Você quer fazer alguma coisa para reagir a Bolsonaro? Eis a sua chance. Ele repetiu Collor de Mello e MANDOU que todos vistam roupas verde-amarelas no próximo sábado, 7 de setembro. #Dia7EuVouDePreto
quinta-feira, setembro 05, 2019
Com Moro ‘emparedado’, PF já dá como certa a demissão de Valeixo

Moro silenciou ao ser questionado se pretendia dispensar Valeixo
Breno Pires, Tânia Monteiro,
Vera Rosa e Renato Onofre
Estadão
Vera Rosa e Renato Onofre
Estadão
A saída do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, já é dada como certa pela corporação. Nos bastidores, a PF avalia que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi “emparedado” pelo presidente Jair Bolsonaro, vem sofrendo sucessivas derrotas no governo e perderá de vez o poder de comando se não tiver carta branca para indicar o substituto de Valeixo. A troca está sendo vista na PF como uma “capitulação” do ministro a interesses políticos. Moro silenciou nesta quarta-feira, dia 4, diante de repórteres quando questionado se pretendia dispensar Valeixo. Em menos de três minutos, ele encerrou a entrevista, alegando ter outros compromissos. A atitude foi considerada “ridícula” por um integrante da cúpula da PF. O ministro conversou com Valeixo, por telefone.
O Estado apurou que só o que falta, agora, é acertar a data da dispensa do diretor-geral, que tem férias de dez dias marcadas para a próxima segunda-feira. O nome mais cotado para substituir Valeixo é o do atual secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Gustavo Torres. O delegado é amigo do titular da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, desde a época em que o atual ministro era chefe de gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. Torres, por sua vez, era assessor parlamentar de Fernando Francischini, hoje deputado estadual pelo PSL do Paraná. Alinhado com a pauta de segurança pública de Bolsonaro, o delegado representaria uma mudança de perfil no cargo.
DESGASTE – “É um nome natural e de total confiança do presidente, que nós apoiamos”, afirmou o deputado Felipe Francischini (PSL-PR), filho de Fernando e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Torres já atuou em áreas como inteligência e combate ao crime organizado. A insistência de Bolsonaro em mudar o diretor-geral da PF desencadeou uma crise na corporação e se tornou novo foco de desgaste para Moro, que já perdeu o comando do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Além do Coaf, o ministrou sofreu outros reveses, como o “desconvite” que foi obrigado a fazer à cientista política Ilona Szabó e o fato de Bolsonaro ter ignorado suas sugestões para o decreto de armas.
Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, na última terça-feira, dia 3, Bolsonaro disse que estava “tudo acertado” com o ministro sobre a substituição de Valeixo. Na prática, a cúpula da PF está alarmada com a interferência do presidente nos trabalhos internos desde que ele anunciou a saída do superintendente da corporação no Rio, Ricardo Saadi, no dia 15 de agosto. Na época, a resistência de Valeixo em aceitar o nome sugerido por Bolsonaro, o do delegado superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, acabou por colocá-lo na mira do presidente. “Se eu não posso trocar o superintendente, posso trocar o diretor-geral”, afirmou Bolsonaro, na ocasião. Em sua equipe, Valeixo se cercou de nomes que trabalharam com a Lava Jato, entre eles o de Igor Romário de Paula, ex-titular da operação no Paraná. Igor foi nomeado diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor) da Polícia Federal, posto já ocupado por Valeixo. Além dele, foi indicado como diretor executivo Disney Rosseti, ex-superintendente da PF em São Paulo entre 2015 e 2018.
INTERFERÊNCIA – “Essa história de arejar a PF é que não entendemos. Se era para arejar, por que não se falou nisso em janeiro, quando foi trocada a administração da PF? O que deu errado de janeiro para cá? Por que esse movimento agora?”, criticou o presidente da Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal, Edvandir Paiva, em referência à declaração de Bolsonaro de que era preciso dar uma “arejada” no comando da PF. Bolsonaro nega que sua interferência na PF tenha ligação com a investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), seu filho primogênito. Flávio é suspeito de ter se beneficiado, quando era deputado estadual, em esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio – irregularidade que consiste em fazer o servidor devolver parte do salário ao parlamentar.
No Planalto, auxiliares do presidente afirmam que a relação entre ele e Moro melhorou, mas os dois já tiveram conversas muito duras. Um dos momentos mais tensos ocorreu em 23 de agosto, antes da cerimônia do Dia do Soldado. Seis dias depois, momentos antes de descer a rampa que dá acesso ao Salão Nobre do Palácio do Planalto, ao lado do ministro, Bolsonaro e ele haviam tido um diálogo ríspido por causa da insistência do presidente em mudar a direção da PF. Naquele dia, Moro quase deixou o cargo. Em um gesto de reaproximação, Bolsonaro o chamou de “patrimônio nacional” em cerimônia no Planalto.
ABIN – Ex-superintendente da PF no Paraná por duas vezes, Valeixo trabalhou com Moro na investigação do caso Banestado, há 15 anos. O atual diretor-geral da PF ficou à frente da diretoria de Combate ao Crime Organizado durante três anos na gestão de Leandro Daiello, o mais longevo comandante da corporação. A intenção de Bolsonaro não é só mexer na Polícia Federal. O presidente já sinalizou que vai fazer mudanças também na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e na Receita Federal.
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PARA LEMBRAR: CORPORAÇÃO NO CENTRO DA CRISE
PARA LEMBRAR: CORPORAÇÃO NO CENTRO DA CRISE
1. PF contradiz Bolsonaro
Em agosto, Bolsonaro alega “questão de produtividade” e diz que vai substituir o superintendente da PF no Rio, delegado Ricardo Saadi. No mesmo dia, PF, em nota, afirma que substituição já estava planejada e não tem “relação com desempenho”.
2. ‘Quem manda sou eu’
Bolsonaro anuncia que, para a vaga de Saadi, vai o delegado Alexandre Saraiva. “Quem manda sou eu”, diz. Comando a PF reage e avisa Moro de que “perderá o controle” do órgão se ceder a Bolsonaro.
3. Diretor-geral
“Se não posso trocar o superintendente, vou trocar o diretor-geral”, diz Bolsonaro em 22 de agosto, acrescentando que Maurício Valeixo (foto) é subordinado a ele, não a Moro
4. ‘Reveses’
Na semana passada, Moro defende o trabalho de Valeixo, mas admite “reveses”, sem entrar em detalhes.
Ernesto Araújo reforça críticas e diz que afirmação de Bachelet é “absurda” e “guiada por ideologias”
Posted on by Tribuna da Internet

Araújo disse que ‘Michelle Bachelet está muito mal informada’
Augusto Fernandes
Correio Braziliense
Correio Braziliense
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, reforçou as críticas do governo federal à alta comissária da ONU para os Direitos Humanos e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, que na quarta-feira, dia 4, disse haver uma “redução no espaço democrático” do Brasil. Para o chanceler, a afirmação de Bachelet é “absurda” e “guiada por ideologias” “Vimos ontem a alta comissária para Direitos Humanos (da ONU), Michelle Bachelet, dizendo que o Brasil viu uma diminuição do espaço para a democracia, o que é totalmente absurdo e guiado por ideologia. Algumas pessoas querem fazer com que pareçamos mal, quando estamos tentando fazer mudanças no sistema”, declarou Araújo nesta quinta-feira, dia 5, durante a conferência “Agenda do Brasil para Crescimento Econômico e Desenvolvimento”, organizada pelo Council of the Americas (COA).
“INTROMISSÃO” – A declaração de Bachelet foi uma crítica ao ímpeto nacionalista do presidente Jair Bolsonaro, resultante da crise dos incêndios na Amazônia. “Nos últimos meses, observamos (no Brasil) uma redução do espaço cívico e democrático, caracterizado por ataques contra defensores dos direitos humanos, restrições impostas ao trabalho da sociedade civil”, declarou a chilena. O chefe do Executivo federal rebateu a alta comissária da ONU, e afirmou que ela está “seguindo a linha” do presidente francês, Emmanuel Macron, ao “se intrometer nos assuntos internos e da soberania brasileira”. No entanto, Bolsonaro foi além e fez elogios a Augusto Pinochet, que comandou a ditadura chilena entre as décadas de 1970 e 1980, regime sob o qual o pai de Michelle Bachelet, Alberto Bachelet, foi preso, torturado e morto.
“(Bachelet) diz que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai, brigadeiro à época”, afirmou Bolsonaro. “Quando tem gente que não tem o que fazer, vai lá para a cadeira de Direitos Humanos da ONU”, acrescentou o presidente. Ainda nesta quinta-feira, Araújo fará uma reunião com o ministro das Relações Exteriores do Chile, Teodoro Ribera. O encontro havia sido agendado antes das polêmicas entre Bolsonaro e Bachelet.
“CRISE FALSA” – O chanceler brasileiro ainda comentou sobre os recentes incêndios na Floresta Amazônica e afirmou que a crise internacional gerada elas queimadas é falsa. “Temos incêndios florestais na região da Amazônia, como ocorre todos os anos. Neste ano em particular, tivemos mais incêndios do que no ano passado. De repente, virou uma crise. De repente, as pessoas dizem que a Amazônia está sendo consumida pelo fogo, que a Amazônia está queimando e de que é culpa do governo brasileiro. Uma crise falsa, uma interpretação falsa da situação e uma falsa atribuição de motivos”, destacou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Araújo endossou os ataques de Bolsonaro e disse que Bachelet está “muito mal informada” sobre o Brasil. Só que até pouco tempo, para construir o seu discurso de oposição ao governo Nicolás Maduro, o ministro usava o relatório de Bachelet sobre violações aos direitos humanos na Venezuela como base. Inclusive o documento era motivo de entusiasmo do chanceler que, em reuniões internas, costumava citá-lo como prova cabal de que o Brasil está certo ao apontar violações aos direitos humanos na Venezuela. (Marcelo Copelli)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Araújo endossou os ataques de Bolsonaro e disse que Bachelet está “muito mal informada” sobre o Brasil. Só que até pouco tempo, para construir o seu discurso de oposição ao governo Nicolás Maduro, o ministro usava o relatório de Bachelet sobre violações aos direitos humanos na Venezuela como base. Inclusive o documento era motivo de entusiasmo do chanceler que, em reuniões internas, costumava citá-lo como prova cabal de que o Brasil está certo ao apontar violações aos direitos humanos na Venezuela. (Marcelo Copelli)
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