quinta-feira, maio 07, 2020

Aliados de Bolsonaro acionam STF e pedem suspensão dos trabalhos da CPI das Fake News


Charge do Cazo (humorpolitico.com.br)
Amanda Almeida
O Globo
Oito deputados federais entraram com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão dos trabalhos da CPI das Fake News, a anulação de reuniões, depoimentos e atos e a troca do presidente do colegiado.
Aliados do presidente Jair Bolsonaro, eles alegam que a CPI foi desvirtuada e que o senador Angelo Coronel (PSD-BA), que a comanda, é parcial e tem atacado o governo nas sessões e em entrevistas.
O mandado de segurança foi protocolado nesta terça-feira, dia 5, pelos deputados Bia Kicis (PSL-DF), Filipe Barros (PSL-PR), Bibo Nunes (PSL-RS), Alê Silva (PSL-MG), General Gião (PSL-RN), Aline Sleutjes (PSL-PR), Carla Zambelli (PSL-SP) e Carlos Jordy (PSL-RJ) – todos do grupo político de Bolsonaro.
NEGATIVA – A CPI tem sido alvo de questionamentos no Supremo. Na semana passada, o ministro Gilmar Mendes negou pedido do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) contra a prorrogação do prazo de trabalho do colegiado.
Dessa vez, os deputados alegam que a CPI foi desvirtuada. Criada em agosto de 2019, a comissão tem como objetivo investigar “os ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e o debate público; a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições 2018; a prática de cyberbullying sobre os usuários mais vulneráveis da rede de computadores, bem como sobre agentes públicos; e o aliciamento e orientação de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio”.
ALEGAÇÃO – Para esses deputados, as sessões e depoimentos da CPI se tornaram “verdadeiras tentativas de deslegitimar não apenas o processo eleitoral dos membros do Partido Social Liberal, incluindo-se o Sr. presidente da República, mas também sua atuação em clara oposição ao pleito de 2018”.
“A análise eleitoral das assim chamadas Fake News era completamente acessória, revelando-se como uma das várias facetas de tal fenômeno da internet. Contudo, o que se mostrou foi a utilização exclusiva dos questionamentos da utilização de notícias falsas no processo eleitoral com o objetivo precípuo de prejudicar a atuação política de membros do Poder Legislativo que se colocaram como aliados ao atual governo de situação”, alegam os parlamentares.
TRABALHOS PARADOS –  Os deputados dizem que a CPI está sendo usada de forma orquestrada e dissimulada. A deputada Bia Kicis destaca que a líder do PSL, Joice Hasselmann (SP), que rompeu com Bolsonaro, substituiu na comissão todos os integrantes do partido que são aliados ao governo.
“A gente está mostrando que essa CPI não tem isenção. A Joice tirou os deputados que davam o mínimo equilíbrio de forças. Por outro lado, o presidente tem participado de lives em que mostra já ter convicções de que há fake news, gabinete do ódio, ações do presidente da República. Ele não tem condição de seguir presidente”, diz Bia.
Na peça, eles afirmam que Ângelo Coronel não tem “condições técnicas, éticas, morais ou, mesmo, discernimento intelectual para conduzir os trabalhos do Colegiado que hoje preside”. Os deputados dizem que o presidente do colegiado não tem pautado requerimentos de integrantes do governo.
PANDEMIA – Desde o meio de março, a CPI não se reúne. Os trabalhos foram interrompidos por causa da pandemia do coronavírus, que esvaziou o Congresso.
Apenas reuniões de plenário têm ocorrido e de forma remota. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), atendeu a pedido de Coronel e a CPI está oficialmente suspensa. Há mais 180 dias de trabalho, que serão contados a partir da volta dos encontros presenciais.
Procurado, Coronel diz que “todo juiz tem seu time favorito, mas, em campo, quando há o confronto, a imparcialidade deve prevalecer”.

Associação Brasileira de Imprensa manda pedido de impeachment de Bolsonaro à Câmara


Charge do Aroeira (Jornal O Dia / RJ)
Bianca Gomes
Estadão
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) encaminhou pedido de impeachment de Jair Bolsonaro ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, nesta quarta-feira, dia 6. O texto alega prática de crimes de responsabilidade e atentados à saúde pública no combate ao novo coronavírus.
Ao lado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a ABI foi responsável pelo pedido de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992. O texto foi assinado por Barbosa Lima Sobrinho, então presidente da ABI, e Marcelo Lavenère, da OAB.
PROCESSO CRIMINAL – Na denúncia-crime encaminhada à Câmara, as entidades pedem instauração de processo criminal contra Bolsonaro e alegam que o presidente cometeu crime de responsabilidade ao participar de uma manifestação pública, no dia 19 de abril, que pedia intervenção militar no Congresso e no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o texto, ao incitar militares contra os poderes constituídos, “Bolsonaro, inequivocamente, incitou a desobediência à lei e infração à disciplina, que, em se tratando de servidores públicos militares, é mais exigida nos termos da ordem jurídica”, afirma o documento.
CONTRARIEDADE –  As denúncia feitas pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro também são objeto do pedido. “A requisição de acesso aos relatórios sigilosos da PF, além de se constituir em contrariedade a princípio constitucional elencado em disposição da Constituição (art. 37, caput), notadamente da legalidade, impessoalidade e moralidade, tipifica modo de proceder incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo de Presidente da República.”
A conduta contrária às recomendações sanitárias a órgãos competentes da saúde, objeto de diversos pedidos de impeachment do presidente, também são colocados no pedido como passível de crime de responsabilidade.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Em 16 meses de gestão, Bolsonaro é disparado o campeão absoluto em pedidos de impeachment, acumulando trinta e uma representações protocoladas para tirá-lo do cargo. Sejamos justos, com todo esse crédito pode não só pedir uma música no Fantástico, mas um CD inteiro. (Marcelo Copelli)

DESCASO: Em meio à pandemia de coronavírus, garis de Jeremoabo trabalham sem receber salários



Mesmo os "intocáveis" enchendo os cofres das prefeituras de dinheiro,  a exemplo de Jeremoabo  que está recebendo R$ 3.842,456,11 para o enfrentamento ao Coronavírus, mesmo assim os garis que ficam na linha de frente nessa guerra, é desprestigiado, desrespeitado e humilhado.
 Intocáveis são os políticos, senadores, deputados, que só conhecem o " venha nós, vosso reino nada", votam para congelar salários do trabalhador na luda para enfrentar o coronavírus, porém eles quando é para fazer sua parte, saltam fora. 
Porém vamos falar dos garis de Jeremoabo, que estão na linha de frente e saem às ruas todos os dias para a higiene da cidade e consequentemente preservar a saúde da população.
Enquanto o cidadão jeremoabense se recolhe ao confinamento para se proteger do contágio  do coronavírus, esses abnegados profissionais da linha de frente saem às ruas todos os dias para combater  a pandemia, mesmo assim em Jeremoabo a gestão municipal não reconhece tirando o seu sagrado direito de receber em dias os seus salários, que não é favor, é um direito.
Em plena pandemia os garis estão com os salários atrasados, dois meses sem receber, isso além de ser um desrespeito, um massacre, é também uma irresponsabilidade.

Nota da redação deste Blog - Conforme informação do vereador Kaká são três meses de calote.
Aproveito também para informar que, considerando que o uso de EPIs nesssa atividade não gera necessidade de aditivo contratual, cabe  ao Legislativo Municipal (se é que ainda exste), fazer denúncia junto ao Ministério Público para tomada das providências cabíveis,

Estudo prevê 100% de ocupação dos leitos de UTI para covid-19 em Sergipe no prazo de oito dias


COTIDIANO | Por Max Augusto

Estudo prevê 100% de ocupação dos leitos de UTI para covid-19 em Sergipe no prazo de oito dias

Previsão aponta necessidade de ampliação de leitos e recomenda quarentena imediata
Com o crescimento diário de 15% no número de casos confirmados e a atual taxa de ocupação de vagas de UTI, Sergipe terá 100% dos leitos de terapia intensiva para pacientes com covid-19 ocupados em um prazo de oito dias. É o que prevê o estudo publicado nesta quinta-feira, 7, pelo professor do Departamento de Educação em Saúde e chefe do Laboratório de Patologia Investigativa da UFS, Paulo Ricardo Martins Filho.

Atualmente, o estado tem 85 leitos de UTI exclusivamente para atender casos da doença, sendo 46 na rede pública e 39 em hospitas privados. Com 30 pacientes em tratamento intensivo, a taxa de ocupação dessas vagas é de 35,5%. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira pela secretaria estadual da Saúde.
"A projeção neste cenário é que Sergipe tenha a partir da metade do mês de maio entre 3.000 e 4.000 casos confirmados do novo coronavírus, pelo menos 70 novos casos com necessidade de internamento em unidade de terapia intensiva cerca de 10 dias após o ápice da curva, e saturação precoce dos leitos disponíveis," aponta Paulo Martins.
O estudo sugere a ampliação dos leitos nas próximas duas semanas, com aumento gradual até o final do mês, e recomenda a decretação imediata de quarentena, pelo menos, por 15 dias, com a restrição obrigatória do trânsito de pessoas sadias e a manutenção de serviços essenciais, como supermercados, padarias e farmácias.
Paulo também reforça a necessidade de ações conjuntas no planejamento técnico e adequado para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. “A boa notícia é que os resultados desse documento já estão de posse da secretaria de estado da Saúde. E também já é de conhecimento de alguns hospitais da rede privada. Isso pode ser um importante guia para planejamento estratégico em termos de leitos de UTI durante este mês de maio, evitando - se o colapso precoce do sistema de saúde no estado,” afirma.
Quem é o autor?
Paulo Martins tem experiência em epidemiologia, estatística e revisões sistemáticas e meta-análises em saúde e reúne mais de 100 publicações em revistas científicas internacionais. Professor do Departamento de Educação em Saúde do campus da UFS, em Lagarto, e chefe do Laboratório de Patologia Investigativa do Hospital Universitário, em Aracaju. Professor do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, Núcleo de Pós-graduação em Medicina, e do Programa de Pós-graduação em Odontologia.
Por Abel Victor e Josafá Neto / Agência UFS


'Bônus covid': procuradores recebem ''ajuda de custo'' em Mato Grosso

Bonner quebra protocolo e 'dá bronca' nos telespectadores por descaso com Coronavírus

 

por Júnior Moreira Bordalo
Bonner quebra protocolo e 'dá bronca' nos telespectadores por descaso com Coronavírus  
Foto: Reprodução / Globo
Quebrando o protocolo da Rede Globo de manter o "Jornal Nacional" fora dos comentários mais pessoais, o jornalista William Bonner abriu a edição do noticiário desta quarta-feira (6) diferente. Após Renata Vasconcellos anunciar as s mais de 8 mil mortes no Brasil provocadas pelo novo coronavírus, o apresentador deu uma 'bronca' nos telespectadores por não se atentarem aos perigos da doença e por não respeitarem as orientações das organizações de saúde em manter o isolamento social. 
  
"Você já nem deve lembrar, mas na quinta passada eram 5.901 mortos. Os números vão aumentando desse jeito, cada vez mais rápido, vão dando saltos. E vai todo mundo se acostumando, porque são números. Um número muito grande de mortes de repente, num desastre, sempre assusta. As pessoas levam um baque", desabafou.  
  
"Oito mil vidas acabaram. Eram vidas de pessoas, amadas por outras pessoas. Pais, irmãos, filhos, amigos, conhecidos. Aí o luto dessas tantas famílias vai ficando só pra elas, porque as outras pessoas já não têm nem como refletir sobre a gravidade dessas mortes todas, que vão se acumulando todo dia", continuou. O momento viralizou nas redes sociais. 
  
Antes, o âncora relembrou as mortes ocorridas causadas pelo rompimento da barragem e em Brumadinho (MG), em 2019, e os atentados do 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. "Mas, quando as mortes vão se acumulando, ao longo de dias e semanas, como acontece agora na pandemia, esse baque se dilui e as pessoas vão perdendo a noção do que seja isso", pontuou.  
  
"Hoje, são oito mil e quinhentas. Amanhã, a gente não sabe. Quando é assim, o baque só acontece quando quem morre é um parente, um amigo, um vizinho ou uma pessoa famosa", finalizou. Assista: 

Rui Costa lamenta ônibus clandestinos em Conquista e responsabiliza governo federal


por Ulisses Gama
Rui Costa lamenta ônibus clandestinos em Conquista e responsabiliza governo federal
Foto: Divulgação
A cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, tem protagonizado a chegada de ônibus clandestinos de outros lugares do país. O fato tem gerado preocupação em virtude da pandemia do novo coronavírus e foi tema para o governador Rui Costa nesta quinta-feira (7). O gestor responsabilizou o governo federal pelo trânsito ilegal do meio de transporte.

"Nós proibimos, mas quem fiscaliza é a Polícia Rodoviária Federal. Até tentamos fiscalizar, mas eles não permitem e fecham os olhos para ônibus ilegais, sem respeito algum com a vida humana. Isso acelera a contaminação, principalmente nas cidades próximas de vias federais. Isso vai custar muito caro para a vida dos brasileiros e para a retomada da economia. O Brasil está se desmoralizando internacionalmente por causa do padrão do governo federal", disse, em entrevista à UESB FM.

Rui citou o comparativo entre Brasil e Índia e criticou a gestão de Jair Bolsonaro na luta contra a doença.

"O comportamento do governo federal tem atrapalhado muito o combate ao coronavírus. Tava vendo uma matéria que comparava o Brasil com a Índia. Eles têm quase 1,5 bilhão de pessoas e nós 200 milhões. A Índia teve 1200 mortes e nós passamos de oito mil. É a ausência de um governo que leva a doença à sério", indicou.

Questionado sobre a pressão de alguns setores para a reabertura da comércio, Rui lembrou que Vitória da Conquista é uma cidade com grande trânsito de pessoas e pediu paciência.

"Temos adotado uma orientação de forma diferenciada. Temos 120 municípios com casos positivos nos últimos 14 dias e o nosso pedido é de um cuidado maior. Cidades sem casos e mais isoladas, elas poderão ter uma flexibilidade maior. Vitória da Conquista é uma cidade exposta, que atrai pessoas de todos os lugares. Eu entendo a necessidade das pessoas, não é fácil. Sei do drama que cada pessoa está vivendo. Mas temos que tomar consciência de que esse é o único remédio. Peço compreensão das pessoas", pontuou.

Vitória da Conquista tem 34 casos confirmados da Covid-19, de acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab).

Bahia Notícias

PF vai cumprir decisão de Moraes e manter os delegados que apuram” fake news”?


Alexandre de Moraes suspende envio de informações da Receita ...
Alexandre de Moraes tenta evitar manipulações no inquérito
Pedro do Coutto
A pergunta vai ensejar resposta em torno de uma parte do despacho do ministro do Supremo Alexandre de Moraes, uma vez que a determinação de afastar o ex-superintendente do Rio de Janeiro estendeu-se às investigações e investigadores que atuaram ou estão atuando no inquérito relativo a situações em torno das fake news e dos ataques ao Supremo e ao Congresso Nacional.
As investigações ficaram a cargo de quatro delegados. O que o ministro Alexandre de Moraes determinou é que eles não poderão ser substituídos nessa tarefa. Assim, tanto o novo diretor geral da PF quanto o novo superintendente do Rio de Janeiro Tácio Muzzi vão precisar dar uma resposta sobre a decisão.
CHOQUES E ENTRECHOQUES – Diretor e superintendente terão de resolver rapidamente se tomaram conhecimento dessa parte do despacho do ministro do STF.  Mais um capítulo, portanto, dos choques e entrechoques que envolvem a PF depois da exoneração do ministro Sérgio Moro. Em caso positivo será mais uma complicação em torno do capítulo visto sob este ângulo judicial.
Por falar em capítulo, mais um deles encontra-se a caminho. O despacho do ministro Celso de Mello, relator de outro caso envolvendo a Polícia Federal refere-se a entrega do vídeo gravado quando Sérgio Moro participou de reunião no Palácio do Planalto, ocasião na qual o presidente da República, de acordo com o que diz Sérgio Moro, teria afirmado que o presidente da República disse que há 27 superintendências da Polícia Federal no país e ele, presidente, estava interessado em uma só. No caso a do Rio de Janeiro,
MELLO EXIGE A GRAVAÇÃO – Celso de Mello requisitou que lhe seja fornecida cópia do video com som no sentido de confirmar a veracidade da acusação feita pelo ex-juiz da Operação Lava Jato. Há poucos dias no encontro matinal com jornalistas Jair Bolsonaro afirmou que desejava ter conhecimento das investigações a respeito de fatos ocorridos no Rio de Janeiro, somente porque ele reside nessa cidade. 
Causou estranheza esse interesse específico e Sérgio Moro utilizou este aspecto para que sejam reveladas as intenções do presidente da República.
Este foi o capítulo assistido pela opinião pública. Vamos aguardar o próximo episódio.

Bolsonaro quer manipular investigações da PF para salvar os filhos e ele próprio


Estratégia de Moro já transformou Bolsonaro em réu do inquérito
Carlos Newton
O bolsonarismo está em festa. Comemora a convicção que o depoimento do ex-ministro Sérgio Moro não trouxe nenhuma “bala de prata” capaz de matar o vampiro, digo, o presidente, e as acusações seriam vazias, Jair Bolsonaro e os filhos tirariam de letra etc. e tal. Mas a realidade não é bem assim. Com sua larga experiência de combate ao crime, enfrentando os maiores advogados do país, Sérgio Moro sabe que em suas afirmações deve ser apenas indicativas, para não caracterizar denunciação caluniosa.
Ou seja, o ex-ministro está apontando graves irregularidades cometidas pelo presidente da República, mas sempre ressalvando que o chefe do governo não chegou a cometeu crime.
O RÉU É MORO – Nesse processo, o réu é Sérgio Moro, que está sendo acusado de sete crimes pelo presidente Bolsonaro, representado pelo procurador-geral Augusto Aras. É genial essa estratégia do ex-ministro, que não acusa contundentemente e apenas sinaliza como podem ser conseguidas as provas materiais.
Como isso, sem ter se socorrido no instrumento da exceção da verdade, Moro já conseguiu transformar Bolsonaro em réu do processo, que havia aberto na condição de vítima.
Na ignorância jurídica que o caracteriza, o presidente da República não entende a manobra de Moro e saí dando declarações irônicas de que até agora não conseguiram lhe atribuiu um só crime. Não percebe que o ex-ministro não está se referindo ao cometimento de crimes, mas à insistente tentativa de cometê-los, cuja concretização só não ocorreu devido à resistência de Moro, que já se tornara pública e notória.
A CHAVE DA QUESTÃO –  Tudo gira em torno da estranha insistência do presidente da República, que há meses tenta nomear uma pessoa de sua confiança para a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro
As pessoas estranham esse fato e o próprio Bolsonaro procura afastar as suspeitas dizendo que seus filhos estão sendo investigados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e não há nenhum inquérito contra eles na Polícia Federal. Mas isso não é verdade.
Junto com o ex-assessor Fabrício Queiroz, sargento da PM, os filhos Flávio e Carlos Bolsonaro estão sendo investigados pela PF no processo das milícias que atuam no Rio de Janeiro, e Flávio aparece como financiador de prédios ilegais, segundo o site The Intercept.
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P.S. 1 – Bolsonaro tenta desesperadamente desarmar essa bomba-relógio, mas não conseguiu obter subserviência do então ministro da Justiça. Por isso, teve de demiti-lo para nomear um delegado amigo para o Rio de Janeiro, e esse foi o primeiro ato do novo diretor-geral da PF. 
P.S. 2 – Há mais dois inquéritos no Ministério Público do Rio — um deles é o das “rachadinhas” de Flávio e o outro refere-se aos “funcionários-fantasmas” de Carlos.  Sobre as “fake news” da família, corre um inquérito no Supremo e uma CPI no Congresso, com investigações que envolvem também o filho mais novo, Eduardo.
P.S. 3 –  O sumiço da gravação que incriminaria Bolsonaro demonstra a que ponto pode chegar esta famiglia que chegou ao poder pelo voto e quer se manter pela força, envergonhando as Forças Armadas.  (C.N.)

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