sexta-feira, janeiro 08, 2021

Arthur Lira. candidato de Bolsonaro na Câmara, é alvo de ações penais no STF e acusado de violência doméstica


Deputado do PSDB defende apoio a Lira e diz que soube pela imprensa de  escolha do partido por Baleia - 06/01/2021 - Painel - Folha

Com certeza, Lira gasta muito dinheiro com advogados

Constança Rezende
Folha

Candidato à presidência da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) é alvo de ações penais no STF (Supremo Tribunal Federal) e de uma recente acusação enviada à Vara de Violência Doméstica do Distrito Federal. A medida decorre de um documento apresentado pela sua ex- mulher, mãe de seus dois filhos, Jullyene Cristine Santos Lins, em agosto do ano passado, ao STF.

Na petição, anexada a um processo em que Jullyene acusa Lira de injúria e difamação, ela afirma que “o medo a segue 24 horas por dia, pois sabe bem o que o querelado [Lira] é capaz de fazer por dinheiro”. Por outro lado, Lira diz que, ao longo do tempo, as denúncias da ex-mulher “mostraram-se infundadas”.

LEI MARIA DA PENHA – Jullyene diz que o deputado, com quem foi casada por dez anos, faz insultos não só contra ela, “mas também tentando diuturnamente promover o afastamento familiar dos filhos, principalmente o mais novo, com discursos de ódio e chantagens emocionais”. Cita o “enquadramento do querelado na Lei Maria da Penha e necessidade de proteção urgente” para ela e o seu atual companheiro.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu em outubro que o caso fosse encaminhado para um dos Juizados de Violência Doméstica “do local dos fatos”. O parecer foi aceito pelo ministro relator do caso no Supremo, Luís Roberto Barroso, que encaminhou a um Juizado de Violência Doméstica de Brasília. Lira, porém, apresentou recurso contra a decisão, que deve ser julgado pelo STF em fevereiro.

Em outra decisão do tribunal, de 2018, o deputado perdeu o registro de sua arma, uma pistola de marca Glock calibre 380, por decisão do ministro Edson Fachin, e teve que entregá-la à Polícia Federal para destruição.

FOI ABSOLVIDO – O novo processo foi aberto em decorrência de outra ação de violência doméstica movida por Jullyene contra Lira, em que o deputado foi absolvido nove anos depois. Em 2006, ela apresentou queixa por lesão corporal contra o então deputado estadual à Polícia Civil.

Afirmou no depoimento que, após ficar sabendo que ela estava se relacionando com outro homem, depois da separação, Lira foi até sua residência e a agrediu com tapas, chutes, pancadas e “arrastada pelos cabelos, tendo sido muito chutada no chão”.

Disse que, indefesa, perguntava o porquê daquilo, ao que o deputado a chamava de “rapariga e puta”. Acrescentou que, no momento em que agredia, Lira colocava a mão em sua boca para abafar seus gritos e dizia que mataria a declarante para ficar com os seus filhos.

BABÁ PEDIU SOCORRO – A agressão, segundo ela, durou 40 minutos. A babá teria ouvido gritos de socorro e ligou para a mãe de Jullyene, pedindo ajuda. Esta teria chegado ao local e expulsado o homem, que chegou a dizer, segundo ela, que “onde não há corpo, não há crime”.

Jullyene anexou fotos das lesões ao processo e o caso foi parar no STF. Em 2015, Lira foi inocentado do caso, após ela mudar a versão da história, assim como todas as testemunhas, e dizer que fez a denúncia “por vingança”.

Em 2007, ela fez outra denúncia contra Lira, desta vez por ameaça. Segundo a acusação, a ex-mulher afirmou que Lira disse à babá que “os seus dias estavam contados” e que iria buscar o filho menor, mesmo sem sua permissão. A babá confirmou a denúncia, e Lira foi indiciado no Tribunal de Justiça de Alagoas.

ACESSO PROIBIDO – O desembargador Orlando Monteiro Cavalcanti aceitou a denúncia, em dezembro de 2007, e proibiu Lira de manter contato pessoal, telefônico, por escrito, ou qualquer outro meio com a vítima, seus familiares, ou testemunhas do caso.

Lira teria recusado a aceitar a ordem dizendo ao oficial de Justiça “eu recebo já essa merda”. Depois disso, o desembargador o enquadrou no crime de coação no curso do processo e mandou prender Lira. O caso também foi parar no STF, mas prescreveu e o deputado não recebeu punição.

Na acusação feita no ano passado, Jullyene diz que o único objetivo de Lira é “continuar coagindo e assustando quem há 12 anos sofre com processos judiciais intermináveis, intervenção com busca e apreensão em casa pela Polícia Federal”.

OCULTAÇÃO DE BENS – A ex-mulher também acusou Lira de ocultação de bens. Segundo ela, o deputado tem um patrimônio de R$ 11 milhões A denúncia foi enviada ao Ministério Público de Alagoas, que investiga o caso.

Além disso, Lira, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na eleição para a presidência da Câmara em fevereiro, responde a dois processos no STF. Um deles é sob acusação de corrupção passiva, em denúncia oferecida em abrir de 2018 pela PGR. Lira, segundo o órgão, teria recebido propina de R$ 106 mil do então presidente da CBTU (Companhia Brasileira de Transportes Urbanos), Francisco Colombo, em 2012. Em troca, teria prometido apoio político para se manter no cargo.

O valor foi apreendido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com um assessor parlamentar de Lira, que tentava embarcar para Brasília com o valor escondido nas roupas. Em novembro, a 1ª Turma do STF rejeitou um recurso do parlamentar e decidiu mantê-lo como réu.

QUADRILHÃO DO PP – O deputado também responde ao inquérito chamado “quadrilhão do PP, por suposta participação em esquema de desvios da Petrobras. De acordo com a acusação, desdobramento da Lava Jato, integrantes da cúpula do PP integrariam uma organização criminosa, com ascendência sobre a diretoria da Petrobras, e que desviava verbas em contratos da estatal. A denúncia foi aceita pela 2ª Turma do Supremo, em junho de 2019, mas a ação penal ainda não começou a tramitar.

Já em junho do ano passado, a PGR denunciou Lira sob acusação de corrupção passiva por supostamente ter recebido R$ 1,6 milhão de propina da empreiteira Queiroz Galvão em troca de apoio do PP para a permanência de Paulo Roberto Costa como diretor da Petrobras. Porém, três meses depois, a PGR voltou atrás da denúncia e disse que havia fragilidade nas provas produzidas por ela própria.

BENS BLOQUEADOS – No STJ (Superior Tribunal de Justiça), tramita um recurso movido por Lira para tentar liberar bens que foram bloqueados em uma ação da Lava Jato há quatro anos. Ele e o seu pai, Benedito de Lira (PP), ex-senador e atual prefeito de Barra de São Miguel (AL), tiveram bens bloqueados no valor de até R$ 10,4 milhões.

O pedido decorreu de uma ação da 11ª Vara Federal do Paraná de improbidade administrativa em que os dois são acusados de se beneficiar de R$ 2,6 milhões desviados da Petrobras.

No mês passado, Lira também foi absolvido de rachadinha pelo Tribunal de Justiça de Alagoas. A denúncia contra Lira pedia a condenação do deputado por peculato, a proibição do exercício de função pública e ainda pagamento de indenização por dano moral coletivo.

Ele havia sido acusado pela PGR de desvio de verbas da Assembleia Legislativa de Alagoas, por meio de apropriação de salário de servidores e empréstimos na rede bancária pagos com verba de gabinete. O juiz Carlos Henrique Pita Duarte aceitou a tese da defesa de que a Justiça Federal não deveria atuar no caso porque os fatos são relacionados a supostos desvios de recursos estaduais.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Caramba! O líder do Centrão não tem currículo, mas um enorme prontuários de denúncias judiciais e consistente perseguição à ex-mulher. Parece, realmente, ser o candidato ideal para presidir a Câmara, pois a maioria dos políticos brasileiros tem o mesmo perfil(C.N.)

quinta-feira, janeiro 07, 2021

Piada do Ano ! Meio Ambiente diz ao STF que Salles não é omisso no combate ao desmatamento


Charge do Nani (nanihu,or.com)

Fernanda Vivas e Márcio Falcão
G1 / TV Globo

O Ministério do Meio Ambiente afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não há omissão por parte do ministro Ricardo Salles no combate ao desmatamento e que a pasta vem “fielmente exercendo sua missão institucional de formulador da Política Nacional do Meio Ambiente”.

O ministério prestou informações nesta terça-feira, dia 5, por determinação da ministra Cármen Lúcia, que decidirá sobre uma ação apresentada pela Rede Sustentabilidade. Na ação, o partido aponta falhas do governo na política de preservação ambiental e pede que o Supremo determine medidas concretas para o controle do desmatamento, como a execução total do orçamento para o setor e a apresentação de plano de contingência para reduzir o desmatamento pelo menos ao nível do verificado em 2011.

FISCALIZAÇÃO – Em resposta ao Supremo, a área técnica do ministério afirmou que a pasta não tem competência para determinar atos fiscalizatórios na Amazônia e que a execução orçamentária do setor no ano passado foi a melhor desde 2017.

“As questões atinentes ao poder de polícia ambiental não incumbem à União/Ministério do Meio Ambiente, de modo que o ministro de Estado do Meio Ambiente, enquanto agente público máximo deste órgão, não possui atribuições para determinar ou obstar atos fiscalizatórios na Amazônia, tampouco determinar condutas aos agentes das autarquias federais que lhe são vinculadas”, disse a pasta.

Segundo o parecer, “entre a Administração Central e a Administração Indireta não existe subordinação, mas apenas controle por supervisão ministerial. Desta forma, os atos executórios – conceito que abarca a fiscalização e atos que materializem o dever-poder de polícia ambiental – são alheios ao círculo competência deste Ministério Ambiental”.

“ESFORÇOS” – O ministério ainda afirmou que “envidou esforços para reunir inúmeros agentes públicos que pudessem atuar na atividade repressiva no Bioma Amazônico”. A pasta também apresentou ao Supremo uma análise feita pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apontando que a pandemia do coronavírus impactou a fiscalização.

“No ano de 2020 tivemos o evento inesperado do fator COVID-19, o qual de forma direta e contundente afetou nossas atividades de fiscalização de forma geral, todas operações de fiscalização foram impactadas devido ao estado de pandemia instalado, atingindo a todo o país, com isto prejudicando demasiadamente as modalidades de fiscalização ambiental”, afirma o Ibama.

Dados do instituto indicam que no ano passado foram feitos 3.729 autos de infração no valor de R$ 1,3 bilhões e 1.209 embargos de área. Os técnicos afirmaram que Salles decretou estado de emergência ambiental em áreas críticas, incluindo a Amazônia, viabilizando a contratação de brigadas federais para combate a incêndios florestais.

PDT protocola notícia-crime contra Bolsonaro por indefinição sobre vacinação


Charge do Milton César (Arquivo do Google)

Pedro Camuru e Rayssa Motta
Estadão

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) formalizou junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela falta de uma data específica para começar a vacinar a população contra a covid-19.

No documento, assinado pelo presidente do partido, Carlos Lupi, a sigla imputa ao presidente os crimes de prevaricação e infração de medida sanitária preventiva. Para o PDT, Bolsonaro se mantém ‘inerte’ diante da necessidade de implementar um cronograma de imunização contra o novo coronavírus por ‘razões eminentemente ideológicas e pessoais’.

“O Senhor Jair Messias Bolsonaro insiste na continuidade da marcha cega e deliberada do negacionismo científico, que levou a morte de inúmeros brasileiros no decorrer da pandemia do novo coronavírus”, diz um trecho do documento.

OMISSÃO – “As condutas comissivas e omissivas do Presidente da República quanto à execução de um Plano Nacional de Vacinação revelam o intuito, doloso e obstinado, de postergar o máximo possível o início da campanha de imunização em proveito de suas crenças políticas”, completa o PDT.

Na manifestação, o partido critica a falta de planejamento do chefe do Executivo para garantir imunizantes em meio à corrida mundial pela vacina e observa que 50 países já iniciaram suas campanhas de imunização. O PDT lembra ainda a declaração dada por Bolsonaro em dezembro, quando presidente disse que não há garantia de que a vacina não transformará quem a tomar em ‘um jacaré’.

INCOMPETÊNCIA – “O Presidente da República retarda e deixa de praticar atos de incumbência do cargo que ocupa para satisfazer interesses e crenças pessoais, conforme as declarações amplamente noticiadas na mídia”, afirma o partido.

O PDT também é autor de uma ação no Supremo para garantir a Estados e municípios autonomia para determinar a imunização compulsória. Em pronunciamento na noite desta quarta-feira, 5, o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a dizer que a aplicação da vacina não será obrigatória. O general também afirmou que o governo federal já assegurou a compra de 354 milhões de doses de vacinas contra a covid-19.

Maia repudia ameaças de Bolsonaro sobre a eleição de 2022: ‘É um ataque direto e gravíssimo ao TSE’


Bolsonaro antevê sua derrota em 2022, após uma gestão desastrosa

Bruno Góes, Julia Lindner e Maurício Ferro
O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e outros parlamentares reagiram ao questionamento do presidente Jair Bolsonaro à lisura do processo eleitoral brasileiro. Maia considerou a fala de Bolsonaro “um ataque direto e gravíssimo” ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nesta quinta-feira, dia 7, o PT também acionou o Ministério Público Federal (MPF) e o TSE para que as declarações recentes do presidente da República sobre o assunto sejam investigadas. Pela manhã, horas após o Congresso dos Estados Unidos oficializar a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais, Bolsonaro insistiu em dizer que houve fraude na disputa, alegação falsa que vem sendo feita por Donald Trump desde sua derrota.

GRAVE ATAQUE – O presidente disse ainda que o Brasil terá um “problema pior que os Estados Unidos” se não houver voto impresso nas eleições de 2022. “A frase do presidente Bolsonaro é um ataque direto e gravíssimo ao TSE e seus juízes. Os partidos políticos deveriam acionar a Justiça para que o presidente se explique. Bolsonaro consegue superar os delírios e os devaneios de Trump”, escreveu Rodrigo Maia nas redes sociais.

Ao TSE e ao MPF, o PT pede que Bolsonaro seja ouvido formalmente e apresente provas de uma possível fraude no pleito de 2018, como já denunciou mais de uma vez. Caso não forneça evidências das acusações, a legenda pede que o presidente seja responsabilizado por improbidade administrativa e penalmente.

AMEAÇAS – Nas representações, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e outros líderes da legenda, registram que Bolsonaro “volta a atacar o processo eleitoral brasileiro de 2018 e agora faz ameaças em relação às futuras eleições de 2022”. Para o PT, “trata-se de grave e séria manifestação que precisa ser apurada. Ele vem repetindo acintosamente essa acusação, sem que os órgãos de controle e de  Estado  atuem  para  apurar  o  que  vem  afirmando  explicitamente”.

Na quarta-feira, a apoiadores, Bolsonaro também insistiu no assunto. “Pode ser que alguma  reclamação não proceda, mas são demais. Na minha eleição,  em  2018,  só  entendo  que  fui  eleito  porque  tive  muito,  mas  muito voto.  Agora,  tinha  reclamações  que  o  cara  ia  votar  17  e  não conseguia votar, mas votava no 13”, declarou Bolsonaro.

Segundo o PT, “ao se falar em fraude no processo do eleitoral, está-se a suscitar uma  prática  no  Brasil  que em  tese configura  crime,  que  pode  ter  diversas tipificações”. Procurados pelo GLOBO, os candidatos à sucessão de Maia para a presidência da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP), ainda não se manifestaram.

RENEGADO – No Senado, o líder do PSD, Otto Alencar (BA), disse que Bolsonaro erra ao tentar copiar o exemplo de Donald Trump, que “foi renegado por todos os líderes mundiais de regimes democráticos”. O senador lamentou que o presidente dê declarações deste tipo que, na visão dele, “não condizem com a democracia e são próprias apenas de poucos espíritos ditatoriais que ainda restam no mundo”.

“Acho que Bolsonaro não se deu conta ainda de que a democracia do Brasil, embora jovem, está muito consolidada e fortalecida pelas instituições. Não vejo por que ele achar que pode ter fraude em um sistema tão seguro quanto esse”, declarou Alencar.

“Se tem um líder mundial que ele (Bolsonaro) não deveria imitar é o Donald Trump, que sai pela porta dos fundos da Casa Branca, renegado até pelos próprios republicanos do partido dele”, acrescentou.

“RESPALDO” – O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que a situação no Brasil poderia ser mais grave do que nos Estados Unidos por considerar que Bolsonaro tem “respaldo” de segmentos armados da sociedade.

“Isso nunca deixou de estar na conta política dele (Bolsonaro), ele sempre imaginou algo assim. Diante desse episódio dos EUA ele vai buscando os pretextos para numa eventual derrota querer agir da mesma forma. O grave é que, hoje, dentro de vários segmentos armados da sociedade, polícias civis, militares, a base das Forças Armadas, ele tem respaldo, diferentemente do Trump”, afirmou Costa.

RESISTÊNCIA – O senador Fabiano Contarato (Rede-ES), considera que as instituições brasileiras precisam se preparar para “o maior dos seus testes” na eleição de 2022, que será “resistir aos atentados dos detratores da República”. “Ninguém assumirá a Presidência sem votos. É preciso repelir, DESDE JÁ, qualquer manobra golpista: a Democracia prevalecerá”, escreveu Contarato no Twitter.

Por meio de sua assessoria, Contarato também frisou que “Bolsonaro, antevendo sua derrota em 2022, após uma gestão desastrosa, já ameaça não respeitar o resultado das urnas”:

“Atentar contra a democracia não o manterá na Presidência da República  sem votos. Os Estados Unidos já deram o recado soberano da derrota para o desastre populista que nós vivemos aqui. O Brasil tem uma Lei de Segurança Nacional para quem descumpre a Constituição”, disse em nota.

Pazuello anuncia prazos de vacinação e critica 'interpretação' da imprensa durante a pandemia

 Quinta, 07 de Janeiro de 2021 - 17:52


Pazuello anuncia prazos de vacinação e critica 'interpretação' da imprensa durante a pandemia
Foto: Reprodução / Tv Basil

O ministro da saúde Eduardo Pazuello disse que a vacinação contra a Covid-19 começará entre 20 de janeiro e começo de março. Pazuello também criticou a imprensa e pontuou que o assunto "comunicação" é algo difícil. O ministro participou de entrevista coletiva, nesta quinta-feira (7), comentou que acredita que a vacina "não pode ter bandeira nem ideologia".

 

"Fazer chegar os fatos da forma que devem ser é algo complicado. Existem problemas e fazer a 'mea culpa' é necessário. A notícia vai distorcida. A gente epete, repete, repete e vai assim. Deixem a interpretação para o povo brasileiro. Os senhores não tem essa delegação. É disso que estamos falando. Se cada um interpretar como quer a desinformação é completa", disse.

 

O ministro também pediu confiança nos líderes do governo. "Confiem. Estão todos focados em trazer a vacina. Cuidar das pessoas. É isso que fazemos todos os dias", pontuou.

 

Pazuello já tinha revelado que a assinatura de um contrato com o Instituto Butantan para o fornecimento de 100 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 (relembre aqui).

 

Segundo o ministro, toda a produção do Butantan será incorporada ao Plano Nacional de Imunização, para distribuição em todo o país. De acordo com Pazuello, o valor da dose é de pouco mais de US$ 10.

 

Ele deu a declaração durante entrevista coletiva convocada pelo governo para explicar a medida provisória anunciada na véspera pelo próprio ministro que prevê "medidas excepcionais" para compra de vacinas, insumos, bens e serviços de logística para a vacinação.

Bahia Notícias

Efeito coronavírus: Câmara avalia se eleição para presidência será presencial ou de forma remota


Charge do Lute (hojeemdia.com.br)

Fernanda Calgaro
G1

A Câmara dos Deputados avalia se a eleição para escolha do próximo presidente, em fevereiro, será realizada presencialmente ou de forma remota, por meio de aplicativo, em razão da pandemia de Covid-19. A decisão caberá ao atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A logística, porém, é desafiadora porque são 513 deputados, e a votação é secreta e pode ter dois turnos.

A data da eleição ainda não está marcada, mas possivelmente será na manhã de 2 de fevereiro. Pelo regimento da Câmara, precisa acontecer até esse dia porque é quando os trabalhos legislativos têm de ser retomados, após o recesso parlamentar. A definição da data também será de Rodrigo Maia.

SIGILO – A eleição sempre foi presencial. Cabines de votação fechadas com cortinas para preservar o sigilo do voto eram instaladas no fundo do plenário da Câmara, e deputados formavam longas filas à espera da vez de terem acesso às urnas, em um processo que levava horas.

Neste ano, se a eleição for presencial, será preciso adotar um formato diferente, que assegure o distanciamento social entre os parlamentares, conforme determinam as medidas de segurança sanitária para evitar o contágio do novo coronavírus. A principal possibilidade em estudo é colocar as cabines de votação espalhadas pelo Salão Verde, a fim de se evitar a aglomeração de todos os deputados no plenário.

Um dos espaços considerados mais nobres da Câmara, o Salão Verde é uma extensa área de circulação que dá acesso ao plenário e a diversos gabinetes, entre os quais o da presidência. Em condições normais, fica lotado de parlamentares, assessores e profissionais de imprensa. Tem esse nome em razão da cor do carpete que recobre toda a área.

RESTRIÇÃO – No caso de a votação ser feita ali, o número de pessoas terá de ser restrito. Outra questão também será onde os deputados aguardarão para ter acesso ao local ou para acompanhar a apuração do resultado, já que podem ter de votar novamente caso a eleição seja decidida em segundo turno.

No interior do plenário, ficariam apenas o atual presidente da Câmara e líderes partidários, como já acontece nas sessões virtuais realizadas durante a pandemia.

ELEIÇÃO REMOTA – Se a eleição for realizada de forma remota, seria justamente pelo mesmo aplicativo – o chamado Infoleg – que já é usado no celular pelos deputados ao longo deste ano para as votações de projetos. Segundo técnicos da Câmara, a ferramenta já foi desenvolvida com tecnologia que garante segurança inclusive no sigilo da votação secreta.

No entanto, na avaliação deles, como a eleição para o comando da Casa sé um evento político de relevância, isso pode pesar na eventual opção pelo formato presencial. Além da presidência, também estão em disputa outros dez cargos da Mesa Diretora, responsável pela direção dos trabalhos legislativos e a gestão administrativa da Casa: duas vice-presidências e quatro secretarias (das quais quatro vagas titulares e quatro suplentes).

Quanto mais o prefeito de Jeremoabo estoura o dinheiro do povo com assessorias e escritórios de fora a peso de ouro, mais coisas erradas praticam.

 


Estou dispondo de pouco tempo porque constantemente está chegando aberrações novas oriundas da administração municipal de Jeremoabo para publicar.

Prestando bem atenção na foto acima, nota-se que com escritórios de advogados, escritórios de contabilidade e assessorias, além do prefeito contratar de maneira não republicana, os erros são exorbitantes.

Os erros que acontecem no setor de licitação são primários e grotesco, não sei se por ignorância ou má fé.

Agora a tarde recebi uma mensagem através do ZAP, onde comenta que ainda bem não completou uma semana que o prefeito assumiu seu novo mandato e, os erros injustificáveis já começaram,  enumerando alguns exemplos:

1 - Será que esses artistas da licitação e esses escritórios de assessoramento não enxergaram, não caíram na real, ou não sabem mesmo, que o prefeito foi reeleito, porém, todavia, contudo, todas as licitações precisam ser refeitas e não aditivadas?

2 - Será que essas assessorias recebem alguma gratificação pelos erros cometidos?

3 - A gestão é nova em termos de período, mesmo o prefeito sendo o mesmo,


4 - A prefeitura paga uma assessoria  só para licitações, e não são houvesse, como seria?

Nota da redação deste Blog - Pergunta-se aos ilustres sábios da licitação:

Segundo a Lei da transparência e dos bons costumes, qual o valor da prorrogação?

Houve reajuste de valor sobre o valor originalmente contratado?

Será que a  ' Casa de Mãe Joana" irá continuar desenfreada?

Após ataques, Bolsonaro ameaça: ‘Se não tiver voto impresso em 2022, vamos ter problema pior que os EUA’

 

Bolsonaro afirma, sem provas, que houve fraude na vitória de Biden

Daniel Weterman e Matheus de Souza
Estadão

Após extremistas invadirem a sede do Legislativo americano para interromper a confirmação da eleição nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro voltou a levantar dúvida sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro e a pressionar pela instituição do voto impresso. Sem citar diretamente o ataque ao Capitólio, Bolsonaro afirmou que o modelo eletrônico pode levar o Brasil a ter um problema pior que os EUA.

Novamente sem qualquer referência a provas que possam sustentar suas afirmações, Bolsonaro repetiu que houve fraude nas eleições americanas. As declarações foram feitas em uma conversa com apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, na manhã desta quinta-feira, 5. Nos Estados Unidos, a invasão ocorreu após um discurso do atual presidente, Donald Trump, em que ele prometeu que jamais admitirá a derrota eleitoral. Apesar do ataque, o Congresso confirmou a vitória do democrata Joe Biden.

AMEAÇA – “O pessoal tem que analisar o que aconteceu nas eleições americanas agora. Basicamente qual foi o problema, causa dessa crise toda? Falta de confiança no voto. Então lá, o pessoal votou e potencializaram o voto pelos correios por causa da tal da pandemia e houve gente que votou três, quatro vezes, mortos votaram, foi uma festa lá. Ninguém pode negar isso daí”, disse Bolsonaro. “E aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 2022, vai ser a mesma coisa. A fraude existe.”

Na conversa com apoiadores, Bolsonaro fez referência à falta de apresentação de provas sobre a acusação de fraude nas eleições americanas. O chefe do Planalto declarou que não responderia mais à imprensa, a quem chamou de “canalhas”. Mais uma vez sem apresentar provas, o presidente voltou a alegar que as eleições de 2018, da qual saiu vencedor, registraram fraudes que lhe tiraram uma vitória em primeiro turno.

“PROVAS” – Durante visita aos Estados Unidos, em 9 de março do ano passado, o próprio Bolsonaro disse que apresentaria provas de que as eleições de 2018 foram fraudadas, o que nunca fez. A tese de fraude já foi rebatida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que garantiu a segurança da urna eletrônica. “Se nós não tivermos o voto impresso em 2022, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior que os Estados Unidos”, disse o presidente.

Bolsonaro ainda reclamou do fato de Trump ter suas contas em redes sociais bloqueadas ontem após o americano elogiar os apoiadores que invadiram o Capitólio e fazer afirmações sem provas de fraude nas eleições do país. “Bloquearam o Trump nas redes sociais, um presidente eleito. Ainda presidente, tem suas mídias bloqueadas”, disse o presidente brasileiro.

“LIGADO A TRUMP” – Na noite de ontem, ao interagir com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro citou ser “ligado a Trump” ao justificar os atos de vandalismo no Legislativo americano às suspeitas levantadas pelo presidente americano.  

A declaração destoou do que tom adotado por autoridades dos poderes Legislativo e Judiciário brasileiros, que condenaram a invasão nos EUA. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), chamou o episódio de tentativa de insurreição e disse que o protesto é inaceitável.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamou o caso de “desespero de uma corrente antidemocrática que perdeu as eleições”.

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