sábado, novembro 14, 2020

Mourão diz que aguardará “momento exato” para definir candidatura em 2022

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Tensão nos bastidores do governo ficou explícita ao longo desta semana

Emilly Behnke e Jussara Soares
Estadão

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta sexta-feira, dia 13, aguardar o “momento exato” de definir se será candidato em 2022, quando o presidente Jair Bolsonaro deverá tentar reeleição. A aliados, Bolsonaro já deu sinais de que não pretende manter o general como vice em uma eventual chapa daqui dois anos.  “Quando chegar a hora certa tomamos a decisão que for melhor, não só para o País, mas pra mim e minha família”, afirmou Mourão em entrevista à Rádio Gaúcha.

A relação entre presidente e vice enfrenta mais um desgaste. Para interlocutores da Presidência, Mourão passou a se posicionar no jogo eleitoral quando percebeu que ficaria fora da chapa. O vice já chegou a admitir, em algumas ocasiões, que pode se candidatar a senador, daqui a dois anos. “Hoje não estou pensando nisso”, disse nesta sexta-feira. “Estou hoje extremamente focado na tarefa que temos pela frente nos próximos dois anos.”

EVIDÊNCIA – O mal-estar entre os dois aumentou após o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro citar o general como uma opção de candidatura de centro nas próximas eleições ao Planalto. A declaração, feita em entrevista ao jornal O Globo, foi vista por integrantes do governo como uma evidência de que o vice e o ex-ministro continuam se falando.

A tensão nos bastidores do governo ficou explícita ao longo desta semana. Nesta quinta-feira, 12, Bolsonaro chamou de “delírio” a existência de um plano, por parte do governo, para criar mecanismos de expropriação de propriedades, no campo e nas cidades, com registros de queimadas e desmatamentos ilegais.

A medida consta de documento do Conselho Nacional da Amazônia Legal, revelado pelo Estadão. O grupo é comandado por Mourão, que lamentou a divulgação do estudo após a bronca de Bolsonaro. “Eu me penitencio”, disse ontem o vice logo após o pito.

AMEAÇA – Mourão voltou ao tema nesta sexta-feira e afirmou não ter falado a respeito do plano com o presidente.  Segundo o vice-presidente, a conversa sobre o assunto ocorrerá “na hora que ele (Bolsonaro) desejar”. O presidente chegou a ameaçar de demissão o responsável pela proposta, mas com uma ressalva: “a não ser que a pessoa seja indemissível”. Por ter sido eleito em 2018 ao lado de Bolsonaro, Mourão não pode ser demitido do cargo.

O vice reiterou hoje o discurso de que a proposta sobre expropriação de propriedades consistia em um “mero estudo” que foi ventilado. “Estamos em fase de planejamento, foi uma ideia levantada”, disse. Segundo ele, a medida ainda precisaria passar por uma análise da área jurídica e pelos Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente para então ser levada ao presidente. “O conselho não é instância decisória”, acrescentou.

ESTADOS UNIDOS – Na segunda-feira, 11, Bolsonaro já tinha dado sinais de seu incômodo. Em declaração à CNN, desautorizou Mourão afirmando que não conversa com ele sobre Estados Unidos nem sobre qualquer outro assunto. O vice havia dito que “na hora certa” o presidente falaria sobre o resultado das eleições americanas. Bolsonaro ainda não se manifestou sobre a vitória de Joe Biden para a Casa Branca e segue na posição de aguardar o fim das ações judiciais movidas pelo presidente Donald Trump, seu aliado.

“O que ele (Hamilton Mourão) falou sobre os Estados Unidos é opinião dele. Eu nunca conversei com o Mourão sobre assuntos dos Estados Unidos, como não tenho falado sobre qualquer outro assunto com ele”, disse o chefe do Executivo.

Na mesma entrevista em que comentou sobre 2022, Mourão voltou a contrariar o presidente e disse que, como indivíduo, reconhece que a vitória de Biden “está cada vez mais irreversível”, mas que não fala pelo governo.

Procurador aponta racismo em “piada” de Bolsonaro sobre guaraná rosa e encaminha representação para Aras

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Bolsonaro pediu desculpas pelo “‘virei boiola igual maranhense’”

Rayssa Motta e Pepita Ortega
Estadão

O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, considera que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cometeu crime de racismo ao fazer ‘piada’ com tom homofóbico durante uma visita ao Maranhão no final de outubro. Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal enquadra homofobia e transfobia no tipo penal. Na ocasião da viagem, em uma parada não programada no município de Macabeira, apoiadores ofereceram a Bolsonaro um copo de Guaraná Jesus, refrigerante cor-de-rosa tradicional no Estado.

“Agora virei boiola igual maranhense, é isso?”, provocou o presidente, rindo, ao tomar o refrigerante. “É cor-de-rosa do Maranhão aí, ó. Quem toma esse guaraná aqui vira maranhense, hein?”. Indicando a cor da bebida, ele questionou os apoiadores: “Que boiolagem é isso aqui?”.

“BRINCADEIRA” – Após repercussão negativa, Bolsonaro pediu desculpas pela declaração em transmissão ao vivo nas redes sociais. “Foi uma brincadeira, mas a maldade está aí. Quem se ofendeu, eu peço desculpas”, disse. A manifestação do procurador federal foi no âmbito de uma representação do PSOL pedindo a abertura de uma investigação contra o presidente por homofobia. Para a sigla, Bolsonaro tem apresentado ‘de maneira reiterada e persistente uma postura abertamente homofóbica’.

Na avaliação de Carlos Alberto Vilhena, o presidente se manifestou de ‘maneira ofensiva tanto à população LGBTI+ quanto ao povo maranhense’. “As condutas ali narradas configuram, ao menos em tese, o crime de racismo – tipificação na qual se enquadram as condutas homofóbicas e transfóbicas, conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal”, afirma o procurador no documento.

Como a atuação da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão se restringe ao âmbito extrajudicial, cabe ao procurador-geral da República, Augusto Aras, provocar o Supremo Tribunal Federal a decidir sobre a responsabilização do presidente pela eventual prática do crime comum. A representação do PSOL foi encaminhada para análise de Aras.

Estão apelando para tudo, não sabia que temporários e comissionados era sinônimo de escravidão

 


                                                                 Foto Divulgação Redes Sociais




Não façam  jogo sujo nem tão pouco apelem para  a ilegalidade porque chegando em minha mão publico tudo.

Mais outro caso para a Justiça Eleitoral de Jeremoabo

 














                                         Foto Divulgação enviado por grupos do ZAP/Redes Sociais


Estou recebendo esses PRINTS por suposta compra de votos, porém, esse é um caso para os advogados dos partidos políticos agirem.

Portanto senhores eleitores de Jeremoabo, o papel da imprensa é divulgar, cabe aos partidos políticos através de seus advogados encaminharem representação ao Ministério Público  e a Justiça Eleitoral para determinar a apuração dos fatos se assim entenderem.



Com a palavra a Justiça Eleitoral de Jeremoabo

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Esse é apenas um caso.

sexta-feira, novembro 13, 2020

A que ponto chegou a degradação e a falta de respeito de uma administração falida


Um Secretário e um chefe de gabinete usar as redes sociais para chamar uma candidata de mentirosa, deveriam respeitar pelo menos o ser humano, uma senhora mãe de família.

Como o prefeito chefe deles não respeitou o estatuto  do do idoso injuriando a vovozinha, esperar o que dos subordinados.

Que essas agressões verbais partissem de um leigo, um aculturado até que explicava mesmo não justificando, agora partir de " "autoridades", no mínimo é falta de decoro, violência contra a mulher que constitui uma violação dos direitos humanos das liberdades fundamentais, e agressão a Lei Maria da Penha, além de calúnia e difamação.


A verdadeira História da República no Brasil, que jamais será ensinada às novas gerações


Weintraub chama Marechal Deodoro de “traidor” e provoca indignação no Exército – Hora do Povo

A cena foi “energizada”: Deodoro estava doente e com febre

Celso Serra

A proclamação da República precisa ser ensinada às novas gerações de uma forma veraz, sem romantismos e ficções históricas. O personagem principal foi  D. Pedro II. Diabético, com 64 anos de idade, naquele tempo era um idoso que sobressaía como um perfeito democrata. Lutava contra a escravidão e mantinha a iimprensa era totalmente livre, inclusive para escrever contra ele e a monarquia.

Um erudito, falava 23 idiomas e escrevia em português, latim, francês, alemão, inglês, italiano, espanhol, grego, árabe, hebraico, sânscrito, chinês, provençal e tupi.

Grande incentivador do conhecimento, da cultura e das ciências. Respeitado e admirado por estudiosos como Graham Bell, Charles Darwin, Victor Hugo, Friedrich Nietzsche,  Louis Pasteur, Camilo Castelo Branco e outros.  Nenhum chefe de Estado no Brasil possuiu a metade da cultura de D. Pedro II.

MARECHAL E VISCONDE – O segundo personagem foi Deodoro da Fonseca, que em 1989 tinha 62 anos. Militar de carreira e combate. Herói da Guerra do Paraguai. Ainda possuía grande poder de comando no Exército brasileiro. Idoso, doente, por vezes, sem condições plenas de raciocínio.

Outro personagem de destaque foi o visconde de Ouro Preto, que em 1989 tinha 53 anos.  Professor de Direito, deputado e senador por Minas Gerais, ministro da Marinha e da Fazenda. Presidia o Conselho de Ministros do Império. Pessoa de precário humor, vivia em constante conflito com o Exército brasileiro.

Os demais personagens formavam um pequeno grupo de golpistas republicanos autodidatas, com intensa atuação dos militares, o tenente-coronel Benjamin Constant, o major Solon Ribeiro, o tenente Mena Barreto e alguns civis, dentre estes, os jornalistas Aristides Lobo, Quintino Bocaiuva e o jornalista e advogado Ruy Barbosa. 

DEODORO ERA MONARQUISTA – Os republicanos tinham muita mobilidade e conversa, mas nenhum poder de comando. Por isso, tentavam envolver Deodoro da Fonseca ,  que se recusava a participar de qualquer ato objetivando a deposição de D. Pedro II e o máximo que toleraria seria a substituição do primeiro-ministro Ouro Preto.

E o povo estava satisfeito com o Império, o imperador e sua família. Não queria a mudança de regime. Prova disso é que na eleição de 1884, ganharam mandatos na Câmara dos Deputados apenas três republicanos. Na seguinte, apenas um foi eleito. E na eleição realizada três meses antes do golpe, em agosto de 1889, o Partido Republicano só elegeu dois deputados (1,6% do total, menos de 2%).

A OPÇÃO PELO GOLPE – Esses resultados eleitorais fizeram os teóricos republicanos crer que jamais chegariam ao poder pelo voto do povo. Optaram pelo golpe militar. E estavam dispostos a “fazer o diabo”. Todo e qualquer ato, por mais imoral que fosse, seria consumado para atingir o objetivo.

Os neófitos republicanos passaram a ação com torrencial sucessão de mentiras propagadas verbalmente e por meio da imprensa. Hoje, na nossa república, as mentiras seriam chamadas pelo anglicismo “fake news” e poderiam até ser apuradas em processo no STF.

ATÉ RUY MENTIU –  Cumprindo sua parte no golpe, Rui Barbosa no dia 9 de novembro de 1989 publica no “Diário de Notícias”  artigo intitulado “Plano Contra a Pátria”, no qual insinuava que o governo estava prestes a dissolver o Exército.  Era mentira.

No mesmo dia, dando sequência a notícia falsa plantada por Ruy Barbosa, o tenente-cooronel Benjamin Constant realiza, sob sua presidência, uma reunião no Clube Militar, para falar “dos maus intuitos de Ouro Preto com relação ao Exército”. A reunião foi um verdadeiro teatro de patranhas e discursos agressivos.

Dois dias depois, 11 de novembo, Benjamin Constant, Aristides Lobo, Rui Barbosa e Quintino Bocaiuva vão à casa de Deodoro da Fonseca, que se encontrava adoentado, para tentar envolvê-lo no golpe. Repetem nos ouvidos do marechal a mentira da “intenção” de Ouro Preto de extinguir o Exército. Dizem que os oficiais querem fazer a revolução, mas falta o comandante. Deodoro se recusa a tomar atitude contra D. Pedro II.  O grupo de golpistas republicanos sai da reunião desapontado mas continua a agir, a contagiar mais militares.

MAIS FAKE NEWS –  Três dias depois, dia 14, as tropas sediadas no bairro de São Cristóvão já estão sob tensão. Benjamin Constant agita o Clube Militar e o Clube Naval. Chega a hora de alastrar as mentiras. Cada golpista tem que cumprir sua parte. Todos.

Nesse mesmo dia, parte da tarde, o major Solon Ribeiro atua na trama: invade as redações dos jornais trombeteando a notícia falsa de ter sido decretada a prisão de Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant.

De noite essa notícia falsa chega ao conhecimento do visconde de Ouro Preto, que convoca os membros do gabinete para uma reunião de emergência no prédio do Ministério da Guerra, vizinho ao campo de Santana, onde já havia tropas e alguns canhões. Sentindo a gravidade da situação Ouro Preto telegrafa ao imperador pedindo sua presença no Rio de Janeiro.

FALTAVA O COMANDANTE – Os golpistas ainda não tinham um comandante de prestígio para forçar a demissão de Ouro Preto. Já tinham tentado Deodoro da Fonseca, sem êxito.  Inclusive, em uma das vezes que foram incomodar o marechal adoentado, tinham sido expulsos da casa pela esposa dele, “armada” com uma vassoura.

Os golpistas  propagadores das patranhas  então resolvem ir, mais uma vez, à casa de Deodoro. O marechal está com forte crise respiratória e febre alta. Mentem para Deodoro que era iminente a dissolução do Exército por Ouro Preto.  O marechal, enfermo e sem perfeitas condições de raciocínio, acredita na mentira.

Deodoro, cambaleante, veste a farda, mas não consegue montar no cavalo. É colocado em uma carruagem, levado para junto dos demais rebelados, assume o comando e dirige a tropa para o prédio do Comando Militar.  A tropa é posicionada em frente ao prédio.

UM DOENTE A CAVALO – O marechal doente e febril é colocado em cima de um cavalo baio (dócil) e ele, à frente da tropa, ruma lentamente para o prédio do Comando Militar e exige que abram os portões. Oficiais e praças gritam “Viva Deodoro, viva Deodoro!”.  Deodoro tira o quepe, agita-o e, com esforço, grita: “Viva o imperador, viva o imperador, viva o imperador!”.

Deodoro entra no prédio e vai ao local onde está o ministério reunido. De pé e ardendo em febre discute asperamente com Ouro Preto, depõe todo o ministério,  dá voz de prisão a Ouro Preto e ao ministro da Justiça, Cândido de Oliveira. E diz que nomes serão levados ao imperador para a formação de um novo ministério. Era o fim apenas do Gabinete Ouro Preto. 

Junto com Deodoro estavam Quintino Bocaiúva, Benjamin Constant, Aristides Lobo e outros gatos pingados teóricos republicanos. Benjamin Constant, oportunista, ciente de que o imperador não se encontrava no Rio de Janeiro, sente que é o momento de tentar o golpe contra o regime para implantar a República.

FAKE NEWS DE PATROCÍNIO  –  Na sala, mentiras inundam os ouvidos do enfermo Deodoro naqueles minutos em que se decidia o futuro do Brasil.  José do Patrocínio penetra na sala e diz que o povo, representado por enorme número de pessoas, estava lá fora, cercando o prédio e exigindo a proclamação da República. Patranha deslavada, intencional e consciente.  Não havia ninguém nas ruas. Era alta madrugada. As ruas estavam desertas.  O povo dormia e nada sabia do que estava acontecendo.

 Benjamin Constant tenta convencer Deodoro a dar o golpe republicano. Embora febril e sem condições de raciocínio, Deodoro diz que não tomaria essa atitude.  Benjamin resolve então plantar outra notícia falsa nos ouvidos do marechal, dessa vez, atingindo seu amor próprio como homem, a de que Silveira Martins seria nomeado primeiro-ministro pelo imperador.

POR CAUSA DA BARONESA – Silveira Martins era figadal inimigo de Deodoro e essa mentira foi pregada para atingir, além do lado militar do marechal também seu lado afetivo, pois Benjamin Constant sabia que Silveira Marins e Deodoro eram inimigos por haverem disputado, no Rio Grande do Sul, os afetos de uma mulher, Maria Adelaide Meirelles, a baronesa de Triunfo. E Deodoro sido derrotado nessa batalha amorosa. Benjamin conseguiu abalar Deodoro.

 A precária situação de saúde do marechal,  atormentado pela febre, foi dolosamente aproveitada pelos golpistas republicanos que o cercavam e que repetiam as palavras de Benjamin Constant nos seus ouvidos:

“Marechal, se a República for proclamada, terá que ser governada por um ditador. E esse ditador é o senhor.”  Deodoro não percebeu que a proposta dos golpistas era substituir um imperador democrata por um ditador.

INUSITADA PROCLAMAÇÃO –  Já era alta madrugada do dia 15. Exausto pela enxurrada de fake news a que fora submetido  – inclusive a patranha de José do Patrocínio do “povo nas ruas” apoiando a proclamação da República quando as ruas estavam desertas, Deodoro admitiu a República e foi para casa dormir. Dizem que ao acordar, Deodoro caiu na realidade e tentou voltar atrás. Foi convencido por Benjamin Constant de que seu ato era irrevogável.

José do Patrocínio foi correndo festejar a extinção da monarquia em reunião do Conselho Municipal do Rio de Janeiro. Estranha essa faceta do caráter de José do Patrocínio pois menos de dois anos atrás, em 13 de maio de 1888, havia se ajoelhado e beijado a mão da princesa Isabel após a assinatura da Lei Áurea, que extinguia a escravidão no Brasil. Agora, agia para expulsar imediatamente do Brasil a princesa Isabel, a quem tinha beijado a mão e toda a sua família.

O POVO  – No mesmo dia, mais tarde, foi colocada uma banda de música e tocando e passeando pelo centro da cidade.  O povo nada entendia, mas estava montado o circo.  Aristides Lobo assim registrou o momento:

“O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada”.  Para evitar uma revolta, a população – que apoiava a monarquia e o imperador –  foi colocada à margem do que acontecia; só tomou conhecimento dos fatos após consumados, com a família imperial já colocada em um navio e levada para alto mar, rumo a Europa.

DECRETO FAKE NEWS –  No primeiro ato do novo regime –  Decreto nº 1 de 15 de novembro de 1889 – estava escrito que a República tinha sido proclamada provisoriamente e que se aguardaria “o pronunciamento definitivo da Nação, livremente expressado pelo sufrágio popular”,  ou seja que seria realizado um plebiscito em curto espaço de tempo.  Era mentira.

O plebiscito só seria realizado quatro gerações mais tarde, após decorridos 104 anos, em 1993, quando não haviam mais sobreviventes do regime monárquico no Brasil.

Os fatos mostram que as colunas de sustentação da república no Brasil não foram a liberdade, a igualdade e a fraternidade e, sim, a mentira, o golpismo e a traição ao regime monárquico constitucional e ao Chefe de Estado mais culto, democrático e honesto que o país já teve. Por isso, não havia o menor risco de dar certo.

LONGE DO POVO – Aos trancos e barrancos, chegamos aos 131 anos de suposto regime republicano, com uma capital construída com recursos suspeitos e até hoje não apurados, longe do povo, na qual  – segundo a mídia –  os Poderes apodreceram e predomina a corrupção com a garantia de impunidade para os maiores, mais eficientes e bem relacionados ladrões do dinheiro público. “Evoluímos” de um chefe de Estado honesto que falava 23 idiomas para chefes de Estado desonestos que nem o português falam corretamente.

E assim vai navegando a piroga tabajara, com seu casco avariado e fazendo água …

(Advogado e economista, Celso Serra é membro titular da Academia Maçônica de Artes, Ciências e Letras do Rio de Janeiro)

Livro reúne histórias desconhecidas e versões corretas sobre fatos da Segunda Guerra Mundial

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LIVRO A HISTORIA POR TRAS DA HISTORIA: RELATOS DA 2ª GUERRA MUNDIAL - 1ªED.(2020)Júlia de Aquino
Instagram literário @juentreestantes

Segunda Guerra Mundial é um tema histórico muito explorado na Literatura Mundial. Diversas obras tem o conflito como pano de fundo ou analisam os acontecimentos, envolvimento dos países e consequências para o mundo.

Ao longo de minha trajetória literária, li poucos livros sobre a II Guerra, mas minha “volta ao tema” não poderia ter sido melhor! “A história por trás da História” aguçou minha curiosidade em relação ao assunto e trouxe diversas informações desconhecidas e muito interessantes!

Muitos podem pensar que o autor é um historiador, militar ou um jornalista, e o primeiro fato curioso em relação ao livro envolve seu autor, porque ele é médico.

O AUTOR – Marcelo Lacativa é um cirurgião apaixonado pelo tema da II Guerra Mundial, principalmente pela Batalha de Stalingrado.

Entre seu trabalho e viagens profissionais, sempre consegue um tempo para se dedicar a esse hobby, e já tem outro livro sobre o assunto publicado pela Editora Rocco. “Sob As Cinzas De Stalingrado”, publicado em 2008, foi sua primeira obra, e nasceu após quatro anos de pesquisa sobre o conflito que dá nome ao livro.

O LIVRO – Reproduzo aqui a descrição que publiquei no meu perfil Ju Entre Estantes, que resume de forma “didática” o conteúdo do livro:

Ao longo da vida, ouvimos diversas histórias sobre a 2ª Guerra Mundial que não aconteceram exatamente da forma como aprendemos… Esse é objetivo de “A história por trás da História”: esclarecer alguns fatos, mostrando como na realidade aconteceram, e apresentar outros tantos acontecimentos.

IMAGENS – Sem dúvida, um dos pontos que mais chamam atenção mesmo antes de começar a leitura é a quantidade de fotos que o livro traz. Todos os capítulos têm imagens reais que ilustram o fato ali contado.

Além de ilustrar a história contada naquele trecho, as fotos nos instigam a pesquisar mais detalhes em alguns momentos – houve trechos cuja leitura emendei com uma rápida pesquisa no Google para ver mais imagens. Raros foram os livros que despertaram meu interesse nesse sentido.

ESTILO  – Outro ponto positivo são os capítulos curtos. Cada um mostra uma história, e eles têm, em média, 3 ou 4 páginas. Além disso, a escrita do autor não é tão formal, diferente da maioria dos livros de História. Isso facilita nossa compreensão e faz com que o leitor se sinta mais “próximo”; do que está sendo contado. Também evita a densidade comum em livros do tema, e faz com que não fiquemos “cansados” durante a leitura.

PAPEL DAS MULHERES – Antes de teminar a leitura dessa publicação, pare por um minuto e foque nessa seguinte questão: pense em um fato marcante da Segunda Guerra Mundial envolvendo mulheres, ou algum em que elas tenham sido protagonistas.

Difícil pensar, né? Ao longo de nossos anos de escola e aprendizado, não ouvimos falar do papel da mulherada no conflito. A máxima de que “na época as mulheres tinham que ficar em casa com os filhos, enquanto seus maridos iam para a guerra” não é falsa, mas não é completamente verdadeira.

As mulheres foram essenciais durante a Segunda Guerra Mundial, e não só em ambulâncias e enfermarias – como também aprendemos. Apesar serem “esquecidas” por décadas de História, diversas equipes 100% femininas foram decisivas na Guerra. Lacativa, contudo, não as esqueceu: o livro traz muitas informações e conquistas delas, e conta detalhes específicos e excelentes.

Leitura que vale muito a pena!

Livro: A História por trás da história
Autor: Marcelo Lacativa
Editora: Livros Ilimitados
Páginas: 244

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CAPÍTULOS FAVORITOS

  • O paraquedista da torre da igreja: conta como um americano ficou pendurado por horas por seu paraquedas, e acabou sendo resgatado pelos inimigos alemães.
  • As bruxas da noite: história sobre um esquadrão de pilotos formado apenas por mulheres que atacavam à noite
  • Códigos de guerra: mostra os códigos impossíveis utilizados pelos países para se comunicarem, além de contar as inúmeras tentativas para quebrar os códigos inimigos.
  • O velho e o mar: narra e explica a quase-participação do escritor Hemingway na guerra e conta como sua mulher atuou no combate. (Por sua obra “Adeus às armas”, muito é dito de sua relação com a Primeira Guerra, mas nada é mencionado sobre ele e o segundo conflito).

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