocaro’: Vídeo sobre aumento de preços, critica inflação no Brasil e viraliza nas redes sociais


Vídeo já foi compartilhado por artistas, além de políticos

Deu no Correio Braziliense

Como se fosse uma propaganda de supermercado, o locutor anuncia: “Todo dia é dia de preço alto no Brasil do Bolsonaro”. É com essa frase que um grupo anônimo fez viralizar nas redes sociais o vídeo da campanha #Bolsocaro.

A peça, que tem 1 minuto e 14 segundos de duração, critica a inflação de itens comuns no dia a dia do brasileiro, como carne, batata, gasolina e gás de cozinha, após a eleição do presidente Jair Bolsonaro. O vídeo já foi compartilhado por artistas como Anitta e Fábio Porchat, além de políticos, como Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL).

CHEQUES DE QUEIROZ – A peça também aborda temas sensíveis ao Planalto, entre eles, os cheques depositados na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, pelo ex-assessor Fabrício Queiroz, e a casa de R$ 6 milhões comprada, em Brasília, pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).“Liquidação total do Brasil inteiro! Todo dia é de preço alto com o Bolsocaro”, criticou Anitta ao compartilhar o vídeo no Twitter, na última sexta-feira, 5.

A campanha se popularizou nas redes sociais menos de 24 h após a viralização de outro vídeo com críticas ao presidente: o “Custo Bolsonaro”, que citava o “prejuízo incalculável” de Bolsonaro ao Brasil. “O custo Bolsonaro é a fuga dos investidores internacionais. E não dá para culpá-los. Pense bem: você confiaria seu dinheiro a essa equipe? Custo Bolsonaro é ter a Damares falando na ONU e Guedes fora da OCDE”, diz trecho do primeiro vídeo.

#BOLSOCARO – O ex-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes compartilhou os dois vídeos no Twitter. Sobre o segundo, escreveu: “Todo dia tem preço alto no Brasil de #Bolsocaro! Nosso povo está pagando a conta desta crise que Bolsonaro agrava!”.

A peça não é uma ação isolada na campanha Bolsocaro. Antes do vídeo, os autores espalharam por São Paulo cartazes com preços dos mesmos itens citados no vídeo acompanhados das frases: “Tá muito caro”, “Tá na conta do Bolsonaro” e “Essa conta não é nossa”.

No mês passado, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou a previsão para a inflação dos alimentos em 2021. O instituto corrigiu a projeção de 3% para 4,4% a alta nos preços da categoria, segundo carta de conjuntura divulgada em 23 de fevereiro.

Rosa Weber ataca ‘negacionismo’ do governo, medidas ‘inócuas’, ‘negligência’ e ‘improviso’

     

Discurso negacionista é desserviço para saúde pública', diz Rosa Weber | VEJA

Ao justificar, Rosa Weber bateu pesado na omissão do governo

Samuel Costa
Estadão

A ministra do Supremo Rosa Weber, em decisão sobre o custeio de leitos de UTI no Piauí pelo Ministério da Saúde, declarou que atuação do governo federal para a contenção da pandemia é ‘errática’ e classificou as medidas adotadas como ‘inócuas’, de ‘improviso’ ou ‘sem comprovação científica’. A ministra afirmou que ‘o discurso negacionista é um desserviço para a tutela da saúde pública nacional’ e exigiu que a União aja imediatamente para garantir o acesso a leitos de UTI para pacientes diagnosticados com Covid-19.

O processo, em que Rosa Weber fez tais análises, é referente à uma ação do governo do Piauí, em que era solicitada liminar para que a União garantisse o custeio de leitos de UTI no Estado.

REDUZINDO LEITOS – De acordo com a administração estadual, o Ministério da Saúde vinha reduzindo sistematicamente o número de leitos habilitados para o atendimento de pacientes com Covid-19, sem que houvesse alguma justificativa razoável para isso. 

A ministra Rosa Weber, relatora do caso, reconheceu a validade da demanda e determinou que o governo federal analise imediatamente os pedidos, feitos pelo Piauí, de custeio de novos leitos e sejam restabelecidos os financiamentos desses equipamentos em todas as unidades federativas.

O governo do Piauí relatou que contava com 300 leitos habilitados para pacientes da Covid-19 em sua rede de saúde até dezembro de 2020. Foi solicitado, em janeiro e fevereiro, a prorrogação da habilitação de 278 desses equipamentos. No entanto, o Ministério da Saúde não deu retorno ao Estado sobre o caso. Por causa disso, a administração estadual informou que neste mês de março não terá nenhum leito de UTI disponível para a população.

NO BRASIL TODO – De acordo com Conselho Nacional de Secretários de Saúde, esse quadro não é específico do Piauí. No total, havia 12.003 leitos habilitados em dezembro de 2020 em todo o País. Em janeiro de 2021, esse número caiu para 7.017 e, em fevereiro, foi a 3.187. Com base nesses dados, o governo do Piauí argumentou que, devido ao aumento de casos de contaminação pelo vírus nos últimos meses, há risco de ‘congestionamento’ do atendimento ou até mesmo de a rede pública de saúde colapsar no Estado.

À Justiça, a União alegou que não apresentou resistência para atender à demanda do Piauí, ou de qualquer outro Estado, e sustentou que não há documentos que comprovem que a gestão estadual solicitou a abertura de novos leitos de UTI.

DIZ O GOVERNO – Os advogados da União também argumentaram que o ajuizamento da ação promove ‘desequilíbrio da estratégia nacional de cooperação’ e que a judicialização do caso ‘fere o princípio da separação dos poderes’.

Além disso, o governo federal ainda solicitou que o processo fosse extinto, que o pedido de liminar fosse postergado e que a medida de urgência fosse negada.

A ministra Rosa Weber rechaçou os argumentos apresentados pelo governo federal e destacou que ele tem atuado de forma ‘errática’. A magistrada considerou que é possível identificar ‘omissão’ da União e que, portanto, é ‘viável a interferência judicial para a concretização do direito social à saúde, cujas ações e serviços são marcadas constitucionalmente pelo acesso igualitário e universal’.

DECISÃO RIGOROSA – Além do restabelecimento do custeio de leitos de UTI imediatamente, Rosa Weber determinou ainda que, em caso de evolução da pandemia, o governo federal deve prestar suporte técnico e financeiro para a expansão da rede de UTI’s no Piauí, respeitando a devida proporcionalidade condizente com a demanda dos outros Estados. A ministra ressaltou que a falta de atendimento não resulta somente em mortes, mas também deixa sequelas em quem tem a sorte de vencer a doença.

“O discurso negacionista é um desserviço para a tutela da saúde pública nacional. A omissão e a negligência com a saúde coletiva dos brasileiros têm como consequências esperadas, além das mortes que poderiam ser evitadas, o comprometimento, muitas vezes crônico, das capacidades físicas dos sobreviventes que são significativamente subtraídos em suas esferas de liberdades”, escreveu.

 

O inferno são os outros, quando a retórica promete uma direção, mas a prática segue outra


TRIBUNA DA INTERNET | Aos poucos, a Tribuna da Internet se tornou um espaço  realmente muito estranho…

Charge do Versa (Arquivo Google)

Marcos Lisboa
Folha

O debate econômico no Brasil por vezes parece truque de prestidigitador. Acena-se com a mão esquerda enquanto a da direita discretamente move as cartas. As críticas às medidas para conter o crescimento do gasto público obrigatório são usualmente rebatidas com a lembrança dos nossos problemas sociais.

No fim do dia, contudo, a expansão permanente do governo termina sendo consumida por aumentos na despesa com servidores, com poucos avanços na qualidade da política pública.

ESTADOS E MUNICÍPIOS – Ano passado, estados e municípios pediram ajuda ao governo federal. Suas receitas haviam caído em razão da recessão. Com apoio do Supremo, deixaram de pagar suas dívidas com a União e ainda receberam quase R$ 100 bilhões, valor maior do que perderam de arrecadação.

Quais são as regras do governo para controlar o gasto público? Bem, a benevolência permitiu a complacência com o descontrole dos gastos com servidores em governos locais. Muitos têm remunerações acima do teto constitucional e regimes especiais de aposentadoria. Pouco se fala, contudo, da disparidade de renda entre os funcionários públicos e o restante da população.

Os recursos federais para o fundo da educação básica (Fundeb) mais do que dobrarão nos próximos anos, sendo que pelo menos 70% devem ser destinados a salários de servidores. A legislação, além disso, indexa a remuneração do magistério ao valor total dos recursos, dividido pelo total de alunos.

REMUNEAÇÃO AUMENTA – Com a transição demográfica, o número de estudantes vem caindo há anos. O resultado é que a remuneração de professores, incluindo aposentados, aumentou 54% acima da inflação entre 2009 e 2019, e vai subir mais com os recursos adicionais.

Aumentos salariais foram concedidos a outras corporações, como a de policiais, no começo da pandemia, enquanto boa parte dos trabalhadores estava desempregada.

Sindicatos de servidores públicos propõem novos tributos em razão da crise. Entretanto, limitar seus ganhos ao que determina a Constituição ou avaliar o seu desempenho, para melhorar a gestão da política social, são propostas rechaçadas como neoliberais.

ILUSÃO IDEOLÓGICA – A novidade é a tentativa de iludir com a mão direita quando quem opera é a esquerda. O governo, que se diz liberal na economia, já capitalizou uma empresa estatal para produzir embarcações, a Emgepron, e aumentou as distorções tarifárias, privilegiando a importação de armas e onerando a de alimentos.

O último truque foi a tentativa de beneficiar os caminhoneiros. Pelo visto, não havia técnicos para explicar os danos colaterais da intervenção. O câmbio se depreciou, o que pressiona ainda mais os preços dos combustíveis.

Confiantes no ilusionismo, os prestidigitadores não reconhecem seus próprios erros. O inferno sempre são os outros.

O Código que a ONG-TransparênciaJeremoabo solicitou que fosse publicado com antecedência.


 

A ONG-TransparênciaJeremoabo prevendo o óbvio, solicitou que esse Blog publicasse um código "vencer", como a incógnita está  praticamente desvendada, permitiu que fosse levado ao conhecimento do público esse talvez penúltimo capitulo dessa novela, para logo após iniciar nova fase, com voo mais alto que talvez não seja tão feliz como pensam.

Governadores articulam anunciar medidas restritivas em conjunto contra avanço da Covid


por Camila Mattoso | Folhapress

Governadores articulam anunciar medidas restritivas em conjunto contra avanço da Covid
Foto: Fernando Vivas/ GOVBA

Governadores articulam anunciar conjuntamente medidas restritivas a fim de reduzir o avanço da Covid-19 no Brasil. Eles concordaram em divulgar ações até o dia 14 de março, pelo menos. O país atravessa o pior momento da pandemia, com recordes diários de mortes.

 

O pedido de uma ação nacional chegou a ser feito para o Ministério da Saúde, mas a resposta foi a de que o presidente Jair Bolsonaro não deixa.

 

A ideia é a de que entre no pacto algumas iniciativas básicas, que sirva para todos, e que, a partir disso, cada um tome outras decisões de acordo com a necessidade local.

 

O principal objetivo é o de comunicar a população de que o momento é crítico e pedir que a circulação seja reduzida imediatamente, sendo a forma de diminuir a ocupação nos hospitais.

 

Segundo o governador Wellington Dias (PT-PI), porta-voz do grupo, alguns pontos que podem entrar nesse acordo nacional são o de proibição de venda de bebidas alcoólicas a partir de um determinado horário e o de impedimento de eventos com aglomeração.

 

O plano ainda está em discussão neste domingo (7). Vinte e um estados já concordaram em apoiar o pacto. A consulta ainda está aberta para os que ainda não aderiram.

 

Os estados que já estão juntos são Piauí, Paraíba, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, São Paulo, Pará, Distrito Federal, Alagoas, Minas Gerais, Ceará, Sergipe, Goiás, Maranhão, Amazonas, Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Bahia Notícias

Apesar de mansão em Brasília, Flávio Bolsonaro mantém imóvel funcional do Senado

 


Flávio não informou se vai devolver apartamento em Brasília

Julia Lindner e Aguirre Talento
O Globo

Apesar de ter comprado uma mansão em Brasília no final de dezembro do ano passado, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) manteve o apartamento funcional disponibilizado pelo Congresso na capital federal pelo menos até fevereiro, segundo dados divulgados pelo sistema da Casa. A prática não é vedada pelo Senado, e a assessoria de imprensa do parlamentar não soube informar se ele pretende devolver o imóvel cedido pelo Legislativo.

As regras para o uso dos apartamentos funcionais do Senado permitem o recebimento do benefício mesmo para parlamentares com imóvel próprio no Distrito Federal. “Os senadores, durante o período do mandato, fazem jus a um apartamento funcional, cuja entrega estará condicionada à disponibilidade de imóveis por parte do Senado, bem como à prévia assinatura de termo de ocupação de imóvel”, diz o ato da Mesa Diretora que regulamenta a concessão dos apartamentos.

MANSÃO – De acordo com o texto, o único impedimento existente é o parlamentar acumular o uso do imóvel funcional com o recebimento do auxílio-moradia. Neste caso, o senador deve optar por um dos dois. Flávio não recebe o auxílio.Como revelado pelo site “O Antagonista”, Flávio comprou uma mansão por R$ 6 milhões no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

O Globo também teve acesso ao registro do negócio em cartório, no qual consta que o imóvel tem 2.400 m², fica localizado em uma área batizada de “Setor de Mansões Dom Bosco” e teve a aquisição registrada no dia 29 de janeiro — o documento foi formalizado em um cartório em Brazlândia, a cerca de 60 quilômetros da residência.

De acordo com uma testemunha que acompanhou a negociação, as chaves da nova casa foram entregues a Flávio Bolsonaro no dia 23 de dezembro. Devido às festas de fim de ano, o senador só passou a ocupar o imóvel após o réveillon.

CASOS SIMILARES –  O filho do presidente da República não é o único a utilizar o apartamento funcional mesmo tendo imóvel próprio na cidade onde trabalha. Ex-vice-líder do governo no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR), que ficou afastado do cargo por quatro meses após ser flagrado, em uma operação da Polícia Federal, com dinheiro na cueca, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição de 2018 possuir três imóveis na capital federal. Um deles, uma casa também no Lago Sul, foi vendido há cerca de dois anos.

Segundo a assessoria de Rodrigues, ele adquiriu os outros dois apartamentos para aluguel no fim da década de 1990, de forma regular, e atualmente reside “legitimamente e por direito” no imóvel funcional.

AUXÍLIO-MORADIA – Em alguns casos, parlamentares receberam o auxílio-moradia mensalmente mesmo residindo em imóvel próprio. Até meados de 2019, por exemplo, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu por oito anos o benefício do Senado, totalizando mais de R$ 500 mil, enquanto possuía uma casa de alto padrão no Lago Sul.

Quatro meses após O Globo revelar o caso, Nogueira deixou de receber o auxílio e passou a utilizar o imóvel funcional. Em sua última prestação de contas ao TSE, em 2018, Nogueira declarou ter um apartamento na capital federal.

Novo método canadense dá dicas para identificar “fake news” mais rapidamente


Fake news | Comic book cover, Comic books, Book cover

Charge do Alpino (Yahoo Notícias)

Madeleine Lacsko
Gazeta do Povo

Métodos de checagem de informações são ensinados em diversas profissões, com objetivos diferentes. Médicos, engenheiros, professores, pedreiros, policiais, encanadores, enfim, cada profissão tem métodos técnicos específicos para a aferição daquilo que é o coração do seu dia a dia.

O tipo de checagem de fake news que o cidadão comum faz hoje nas redes sociais é mais relacionado àquele aprendido no jornalismo. Você quer saber a verdade sobre um acontecimento, ouve pessoas, vai atrás de elementos que comprovem o que essas pessoas disseram, verifica a veracidade desses elementos e eventuais elementos ou depoimentos que os contraponham, tenta recontar a história com a maior fidelidade possível. Faz sentido, mas só era suficiente no mundo analógico.

QUEM DEFINE A VERDADE? – Vivemos tempos estranhos em que adultos perguntam, com sinceridade: “quem define o que é verdade?”. Se alguém tem o condão de definir, então não é possível se tratar de verdade. Verdade é algo objetivo e verificável. Existem fatos que não são verificáveis, não deixam rastros, provas, às vezes nem testemunhas.

Nem sempre saberemos qual é a verdade, mas sempre sabemos o que é do nosso interesse e quando estamos sendo explorados. Aí que entra o método SIFT de validação de informações e fontes, voltado para o cidadão comum.

Não falamos apenas de validar fontes e informações, mas de analisar o quanto de tempo realmente queremos dedicar a um tema.

PERDA DE TEMPO – Todos nós que usamos redes sociais já nos pegamos empolgadíssimos pesquisando o detalhe do detalhe do detalhe de algo que não tem a menor importância. Também já tentamos argumentar com pessoas que não estão dispostas a debater, querem só fazer propaganda das próprias ideias para o nosso círculo de relacionamento. Precisamos aprender a decidir conscientemente em que ocasiões vamos dedicar nosso tempo e nossa atenção a essas atividades.

Para facilitar a checagem, o canadense Michael Caulfield criou, com base no método jornalístico mas levando em conta a economia da atenção, uma fórmula para validar informações.

O método SIFT é o acrônimo de stop, investigate, find e trace. 1. Pare; 2. Investigue a fonte; 3. Encontre cobertura melhor do tema; 4. Rastreie afirmações, frases e mídia até o contexto original O processo geralmente demora só dois minutos e, segundo as universidades canadenses que o adotam, é mais efetivo para tomada de decisão do que pesquisas exaustivas.

UM BOM EXEMPLO –  Fontes confiáveis de informação também erram. Uma fonte confiável não é aquela à prova de erros, é a que tem experiência comprovada em um tema.

Suponha que você viu uma postagem de um artista famoso com uma posição inflamada e completamente contrária à reabertura de escolas na pandemia. Você tem filhos e começa a ficar com receio. Vamos ao método SIFT.

Primeiramente, pare. O passo 2 é pesquisar quem é esse artista. Você coloca o nome no Google e vê que é uma pessoa muito ligada a outras que partilham da mesma opinião. No passo 3 você se pergunta sobre a possibilidade de achar rapidamente qualquer fonte mais confiável. É só colocar no Google “reabertura das escolas” e haverá alguns favoráveis e outros contrários à reabertura, mas nenhum terá um posicionamento tão radical quanto do artista, que não pisa numa escola desde que era estudante. Conclusão: não é a melhor fonte sobre o tema, deixe essa fonte de lado.

ESPIRAL DE DESINFORMAÇÃO – Quanto mais tempo for dedicado a tentar contrapor ou buscar informações sobre um tema com base em informações obtidas de fontes que não são as melhores, maior a chance de você acabar entrando numa espiral de desinformação. Nós vamos encontrando tantos pedaços de informação que se torna difícil assimilar e impossível analisar.

Se engajamos num debate então, fecha-se o canal da razão e abre-se o da emoção. Nossa tendência será então aceitar as informações que coincidem com aquilo que já pensávamos e rejeitar de pronto o que não coincida. E, sem que a gente se dê conta, já teve a atenção desviada para outra polêmica na qual não havíamos pensado antes. Novamente repetimos a coreografia e, além da confusão, não ganhamos nada.

POUPAR TEMPO E ATENÇÃO – O método SIFT não muda visões políticas nem é a solução contra a desinformação. Alfabetização Midiática é o caminho, aprender a usar o melhor das redes a nosso favor e evitar trabalhar de graça para as Big Techs, gastando nosso tempo e saúde mental.

Na entrevista ao colunista do New York Times, Michael Caulfield diz que “no momento, estamos pegando o recurso mais escasso e valioso que temos – nossa atenção – e o estamos usando para tentar consertar o ecossistema de informações terrivelmente quebrado”. É como acender vela boa para santo ruim. Nas instruções para acidentes de avião, primeiro colocamos a máscara de oxigênio em nós mesmos e depois nos outros. Enfrentar a confusão de algoritmos das Big Techs começa por aprender a ficar a salvo deles.

(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

Substituto de Brandão na presidência do Banco do Brasil terá de vender sua alma a Bolsonaro


Funcionários do Banco do Brasil iniciam greve de 24h a partir desta  quarta-feira – Portal Plural

André Brandão começou a fechar agências e irritou Bolsonaro

Vicente Nunes
Correio Braziliense

A contagem regressiva para a saída de André Brandão da presidência do Banco do Brasil já começou. E seu substituto assumirá com a alma vendida ao presidente Jair Bolsonaro. Ou seja, terá de fazer tudo o que o chefe do Executivo quiser, se pretender continuar no cargo.

Há o temor, entre executivos da instituição e integrantes da equipe econômica, de que o futuro presidente do banco interrompa o programa de reestruturação anunciado por Brandão e que foi o motivo de seu desentendimento com Bolsonaro.

DEMISSÕES VOLUNTÁRIAS – Técnicos do Banco do Brasil dizem que os dois programas de demissões voluntárias, que tiveram adesão de mais de 5,5 mil funcionários, estão praticamente fechados. Mas o processo de fechamento de pontos de atendimento ainda está no início. Quer dizer, pode ser interrompido.

A previsão do BB é de fechar 361 pontos de atendimento, dos quais 112 são agências. Foi esse o item que mais causou estresse entre Bolsonaro e Brandão, diante das reclamações de políticos da base do governo contra o encerramento de atividades do banco em cidades de seus currais eleitorais.

Para André Brandão, o Banco do Brasil precisa levar adiante seu programa de reestruturação para que possa ganhar musculatura a fim de enfrentar, em melhores condições, a concorrência. O BB está inchado e engessado, características que não se adequam a um mercado bancário cada vez mais digital.

PERDA DE ESPAÇO – Portanto, dizem aliados de Brandão, qualquer retrocesso no projeto de modernização do Banco do Brasil levará a instituição a perder mercado. Os principais concorrentes já estão muitas voltas à frente do BB. “Dependendo de quem assumir o BB, os problemas vão explodir”, diz um funcionário da instituição.

Apesar de muito ressentido com Bolsonaro, o ainda presidente do Banco do Brasil não arredou os pés de suas funções. Continua trabalhando normalmente. Mas, como já ressaltou a amigos, não vê a hora de se livrar logo desse fardo.

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