domingo, outubro 06, 2019

IBGE confirma que as famílias brasileiras empobreceram em nove anos


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Charge reproduzida do Arquivo Google
Pedro do Coutto
O IBGE divulgou na sexta-feira e a Folha de São Paulo publicou no sábado, que as famílias brasileiras empobreceram nos últimos nove anos. Agora são 73%, cuja renda mensal encontra-se na escala no máximo de dois salários mínimos. A reportagem é de Nicola Pamplona e acentua, em consequência, que a concentração de renda aumentou e o projeto de distribuição de renda fracassou.
Assinalo que o cálculo de renda contido na pesquisa baseia-se na remuneração mensal de todos os membros de uma família. Se o cálculo fosse por renda individual o levantamento assinalaria que 1/3 da mão de obra ativa brasileira seria de 1 salário mínimo abrangendo 30% dos que trabalham. A renda familiar, por princípio abrange mais do que uma pessoa trabalhando por família.
CONSUMO CAI – A pesquisa foi elaborada com base nas escalas socioeconômicas da população brasileira e refletindo o nível de consumo o qual portanto decaiu. Um bom tema para o presidente Jair Bolsonaro refletir e tirar suas próprias conclusões de um processo extremamente crítico que, sob a lente do ministro Paulo Guedes, não aponta uma saída ideal para a retomada do índice de emprego e da produção brasileira.
A divisão das famílias por renda baseou-se nos seguintes itens: até dois salários mínimos mensais; entre dois a três salários; de três a seis; de seis a dez; de dez a quinze; de quinze a vinte e cinco e finalmente o grupo que supera os 25 SM. Este grupo representa somente 2,5% das unidades familiares do país.
O que chama atenção é o fato da comparação entre os valores de 2018 e os que precederam no tempo. Assim ficou realçada uma tendência.
AS DESPESAS – Outra reportagem de Eduardo Cucola, Tânia Kastner, além de Nicola Pamplona, destaca uma realidade que sufoca o processo de desenvolvimento social. As principais despesas familiares são para alimentação e pagamento de dívidas.
Este processo também assinala a destinação de recebimentos do FGTS. O importante seroa para pagar dívidas e também gerando um sopro de alívio mas com aviso para que não contraiam mais dívidas, em face de os altos juros cobrados pelos bancos brasileiros.
Em O Globo de sábado, reportagem de Cassia Almeida focaliza o peso da indexação inflacionária que no orçamento de 2019 eleva-se em um trilhão de reais as despesas públicas. Tal fato dá bem a medida dos efeitos da indexação obrigatória. A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, que teve como uma das coordenadoras a professora Margarida Gutierrez.
O número de 1 trilhão de reais assusta à primeira vista. Porém temos de considerar que o Orçamento federal de 2019 eleva-se a 3,4 trilhões de reais. Assim 1 trilhão de reais representam menos de 1/3 do Orçamento. A comparação dos números tem que se basear no total da receita e da despesa.

Há 100 anos, Oswald de Andrade já escrevia o brasil com “b” minúsculo


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Poemas & Canções
O advogado, escritor, ensaísta, dramaturgo e poeta paulista José Oswald de Souza Andrade (1890-1954) foi um dos principais articuladores do movimento modernista literário e da célebre Semana de Arte Moderna, espécie de marco divisório na história das artes brasileiras, realizada em São Paulo, em 1922.
A rebeldia de Oswald o levava a querer muito mais do que simplesmente revolucionar forma e conteúdo da criação artística. O que ele queria mesmo era uma revolução que transformasse a vida social dos brasileiros, suas instituições e costumes.
O poema “brasil”, com letra minúscula, forma de satirizar até o nome do país, faz parte da primeira fase do Modernismo. Este período é o mais radical, pois os escritores dessa época ainda buscam definições, destroem paradigmas, enfim, é um a época de construção, onde notamos a busca ao passado, do quinhentismo brasileiro, porém, sem aquele ufanismo dos românticos. Aqui, na literatura de Oswald de Andrade há uma crítica ao ufanismo exagerado e, assim, ele busca o passado, mas de forma crítica, irônica, com isso, surgem os poemas piadas, a paródia.
brasilOswald de Andrade
O Zé Pereira chegou de caravela
E preguntou pro guarani de mata virgem
-Sois cristão?
-Não, Sou bravo, sou forte sou filho da morte
Tetetê tetê Quizá Quizá Quecê!
Lá de longe a onça resmungava Uu! Ua! Uu!
O negro zonzo saído da fornalha
Tomou a palavra e respondeu
-Sim pela graça de Deus
Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum!
E fizeram o carnaval.

sábado, outubro 05, 2019

Silvia Poppovic questiona arma de Bolsonaro Nunca o País teve um candidato a embaixador com um perfil vexatoriamente de gangster sul-americano. A apresentadora Silvia Poppovic exaltou o traço, veja.


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Bolsonaro afirma não ter candidato a prefeito em "nenhum município" do país

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Disputas no Supremo e no Senado na verdade são brigas pelo poder

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Gilmar Mendes é o “coringa” nesse jogo sujo da política
Merval PereiraO Globo
A disputa em torno da Operação Lava Jato acirra-se em dois planos. No Supremo, há movimentos para antecipar decisões sobre a prisão em segunda instância, e a suspeição de Moro quando juiz em Curitiba, que podem favorecer o ex-presidente Lula.
No Congresso, o ministro Sergio Moro, auxiliado por uma campanha publicitária do governo, tenta reverter uma situação difícil para aprovar no plenário alguns pontos de seu pacote anticrime derrubados em comissões.
DISSE MORO – Não foi à toa que, no discurso de lançamento da campanha nesta quinta-feira, que já ganhou imensos painéis na Esplanada dos ministérios para atrair a atenção do público, Moro destacou como um dos pontos principais de seu programa a prisão em segunda instância. Atribuindo a tese ao falecido ministro do STF Teori Zavascki, para colocar em constrangimento os ministros que pretendem derrubá-la no Supremo.
O que o ministro da Justiça e Segurança Pública insinua é que a sanha de derrotar a Lava Jato, que une ministros do Supremo e parlamentares, será combatida com apelos à opinião pública.
INABALÁVEL – A popularidade de Moro continua inabalável, apesar de as mensagens roubadas dos celulares dos procuradores de Curitiba terem afetado gravemente a credibilidade destes, e também reduzido os índices de aprovação do próprio Moro.
Mas não o suficiente para deixá-lo sem o seu maior trunfo, o apoio da opinião publica. Que é tão forte que o próprio presidente Bolsonaro, que já esteve disposto a rifá-lo, sentiu-se obrigado a citá-lo em seu discurso da ONU como símbolo do país.
Quinta-feira, o presidente Bolsonaro levou para o Palácio do Planalto o lançamento da campanha a favor do pacote anticrime, que já está sendo contestada na Justiça por membros da oposição. E também por parte dos políticos que potencialmente fariam parte de uma suposta base governista.
DOIS LADOS – Esta é uma briga política das grandes, que envolve disputa de poder, onde os dois lados esgrimam seus trunfos. No Supremo, os ministros que querem enquadrar a Lava Jato argumentam com abusos cometidos contra a ampla defesa dos condenados.
Do lado dos procuradores, difunde-se a narrativa de que há uma ampla campanha contra o combate à corrupção, que reúne ministros do Supremo, deputados, senadores e vez por outra o próprio presidente da República, que se equilibra numa linha tênue que demarca seus interesses pessoais do interesse do Estado.
Em um momento o Supremo está do seu lado, proibindo, através de decisões dos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, investigações sobre possíveis desvios de conduta do filho Flávio, hoje senador, quando era deputado estadual. No outro, Bolsonaro está do lado de Moro, defendendo o combate à corrupção, porque parte de seu eleitorado já estava decepcionada com as indicações de que queria tirar Moro do ministério da Justiça e Cidadania.
FUNDO POLÍTICO – A disputa dentro do Supremo, que provocou o adiamento da discussão da tese proposta pelo ministro Dias Toffoli para orientar as demais instâncias sobre a nova interpretação da lei, que diz que os delatores têm que falar nas alegações finais antes do delatado, é de teor jurídico, mas de fundo político.
O princípio da ampla defesa do réu é virtuoso, mas serve também para controlar o Ministério Público e juízes como Moro, que tentam uma autonomia processual que muitas vezes assume ares, aos olhos de alguns ministros, de insubordinação.
O ministro Gilmar Mendes, que tem o galardão de ter sido dos primeiros, se não o primeiro, a se insurgir contra o que considera abusos da Operação Lava Jato, trabalha com o intuito de submeter os procuradores à tutela do Supremo, – ele dirá da lei – para que o cachorro continue abanando o rabo, e não o contrário.
PROVAS NULAS – Para isso, Gilmar não se inibe de usar provas inválidas para marcar sua posição. Os diálogos roubados por hackers e divulgados pelo site The Intercept e outros jornais e revistas foram usados pelo ministro Gilmar Mendes para demonstrar que os procuradores zombavam do Supremo e de alguns de seus ministros.
Nenhum dos citados declarou-se ofendido de fato, e os comentários podem ser considerados, ao contrário, comemorações pelo apoio que pressentiram vir de membros do Supremo. É claro que, fora do contexto, e numa leitura crítica, podem ser vistos como ofensivos, e, sem dúvida, representam informalidade indevida no trato de procuradores e ministros do Supremo.

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