terça-feira, maio 05, 2020

Confira a íntegra do depoimento de Sergio Moro à Polícia Federal

Crédito: Reprodução

Em mais de oito horas de depoimento, o ex-ministro Sergio Moro prestou esclarecimentos no último dia dois de maio, na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.
Após pedido da defesa de Moro ao Supremo Tribunal Federal para divulgar o conteúdo do depoimento, o canal CNN publicou o material na íntegra nesta terça-feira (5).

Confira o depoimento de Sergio Moro na íntegra:

Na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba no Estado do Paraná, onde presente se encontrava CHRISTIANE CORREA MACHADO, Delegada de Polícia Federal, Matr. 10.568, Chefe do Serviço de Inquéritos da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado – DICOR, e WEDSON CAJÉ LOPES, Delegado de Polícia Federal, lotado no SINQ/DICOR, compareceu Sergio Fernando Moro. RESPONDEU:

Secretaria de Estado da Saúde confirma mais 129 casos de Covid-19 e quatro óbitos em investigação




A Secretaria de Estado da Saúde registrou neste domingo, 3, mais 129 casos confirmados de Covid-19. O Estado chega a 730 pessoas infectadas pela doença. Estão sendo investigados quatro óbitos: duas idosas, uma de 80 anos residente em Aracaju, e outra de 94 anos de São Cristóvão; um idoso de 63 anos de Nossa Senhora de Lurdes, e um homem de 37 anos de Tobias Barreto.
Quatro municípios registraram os primeiros casos: Cedro de São João, com duas mulheres de 35 e 53 anos, e um homem de 77 anos de idade; Malhador com uma criança do sexo feminino de nove anos; Malhada dos Bois: uma mulher de 58 anos; e Salgado com um adolescente de 16 anos.
SES confirma mais 129 casos de Covid-19 e quatro óbitos em investigação
número de curados subiu para 54. Foram realizados 3.095 testes e 2.365 foram negativados. Estão internados 60 pacientes, sendo 24 em leitos de UTI (13 na rede privada e 11 na rede pública) e 36 em leitos clínicos (nove na rede privada e 27 na rede pública). São 14 óbitos por Covid-19 em Sergipe.
Mais detalhes sobre o novo boletim epidemiológico do Covid-19 acesse sergipecontraocoronavirus.net.br


Temer, FHC e Collor alertam para o risco de crise institucional no país e dizem que momento exige diálogo


Ex-presidentes pediram a Bolsonaro que evite conflitos
Fernanda Calgaro
G1
Os ex-presidentes da República Michel Temer (2016-2018), Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Fernando Collor de Mello (1990-1992) alertaram nesta segunda-feira, dia 4, para o risco de crise institucional no país. Ao participarem de um debate por videoconferência, organizado pela TV ConJur, os ex-presidentes também pediram ao presidente Jair Bolsonaro que evite conflitos com os demais poderes, promovendo a união da sociedade.
Durante o debate, os ex-presidentes não chegaram a mencionar especificamente a ida de Bolsonaro a atos em Brasília com pautas antidemocráticas e inconstitucionais. Neste domingo, dia 3,  Bolsonaro participou de uma manifestação contrária ao Supremo Tribunal Federal, ao Congresso Nacional e com faixas que pediam intervenção militar. Para os ex-presidentes, o momento exige diálogo, e Bolsonaro deveria adotar um tom conciliador.
SARNEY, LULA E DILMA – Segundo o site Consultor Jurídico, organizador da videoconferência, o ex-presidente José Sarney foi convidado, mas disse que teria outro compromisso. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda segundo o site, recusou o convite, e a ex-presidente Dilma Rousseff não deu resposta.
Na videoconferência, Temer disse que chegou a telefonar para Bolsonaro para lhe dar conselhos. Um desses conselhos, segundo o ex-presidente, foi para que Bolsonaro decretasse isolamento social por “10 ou 12 dias” e o outro, que não falasse todo dia com os apoiadores e a imprensa.
“O presidente, muitas vezes, faz a pauta do país. Ele diz de manhã e passa o dia em conflituosidade”, disse.”A crise […] avançou, é uma crise das instituições. A crise institucional nasce da palavra, do verbo, isto é que nós temos que superar neste momento”, acrescentou, em outro momento.
CRISE INSTITUCIONAL – Na avaliação de FHC, “estamos próximos de uma crise institucional”. “Nessas horas, eu acho que as Forças Armadas têm papel importante e acho que elas compreenderam até agora o papel, que é fazer com que a Constituição Federal valha. Não há outro modo de sair além senão de respeitarmos a Constituição”, ressaltou.
Para Collor, “já há em gestação uma crise institucional”, e as palavras de Bolsonaro “criam desassossego e exasperação” quando o país precisa de “paz”. Ainda na avaliação do ex-presidente, o chefe do Poder Executivo pode ajudar com “seu comportamento”, não com “dissonâncias que ele vem todos os dias nos trazendo com esse cálice tão difícil de ingerir”.
LEGISLATIVO – Ao comentar a relação entre os poderes Executivo e Legislativo, FHC disse que Bolsonaro, “ao invés de provocar a coesão, provoca a ruptura”. Afirmou dainda que Bolsonaro “não é o Estado” e tem que levar em consideração a opinião das pessoas.
O ex-presidente observou que o país vive na democracia e que é preciso ouvir o Parlamento e formar uma maioria se quiser governar com tranquilidade. “Quem tem dificuldade de formar maioria, se choca com o Congresso, tem dificuldade em se manter”, declarou.
ISOLAMENTO –   “Ao se isolar, é muito difícil governar”, disse. Ele afirmou, entretanto, ser necessário ter cautela em relação a “medidas radicais”, como o impeachment.
Temer foi na mesma linha. Disse que “quem governa não é apenas o Executivo”. “Quem governa é o Executivo juntamente com o Legislativo”, destacou. Quando presidente da República, o emedebista repetia essa frase constantemente.”O Executivo executa o poder popular e quem é que vocaliza a vontade do povo? É a lei. E quem faz a lei é o Legislativo”, completou.
JUDICIÁRIO – Ao debaterem a relação entre Executivo e Judiciário, FHC e Collor comentaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que barrou a nomeação de Alexandre Ramagem para a Direção-Geral da Polícia Federal. A decisão gerou críticas de Bolsonaro ao papel do STF.
Collor destacou que cabe ao presidente da República fazer a nomeação para o cargo e que “talvez” tenha havido “açodamento do Judiciário de impedir posse do diretor da Polícia Federal”.
“Nessa questão específica da nomeação do diretor-geral da Polícia Federal, eu acreditaria, agora de fora, que talvez não fosse interessante ao Supremo Tribunal Federal ter entrado nesse mérito, porque é um ato privativo do presidente da República”, disse.
“AGRESSÃO”  – Para FHC, como Bolsonaro “vai para a agressão” e “abre espaço para que outros poderes queiram cumprir funções que são próprias do Executivo”.
“Acho que presidente atual, como vai para a agressão, ao contrário da coesão, abre espaço para que outros poderes queiram cumprir funções que são próprias do Executivo. Eu acho que o poder Judiciário, que tem se comportado bastante bem, agora, exagerou. Foi além do que é constitucional, o dever dele. Você não pode dar ao presidente a desculpa de dizer ao país ‘olha, eu não posso governar porque estou sendo bloqueado’. É o que ele está dizendo. Foi dado um pretexto que não seria oportuno”, disse.

Gilmar Mendes defende decisões do Supremo e nega complô contra o Executivo


Gilmar criticou a atuação das milícias virtuais e as fake news
Isabella Macedo
O Globo
O ministro Gilmar Mendes defendeu nesta segunda-feira, dia 4, as decisões de colegas do Supremo Tribunal Federal (STF) que impuseram derrotas ao governo do presidente Jair Bolsonaro. No domingo, o presidente participou de mais uma manifestação antidemocrática, em que apoiadores pediam fechamento do Supremo e do Congresso Nacional. O STF foi ainda mais visado após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que barrou a nomeação de Alexandre Ramagem, amigo dos filhos do presidente, para assumir a chefia da Polícia Federal.
“Aqui ou acolá surge uma ou outra decisão, como essa do Alexandre (de Moraes) a propósito da indicação de um delegado da Polícia Federal, mas isso está em contexto muito específico de uma crise interna do próprio Executivo, que foi produzida por essa desinteligência do ex-ministro (Sergio) Moro e o presidente. E agora, mais recentemente, houve uma decisão do ministro Barroso, que o presidente entendeu que afeta a sua autonomia na esfera da política externa, mas que tem a ver também com algo situado e datado. Portanto, na realidade, não há esse complô e nem há qualquer tentativa de qualquer dos Poderes para frustrar a legítima competência e os poderes que o presidente tem exercendo o cargo de chefe Executivo. Não vejo isso”, disse Gilmar.
DIPLOMATAS – Além da decisão de Moraes, também incomodou Bolsonaro a decisão de Luis Roberto Barroso de impedir a expulsão de diplomatas venezuelanos do Brasil, baseado na crise sanitária por qual passa o mundo contra a Covid-19.
Gilmar também reforçou o que disse na semana passada, ao mencionar que em suas conversas com parlamentares, não há menção à palavra “impeachment” e sustentou ainda que a Corte tem “imenso cuidado” com questões fiscais, tomando decisões favoráveis ao governo.
“Do nosso lado, no Supremo Tribunal Federal, há um imenso cuidado com as questões de responsabilidade fiscal. Se vocês olharem, as manifestações quase todas do STF têm sido extremamente cuidadosas no sentido de reforçar o poder do presidente neste quadro de crise. Referendamos negativas de liminares que foram dadas nesse pacote trabalhista e temos reforçado essa posição”, defendeu o ministro.
Ele, entretanto, criticou a falta de agilidade no combate ao novo coronavírus e pediu mais união e diálogo. Para ele, o Congresso se movimentou para permitir que o governo gaste mais com o Orçamento de Guerra, que deve ser votado ainda hoje na Câmara, mas que é preciso que todos ajudem, inclusive o setor produtivo, como converter indústria para a fabricação de respiradores, que estão em todo o país.
MILÍCIAS VIRTUAIS – Questionado sobre a possibilidade de uma “desobediência civil” insuflada pelas redes e o que o Supremo poderia fazer nessa possibilidade, Gilmar descartou a hipótese. Ele criticou a atuação das chamadas milícias virtuais e disseminação de notícias falsas, em algo que se assemelha a uma “religião sem deus”, em que se julga todos, recebendo “orientação de algum oráculo e passam a repetir de forma acrítica”. Para ele, é preciso chamar atenção para o valor da democracia.
“Se nós caminharmos sem reflexão, de uma forma irrefletida para isso que nos recomenda as redes sociais, especialmente em seus movimentos mais radicais, nós vamos estar comprometendo um valor importante que é a própria democracia. A gente tem que chamar a atenção que não é possível ter desobediência civil, que as regras precisam ser mantidas para uma convivência na democracia. Nós estamos há mais de 30 anos da democracia, o que é o mais longo período de normalidade institucional da vida republicana começada em 1889 e nós devemos prosseguir nesse trabalho. Aperfeiçoar, sim, a democracia. Romper com ela, jamais”, defendeu o ministro.
POSTURA DE MORO –  Gilmar também criticou a postura ética do ex-ministro Sergio Moro, que deixou o governo no fim do mês passado. O magistrado afirmou ter ficado em dúvida se o ex-juiz da Lava Jato fez uma opção correta ao aceitar o cargo de ministro de um governo sem diretrizes definidas ao ser convidado por Bolsonaro após as eleições, mas afirmou que Moro estava integrado ao movimento do então candidato desde a campanha e fez uma decisão “eticamente complicada”.
“Ele acabou fazendo essa opção e se integrou ao governo Bolsonaro. Eu tenho até a impressão que ele já estava integrado nesse movimento antes. Eu chamei atenção em uma entrevista de quando o Moro faz um vazamento daquelas declarações do (Antonio) Palocci. Portanto, de alguma forma, ele já estava integrado a esse movimento do candidato Jair Bolsonaro. E a opção que ele faz, para ficar no plano ético, de ir para o governo de um adversário de quem cuja prisão ele tinha decidido, no caso do Lula, é uma opção eticamente muito complicada”, completou.
“PRÊMIO”-  Ainda segundo Gilmar, a crise gerada pela saída de Moro se deu após um esgarçamento na relação entre Bolsonaro e o ex-juiz quando o ex-ministro percebeu que haveria limites a sua gestão na pasta apesar da promessa inicial do presidente de que teria carta branca. Para Gilmar, “houve vários erros” de ambos e as escolhas “não foram felizes”. Para Bolsonaro, o erro de convidar Moro como “prêmio” por sua atuação, e de Moro por aceitar o cargo com uma oferta de vaga para o STF no futuro.
“É um pano de fundo de questões éticas que podem ser discutidas lado a lado. Nós somos as nossas escolhas, e aqui me parece que as escolhas não foram felizes do ponto de vista de quem convidou, porque se estava tirando de Curitiba um juiz que estava largamente imerso naquela realidade, estava inclusive vinculado como o maior símbolo do combate à corrupção em relação à condenação do Lula. Mas o Lula era o grande adversário do Bolsonaro e tudo o que ele representava. Portanto, pareceu um “prêmio” por essa atividade. E por parte do Moro, aceitar inclusive com essa condição de ficar um tempo lá (no ministério) e depois ir para o Supremo. E ele era aquele elemento mínimo de lustração que se daria a um governo cujas características não estavam bem definidas”, completou o ministro.

Quando Salvador era a “Bahia” e Sebastião Nery era um piedoso seminarista…


O professor de grego'' - Blog Marcos Frahm
Aos 15 anos, Nery chegou a Salvador no carnaval
Sebastião Nery
Em 1948 Salvador não existia. Era “a Bahia”. O interior inteiro, quando ia para a capital, dizia que estava indo para “a Bahia”. E “a Bahia” foi minha primeira grande aventura externa. Saí de Jaguaquara para a Bahia.
E chegou o mar. Nunca tinha visto o mar. Sabia que era grande e ameaçador. E ia ter que tomar o “navio da Bahiana”, da Companhia Navegação Baiana, que fazia Salvador e os outros portos da baía de Todos os Santos. De repente, numa curva, vi ao longe aquela coisa azul, enorme, espichada, como um imenso animal deitado. Era o mar.
BELO ANIMAL AZUL – O coração disparou. O trem foi se aproximando, parou perto. Fui comer meu camarão com chuchu, mas de olho no belo animal azul.
O trem parava em São Roque, havia uma meia hora para o pequeno navio sair. Corríamos em disparada para as barracas das baianas do camarão com chuchu, a maior contribuição culinária dos africanos à cozinha brasileira. Maior do que a feijoada, porque a feijoada é complexa. Camarão com chuchu é simples, come-se com colher.
Entrei no navio, fui para a varanda, ele começou a balançar. Não muito, mas também não pouco. Todo navio balança. Não adianta propaganda. O homem jamais vai domar o animal azul.
AS LUZES ERAM PÉROLAS – Mas eu queria ver Salvador nascer de dentro do animal azul. À medida que o navio andava, um infinito cordão de pérolas começou a brilhar lá ao longe, no começo miúdas, depois crescendo, aumentando, até que viraram luzes, as luzes de Salvador, da ponta da Barra até Itapagipe.
Visão magnífica, inesquecível, para quem, como eu, via pela primeira vez. Uma cidade saindo do ventre das águas, como um parto no céu.
Com minha malinha de seminarista pobre, que estava se mudando do Seminário de Amargosa, onde estudei quatro anos, para o grandioso e glorioso Seminário Central de Santa Tereza, hoje Museu de Arte Sacra, era uma aventura. Entrei no elevador Lacerda metade com medo metade encantado. E lá de cima, abertas as portas, o animal azul lá embaixo e a ilha de Itaparica piscando luzes como se fosse um presépio de Deus.
TRÊS DIAS DE CARNAVAL – Mas o seminário só começava no primeiro dia útil de fevereiro. E aquele fim de semana era Carnaval. De batina preta, chapéu preto, 15 anos, caí nos braços da enlouquecida rua Chile, com seus carros alegóricos e cordões de fantasias, mulheres lindas desfilando suas longas coxas mágicas.
Não havia outro caminho, era atravessar de ponta a ponta. E o povo surpreso com aquele padreco todo de preto, perdido no meio da folia. Meu roteiro era passar o fim de semana, sexta, sábado e domingo, em um pequeno hotel na rua Rui Barbosa, ao lado da Chile, e segunda-feira ir para o Santa Tereza. Até lá, noites inteiras na janela, vendo os carros desfilando, os blocos passando, homens e mulheres sambando e o povo cantando.
Diziam-me que Carnaval era coisa do Diabo. Não achei. Gostei muito.
REPETINDO CAMINHO – Sair do Seminário para fazer qualquer coisa na rua era antes de tudo repetir o belo e voluptuoso caminho do primeiro dia: subir a ladeira de Santa Tereza, virar a Carlos Gomes à esquerda, atravessar a praça Castro Alves, passar toda a rua Chile, entrar na praça Municipal, seguir pela Misericórdia, chegar à praça da Sé e ao Terreiro de Jesus.
Em 1948 não era uma caminhada. Era um desfile. No fim da tarde, na rua Chile, os homens de um lado, ternos de linho branco, chapéu e gravata, lencinho branco no bolso do paletó. Do outro, as mulheres, elegantes, cheirosas, vestidos longos, chapéus largos.
A Semana Santa, para o Cristo, era um sofrimento. Para nós seminaristas, uma festa. Quase todos os dias, às vezes de manhã, às vezes de tarde, íamos todos à monumental catedral, no Terreiro de Jesus. Do seminário até lá, uma estirada. Na Castro Alves, rua Chile, praça Municipal, Misericórdia, Praça da Sé, os engraçadinhos se divertiam: “Formigão! Formigão!”
CANTANDO NO CORO – Não podíamos responder nada. Nas cerimônias, pomposos sermões barrocos de Dom Augusto, cônego Curvelo, padre Gaspar Sadoc, padre Guerreiro, monsenhor Trabuco. E o coro do Seminário cantando solene.
Eu fazia parte do coro. Achava-me desentoado, pedia para sair, mas monsenhor Amílcar, de Feira de Santana, professor de musica, dizia que era só mudança de voz. Logo estaria cantando bem. Errou. Não aconteceu.
Mesmo assim, um dia me escalou para fazer um solo em canto gregoriano. Entrei lá pela frente, o Missal aberto, cantando a plenos pulmões. A catedral era longa, o texto grande. Fui até o altar, deixei o Missal e minha carreira de cantor. E ainda ganhei os aplausos de monsenhor Amílcar. Desconfio que ele era meio surdo.      

Juíza nega pedido da AGU para rever decisão que obrigou Bolsonaro a entregar exames


Magistrada não viu motivos para uma revisão por parte dela
Vinícius Valfre
Estadão
A juíza federal Tatiana Pattaro Pereira rejeitou, nesta segunda-feira, dia 4, um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para rever a decisão que obrigou o presidente Jair Bolsonaro a apresentar os “laudos de todos os exames” feitos para identificar a infecção ou não pelo novo coronavírus.
A magistrada, que atua na primeira instância, entendeu não haver motivos para uma revisão por parte dela, porque já existe um recurso apresentado no Tribunal Regional Federal da 3a Região (TRF-3). Ou seja, o caso já está na segunda instância. “Não cabe a esta magistrada reanalisar a decisão que concedeu a tutela de urgência (id 31436976), em face da qual que já foi interposto o recurso cabível”, observou a juíza.
PRAZO – Na semana passada, ao analisar a ação do jornal ‘O Estado de S. Paulo’, a juíza Ana Lúcia Pettri Beto havia determinado a apresentação dos documentos em 48 horas. Após o governo entregar relatório médico, ela não aceitou o papel e deu mais 48 horas para a entrega dos documentos solicitados.
No último sábado, dia 2, quando o prazo estava prestes a ser superado, a desembargadora Mônica Nobre, plantonista do TRF-3, suspendeu por cinco dias a contagem do tempo para apresentação dos documentos. Agora, cabe ao relator do caso no TRF-3, desembargador André Nabarrete, manter ou não a decisão da juíza de primeira instância. Na manhã desta segunda-feira, o processo chegou formalmente ao gabinete dele.
LAUDOS – O Estadão garantiu na Justiça Federal o direito de obter “os laudos de todos os exames” de novo coronavírus feitos pelo presidente da República. O presidente já realizou pelo menos dois testes para saber se foi contaminado pela doença – em 12 e 17 de março – e divulgou que os resultados foram negativos. Ele tem se recusado, no entanto, a apresentar cópia dos exames.
Em vez de enviar os laudos de todos os exames, como determinou a Justiça após o pedido do Estado, a Advocacia-Geral da União encaminhou um relatório médico de 18 de março no qual atesta que Bolsonaro se encontra “assintomático” e teve resultado negativo para os testes do novo coronavírus realizados no mês passado. A juíza não aceitou o relatório e deu 48 horas para que os exames sejam entregues.
A magistrada, que atua na primeira instância, entendeu não haver motivos para uma revisão por parte dela, porque já existe um recurso apresentado no Tribunal Regional Federal da 3a Região (TRF-3). Ou seja, o caso já está na segunda instância.
“Não cabe a esta magistrada reanalisar a decisão que concedeu a tutela de urgência (id 31436976), em face da qual que já foi interposto o recurso cabível”, observou a juíza.
Na semana passada, ao analisar a ação do jornal ‘O Estado de S. Paulo’, a juíza Ana Lúcia Pettri Beto havia determinado a apresentação dos documentos em 48 horas. Após o governo entregar relatório médico, ela não aceitou o papel e deu mais 48 horas para a entrega dos documentos solicitados.
No último sábado, 2, quando o prazo estava prestes a ser superado, a desembargadora Mônica Nobre, plantonista do TRF-3, suspendeu por cinco dias a contagem do tempo para apresentação dos documentos.
Agora, cabe ao relator do caso no TRF-3, desembargador André Nabarrete, manter ou não a decisão da juíza de primeira instância. Na manhã desta segunda, o processo chegou formalmente ao gabinete dele.
O Estadão garantiu na Justiça Federal o direito de obter “os laudos de todos os exames” de novo coronavírus feitos pelo presidente da República. O presidente já realizou pelo menos dois testes para saber se foi contaminado pela doença – em 12 e 17 de março – e divulgou que os resultados foram negativos. Ele tem se recusado, no entanto, a apresentar cópia dos exames.
Em vez de enviar os laudos de todos os exames, como determinou a Justiça após o pedido do Estado, a Advocacia-Geral da União encaminhou um relatório médico de 18 de março no qual atesta que Bolsonaro se encontra “assintomático” e teve resultado negativo para os testes do novo coronavírus realizados no mês passado. A juíza não aceitou o relatório e deu 48 horas para que os exames sejam entregues.

Onde a coisa funciona é assim.

Justiça obriga Caixa e Estado a encerrar aglomerações e organizar filas em Sergipe

Pedido foi feito pelo MPF, MPT e MP/SE. Efetivo da Polícia Militar deve dar apoio ao cumprimento da decisão
Após ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público do Estado de Sergipe (MP/SE), a Justiça Federal em Sergipe concedeu liminar que obriga a Caixa a organizar as filas e encerrar as aglomerações nos arredores das suas agências em todo o Estado de Sergipe.

Na mesma decisão, a Justiça obriga o Estado de Sergipe a garantir a presença da Polícia Militar, na forma de policiamento ostensivo, nas áreas externas das agências, para auxiliar na organização das filas formadas por cidadãos em busca do auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal.
Na liminar, fica determinado o distanciamento de dois metros entre as pessoas na fila, como recomenda o Ministério da Saúde. A Caixa deve disponibilizar funcionários próprios ou terceirizados, organizar as filas e distribuir senhas de atendimento.
Os funcionários da Caixa estão autorizados a não atender, naquele dia, “a pessoa que, após ser expressamente advertida pelo menos um vez por funcionário da CEF, não respeitar o distanciamento social”.
A Polícia Militar deve deslocar efetivo para as áreas externas das agências da Caixa em todo o Estado durante o horário de funcionamento, devendo auxiliar o cumprimento da decisão judicial na organização das filas e promover o policiamento preventivo e ostensivo no local.

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