sexta-feira, outubro 04, 2019

Os tempos do Brasil sem lei e sem justiça chegaram ao final’, diz o ingênuo Moro


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O ministro Sérgio Moro resolveu também se comunicar pelo Twitter
Pepita Ortega e Fausto MacedoEstadão
O ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) disse que “os tempos do Brasil sem lei e sem Justiça chegaram ao final”, acrescentando que “a lei tem que estar acima da impunidade, tem que proteger as pessoas”. Em sua página no Twitter, Moro escreveu. “Precisamos mandar uma mensagem clara à sociedade. O crime não compensa e não seremos mais um paraíso para a prática de crimes ou para criminoso.”
Moro divulgou o link da campanha publicitária do pacote anticrime, sua grande aposta no enfrentamento à corrupção, ao crime organizado e à violência. Segundo ele, “a campanha foca nas pessoas, nos dramas sofridos pelas vítimas de cada crime e da falta de resposta da lei”.
UM SONHO – Moro postou que o pacote anticrime é “um sonho em construção, que não pode ser feito pelo Governo sozinho”. “Precisamos mandar uma mensagem clara a sociedade que os tempos do Brasil sem lei e sem justiça chegaram ao final. Que o crime não compensa e que não seremos mais um paraíso para a prática de crimes ou para criminosos”, afirmou Moro, no lançamento do #ProjetoAnticrime.
O ministro da Justiça destacou que,  com o slogan ‘Pacote Anticrime. A lei tem que estar acima da impunidade’, as peças poderão ser vistas em rádio, TV, internet e cinema, abrangendo todo tipo de público.
MENOS HOMICÍDIOS – Em outro post, o ministro anotou que até julho o País registrou 7.109 assassinatos a menos em comparação ao mesmo período do ano passado, ou uma queda de 22%. “Crimes caem em todo o país. Precisam cair mais.”
Segundo o ministro Moro, no projeto de lei anticrime foi ampliado o rol de condenados sujeitos à extração do perfil genético (DNA), ‘o que vai facilitar a solução das investigações de crimes’.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Sérgio Moro é um grande juiz, respeitado no mundo inteiro. Cometeu um erro ao abandonar a magistratura para servir a Bolsonaro. Julgou que o Congresso iria aprovar o pacote anticrime, devido à pressão do governo e da opinião pública, mas não é assim que funciona. Bolsonaro e o Congresso vão embromá-lo durante meses. Essa campanha publicitária faz parte da encenação, porque o show não pode parar. E hoje, feliz com a campanha, Moro disse que Bolsonaro é seu candidato em 2020. Perdeu boa oportunidade de ficar calado. (C.N.).

Janot estava em Minas no dia em que disse ter desejado atirar em Gilmar


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Janot deixou a barba crescer e quer virar “machão”
Deu no Poder360
O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estava em Belo Horizonte em 11 de maio de 2017, dia em que disse que entrou armado no STF (Superior Tribunal Federal) para matar o ministro Gilmar Mendes e cometer suicídio em seguida. As informações são do site de notícias Jota.
Janot havia viajado na manhã anterior. Voltou de Minas Gerais apenas em 15 de maio, quando teve compromissos institucionais na Procuradoria da República e na Procuradoria Regional da República. Na 6ª feira (12.mai.2017), ministrou uma palestra na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
FAB CONFIRMA – A Força Aérea Brasileira confirma que, em 10 de maio, houve apoio aéreo, determinado pelo ministério da Defesa, em favor do procurador-geral da República para cumprimento de compromisso oficial.
Nas atas das sessões do Supremo, quem representava a Procuradoria Geral da República no plenário em 20 de maio era o subprocurador Bonifácio de Andrada.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Que vexame, hein? Como é que o procurador inventa uma afirmação desse nível? Só pode ser uma tentativa de aumentar a venda do livro. Essa mancada fez a integridade de Janot ir pelo espaço. Além de suposto homicida cagão, agora se tornou também mentiroso. Realmente, é um espanto! (C.N.)

Advogado de Lula comemora depoimento de Marcelo Odebrecht a seu favor

Empresário disse que acusar Lula sem esclarecimento de contradições é "tremendamente injusto"

Renan Calheiros adere à onda Lula

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Marcelo Odebrecht frustra Lava Jato e defende Lula

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Gari tem direito a aposentadoria especial?

[Modelo] Ação de reparação civil de danos em veículo automotor decorrentes de ausência de manutenção da via pública

STF acionará PGR para validar mensagens do Telegram envolvendo Moro e Dallagnol


Gilmar pode abrir caminho para anular decisões da Lava Jato
Thais Arbex
Reynaldo Turollo Jr.
Folha
Em meio a questionamentos sobre os métodos da Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal (STF) tomará iniciativas para validar juridicamente as mensagens de Telegram envolvendo integrantes da operação.
Por meio do ministro Gilmar Mendes, o tribunal vai acionar a  Procuradoria-Geral da República (PGR) para buscar verificar a autenticidade dos arquivos. Outros integrantes do STF apoiam o movimento de Gilmar nos bastidores. Se a apuração atestar oficialmente a veracidade das mensagens, estas poderão ser usadas em processos com eventuais impactos sobre decisões judiciais e agentes públicos que atuaram na Lava Jato.
IMPARCIALIDADE EM XEQUE – As conversas de Telegram, obtidas pelo The Intercept Brasil e divulgadas pelo site e por outros veículos, incluindo a Folha, expuseram a proximidade entre Sergio Moro e procuradores e colocaram em dúvida a imparcialidade, como juiz, do atual ministro da Justiça e a conduta da força-tarefa, incluindo o chefe, Deltan Dallagnol.
A PGR poderá receber o material do STF, que requisitou as mensagens à Polícia Federal, ou da polícia, responsável pela investigação sobre o caso. A senha para que a Corte adotasse uma medida foi dada na quarta-feira, dia 2, no plenário, pelo subprocurador-geral Alcides Martins, designado pelo novo procurador-geral, Augusto Aras, para representar a PGR naquela sessão.
CRÍTICAS DE GILMAR – Momentos antes, na sessão, Gilmar criticara os métodos da Lava Jato com base nas mensagens já divulgadas pelo Intercept. O magistrado leu trechos das conversas dos procuradores e apontou indícios de ilegalidades.
“Queria deixar aqui patente a minha preocupação com todas as colocações feitas pelo eminente ministro Gilmar Mendes. Não me cabe fazer nenhum juízo de valor, seja em relação às pessoas, seja em relação às instituições, [aos] atos, à gravidade deles que foi referida”, disse Martins.
“Se me permite, ministro Gilmar, se pudesse encaminhar esses elementos à Procuradoria-Geral para que fossem avaliados por quem é de direito, porque o que referiu é de extrema gravidade.”
DESVIOS FUNCIONAIS – Gilmar decidiu enviar ofício à PGR solicitando que a instituição analise indícios de desvios funcionais de membros do Ministério Público citados por ele, o que pode demandar análise das mensagens. Integrantes da nova composição da PGR têm sinalizado interesse em analisar tecnicamente os arquivos de texto.
Em entrevista à Folha na última semana , Aras disse que, se validadas, as mensagens poderão servir para embasar eventuais procedimentos no  Conselho Superior do Ministério Público (CNMP). Para ele, porém, as mensagens não têm o condão de anular condenações já impostas.
“Se a verdade real é que o réu A, B ou C cometeu crime, o Estado de Direito impõe a preservação dessas condenações em função dos julgamentos já operados. Os desdobramentos, no que toca aos agentes que abusaram desses poderes, serão objeto de apreciação no CNMP”, disse Aras.
CONTROVÉRSIAS – Mas sua avaliação gera controvérsias. Alguns criminalistas, diferentemente de Aras, afirmam que, segundo a jurisprudência, provas (as mensagens) obtidas por meios ilícitos (hackeamento) podem ser usadas para inocentar réus condenados indevidamente, mas não para prejudicar pessoas —os procuradores.
Em julho, a Polícia Federal deflagrou a Operação Spoofing e prendeu quatro suspeitos de envolvimento no hackeamento de contas de Telegram de autoridades, como o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.
Com um deles, Walter Delgatti Neto, foram apreendidas as mensagens dos membros da força-tarefa repassadas ao Intercept. Recentemente, mais dois suspeitos foram presos e a polícia tem indícios fortes de que eles participaram das invasões do aplicativo e de sua divulgação.
FONTE ANÔNIMA – Quando os primeiros diálogos vieram à tona, em 9 de junho, o Intercept informou que obteve o material de fonte anônima. O pacote inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa em Curitiba a partir de 2015. As mensagens já estão sob custódia do Supremo, em dois processos, que são de relatoria dos ministros Alexandre de Moraes e Luiz Fux.
Os magistrados requisitaram o material à Justiça Federal em Brasília, responsável pela apuração do hackeamento, depois que o ministro Sergio Moro telefonou para algumas autoridades dizendo que os arquivos deveriam ser destruídos porque foram obtidos ilegalmente. Moraes solicitou as mensagens no âmbito do inquérito aberto em março por Toffoli para apurar fake news e ameaças à integridade de membros do tribunal. Além dos arquivos apreendidos, todo o inquérito da PF sobre as invasões do Telegram tem sido remetido ao Supremo e acompanhado por Moraes.
Fux determinou, em 1º de agosto, que as mensagens ficassem sob a guarda do tribunal depois que o PDT ajuizou uma ação pedindo para a Corte proibir o descarte. No último dia 27, Fux oficiou ao diretor-geral da Polícia Federal, delegado Maurício Valeixo, “para que remeta com urgência a este Supremo Tribunal Federal a cópia integral do(s) inquérito(s) contendo o material probatório coligido no âmbito da Operação Spoofing”.
CIRCUNSTÂNCIAS – O inquérito da PF, ainda em curso, não analisa o conteúdo das mensagens. A investigação foca apenas as circunstâncias da invasão, para tentar descobrir, por exemplo, se outras pessoas participaram do crime e se houve pagamento pela divulgação do material.
No fim de junho, a Segunda Turma do STF retomou um debate sobre a suposta falta de imparcialidade do então juiz Moro na condução do processo que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A defesa do petista e os ministros fizeram menção às mensagens que haviam sido divulgadas pelo Intercept até então. Os magistrados, no entanto, afirmaram que não poderiam considerá-las como provas, naquele momento, porque elas não tinham passado por um exame de autenticidade.
INCENTIVO –  No caso de Deltan, as mensagens indicam que o procurador incentivou colegas em Brasília e Curitiba a investigar os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes sigilosamente. A legislação brasileira não permite que procuradores de primeira instância, como é o caso dos integrantes da força-tarefa, façam apurações sobre ministros de tribunais superiores.
Moro e Deltan têm repetido que não reconhecem a autenticidade das mensagens, mas que, se verdadeiras, elas não contêm ilegalidades.

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