quinta-feira, dezembro 05, 2019
Deputado ofende sindicalistas e chama colegas para briga na Assembleia de SP
Durante primeira sessão para discutir reforma da Previdência paulista, Artur do Val, também conhecido como "Mamãe Falei", e que está sem partido, usou a tribuna para chamar o grupo de "vagabundos". #CBN #NoArNaCBN #SP https://glo.bo/33MAkf3
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Artur do Val, também conhecido como 'Mamãe Falei', e que está sem partido, usou a tribuna para chamar sindicalistas de 'vagabundos'. Na sequência, Teonílio Barba (PT) partiu para briga, mas foi contido por colegas. A sessão que iniciou a votação da reforma da Previdência na Alesp acabou sus...
Municípios e estados devem se adequar à Previdência até o mês de julho

Foto: Reprodução / CBM-BA
Os estados e municípios terão até o dia 31 de julho para se adequar ao que regem as novas regras da Reforma da Previdência. O prazo está definido em uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (4).
Dentre as regras está a alíquota de contribuição dos servidores ativos, aposentados e pensionistas. Estados e municípios que não adotarem a tabela progressiva da União devem ter alíquota de, no mínimo, 14%.
A tabela progressiva da União varia de 7,5% a 22%, de acordo com o salário do servidor. “Para os municípios e até para alguns estados, adotar a tabela regressiva poderá gerar perda de receita porque a remuneração [dos servidores] é mais baixa”, explicou hoje (4) o secretário adjunto de Previdência do Ministério da Economia, Narlon Gutierre Nogueira.
Os municípios e estados também terão que instituir regime de previdência complementar. Essas alterações devem ser feitas através de lei, que deve estar em vigor até a data estipulada pela portaria publicada hoje. Após a vigência da lei, os entes federativos terão até 90 dias para implementar a mudança.
O cumprimento das regras garante a concessão do Certificado de Regularidade Previdenciária, necessário para receber transferências voluntárias da União e fazer financiamentos com bancos públicos federais.
As informações são da Agência Brasil.
Desembargadores ganham até R$ 14 mil de gratificação para ocuparem cargos no TJ-BA
por Cláudia Cardozo / Lucas Arraz

Fotos: Joilson César / Ag Haack / Bahia Notícias
Desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) eleitos para a mesa diretora da corte recebem até R$ 10 mil de aumento nos vencimentos mensais para ocupar os cargos na Corregedoria de Justiça, Corregedoria das Comarcas do Interior, 1ª e 2ª vice-presidências. O magistrado eleito para a presidência do TJ-BA, por sua vez, tem um bônus maior, que ultrapassa a faixa dos R$ 14 mil reais por mês.
É o que deve receber o desembargador Lourival Trindade ao assumir a presidência do tribunal no próximo ano. O juiz foi eleito nesta quarta-feira (4) e reconheceu, em discurso, que o Judiciário tem bons salários e por isso precisa garantir um bom acesso à Justiça para a população (veja aqui). O bônus aos eleitos para a direção da Corte baiana é dado a título de “vantagem eventual”, por isso, não sofre com deduções de imposto e podem ajudar o salário do desembargador a ultrapassar o teto constitucional, que é de R$ 39,2 mil por mês.
Antes de ser afastado no âmbito da operação da Polícia Federal que apura um esquema de venda de sentenças na corte, o presidente do TJ-BA eleito para esse biênio, Gesivaldo Britto, obteve R$ 105.100,14 de rendimentos em outubro. Do valor, R$ 14.184,88 foram pagos pela posição que o desembargador ocupava antes de ser afastado.
ELEIÇÕES
Após eleger o desembargador Lourival Trindade para assumir a presidência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) pelos próximos dois anos (veja aqui), os desembargadores da Corte concluíram a votação para os demais cargos da Mesa Diretora. A votação, que teve resultados apertados, foi realizada em sessão do Pleno na manhã desta quarta-feira (4), na sede do órgão, no Centro Administrativo da Bahia.
Após eleger o desembargador Lourival Trindade para assumir a presidência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) pelos próximos dois anos (veja aqui), os desembargadores da Corte concluíram a votação para os demais cargos da Mesa Diretora. A votação, que teve resultados apertados, foi realizada em sessão do Pleno na manhã desta quarta-feira (4), na sede do órgão, no Centro Administrativo da Bahia.
A contagem dos votos confirmou a eleição do desembargador Carlos Roberto (30 votos) como 1º vice-presidente, Augusto Lima Bispo (33 votos) como 2º vice-presidente, José Alfredo Cerqueira (28 votos) como corregedor-geral de Justiça e Osvaldo Bomfim (26) como corregedor das comarcas do interior. A posse será após o recesso do Poder Judiciário, no dia 4 de fevereiro, no Salão Nobre do Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.
Bahia Notícias
Lourival Trindade tem o desafio de encerrar 'tempos sombrios' no TJ-BA
Quinta, 05 de Dezembro de 2019 - 07:20
por Fernando Duarte

Foto: Joilson Cézar/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
“Tempos sombrios”. Foi assim que o presidente eleito do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Lourival Trindade, definiu os últimos dias da Corte. Escolhido em uma disputa acirrada, com direito a um primeiro turno empatado com a desembargadora Cynthia Rezende, Trindade assume o posto com um enorme desafio: tentar diminuir a mácula à imagem do TJ-BA depois que um presidente foi afastado do posto e uma ex-presidente acabou presa por descumprir ordens judiciais. Não é fácil.
O Judiciário sempre foi uma caixa preta muito difícil de ser acompanhada pela imprensa. A transparência nos tribunais em relação a informações obrigatórias, como salários, vantagens e gastos, sempre foi bem melhor do que os outros poderes baianos. Porém os bastidores dessa área sempre foram meio nebulosos. Com as recentes mudanças de paradigmas, os olhos da sociedade começaram a ficar mais atentos não apenas ao Executivo e o Legislativo, e muitos dirigentes apresentaram dificuldade em lidar com isso. O TJ-BA, por exemplo, vive altos e baixos nesse sentido.
Afastado no começo de novembro, o atual presidente Gesivaldo Britto impediu constantemente que a imprensa acompanhasse as ações do tribunal. Em mais de uma oportunidade, fez sessões do pleno secretas sem anúncio prévio e sem matérias sob sigilo – algo proibido. Os assuntos foram tratados nos bastidores para só então serem de conhecimento público. Em meio a críticas, chegou a atacar diretamente os veículos de comunicação, quando reclamou publicamente da cobertura feita do TJ-BA. A relação tensa culminou com a proibição de fotógrafos e cinegrafistas acompanhassem a eleição de ontem.
Ao falar sobre “o tribunal estar acima de nós”, Lourival Trindade dá sinais de que deve tentar fortalecer a Corte enquanto instituição. É necessário. Porém não apenas esse será o desafio do futuro dirigente. Ele terá que costurar uma unidade que não apareceu no processo eleitoral. Nos bastidores, sabe-se da existência de, no mínimo, dois grupos “políticos” no TJ-BA. O embate entre Lourival e Cynthia expôs essa fragmentação, que pode dificultar a gestão de uma Corte que, admitamos, vive uma crise institucional sem precedentes. A devassa da Operação Faroeste apenas explicitou o problema. Nesse contexto, o Superior Tribunal de Justiça determinou o afastamento de Gesivaldo, da ex-presidente Maria do Socorro e de dois candidatos à presidência, José Olegário Monção Caldas e Maria da Graça Osório Pimentel.
Há também a expectativa para a alteração do modus operandi do tribunal baiano. Ao invés de priorizar o segundo grau, como fez nos últimos meses o presidente afastado, inclusive indo contra a própria promessa e abrindo novas vagas de desembargadores, é necessário garantir acesso da população à Justiça. Isso se dá principalmente com o primeiro grau e as comarcas do interior, cujo fechamento proposto segue em discussão jurídica. Talvez daí incida a afirmação de Lourival Trindade de que o tribunal é do povo da Bahia. Se o presidente eleito cumprir o que prometeu nos próximos dois anos, talvez a sombra que atingiu a Corte mais antiga das Américas comece a se dissipar.
Este texto integra o comentário desta quinta-feira (5) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM, Clube FM, RB FM, Valença FM e Alternativa FM de Nazaré.
Bahia Notícias
Câmara aprova texto-base do pacote anticrime sem principais bandeiras de Moro
por Thais Arbex e Danielle Brant | Folhapress

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Em um revés político para o ministro Sergio Moro (Justiça), a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta (4) o texto do pacote anticrime que deixa de fora algumas das principais bandeiras do ex-juiz, como o excludente de ilicitude, a prisão em segunda instância e o acordo de "plea bargain".
O texto-base foi aprovado por 408 votos a favor e recebeu 9 contrários -- houve 2 abstenções. Ainda nesta quarta-feira, os deputados iriam votar proposta de mudança em dispositivo que cria o juiz de garantias, que instrui o processo, mas não julga. Depois disso, o texto final vai ao Senado.
O documento aprovado foi um substitutivo ao texto do relator original, Capitão Augusto (PL-SP), que incluía muitos pontos defendidos por Moro e também do projeto enviado pelo ministro Alexandre de Moraes (Supremo Tribunal Federal) em 2018.
Moro esteve na Câmara nesta quarta e participou de uma série de conversas para tentar resgatar esses e outros pontos no texto. O documento final, no entanto, foi construído por partidos de centro e da esquerda para estancar a articulação do ministro.
Nos últimos dias, líderes partidários contrários à agenda de Moro atuaram para que o texto elaborado pelo grupo de trabalho do Legislativo fosse levado ao plenário da Câmara o mais rápido possível.
Os integrantes do colegiado passaram a dizer que o objetivo final era despersonificar o projeto e desconstruir o discurso de Moro de que o Congresso não estaria interessado em aprovar medidas de combate ao crime organizado e à corrupção.
A principal preocupação dos articuladores da proposta era a de construir um acordo com Capitão Augusto (PL-SP), líder da bancada da bala e autor do relatório derrotado que contemplava os principais pontos defendidos por Moro.
Para chegar em um consenso, quatro pontos laterais foram modificados e ficou acertado, nesta tarde, que haveria apenas o destaque sobre o juiz de garantia. O novo relatório foi construído no gabinete da liderança da Maioria na Câmara e assinado pelo deputado Lafayette Andrada (Republicanos-MG).
Internamente no Ministério da Justiça, a aprovação foi considerada uma derrota, avaliação compartilhada pela oposição.
"Moro sai derrotado hoje dessa Casa porque combater o crime nunca foi privilégio de ninguém", afirma o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ). "O pacote Moro chega a essa casa com uma essência, cujo eixo central era: excludente de ilicitude, fim da audiência de custódia, videoconferência como regra, segunda instância e 'plea bargain'. Esses cinco pontos foram derrotados".
A proposta final endurece alguns pontos da legislação, como o aumento para 40 anos do tempo máximo de cumprimento de pena. O texto aprovado constava no projeto de Moraes, assim como o acordo de não persecução penal, que deve ser homologado por um juiz.
Moro conseguiu aprovar dispositivo que permite a venda de bens apreendidos por órgãos de segurança pública e o banco nacional de perfil balístico, que pode facilitar a identificação de armas usadas para cometer crimes no país.
Os deputados do grupo de trabalho também deixaram sua marca e incluíram alguns pontos no projeto, como mudança no prazo para progressão de regime que endurece o acesso ao benefício, as regras para delação premiada e a figura do juiz de garantias.
ENTENDA O VAI E VEM DOS PONTOS DO PACOTE
Legítima defesa
Onde muda: Código Penal
Como era o texto: Entende-se por legítima defesa casos de quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.
Como ficou: Os deputados acrescentaram parágrafo único para incluir dispositivo que considera legítima defesa, respeitando os requisitos do artigo, o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes.
Excludente de ilicitude
Onde muda: Código Penal
Como era o texto: A legislação atual diz que não há crime quando o agente pratica o fato em estado de necessidade; em legítima defesa; e em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. O agente responderia pelo excesso doloso ou culposo.
Como ficou: Moro queria incluir a possibilidade de o juiz poder reduzir a pena até a metade ou deixar de aplicá-la se o excesso cometido pelo agente decorresse de escusável medo, surpresa ou violenta emoção. Os deputados rejeitaram o item.
Aumento do tempo máximo de cumprimento de pena
Onde muda: Código Penal
Como era o texto: Conforme a regra atual, o tempo máximo de cumprimento de pena é de 30 anos. Quem for condenado a penas cuja soma supere 30 anos terá as penas unificadas para atender a esse limite.
Como ficou: Moro não fez sugestão sobre isso. Os deputados acataram o texto de Alexandre de Moraes, que amplia o tempo máximo de cumprimento da pena para 40 anos. Penas com somatório superior a isso devem ser unificadas em 40 anos.
'Plea bargain'
Onde muda: Código de Processo Penal
Como era o texto: Pela proposta de Moro, um acusado que assumisse antecipadamente a culpa pelo crime poderia receber em troca uma pena menor - como acontece nos Estados Unidos.
Como ficou: O grupo de trabalho rejeitou o texto de Moro e aprovou, com modificações, o acordo de não persecução penal proposto por Alexandre de Moraes, aplicado a infrações penais sem violência e com pena mínima inferior a quatro anos. A possibilidade não poderá ser oferecida a quem cometer violência doméstica, familiar ou contra a mulher.
Prisão em segunda instância
Onde muda: Código de Processo Penal
Como era o texto: A lei atual prevê que ninguém pode ser preso senão em flagrante delito ou por ordem de autoridade judiciária, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado - ou seja, quando se esgotam as possibilidades de recursos - ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou preventiva.
Como ficou: Moro queria ampliar o escopo para prisão cautelar ou em virtude de condenação por órgão colegiado (caso do TRF-4, que decidiu a condenação em segunda instância de Lula no caso do tríplex em Guarujá, SP). Os deputados removeram o item do pacote, por entenderem que o assunto precisa ser tratado por meio de uma proposta de emenda constitucional, que já está tramitando na Câmara.
Bahia Notícias
Nomeação de outros “alunos” do guru Olavo de Carvalho leva o governo ao ridículo
Posted on by Tribuna da Internet
Fotocharge reproduzida do Arquivo Google
Carlos Newton
No início do governo, houve as primeiras nomeações de alunos de Olavo de Carvalho, com Ernesto Araújo no Itamaraty e Ricardo Vélez Rodriguez no MEC. Não deram certo, Rodriguez foi defenestrado e substituído por outro colega olavista, Abraham Weintraub, enquanto Araújo conseguia se segurar toscamente, sem nenhum prestigio.
OLAVO DE VOLTA… – E quando se pensava que o núcleo bizarro do governo Bolsonaro havia submergido para sempre, com abandono das teses defendidas pelo bruxo da Virgínia, eis que de repente ocorre a ocupação de importantes cargos do antigo Ministério da Cultura pelas tropas brancaleônicas de Olavo de Carvalho.
Já se sabia que tinha sido uma tremenda idiotice a nomeação do olavista Roberto Alvim para a Secretaria de Cultura (atualmente hospedada no Ministério da Cidadania, pois ele foi logo dando o ar de sua graça e ofendeu Fernanda Montenegro, ícone cultural da arte e da cultura no país. Agora, a falha (como Bolsonaro considera os próprios erros) foi a nomeação de personagens caricatos para a Funarte, a Fundação Palmares e a Biblioteca Nacional.
TEORIAS CONSPIRATÓRIAS – Com essas esdrúxulas contratações, o governo acaba por divulgar as mais curiosas teorias conspiratórias defendidas por Olavo de Carvalho, que levam ao ridículo a administração pública e a imagem do Brasil no exterior.
No caso de Dante Mantovani, que agora ocupa a Funarte, substituindo Miguel Proença, um dos maiores pianistas do mundo, sua fisionomia lombrosiana chega ao êxtase ao defender a tese olavista de que a Terra é plana, afirmando que as fotos feitas pela agência espacial Nasa na verdade seriam desenhos muito bem feitos.
Já o novo presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, é o protótipo do chamado “negro de alma branca”. Chega ao ponto de dizer que não existe racismo no Brasil e salienta que a escravidão foi benéfica para os negros. Só faltou dizer que os quilombolas precisam emagrecer para perder alguma arrobas… Por essas e outras, a Justiça Federal já suspendeu sua nomeação.
ANALFABURRICES – No caso da Biblioteca Nacional, a maior do país, o neopresidente Rafael Nogueira faz associações ideológicas ao analfabetismo: “Livros didáticos estão cheios de músicas de Caetano Veloso, Gabriel O Pensador, Legião Urbana. Depois não sabem por que está todo mundo analfabeto”.
O pior disso tudo é tomar conhecimento de que o secretário Roberto Alvim está sendo investigado pelo Ministério Público Federal, por ter convidado a própria mulher, a atriz Juliana Galdino, para assumir a direção artística do Teatro Plínio Marcos, em Brasília, quando ele era diretor de Artes Cênicas da Funarte.
“PONTA DE LANÇA” – Segundo a revista Veja, a atriz passaria a controlar um orçamento de R$ 3,5 milhões em verbas federais. E a ideia de Alvim, conforme se lê em texto escrito por ele, era transformar o teatro em “ponta de lança da política cultural do governo Bolsonaro”, segundo o jornalista Bernardo Mello Franco, de O Globo.
“Estamos vivendo um momento crucial no combate cultural em nosso país. É preciso que o governo do presidente Jair Bolsonaro atue firme e propositivamente na área da arte e cultura, hoje dominada pelo marxismo cultural e pela agenda progressista”, assinala Alvim, que adora citar frases do escritor Olavo de Carvalho e do ator Carlos Vereza, apoiador de Bolsonaro.
###
P.S. – Outra esquisitice é Dante Montavani dizer que o rock é satânico, os Beatles são comunistas etc e tal. O novo presidente da Funarte parece ainda não ter percebido que o rock já era, praticamente ficou na saudade, não toca no rádio nem aparece na televisão. Portanto, o rock não influencia ninguém. Na era do funk e do pancadão, achar que o rock é responsável pelo aborto só pode ser Piada do Ano. Com aliados desse tipo, aliás, Bolsonaro demonstra que não tem medo do ridículo.
P.S. 2 – Essas sandices ocorrem justamente quando o PIB voltava a registrar crescimento e a credibilidade do governo até ganhava fôlego. O pior de tudo isso é constatar que no Planalto não existe nenhum general-ministro capaz de sugerir a Bolsonaro que a submissão do governo a um pensador (?) como Olavo de Carvalho é totalmente negativa e só traz problemas. (C.N.)

Fotocharge reproduzida do Arquivo Google
Carlos Newton
No início do governo, houve as primeiras nomeações de alunos de Olavo de Carvalho, com Ernesto Araújo no Itamaraty e Ricardo Vélez Rodriguez no MEC. Não deram certo, Rodriguez foi defenestrado e substituído por outro colega olavista, Abraham Weintraub, enquanto Araújo conseguia se segurar toscamente, sem nenhum prestigio.
OLAVO DE VOLTA… – E quando se pensava que o núcleo bizarro do governo Bolsonaro havia submergido para sempre, com abandono das teses defendidas pelo bruxo da Virgínia, eis que de repente ocorre a ocupação de importantes cargos do antigo Ministério da Cultura pelas tropas brancaleônicas de Olavo de Carvalho.
Já se sabia que tinha sido uma tremenda idiotice a nomeação do olavista Roberto Alvim para a Secretaria de Cultura (atualmente hospedada no Ministério da Cidadania, pois ele foi logo dando o ar de sua graça e ofendeu Fernanda Montenegro, ícone cultural da arte e da cultura no país. Agora, a falha (como Bolsonaro considera os próprios erros) foi a nomeação de personagens caricatos para a Funarte, a Fundação Palmares e a Biblioteca Nacional.
TEORIAS CONSPIRATÓRIAS – Com essas esdrúxulas contratações, o governo acaba por divulgar as mais curiosas teorias conspiratórias defendidas por Olavo de Carvalho, que levam ao ridículo a administração pública e a imagem do Brasil no exterior.
No caso de Dante Mantovani, que agora ocupa a Funarte, substituindo Miguel Proença, um dos maiores pianistas do mundo, sua fisionomia lombrosiana chega ao êxtase ao defender a tese olavista de que a Terra é plana, afirmando que as fotos feitas pela agência espacial Nasa na verdade seriam desenhos muito bem feitos.
Já o novo presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, é o protótipo do chamado “negro de alma branca”. Chega ao ponto de dizer que não existe racismo no Brasil e salienta que a escravidão foi benéfica para os negros. Só faltou dizer que os quilombolas precisam emagrecer para perder alguma arrobas… Por essas e outras, a Justiça Federal já suspendeu sua nomeação.
ANALFABURRICES – No caso da Biblioteca Nacional, a maior do país, o neopresidente Rafael Nogueira faz associações ideológicas ao analfabetismo: “Livros didáticos estão cheios de músicas de Caetano Veloso, Gabriel O Pensador, Legião Urbana. Depois não sabem por que está todo mundo analfabeto”.
O pior disso tudo é tomar conhecimento de que o secretário Roberto Alvim está sendo investigado pelo Ministério Público Federal, por ter convidado a própria mulher, a atriz Juliana Galdino, para assumir a direção artística do Teatro Plínio Marcos, em Brasília, quando ele era diretor de Artes Cênicas da Funarte.
“PONTA DE LANÇA” – Segundo a revista Veja, a atriz passaria a controlar um orçamento de R$ 3,5 milhões em verbas federais. E a ideia de Alvim, conforme se lê em texto escrito por ele, era transformar o teatro em “ponta de lança da política cultural do governo Bolsonaro”, segundo o jornalista Bernardo Mello Franco, de O Globo.
“Estamos vivendo um momento crucial no combate cultural em nosso país. É preciso que o governo do presidente Jair Bolsonaro atue firme e propositivamente na área da arte e cultura, hoje dominada pelo marxismo cultural e pela agenda progressista”, assinala Alvim, que adora citar frases do escritor Olavo de Carvalho e do ator Carlos Vereza, apoiador de Bolsonaro.
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P.S. – Outra esquisitice é Dante Montavani dizer que o rock é satânico, os Beatles são comunistas etc e tal. O novo presidente da Funarte parece ainda não ter percebido que o rock já era, praticamente ficou na saudade, não toca no rádio nem aparece na televisão. Portanto, o rock não influencia ninguém. Na era do funk e do pancadão, achar que o rock é responsável pelo aborto só pode ser Piada do Ano. Com aliados desse tipo, aliás, Bolsonaro demonstra que não tem medo do ridículo.
P.S. – Outra esquisitice é Dante Montavani dizer que o rock é satânico, os Beatles são comunistas etc e tal. O novo presidente da Funarte parece ainda não ter percebido que o rock já era, praticamente ficou na saudade, não toca no rádio nem aparece na televisão. Portanto, o rock não influencia ninguém. Na era do funk e do pancadão, achar que o rock é responsável pelo aborto só pode ser Piada do Ano. Com aliados desse tipo, aliás, Bolsonaro demonstra que não tem medo do ridículo.
P.S. 2 – Essas sandices ocorrem justamente quando o PIB voltava a registrar crescimento e a credibilidade do governo até ganhava fôlego. O pior de tudo isso é constatar que no Planalto não existe nenhum general-ministro capaz de sugerir a Bolsonaro que a submissão do governo a um pensador (?) como Olavo de Carvalho é totalmente negativa e só traz problemas. (C.N.)
Ao proibir repórteres de O Globo na entrevista, Crivella acabou proibindo a si mesmo
Posted on by Tribuna da Internet
Crivella errou feio ao mandar excluir os jornalistas de O Globo
Pedro do Coutto
O prefeito Marcelo Crivella proibiu os repórteres de O Globo de participarem da entrevista coletiva que havia marcado para anunciar as providências voltadas para o Réveillon no dia 31 em Copacabana. A proibição atingiu um repórter e um fotógrafo. Tentaram participar da entrevista mas não conseguiram. Sofreram violência que atingiu tantos os leitores quanto a própria Prefeitura.
Marcelo Crivella afirma-se contrariado com a cobertura do jornal sobre problemas da Prefeitura. Mas impedir jornalistas de trabalharem não muda as falhas cometidas pela Prefeitura, tampouco a disposição de administrar a cidade, predicado que vem faltando ao próprio prefeito.
AUTOPROIBIÇÃO – Mas eu disse que o prefeito proibiu a si mesmo, na medida em que, para compensar na sua opinião as matérias de crítica, terminou interditando a si próprio, pois perdeu uma ocasião bastante ampla para esclarecer fatos apontados pela reportagem. Isso de um lado.
De outro lado, agiu tanto de forma ilegal quanto de forma inconstitucional. O Supremo, em decisão unânime sobre o tema censura, definiu que a censura prévia é impossível de ser aceita, o que leva o raciocínio para o campo da exclusão de profissionais da imprensa na entrevista no Hotel Fermont. O prefeito perdeu a noção de seus limites, na medida em que marcara uma entrevista coletiva da qual foram excluídos profissionais da imprensa.
EXCLUSÃO ILEGAL – A entrevista, assim, deixou de ser coletiva, passando a se basear na exclusão inconstitucional e ilegal. Entretanto, o problema principal não está nas reportagens que contrariaram o prefeito. O problema principal encontra-se na própria atuação da Prefeitura. Um exemplo. Também na edição de ontem, O Globo revelou o atraso nas obras de recuperação da Avenida Niemeyer. O que dizer sobre isso? O prefeito deveria encaminhar sua explicação, uma vez que o atraso nas obras atinge a uma ponderável parcela da população do Rio de Janeiro.
Para a população do Rio de Janeiro estava destinada a quase totalidade da entrevista coletiva. Quase totalidade, digo eu, já que O Globo foi afastado de participar de algo essencialmente democrático e legítimo, que é o direito de informar à população sobre o rumo de atos administrativos e obras de interesse público. O prefeito Marcelo Crivella, agindo como agiu, afastou a possibilidade de responder e esclarecer os pontos críticos apontados em sua gestão.
A entrevista de terça-feira dirigia-se ao Réveillon. O noticiário do dia a dia destaca fundamentalmente os desafios que a cidade que já foi maravilhosa coloca à frente do prefeito. Não só do atual mas de todos aqueles que virão depois dele. Foi um erro sua atitude, um gol contra deplorável. Gol contra a lei e a Constituição do país.
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