terça-feira, janeiro 05, 2021

Enquanto tem país na 2ª dose, Saúde não definiu nem o cronograma de vacinação contra a Covid no Brasil


Charge do Cazo (Arquivo do Google)

Andrea Sadi
G1

Governadores de diferentes estados se reuniram por teleconferência, nesta terça-feira, dia 5, com o secretário de vigilância do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, para cobrar um plano, um cronograma de vacinação contra a Covid-19 para todo o país. Contudo, não obtiveram uma data após a conversa. A informação foi dada ao blog pelo governador do Piauí, Wellington Dias.

“Nossa expectativa era de que houvesse alguma definição. A reunião foi até estressante. Cobramos uma data e não nos foi fornecida. Quando chegam os insumos? Quando começa a vacinação? O secretário disse que iria levar nossa demanda ao ministro Pazuello”. Além de Dias, participaram da reunião Ronaldo Caiado (Goiás), Helder Barbalho (Pará), Waldez Goes (Amapá), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Renato Casagrande (Espírito Santo).

AGENDA – Wellington Dias disse ao blog que propôs para a próxima segunda-feira, dia 11, uma agenda conjunta entre os três Poderes — cúpula do Congresso, do STF e o ministério da Saúde – para discutir com as fabricantes e a Anvisa um calendário nacional de vacinação. “O Brasil está ficando no final da fila. Há um atraso inexplicável”.

Ele disse que conversou pela manhã com o governador João Doria (São Paulo) e que o plano para o início da vacinação no Estado de São Paulo está mantido para o dia 25 de janeiro.

Juiz cumpre decisão de Lewandowski e dá a Lula acesso a mensagens apreendidas na Operação Spoofing


Operação prendeu hackers que invadiram celular de Moro

Rosanne D’Agostino
G1

O juiz Gabriel Zago Capanema de Paiva, plantonista da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, determinou na noite desta segunda-feira, dia 4, o cumprimento da decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que a defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva tenha acesso a mensagens apreendidas na Operação Spoofing.

No despacho, o juiz determina que a Divisão de Contrainteligência da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal seja notificada para cumprir a determinação. A decisão de acesso ao conteúdo foi dada por Lewandowski no último dia 28.

SEM URGÊNCIA – Na segunda-feira, o ministro reiterou a determinação depois que o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da Justiça Federal do Distrito Federal, havia classificado o caso como sem urgência. Segundo o magistrado, a questão não precisava ser analisada no plantão do Judiciário durante o recesso.

Em julho de 2019, a operação prendeu suspeitos de invadir celulares do ex-juiz Sérgio Moro e de integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. Segundo a decisão, as mensagens que digam respeito a Lula, direta ou indiretamente, devem ser entregues no prazo de 10 dias pela 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, com o apoio de peritos da Polícia Federal.

SIGILO – Também devem ser entregues à defesa as conversas que tenham relação com investigações e ações penais de Lula na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba ou em qualquer outra jurisdição, ainda que estrangeira, diz o ministro. Já as informações relativas a outras pessoas devem permanecer em sigilo. Segundo o despacho, há sete terabytes de informações obtidas na operação.

Em outro pedido, a defesa de Lula quer que a Corte considere nulos os atos dos membros da força-tarefa nos processos contra o ex-presidente por parcialidade. O caso ainda não foi julgado.

Por meio de decreto, prefeito eleito de Jacobina reduz próprio salário ao mínimo nacional

 por Vitor Castro


por Vitor Castro

Por meio de decreto, prefeito eleito de Jacobina reduz próprio salário ao mínimo nacional
Foto: Reprodução / Report News Bahia

O primeiro ato administrativo do prefeito eleito de Jacobina, no Piemonte da Diamantina, foi a redução do próprio salário, por meio de um decreto municipal, que deve ser publicado no Diário Oficial do Município (DOM) nesta terça-feira (4).   Atualmente, o salário do prefeito de Jacobina é de R$ 16 mil reais. Com o decreto, o novo gestor passará a receber durante 12 meses o equivalente a R$1.100,00. 

Ao Bahia Notícias, Tiago Dias (PCdoB) explicou a medida. De acordo com ele, será uma forma de ‘viver como o povo’. “Não adianta apenas o discurso, tem que ser na prática. O prefeito tem combustível, telefone, assessoria, e outras coisas que já nos colocam 100 vezes mais à frente do trabalhador e da trabalhadora, além disso tudo, se com um  salário  trabalhador e a trabalhadora conseguem sobreviver, por que o prefeito não consegue”, disse. 

 

Questionado sobre o período de validade do decreto, o gestor de 37 anos que foi eleito com  45,82% dos votos válidos,  disse ao Bahia Notícias que o prazo se justifica por conta de um projeto de lei municipal que pretende aumentar o salário do prefeito em 2022.  “Não adiantaria  tomar agora uma decisão em cima de algo que pode não estar mais valendo no futuro. Quando chegar em janeiro do próximo ano, que a nova lei vigorar, avalio uma nova mudança”, disse.

 

Tiago Dias disse que espera que a medida se estenda para o legislativo municipal e para a classe política de todo o estado.


Bahia Notícias


Nota da redação deste Blog - Nesse Folclore da politica vemos cada uma que o jeito é sorrir para não chorar de vergonha .


Se fosse o prefeito de Jeremoabo que  falasse uma pérola dessa, todo multo no mínimo chamaria de aculturado; mas como já houver câmara de vereadores que já tentou revogar artigo da Constituição Federal, nada será impossível no mundo da politicagem.

Subsídios de Prefeitos, de vice, vereadores e secretários são fixados por lei na legislatura anterior e não pode ser revogado ou alterado por decreto. 

Bolsonaro continua a criar narrativas negacionistas e diz que “covid-19 é vírus potencializado pela mídia sem caráter”


Charge do Vasqs (humorpolitico.com.br)

Ingrid Soares
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta terça-feira, dia 5, que “o Brasil está quebrado e que “a covid-19 é um vírus potencializado pela mídia”. A declaração foi feita a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. O chefe do Executivo ainda afirmou que gostaria de fazer mudanças na tabela de imposto de renda, mas que está de mãos atadas.

“O Brasil está quebrado. Não consigo fazer nada. Queria mexer na tabela de imposto de renda. Esse vírus potencializado pela mídia que nós temos, essa mídia sem caráter que nós temos. É um trabalho incessante de tentar desgastar para retirar a gente daqui para voltar alguém para atender os interesses escusos da mídia. Soma-se a isso que o Brasil não tem uma cultura”, apontou.

Por fim, Bolsonaro ressaltou: “Vão ter que me aguentar até o final de 2022. Pode ter certeza disso”. Mais cedo, o mandatário voltou a defender o uso de Ivermectina e Anitta no tratamento precoce contra o novo coronavírus. No entanto, não há eficácia comprovada desses remédios contra o vírus.

DEBOCHE – Na segunda-feira, o presidente ironizou o uso da máscara facial, item higiênico auxiliar na contenção da proliferação dos casos de coronavírus. O chefe do Executivo retornou a Brasília, após recesso no Forte dos Andradas, em São Paulo, para onde viajou em 28 de dezembro.

Ao cumprimentar apoiadores que o aguardavam na entrada do Palácio do Alvorada e após tirar foto com uma criança, Bolsonaro disse em tom de piada que entrou na água com máscara para “não pegar covid nos peixinhos”. “Sabia que o tio estava na praia nadando de máscara? Tava nadando de máscara. Mergulhei de máscara também, para não pegar covid nos peixinhos”, disse, rindo. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil conta mais de 195 mil mortos por conta do vírus.

Bolsonaro se referia ao episódio em que, no dia 1º, de lancha, se jogou na água e nadou em direção a banhistas que estavam na praia. A ação de Bolsonaro acabou causando aglomeração de banhistas, que nadaram ao encontro do mandatário. Depois de conversar com os bolsonaristas e ser ovacionado ao som de “mito”, ele retornou a nado para a embarcação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Bolsonaro rubrica diariamente o seu atestado de psicopatia, ignorando de forma consciente as milhares de mortes e, diante de sua inércia explícita, busca desviar a atenção da sua incapacidade enquanto gestor. Aliás, não conseguiria sequer ser síndico de um prédio, o que dirá presidente de uma nação. O ainda mandatário demonstra uma crueldade imensurável ao tratar com ironia as vidas ceifadas não só no Brasil, mas em todo o planeta. Não está nem aí se teremos seringas, vacinas ou luz no fim do túnel. E, pior, não se contenta em não ajudar, mas faz questão de atrapalhar de toda forma que for. (Marcelo Copelli)

Chico César rebate fã que criticou canções politizadas: 'Não me peça pra morrer calado'

por Jamile Amine

Chico César rebate fã que criticou canções politizadas: 'Não me peça pra morrer calado'
Foto: Reprodução/Instagram @oficialchicocesar

O cantor e compositor paraibano Chico César agitou as redes ao rebater o comentário de um fã em publicação nas redes sociais.

 

“Safra recorde em 2020. Parabéns, Chico César. Ótimas músicas. Carinhosamente te pediria para evitar as de cunho político-ideológico. Tu és muito maior que eles todos. Tu não deves nada a eles. Eles que te devem. Tuas mãos são limpas. Não as coloque no fogo por nenhum deles”, escreveu o seguidor em um post no qual o músico publicou um vídeo cantando a música “Pisadinha”, cuja letra fala de amor.

 

Diante do comentário, o músico retrucou, destacando que jamais deixaria de se posicionar. “Romeu Benicio Maia, por favor, todas as minhas canções são de cunho político-ideológico!! Não me peça um absurdo desse, não me peça para silenciar, não me peça pra morrer calado. Não é por ‘eles’. É por mim, meu espírito pede isso. E está no comando. Respeite, ou saia. Não veja, não escute”, respondeu Chico.

 

“Não tente controlar o vento. Não pense que a fúria da luta contra as opressões pode ser controlada. Eu sou parte dessa fúria. Não sou seu entretenimento, sou o fio da espada da história feito música no pescoço dos fascistas. E dos neutros. Não conte comigo para niná-lo. Não vim botar você pra dormir, aqui estou para acordar os dormentes”, concluiu o artista, que em seguida recebeu muitas mensagens de apoio. 

 

“Ai, que orgulho de ler isso!!! Arte potência. Que grandeza, Chico!!!”, disse uma fã. “Por favor Chico não se cale neste momento tão sombrio que estamos vivendo. Precisamos de tua música e do teu protesto em forma de Poesia. Vamos sacudir essa poeira fascista”, comentou outro. “Você é ídolo por essas e outras!!”, declarou um terceiro.

 

ATUAÇÃO POLÍTICA
Além de cantar letras engajadas, Chico César também já atuou em cargos públicos. Ele foi titular da Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba e também foi presidente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

Bahia Notícias

Câmara Municipal de Firmino Alves anula rejeição de contas de Padre Aguinaldo

Câmara Municipal de Firmino Alves anula rejeição de contas de Padre Aguinaldo
Foto: Reprodução/ G1

A Câmara Municipal de Firmino Alves, no interior da Bahia, anulou os decretos que rejeitavam as contas do ex-prefeito e candidato mais votado na última eleição, Padre Aguinaldo (PDT). O ato foi assinado pelo presidente da Casa, José Francisco dos Santos, em sessão extraordinária realizada na segunda-feira (4).

 

De acordo com o portal Políticos do Sul da Bahia, a Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara alegou ter encontrado vícios de condução no processo por parte do então presidente da Casa. As contas em questão se referem aos exercícios de 2011 e 2012, quando Aguinaldo geria a cidade. Com isso, os vereadores anularam as medidas que ocasionaram o indeferimento da candidatura do padre e ele pode justificar que o fato jurídico que impedia sua posse não existe mais.

 

Eleito para mais um mandato como prefeito do município, Aguinaldo foi impedido de ser diplomado por conta disso. Também na segunda-feira (4), uma decisão judicial determinou que o presidente da Câmara assuma a prefeitura de forma temporária até que a situação seja resolvida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se ainda assim, a Corte decidir pela manutenção da anulação, novas eleições devem ser realizadas no município. (saiba mais aqui).

Bahia Notícias

Coronel nega compartilhamento de informações da CMPI das Fake News com a PF

Coronel nega compartilhamento de informações da CMPI das Fake News com a PF
Foto: Bahia Notícias

O senador baiano Angelo Coronel (PSD), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, negou compartilhar com a Polícia Federal informações sigilosas obtidas pelo grupo de trabalho no Congresso. De acordo com a Folha, O pedido de acesso ao material foi feito no âmbito do inquérito que apura a organização e o financiamento de atos antidemocráticos por apoiadores e aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

 

O ofício, com assinatura da delegada Denisse Dias Rosas Ribeira, fora enviado em 8 de dezembro. Na recusa, o presidente do colegiado afirma que o pedido não atende aos “requisitos necessários”. 
“Não foi demonstrada a existência de decisão judicial exarada pelo Supremo Tribunal Federal que justifique o pedido ou vincule este Colegiado. No mesmo sentido, eventual decisão pelo compartilhamento só se legitimaria após deliberação do plenário da CPMI”, argumenta o senador. 

 

E acrescenta que “o compartilhamento dos documentos pleiteados sem prévia autorização judicial mostra-se em confronto com o dever desta CPMI de resguardar as informações protegidas por sigilo”. 

 

A comunicação de recusa do pedido foi enviada depois que a Advocacia do Senado emitiu parecer defendendo a necessidade de autorização do Supremo Tribunal Federal e de deliberação dos membros da comissão para aprovar o envio das informações. Na avaliação dos técnicos, como a CPMI está em andamento, não há lei que obrigue a remessa de dados antes do relatório final, reporta a Folha.

 

“Não há lei que permita o compartilhamento de dados sigilosos de CPIs não constantes de relatório final destas comissões diretamente à polícia judiciária por solicitação desta e sem decisão judicial. Tampouco se admite a fiexibilização do sigilo sem decisão judicial específica. Há, sim, a possibilidade de que a CPMI das Fake News encaminhe à autoridade policial os elementos solicitados, desde que haja: 1) decisão do Supremo Tribunal Federal autorizando tal encaminhamento; e 2) deliberação da própria comissão favorável ao encaminhamento”, diz o parecer.

 

A Polícia Federal pediu acesso aos seguintes documentos:

•    Informações de contas banidas pelo Whatsapp;

•    Documentação entregue por Miguel de Andrade Freitas, coordenador do laboratório de Pesquisa em Tecnologia de Inspeção da PUC-RJ;

•    Documentação entregue pelo deputado Alexandre Frota (PSDB-SP);

•    Laudo técnico entregue pela deputada Joice Hasselmann (PSL-SP);

•    Dados telefônicos de Alexandre Frota encaminhados por operadoras de telefonia;

•    Denúncia entregue pelo deputado Nereu Crispim de um grupo que coordenaria mais de 40 páginas e perfis com característica de ‘milícia digital’ e que cometeria crimes de fake news, injúria, calúnia e difamação contra agentes políticos.

Bahia Notícias

Bolsonaro ignora mortes e debocha da pandemia: “Mergulhei de máscara para não pegar covid nos peixinhos”


Charge do Iotti (Arquivo do Google)

Ingrid Soares
Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro ironizou, no fim da tarde desta segunda-feira, dia 4, a máscara facial, item higiênico auxiliar na contenção da proliferação dos casos de coronavírus. O chefe do Executivo retornou a Brasília, após recesso no Forte dos Andradas, em São Paulo, para onde viajou em 28 de dezembro.

Ao cumprimentar apoiadores que o aguardavam na entrada do Palácio do Alvorada e após tirar foto com uma criança, Bolsonaro disse em tom de piada que entrou na água com máscara para “não pegar covid nos peixinhos”.

DEBOCHE – “Sabia que o tio estava na praia nadando de máscara? Tava nadando de máscara? Mergulhei de máscara também, para não pegar covid nos peixinhos”, disse, rindo. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil conta mais de 195 mil mortos por conta do vírus.

Bolsonaro se referia ao episódio em que, no dia 1º, de lancha, se jogou na água e nadou em direção a banhistas que estavam na praia. A ação de Bolsonaro acabou causando aglomeração de banhistas, que nadaram ao encontro do mandatário. Depois de conversar com os bolsonaristas e ser ovacionado ao som de “mito”, ele retornou a nado para a embarcação.

Nesta segunda-feira, mais cedo, ele aproveitou os últimos momentos da estada para andar de jet ski e tomar caldo de cana. Vestindo a camisa do Santos, Bolsonaro conversou com locais e ofereceu a bebida em comemoração ao bimundial do Palmeiras. Ele também falou com apoiadores na Praia do Guaiuba, onde causou aglomeração ao tirar selfies e distribuir apertos de mão.

Procuradores cobram providências e cogitam interpelar Bolsonaro após insinuações em live


MP-RJ diz que fala de Bolsonaro não afeta investigações em curso

Catia Seabra
Folha

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) provocou um debate acalorado entre procuradores de Justiça do Rio de Janeiro ao citar, em uma live no último dia 31, a hipótese de o filho de um integrante do Ministério Público ter sido delatado por tráfico de drogas.

Em um grupo de WhatsApp, procuradores cobraram uma manifestação do procurador-geral de Justiça do estado, José Eduardo Gussem, cogitando interpelar o presidente da República.

DIVERGÊNCIAS – Nas conversas, que invadiram o fim de semana, os integrantes do Ministério Público divergiram sobre a proposta de convocação do Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça para analisar a pertinência da interpelação. Gussem foi um dos que discordaram da ideia. A fonte da controvérsia está na declaração feita por Bolsonaro na transmissão em redes sociais no dia 31 de dezembro.

Ao falar das investigações sobre suposto esquema de “rachadinha” no antigo gabinete de seu primogênito, o hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), na Assembleia Legislativa do Rio, o presidente questionou a imparcialidade do Ministério Público fluminense.

Dirigindo-se à Promotoria, Bolsonaro mencionou a hipótese de o filho de uma autoridade do Ministério Público ser acusado de tráfico. E questionou: “O que aconteceria, MP do Rio de Janeiro? Vocês aprofundariam a investigação ou mandariam o filho dessa autoridade para fora do Brasil e procurariam maneira de arquivar esse inquérito?”.

PROVOCAÇÃO – “Caso hipotético, vamos deixar claro”, continuou o presidente. “Caso um filho de uma autoridade entrasse num inquérito da Polícia Civil do Rio e aí um delator tivesse falado que ele participava de tráfico internacional de drogas. O que aconteceria?”

Incitado a dar uma resposta, Gussem recomendou serenidade aos colegas. Segundo relatos, o procurador-geral disse não trabalha com ficção e que cogitar interferências de cúpula em pareceres seria desconhecer a atuação do Ministério Público. No grupo, um procurador afirmou que Bolsonaro pretendia desfocar as investigações que alcançaram sua família e ofuscar a pecha de pessoa corrupta do ano que recebeu de uma entidade da imprensa internacional.

SEM ALTERAÇÕES – Procurado, o Ministério Público do Rio de Janeiro afirmou que “a fala do presidente da República (31/12) não altera em nada as investigações em curso”. “A instituição atua de forma técnica, ética, com observância aos princípios constitucionais e legais e com absoluta discrição. Caso o presidente da República ou qualquer outra pessoa vislumbre desídia, favorecimento ou prevaricação por parte de membro do MP-RJ deverá provocar a atuação dos órgãos de controle da instituição, entre eles o Conselho Nacional do Ministério Público e a Corregedoria-Geral do próprio MP-RJ”, disse a Promotoria, em nota.

“Vale destacar que o direito de petição está ao alcance de qualquer pessoa e é o instrumento constitucional a ser utilizado contra ilegalidade ou abuso de poder. De modo correlato, ao ser formalizado, permite a responsabilização dos respectivos autores caso a manifestação seja desprovida de provas, tendo o propósito, único e exclusivo, de macular a honra alheia”, finaliza o texto.Flávio Bolsonaro é acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de liderar uma organização criminosa para recolher parte do salário de seus ex-funcionários na Assembleia Legislativa em benefício próprio.

DENÚNCIA – Uma denúncia foi oferecida contra ele e outras 16 pessoas em outubro ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça, composto por 25 desembargadores.

Segundo os investigadores, foram desviados R$ 6,1 milhões entre 2007 e 2018 por meio de funcionários fantasmas empregados no antigo gabinete de Flávio, então deputado estadual. Parte desse dinheiro, diz o MP-RJ, foi usado para pagar despesas pessoais do filho do presidente. O operador financeiro desse esquema, segundo os investigadores, é o policial militar aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Assembleia e amigo do presidente há mais de 30 anos.

Juridicamente, ainda há a possibilidade de que o senador não seja sequer declarado culpado ou inocente. A defesa de Flávio tenta anular as provas do caso no STJ (Superior Tribunal de Justiça), o que poderia encerrar o caso antes de um julgamento.

Se depender de Alcolumbre, jamais haverá impeachment de ministro do STF e procurador


TRIBUNA DA INTERNET | Manter Alcolumbre na presidência do Senado significa a submissão do Congresso a Bolsonaro

Charge do Kacio (Arquivo do Google)

Maurício Ferro O Globo   

Perto de deixar o cargo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), arquivou todos os pedidos de impeachment que estavam à sua mesa contra os ministros do Supremo Tribunal Federal e o procurador-geral da República, Augusto Aras, conforme informou o colunista Lauro Jardim.

Pedidos de abertura de processo que podem redundar em impeachment de ministros do STF ou do PGR são apresentados no Senado, enquanto ações do mesmo tipo contra o presidente da República ou contra ministros de Estado são feitas à Câmara.

ESTÃO NA FILA… – Atualmente, há 58 pedidos de abertura de processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro aguardando análise do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que não decidiu sobre eles. Pedidos desse tipo são comuns porque podem ser feitos por qualquer cidadão.

Os arquivamentos em série promovidos por Alcolumbre no dia 22 de dezembro, último do ano legislativo de 2020. Eram 36 denúncias contra magistrados e duas contra Aras. A maioria foi apresentada por apoiadores de Bolsonaro, sendo muitos congressistas que integram a base governista.

O principal alvo dos pedidos foi o ministro Alexandre de Moraes (17), que conduz três inquéritos sobre fatos sensíveis para o Palácio do Planalto: as fake news sobre os integrantes da Corte, os atos antidemocráticos e a suposta interferência indevida de Bolsonaro na Polícia Federal (PF).

CARVALHOSA À FRENTE – O jurista Modesto Carvalhosa foi quem mais ingressou com ações de impedimento. Foram cinco contra ministros e uma contra Aras.

As decisões pelo arquivamento vieram depois que o STF tinha imposto uma dura derrota para Alcolumbre ao barrar a possibilidade do senador buscar um novo mandato no comando da Casa.

O aceno de paz garante aos ministros do Supremo e a Aras que, independentemente de quem assumir o comando do Senado, não haverá na gaveta pedidos de impeachment contra eles.

FALTAM 58 PEDIDOS – Na Câmara, Maia já recebeu um total de 59 denúncias contra o presidente Jair Bolsonaro, de acordo com informações da Casa. Apenas uma delas foi arquivada, logo no início da legislatura, em fevereiro do ano passado por se tratar de um “documento apócrifo”.

Entre as denúncias apresentadas até o momento, há aquelas protocoladas por integrantes da oposição, como Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Alessandro Molon (PSB-RJ), e ex-aliados, como Joice Hasselmann (PSL-SP) e Alexandre Frota (PSDB-SP). Apesar de ser crítico de Bolsonaro, Maia já declarou que vê erros, mas não crime de responsabilidade. Mas não oficializou até agora arquivamentos. Ele foi questionado se decidirá até o fim do mês sobre o tema, mas não respondeu.

Entre as causas apontadas nas denúncias contra Bolsonaro estão, por exemplo: o convite feito pelo presidente para que manifestantes participassem dos atos antidemocráticos e a conduta no decorrer da pandemia, entre outros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Há abundância de motivos para impeachment de ministros do Supremo, que interpretam a lei monocraticamente, a seu bel prazer, a ponto de as decisões dependerem da turma para qual são sorteadas. O funcionamento do Supremo e da Justiça tornou-se a maior vergonha nacional, desde a proibição de prisões após segunda instância, decisão tomada para libertar Lula. (C.N.)  

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